Muitas “provas”

Lições da Bíblia.

“Da perspectiva humana, o ministério terrestre de Jesus não pareceu tão bem-sucedido. Embora Ele tivesse atraído uma comitiva bastante popular, esse padrão não ocorreu em massa. Muitos líderes O rejeitaram e, naturalmente, os romanos O crucificaram, fazendo com que Seus discípulos mais próximos se dispersassem e fugissem.”

“As coisas pareciam bastante ruins, até a ressurreição e o Pentecostes, quando, repentinamente, Seus seguidores encontraram nova coragem para proclamar seu Mestre crucificado como o Messias de Israel. Foi somente após a ressurreição de Jesus, de fato, que a igreja primitiva começou a progredir.”

“1. Leia Atos 1:1-11. Que verdades importantes encontramos ali sobre a segunda vinda de Jesus, batismo, Espírito Santo e missão?” “1:1 Fiz o primeiro tratado, ó Teófilo, acerca de tudo quanto Jesus começou a fazer e ensinar, 1:2 até o dia em que foi levado para cima, depois de haver dado mandamento, pelo Espírito Santo, aos apóstolos que escolhera; 1:3 aos quais também, depois de haver padecido, se apresentou vivo, com muitas provas infalíveis, aparecendo-lhes por espaço de quarenta dias, e lhes falando das coisas concernentes ao reino de Deus. 1:4 Estando com eles, ordenou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, a qual (disse ele) de mim ouvistes. 1:5 Porque, na verdade, João batizou em água, mas vós sereis batizados no Espírito Santo, dentro de poucos dias. 1:6 Aqueles, pois, que se haviam reunido perguntavam-lhe, dizendo: Senhor, é nesse tempo que restauras o reino a Israel? 1:7 Respondeu-lhes: A vós não vos compete saber os tempos ou as épocas, que o Pai reservou à sua própria autoridade. 1:8 Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samária, e até os confins da terra. 1:9 Tendo ele dito estas coisas, foi levado para cima, enquanto eles olhavam, e uma nuvem o recebeu, ocultando-o a seus olhos. 1:10 Estando eles com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que junto deles apareceram dois varões vestidos de branco, 1:11 os quais lhes disseram: Varões galileus, por que ficais aí olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi elevado para o céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir. “Cristo guia através do Espírito Santo; o batismo de João foi o preparo para o dom do Espírito enviado por Jesus; a missão dos discípulos era testemunhar do Salvador e de Sua volta, em todos os cantos da Terra.”

“2. Observe especialmente os versos 3 e 6. Quanto mais, a respeito da verdade, os discípulos tinham que aprender?” “aos quais também, depois de haver padecido, se apresentou vivo, com muitas provas infalíveis, aparecendo-lhes por espaço de quarenta dias, e lhes falando das coisas concernentes ao reino de Deus.” (Atos 1:3). “Aqueles, pois, que se haviam reunido perguntavam-lhe, dizendo: Senhor, é nesse tempo que restauras o reino a Israel? (Atos 1:6). “Devido à falta de compreensão dos discípulos, Jesus apresentou muitas provas de Sua ressurreição; eles não entenderam o tempo da profecia.”

“Uma das partes mais interessantes desta seção é o verso 3, no qual Lucas afirma que Jesus lhes apresentou muitas ‘provas’. Algumas versões usam a expressão ‘infalíveis provas’, que é um pouco exagerada nesse caso. Outra tradução chama de ‘provas convincentes’, que é a tradução menos problemática. A questão é que os fiéis a Jesus receberam poderosas evidências, ‘provas’ de Jesus como o Messias. Considerando a difícil tarefa para a qual Ele os havia chamado e toda a oposição que enfrentariam, eles precisavam de todas as provas que pudessem obter. A boa notícia é que o Senhor nos dará todas as razões de que precisamos para confirmar nossa fé, todas as razões de que necessitamos para acreditar nas coisas que não entendemos completamente. Como vemos nessa passagem, os discípulos ainda não compreendiam totalmente as intenções do Senhor com relação à nação de Israel, mesmo depois de todo o tempo em que haviam estado com Jesus. Precisamos aprender a adorar, louvar e obedecer ao Senhor, apesar de tudo o que não entendemos.”

[…]

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – domingo 11 de setembro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

A fé demonstrada por Abraão

Lições da Bíblia.

Gênesis 12:1-8 nos relata momentos decisivos sobre a vida de Abrão e nos revela “um homem de fé, fiel ao chamado de Deus.”; construtor de alteras e adorador do verdadeiro Deus. “Ora, disse o SENHOR a Abrão: Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai e vai para a terra que te mostrarei; […] Partiu, pois, Abrão, como lho ordenara o SENHOR, e Ló foi com ele. Tinha Abrão setenta e cinco anos quando saiu de Harã. […] Apareceu o SENHOR a Abrão e lhe disse: Darei à tua descendência esta terra. Ali edificou Abrão um altar ao SENHOR, que lhe aparecera. Passando dali para o monte ao oriente de Betel, armou a sua tenda, ficando Betel ao ocidente e Ai ao oriente; ali edificou um altar ao SENHOR e invocou o nome do SENHOR. (Gên. 12:1,4,7-8).

“Abraão, um descendente de Sete, foi fiel a Deus, embora alguns de seus parentes tivessem começado a se entregar à adoração de ídolos, que era tão comum em sua cultura. Mas Deus o chamou para que ele se separasse de seus familiares e de seu ambiente confortável, para se tornar o pai de uma nação de adoradores, que defenderiam e representariam o verdadeiro Deus. Não há dúvida de que ele e Sara influenciaram muitos a aceitar a adoração ao verdadeiro Deus. Mas havia também outra razão pela qual Deus chamou Abraão para que fosse o pai de uma nova nação: ‘Porque Abraão Me obedeceu e guardou Meus preceitos, Meus mandamentos, Meus decretos e Minhas leis’ (Gn 26:5, NVI). E outra razão: ‘Ele creu no Senhor, e isso lhe foi imputado para justiça’ (Gn 15:6). Ao mesmo tempo, porém, Abraão teve que aprender algumas lições cruciais e dolorosas.”

Em Gênesis 22:1-18 apresenta a grande prova de Abraão, a prova de sua fé e confiança em Deus. Prova que revelaria a “[…] confirmação da promessa divina do Cordeiro que viria para salvar a humanidade.”, diz o relato bíblico: “Respondeu Abraão: Deus proverá para si, meu filho, o cordeiro para o holocausto; e seguiam ambos juntos.” (Gên. 22:8). “Tendo Abraão erguido os olhos, viu atrás de si um carneiro preso pelos chifres entre os arbustos; tomou Abraão o carneiro e o ofereceu em holocausto, em lugar de seu filho. E pôs Abraão por nome àquele lugar—O SENHOR Proverá. Daí dizer-se até ao dia de hoje: No monte do SENHOR se proverá.” (Gên. 22:13-14).

“Como vimos, o centro do plano da salvação é a morte de Jesus, o Filho de Deus, e desde o início essa morte foi simbolizada pelo sistema de adoração por meio de sacrifícios. Enquanto o Senhor queria que as pessoas utilizassem apenas animais, nas culturas pagãs, as pessoas sacrificavam os próprios filhos, algo que Deus disse que odiava (Dt 12:31). Quaisquer que tenham sido as poderosas lições pessoais sobre fé e confiança, aprendidas por Abraão, por meio dessa provação, esse ato permanece através dos séculos como um símbolo incrivelmente poderoso da centralidade da morte de Cristo para a salvação. Embora a humanidade pudesse ser salva apenas através da morte de Cristo, poderíamos imaginar que Abraão tivesse sentido um pouquinho da dor que a morte de Cristo deve ter causado ao Pai.”

“Pense sobre o tipo de fé que Abraão demonstrou. Foi verdadeiramente maravilhoso. É difícil imaginar! O que isso deve nos ensinar sobre a fraqueza da nossa fé?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – quarta-feira 29 de junho de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

O Toque da Fé

Lições da Bíblia.

“De caminho para a casa do príncipe, Jesus encontrara, entre a multidão, uma pobre mulher que, por doze anos, sofrera de um mal que lhe tornava um fardo a existência. Consumira todos os seus recursos com médicos e remédios, para ser afinal declarada incurável. Reviveu-lhe, porém, a esperança, ao ouvir falar das curas operadas por Cristo. Teve a certeza de que se tão-somente pudesse ir ter com Ele, havia de recobrar a saúde. Fraca e sofrendo chegou à beira-mar, onde Ele estava ensinando, e tentou romper a multidão, mas em vão. Novamente O seguiu da casa de Levi Mateus, mas foi-lhe outra vez impossível chegar até Ele. Começara a desesperar quando, abrindo caminho por entre o povo, Ele chegou perto de onde ela se achava.

Ali estava a áurea oportunidade. Achava-se em presença do grande Médico! Em meio da confusão, porém, não Lhe podia falar, nem vê-Lo senão de relance. Temendo perder seu único ensejo de cura, forcejou por adiantar-se, dizendo de si para si: ‘Se eu tão-somente tocar o Seu vestido, ficarei sã.’ Quando Ele ia passando, ela avançou, conseguindo tocar-Lhe, de leve, na orla do vestido. No mesmo instante, todavia, sentiu que estava sã. Concentrara-se, naquele único toque, toda a fé de sua vida e, num momento, a doença e a fraqueza deram lugar ao vigor da perfeita saúde.

Cheia de gratidão, buscou retirar-se dentre o povo; mas Jesus deteve-Se de repente, e o povo parou com Ele. Voltou-Se e, numa voz distintamente ouvida acima do burburinho da multidão, indagou: ‘Quem é que Me tocou?’ O povo respondeu a essa pergunta com uma expressão de surpresa. Impelido de todos os lados, rudemente comprimido daqui e dali, como Ele estava, parecia essa uma estranha interrogação.

Pedro, sempre pronto a falar, disse: ‘Mestre, a multidão Te aperta e Te oprime, e dizes: Quem é que Me tocou?’ Jesus respondeu: ‘Alguém Me tocou, porque bem conheci que de Mim saiu virtude.’ O Salvador podia distinguir o toque da fé, do casual contato da turba descuidosa. Essa confiança não devia passar sem comentário. Queria dirigir à humilde mulher palavras de conforto, que lhe serviriam de fonte de alegria – palavras que seriam uma bênção aos Seus seguidores até ao fim dos séculos.

Olhando para a mulher, Jesus insistiu em saber quem O tocara. Vendo ela que era inútil querer ocultar-se, adiantou-se tremendo e lançou-se-Lhe aos pés. Com lágrimas de gratidão, contou a história de seus sofrimentos e como encontrara alívio. Jesus disse brandamente: ‘Tem bom ânimo, filha, a tua fé te salvou; vai em paz.’ Ele não deu nenhum ensejo para que a superstição pretendesse haver virtude curadora no simples toque de Suas vestes. Não fora pelo contato exterior com Ele, mas por meio da fé que se firmava em Seu poder divino, que se operara a cura.

A turba admirada que se comprimia em torno de Jesus, não sentira nenhum acréscimo de poder vital. Mas, quando a sofredora mulher estendeu a mão para tocá-Lo, crendo que se restabeleceria, experimentou a vivificadora virtude. Assim nas coisas espirituais. Falar de religião de maneira casual, orar sem ter a alma faminta e viva fé, nada aproveita. A fé nominal em Cristo, que O aceita apenas como o Salvador do mundo, não pode nunca trazer cura à alma. A fé que opera salvação, não é mero assentimento espiritual à verdade. Aquele que espera inteiro conhecimento antes de exercer fé, não pode receber bênção de Deus. Não basta crer no que se diz acerca de Cristo; devemos crer nEle. A única fé que nos beneficiará, é a que O abraça como Salvador pessoal; que se apropria de Seus méritos. Muitos têm a fé como uma opinião. A fé salvadora é um ajuste pelo qual aqueles que recebem a Cristo se unem a Deus em concerto. Fé genuína é vida. Uma fé viva significa acréscimo de vigor, segura confiança pela qual a alma se torna uma força vitoriosa.” (Ellen G. White. O desejado de todas as nações, p. 246-247, grifo nosso).

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – sexta-feira 17 de junho de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

O manto de Eliseu

Lições da Bíblia.

“Então, [Eliseu] levantou o manto que Elias lhe deixara cair e, voltando-se, pôs-se à borda do Jordão. Tomou o manto que Elias lhe deixara cair, feriu as águas e disse: Onde está o Senhor, Deus de Elias? Quando feriu ele as águas, elas se dividiram para um e outro lado, e Eliseu passou” (2Rs 2:13, 14).

A passagem de 2 Reis 2:13,14, nos faz pensar na “travessia do Jordão e do Mar Vermelho” e simboliza a que “na volta de Jesus, atravessaremos o “Jordão”.

Após a ascensão do profeta Elias os profetas de Jericó tentaram encontra-lo em algum lugar nas redondezas, talvez esse atitude tenha sido por não terem visto a ascensão do profeta Elias, que o milagre tivesse sido grande demais para crê, faltou fé. “Vendo-o, pois, os discípulos dos profetas que estavam defronte, em Jericó, disseram: O espírito de Elias repousa sobre Eliseu. Vieram-lhe ao encontro e se prostraram diante dele em terra. E lhe disseram: Eis que entre os teus servos há cinquenta homens valentes; ora, deixa-os ir em procura do teu senhor; pode ser que o Espírito do SENHOR o tenha levado e lançado nalgum dos montes ou nalgum dos vales. Porém ele respondeu: Não os envieis. Mas eles apertaram com ele, até que, constrangido, lhes disse: Enviai. E enviaram cinquenta homens, que o procuraram três dias, porém não o acharam. Então, voltaram para ele, pois permanecera em Jericó; e ele lhes disse: Não vos disse que não fôsseis?” (2 Reis 2:15-18).

“A partir dos versos anteriores, é evidente que os profetas sabiam que Elias seria arrebatado. O texto não diz se eles próprios viram o evento. Em certo sentido, isso não importa muito, porque eles sabiam que o ‘Espírito do Senhor’ o havia levado. Para onde, entretanto, era outra questão. Por alguma razão eles acreditaram que Elias ainda podia ser encontrado ‘em algum monte ou em algum vale’ (v. 16, NVI). Talvez, despreparados para a ideia de alguém ser levado para o Céu dessa forma, eles imaginaram que o Senhor tivesse feito algo diferente com Elias. E apesar das palavras de Eliseu para que não se preocupassem tentando encontrá-lo, eles insistiram nisso, de todas as formas. Só então, possivelmente, depois que o procuraram e não encontraram, eles tenham percebido o que aconteceu. No entanto, mesmo assim, houve espaço para dúvidas. Será que o Senhor o colocou em algum monte ou vale que eles ainda não tinham verificado?”

“No fim, não importam as experiências nem os milagres que temos visto, ainda precisamos exercer fé, ou então, mais cedo ou mais tarde, a dúvida irá se insinuar e desafiar seriamente nossa experiência cristã.”

“Pense sobre alguma experiência poderosa que você teve com o Senhor. Sem dúvida, no momento e logo após, sua fé estava forte. Com o tempo, no entanto, o que aconteceu, especialmente à medida que a própria experiência começou a desaparecer no fluxo do tempo? Assim, por que é importante que você, diariamente, faça as coisas que podem ajudá-lo a a fortalecer sua fé?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – quinta-feira 05 de maio de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Uma questão de fé.

Lições da Bíblia.

Naamã, comandante do exército do rei da Síria, era grande homem diante do seu senhor e de muito conceito, porque por ele o SENHOR dera vitória à Síria; era ele herói da guerra, porém leproso. Saíram tropas da Síria, e da terra de Israel levaram cativa uma menina, que ficou ao serviço da mulher de Naamã. Disse ela à sua senhora: Tomara o meu senhor estivesse diante do profeta que está em Samaria; ele o restauraria da sua lepra. Então, foi Naamã e disse ao seu senhor: Assim e assim falou a jovem que é da terra de Israel. Respondeu o rei da Síria: Vai, anda, e enviarei uma carta ao rei de Israel. Ele partiu e levou consigo dez talentos de prata, seis mil siclos de ouro e dez vestes festivais. Levou também ao rei de Israel a carta, que dizia: Logo, em chegando a ti esta carta, saberás que eu te enviei Naamã, meu servo, para que o cures da sua lepra. Tendo lido o rei de Israel a carta, rasgou as suas vestes e disse: Acaso, sou Deus com poder de tirar a vida ou dá-la, para que este envie a mim um homem para eu curá-lo de sua lepra? Notai, pois, e vede que procura um pretexto para romper comigo. (O rei  de Israel achava que aquela era uma provocação destinada a criar pretexto para uma guerra.) Ouvindo, porém, Eliseu, homem de Deus, que o rei de Israel rasgara as suas vestes, mandou dizer ao rei: Por que rasgaste as tuas vestes? Deixa-o vir a mim, e saberá que há profeta em Israel. Veio, pois, Naamã com os seus cavalos e os seus carros e parou à porta da casa de Eliseu. Então, Eliseu lhe mandou um mensageiro, dizendo: Vai, lava-te sete vezes no Jordão, e a tua carne será restaurada, e ficarás limpo. Naamã, porém, muito se indignou e se foi, dizendo: Pensava eu que ele sairia a ter comigo, pôr-se-ia de pé, invocaria o nome do SENHOR, seu Deus, moveria a mão sobre o lugar da lepra e restauraria o leproso. Não são, porventura, Abana e Farfar, rios de Damasco, melhores do que todas as águas de Israel? Não poderia eu lavar-me neles e ficar limpo? E voltou-se e se foi com indignação. (Naamã sentiu-se desprezado por não ser recebido pessoalmente por Eliseu. Para banhar-se, não precisaria ter vindo tão longe em busca do profeta. Não era o rio, era Deus que lhe daria a cura.) Então, se chegaram a ele os seus oficiais e lhe disseram: Meu pai, se te houvesse dito o profeta alguma coisa difícil, acaso, não a farias? Quanto mais, já que apenas te disse: Lava-te e ficarás limpo. Então, desceu e mergulhou no Jordão sete vezes, consoante a palavra do homem de Deus; e a sua carne se tornou como a carne de uma criança, e ficou limpo. (Não era o rio, era Deus que lhe daria a cura.) Voltou ao homem de Deus, ele e toda a sua comitiva; veio, pôs-se diante dele e disse: Eis que, agora, reconheço que em toda a terra não há Deus, senão em Israel; (Reconheceu a grandeza de Deus.) agora, pois, te peço aceites um presente do teu servo. Porém ele disse: Tão certo como vive o SENHOR, em cuja presença estou, não o aceitarei. Instou com ele para que o aceitasse, mas ele recusou. (Os dons de Deus não são objeto de negócio ou lucro.) Disse Naamã: Se não queres, peço-te que ao teu servo seja dado levar uma carga de terra de dois mulos; porque nunca mais oferecerá este teu servo holocausto nem sacrifício a outros deuses, senão ao SENHOR. Nisto perdoe o SENHOR a teu servo; quando o meu senhor entra na casa de Rimom para ali adorar, e ele se encosta na minha mão, e eu também me tenha de encurvar na casa de Rimom, quando assim me prostrar na casa de Rimom, nisto perdoe o SENHOR a teu servo. (Os antigos criam que cada terra tinha seu deus. Levando o solo de Canaã, Naamã cria poder adorar o Deus verdadeiro sobre a terra de Israel. Naamã pediria perdão quando tivesse que acompanhar seu rei e se curvar na casa do seu deus Rimom.) Eliseu lhe disse: Vai em paz. Quando Naamã se tinha afastado certa distância,” (2 Reis 5:1-19)

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina – terça-feira 14 de dezembro de 2010. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Provando a fé.

Lições da Bíblia.

Diante da morte, tanto a viúva de Sarepta como o profeta Elias sentiram seu desamparo e tiveram sua fé provada. “Depois disto, adoeceu o filho da mulher, da dona da casa, e a sua doença se agravou tanto, que ele morreu. Então, disse ela a Elias: Que fiz eu, ó homem de Deus? Vieste a mim para trazeres à memória a minha iniqüidade e matares o meu filho? Ele lhe disse: Dá-me o teu filho; tomou-o dos braços dela, e o levou para cima, ao quarto, onde ele mesmo se hospedava, e o deitou em sua cama; então, clamou ao SENHOR e disse: Ó SENHOR, meu Deus, também até a esta viúva, com quem me hospedo, afligiste, matando-lhe o filho? E, estendendo-se três vezes sobre o menino, clamou ao SENHOR e disse: Ó SENHOR, meu Deus, rogo-te que faças a alma deste menino tornar a entrar nele. O SENHOR atendeu à voz de Elias; e a alma do menino tornou a entrar nele, e reviveu. Elias tomou o menino, e o trouxe do quarto à casa, e o deu a sua mãe, e lhe disse: Vê, teu filho vive. Então, a mulher disse a Elias: Nisto conheço agora que tu és homem de Deus e que a palavra do SENHOR na tua boca é verdade.” (1 Reis 17:17-24).

“Note o conflito que o próprio Elias teve com a morte do menino. Não parece que ele tivesse certeza de que o Senhor o ressuscitaria. Sua oração parece refletir parte da atitude da própria mulher, culpando Deus pela morte. O que isso mostra é que até mesmo profetas podem ter perplexidades para entender certos acontecimentos (Mt 11:1-3).”

“Sem dúvida, por um bom tempo, tanto a viúva como Elias estavam vivendo na presença de um milagre – a provisão ininterrupta de farinha e óleo – que deve ter sido mais que suficiente para manter forte sua fé. Mas, diante de algo tão dramático assim, sua fé foi posta à prova.”

Elias tinha um relacionamento muito íntimo com o Senhor; ele chamava Deus de ‘meu Deus’. Um relacionamento íntimo com Deus não significa ter todas as respostas. Elias não podia entender por que Deus permitira que a criança morresse. Mas é quando temos um relacionamento íntimo com Deus que podemos experimentar melhor Seu poder em nossa vida. O milagre não ocorreu por uma fórmula mágica especial nem mesmo pela tentativa do profeta de manter o menino aquecido. O escritor da história deixa claro que foi Deus que ressuscitou o menino.”

“O próprio Elias ficou emocionado com o resultado. ‘Vê, teu filho vive!’ ele deve ter exclamado para a viúva. Sem dúvida, por mais que esse incidente tenha ajudado a aumentar a fé da mulher, seguramente ele ajudou Elias, também.”

“A resposta da viúva conclui com uma declaração de fé. Ela agora sabia que o Deus de Israel podia sustentar a vida e também dar vida.”

“E prosseguiu: De fato, vos afirmo que nenhum profeta é bem recebido na sua própria terra. Na verdade vos digo que muitas viúvas havia em Israel no tempo de Elias, quando o céu se fechou por três anos e seis meses, reinando grande fome em toda a terra; e a nenhuma delas foi Elias enviado, senão a uma viúva de Sarepta de Sidom.” (Luc. 4:24-26). “Como as palavras de Cristo nos ajudam a entender melhor essa história como um todo? Que lições podemos tirar desse episódio, nós que fazemos parte de um grupo privilegiado?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina – quarta-feira 08 de dezembro de 2010. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Entrega total.

Lições da Bíblia.

“Elias lhe disse: Não temas; vai e faze o que disseste; mas primeiro faze dele para mim um bolo pequeno e traze-mo aqui fora; depois, farás para ti mesma e para teu filho. Porque assim diz o SENHOR, Deus de Israel: A farinha da tua panela não se acabará, e o azeite da tua botija não faltará, até ao dia em que o SENHOR fizer chover sobre a terra. Foi ela e fez segundo a palavra de Elias; assim, comeram ele, ela e a sua casa muitos dias. Da panela a farinha não se acabou, e da botija o azeite não faltou, segundo a palavra do SENHOR, por intermédio de Elias.” (1 Reis 17:13-16)

“No mundo bíblico, quando tudo ia bem, as viúvas eram personagens marginais. Especialmente se não tinham filhos crescidos para cuidar delas. Eram facilmente vitimadas e tinham limitados recursos legais. Em tempo de uma grande seca, as coisas eram ainda piores para elas. Cada família estava lutando pela própria sobrevivência e não havia sobras para viúvas pobres. Essa mulher recebeu o pedido de alimentar o profeta. Quando consideramos sua realidade social e econômica, ela era, realmente, a candidata mais improvável. Só havia um punhado de farinha e um pouco de óleo entre essa pobre mulher e a morte pela fome.”

“Em muitas culturas atuais, é mais apropriado oferecer aos outros antes de pensar em si mesmo. Porém, para acrescentar insulto à injúria, o profeta não só queria tirar de uma pessoa que não tinha condições de dar, mas queria ser servido em primeiro lugar. Lembre-se disto, ao longo desta história: o profeta estava realmente como representante de Deus perante essa mulher. Pedindo-lhe seu último pão, o profeta estava convidando a mulher a dar um salto de fé, entregar a ele tudo o que tinha.”

Outro exemplo significativo de fé é dado por Abraão: “Depois dessas coisas, pôs Deus Abraão à prova e lhe disse: Abraão! Este lhe respondeu: Eis-me aqui! Acrescentou Deus: Toma teu filho, teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá; oferece-o ali em holocausto, sobre um dos montes, que eu te mostrarei. […] Chegaram ao lugar que Deus lhe havia designado; ali edificou Abraão um altar, sobre ele dispôs a lenha, amarrou Isaque, seu filho, e o deitou no altar, em cima da lenha; e, estendendo a mão, tomou o cutelo para imolar o filho. Mas do céu lhe bradou o Anjo do SENHOR: Abraão! Abraão! Ele respondeu: Eis-me aqui! Então, lhe disse: Não estendas a mão sobre o rapaz e nada lhe faças; pois agora sei que temes a Deus, porquanto não me negaste o filho, o teu único filho. Tendo Abraão erguido os olhos, viu atrás de si um carneiro preso pelos chifres entre os arbustos; tomou Abraão o carneiro e o ofereceu em holocausto, em lugar de seu filho.” (Gn 22)

Quando damos a Deus tudo o que temos, sempre saímos ganhando. Originalmente, a mulher só tinha o suficiente para uma refeição. Ao dar primeiro aquela comida ao profeta, essa mulher pagã agiu por uma fé pura, confiando no que não podia ver nem entender. De certo modo, não é isso que é fé (veja Hb 11:1) – confiar em um Deus que não podemos ver e em promessas que não podemos entender completamente? Também é surpreendente que essa mulher não fosse nem mesmo israelita, mas alguém que vivia em uma terra pagã, que praticava uma forma degradante de adoração. E ainda, de alguma forma, Deus Se comunicou com ela (veja v. 9), e ela respondeu em fé, fazendo o que lhe havia sido mandado, por mais tolas que tenham parecido suas ações, sob a perspectiva mundana.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina – terça-feira 07 de dezembro de 2010. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Para Sarepta.

Lições da Bíblia.

“Embora nossa história comece com a ordem de Deus ao grande profeta Elias para ir a Sarepta, devemos lembrar o que motivou essa ordem. O reino de Israel havia caído em idolatria. A adoração de Baal se tornara a religião oficial. Deus havia ‘desafiado’ dramaticamente o deus das tempestades declarando pelo Seu profeta Elias que não haveria mais nem orvalho nem chuva (1Rs 17:1). Que ironia se percebe: a um reino que adorava o deus da tempestade, Deus disse que não haveria chuva!”

“Apesar das tentativas humanas de promover a descrença, é Deus quem governa o mundo.” “Não há entre os deuses semelhante a ti, Senhor; e nada existe que se compare às tuas obras.” (Sal. 86:8) Ninguém há semelhante a ti, ó SENHOR; tu és grande, e grande é o poder do teu nome.” (Jer. 10:6) “Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo. Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas,” (Heb. 1:1-3) “Depois disto, o SENHOR, do meio de um redemoinho, respondeu a Jó: Quem é este que escurece os meus desígnios com palavras sem conhecimento? Cinge, pois, os lombos como homem, pois eu te perguntarei, e tu me farás saber. Onde estavas tu, quando eu lançava os fundamentos da terra? Dize-mo, se tens entendimento. Quem lhe pôs as medidas, se é que o sabes? Ou quem estendeu sobre ela o cordel? Sobre que estão fundadas as suas bases ou quem lhe assentou a pedra angular, quando as estrelas da alva, juntas, alegremente cantavam, e rejubilavam todos os filhos de Deus? Ou quem encerrou o mar com portas, quando irrompeu da madre; quando eu lhe pus as nuvens por vestidura e a escuridão por fraldas? Quando eu lhe tracei limites, e lhe pus ferrolhos e portas, e disse: até aqui virás e não mais adiante, e aqui se quebrará o orgulho das tuas ondas? Acaso, desde que começaram os teus dias, deste ordem à madrugada ou fizeste a alva saber o seu lugar, para que se apegasse às orlas da terra, e desta fossem os perversos sacudidos? […]” (Jó 38).

“Elias foi ao riacho de Querite (1Rs 17:3) enquanto o país de Israel definhava sob uma seca devastadora. Finalmente, o riacho secou, e Deus ordenou ao profeta que partisse e fosse para Sarepta (1Rs 17:1-9). Deus ordenou a Elias que saísse de Israel e fosse a uma terra estrangeira. Sarepta está localizada na costa mediterrânea entre Tiro e Sidom. Está dentro do território da Fenícia, de onde veio a terrível rainha Jezabel. Uma das importantes divindades nacionais fenícias era Baal, e Jezabel, como rainha do rei Acabe, introduziu ativamente a adoração de Baal da Fenícia para Israel. No mundo antigo, normalmente, pensava-se que os deuses pertenciam a uma cidade ou região específica. Sarepta, situada fora de Israel, em um país estrangeiro, estava supostamente distante da área de influência do Senhor. O povo dessa nação pagã também devia estar muito distante do alcance de Deus. Mas ninguém está fora de Seu alcance. Bem no próprio centro da adoração de Baal, Deus fez conhecidos Sua presença e Seu poder.”

“É importante notar que o Senhor usou a necessidade do profeta para alcançar uma mulher na distante Sarepta. Como crentes em Jesus, não temos que projetar uma fachada perfeita a todos ao nosso redor. Não temos que encobrir nossos problemas nem fingir que não temos necessidades, porque, como todos sabemos, isso não é verdade. Como cristãos, ainda sofremos, ainda nos entristecemos, ainda precisamos, às vezes, do consolo e ajuda de outros que, de fato, podem nem professar nossa fé ou mesmo nenhuma fé.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina – domingo 05 de dezembro de 2010. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF