Outro fruto do Espírito

Lições da Bíblia

“[…] não existe uma única lista oficial no que se refere ao fruto do Espírito (com a descrita por Paulo em Gálatas 5:22-23 ‘Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei.’). Existem muitos diferentes aspectos e nuances do caráter cristão. O que os apóstolos fazem em cada caso é mencionar aqueles que são especialmente aplicáveis a seus leitores.” Vejamos outro fruto do Espírito além do mencionado por Paulo em sua carta aos Gálatas:

“(porque o fruto da luz consiste em toda bondade, e justiça, e verdade),” (Efés. 5:9).

Tu, porém, ó homem de Deus, foge destas coisas; antes, segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a constância, a mansidão.” (1 Tim. 6:11).

“Tu, porém, tens seguido, de perto, o meu ensino, procedimento, propósito, fé, longanimidade, amor, perseverança,” (2 Tim. 3:10).

“por isso mesmo, vós, reunindo toda a vossa diligência, associai com a vossa fé a virtude; com a virtude, o conhecimento; com o conhecimento, o domínio próprio; com o domínio próprio, a perseverança; com a perseverança, a piedade; com a piedade, a fraternidade; com a fraternidade, o amor.” (2 Ped. 1:5-7).

“e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança. Ora, a esperança não confunde, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado.” (Rom. 5:4-5).

“Como essas características se manifestam em sua vida? Se você estiver desencorajado pelo que viu, qual é sua única esperança? Qual é o único lugar para onde você pode fugir, e o que você pode encontrar lá?”

“O SENHOR é a minha rocha, a minha cidadela, o meu libertador; o meu Deus, o meu rochedo em que me refugio; o meu escudo, a força da minha salvação, o meu baluarte.” (Salmos 18:2).

Ênfases acrescentadas.

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina – Segunda-feira, 22 de março de 2010.
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Buscar primeiro o reino de Deus

Lições da Bíblia

A prioridade da vida cristã não é ter, mas ser, por isso Jesus nos aconselha: “Buscai, pois, em primeiro lugar, o Seu reino e a Sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mt 6:33). A nossa prioridade deve ser o reio de Deus, mas o que é o reino de Deus? “Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo.” (Rom. 14:17). Ou seja, o reino Deus consiste em produzir o fruto do Espírito.

“Quais são suas principais preocupações, reveladas não só por suas orações, mas por sua vida em geral? Obter o que você quer para si mesmo ou tornar-se o que Deus deseja que você se torne? O que sua resposta lhe diz sobre suas prioridades?”

A cada homem é dada ‘a sua obra’ (Mar. 13:34) – a obra para a qual o adaptam suas capacidades e que resultará no maior benefício a si próprio e a seus semelhantes, e na maior honra a Deus. Assim é que nossas ocupações ou vocação são uma parte do grande plano de Deus e, tanto quanto são realizadas de acordo com Sua vontade, Ele próprio Se responsabiliza pelos resultados. Como ‘cooperadores de Deus’ (I Cor. 3:9) nossa parte consiste em uma conformidade fiel com Suas orientações. De maneira que não há lugar para ansiosos cuidados. Requer-se diligência, fidelidade, responsabilidade, economia e discrição. Toda faculdade deve ser exercitada na sua mais alta possibilidade. A confiança deverá ser, porém, não no desfecho feliz de nossos esforços, mas na promessa de Deus. A palavra que alimentou Israel no deserto e sustentou Elias durante o tempo da fome, tem o mesmo poder hoje. ‘Não andeis, pois, inquietos, dizendo: Que comeremos ou que beberemos ou com que nos vestiremos? … Buscai primeiro o reino de Deus, e Sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas.’ (Mat. 6:31 e 33)”. (WHITE. E. G. Educação, p. 138).

Ênfases acrescentadas.

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A essência do caráter cristão.

Lições da Bíblia

A essência do caráter cristão é o fruto do Espírito: […] amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. […].” (Gál. 5:22-23)

“Quando produzimos o fruto do Espírito, este assume o comando de todo o nosso ser. Essa conexão torna possível refletir o caráter de Cristo em nossas ações, que é resultado da total submissão a Deus.”

Jesus nos advertiu contra os enganos e nos mostra como distinguir o falso do verdadeiro: “Acautelai-vos dos falsos profetas, que se vos apresentam disfarçados em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores. Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos? Assim, toda árvore boa produz bons frutos, porém a árvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa produzir frutos maus, nem a árvore má produzir frutos bons. Toda árvore que não produz bom fruto é cortada e lançada ao fogo. Assim, pois, pelos seus frutos os conhecereis. Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniquidade.” (Mat. 7:15-23)

Deveríamos perguntar a nós mesmos: Que tipo de fruto estou eu produzindo?

Onde é possível encontrar o auxílio para produzir o fruto do Espírito?

Na Bíblia encontraremos o auxílio necessário. “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.” (2 Tim. 3:16-17). No entanto é fundamental que saibamos que sem “[…] a guia do Espírito Santo estaremos continuamente sujeitos a torcer as Escrituras ou a interpretá-las erradamente. Há muita leitura da Bíblia que é sem proveito, e em muitos casos positivo mal. Quando a Palavra de Deus é aberta sem reverência e sem oração; quando os pensamentos e afeições não se fixam em Deus ou não estão em harmonia com a Sua vontade, o espírito se envolve em dúvida; e no próprio estudo da Bíblia se fortalece o ceticismo. O inimigo toma conta dos pensamentos, e sugere interpretações incorretas.” (WHITE, E. G. E Recebereis Poder – Meditação Matinal, p. 105).

Ênfases acrescentadas.

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O FRUTO DO ESPÍRITO

Por: Queila de Souza Garcia

“Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio.” Gálatas 5:22.

Uma primeira leitura deste texto nos dá a impressão de existir um erro de concordância. Como podem tantas virtudes ser consideradas no singular e fazerem parte de um único elemento? Como pode um único fruto ser constituído de tantas características distintas e peculiares? Porém, o entendimento biológico de um fruto vegetal, ou seja, o resultado do crescimento do ovário de uma flor após a fertilização do(s) óvulo(s), pode nos ajudar a compreender com maior propriedade o versículo citado acima.

O fruto é composto por várias partes, podendo ser dissecado em pericarpo, mesocarpo, endocarpo (casca e polpa) e semente(s), com cor, aroma, textura e sabor característicos. Portanto, um único fruto pode apresentar uma gama de propriedades que o identificam.

Mas, o fruto para ser atraente e degustado com prazer deve estar maduro. O fruto verde não possui uma aparência desejável, é duro, amargo, ácido ou adstringente. Para que seja apreciado ele deve amadurecer, adquirindo aparência (cor) e odor atraentes, além de textura e sabor agradáveis.

De uma maneira geral, após completar seu desenvolvimento o fruto amadurece em resposta ao etileno, um hormônio vegetal gasoso. O aumento da concentração do etileno acelera o metabolismo respiratório do fruto e desencadeia a síntese e/ou a ativação de várias enzimas que são responsáveis pelas mudanças drásticas no fruto durante o seu amadurecimento. A partir deste ponto o processo se torna irreversível, e o fruto não tem mais controle sobre ele. Ocorre quebra das paredes celulares que alteram sua textura, fazendo com que ele se torne mais macio. O amido, os ácidos, os taninos são metabolizados tornando-o menos adstringente e mais doce. Concomitantemente são produzidas substâncias voláteis responsáveis pelo aroma. Ocorre uma alteração na composição dos pigmentos, através da quebra da clorofila e síntese de carotenóides e antocianinas que dão a coloração típica do fruto maduro. Para que o fruto seja considerado maduro ele precisa passar por toda essa transformação e possuir todas estas características e não apenas uma ou algumas delas.

O etileno, por ser gasoso, é volátil e, ao ser exalado pode agir em outros frutos que estiverem próximos ao fruto maduro. Vem daí a expressão “uma maçã podre contamina as outras”. O que é uma maçã podre? É um fruto no máximo de seu processo de maturação, que exala etileno suficiente para induzir a maturação de outros frutos.

Do ponto de vista da planta, o objetivo do amadurecimento do fruto é  a dispersão das sementes que, germinando darão origem a novas plantas. Quando o fruto atinge o auge da maturação ele se desintegra, ou seja, deixa de existir como órgão para que as sementes sejam disseminadas. Se por algum impedimento fisiológico a síntese ou a sensibilidade ao etileno for inibida, o fruto morre verde (imaturo) porque perde a capacidade de completar seu desenvolvimento através da maturação e assim deixa de cumprir seu papel biológico.

Podemos fazer uma analogia do fruto vegetal com o Fruto do Espírito. O ser humano é naturalmente carnal e pode ser comparado a um fruto verde: amargo, rude, sem sabor, odor e aparência agradáveis a Deus. A Bíblia nos diz que “a inclinação da carne é morte… e… os que estão na carne não podem agradar a Deus” (Rom. 8: 6 e 8), porém, “todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus” (Rom. 8: 14). Também temos a instrução de que “diariamente precisamos ser transformados pela influência do Espírito Santo; pois a obra do Espírito Santo é elevar os gostos, santificar o coração, enobrecer toda a pessoa, apresentando à alma os incomparáveis atrativos de Jesus” (E.G.White, Meditações Matinais, pág. 77, 1999). Portanto, a transformação necessária para amadurecer espiritualmente é obra do Espírito Santo.

O Espírito Santo é como o etileno que pode provocar mudanças drásticas e desejáveis na vida do cristão. À medida que recebe o Espírito Santo e permite Sua atuação, o ser humano pode desenvolver e amadurecer o fruto do Espírito. Torna-se amoroso, feliz, pacífico, longânimo, benigno, bondoso, fiel, e adquire mansidão e domínio próprio, tornando-se agradável a Deus. Desta forma fica claro que o Fruto do Espírito possui muitas características e para que Ele se manifeste de maneira completa não é suficiente adquirir uma ou algumas de suas características.

Quando permitimos que o Espírito Santo tome posse da nossa vida, nós perdemos o controle das nossas ações, agimos sob a influência dEle, somos dirigidos por Ele. As pessoas que entram em contato com esse “fruto maduro” são contaminadas pelo Espírito Santo que exala dele. Assim como o fruto vegetal, quando atingimos a completa maturidade espiritual morremos para o eu e estamos prontos a difundir a semente do evangelho através do nosso testemunho. Respondamos positivamente às palavras do apóstolo Paulo “andai em Espírito e não cumprireis a concupiscência da carne” (Gálatas 5:16), para que possamos agradar a Deus e servir ao propósito dEle para as nossas vidas através da resposta ao Espírito Santo.

Queila de Souza Garcia é professora de Fisiologia Vegetal na Universidade Federal de Minas Gerais e membro da Igreja Central de Belo Horizonte, MG, Brasil.