Apelo pastoral de Paulo

Lições da Bíblia.

“Eu lhes suplico, irmãos, que se tornem como eu, pois eu me tornei como vocês. Em nada vocês me ofenderam” (Gl 4:12, NVI).

“O evangelho que pregamos deve ser o evangelho que vivemos. Não há nada mais irresistível do que um cristão que tenha pleno amor por Jesus Cristo e compromisso com a salvação dos seres humanos perdidos. Após forte argumento espiritual, Paulo fez um apelo emocional para que os gálatas permanecessem no evangelho da graça.”

“Como temos visto até agora, Paulo não mediu as palavras para com os gálatas. Sua linguagem forte, no entanto, simplesmente refletia a paixão inspirada que ele sentia com relação ao bem-estar espiritual da igreja que havia fundado. Além da questão teológica crucial com a qual Paulo estava lidando, a carta aos gálatas também mostra, em sentido amplo, como é importante a doutrina correta. Se o que acreditamos não fosse importante, se a correção doutrinária não tivesse tanta importância, por que Paulo teria sido tão fervoroso e tão determinado em sua carta? Naturalmente, a verdade é que aquilo em que acreditamos importa muito, especialmente em toda a questão do evangelho.”

“Eu lhes suplico, irmãos, que se tornem como eu, pois eu me tornei como vocês. Em nada vocês me ofenderam; como sabem, foi por causa de uma doença que lhes preguei o evangelho pela primeira vez. Embora a minha doença lhes tenha sido uma provação, vocês não me trataram com desprezo ou desdém; ao contrário, receberam-me como se eu fosse um anjo de Deus, como o próprio Cristo Jesus. Que aconteceu com a alegria de vocês? Tenho certeza que, se fosse possível, vocês teriam arrancado os próprios olhos para dá-los a mim. Tornei-me inimigo de vocês por lhes dizer a verdade? Os que fazem tanto esforço para agradá-los não agem bem, mas querem isolá-los a fim de que vocês também mostrem zelo por eles. É bom sempre ser zeloso pelo bem, e não apenas quando estou presente. Meus filhos, novamente estou sofrendo dores de parto por sua causa, até que Cristo seja formado em vocês. Eu gostaria de estar com vocês agora e mudar o meu tom de voz, pois estou perplexo quanto a vocês.” (Gl 4:12-20 NVI).

“Em Gálatas 4:12-20, Paulo continuou seu discurso, embora tivesse mudado um pouco sua abordagem. Paulo havia apresentado uma série de argumentos detalhados e sofisticados teologicamente para persuadir os gálatas quanto a seus erros, e então, ele fez um apelo mais pessoal e pastoral. Ao contrário dos falsos mestres que não tinham nenhum interesse verdadeiro nos gálatas, Paulo revelou genuína preocupação, aflição, esperança e amor de um bom pastor por seu rebanho rebelde. Ele não estava apenas corrigindo a teologia, mas estava procurando ministrar àqueles a quem amava.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – sábado 19 de novembro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Crescimento em Cristo

Lições da Bíblia.

“A transformação do coração, pela qual nos tornamos filhos de Deus, é na Bíblia chamada nascimento. É também comparada à germinação da boa semente lançada pelo lavrador. De igual maneira, os que acabam de converter-se a Cristo, devem, ‘como meninos novamente nascidos’ (I Ped. 2:2), crescer (Efés. 4:15) até à estatura de homens e mulheres em Cristo Jesus. Ou, como a boa semente lançada no campo, devem crescer e produzir fruto. Isaías diz que serão chamados ‘árvores de justiça, plantação do Senhor, para que Ele seja glorificado’. Isa. 61:3. Assim, da vida natural tiram-se ilustrações que nos ajudam a melhor compreender as misteriosas verdades da vida espiritual.

Toda a Ciência e habilidade do homem não são capazes de produzir vida no menor objeto da natureza. É unicamente mediante a vida que o próprio Deus comunicou, que a planta ou o animal vivem. Assim é unicamente mediante a vida de Deus, que se gera no coração dos homens a vida espiritual. A menos que o homem nasça ‘de novo’ (João 3:3) [ou ‘do alto’, como dizem outras versões], não pode ser participante da vida que Cristo veio trazer.

Como se dá com a vida, assim com o crescimento. É Deus quem faz o botão tornar-se flor e a flor fruto. É por Seu poder que a semente se desenvolve, ‘primeiro, a erva, depois, a espiga, e por último, o grão cheio na espiga’. Mar. 4:28. E o profeta Oséias diz, referindo-se a Israel, que ele ‘florescerá como o lírio. … Serão vivificados como o trigo e florescerão como a vide.’ Osé. 14:5 e 7. E Jesus nos diz: ‘Considerai os lírios, como eles crescem.’ Luc. 12:27. As plantas e flores não crescem em virtude de seu próprio cuidado, ansiedade ou esforço, mas pelo recebimento daquilo que Deus forneceu para lhes servir à vida. A criança não pode, por qualquer ansiedade ou poder próprio, aumentar sua estatura. Do mesmo modo não podeis vós, por vossa própria ansiedade ou esforço, conseguir crescimento espiritual. A planta e a criança crescem recebendo do seu ambiente aquilo que lhes serve à vida – ar, luz do Sol e alimento. O que esses dons da natureza são para o animal e a planta, é Cristo para os que nEle confiam. É-lhes ‘luz perpétua’ (Isa. 60:19), ‘Sol e Escudo’ (Sal. 84:11). Será ‘para Israel, como orvalho’. Osé. 14:5. ‘Descerá como a chuva sobre a erva ceifada.’ Sal. 72:6. É Ele a água viva, ‘o pão de Deus… que desce do Céu e dá vida ao mundo’. João 6:33.

No dom incomparável de Seu Filho, Deus envolveu o mundo todo numa atmosfera de graça, tão real como o ar que circula ao redor do globo. Todos os que respirarem esta atmosfera vivificante hão de viver e crescer até à estatura completa de homens e mulheres em Cristo Jesus.

Como a flor se volve para o Sol, para que os seus brilhantes raios a ajudem a desenvolver a beleza e simetria, assim devemos nós volver-nos para o Sol da justiça, a fim de que a luz do Céu incida sobre nós e nosso caráter seja desenvolvido à semelhança de Cristo.” (Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 67-68).

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – sexta-feira 18 de novembro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Por que voltar à escravidão? (Gl 4:8-20)

Lições da Bíblia.

“6. Leia Gálatas 4:8-20. Resuma nas linhas abaixo o que Paulo disse. Ele levava a sério os ensinamentos falsos entre os gálatas?” “Outrora, porém, não conhecendo a Deus, servíeis a deuses que, por natureza, não o são; mas agora que conheceis a Deus ou, antes, sendo conhecidos por Deus, como estais voltando, outra vez, aos rudimentos fracos e pobres, aos quais, de novo, quereis ainda escravizar-vos? Guardais dias, e meses, e tempos, e anos. Receio de vós tenha eu trabalhado em vão para convosco. Sede qual eu sou; pois também eu sou como vós. Irmãos, assim vos suplico. Em nada me ofendestes. E vós sabeis que vos preguei o evangelho a primeira vez por causa de uma enfermidade física. E, posto que a minha enfermidade na carne vos foi uma tentação, contudo, não me revelastes desprezo nem desgosto; antes, me recebestes como anjo de Deus, como o próprio Cristo Jesus. Que é feito, pois, da vossa exultação? Pois vos dou testemunho de que, se possível fora, teríeis arrancado os próprios olhos para mos dar. Tornei-me, porventura, vosso inimigo, por vos dizer a verdade? Os que vos obsequiam não o fazem sinceramente, mas querem afastar-vos de mim, para que o vosso zelo seja em favor deles. É bom ser sempre zeloso pelo bem e não apenas quando estou presente convosco, meus filhos, por quem, de novo, sofro as dores de parto, até ser Cristo formado em vós; pudera eu estar presente, agora, convosco e falar-vos em outro tom de voz; porque me vejo perplexo a vosso respeito.” (Gál. 4:8-20). Paulo argumentou sobre o retrocesso espiritual dos Gálatas, que voltaram a práticas judaizantes, das quais estavam livres em Cristo Jesus. Paulo apelou para que retornassem ao bom caminho.

“Paulo não descreveu a natureza exata das práticas religiosas dos gálatas, mas ele tinha em mente, de maneira clara, um falso sistema de adoração que resultava em escravidão espiritual. Na verdade, ele considerava isso tão perigoso e destrutivo que escreveu uma carta muito exaltada, advertindo os gálatas de que o que estavam fazendo era semelhante a se afastar da filiação para a escravidão.”

“7. Embora Paulo não tenha entrado em detalhes, o que os gálatas estavam fazendo que ele achava totalmente censurável?” “mas agora que conheceis a Deus ou, antes, sendo conhecidos por Deus, como estais voltando, outra vez, aos rudimentos fracos e pobres, aos quais, de novo, quereis ainda escravizar-vos? Guardais dias, e meses, e tempos, e anos. Receio de vós tenha eu trabalhado em vão para convosco.” (Gál. 4:9-11). “ “Estavam se apegando as práticas que tiravam a liberdade, descritas como princípios elementares e a observância de cerimônias e ocasiões relacionadas com datas especiais.”

“Muitos têm interpretado a referência de Paulo aos ‘dias, e meses e tempos, e anos’ (Gl 4:10) como uma objeção não apenas contra as leis cerimoniais, mas também contra o sábado. Tal interpretação, porém, vai além da evidência. Em primeiro lugar, se Paulo quisesse destacar o sábado e outras práticas judaicas específicas, em Colossenses 2:16 fica claro que ele facilmente poderia ter identificado cada uma pelo nome. Em segundo lugar, Paulo deixa claro que, não importando o que os gálatas estivessem fazendo, as atitudes deles os afastavam da liberdade em Cristo para a escravidão. ‘Se a observância do sábado sujeita o homem à escravidão, o próprio Criador deve ter entrado em escravidão quando Ele observou o primeiro sábado do mundo!’ (SDA Bible Commentary, v. 6, p. 967). Além disso, por que Jesus teria não apenas guardado o sábado, mas ensinado a outros a forma de guardá-lo, se sua devida observância estivesse de alguma forma privando as pessoas da liberdade que elas tinham nEle? (‘E acrescentou: O sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado; de sorte que o Filho do Homem é senhor também do sábado.’ Mr 2:27-28; ‘Ora, ensinava Jesus no sábado numa das sinagogas. E veio ali uma mulher possessa de um espírito de enfermidade, havia já dezoito anos; andava ela encurvada, sem de modo algum poder endireitar-se. Vendo-a Jesus, chamou-a e disse-lhe: Mulher, estás livre da tua enfermidade; e, impondo-lhe as mãos, ela imediatamente se endireitou e dava glória a Deus. O chefe da sinagoga, indignado de ver que Jesus curava no sábado, disse à multidão: Seis dias há em que se deve trabalhar; vinde, pois, nesses dias para serdes curados e não no sábado. Disse-lhe, porém, o Senhor: Hipócritas, cada um de vós não desprende da manjedoura, no sábado, o seu boi ou o seu jumento, para levá-lo a beber? Por que motivo não se devia livrar deste cativeiro, em dia de sábado, esta filha de Abraão, a quem Satanás trazia presa há dezoito anos?’ Lc 13:10-16).”

“Entre os adventistas do sétimo dia existem práticas que tiram a liberdade que temos em Cristo? O problema está com essas práticas ou com nossas atitudes em relação a elas? Como uma atitude errada poderia nos levar para o tipo de escravidão sobre a qual Paulo advertiu os gálatas com tanta veemência?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – quinta-feira 17 de novembro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Os privilégios da adoção (Gl 4:5-7)

Lições da Bíblia.

“Em Gálatas 4:5-7, Paulo desenvolveu o assunto, salientando que Cristo veio ao mundo para ‘resgatar os que estavam sob a lei’ (v. 4, 5). A palavra resgatar significa ‘comprar de volta’. Referia-se ao preço pago para comprar a liberdade de um refém ou escravo. Como este contexto indica, a redenção implica em um passado negativo: precisamos ser libertados.”

“Do que, no entanto, precisamos ser libertados? O Novo Testamento apresenta quatro coisas, entre outras: (1) do diabo e de suas artimanhas [‘Visto, pois, que os filhos têm participação comum de carne e sangue, destes também ele, igualmente, participou, para que, por sua morte, destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo, e livrasse todos que, pelo pavor da morte, estavam sujeitos à escravidão por toda a vida.’ (Hb. 2:14-15]; (2) da morte [O aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei. Graças a Deus, que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo.’ 1 Cr. 15:56-57]; (3) do poder do pecado que nos escraviza por natureza [‘Agora, porém, libertados do pecado, transformados em servos de Deus, tendes o vosso fruto para a santificação e, por fim, a vida eterna;’ Rm. 6:22] e (4) da condenação da lei [‘Ora, sabemos que tudo o que a lei diz, aos que vivem na lei o diz para que se cale toda boca, e todo o mundo seja culpável perante Deus, visto que ninguém será justificado diante dele por obras da lei, em razão de que pela lei vem o pleno conhecimento do pecado. Mas agora, sem lei, se manifestou a justiça de Deus testemunhada pela lei e pelos profetas; justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo, para todos [e sobre todos] os que crêem; porque não há distinção, pois todos pecaram e carecem da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus,’ Rm. 3:19-24; Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se ele próprio maldição em nosso lugar (porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado em madeiro)’ Gl 3:13; ‘para resgatar os que estavam sob a lei, a fim de que recebêssemos a adoção de filhos.’ Gl 4:5].”

“5. Que propósito positivo Cristo alcançou para nós através da redenção que temos nEle?” “para resgatar os que estavam sob a lei, a fim de que recebêssemos a adoção de filhos. E, porque vós sois filhos, enviou Deus ao nosso coração o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai! De sorte que já não és escravo, porém filho; e, sendo filho, também herdeiro por Deus. (Gl 4:5-7). nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade,” (Ef 1:5). “Porque não recebestes o espírito de escravidão, para viverdes, outra vez, atemorizados, mas recebestes o espírito de adoção, baseados no qual clamamos: Aba, Pai. O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus.” (Rm 8:15-16). “E não somente ela, mas também nós, que temos as primícias do Espírito, igualmente gememos em nosso íntimo, aguardando a adoção de filhos, a redenção do nosso corpo.” (Rm 8:23). “Em Cristo Deus nos adotou como filhos, restaurando o relacionamento quebrado pelo pecado; o Espírito confirma a adoção e a promessa da herança futura.”

“Muitas vezes falamos sobre o que Cristo realizou por nós como ‘salvação’. Embora verdadeira, essa palavra não é tão vívida e descritiva como a palavra adoção (huiothesia), usada unicamente por Paulo. Embora Paulo seja o único autor do Novo Testamento a usar essa palavra, a adoção era um procedimento legal bem conhecido no mundo greco-romano. Durante a vida de Paulo, vários imperadores romanos utilizaram a adoção como meio de escolher um sucessor quando não tinham nenhum herdeiro legal. A adoção garantia, e ainda garante, uma série de privilégios: ‘(1) o filho adotivo se torna filho verdadeiro… do seu adotante…; (2) o adotante concorda em educar a criança de forma adequada e suprir as necessidades de alimento e roupa; (3) o adotante não pode repudiar seu filho adotivo; (4) a criança não pode ser submetida à escravidão; (5) os pais naturais da criança não têm direito de reivindicá-la; (6) a adoção estabelece o direito à herança’ (Derek R. Moore-Crispin, Galatians 4:1-9: “The Use and Abuse of Parallels” [Gálatas 4:1-9: O Uso e o Abuso dos Paralelos], The Evangelical Quarterly [O Trimestral Evangélico], v. 61/nº 3, 1989, p. 216).”

“Se esses direitos são garantidos em nível terrestre, imagine quanto maiores são os privilégios que temos como filhos adotivos de Deus!”

“Leia Gálatas 4:6, percebendo que a palavra hebraica Abba era a palavra íntima que os filhos utilizavam para se dirigir a seu pai, como as palavras papai ou paizinho hoje. Jesus a usou em oração (Mc 14:36) e, como filhos de Deus, temos também o privilégio de chamar Deus de Abba. Você gosta desse tipo de proximidade íntima com Deus? Se não, qual é o problema? O que você pode mudar para ocasionar essa proximidade?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – quarta-feira 16 de novembro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

“Deus enviou Seu Filho” (Gl 4:4)

Lições da Bíblia.

“Vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou Seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei” (Gl 4:4).

“Paulo escolheu a plenitude para indicar o papel ativo de Deus na realização de Seu propósito na história humana. Jesus não veio simplesmente em qualquer tempo, mas veio no momento exato que Deus tinha preparado. Sob a perspectiva histórica, esse tempo é conhecido como a Pax Romana (a paz romana), o período de dois séculos de relativa estabilidade e paz em todo o Império Romano.”

“A conquista romana do mundo mediterrâneo trouxe paz, uma linguagem comum, favoráveis meios de transporte e uma cultura comum que facilitaram a rápida propagação do evangelho. Da perspectiva bíblica, ela também marcou o tempo que Deus havia estabelecido para a vinda do Messias prometido (Dan. 9:24-27).”

“4. Por que Cristo teve que assumir nossa humanidade, a fim de nos redimir?” E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai.” (João 1:14). “vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para resgatar os que estavam sob a lei, a fim de que recebêssemos a adoção de filhos. (Gál. 4:4-5). Porquanto o que fora impossível à lei, no que estava enferma pela carne, isso fez Deus enviando o seu próprio Filho em semelhança de carne pecaminosa e no tocante ao pecado; e, com efeito, condenou Deus, na carne, o pecado, a fim de que o preceito da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito.” (Rom. 8:3-4). “Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus.” (2 Cor. 5:21). “Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz. (Filip. 2:5-8). “Visto, pois, que os filhos têm participação comum de carne e sangue, destes também ele, igualmente, participou, para que, por sua morte, destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo, e livrasse todos que, pelo pavor da morte, estavam sujeitos à escravidão por toda a vida. Pois ele, evidentemente, não socorre anjos, mas socorre a descendência de Abraão. Por isso mesmo, convinha que, em todas as coisas, se tornasse semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e fiel sumo sacerdote nas coisas referentes a Deus e para fazer propiciação pelos pecados do povo. Pois, naquilo que ele mesmo sofreu, tendo sido tentado, é poderoso para socorrer os que são tentados.” (Heb. 2:14-18). “Tendo, pois, a Jesus, o Filho de Deus, como grande sumo sacerdote que penetrou os céus, conservemos firmes a nossa confissão. Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado. (Heb. 4:14-15).

“Gálatas 4:4, 5 contém um dos relatos mais sucintos do evangelho nas Escrituras. A entrada de Jesus na história humana não foi acidente. ‘Deus enviou Seu Filho.’ Em outras palavras, Deus ‘tomou a iniciativa da nossa salvação’.”

“Nessas palavras também está implícita a crença cristã fundamental da eterna divindade de Cristo (Jo 1:1-3, 18; Fp 2:5-9; Cl 1:15-17). Deus não enviou um mensageiro celestial. Ele veio pessoalmente.”

“Embora fosse o divino e preexistente Filho de Deus, Jesus também foi ‘nascido de mulher’. Mesmo estando implícito nessa frase o nascimento virginal, mais especificamente ela afirma Sua genuína humanidade.”

“A frase ‘nascido sob a lei’ aponta não apenas para a herança judaica de Jesus, mas também inclui o fato de que Ele sofreu a nossa condenação.”

“Era necessário que Cristo assumisse nossa humanidade, porque não poderíamos nos salvar por nós mesmos. Unindo Sua natureza divina à nossa natureza humana caída, Cristo Se qualificou legalmente para ser nosso substituto, Salvador e Sumo sacerdote. Como o segundo Adão, Ele veio ao mundo para reivindicar tudo o que o primeiro Adão havia perdido por sua desobediência (Rm 5:12-21). Por Sua obediência, Ele cumpriu perfeitamente as exigências da lei, redimindo assim o trágico fracasso de Adão. E por Sua morte na cruz, Ele cumpriu a justiça da lei, que exigia a morte do pecador, ganhando assim o direito de resgatar todos os que vão a Ele em verdadeira fé e submissão.

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – terça-feira 15 de novembro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Escravizados aos princípios elementares

Lições da Bíblia.

“Tendo comparado nossa relação com Deus com a de filhos e herdeiros, Paulo se aprofundou nessa metáfora, incluindo o tema da herança em Gálatas 4:1-3.”

“A terminologia de Paulo lembra uma situação em que o dono de uma grande propriedade morreu, deixando todos os seus bens para o filho mais velho. Seu filho, entretanto, ainda era menor de idade. Como frequentemente acontece com os testamentos, mesmo hoje, a vontade do pai estipulava que o filho estivesse sob a supervisão de tutores e administradores, até que atingisse a maturidade. Embora ele fosse o senhor da propriedade de seu pai por direito, por ser menor de idade, na prática ele não era muito mais do que um escravo.”

“A analogia de Paulo é semelhante àquela do tutor em Gálatas 3:24 [‘Assim, a Lei foi o nosso tutor até Cristo, para que fôssemos justificados pela fé.’], mas, neste caso, o poder dos tutores e administradores era muito superior e muito mais importante. Eles não apenas eram responsáveis pela educação do filho de seu senhor, mas eram também responsáveis por todos os assuntos financeiros e administrativos até que o filho se tornasse maduro o suficiente para assumir essas funções.”

“3. Leia Gálatas 4:1-3. Qual é a função da lei em nossa vida, agora que estamos em Cristo?” “Digo porém que, enquanto o herdeiro é menor de idade, em nada difere de um escravo, embora seja dono de tudo. No entanto, ele está sujeito a guardiães e administradores até o tempo determinado por seu pai. Assim também nós, quando éramos menores, estávamos escravizados aos princípios elementares do mundo.” (Gl 4:1-3). “Em Cristo somos perdoados das transgressões da Lei e capacitados para obedecer-Lhe. A lei que nos condenava agora nos atrai. A lei é a vontade do Pai para os que pensavam com escravos e estão começando a pensar como filhos.”

“O que Paulo quis dizer exatamente com a frase ‘princípios elementares’ (Gl 4:3; Gl 4:8) é questionado. A palavra grega stoicheia significa literalmente ‘elementos’. Alguns a têm visto como descrição dos elementos básicos que compõem o Universo (2Pe 3:10, 12.), ou como poderes demoníacos que controlam esta era maligna (Cl 2: 15), ou como os princípios elementares da vida religiosa, o ABC da religião (Hb 5:12). A ênfase de Paulo sobre o estado da humanidade como ‘menores’ antes da vinda de Cristo (Gl 4:1-3) sugere que ele estava se referindo aos princípios elementares da vida religiosa. Sendo assim, Paulo estava dizendo que o período do Antigo Testamento, com suas leis e sacrifícios, era apenas a cartilha do evangelho que delineava os fundamentos da salvação. Assim, por mais importantes e instrutivas que fossem as leis cerimoniais para Israel, eram apenas sombras do que estava por vir. Elas nunca foram destinadas a tomar o lugar de Cristo.”

“Estabelecer a vida em torno dessas regras, em vez de Cristo, é como querer voltar no tempo. O retorno dos gálatas àqueles elementos básicos depois de Cristo ter vindo era como se o filho adulto, na analogia de Paulo, quisesse voltar a ser menor de idade novamente!

“Embora uma fé infantil possa ser positiva (‘E disse: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus.’ Mt 18:3), ela é necessariamente a mesma coisa que maturidade espiritual? Ou você poderia argumentar que, quanto mais você crescer espiritualmente, mais infantil será sua fé? Sua fé é ‘infantil’ e confiante?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – segunda-feira 14 de novembro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Nossa condição em Cristo (Gl 3:26-29)

Lições da Bíblia.

“1. Tendo em mente Gálatas 3:25, leia o verso 26. Qual é a nossa relação para com a lei, agora que somos redimidos por Jesus?” “Mas, tendo vindo a fé, já não permanecemos subordinados ao aio. (Gál. 3:25).Pois todos vós sois filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus;” (Gál. 3:26). “A fé em Cristo nos tirou do controle da lei (tutor) que nos condenava e nos tornou filhos obedientes de Deus.”

“A palavra pois, no início do verso 26, indica que Paulo via uma conexão direta entre esse verso e o anterior. Da mesma forma que o filho de um senhor estava sob um pedagogo apenas enquanto ele era menor de idade, Paulo disse que os que alcançaram a fé em Cristo já não mais eram menores; sua relação com a lei havia sido alterada, porque agora eram ‘filhos’ adultos de Deus.”

“O termo filho evidentemente não é exclusivo dos homens; Paulo claramente inclui mulheres nessa categoria (Gl 3:28). A razão pela qual ele usa a palavra filhos (no masculino) em vez de uma palavra neutra (por exemplo, crianças) é que ele tinha em mente a herança da família que era passada para os descendentes do sexo masculino, além do fato de que a expressão ‘filhos de Deus’ era a designação especial de Israel no Antigo Testamento (Dt 14:1; Os 11:1). Em Cristo, os gentios passaram também a desfrutar da relação especial com Deus que havia sido exclusiva de Israel.”

“2. Por que o batismo é tão importante?” porque todos quantos fostes batizados em Cristo de Cristo vos revestistes. Dessarte, não pode haver judeu nem grego; nem escravo nem liberto; nem homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus.” (Gál. 3:27-28). Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado, para que seja a graça mais abundante? De modo nenhum! Como viveremos ainda no pecado, nós os que para ele morremos? Ou, porventura, ignorais que todos nós que fomos batizados em Cristo Jesus fomos batizados na sua morte? Fomos, pois, sepultados com ele na morte pelo batismo; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida. Porque, se fomos unidos com ele na semelhança da sua morte, certamente, o seremos também na semelhança da sua ressurreição, sabendo isto: que foi crucificado com ele o nosso velho homem, para que o corpo do pecado seja destruído, e não sirvamos o pecado como escravos; porquanto quem morreu está justificado do pecado. Ora, se já morremos com Cristo, cremos que também com ele viveremos, sabedores de que, havendo Cristo ressuscitado dentre os mortos, já não morre; a morte já não tem domínio sobre ele. Pois, quanto a ter morrido, de uma vez para sempre morreu para o pecado; mas, quanto a viver, vive para Deus. Assim também vós considerai-vos mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus.” (Rom. 6:1-11). “a qual, figurando o batismo, agora também vos salva, não sendo a remoção da imundícia da carne, mas a indagação de uma boa consciência para com Deus, por meio da ressurreição de Jesus Cristo;” (1 Ped. 3:21). “Porque representa o compromisso de uma vida nova com Deus, morremos para o pecado e vivemos para o Senhor.”

“O uso que Paulo fez da palavra pois, no verso 27, indica mais uma vez o desenvolvimento estritamente lógico do seu raciocínio. Paulo via o batismo como uma decisão radical de unir nossa vida com Cristo. Em Romanos 6, ele descreveu o batismo simbolicamente, como nossa união com Jesus, tanto em Sua morte quanto em Sua ressurreição. Em Gálatas, Paulo utilizou uma metáfora diferente: o batismo é o ato de ser revestido de Cristo. A terminologia de Paulo faz lembrar passagens maravilhosas do Antigo Testamento que falam de sermos revestidos com justiça e salvação (Is 61:10; Jó 29:14). ‘Paulo via o batismo como o momento em que Cristo, como um manto, envolve o crente. Embora ele não tenha empregado o termo, Paulo estava descrevendo a justiça que é concedida aos cristãos’ (Frank J. Matera, Galatians, Collegeville, Minnesota, The Liturgical Press, 1992, p. 145).”

“Nossa união com Cristo, simbolizada pelo batismo, significa o seguinte: o que é verdade em relação a Cristo também é verdade com relação a nós. Pelo fato de ser Cristo a ‘semente’ de Abraão, como ‘co-herdeiros com Cristo’ (Rm 8:17), os cristãos também são herdeiros de todas as promessas da aliança feitas a Abraão e a seus descendentes.”

“Pense no conceito de que aquilo que é verdade em relação a Cristo também é verdade a nosso respeito. Como essa verdade maravilhosa deve afetar cada aspecto de nossa existência?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – domingo 13 de novembro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

De escravos a herdeiros

Lições da Bíblia.

“Assim, você já não é mais escravo, mas filho; e, por ser filho, Deus também o tornou herdeiro” (Gl 4:7, NVI).

“A vida, morte, ressurreição e ascensão de Jesus Cristo foram os meios divinos para nos libertar do poder do pecado e da morte e nos colocar de voltar em um relacionamento correto com Ele. Somos chamados a viver livres em Cristo. Enquanto vivemos a vida de Cristo, somos chamados filhos de Deus. Tratamos o Pai de maneira amorosa e íntima, tendo todos os direitos dos que herdarão o reino de Cristo por causa de Suas dádivas, e não por nossos méritos.”

“Paulo disse aos gálatas que eles não deviam viver e agir como escravos, mas como filhos e filhas de Deus, com todos os direitos e privilégios relacionados a essa condição. A situação deles era semelhante à história de um desanimado novo converso que foi falar com o cristão chinês Watchman Nee.”

“Não importa quanto eu ore, não importa com quanta firmeza eu tente, eu simplesmente não consigo ser fiel ao meu Senhor. Acho que estou perdendo minha salvação. Nee disse: ‘Está vendo este cachorro aqui? É o meu cachorro. Ele é domesticado, nunca faz bagunça, é obediente, e é um puro deleite para mim. Lá na cozinha está meu filho, um bebê. Ele faz uma bagunça, joga a comida no chão e suja a roupa; ele é totalmente bagunceiro. Mas quem vai herdar tudo o que é meu? Não será o meu cachorro! Meu filho será o herdeiro. Você é herdeiro de Jesus Cristo, porque foi por você que Ele morreu’” (Lou Nicholes, Hebrews: Patterns for Living [Hebreus: Padrões para a Vida], Longwood, Flórida: Xulon Press, 2004, p. 31).

“Nós também somos herdeiros de Deus, não por causa de nossos próprios méritos, mas por causa da Sua graça. Em Cristo, temos muito mais do que tínhamos, mesmo antes do pecado de Adão; este é um dos pontos que Paulo estava tentando desesperadamente ensinar aos cristãos da Galácia, que estavam rapidamente se desviando do caminho.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – sábado 12 de novembro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF