O convite do rei

Lições da Bíblia.

“Festa de casamento é uma coisa. Festa de casamento de um rei é outra coisa. E ser convidado para um banquete de casamento realizado por um rei para seu próprio filho teria sido realmente uma honra muito grande. Na Bíblia, as imagens do casamento, especialmente o casamento do Filho, são, naturalmente, uma referência óbvia ao relacionamento entre Jesus e Sua igreja (‘Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, ataviada como noiva adornada para o seu esposo. Apoc. 21:2. ‘Então, veio um dos sete anjos que têm as sete taças cheias dos últimos sete flagelos e falou comigo, dizendo: Vem, mostrar-te-ei a noiva, a esposa do Cordeiro;’ Apoc. 21:9).”

Mateus 22:1-8 é relatado parte da parábola das Bodas e essa se ajusta perfeitamente ao contexto do capítulo Mateus 21 quando, rejeitando o convite para as bodas, os judeus desprezaram as bênçãos, os privilégios e as responsabilidades da aliança. “De novo, entrou Jesus a falar por parábolas, dizendo-lhes: O reino dos céus é semelhante a um rei que celebrou as bodas de seu filho. Então, enviou os seus servos a chamar os convidados para as bodas; mas estes não quiseram vir. Enviou ainda outros servos, com esta ordem: Dizei aos convidados: Eis que já preparei o meu banquete; os meus bois e cevados já foram abatidos, e tudo está pronto; vinde para as bodas. Eles, porém, não se importaram e se foram, um para o seu campo, outro para o seu negócio; e os outros, agarrando os servos, os maltrataram e mataram. O rei ficou irado e, enviando as suas tropas, exterminou aqueles assassinos e lhes incendiou a cidade. Então, disse aos seus servos: Está pronta a festa, mas os convidados não eram dignos.” (Mat. 22:1-8)

“Observe, também, como todos os preparativos foram feitos pelo rei: ele organizou o casamento, preparou o jantar e abateu os animais. Na verdade, a mensagem foi: ‘tudo está preparado. Venham para o banquete de casamento’ (v. 4, NVI). No fim, tudo que o povo tinha que fazer era aceitar o que lhe era oferecido.”

“Observe, também, as coisas que motivaram o povo a desprezar o convite. Alguns desprezaram o convite, ou seja, não o levaram a sério; acharam que não era significativo e não o consideraram importante. Isso poderia simbolizar os que atualmente não levam a sério as reivindicações de Deus, que por diversas razões nunca se abrem para a verdade. Outros ‘se foram’ (v. 5). Jesus disse que o caminho da salvação é estreito (Mt 7:14); as pessoas podem encontrar todo tipo de desculpas para evitar e rejeitar o convite. Para outros, foi simplesmente a atração das coisas materiais. E, finalmente, enquanto alguns simplesmente ignoraram o convite, outros efetivamente perseguiram os mensageiros. Seja qual for a razão, todos eles ficaram de fora. Pense, também, nas palavras do rei, ao dizer que os que rejeitaram o convite ‘não eram dignos’. Como entender isso, à luz da universalidade de todo o pecado e pecaminosidade humanos? Qual de nós é realmente digno de ser convidado para festa do Rei? No fim, como veremos, ‘dignidade’ no sentido bíblico, vem do que Cristo faz por nós; nossa dignidade não está em nós mesmos, mas no que permitimos que Deus faça por nós e em nós.”

“Das razões apresentadas acima pelos que rejeitaram o convite, com qual delas você acha mais difícil lidar, em sua própria vida? Que promessas você pode suplicar, para habilitá-lo a enfrentá-la?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – segunda-feira 06 de junho de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Dias de fervor

Lições da Bíblia.

“Relatando alguns dos últimos dias do ministério terrestre de Jesus, o capítulo 21 de Mateus está cheio de drama, tensão e agitação. Revela também, como a Bíblia faz frequentemente, a terrível habilidade de nosso coração, de nos enganar, e o poder do maligno de cegar nossa mente para as verdades mais óbvias. Ao olhar para o passado, é fácil pensar: Como esses líderes puderam ter sido tão duros, tão cegos e tão furiosos, diante de toda a evidência que Jesus lhes tinha dado?”

“No entanto, não devemos nos enganar. Existe alguma razão para pensar, mesmo como adventistas do sétimo dia, vivendo com tanta luz, que somos muito diferentes? Não manifestamos, às vezes, uma indiferença dura e insensível com relação à verdade, especialmente quando interfere nos nossos pecados, desejos acariciados e mundanismo? Claro, Deus nos ama, Cristo morreu por nós, e o perdão está disponível a todos. Mas essas mesmas palavras poderiam ser ditas sobre as pessoas nesse capítulo, bem como os que não apenas viraram as costas para Jesus, mas que trabalharam contra Ele. Quão cuidadosos devemos ser, pois enganamos a nós mesmos se pensamos que não podemos ser enganados também!”

O pano de fundo para a parábola de Mateus 22 está em Mateus 21. Entre tantas coisas que acontecem ali, o tema básico é a rejeição dos judeus porque desprezaram os mensageiros de Cristo e as vestes da justiça. “Atentai noutra parábola. Havia um homem, dono de casa, que plantou uma vinha. Cercou-a de uma sebe, construiu nela um lagar, edificou-lhe uma torre e arrendou-a a uns lavradores. Depois, se ausentou do país. Ao tempo da colheita, enviou os seus servos aos lavradores, para receber os frutos que lhe tocavam. E os lavradores, agarrando os servos, espancaram a um, mataram a outro e a outro apedrejaram. Enviou ainda outros servos em maior número; e trataram-nos da mesma sorte. E, por último, enviou-lhes o seu próprio filho, dizendo: A meu filho respeitarão. Mas os lavradores, vendo o filho, disseram entre si: Este é o herdeiro; ora, vamos, matemo-lo e apoderemo-nos da sua herança. E, agarrando-o, lançaram-no fora da vinha e o mataram. Quando, pois, vier o senhor da vinha, que fará àqueles lavradores? Responderam-lhe: Fará perecer horrivelmente a estes malvados e arrendará a vinha a outros lavradores que lhe remetam os frutos nos seus devidos tempos. […] Os principais sacerdotes e os fariseus, ouvindo estas parábolas, entenderam que era a respeito deles que Jesus falava; e, conquanto buscassem prendê-lo, temeram as multidões, porque estas o consideravam como profeta.” (Mat. 21: 33-41,45-46).

“Talvez as linhas mais fascinantes de todo o capítulo sejam as duas últimas. Não importando quão duro fosse o coração das pessoas para com Jesus, algo de Sua mensagem deve ter alcançado sucesso, porque elas sabiam que Ele estivera falando a respeito delas. Teria sido um problema se elas tivessem deixado de compreender totalmente o assunto, mas entenderam. Esse foi o problema: as pessoas pareciam ter entendido, pelo menos o suficiente para querer tirar Jesus do caminho. Como é fascinante, igualmente, que tenha sido o próprio povo, as multidões de judeus atraídos para Jesus, que impediram os líderes de prendê-Lo naquele momento! Como é triste que os que deveriam ter sido os professores dos outros eram os que tinham mais a aprender e, em muitos casos, nunca chegaram a aprender! Quando eles finalmente aprenderem, será tarde demais! ‘Tu, porém, por que julgas teu irmão? E tu, por que desprezas o teu? Pois todos compareceremos perante o tribunal de Deus.’ (Rom. 14:10).”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – domingo 05 de junho de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

As vestes nupciais

Lições da Bíblia.

“Portanto, agora, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o espírito” (Rm 8:1, RC).

“A justiça de Cristo é a única roupa feita no Céu, oferecida à humanidade caída e, se esperamos jantar com o Rei, devemos vesti-la conscientemente, a cada dia.”

“Todos somos convidados para o banquete do casamento do rei, mas nem todos aceitam o convite. Entre os que realmente decidem comparecer à festa, alguns optam por não usar as roupas fornecidas pelo rei: as vestes de justiça de Cristo. Não é suficiente aceitar o convite; precisamos ter as roupas adequadas.”

“A história cristã está cheia de páginas escuras. Coisas horríveis foram feitas por professos seguidores de Cristo e, segundo nossa compreensão da profecia, mais mal será feito em Seu nome, também, antes da segunda vinda de Jesus. Nesta semana examinaremos uma parábola fascinante, que revela a verdade dolorosa de que nem todos os que professam ser seguidores de Cristo são de fato. Naturalmente, quem somos nós para julgar entre os fiéis e os infiéis? Quem somos nós para ver o ‘cisco que está no olho do [nosso] irmão, e não [nos darmos] conta da viga que está em [nosso] próprio olho?’ (Mt 7:3, NVI). Nós não fazemos esse julgamento. Mas Deus faz.”

“Os convidados à ceia do evangelho são os que professam servir a Deus, cujos nomes estão escritos no livro da vida. Nem todos, porém, que professam ser cristãos, são discípulos verdadeiros. Antes que seja dada a recompensa final, precisa ser decidido quem está apto para participar da herança dos justos. Essa decisão deve ser feita antes da segunda vinda de Cristo, nas nuvens do céu; porque quando Ele vier, o galardão estará com Ele ‘para retribuir a cada um segundo as suas obras’ (Ap 22:12; Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p. 310).”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – sábado 04 de junho de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

A Reabilitação do Homem

Lições da Bíblia.

“As parábolas da ovelha e da dracma perdidas, e do filho pródigo, apresentam em traços claros, o misericordioso amor de Deus para com os que dEle se desviam. Embora se tenham dEle apartado, Deus não os abandona na miséria. Está cheio de amor e terna compaixão para com todos os que estão expostos às tentações do astucioso inimigo.

Na parábola do filho pródigo é-nos apresentado o procedimento do Senhor com aqueles que uma vez conheceram o amor paterno, mas consentiram ao tentador levá-los cativos a sua vontade.

‘Um certo homem tinha dois filhos. E o mais moço deles disse ao pai: Pai, dá-me a parte da fazenda que me pertence. E ele repartiu por eles a fazenda. E, poucos dias depois, o filho mais novo, ajuntando tudo, partiu para uma terra longínqua.’ Luc. 15:11-13.

A Bíblia fala de homens que ‘dizendo-se sábios, tornaram-se loucos’. Rom. 1:22. E esta é a história do jovem da parábola. A fazenda que de forma egoísta pedira de seu pai, dissipou com meretrizes. Os tesouros de sua varonilidade foram esbanjados. Os preciosos anos de vida, a força do intelecto, as brilhantes visões da juventude, as aspirações espirituais – tudo foi consumido no fogo do prazer.

Que quadro nos é apresentado da condição do pecador! Embora envolto pelas bênçãos do amor de Deus, nada há que o pecador, inclinado à satisfação própria e aos prazeres pecaminosos, mais deseje do que a separação de Deus. Como o filho ingrato, reclama as boas coisas de Deus, como suas por direito. Recebe-as como coisa muito natural, não agradece nem presta serviço algum de amor. Como Caim saiu da presença do Senhor para procurar morada; como o filho pródigo partiu ‘para uma terra longínqua’ (Luc. 15:13), assim, no esquecimento de Deus, procuram os pecadores a felicidade. (Rom. 1:28.)

Qualquer que seja a aparência, toda vida centralizada no eu, está arruinada. Todo aquele que procura viver separado de Deus, dissipa seus bens. Desperdiça os preciosos anos, esbanja as forças do intelecto, do coração e da alma, e trabalha para a sua eterna perdição. O homem que se aliena de Deus, para servir a si mesmo, é escravo de Mamom. A mente, que Deus criou para a companhia de anjos, degradou-se no serviço do que é terreno e animal. Este é o fim a que tende quem serve o próprio eu.

Se você escolheu uma tal vida, sabe então que gasta dinheiro com o que não é pão, e trabalho com o que não satisfaz. Virão dias em que reconhecerá a sua degradação. Só, na longínqua terra, você sente a miséria, e brada em desespero: ‘Miserável homem que eu sou! Quem me livrará do corpo desta morte?’ Rom. 7:24. As palavras do profeta contêm a afirmação de uma verdade universal: ‘Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do Senhor! Porque será como a tamargueira no deserto e não sentirá quando vem o bem; antes, morará nos lugares secos do deserto, na terra salgada e inabitável.’ Jer. 17:5 e 6.” (Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p. 198-201).

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – sexta-feira 03 de junho de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

As roupas do pai

Lições da Bíblia.

“Ellen G. White, em Parábolas de Jesus, páginas 203, 204, acrescenta à história um detalhe interessante, que não é encontrado no próprio texto. Descrevendo a cena do pai se aproximando do filho enquanto ele humildemente voltava para casa, ela escreveu: ‘O pai não permitiu que olhos desdenhosos zombassem da miséria e vestes esfarrapadas do filho. Tomou de seus próprios ombros o manto amplo e valioso, e envolveu o corpo combalido do filho. O jovem soluçou seu arrependimento, dizendo: ‘Pai, pequei contra o Céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho’ (Lc 15:21). O pai tomou-o consigo e o levou para casa. Não lhe foi dada a oportunidade de pedir a posição do trabalhador. Era um filho que devia ser honrado com o melhor que a casa podia oferecer, e ser servido e respeitado pelos criados e criadas.”

“Mas o pai disse aos seus servos: ‘Depressa! Tragam a melhor roupa e vistam nele. Coloquem um anel em seu dedo e calçados em seus pés. Tragam o novilho gordo e matem-no. Vamos fazer uma festa e comemorar. Pois este meu filho estava morto e voltou à vida; estava perdido e foi achado’. E começaram a festejar” (Lc 15:22-24, NVI).

Essa referência nos dá um vislumbre sobre o caráter amoroso e misericordioso de Deus, Ele é representado como o Pai que troca nossas vestes esfarrapadas por Seu traje novo e que recebeu o filho não na posição de empregado, mas de filho amado.

“O desejo do pai era cobrir imediatamente a vergonha dos erros do filho. Que mensagem para nós, sobre esquecer o passado, e não ficar pensando nos erros cometidos, tanto os nossos quanto os dos outros! Alguns dos piores pecados não são conhecidos agora, mas um dia serão (‘Portanto, nada julgueis antes do tempo, até que venha o Senhor, o qual não somente trará à plena luz as coisas ocultas das trevas, mas também manifestará os desígnios dos corações; e, então, cada um receberá o seu louvor da parte de Deus.’ 1 Cor. 4:5). Como Paulo, precisamos esquecer o passado e avançar para o que está diante de nós (‘Irmãos, quanto a mim, não julgo havê-lo alcançado; mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.’ Filip. 3:13-14).”

O sentido das palavras do pai, ao dizer que seu filho estava morto e reviveu demostra que o pai não tinha esperança de rever o filho. Era como se estivesse morto. Sem Cristo, estamos espiritualmente mortos. “porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado. E começaram a regozijar-se.” (Luc. 15:24).

“No fim, não há meio-termo nas questões definitivas da salvação. Quando tudo finalmente acabar (E aquele que está assentado no trono disse: Eis que faço novas todas as coisas. E acrescentou: Escreve, porque estas palavras são fiéis e verdadeiras.’ Apoc. 21:5), e o grande conflito terminar, cada ser humano receberá vida eterna ou morte. Não há outra opção.”

“Certamente precisamos pensar em nossas escolhas diárias, tanto boas quanto más, como fez o filho pródigo.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – quinta-feira 02 de junho de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

A melhor roupa

Lições da Bíblia.

“Como vimos, o próprio filho teve que tomar a decisão de retornar. Não houve coação da parte do pai. Deus não força ninguém a obedecer. Se Ele não forçou Satanás a obedecer no Céu, nem Adão e Eva a obedecer no Éden, por que o faria então, muito tempo depois que as consequências da desobediência causaram estragos sobre a humanidade?” “Porque, como, pela desobediência de um só homem, muitos se tornaram pecadores, assim também, por meio da obediência de um só, muitos se tornarão justos. Sobreveio a lei para que avultasse a ofensa; mas onde abundou o pecado, superabundou a graça, a fim de que, como o pecado reinou pela morte, assim também reinasse a graça pela justiça para a vida eterna, mediante Jesus Cristo, nosso Senhor. (Rom. 5:18-21).

Diante da confissão do filho a reação do pai foi de perdão e reconciliação total não requerendo do filho nenhuma penitência, obras ou ações de restituição. “E, levantando-se, foi para seu pai. Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou, e, compadecido dele, correndo, o abraçou, e beijou. E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho. O pai, porém, disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa, vesti-o, ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés; trazei também e matai o novilho cevado. Comamos e regozijemo-nos, porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado. E começaram a regozijar-se.” (Luc. 15:20-24). “Há esperança para o teu futuro, diz o SENHOR, porque teus filhos voltarão para os seus territórios. Bem ouvi que Efraim se queixava, dizendo: Castigaste-me, e fui castigado como novilho ainda não domado; converte-me, e serei convertido, porque tu és o SENHOR, meu Deus. Na verdade, depois que me converti, arrependi-me; depois que fui instruído, bati no peito; fiquei envergonhado, confuso, porque levei o opróbrio da minha mocidade. Não é Efraim meu precioso filho, filho das minhas delícias? Pois tantas vezes quantas falo contra ele, tantas vezes ternamente me lembro dele; comove-se por ele o meu coração, deveras me compadecerei dele, diz o SENHOR.” (Jer. 31:17-20).

“O filho confessou ao pai, mas, lendo o texto, você pode ter a impressão de que o pai quase não ouviu. Perceba a ordem: o pai correu ao encontro do filho, lançou-se sobre ele e o beijou. Claro, a confissão foi bonita, e provavelmente fez mais bem ao filho do que ao pai, mas naquele momento as ações do filho falavam mais alto que suas palavras. O pai, também, ordenou aos empregados que trouxessem “a melhor roupa” e a colocassem sobre o filho. A palavra grega traduzida como ‘melhor’, nesse texto, vem de protos, que significa muitas vezes ‘primeiro’ ou ‘principal’. O pai estava lhe dando o melhor que tinha para oferecer.”

“Pense também no contexto: o filho tinha vivido na pobreza não se sabe por quanto tempo. Provavelmente ele não tenha ido para casa vestido com as melhores roupas (para não dizer outra coisa!). Afinal, ele havia alimentado porcos até então. O contraste, sem dúvida, entre o que ele estava usando quando foi abraçado pelo pai (note, também, que o pai não esperou até que ele estivesse limpo para abraçá-lo) e o manto que foi colocado sobre ele não poderia ter sido mais completo. O que isso mostra, entre outras coisas, é que a restauração, pelo menos entre o pai e o filho, naquele momento foi completa. Se vermos “a melhor roupa” como o manto da justiça de Cristo, então tudo que era necessário foi provido naquele momento e naquele local. O filho pródigo se arrependeu, confessou, e se converteu de seus caminhos. O pai supriu o restante. Se isso não é um símbolo da salvação, o que seria?”

“O que é fascinante ali, também, é que da parte do pai, não houve censura do tipo ‘eu avisei’. Não havia necessidade disso, não é mesmo? O pecado recebe seu próprio salário. Ao lidar com pessoas que voltam ao Senhor, depois de terem se afastado, como podemos aprender a não lançar seus pecados diante deles?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – terça-feira 31 de maio de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Você pode voltar para casa

Lições da Bíblia.

“No início do século XX, o romancista Thomas Wolfe escreveu um clássico literário, You Can’t Go Home Again [Você não Pode Voltar para Casa], sobre um homem que deixa sua família de origem humilde no sul, vai para Nova York, faz sucesso como escritor, e depois procura retornar às suas raízes. Não foi uma transição fácil; daí o título do livro.”

Na história do filho pródigo, é o filho quem faz a longa viagem para buscar a reconciliação, comparando como a parábola da ovelha perdida e da moeda perdida, observa-se um contraste, nelas o pastor procurou a ovelha, e a mulher procurou a moeda. A importante diferença é o fato do pastor e da mulher, que parábola representam a Deus, tomar a efetiva iniciativa em busca o perdido. Qual, dentre vós, é o homem que, possuindo cem ovelhas e perdendo uma delas, não deixa no deserto as noventa e nove e vai em busca da que se perdeu, até encontrá-la? Achando-a, põe-na sobre os ombros, cheio de júbilo. E, indo para casa, reúne os amigos e vizinhos, dizendo-lhes: Alegrai-vos comigo, porque já achei a minha ovelha perdida. Digo-vos que, assim, haverá maior júbilo no céu por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento. Ou qual é a mulher que, tendo dez dracmas, se perder uma, não acende a candeia, varre a casa e a procura diligentemente até encontrá-la? E, tendo-a achado, reúne as amigas e vizinhas, dizendo: Alegrai-vos comigo, porque achei a dracma que eu tinha perdido. Eu vos afirmo que, de igual modo, há júbilo diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende.” (Luc. 15:4-10).

“Talvez nas duas outras parábolas, os objetos perdidos nem mesmo soubessem que estavam perdidos (no caso da moeda, certamente), e não poderiam voltar, mesmo que tentassem. No caso do filho pródigo, ele se afastou da ‘verdade’, por assim dizer, e somente depois que se encontrava nas trevas (‘Respondeu Jesus: Não são doze as horas do dia? Se alguém andar de dia, não tropeça, porque vê a luz deste mundo; mas, se andar de noite, tropeça, porque nele não há luz.’ João 11:9-10) percebeu quão perdido estava. Ao longo da história da salvação, Deus teve que lidar com os que, tendo luz, propositadamente se afastaram dessa luz e seguiram seu próprio caminho. A boa notícia dessa parábola é que, no caso dessas pessoas, mesmo as que viraram as costas para Deus, mesmo depois de ter conhecido Sua bondade e amor, o Senhor ainda estava disposto a restaurá-las à posição que tiveram antes, em Sua família da aliança. Porém, assim como o jovem escolheu sair de casa por sua própria livre vontade, ele teve que escolher voltar, por sua própria livre vontade. Conosco funciona da mesma forma.”

“O que é igualmente interessante sobre essas parábolas é o contexto em que foram ditas. Leia Lucas 15:1, 2. (‘Aproximavam-se de Jesus todos os publicanos e pecadores para o ouvir. E murmuravam os fariseus e os escribas, dizendo: Este recebe pecadores e come com eles.’) Observe as diferentes pessoas que estavam ouvindo. o que Jesus dizia. Que mensagem poderosa deveria ser para nós o fato de que, em vez de apresentar advertências sobre eventos apocalípticos do tempo do fim ou sobre juízo e condenação sobre os impenitentes, Jesus falou por parábolas, mostrando o intenso amor e cuidado do Pai por todos os perdidos, independentemente do que os levou a essa condição.”

“Você conhece pessoas que se afastaram de Deus? Que esperança você pode tirar dessa história de que nem tudo está perdido? Qual é a importância da oração pelos que ainda não aprenderam a lição que o filho pródigo aprendeu de forma tão dolorosa?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – terça-feira 31 de maio de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Abrindo as asas

Lições da Bíblia.

“Imagine o pai, observando seu corajoso filho colocar as coisas na mochila, preparando-se para deixar o lar. Talvez ele tenha perguntado ao filho aonde ele iria, em que trabalharia, quais eram seus sonhos para o futuro. Não sabemos quais foram as respostas do filho. É possível que não tenham sido animadoras, pelo menos para o pai. O filho, entretanto, muito provavelmente estivesse pronto para os bons tempos à frente.”

“Afinal, por que não? Ele era jovem, aventureiro, tinha dinheiro para gastar e um mundo para conhecer. A vida na fazenda da família aparentemente lhe era enfadonha e desagradável, em contraste com todas as possibilidades que o mundo lhe apresentava.”

O filho pródigo estava realmente arrependido, e não somente infeliz por causa das consequências de suas más ações. “Passados não muitos dias, o filho mais moço, ajuntando tudo o que era seu, partiu para uma terra distante e lá dissipou todos os seus bens, vivendo dissolutamente. Depois de ter consumido tudo, sobreveio àquele país uma grande fome, e ele começou a passar necessidade. Então, ele foi e se agregou a um dos cidadãos daquela terra, e este o mandou para os seus campos a guardar porcos. Ali, desejava ele fartar-se das alfarrobas que os porcos comiam; mas ninguém lhe dava nada. Então, caindo em si, disse: Quantos trabalhadores de meu pai têm pão com fartura, e eu aqui morro de fome! Levantar-me-ei, e irei ter com o meu pai, e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus trabalhadores.” (Luc. 15:13-19).

“É difícil saber como essa história terminaria se as coisas tivessem dado certo para o filho pródigo. Suponha que ele encontrasse formas de ganhar dinheiro e de fazer com que os bons tempos continuassem? Não é provável, pelo menos tendo em vista o texto, que ele voltasse ‘ajoelhado’, não é mesmo? Quantos, entre nós, às vezes, têm ficado realmente tristes, não tanto por causa dos pecados, mas pelas consequências, principalmente quando somos descobertos? Mesmo o pagão mais insensível se arrependerá do adultério se, em resultado, ele pegar herpes, gonorreia, ou alguma outra doença sexualmente transmissível. Não há nada de cristão na tristeza pela dor que vem de nossas escolhas erradas, não é mesmo?”

“O que dizer, então, sobre esse rapaz? Não há dúvida de que a situação terrível em que ele se encontrava tenha causado uma atitude diferente, que poderia não ter ocorrido sob outras circunstâncias. Mas, os pensamentos de seu coração, como revelados nos textos, demonstram um sentimento de verdadeira humildade e a compreensão de que ele havia pecado contra seu pai e contra Deus. O discurso que ele preparou em seu coração parecia mostrar a sinceridade de seu arrependimento.”

“Às vezes é preciso que más consequências de nossas ações nos despertem para a realidade de nossos pecados, não é? Ou seja, somente depois que nossas ações resultam em sofrimento é que verdadeiramente nos arrependemos dessas ações, e não apenas dos resultados. O que dizer de você e das situações que está enfrentando? Por que não decidir evitar o pecado e poupar a si mesmo de todo sofrimento e do arrependimento que (se espera) resultarão?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – segunda-feira 30 de maio de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF