“Nem rasgará as suas vestes”

Lições da Bíblia.

“O sumo sacerdote entre seus irmãos, sobre cuja cabeça foi derramado o óleo da unção, e que for consagrado para vestir as vestes sagradas, não desgrenhará os cabelos, nem rasgará as suas vestes” (Lv 21:10).

Por ocasião do julgamento de Jesus a atitude do sumo sacerdote (Caifás), ao rasgar suas vestes em reação à resposta que Cristo lhe deu, representou a quebra da lei e sua desqualificação para o ministério, no entanto ao morrer Jesus a lei cerimonial foi abolida quando o véu do templo se rasgou. “Ora, os principais sacerdotes e todo o Sinédrio procuravam algum testemunho falso contra Jesus, a fim de o condenarem à morte. E não acharam, apesar de se terem apresentado muitas testemunhas falsas. Mas, afinal, compareceram duas, afirmando: Este disse: Posso destruir o santuário de Deus e reedificá-lo em três dias. E, levantando-se o sumo sacerdote, perguntou a Jesus: Nada respondes ao que estes depõem contra ti? Jesus, porém, guardou silêncio. E o sumo sacerdote lhe disse: Eu te conjuro pelo Deus vivo que nos digas se tu és o Cristo, o Filho de Deus. Respondeu-lhe Jesus: Tu o disseste; entretanto, eu vos declaro que, desde agora, vereis o Filho do Homem assentado à direita do Todo-Poderoso e vindo sobre as nuvens do céu. Então, o sumo sacerdote rasgou as suas vestes, dizendo: Blasfemou! Que necessidade mais temos de testemunhas? Eis que ouvistes agora a blasfêmia! Que vos parece? Responderam eles: É réu de morte. Então, uns cuspiram-lhe no rosto e lhe davam murros, e outros o esbofeteavam, dizendo: Profetiza-nos, ó Cristo, quem é que te bateu! (Mat. 26:59-68). Ao morrer Jesus “[…] o véu do santuário rasgou-se em duas partes, de alto a baixo. (Mar. 15:38). “Ora, o essencial das coisas que temos dito é que possuímos tal sumo sacerdote, que se assentou à destra do trono da Majestade nos céus,” (Heb. 8:1)

“O sumo sacerdote rasgou as próprias vestes para simbolizar que Jesus estava para ser condenado à morte. Esse ato também traduzia a indignação de Caifás e significava seu horror diante da suposta blasfêmia que diziam ter Cristo proferido, ao Se declarar Filho de Deus. A lei mosaica proibia ao sumo sacerdote rasgar suas vestes clericais (Lv 10:6; 21:10), porque aquelas vestes simbolizavam a perfeição do caráter de Deus. Rasgá-las era o mesmo que profanar o caráter de Deus, desfigurar Sua perfeição. Assim, a ironia foi que Caifás era culpado de transgredir a própria lei que ele mesmo defendia. Isso o tornava indigno de seu ofício. Pior que isso, a penalidade para esse delito era a morte. Em tudo isso, é irônico que Jesus, que nada tinha feito de errado, estava para ser condenado à morte pela instigação do sacerdote que, por causa de suas ações, merecia morrer.”

“O simbolismo do gesto de rasgar as vestes era profundo. Era o começo do fim de todo o sistema terrestre de sacerdócio e sacrifício. Em breve, seria inaugurado um sistema novo e melhor, tendo Cristo como novo Sumo Sacerdote ministrando no santuário celestial.”

“As vestes do sacerdócio terrestre, tão cheias de simbolismo e significado para seu tempo, logo se tornariam símbolos de um sistema destituído de qualquer significado e perto do fim. Quão terrível é que os líderes religiosos estivessem tão cegos pelo ódio, ciúme e temor, que quando Cristo veio – Aquele para quem o sistema religioso de então apontava – muitos daqueles líderes (não todos) não perceberam! Era o povo comum que aceitava Jesus como Messias e assumia o trabalho que aqueles sacerdotes deveriam ter feito.”

“Em que sentido podemos ser apanhados em nosso senso de justiça própria, de superioridade moral e espiritual, que nos torna cegos para as importantes verdades que o Senhor deseja que aprendamos?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – terça-feira 14 de junho de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Ele “tirou as vestes”

Lições da Bíblia.

“Nos últimos dias da vida de Cristo, Ele Se encontrou com os discípulos no cenáculo para celebrar a Páscoa, festa nacional israelita, comemorativa de sua libertação da escravidão egípcia. Todavia, nem tudo estava bem. A atmosfera no cenáculo parecia estar densa por causa das tensões e má vontade. Pouco tempo antes, os discípulos estiveram discutindo sobre quem devia ocupar o lugar principal no reino. Agora, estavam juntos para celebrar a Páscoa, que deveria lhes ter falado a respeito da grande necessidade da graça salvadora de Deus na vida deles e de quão dependentes eles eram de Cristo.”

O relato de Mateus 20:20-28, revela um fato significativo na vida dos discípulos, eles, embora estivessem um bom tempo de convívio com Jesus, ainda não tinham entendido um princípio fundamental do cristianismo: “quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva”. Jesus deu o exemplo “[…] vestiu as roupas de um servo, para salvar. Os discípulos deviam ter essa mesma atitude.” “Então, se chegou a ele a mulher de Zebedeu, com seus filhos, e, adorando-o, pediu-lhe um favor. Perguntou-lhe ele: Que queres? Ela respondeu: Manda que, no teu reino, estes meus dois filhos se assentem, um à tua direita, e o outro à tua esquerda. Mas Jesus respondeu: Não sabeis o que pedis. Podeis vós beber o cálice que eu estou para beber? Responderam-lhe: Podemos. Então, lhes disse: Bebereis o meu cálice; mas o assentar-se à minha direita e à minha esquerda não me compete concedê-lo; é, porém, para aqueles a quem está preparado por meu Pai. Ora, ouvindo isto os dez, indignaram-se contra os dois irmãos. Então, Jesus, chamando-os, disse: Sabeis que os governadores dos povos os dominam e que os maiorais exercem autoridade sobre eles. Não é assim entre vós; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva; e quem quiser ser o primeiro entre vós será vosso servo; tal como o Filho do Homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos. (Mat. 20:20-28).

“Como se as atitudes dos discípulos não fossem suficientemente más, ainda havia Judas, o traidor, agindo como se nada houvesse de errado. Em meio a tudo isso, quando Jesus tinha todo o direito de estar desgostoso com eles, Jesus amou os discípulos, tirou Suas vestes e agiu como Servo, dizendo que devemos fazer o mesmo.” “Ora, antes da Festa da Páscoa, sabendo Jesus que era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim. Durante a ceia, […] levantou-se da ceia, tirou a vestimenta de cima e, tomando uma toalha, cingiu-se com ela. Depois, deitou água na bacia e passou a lavar os pés aos discípulos e a enxugar-lhos com a toalha com que estava cingido. […] Depois de lhes ter lavado os pés, tomou as vestes e, voltando à mesa, perguntou-lhes: Compreendeis o que vos fiz? Vós me chamais o Mestre e o Senhor e dizeis bem; porque eu o sou. Ora, se eu, sendo o Senhor e o Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também. Em verdade, em verdade vos digo que o servo não é maior do que seu senhor, nem o enviado, maior do que aquele que o enviou.” (João 13:1-2,4-5,12-16).

“Era costume dos discípulos fazer provisão para lavar os pés, a fim de limpá-los da sujeira das ruas. Esse era trabalho para um servo. Mas os discípulos não tinham servos. E nenhum deles se curvaria para fazer essa humilhante tarefa. Quando Jesus ‘tirou a vestimenta de cima’ e começou a lavar os pés daqueles homens, o coração deles se comoveu. Eles haviam declarado ser Cristo o Filho de Deus. O fato de que o Filho de Deus Se curvasse para fazer o trabalho de um servo os envergonhava. O texto diz que, antes de fazer isso, Cristo ‘tirou a vestimenta de cima’, mostrando Sua boa vontade para Se humilhar e abaixar a qualquer nível necessário para alcançar Seus seguidores. Quão “baixo” você está disposto a ir pelo bem de outras pessoas? Qual foi a última vez em que você “tirou as vestimentas” para ministrar às necessidades dos que estão ao seu redor?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – segunda-feira 13 de junho de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

“Quem Me tocou nas vestes?”

Lições da Bíblia.

“Jesus foi com ele. Grande multidão o seguia, comprimindo-o. Aconteceu que certa mulher, que, havia doze anos, vinha sofrendo de uma hemorragia e muito padecera à mão de vários médicos, tendo despendido tudo quanto possuía, sem, contudo, nada aproveitar, antes, pelo contrário, indo a pior, tendo ouvido a fama de Jesus, vindo por trás dele, por entre a multidão, tocou-lhe a veste. Porque, dizia: Se eu apenas lhe tocar as vestes, ficarei curada. E logo se lhe estancou a hemorragia, e sentiu no corpo estar curada do seu flagelo. Jesus, reconhecendo imediatamente que dele saíra poder, virando-se no meio da multidão, perguntou: Quem me tocou nas vestes? Responderam-lhe seus discípulos: Vês que a multidão te aperta e dizes: Quem me tocou? Ele, porém, olhava ao redor para ver quem fizera isto. Então, a mulher, atemorizada e tremendo, cônscia do que nela se operara, veio, prostrou-se diante dele e declarou-lhe toda a verdade. E ele lhe disse: Filha, a tua fé te salvou; vai-te em paz e fica livre do teu mal.” (Mar. 5:24-34).

“Marcos 5:24-34 e Lucas 8:43-48 contam a história da mulher ‘que, havia doze anos’, lutava com uma hemorragia. Além de ter sido essa uma condição médica perigosa, em si mesma, naquela cultura, a doença carregava o estigma da impureza ritual, o que, sem dúvida aumentava a miséria daquela mulher. Enquanto isso, os médicos nada podiam fazer. Ela vivia tão desesperada, que gastou todo o dinheiro; todavia, somente piorava, o que não é de surpreender, considerando os tipos de tratamento médico existentes naquela época. Mal podemos imaginar quanto sofrimento e culpa ela carregava por causa de sua enfermidade.”

“Então, apareceu Jesus, Aquele que realizava milagres incríveis.”

A Leitura de Marcos 5:24-34 e Lucas 8:43-48, nos revela algo significado: “a cura não ocorreu por causa do toque nas vestes, mas pelo que estava por trás do toque (fé), e por trás das vestes (Jesus).” “Então, lhe disse: Filha, a tua fé te salvou; vai-te em paz.” (Luc. 8: 48).

“Aquela mulher tinha muita fé em Jesus; o bastante para crer que, se ela pudesse tocar Suas roupas, seria curada. Na verdade, não foram as vestes em si mesmas que a curaram, nem mesmo o toque. Foi apenas o poder de Deus operando em alguém que, em total desespero, foi ao Senhor com fé, consciente da própria impotência e necessidade. Aquele toque foi a revelação da fé em obras, e cristianismo significa exatamente isso.”

Jesus desejou saber quem havia tocado Suas vestes “para que a mulher tivesse certeza de que a cura ocorreu por sua fé em Jesus, e para que mais pessoas tivessem fé.” “[…] Quem me tocou nas vestes? Responderam-lhe seus discípulos: Vês que a multidão te aperta e dizes: Quem me tocou? Ele, porém, olhava ao redor para ver quem fizera isto.” (Mar. 5:31-32).

“Ao fazer a pergunta e ao tornar públicos o ato e a cura da mulher, Jesus a usou como instrumento de testemunho àqueles que O rodeavam. Certamente, Ele queria que outros soubessem o que havia acontecido e, provavelmente, Ele também quisesse que ela entendesse que não havia nenhum poder mágico em Suas vestes, capaz de produzir a cura. Mas o poder de Deus havia operado nela através de seu ato de fé. Entretanto, por mais embaraçosa que sua condição tivesse sido, ela estava curada e podia testemunhar sobre o que Cristo lhe fizera.”

“Como podemos aprender ir ao Senhor, como fez aquela mulher, em fé e submissão, conscientes de nosso desamparo? Mais ainda: Como podemos conservar a fé e a confiança nEle, quando a cura que pedimos não acontece como desejamos?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – domingo 12 de junho de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Mais imagens de vestes

Lições da Bíblia.

“Porque, dizia: Se eu apenas Lhe tocar as vestes, ficarei curada” (Mc 5:28).

“Cristo, como ser humano, usava roupas. A falta de roupas indica status inferior, ou a humilhação a que ele Se submeteu em nosso favor. Embora fosse nosso Criador e Rei do Universo, Ele suportou humildemente o escárnio e os insultos do sumo sacerdote e dos soldados pagãos.”

“Em certo sentido, não deveríamos ficar surpresos de que possamos extrair muitas lições das vestes mencionadas na Bíblia. Por que nos surpreenderíamos? Afinal, roupas fazem parte de nós; elas podem dizer muito a nosso respeito e sobre quem somos, mesmo quando nenhuma voz é ouvida. Estando certos ou errados, frequentemente fazemos julgamentos sobre outros pelo que eles vestem ou como se vestem.”

“A lição desta semana focaliza a questão do traje, no contexto de Jesus. Vamos explorar a experiência da mulher que teve fé, quando tudo o que tinha para fazer era tocar a roupa do Mestre a fim de ser curada. Há também o episódio de Jesus, tirando uma parte de Seu vestuário para lavar os pés dos discípulos. Em seguida, analisaremos o sumo sacerdote que, diante do Senhor, praticou um ato que selou a condenação do altivo dirigente. Então, veremos Jesus com as vestes de escárnio que Lhe foram impostas pelos soldados romanos. Finalmente, focalizaremos os soldados lançando sorte sobre as vestes de Cristo, em cumprimento de uma antiga profecia. São apenas roupas, é verdade; mas, evidentemente, cheias de simbolismo e significado.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – sábado 11 de junho de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Diante do Supremo Tribunal

Lições da Bíblia.

“A parábola das bodas apresenta-nos uma lição da mais elevada importância. Pelas bodas é representada a união da humanidade com a divindade; a veste nupcial simboliza o caráter que precisa possuir todo aquele que há de ser considerado hóspede digno para as bodas.

Nesta parábola, como na da grande ceia, são ilustrados o convite do evangelho, sua rejeição pelo povo judeu e o convite da graça aos gentios. Esta parábola, porém, apresenta-nos maior ofensa da parte dos que rejeitam o convite, e juízo mais terrível. O chamado para o banquete é um convite real. Procede de alguém que está investido de poder para ordenar. Confere grande honra. Contudo esta é desapreciada. A autoridade do rei é menosprezada. Ao passo que o convite do pai de família é considerado com indiferença, o do rei é recebido com insulto e morte. Trataram seus criados com escárnio e desprezo e os mataram.

O pai de família, vendo repelido o seu convite, declarou que nenhum dos convidados provaria a ceia. Contra os que ofenderam o rei foi decretada mais que a exclusão de sua presença e de sua mesa. ‘Enviando os seus exércitos, destruiu aqueles homicidas, e incendiou a sua cidade.’ Mat. 22:7.

Em ambas as parábolas o banquete é provido de convidados, mas o segundo mostra que uma preparação precisa ser feita por todos os que a ele assistem. Quem negligencia esta preparação é expulso. ‘O rei, entrando para ver os convidados, viu ali um homem que não estava trajado com veste nupcial. E disse-lhe: Amigo, como entraste aqui, não tendo veste nupcial? E ele emudeceu. Disse, então, o rei aos servos: Amarrai-o de pés e mãos, levai-o e lançai-o nas trevas exteriores; ali, haverá pranto e ranger de dentes.’ Mat. 22:11-13.

O convite para o banquete foi transmitido pelos discípulos de Cristo. Nosso Senhor enviou os doze, e depois os setenta, proclamando que era chegado o reino de Deus, e convidando os homens a arrependerem-se e crerem no evangelho. O convite não foi atendido, porém. Os convidados para irem à festa não compareceram. Mais tarde os servos foram enviados com a mensagem: ‘Eis que tenho o meu jantar preparado, os meus bois e cevados já mortos, e tudo já pronto; vinde às bodas.’ Mat. 22:4. Esta foi a mensagem levada à nação judaica depois da crucifixão de Cristo; mas a nação, que se arrogava de ser o povo peculiar de Deus, rejeitou o evangelho a eles levado no poder do Espírito Santo. Muitos fizeram isso da maneira mais insolente. Outros ficaram tão exasperados com o oferecimento da salvação, e perdão por terem rejeitado o Senhor da glória, que se voltaram contra os mensageiros. Houve ‘uma grande perseguição’. Atos 8:1. Muitos homens e mulheres foram lançados na prisão, e alguns dos portadores da mensagem do Senhor, como Estêvão e Tiago, foram mortos. Assim o povo judeu selou sua rejeição da misericórdia de Deus.” (Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p. 307-308).

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – sexta-feira 10 de junho de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

A investigação

Lições da Bíblia.

“Como foi declarado ontem, a menos que você creia que a pessoa “salva”, nunca poderá se perder, é difícil não imaginar uma separação final entre os que foram vestidos com Sua justiça e os que estão apenas alegando estar. Este é essencialmente o assunto dessa parábola. Novamente, para uma religião baseada, não em nossas próprias obras, mas nas obras de outra Pessoa em nosso favor (que nós aceitamos pela fé), como não haveria essa divina separação final?”

Ao ler Eclesiastes 12:14 e 1 Coríntios 4:5 à luz de Mateus 22:11, nos é elucidado o que será revelado pelo juízo, ou seja, na hora certa, Deus julgará as vestes do nosso caráter, seja bom ou mau, mesmo o que está oculto. Porque Deus há de trazer a juízo todas as obras, até as que estão escondidas, quer sejam boas, quer sejam más.” (Ecles. 12:14). “Portanto, nada julgueis antes do tempo, até que venha o Senhor, o qual não somente trará à plena luz as coisas ocultas das trevas, mas também manifestará os desígnios dos corações; e, então, cada um receberá o seu louvor da parte de Deus.” (1 Cor. 4:5). “Entrando, porém, o rei para ver os que estavam à mesa, notou ali um homem que não trazia veste nupcial” (Mat. 22:11).

“Como adventistas do sétimo dia, com nosso entendimento do grande conflito (Ap 12:7-9; 1Pe 5:8; Jó 1; 2) e o interesse de todo o Universo nessa grande controvérsia (Dn 7:10; 1Co 4:9; Ef 3:10), podemos facilmente rejeitar o argumento de 2 Timóteo 2:19: ‘O Senhor conhece os que Lhe pertencem’, usado contra a ideia de que uma investigação das obras seja bíblica. O Senhor conhece os que Lhe pertencem, mas as outras criaturas do Universo não conhecem.” Houve peleja no céu. Miguel e os seus anjos pelejaram contra o dragão. Também pelejaram o dragão e seus anjos; todavia, não prevaleceram; nem mais se achou no céu o lugar deles. E foi expulso o grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo, sim, foi atirado para a terra, e, com ele, os seus anjos. (Apoc. 12:7-9). “Porque a mim me parece que Deus nos pôs a nós, os apóstolos, em último lugar, como se fôssemos condenados à morte; porque nos tornamos espetáculo ao mundo, tanto a anjos, como a homens.” (1 Cor. 4:9). “para que, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus se torne conhecida, agora, dos principados e potestades nos lugares celestiais,” (Efés. 3:10).

“É muito importante que mantenhamos em mente o quadro global: o interesse de todo o Universo no que está acontecendo aqui com relação ao pecado, rebelião, salvação e o plano de Deus para lidar com tudo isso de forma aberta, reta e justa.”

“A própria ideia de um julgamento, em si, pressupõe algum tipo de investigação, não é? Examine Gênesis 3:9-19: desde o primeiro momento após a entrada do pecado, Deus Se envolveu diretamente, fazendo perguntas cujas respostas Ele já conhecia. Assim como essa ‘investigação’ não foi por causa de Si mesmo (ela ajudou Adão e Eva a entender a gravidade do que tinham feito), o mesmo pode ser dito do juízo ‘investigativo’: ele não revela nada novo para Deus; é feito para o benefício de outros.”

“Assim como no julgamento de Gênesis, em que a graça de Deus anulou a sentença de morte (veja Gn 3:15), Sua graça fará o mesmo por todos os verdadeiros seguidores de Deus, agora e no dia do julgamento, quando eles mais necessitarão dela!”

“Uma investigação de suas obras? Você tem dúvida de que precisa ter a justiça de Cristo o envolvendo o tempo todo, ou de que a salvação deve ser pela graça e não pelas obras? Que esperança você teria se, quando todas as suas obras fossem investigadas, você não estivesse coberto pelo manto de Cristo?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – quinta-feira 09 de junho de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Sem a veste nupcial

Lições da Bíblia.

A veste nupcial, na parábola de Mateus 22:1-14, representa o manto da justiça de Cristo, sua aceitação ou rejeição representa, literalmente, uma questão de vida eterna ou morte eterna, deixar de usá-la significa ficar de fora das eternas bodas do Cordeiro. “De novo, entrou Jesus a falar por parábolas, dizendo-lhes: O reino dos céus é semelhante a um rei que celebrou as bodas de seu filho. Então, enviou os seus servos a chamar os convidados para as bodas; mas estes não quiseram vir. Enviou ainda outros servos, com esta ordem: Dizei aos convidados: Eis que já preparei o meu banquete; os meus bois e cevados já foram abatidos, e tudo está pronto; vinde para as bodas. Eles, porém, não se importaram e se foram, um para o seu campo, outro para o seu negócio; e os outros, agarrando os servos, os maltrataram e mataram. O rei ficou irado e, enviando as suas tropas, exterminou aqueles assassinos e lhes incendiou a cidade. Então, disse aos seus servos: Está pronta a festa, mas os convidados não eram dignos. Ide, pois, para as encruzilhadas dos caminhos e convidai para as bodas a quantos encontrardes. E, saindo aqueles servos pelas estradas, reuniram todos os que encontraram, maus e bons; e a sala do banquete ficou repleta de convidados. Entrando, porém, o rei para ver os que estavam à mesa, notou ali um homem que não trazia veste nupcial e perguntou-lhe: Amigo, como entraste aqui sem veste nupcial? E ele emudeceu. Então, ordenou o rei aos serventes: Amarrai-o de pés e mãos e lançai-o para fora, nas trevas; ali haverá choro e ranger de dentes. Porque muitos são chamados, mas poucos, escolhidos.” (Mat. 22:1-14)

“A menos que alguém acredite no conceito ‘uma vez salvo, salvo para sempre’, não existe problema com a ideia de que, em algum momento da história, Deus finalmente irá separar Seus professos seguidores. Nessa ocasião Ele distinguirá o trigo do joio (Mt 13:24-30), o sábio do insensato (Mt 25:1-13), o fiel do infiel (Mt 25:14-30), e os que são verdadeiramente cobertos com o manto de Sua justiça dos que não são (Mt 22:1-14). Uma razão para isso é que alguns deles têm feito e ainda podem estar fazendo coisas terríveis, até mesmo em Seu nome.”

“Será que não haverá algum tipo de acerto de contas no fim, entre os verdadeiros e os falsos, que pretendem obter as mesmas promessas de salvação reivindicadas constantemente pelos sinceros, especialmente em uma religião cuja base é que você é salvo pelo que outra Pessoa fez por você?”

“Pense nisto: Se a salvação fosse simplesmente por nossas obras, seria fácil; precisaríamos somente contabilizá-las. Elas seriam suficientes ou não, ponto final. Mas em uma fé em que a salvação repousa nos méritos do que outra Pessoa fez por nós, uma fé em que a justiça necessária para a salvação existe em Alguém à parte de nós mesmos, a questão fica mais sutil, mais diversificada. Assim, um julgamento por Alguém que nunca erra pareceria mais necessário nessa religião do que em uma religião em que as obras são o padrão, não é?”

“É disso que trata esta parábola: Deus separando o verdadeiro e o falso dentre os que professaram segui-Lo. E qual é o fator decisivo? Saber se eles foram vestidos com o maravilhoso manto de justiça que Cristo oferece gratuitamente a todos.”

“Essa parábola estabelece uma importante distinção entre ser membro de uma igreja e ser um pecador salvo pela justiça de Cristo. Essas não são claramente a mesma coisa, certo?”

“Considere sua vida, suas obras, ações, palavras, seus pensamentos e sua atitude para com os amigos e inimigos. Eles refletem a vida de alguém que veste o manto da justiça de Cristo ou de alguém que apenas veio para a festa?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – quarta-feira 08 de junho de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Os que foram ao banquete

Lições da Bíblia.

“Com a rejeição de dois convites, o rei enviou outro, dessa vez para ‘todos os que’ encontrassem (Mt 22:9), e ordenou aos servos que os convidassem para as bodas. Dessa vez, porém, a aceitação foi diferente, porque, de acordo com o texto, eles saíram e ‘reuniram todos os que encontraram’ (Mt 22:10).”

O restante da parábola das Bodas, relatada Mateus 22:9-14, descreve aqueles que foram à festa do casamento, ou seja, o último convite foi para bons e maus: muitos aceitam o chamado, mas poucos se preparam para o banquete. “Ide, pois, para as encruzilhadas dos caminhos e convidai para as bodas a quantos encontrardes. E, saindo aqueles servos pelas estradas, reuniram todos os que encontraram, maus e bons; e a sala do banquete ficou repleta de convidados. Entrando, porém, o rei para ver os que estavam à mesa, notou ali um homem que não trazia veste nupcial e perguntou-lhe: Amigo, como entraste aqui sem veste nupcial? E ele emudeceu. Então, ordenou o rei aos serventes: Amarrai-o de pés e mãos e lançai-o para fora, nas trevas; ali haverá choro e ranger de dentes. Porque muitos são chamados, mas poucos, escolhidos.” (Mat. 22:9-14)

“Você já reparou que algumas das piores, mais sórdidas e mais detestáveis pessoas são professos cristãos? Ou que alguns dos mais críticos, condenatórios, hipócritas, e pessoas abertamente más são os que vão à igreja, que reivindicam as promessas de salvação e que professam certeza de salvação?”

“Isso não é novidade. Como entender, por exemplo, a fé dos cruzados, tão dedicados ao Senhor Jesus, que pilhavam e saqueavam em seu caminho para a Terra Santa? Uma testemunha relatou o seguinte: ‘nossas tropas cozinhavam pagãos adultos em panelas. Colocavam crianças em espetos e as devoravam grelhadas’. Como esses horrores poderiam ter sido feitos em nome de Jesus?”

“É fácil (você diz): Esses não eram cristãos verdadeiros. Mas como você sabe? Como você pode julgar seu coração, o que lhes foi ensinado, e que oportunidades tiveram de ter um conhecimento melhor? Não é possível que alguns tenham se arrependido depois, suplicando as mesmas promessas de perdão e graça que clamamos? O que dizer dos atos horrendos dos que, ao que parece, se tornaram pessoas muito piedosas? Quem somos nós para julgar o coração?”

“Não deveríamos julgar, mas Deus deve julgar, e julgará (‘Tu, porém, por que julgas teu irmão? E tu, por que desprezas o teu? Pois todos compareceremos perante o tribunal de Deus.’ Rom. 14:10; ‘Ora, nós conhecemos aquele que disse: A mim pertence a vingança; eu retribuirei. E outra vez: O Senhor julgará o seu povo.’ Heb. 10:30; Porque Deus há de trazer a juízo todas as obras, até as que estão escondidas, quer sejam boas, quer sejam más. Ecles.’ 12:14; ‘Continuei olhando, até que foram postos uns tronos, e o Ancião de Dias se assentou; sua veste era branca como a neve, e os cabelos da cabeça, como a pura lã; o seu trono eram chamas de fogo, e suas rodas eram fogo ardente. Um rio de fogo manava e saía de diante dele; milhares de milhares o serviam, e miríades de miríades estavam diante dele; assentou-se o tribunal, e se abriram os livros.’ Dan. 7:9-10). Os adventistas do sétimo dia chamam esse evento de ‘juízo investigativo’, que é revelado nessa parábola.”

“Pense em algumas das coisas feitas pelos professos cristãos ao longo da história, e às vezes, também, em nome de Jesus. Como essa parábola nos ajuda a entender como Deus irá lidar de maneira justa com eles?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – terça-feira 07 de junho de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF