Adorai o Criador – Estudo adicional

Lições da Bíblia

Textos de Ellen G. White: Beneficência Social, p. 29-34 (“Isaías 58 – A Prescrição Divina”); O Desejado de Todas as Nações, p. 610-620 (“Ais Sobre os Fariseus”).

“Insistindo sobre o valor da piedade prática, o profeta estava unicamente repetindo o conselho dado a Israel séculos antes […]. De século em século esses conselhos foram repetidos pelos servos de Jeová aos que estavam em perigo de cair nos hábitos do formalismo e de esquecer de demonstrar misericórdia” (Ellen G. White, Profetas e Reis, p. 326, 327).1

“Tenho sido instruída a chamar a atenção de nosso povo para o capítulo 58 de Isaías. Leiam cuidadosamente esse capítulo e compreendam a espécie de ministério que levará vida às igrejas. A obra do evangelho deve ser promovida por meio de nossa liberalidade bem como de nossos labores. Quando vocês encontrarem pessoas sofredoras necessitando auxílio, deem-lhes. Quando acharem os que estão famintos, alimentem-nos. Assim fazendo vocês estarão trabalhando nas linhas do ministério de Cristo. O santo trabalho do Mestre era de benevolência. Que nosso povo em todos os lugares seja encorajado a tomar parte nele” (Ellen G. White, Beneficência Social, p. 29).1

Perguntas para discussão

“1. Você já pensou na prática da justiça e da misericórdia como atos de adoração? Isso pode mudar sua maneira de cuidar dos outros e de adorar?”1

“2. Como evitar a negligência aos ‘preceitos mais importantes da Lei’ (Mt 23:23), de maneira individual e coletiva? Você já coou ‘mosquito e’ engoliu ‘camelo’? (Mt 23:24, NVI)?”1

“3. Por que a hipocrisia é um pecado grave?”1

“4. Como a visão de Deus e Sua paixão pelos pobres e necessitados devem mudar sua visão de mundo? Você leria ou ouviria as notícias de maneira diferente caso as visse ou as ouvisse com os olhos e ouvidos de um profeta?”1

Resumo:

“Embora os profetas se preocupassem com o mal na terra, eles se concentraram especialmente no mal cometido por pessoas que alegavam ser adoradoras de Deus. Para os profetas e para Jesus, a adoração é incompatível com a injustiça, e a prática de uma religião assim é hipocrisia. A verdadeira adoração que Deus busca envolve o trabalho contra a opressão e o cuidado para com os pobres e necessitados.”1

Sexta-feira, 09 de agosto de 2019. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. “Meus pequeninos irmãos”: servindo aos necessitados. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 496, jul. ago. set. 2019. Adulto, Professor. 

Opressores religiosos

Lições da Bíblia

“Durante os melhores momentos dos reinos de Israel e de Judá, o povo retornou ao templo e à adoração a Deus, ainda que, mesmo nessas ocasiões, sua adoração muitas vezes fosse ‘mesclada’ com os avanços da idolatria e das religiões das nações circunvizinhas. Mas, de acordo com os profetas, até mesmo suas melhores tentativas de se dedicarem à religião não foram suficientes para afastá-los dos males cometidos na terra em seu cotidiano. E não importava quanto se esforçassem para ser religiosos por meio de seus rituais de adoração, a música de seus hinos não podia abafar os gritos dos pobres e oprimidos.”1

“Amós descreveu o povo de sua época como pessoas que tinham ‘gana contra o necessitado e’ destruíam ‘os miseráveis da terra’ (Am 8:4). Ele via o desejo do povo de terminar seus rituais para que pudessem reabrir o mercado e voltar ao seu comércio desonesto, em que compravam ‘os pobres por dinheiro e os necessitados por um par de sandálias’ (Am 8:6).

“3. Leia Isaías 1:10-17; Amós 5:21-24; Miqueias 6:6-8. O que o Senhor disse a essas pessoas religiosas acerca de seus rituais?”1

Isaías (1:10-17 ARA)2: “10 Ouvi a palavra do SENHOR, vós, príncipes de Sodoma; prestai ouvidos à lei do nosso Deus, vós, povo de Gomorra. 11 De que me serve a mim a multidão de vossos sacrifícios? —diz o SENHOR. Estou farto dos holocaustos de carneiros e da gordura de animais cevados e não me agrado do sangue de novilhos, nem de cordeiros, nem de bodes. 12 Quando vindes para comparecer perante mim, quem vos requereu o só pisardes os meus átrios? 13 Não continueis a trazer ofertas vãs; o incenso é para mim abominação, e também as Festas da Lua Nova, os sábados, e a convocação das congregações; não posso suportar iniquidade associada ao ajuntamento solene. 14 As vossas Festas da Lua Nova e as vossas solenidades, a minha alma as aborrece; já me são pesadas; estou cansado de as sofrer. 15 Pelo que, quando estendeis as mãos, escondo de vós os olhos; sim, quando multiplicais as vossas orações, não as ouço, porque as vossas mãos estão cheias de sangue. 16 Lavai-vos, purificai-vos, tirai a maldade de vossos atos de diante dos meus olhos; cessai de fazer o mal. 17 Aprendei a fazer o bem; atendei à justiça, repreendei ao opressor; defendei o direito do órfão, pleiteai a causa das viúvas.

Amós (5:21-24 ARA)2: “21 Aborreço, desprezo as vossas festas e com as vossas assembleias solenes não tenho nenhum prazer. 22 E, ainda que me ofereçais holocaustos e vossas ofertas de manjares, não me agradarei deles, nem atentarei para as ofertas pacíficas de vossos animais cevados. 23 Afasta de mim o estrépito dos teus cânticos, porque não ouvirei as melodias das tuas liras. 24 Antes, corra o juízo como as águas; e a justiça, como ribeiro perene.

Miqueias (6:6-8 ARA)2: “6 Com que me apresentarei ao SENHOR e me inclinarei ante o Deus excelso? Virei perante ele com holocaustos, com bezerros de um ano? 7 Agradar-se-á o SENHOR de milhares de carneiros, de dez mil ribeiros de azeite? Darei o meu primogênito pela minha transgressão, o fruto do meu corpo, pelo pecado da minha alma? 8 Ele te declarou, ó homem, o que é bom e que é o que o SENHOR pede de ti: que pratiques a justiça, e ames a misericórdia, e andes humildemente com o teu Deus.”

“Por intermédio de Seus profetas, Deus usou uma linguagem forte para ridicularizar a religião e a adoração incoerentes e em contraste com o sofrimento e a opressão daqueles que os rodeavam. Em Amós 5:21-24, Deus diz que Ele ‘aborrece’, ‘despreza’ e não tem prazer na adoração deles. Suas reuniões foram descritas como assembleias que não exalam bom cheiro (Am 5:21, ACF), e suas ofertas e músicas foram consideradas menos do que inúteis.”1

“Em Miqueias 6, vemos uma série de sugestões cada vez mais infladas, até mesmo zombeteiras, de como eles podiam adorar a Deus de maneira mais adequada. De modo escarnecedor, o profeta deu a sugestão de oferecer holocaustos, em seguida aumentou a oferta para ‘milhares de carneiros’, com ‘dez mil ribeiros de azeite’ (Mq 6:7), antes de chegar ao terrível, mas não desconhecido, extremo de sugerir o sacrifício de seu primogênito para ganhar o favor e o perdão de Deus.”1

“No fim, porém, o que o Senhor realmente desejava era que eles praticassem a justiça, amassem a misericórdia e andassem humildemente com seu Deus (Mq 6:8).”1

“Você já se sentiu culpado por estar mais preocupado com formas religiosas e rituais do que em ajudar os necessitados ao seu redor? O que você aprendeu com essa experiência?”1

Terça-feira, 06 de agosto de 2019. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. “Meus pequeninos irmãos”: servindo aos necessitados. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 496, jul. ago. set. 2019. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Falsa adoração

Lições da Bíblia

“2. De acordo com Mateus 4:8, 9, qual foi a terceira tentação de Jesus no deserto? Assinale “V” para verdadeiro ou “F” para falso:”1

Mateus (4:8, 9 ARA)2: “8 Levou-o ainda o diabo a um monte muito alto, mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles 9 e lhe disse: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares.

A (  ) Jesus foi tentado a transformar pedras em pães.
B (  ) Ele foi tentado a se prostrar e adorar Satanás.

Resposta sugestiva: Alternativa B.

“Com orgulho e arrogância, Satanás se declarou o legítimo governante do mundo, o dono de suas riquezas e glórias, reivindicando a honra e o respeito de todos os que nele vivem, como se ele o tivesse criado. Que insulto a Deus, o Criador e Pai de Jesus! Satanás demonstrou saber exatamente o que é adoração: honrar e respeitar o legítimo dono do Universo.”1

“3. Compare a experiência dos três hebreus, em Daniel 3, com a situação dos cristãos no fim dos tempos, descrita em Apocalipse 13:4 e 14:9-11. O que estará em jogo nesse tempo? Qual é a questão central em ambos os relatos?”1

Apocalipse (13:4 ARA)2: “e adoraram o dragão porque deu a sua autoridade à besta; também adoraram a besta, dizendo: Quem é semelhante à besta? Quem pode pelejar contra ela?

Apocalipse (14:9-11 ARA)2: “9 Seguiu-se a estes outro anjo, o terceiro, dizendo, em grande voz: Se alguém adora a besta e a sua imagem e recebe a sua marca na fronte ou sobre a mão, 10 também esse beberá do vinho da cólera de Deus, preparado, sem mistura, do cálice da sua ira, e será atormentado com fogo e enxofre, diante dos santos anjos e na presença do Cordeiro. 11 A fumaça do seu tormento sobe pelos séculos dos séculos, e não têm descanso algum, nem de dia nem de noite, os adoradores da besta e da sua imagem e quem quer que receba a marca do seu nome.

“Desde Caim e Abel até o tempo dos três hebreus em Babilônia e até os eventos finais em relação à ‘marca da besta’ (Ap 16:2), Satanás tem buscado estabelecer um falso sistema de adoração que leve as pessoas para longe do Deus verdadeiro e, mesmo que sutilmente, dirija a adoração para si mesmo. Afinal de contas, mesmo antes da queda, ele desejava ser como Deus (Is 14:14). Não é coincidência o fato de que, assim como os três jovens enfrentaram a ameaça de morte, a menos que adorassem uma ‘imagem’, nos últimos dias o povo fiel de Deus enfrentará a ameaça de morte, a menos que também adore uma ‘imagem’. Por que adorar uma ‘imagem’ quando somos chamados a adorar o verdadeiro Deus?”1

“‘Importantes são as lições a ser aprendidas da experiência dos jovens hebreus na planície de Dura […]. Os tempos de provação que estão diante do povo de Deus reclamam uma fé que não vacile. Seus filhos devem tornar manifesto que Ele é o único objeto do seu culto, e que nenhuma consideração, nem mesmo o risco da própria vida, pode induzi-los a fazer a mínima concessão a um culto falso. Para o coração leal, as leis de homens pecaminosos e finitos se tornam insignificantes ao lado da Palavra do eterno Deus. A verdade será obedecida, embora o resultado seja prisão, exílio ou morte’ (Ellen G. White, Profetas e Reis, p. 512, 513).”1

“De que maneira podemos ser tentados a adorar outro poder em lugar do único Ser digno da nossa adoração? Como a falsa adoração pode ser uma ameaça mais sutil do que percebemos? O que podemos ser tentados a adorar?”1

Segunda-feira, 10 de dezembro de 2018. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Unidade em Cristo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 494, out. nov. dez. 2018. Adulto, Professor.
2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A besta e a falsa adoração

Lições da Bíblia

“3. De acordo com Apocalipse 13:17; 14:9 e 10; 16:2, por que é importante evitar a ‘marca da besta’?”1

Apocalipse (13:17 ARA): “para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tem a marca, o nome da besta ou o número do seu nome.”.

Apocalipse (14:9, 10 ARA): “9 Seguiu-se a estes outro anjo, o terceiro, dizendo, em grande voz: Se alguém adora a besta e a sua imagem e recebe a sua marca na fronte ou sobre a mão, 10 também esse beberá do vinho da cólera de Deus, preparado, sem mistura, do cálice da sua ira, e será atormentado com fogo e enxofre, diante dos santos anjos e na presença do Cordeiro.”.

Apocalipse (16:2 ARA): “Saiu, pois, o primeiro anjo e derramou a sua taça pela terra, e, aos homens portadores da marca da besta e adoradores da sua imagem, sobrevieram úlceras malignas e perniciosas.”.

“Receber o vinho da cólera de Deus, preparado sem mistura; ser castigado pelas sete últimas pragas e, no final, ser lançado no lago de fogo. Que contraste em relação aos que recusaram a marca da besta e se encontram no mar de vidro, cantando triunfantemente louvores a Deus e ao Cordeiro!”1

“Que marca é essa que ninguém gostaria de receber? Claramente, os versos anteriores a relacionam com a falsa adoração. Além disso, como vimos em uma lição anterior, o poder do quarto animal de Daniel 7 (também retratado como a besta do mar em Apocalipse 13), na sua última fase, cuidaria ‘em mudar os tempos e a lei’ (Dn 7:25). Uma lei que esse poder cuidou em mudar foi o sábado, o quarto mandamento – o único dos dez que se refere ao tempo e aponta diretamente para Deus como Aquele que fez ‘os céus e a Terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou’ (Êx 20:11).”1

“Significativamente, a primeira mensagem angélica nos remete a esse mandamento que o poder da besta tentou mudar, e deixa claro que devemos adorar somente o Senhor como Criador. De fato, dos sete versos que se referem à adoração em Apocalipse 12 a 14, Apocalipse 14:7 é o único que fala da verdadeira adoração; os outros seis advertem contra a falsa adoração à besta e à sua imagem ([Apocalipse (13:4, 8, 15, 15): ‘4 São estes os que não se macularam com mulheres, porque são castos. São eles os seguidores do Cordeiro por onde quer que vá. São os que foram redimidos dentre os homens, primícias para Deus e para o Cordeiro; […] 8 Seguiu-se outro anjo, o segundo, dizendo: Caiu, caiu a grande Babilônia que tem dado a beber a todas as nações do vinho da fúria da sua prostituição. […] 12 Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus. […] 15 Outro anjo saiu do santuário, gritando em grande voz para aquele que se achava sentado sobre a nuvem: Toma a tua foice e ceifa, pois chegou a hora de ceifar, visto que a seara da terra já amadureceu!’; Apocalipse (14:9, 11): ‘9 Seguiu-se a estes outro anjo, o terceiro, dizendo, em grande voz: Se alguém adora a besta e a sua imagem e recebe a sua marca na fronte ou sobre a mão, […] 11 A fumaça do seu tormento sobe pelos séculos dos séculos, e não têm descanso algum, nem de dia nem de noite, os adoradores da besta e da sua imagem e quem quer que receba a marca do seu nome.’]). Imediatamente após a descrição do terceiro anjo sobre o destino dos que participam dessa falsa adoração, os verdadeiros adoradores de Deus são descritos: ‘Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus’ (Ap 14:12).”1

“Em outras palavras, a proclamação dessas três mensagens separará toda a humanidade em dois grupos: aqueles que adoraram o Criador, guardando todos os Seus mandamentos, inclusive a observância do sábado, e os que adoraram a besta e a sua imagem. Uma alternativa, portanto, à adoração ao Criador mediante a guarda do mandamento do sábado é essa falsa forma de adoração.”1

“Reflita sobre a relação entre adoração e fidelidade. Quais aspectos da adoração são essenciais para mostrarmos nossa fidelidade a Deus?”1

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Segunda-feira, 11 de junho de 2018. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Preparação para o tempo do fim. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 492, abr. maio jun. 2018. Adulto, Professor.
2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Elias e os profetas de Baal

Lições da Bíblia.

“As coisas foram de mal a pior no reino do norte, especialmente quando surgiu a questão da adoração sob o reinado de Acabe e Jezabel. É nesse contexto (1Rs 17–19) que chegamos à famosa história do confronto entre Elias e os profetas de Baal. É aqui que podemos ver quão longe as concessões os haviam levado.”

No relato 1 Reis 18, fica evidente a diferença nos “estilos de adoração” entre Elias e os falsos profetas, diferença que nos ensina lições importantes sobre a questão da adoração. “Adoração a Deus não significa gritaria, êxtase e ferimento sobre o próprio corpo. Adorar é confiar no Deus que atende o sincero de coração.” “Muito tempo depois, veio a palavra do SENHOR a Elias, no terceiro ano, dizendo: Vai, apresenta-te a Acabe, porque darei chuva sobre a terra. [disse Elias a Acabe:] […] Agora, pois, manda ajuntar a mim todo o Israel no monte Carmelo, como também os quatrocentos e cinquenta profetas de Baal e os quatrocentos profetas do poste-ídolo que comem da mesa de Jezabel. […] Dêem-se-nos, pois, dois novilhos; escolham eles para si um dos novilhos e, dividindo-o em pedaços, o ponham sobre a lenha, porém não lhe metam fogo; eu prepararei o outro novilho, e o porei sobre a lenha, e não lhe meterei fogo. Então, invocai o nome de vosso deus, e eu invocarei o nome do SENHOR; e há de ser que o deus que responder por fogo esse é que é Deus. […] Tomaram o novilho que lhes fora dado, prepararam-no e invocaram o nome de Baal, desde a manhã até ao meio-dia, dizendo: Ah! Baal, responde-nos! Porém não havia uma voz que respondesse; e, manquejando, se movimentavam ao redor do altar que tinham feito. […] E eles clamavam em altas vozes e se retalhavam com facas e com lancetas, segundo o seu costume, até derramarem sangue. Passado o meio-dia, profetizaram eles, até que a oferta de manjares se oferecesse; porém não houve voz, nem resposta, nem atenção alguma. Então, Elias disse a todo o povo: Chegai-vos a mim. E todo o povo se chegou a ele; Elias restaurou o altar do SENHOR, que estava em ruínas. […] No devido tempo, para se apresentar a oferta de manjares, aproximou-se o profeta Elias e disse: Ó SENHOR, Deus de Abraão, de Isaque e de Israel, fique, hoje, sabido que tu és Deus em Israel, e que eu sou teu servo e que, segundo a tua palavra, fiz todas estas coisas. Responde-me, SENHOR, responde-me, para que este povo saiba que tu, SENHOR, és Deus e que a ti fizeste retroceder o coração deles. Então, caiu fogo do SENHOR, e consumiu o holocausto, e a lenha, e as pedras, e a terra, e ainda lambeu a água que estava no rego. O que vendo todo o povo, caiu de rosto em terra e disse: O SENHOR é Deus! O SENHOR é Deus!” (1 Reis 18:1-2,19,23-24,26,28-30,36-39).

“Deve ter sido uma cena fora do comum: os profetas de Baal gemendo, pulando, gritando (quem sabe que tipo de música pode ter acompanhado o ritual deles?), profetizando, e até mesmo se cortando e derramando o próprio sangue como parte de seu culto a Baal. Certamente essas pessoas estavam agitadas, cheias de ardor e paixão por sua fé e seu deus, um ardor e paixão que testemunhavam da sinceridade de suas crenças.”

“Hoje, também, alguns cultos cristãos poderiam lembrar, às vezes, algo parecido com isso: muita emoção, agitação e barulho. Embora queiramos evitar cultos que se pareçam com funerais, não queremos, igualmente, cultos que lembrem os sacerdotes de Baal no Monte Carmelo. Alguns parecem pensar que quanto mais barulho fizerem, quanto mais alta for a música, e quanto maior o estímulo emocional produzido, melhor será o culto. No entanto, adoração não se trata disso.”

[…]

“Nossos cultos devem sempre colocar diante dos adoradores a pergunta que Elias fez a Israel: ‘Até quando vocês vão oscilar entre duas opiniões? Se o Senhor é Deus, sigam-nO; mas, se Baal é Deus, sigam-no’ (v. 21, NVI). Nossa experiência de adoração deve nos impelir a examinar o próprio coração, para ver se nosso verdadeiro amor e devoção estão no Senhor ou em qualquer outra coisa.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – quarta-feira 17 de agosto de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Falsa adoração

Lições da Bíblia.

“Em 1 Reis 11, Aías se encontrou com Jeroboão, servo de Salomão, com a mensagem de que ele se tornaria rei sobre dez das doze tribos de Israel (v. 26-31). Mas o profeta deixou claro para Jeroboão que seu sucesso dependeria da fidelidade aos mandamentos de Deus (v. 37, 38).”

“Infelizmente, Jeroboão ouviu somente o que queria ouvir e se esqueceu das condições de sucesso. Ele estava muito disposto a liderar a revolta (1Rs 12:16-20), e quase imediatamente tomou medidas para evitar que seus súditos voltassem a Jerusalém para adorar.”

O texto de 1 Reis 12:25-27 nos mostra o poder e a influência que a adoração pode ter sobre a mente humana. “Muitos distorcem e se afastam da adoração verdadeira por causa de interesses e intrigas pessoais; assim acabam influenciando o povo no mau caminho.” “Jeroboão edificou Siquém, na região montanhosa de Efraim, e passou a residir ali; dali edificou Penuel. Disse Jeroboão consigo: Agora, tornará o reino para a casa de Davi. Se este povo subir para fazer sacrifícios na Casa do SENHOR, em Jerusalém, o coração dele se tornará a seu senhor, a Roboão, rei de Judá; e me matarão e tornarão a ele, ao rei de Judá.” (1 Reis 12:25-27)

“Examine o relato sobre a religião falsa estabelecida por Jeroboão, que iria finalmente separar Israel da adoração ao verdadeiro Deus, em Jerusalém (1Rs 12:25-33). Observe como esse novo culto se parecia com a adoração ao verdadeiro Deus e, ao mesmo tempo, contradizia a maior parte dos claros conselhos do Senhor:”

1. Ofereceu sacrifícios e ordenou sacerdotes não levitas. “Jeroboão fez também santuários nos altos e, dentre o povo, constituiu sacerdotes que não eram dos filhos de Levi. Fez uma festa no oitavo mês, no dia décimo quinto do mês, igual à festa que se fazia em Judá, e sacrificou no altar; semelhantemente fez em Betel e ofereceu sacrifícios aos bezerros que fizera; também em Betel estabeleceu sacerdotes dos altos que levantara. No décimo quinto dia do oitavo mês, escolhido a seu bel-prazer, subiu ele ao altar que fizera em Betel e ordenou uma festa para os filhos de Israel; subiu para queimar incenso. (1 Reis 12:31-33).

2. Fez bezerros de ouro para adoração. “Pelo que o rei, tendo tomado conselhos, fez dois bezerros de ouro; e disse ao povo: Basta de subirdes a Jerusalém; vês aqui teus deuses, ó Israel, que te fizeram subir da terra do Egito!” (1 Reis 12:28).

3. Fez de Betel um lugar de culto. (1 Reis 12:29).“Pôs um em Betel e o outro, em Dã.”

4. Fez de Dã um lugar de culto. “Pôs um em Betel e o outro, em .” (1 Reis 12:29).

5. Instituiu uma festa para rivalizar com a festa dos tabernáculos. Fez uma festa no oitavo mês, no dia décimo quinto do mês, igual à festa que se fazia em Judá, e sacrificou no altar; semelhantemente fez em Betel e ofereceu sacrifícios aos bezerros que fizera; também em Betel estabeleceu sacerdotes dos altos que levantara.” (1 Reis 12:32).

6. Edificou santuários nos lugares altos. “Jeroboão fez também santuários nos altos e, dentre o povo, constituiu sacerdotes que não eram dos filhos de Levi.” (1 Reis 12:31).

“Dinheiro falso não pode enganar, a menos que se pareça com o verdadeiro. Assim, Jeroboão sabia que sua falsa adoração deveria ter muitos dos mesmos elementos da adoração com a qual o povo estava acostumado, embora eventualmente ele tivesse declarado, apontando para os bezerros de ouro: ‘Vês aqui teus deuses, ó Israel, que te fizeram subir da terra do Egito!’ (1Rs 12:28).”

“É muito fácil, de nossa perspectiva hoje, olhar para trás e perguntar: Como eles puderam ter caído em tão gritante apostasia? Por outro lado, os seres humanos têm uma incrível capacidade de enganar a si mesmos (faz parte de nossa natureza caída e corrompida), e nos enganamos se pensamos que não somos tão vulneráveis como eles eram naquela época.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – terça-feira 16 de agosto de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF