A base da nossa justificação

Lições da Bíblia.

“Não devemos supor que os judeus cristãos estivessem sugerindo que a fé em Cristo não era importante; afinal, todos eles tinham fé em Jesus e acreditavam nEle. Seu comportamento mostrava, contudo, que eles percebiam que a fé não era suficiente por si só; ela devia ser complementada com a obediência, como se a obediência acrescentasse algo ao ato da justificação em si. No raciocínio deles, justificação era tanto pela fé quanto pelas obras. A maneira pela qual Paulo repetidamente contrasta fé em Cristo com obras da lei indica sua forte oposição a esse tipo de abordagem que incluía ‘ambos’ os aspectos. Fé, somente a fé, é a base da justificação.”

“Para Paulo, igualmente, a fé não era apenas um conceito abstrato; ela estava inseparavelmente ligada a Jesus. Na verdade, a expressão traduzida duas vezes como ‘fé em Cristo’ em Gálatas 2:16 é muito mais significativa do que qualquer tradução pode realmente abranger. A expressão em grego é traduzida literalmente como ‘a fé’ ou ‘fidelidade’ de Jesus. Essa tradução literal revela o forte contraste que Paulo estabeleceu entre as obras da lei que nós fazemos e a obra de Cristo realizada em nosso favor, a obra que Ele, através de Sua fidelidade (por isso, a ‘fidelidade de Jesus’), tem feito por nós.”

“É importante lembrar que a fé nada acrescenta à justificação, como se fosse meritória em si mesma. A fé é, em vez disso, o meio pelo qual nos apegamos a Cristo e Sua obra em nosso favor. Não somos justificados com base em nossa fé, mas com base na fidelidade de Cristo por nós, que reivindicamos para nós através da fé.”

“Cristo fez o que todos deixaram de fazer: só Ele foi fiel a Deus em tudo que fez. Nossa esperança está na fidelidade de Cristo, não na nossa. Como um autor afirma, ‘Nós cremos em Cristo, e não que possamos ser justificados por essa crença, mas que podemos ser justificados por Sua fé (fidelidade) em Deus’ (John McRay, Paul: His Life and Teaching [Paulo: Sua Vida e Ensino], Grand Rapids, Mich.: Baker Academic, 2003, p. 355).”

“Uma primitiva tradução siríaca de Gálatas 2:16 comunica bem o pensamento de Paulo: ‘Portanto, sabemos que um homem não é justificado a partir das obras da lei, mas pela fé de Jesus, o Messias, e nós cremos nEle, em Jesus, o Messias, que por causa de Sua fé, a fé do Messias, podemos ser justificados, e não pelas obras da lei’.”

“4. Qual é a única base para nossa salvação? justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo, para todos [e sobre todos] os que crêem; porque não há distinção,” (Rom. 3:22). “tendo em vista a manifestação da sua justiça no tempo presente, para ele mesmo ser justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus.” (Rom. 3:26). “Mas a Escritura encerrou tudo sob o pecado, para que, mediante a fé em Jesus Cristo, fosse a promessa concedida aos que crêem.” (Gál. 3:22). “pelo qual temos ousadia e acesso com confiança, mediante a fé nele.” (Efés. 3:12). “e ser achado nele, não tendo justiça própria, que procede de lei, senão a que é mediante a fé em Cristo, a justiça que procede de Deus, baseada na fé;” (Filip. 3:9).

A) Nossa obediência à lei e o sacrifício de Cristo.

B) Nossa obediência e a obediência de Cristo.

C) A fidelidade de Cristo por nós e Sua perfeita obediência, aceitas pela fé.

“Entender esse assunto causa alguma surpresa a você? Você sente alegria ou decepção?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – terça-feira 18 de outubro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Obras da lei

Lições da Bíblia.

3. Paulo disse três vezes em Gálatas 2:16 que uma pessoa não é justificada por ‘obras da lei’. O que ele quis dizer com a expressão ‘obras da lei’? O que os seguintes textos revelam sobre essa questão? Gl 2:16, 17; 3:2, 5, 10; Rm 3:20, 28. “sabendo, contudo, que o homem não é justificado por obras da lei, e sim mediante a fé em Cristo Jesus, também temos crido em Cristo Jesus, para que fôssemos justificados pela fé em Cristo e não por obras da lei, pois, por obras da lei, ninguém será justificado. Mas se, procurando ser justificados em Cristo, fomos nós mesmos também achados pecadores, dar-se-á o caso de ser Cristo ministro do pecado? Certo que não!” (Gál. 2:16-17). “Quero apenas saber isto de vós: recebestes o Espírito pelas obras da lei ou pela pregação da fé?” (Gál. 3:2). “Aquele, pois, que vos concede o Espírito e que opera milagres entre vós, porventura, o faz pelas obras da lei ou pela pregação da fé?” (Gál. 3:5). “Todos quantos, pois, são das obras da lei estão debaixo de maldição; porque está escrito: Maldito todo aquele que não permanece em todas as coisas escritas no Livro da lei, para praticá-las.” (Gál. 3:10). “visto que ninguém será justificado diante dele por obras da lei, em razão de que pela lei vem o pleno conhecimento do pecado.” (Rom. 3:20). “Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé, independentemente das obras da lei.” (Rom. 3:28). “Qualquer item da lei que tentamos usar para a justificação é obra da lei. Recebemos a graça apenas pela fé.”

“Antes de entender a expressão ‘as obras da lei’, precisamos entender o que Paulo quis dizer com a palavra lei. A palavra lei (nomos, em grego) é encontrada 121 vezes nas cartas de Paulo. Ela pode se referir a uma série de coisas diferentes, incluindo a vontade de Deus para Seu povo, os primeiros cinco livros de Moisés, todo o Antigo Testamento, ou apenas um princípio geral. No entanto, a principal forma pela qual Paulo usa a palavra se refere a toda a coleção dos mandamentos de Deus dada ao Seu povo através de Moisés.”

“A expressão ‘as obras da lei’ provavelmente envolva, portanto, todos os requisitos encontrados nos mandamentos dados por Deus por intermédio de Moisés, sejam morais ou cerimoniais. O raciocínio de Paulo é que não importa o quanto nos esforcemos para seguir e obedecer à lei de Deus, nossa obediência nunca será suficientemente boa para que Deus nos justifique, para que nos declare justos diante dEle. Isso porque Sua lei exige absoluta fidelidade de pensamento e ação, não apenas por algum tempo, mas o tempo todo, e não apenas para alguns de Seus mandamentos, mas para todos eles.”

“Embora a expressão ‘obras da lei’ não ocorra no Antigo Testamento e não seja encontrada no Novo Testamento, exceto nos escritos de Paulo, uma impressionante confirmação de seu significado surgiu em 1947, com a descoberta dos Manuscritos do Mar Morto, uma coleção de textos copiados por um grupo de judeus, chamados essênios, que viveram na época de Jesus. Embora escritos em hebraico, um dos manuscritos contém essa mesma expressão. O título do manuscrito é Miqsat Ma’as Ha-Torah, que pode ser traduzido como ‘Importantes obras da lei’. O documento descreve uma série de questões baseadas na lei bíblica a respeito de prevenir a contaminação das coisas santas, incluindo algumas que designavam os judeus como distintos dos gentios. No fim, o autor escreveu o seguinte: se essas ‘obras da lei’ forem seguidas, ‘você será considerado justo’ diante de Deus. Ao contrário de Paulo, o autor não oferece ao leitor a justiça com base na fé, mas com base no comportamento.”

“Você guarda a lei de Deus de maneira satisfatória? Você realmente sente que a obedece tão bem que pode ser justificado diante de Deus com base na guarda da lei? [‘como está escrito: Não há justo, nem um sequer, não há quem entenda, não há quem busque a Deus; todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer. A garganta deles é sepulcro aberto; com a língua, urdem engano, veneno de víbora está nos seus lábios, a boca, eles a têm cheia de maldição e de amargura; são os seus pés velozes para derramar sangue, nos seus caminhos, há destruição e miséria; desconheceram o caminho da paz. Não há temor de Deus diante de seus olhos. Ora, sabemos que tudo o que a lei diz, aos que vivem na lei o diz para que se cale toda boca, e todo o mundo seja culpável perante Deus, visto que ninguém será justificado diante dele por obras da lei, em razão de que pela lei vem o pleno conhecimento do pecado.’ (Rom. 3:10-20)]. Se não, por que não? Como sua resposta ajuda a compreender o conceito de Paulo sobre o tema?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – segunda-feira 17 de outubro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

A questão da “justificação”

Lições da Bíblia.

“1. Em Gálatas 2:15 Paulo escreveu: ‘Nós, judeus de nascimento e não gentios pecadores’ (NVI). O que ele quis dizer?” “Era um raciocínio para conquistar os judeus; os gentios também são salvos pela fé em Cristo, e deixam o pecado.”

As palavras de Paulo devem ser entendidas no seu contexto. Na tentativa de conquistar os judeus cristãos para seu lado, Paulo começou com um raciocínio que eles aceitariam, a tradicional distinção entre judeus e gentios. Os judeus eram os eleitos de Deus, aos quais foi confiada Sua lei, e desfrutavam os benefícios da relação de aliança com Ele. Os gentios, no entanto, eram pecadores. A lei de Deus não restringia seu comportamento, e eles estavam fora das alianças da promessa [‘naquele tempo, estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel e estranhos às alianças da promessa, não tendo esperança e sem Deus no mundo.’ (Efés. 2:12). ‘Quando, pois, os gentios, que não têm lei, procedem, por natureza, de conformidade com a lei, não tendo lei, servem eles de lei para si mesmos.’ (Rom. 2:14)]. Embora os gentios obviamente fossem ‘pecadores’, no verso 16 Paulo advertiu os cristãos judeus de que seus privilégios espirituais não os tornavam mais aceitáveis a Deus, porque ninguém é justificado pelas ‘obras da lei’.

“2. Paulo usou a palavra justificado quatro vezes em Gálatas 2:16,17." [‘sabendo, contudo, que o homem não é justificado por obras da lei, e sim mediante a fé em Cristo Jesus, também temos crido em Cristo Jesus, para que fôssemos justificados pela fé em Cristo e não por obras da lei, pois, por obras da lei, ninguém será justificado. Mas se, procurando ser justificados em Cristo, fomos nós mesmos também achados pecadores, dar-se-á o caso de ser Cristo ministro do pecado? Certo que não!’]. O que ele queria dizer por ‘justificação’?” “sabendo, contudo, que o homem não é justificado por obras da lei, e sim mediante a fé em Cristo Jesus, também temos crido em Cristo Jesus, para que fôssemos justificados pela fé em Cristo e não por obras da lei, pois, por obras da lei, ninguém será justificado. Mas se, procurando ser justificados em Cristo, fomos nós mesmos também achados pecadores, dar-se-á o caso de ser Cristo ministro do pecado? Certo que não!” (Gál. 2:16-17). “Em havendo contenda entre alguns, e vierem a juízo, os juízes os julgarão, justificando ao justo e condenando ao culpado.” (Deut. 25:1). “[Justificação] é o ato em que Deus vê o homem pecador que exerce fé em Jesus e o considera justo, reto.”

“O verbo justificar é um termo-chave para Paulo. Das trinta e nove vezes que ele ocorre no Novo Testamento, 27 estão nas cartas de Paulo. Ele o usa oito vezes em Gálatas, incluindo quatro referências em Gálatas 2:16, 17. Justificação é um termo legal, usado nos tribunais. Está relacionado com o veredito que um juiz pronuncia quando uma pessoa é declarada inocente das acusações apresentadas contra ela. É o oposto de condenação. Além disso, visto que as palavras justo e reto vêm da mesma palavra grega, o fato de uma pessoa ‘ser justificada’ significa que ela também é considerada ‘reta’. Assim, justificação envolve mais do que simplesmente absolvição ou perdão. É uma declaração afirmativa de que a pessoa é justa.”

“Para alguns dos cristãos judeus, no entanto, justificação era também relacional. Ela envolvia seu relacionamento com Deus e Sua aliança. Ser ‘justificado’ também significava que a pessoa era considerada fiel membro da comunidade da aliança divina, a família de Abraão.”

“Leia Gálatas 2:15-17. O que Paulo diz ali? Como você pode aplicar essas palavras à sua própria experiência cristã?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – domingo 16 de outubro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Justificação pela fé

Lições da Bíblia.

“Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou e Se entregou a Si mesmo por mim” (Gl 2:20, RC).

“Somos justificados diante de Deus unicamente pela fé na morte de Cristo em nosso favor e ao aceitarmos como nosso Seu registro justo. A fé torna possível nos aproximarmos de Deus e aceitarmos Suas provisões, concedidas pela morte de Cristo, para nosso perdão e restauração a uma posição de justiça diante dEle. Pela fé podemos morrer para nós mesmos e deixar Cristo viver em nós.”

“Como vimos na semana passada, Paulo confrontou Pedro publicamente em Antioquia, pela falta de coerência entre a fé que ele defendia e o comportamento que ele apresentava. Na melhor das hipóteses, a decisão de Pedro de não mais comer com antigos pagãos sugeria que eles eram cristãos de segunda categoria. As ações de Pedro davam a entender que, se eles realmente quisessem fazer parte da família de Deus e desfrutar as bênçãos da completa mesa da comunhão, deviam primeiro se submeter ao rito da circuncisão.”

“O que Paulo realmente disse a Pedro naquela ocasião tensa? Na lição desta semana, estudaremos o que é provavelmente um resumo do que se passou. Essa passagem contém algumas das expressões mais concentradas no Novo Testamento, o que é extremamente importante porque, pela primeira vez, são apresentadas várias palavras e frases fundamentais, tanto para a compreensão do evangelho quanto do restante da carta de Paulo aos gálatas. Essas palavras-chave incluem justificação, justiça, obras da lei, crença e não apenas fé, mas a fé de Jesus.”

“O que Paulo quis dizer com esses termos, e o que eles nos ensinam sobre o plano da salvação?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – sábado 15 de outubro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

A Discrição de Paulo

Lições da Bíblia.

[…] ‘Porque, sendo livre para com todos,’ escreveu ele [Paulo] aos coríntios, ‘fiz-me servo de todos, para ganhar ainda mais. E fiz-me como judeu para os judeus, para ganhar os judeus; para os que estão debaixo da lei, como se estivera debaixo da lei, para ganhar os que estão debaixo da lei. Para os que estão sem lei, como se estivera sem lei (não estando sem lei para com Deus, mas debaixo da lei de Cristo), para ganhar os que estão sem lei. Fiz-me como fraco para os fracos, para ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, para, por todos os meios, chegar a salvar alguns.’ I Cor. 9:19-22.

Paulo não se aproximava dos judeus de maneira a despertar-lhes os preconceitos. Não lhes dizia, a princípio, que deviam crer em Jesus de Nazaré; mas insistia nas profecias que falavam de Cristo, Sua missão e obra. Levava seus ouvintes passo a passo, mostrando-lhes a importância de honrar a lei de Deus. Dava a devida honra à lei cerimonial, mostrando que fora Cristo que instituíra a ordem judaica e o serviço sacrifical. Levava-os, então, até ao primeiro advento do Redentor, e mostrava que, na vida e morte de Cristo, se havia cumprido tudo como estava especificado nesse serviço sacrifical.

Dos gentios, Paulo se aproximava exaltando a Cristo, e apresentando as exigências da lei. Mostrava como a luz refletida pela cruz do Calvário dava significação e glória a toda a ordem judaica.

Assim variava o apóstolo sua maneira de trabalhar, adaptando sua mensagem às circunstâncias em que se achava. Depois de paciente trabalho, tinha grande medida de êxito; entretanto, muitos havia que não se convenciam. Alguns há, hoje, que não se convencerão seja qual for o método de apresentar a verdade; e o obreiro de Deus deve estudar cuidadosamente métodos melhores, a fim de não despertar preconceitos nem combatividade. Eis onde alguns têm fracassado. Seguindo suas inclinações naturais, têm fechado portas pelas quais, com outra maneira de agir, poderiam ter encontrado acesso a corações e, por intermédio desses, a outros ainda.

Os obreiros de Deus devem ser homens de múltiplas facetas; isto é, devem possuir largueza de caráter. Não devem ser homens apegados a uma só idéia, estereotipados em sua maneira de agir, incapazes de ver que sua defesa da verdade deve variar segundo a espécie de pessoas entre as quais trabalham, e as circunstâncias que se lhes deparam. (Ellen G. White, Obreiros evangélicos, p. 117-119).

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – sexta-feira 14 de outubro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

A preocupação de Paulo

Lições da Bíblia.

“A situação em Antioquia certamente estava tensa: Paulo e Pedro, dois líderes da igreja, estavam em conflito aberto. E Paulo não se conteve quando pediu a Pedro que explicasse seu comportamento.”

6. Por que Paulo confrontou Pedro publicamente? “Quando, porém, Cefas veio a Antioquia, resisti-lhe face a face, porque se tornara repreensível. Com efeito, antes de chegarem alguns da parte de Tiago, comia com os gentios; quando, porém, chegaram, afastou-se e, por fim, veio a apartar-se, temendo os da circuncisão. E também os demais judeus dissimularam com ele, a ponto de o próprio Barnabé ter-se deixado levar pela dissimulação deles. Quando, porém, vi que não procediam corretamente segundo a verdade do evangelho, disse a Cefas, na presença de todos: se, sendo tu judeu, vives como gentio e não como judeu, por que obrigas os gentios a viverem como judeus?” (Gál. 2:11-14). “Quando os judaizantes chegaram, Pedro se ajuntou a eles, evitou os gentios e trouxe perplexidade aos cristãos.”

“Como Paulo percebeu, o problema não foi a decisão de Pedro de comer com os visitantes de Jerusalém. Antigas tradições sobre hospitalidade certamente exigiam o mesmo.”

“A questão era ‘a verdade do evangelho’. Ou seja, não era apenas uma questão de envolvimento social ou de comer juntos. Na realidade, as ações de Pedro afetavam toda a mensagem do evangelho.”

7. Qual foi a razão pela qual Paulo reagiu de maneira tão forte? “Dessarte, não pode haver judeu nem grego; nem escravo nem liberto; nem homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus.” (Gál. 3:28). “no qual não pode haver grego nem judeu, circuncisão nem incircuncisão, bárbaro, cita, escravo, livre; porém Cristo é tudo em todos.” (Col. 3:11). “Sua atitude poderia dividir a igreja. Cristãos gentios e judeus eram iguais diante de Deus. O preconceito era inaceitável.”

“Durante o encontro de Paulo com Pedro e os outros apóstolos em Jerusalém, eles haviam chegado à conclusão de que os gentios podiam desfrutar todas as bênçãos em Cristo, sem ter que primeiramente se submeter à circuncisão. A atitude de Pedro nessa ocasião colocava em perigo esse acordo. Onde antes os cristãos judeus e gentios se haviam unido em um ambiente de livre comunhão, agora a comunidade estava dividida, e isso trazia a perspectiva de uma igreja dividida no futuro.”

“Do ponto de vista de Paulo, o comportamento de Pedro sugeria que os cristãos gentios fossem fiéis de segunda categoria, na melhor das hipóteses, e que ele acreditava que as ações de Pedro colocariam forte pressão sobre os gentios para que se sujeitassem, se quisessem experimentar plena comunhão. Assim, Paulo disse: ‘Você é judeu, mas vive como gentio e não como judeu. Portanto, como pode obrigar gentios a viverem como judeus?’ (Gl 2:14, NVI). A frase ‘viverem como os judeus’ pode ser traduzida de forma mais literal como ‘judaizar’. Esta palavra era uma expressão comum que significava ‘adotar o modo de vida judaico’. Era aplicada aos gentios que frequentavam a sinagoga e participavam de outros costumes judaicos. Essa foi também a razão pela qual os adversários de Paulo na Galácia, a quem ele chamava de falsos irmãos, foram muitas vezes chamados de ‘judaizantes’.”

“Como se as atitudes de Pedro não fossem ruins o bastante, Barnabé, alguém que deveria ter bom senso, também foi envolvido nesse tipo de comportamento. Que exemplo claro do poder da ‘pressão social’! Como podemos nos proteger para não sermos influenciados no caminho errado por aqueles que nos rodeiam?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – quinta-feira 13 de outubro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Confronto em Antioquia

Lições da Bíblia.

“Algum tempo após a conferência de Paulo em Jerusalém, Pedro fez uma visita a Antioquia da Síria, o local da primeira igreja gentílica e a base das atividades missionárias de Paulo descritas em Atos. Enquanto esteve ali, Pedro comeu livremente com os cristãos gentios, mas quando chegou um grupo de cristãos judeus da parte de Tiago, Pedro, com medo do que poderiam pensar, mudou totalmente seu comportamento.”

“5. Por que Pedro devia ter sido coerente? Qual é a influência da cultura arraigada e da tradição em nossa vida? Compare Gl 2:11-13 e At 10:28.” “Quando, porém, Cefas veio a Antioquia, resisti-lhe face a face, porque se tornara repreensível. Com efeito, antes de chegarem alguns da parte de Tiago, comia com os gentios; quando, porém, chegaram, afastou-se e, por fim, veio a apartar-se, temendo os da circuncisão. E também os demais judeus dissimularam com ele, a ponto de o próprio Barnabé ter-se deixado levar pela dissimulação deles.” (Gál. 2:11-13). “a quem se dirigiu, dizendo: Vós bem sabeis que é proibido a um judeu ajuntar-se ou mesmo aproximar-se a alguém de outra raça; mas Deus me demonstrou que a nenhum homem considerasse comum ou imundo;” (Atos 10:28). “Porque ele mesmo havia recebido uma visão de Deus afirmando que judeus e gentios são iguais perante o Pai.”

“Alguns têm erroneamente suposto que Pedro e os outros judeus que estavam com ele tinham deixado de seguir as leis do Antigo Testamento sobre alimentos puros e impuros. No entanto, esse não parece ter sido o caso. Se Pedro e todos os cristãos judeus tivessem abandonado as leis alimentares judaicas, certamente haveria acontecido um grande tumulto na igreja. Se isso houvesse ocorrido, com certeza haveria algum registro a esse respeito, mas não há. É mais provável que a questão fosse sobre compartilhar a mesa com os gentios. Visto que muitos judeus viam os gentios como imundos, era prática entre alguns deles evitar o contato social com os gentios, tanto quanto possível.”

“Pedro havia lutado com esse assunto, e somente uma visão de Deus o ajudou a ver claramente a questão. Pedro disse a Cornélio, o centurião romano, depois que entrou em sua casa: ‘Vocês sabem muito bem que é contra a nossa lei um judeu associar-se a um gentio ou mesmo visitá-lo. Mas Deus me mostrou que eu não deveria chamar impuro ou imundo a homem nenhum’ (At 10:28, NVI). Embora tivesse consciência, ele estava com tanto medo de ofender seus compatriotas que voltou aos seus velhos caminhos. Aparentemente, essa foi a força de atração da cultura e da tradição sobre a vida de Pedro.”

“Paulo, porém, chamou as ações de Pedro o que eram exatamente: a palavra grega que ele usou em Gálatas 2:13 é hipocrisia. Mesmo Barnabé, disse ele, se deixou ‘levar pela dissimulação deles’. Foram palavras fortes de um homem de Deus para outro.”

“Por que é tão fácil ser hipócrita? (Seria porque temos a tendência de fechar os olhos para nossas próprias faltas, enquanto ansiosamente procuramos defeitos nos outros?) Que tipo de hipocrisia você encontra em sua própria vida? Mais importante, como você pode reconhecê-la e então extirpá-la?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – quarta-feira 12 de outubro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Unidade na diversidade

Lições da Bíblia.

3. Leia Gálatas 2:1-10. Paulo disse: Os falsos irmãos ‘infiltraram-se em nosso meio para espionar a liberdade que temos em Cristo Jesus e nos reduzir à escravidão’ (Gl 2:4, NVI). Do que os cristãos são livres? Como podemos experimentar essa liberdade? “Disse, pois, Jesus aos judeus que haviam crido nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos; e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. Responderam-lhe: Somos descendência de Abraão e jamais fomos escravos de alguém; como dizes tu: Sereis livres? Replicou-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: todo o que comete pecado é escravo do pecado. O escravo não fica sempre na casa; o filho, sim, para sempre. Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.” (João 8:31-36). “sabendo isto: que foi crucificado com ele o nosso velho homem, para que o corpo do pecado seja destruído, e não sirvamos o pecado como escravos; porquanto quem morreu está justificado do pecado.” (Rom. 6:6-7). Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte. Porquanto o que fora impossível à lei, no que estava enferma pela carne, isso fez Deus enviando o seu próprio Filho em semelhança de carne pecaminosa e no tocante ao pecado; e, com efeito, condenou Deus, na carne, o pecado,” (Rom. 8:2-3). “Mas, antes que viesse a fé, estávamos sob a tutela da lei e nela encerrados, para essa fé que, de futuro, haveria de revelar-se. De maneira que a lei nos serviu de aio para nos conduzir a Cristo, a fim de que fôssemos justificados por fé. Mas, tendo vindo a fé, já não permanecemos subordinados ao aio.” (Gál. 3:23-25). De sorte que já não és escravo, porém filho; e, sendo filho, também herdeiro por Deus. Outrora, porém, não conhecendo a Deus, servíeis a deuses que, por natureza, não o são;” (Gál. 4:7-8). “Visto, pois, que os filhos têm participação comum de carne e sangue, destes também ele [Cristo], igualmente, participou, para que, por sua morte, destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo, e livrasse todos que, pelo pavor da morte, estavam sujeitos à escravidão por toda a vida.” (Heb. 2:14-15). “Cristo nos liberta do pecado, da morte, do velho homem, da salvação pelas obras da lei e da circuncisão.”

“A liberdade, como condição da experiência cristã, é um conceito importante para Paulo. Ele usou essa palavra mais frequentemente do que qualquer outro autor do Novo Testamento, e, no livro de Gálatas, as palavras livre e liberdade ocorrem várias vezes. Liberdade, no entanto, para os cristãos significa ser livre em Cristo. É a oportunidade de ter uma vida de livre devoção a Deus. Envolve a liberdade da escravidão dos desejos de nossa natureza pecaminosa (Rm 6), liberdade da condenação da lei (Rm 8:1, 2) e liberdade do poder da morte (1Co 15:55).”

4. Os apóstolos reconheceram que a Paulo ‘havia sido confiada a pregação do evangelho aos incircuncisos, assim como a Pedro, aos circuncisos’ (Gl 2:7, NVI). O que isso sugere sobre a natureza da unidade e diversidade dentro da igreja? “Augustinho disse: ‘No essencial unidade, no não essencial liberdade, em tudo caridade’. Somos pessoas diferentes mais temos unidade em Cristo.”.

“Os apóstolos reconheceram que Deus havia chamado Paulo para pregar o evangelho aos gentios, assim como havia chamado Pedro para pregar aos judeus. Em ambos os casos, o evangelho era o mesmo, mas a forma de ser apresentado dependia do povo ao qual os apóstolos estavam tentando alcançar. Implícito nesse verso ‘está o importante reconhecimento de que uma e a mesma fórmula deve ser ouvida de diversas maneira e ter diferente força nos variados contextos sociais e culturais… É justamente essa unidade que é a base da unidade cristã, precisamente como a unidade na diversidade’ (James D. G. Dunn, The Epistle to the Galatians [A Epístola aos Gálatas], Peabody, Massachusetts: Hendrickson Publishers, Inc., 1993, p. 106).”

“Até que ponto devemos estar abertos a métodos de evangelismo e testemunho que nos tirem da nossa ‘zona de conforto’? Existem formas de evangelismo que o incomodam? Quais são elas? Por que o incomodam? Você precisa ter a mente mais aberta para essas coisas?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – terça-feira 11 de outubro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF