Unidade e igualdade

Lições da Bíblia.

“Por mais clara que a Bíblia seja no sentido de que Deus é um (echad), ela também fala sobre a pluralidade das pessoas da Divindade. Ao longo dos séculos os eruditos e estudantes da Bíblia têm visto em muitos textos do Antigo Testamento uma poderosa evidência da natureza plural de Deus. Essa verdade, como acontece com muitas outras, é revelada de maneira mais plena no Novo Testamento.”

“8. Como a pluralidade de Deus é revelada em Gênesis 1:26, 27?” “Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra. Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.” (Gn 1:26-27). “Deus se referiu a Si mesmo como mais de uma pessoa, ao usar o plural: ‘Façamos’, ‘nossa imagem’, ‘nossa semelhança’.”

“Esse emparelhamento de plural e singular ao se referir a Deus também ocorre em Gênesis 11:7, 8, na edificação da torre de Babel [Venham, desçamos e confundamos a língua que falam, para que não entendam mais uns aos outros. Assim o Senhor os dispersou dali por toda a terra, e pararam de construir a cidade.’ NVI]. Deus falou novamente. O ‘Senhor’ é mencionado, mas Ele fala como um que faz parte de um grupo (‘Venham, desçamos’).”

“9. De que forma a pluralidade do ‘Senhor’ é revelada em Isaías 6:8?” “Depois disto, ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Disse eu: eis-me aqui, envia-me a mim.” (Is 6:8). “Deus usa o plural ao perguntar: ‘Quem há de ir por nós?’.”

“No Novo Testamento, como o sermão de Pedro no Pentecostes exaltou Jesus dentro da Divindade? ‘Exaltado, pois, à destra de Deus, tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vedes e ouvis.’ (At 2:33). Pedro, um devoto judeu monoteísta, consequentemente acreditava em apenas um Deus. Apesar disso, ele proclamou a plena divindade de Cristo, que estava no Céu. Em sua carta aos exilados judeus da dispersão, Pedro novamente apresentou evidência da natureza trinitária de Deus. ‘Pedro, apóstolo de Jesus Cristo, aos eleitos que são forasteiros da Dispersão no Ponto, Galácia, Capadócia, Ásia e Bitínia, eleitos, segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e a aspersão do sangue de Jesus Cristo, graça e paz vos sejam multiplicadas. Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua muita misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos,’ (1 Pe 1:1-3).”

“10. Com que palavras Paulo incluiu a pluralidade de Deus em sua descrição do processo de salvação?” “Porque quantas são as promessas de Deus, tantas têm nele o sim; porquanto também por ele é o amém para glória de Deus, por nosso intermédio. Mas aquele que nos confirma convosco em Cristo e nos ungiu é Deus, que também nos selou e nos deu o penhor do Espírito em nosso coração.” (2 Cr. 1:20-22). “(13-12) Todos os santos vos saúdam. (13-13) A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós.” (2 Cr 13:13-14). “As três pessoas aparecem: ‘Aquele que nos confirma […] em Cristo […] é Deus, que nos selou e nos deu o penhor do Espírito […]’.”

“Com nossa mente finita e caída, esse ensino não é fácil de compreender completamente. Mas que importa isso? Estamos lidando aqui com a natureza de Deus, o criador do Universo! Como seria tolo pensar que poderíamos compreendê-Lo na Sua plenitude, especialmente quando, como humanos, não entendemos ‘plenamente’ a maior parte das coisas. Pense até mesmo nas coisas mais ‘simples’ que você pode imaginar. Como muitos aspectos delas permanecem fora do seu alcance? Quanto mais verdadeiramente isso ocorre com algo tão grandioso como a natureza do próprio Deus?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – quarta-feira 04 de janeiro de 2012. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

O Espírito Santo

Lições da Bíblia.

“Se Deus pode ser ‘um’, com as duas pessoas do Pai e do Filho, acrescentar a terceira Pessoa da Trindade não deve particularmente adicionar dificuldade. Estamos falando aqui sobre o Espírito Santo.”

“6. O que Gênesis 1:2 fala sobre o papel do Espírito Santo, que apareceu logo no começo do registro bíblico?” “A terra, porém, estava sem forma e vazia; havia trevas sobre a face do abismo, e o Espírito de Deus pairava por sobre as águas.” (Gên. 1:2). “O Espírito de Deis pairava sobre o abismo sem forma e vazio, participando da obra da criação da terra.”

“7. De que maneira Mateus 28:19 chama a atenção para os três membros da Divindade?” “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;” (Mt 28:19). “As pessoas devem ser batizadas em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. A conversão é obra da trindade.”

“Três pessoas da Trindade foram mencionadas quando Jesus instruiu sobre o batismo dos novos cristãos. Na verdade, essa ‘fórmula’ batismal ainda é usada na maioria dos batismos cristãos. A pessoa que escolhe seguir Jesus é batizada no ‘nome’ (singular, não plural, em grego), embora três pessoas sejam incluídas. Três seres divinos são vistos como um.”

“No batismo de Jesus, as três pessoas da Trindade apareceram juntas. Leia a descrição desse batismo em Marcos 1:9-11 [‘Naqueles dias, veio Jesus de Nazaré da Galiléia e por João foi batizado no rio Jordão. Logo ao sair da água, viu os céus rasgarem-se e o Espírito descendo como pomba sobre ele. Então, foi ouvida uma voz dos céus: Tu és o meu Filho amado, em ti me comprazo.’]. Ele menciona os céus ‘se abrindo’ (v. 10, NVI). A expressão teria sido mais bem traduzida como ‘rasgarem-se’ (RA). Marcos chamou a atenção para os três membros da Trindade divina, em uma incrível revelação de Deus, que afetou até a própria natureza.”

“Assim como aconteceu com Jesus, a obra do Espírito Santo foi atribuída às ações de Deus e está com elas relacionada. Considere as seguintes descrições das ações do Espírito Santo:”

“1. Ao anunciar o nascimento de Cristo, o anjo disse a Maria que seu Filho seria chamado ‘santo’, porque o Espírito Santo viria sobre ela (‘Respondeu-lhe o anjo: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te envolverá com a sua sombra; por isso, também o ente santo que há de nascer será chamado Filho de Deus. Luc. 4:18).”

“2. Jesus afirmou que o Espírito do Senhor estava sobre Ele, ungindo-O para pregar (O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos,’ Lc 4:18).”

“3. Ele também declarou que estava expulsando demônios pelo Espírito de Deus (‘Se, porém, eu expulso demônios pelo Espírito de Deus, certamente é chegado o reino de Deus sobre vós.’ (Mt 12:28).”

“4. O Espírito, que deve continuar a obra de Cristo depois de Sua partida, é o outro Consolador, da mesma natureza (‘E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco,’ Jo 14:16).”

“5. Jesus soprou o Espírito Santo sobre Seus seguidores (‘E, havendo dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo.’ Jo 20:22).”

“6. Os novos cristãos terão o Espírito Santo habitando em seu coração (‘o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não no vê, nem o conhece; vós o conheceis, porque ele habita convosco e estará em vós.’ Jo 14:17) e também terão a mente de Cristo (logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim.’ Gl 2:20; aos quais Deus quis dar a conhecer qual seja a riqueza da glória deste mistério entre os gentios, isto é, Cristo em vós, a esperança da glória;’ (Cl. 1:27).”

“Cristo e o Espírito Santo estão intimamente ligados, um com o ministério do outro. Além disso, há referências bíblicas que identificam o Espírito Santo como Deus. Leia Atos 5:1-11 [‘Entretanto, certo homem, chamado Ananias, com sua mulher Safira, vendeu uma propriedade, mas, em acordo com sua mulher, reteve parte do preço e, levando o restante, depositou-o aos pés dos apóstolos. Então, disse Pedro: Ananias, por que encheu Satanás teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo, reservando parte do valor do campo? Conservando-o, porventura, não seria teu? E, vendido, não estaria em teu poder? Como, pois, assentaste no coração este desígnio? Não mentiste aos homens, mas a Deus. Ouvindo estas palavras, Ananias caiu e expirou, sobrevindo grande temor a todos os ouvintes. Levantando-se os moços, cobriram-lhe o corpo e, levando-o, o sepultaram. Quase três horas depois, entrou a mulher de Ananias, não sabendo o que ocorrera. Então, Pedro, dirigindo-se a ela, perguntou-lhe: Dize-me, vendestes por tanto aquela terra? Ela respondeu: Sim, por tanto. Tornou-lhe Pedro: Por que entrastes em acordo para tentar o Espírito do Senhor? Eis aí à porta os pés dos que sepultaram o teu marido, e eles também te levarão. No mesmo instante, caiu ela aos pés de Pedro e expirou. Entrando os moços, acharam-na morta e, levando-a, sepultaram-na junto do marido. E sobreveio grande temor a toda a igreja e a todos quantos ouviram a notícia destes acontecimentos.’]. Como esse incidente nos ajuda a compreender a divindade do Espírito Santo?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – terça-feira 03 de janeiro de 2012. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

A divindade de Cristo

Lições da Bíblia.

“Adivindade do Pai raramente é discutida, se é que isso acontece. Os que questionam a Trindade geralmente desafiam a divindade de Cristo. Fosse Cristo qualquer outra coisa, exceto eterno e totalmente divino, o plano da salvação teria sido profundamente prejudicado (veja a lição de quinta-feira).”

“4. Paulo havia sido um rígido fariseu. O que ele falou sobre a divindade de Cristo?” pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus;” (Filip. 2:6). “Embora sempre tenha sido Deus e nunca tenha perdido a divindade, Jesus Se tornou humano e não se apegou à igualdade com Deus.”

“Para um fariseu alicerçado no ensino do Antigo Testamento acerca da unicidade de Deus, essa foi uma afirmação surpreendente, porque revelou o profundo compromisso de Paulo com o conceito da divindade de Cristo.”

“O livro de Hebreus, escrito para judeus que eram vigorosos monoteístas, assim como Paulo, contém fortes declarações ressaltando a divindade do Filho de Deus. Em Hebreus 1:8, 9 a natureza divina de Cristo é revelada poderosa e explicitamente.” “mas acerca do Filho: O teu trono, ó Deus, é para todo o sempre; e: Cetro de equidade é o cetro do seu reino. Amaste a justiça e odiaste a iniquidade; por isso, Deus, o teu Deus, te ungiu com o óleo de alegria como a nenhum dos teus companheiros.” (Heb. 1:8-9).

“O aspecto mais importante na revelação da divindade de Cristo é a autoconsciência de Jesus. Ele não marchava pelas ruas de Jerusalém com um coro triunfal proclamando Sua divindade. No entanto, os quatro evangelhos incluem muitos fios de evidências que revelam que era assim que Ele reconhecia a Si mesmo. Repetidamente, Jesus afirmava possuir o que corretamente pertencia apenas a Deus: Ele falava dos anjos de Deus como Seus anjos (Mt 13:41); alegava perdoar pecados (Mc 2:5-10) e reivindicava o poder de julgar o mundo (Mt 25:31-46). Quem, senão Deus, poderia legitimamente fazer isso?”

“5. Por que Jesus aceitou a adoração de várias pessoas, conforme o registro dos evangelhos? O que isso significa com relação à Sua divindade?” E os que estavam no barco o adoraram, dizendo: Verdadeiramente és Filho de Deus!” (Mt. 14:33). “E eis que Jesus veio ao encontro delas e disse: Salve! E elas, aproximando-se, abraçaram-lhe os pés e o adoraram.” (Mt. 28:9). “Então, os levou para Betânia e, erguendo as mãos, os abençoou. Aconteceu que, enquanto os abençoava, ia-se retirando deles, sendo elevado para o céu. Então, eles, adorando-o, voltaram para Jerusalém, tomados de grande júbilo;” (Lc. 24:50-52). “Ouvindo Jesus que o tinham expulsado, encontrando-o, lhe perguntou: Crês tu no Filho do Homem? Ele respondeu e disse: Quem é, Senhor, para que eu nele creia? E Jesus lhe disse: Já o tens visto, e é o que fala contigo. Então, afirmou ele: Creio, Senhor; e o adorou.” (João 9:35-38). (Compare suas ações com as de Paulo em Atos 14:8-18). ”Em Listra, costumava estar assentado certo homem aleijado, paralítico desde o seu nascimento, o qual jamais pudera andar. Esse homem ouviu falar Paulo, que, fixando nele os olhos e vendo que possuía fé para ser curado, disse-lhe em alta voz: Apruma-te direito sobre os pés! Ele saltou e andava. Quando as multidões viram o que Paulo fizera, gritaram em língua licaônica, dizendo: Os deuses, em forma de homens, baixaram até nós. A Barnabé chamavam Júpiter, e a Paulo, Mercúrio, porque era este o principal portador da palavra. O sacerdote de Júpiter, cujo templo estava em frente da cidade, trazendo para junto das portas touros e grinaldas, queria sacrificar juntamente com as multidões. Porém, ouvindo isto, os apóstolos Barnabé e Paulo, rasgando as suas vestes, saltaram para o meio da multidão, clamando: Senhores, por que fazeis isto? Nós também somos homens como vós, sujeitos aos mesmos sentimentos, e vos anunciamos o evangelho para que destas coisas vãs vos convertais ao Deus vivo, que fez o céu, a terra, o mar e tudo o que há neles; o qual, nas gerações passadas, permitiu que todos os povos andassem nos seus próprios caminhos; contudo, não se deixou ficar sem testemunho de si mesmo, fazendo o bem, dando-vos do céu chuvas e estações frutíferas, enchendo o vosso coração de fartura e de alegria. Dizendo isto, foi ainda com dificuldade que impediram as multidões de lhes oferecerem sacrifícios.” (Atos 14:8-18). “Aceitou a adoração porque entendia que era correta. “No entanto, Paulo, que realizou obras semelhantes às de Jesus, não se considerou digno de adoração.”

“Em Seu julgamento, uma acusação contra Jesus foi que Ele afirmava ser o Filho de Deus (‘Responderam-lhe os judeus: Temos uma lei, e, de conformidade com a lei, ele deve morrer, porque a si mesmo se fez Filho de Deus.’ Jo 19:7; ‘Jesus, porém, guardou silêncio. E o sumo sacerdote lhe disse: Eu te conjuro pelo Deus vivo que nos digas se tu és o Cristo, o Filho de Deus. Respondeu-lhe Jesus: Tu o disseste; entretanto, eu vos declaro que, desde agora, vereis o Filho do Homem assentado à direita do Todo-Poderoso e vindo sobre as nuvens do céu. Então, o sumo sacerdote rasgou as suas vestes, dizendo: Blasfemou! Que necessidade mais temos de testemunhas? Eis que ouvistes agora a blasfêmia!’ Mt. 26:63-65). Se Jesus não considerasse a Si mesmo como Deus, essa teria sido a oportunidade crucial para corrigir essa ideia ‘equivocada’. No entanto, Ele não o fez. Na verdade, foi em Seu julgamento, diante de Caifás, que Ele afirmou Sua própria divindade sob juramento. Assim, temos poderosa evidência bíblica da divindade de Cristo.”

“Separe algum tempo para meditar sobre a vida de Jesus e, ao fazer isso, focalize o fato de que Ele era Deus, o Criador do Universo. O que isso nos diz sobre o amor de Deus pelo mundo? Por que você deve obter muito conforto e esperança dessa maravilhosa verdade?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – segunda-feira 02 de janeiro de 2012. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

A unicidade de Deus

Lições da Bíblia.

“O sistema de crenças dos antigos hebreus era rigorosamente monoteísta, ‘mono’ expressando ‘um’ e ‘teísta’, da palavra grega para ‘Deus’, significando que há um só Deus verdadeiro. Essa posição é firme ao longo do Antigo Testamento. Há somente um Deus, o Deus de Abraão, Isaque e Jacó, e não muitos deuses, como as nações e tribos ao redor dos hebreus acreditavam. Nesse sentido, a religião da Bíblia era única.”

“1. O que Deus falou sobre Si mesmo em Êxodo 3:13-15? Como esses versos sugerem a unicidade de Deus?” “Disse Moisés a Deus: Eis que, quando eu vier aos filhos de Israel e lhes disser: O Deus de vossos pais me enviou a vós outros; e eles me perguntarem: Qual é o seu nome? Que lhes direi? Disse Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós outros. Disse Deus ainda mais a Moisés: Assim dirás aos filhos de Israel: O SENHOR, o Deus de vossos pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó, me enviou a vós outros; este é o meu nome eternamente, e assim serei lembrado de geração em geração.” (Ex 3:13-15). “Seu nome terno é: Eu Sou, o Deus de Abraão, Isaque e Jacó, sempre o mesmo sempre único.”

“A unicidade de Deus também é encontrada no texto (‘Ouve, Israel, o SENHOR, nosso Deus, é o único SENHOR.’ Dt. 6:4) chamado pelos judeus de Shema. Esse nome foi dado porque a palavra de abertura, a ordem ‘Ouça’ em hebraico é a palavra shema. Essa declaração é uma das grandes verdades sobre Deus, nas quais o povo de Israel recebeu a ordem de crer e ensinar a seus filhos.”

“2. ‘Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor’ (Dt 6:4). Compare esse verso com Gênesis 2:24, ‘Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne’. O que poderia significar o fato de que as expressões ‘único’ e ‘uma só’ procedem da mesma palavra hebraica?” “O Homem e a mulher formam uma só carne, assim como Deus, mesmo sendo três pessoas é um, com um propósito.”

“A mesma palavra para ‘um’, echad, é usada para Deus no Shema de Deuteronômio 6:4. O uso da palavra echad para unidade não significa uma soma aritmética, mas, em vez disso, uma unidade complexa. Algo está sendo afirmado ali sobre uma unidade de partes distintas. Maridos e mulheres devem ser ‘um’ (echad), de acordo com Gênesis 2:24, assim como em Deuteronômio Deus é ‘um’.

“3. O que o Novo Testamento fala sobre a unicidade de Deus?” “Crês, tu, que Deus é um só? Fazes bem. Até os demônios crêem e tremem.” (Tg 2:19). “No tocante à comida sacrificada a ídolos, sabemos que o ídolo, de si mesmo, nada é no mundo e que não há senão um só Deus.” (1 Co 8:4). “Deus é um só. Só há um Deus no universo.”

“Como a compreensão de Deus como um deve nos ajudar a evitar as ciladas da idolatria em todas as suas formas? Por que somente o Senhor deve ser aquele a quem adoramos? Como você pode erradicar quaisquer ‘ídolos’ em sua vida?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – domingo 01 de janeiro de 2012. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

O Deus triúno

Lições da Bíblia.

“Edifiquem-se, porem, amados na santíssima fé que vocês têm orado no Espírito Santo. Mantenham-se no amor de Deus, enquanto esperam que a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo os leve para a vida eterna” (Jd 20,21 NVI).

“As Escrituras contêm referências e sugestões com relação à divindade e unidade da Trindade divina. Embora seja difícil compreender a natureza do Autor do universo, as Escrituras nos ajudam a compreender que Deus existe em três pessoas distintas, cada uma com diferentes funções. No entanto elas trabalham juntas como uma só pessoa.”

“Embora a palavra Trindade não apareça na Bíblia, sem dúvida esse ensino aparece. A doutrina da Trindade, de que Deus é um e composto por três “pessoas” é fundamental por lidar com quem é Deus, como Ele é, como Ele atua, e como Ele Se relaciona com o mundo. Acima de tudo, a divindade de Cristo é essencial no plano da salvação.”

“Nas Escrituras, existem três tipos distintos (mas inter-relacionados) de evidências para a trindade ou triunidade de Deus: (1) evidência da unidade de Deus, de que Deus é um, (2) evidência de que há três pessoas que são Deus, (3) sugestões textuais sutis da divina unidade de três.”

“As distinções entre Deus, Cristo e o Espírito santo encontradas na Bíblia devem ser percebidas como forma pela qual Deus está em Si mesmo, por mais difícil seja para nossa mente caída entender. ‘Os eternos dignitários celestiais – Deus, Cristo e o Espírito Santo’, como Ellen G. White os chama (Evangelismo, p. 616), são iguais, mas não idênticos nem intercambiáveis.”

“Embora alguns antigos adventistas tivessem dificuldades com relação à doutrina da Trindade, hoje a igreja tem uma posição firme e inflexível sobre esse ensino. Como a crença fundamental número 2 diz: ‘Há um só Deus: Pai, Filho e Espírito Santo, uma unidade de três pessoas coeternas’.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – sábado 31 de dezembro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

“Mostra-me a Tua glória”

Lições da Bíblia.

“Na experiência do bezerro de ouro, o povo de Israel havia quebrado sua aliança com Deus. Pelo pecado e falsa adoração, tinha tomado Seu nome em vão. Moisés implorou a Deus em favor deles (Êx 32:30-33). Por causa desse terrível pecado, Deus ordenou ao Seu povo obstinado que tirasse os enfeites, para que o Senhor pudesse decidir o que fazer com eles (Êx 33:4, 5). Para os que, em humildade, se arrependeram, a remoção dos ornamentos foi um símbolo de reconciliação com Deus (Êx 33:4-6).”

“Por que Moisés pediu que Deus lhe mostrasse Sua glória? O que Moisés queria conhecer? Por que ele acreditava que necessitava dessas coisas?” “Disse Moisés ao SENHOR: Tu me dizes: Faze subir este povo, porém não me deste saber a quem hás de enviar comigo; contudo, disseste: Conheço-te pelo teu nome; também achaste graça aos meus olhos. Agora, pois, se achei graça aos teus olhos, rogo-te que me faças saber neste momento o teu caminho, para que eu te conheça e ache graça aos teus olhos; e considera que esta nação é teu povo. Respondeu-lhe: A minha presença irá contigo, e eu te darei descanso. Então, lhe disse Moisés: Se a tua presença não vai comigo, não nos faças subir deste lugar. Pois como se há de saber que achamos graça aos teus olhos, eu e o teu povo? Não é, porventura, em andares conosco, de maneira que somos separados, eu e o teu povo, de todos os povos da terra? Disse o SENHOR a Moisés: Farei também isto que disseste; porque achaste graça aos meus olhos, e eu te conheço pelo teu nome. Então, ele disse: Rogo-te que me mostres a tua glória. Respondeu-lhe: Farei passar toda a minha bondade diante de ti e te proclamarei o nome do SENHOR; terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia e me compadecerei de quem eu me compadecer. E acrescentou: Não me poderás ver a face, porquanto homem nenhum verá a minha face e viverá. Disse mais o SENHOR: Eis aqui um lugar junto a mim; e tu estarás sobre a penha. Quando passar a minha glória, eu te porei numa fenda da penha e com a mão te cobrirei, até que eu tenha passado. Depois, em tirando eu a mão, tu me verás pelas costas; mas a minha face não se verá.” (Êxo. 33:12-23). “Ele queria ver a glória de Deus porque queria conhecer intimamente a pessoa de Deus e Seu caminho. Ele acreditava que precisava dessa manifestação para ter segurança diante dos desafios da jornada. Só assim eles poderiam chegar ao descanso da terra prometida.”

“O desejo de Moisés de ver a glória de Deus não era curiosidade nem presunção, mas brotou de uma profunda fome de sentir a presença de Deus, depois de tão escandalosa apostasia. Embora Moisés não houvesse participado do pecado, ele foi afetado pela situação.”

“Leia atentamente Êxodo 33:13 (‘Agora, pois, se achei graça aos teus olhos, rogo-te que me faças saber neste momento o teu caminho, para que eu te conheça e ache graça aos teus olhos; e considera que esta nação é teu povo.’). Moisés disse ao Senhor que desejava ‘conhecê-Lo’. Não obstante tudo que o Senhor havia realizado, Moisés ainda sentia a própria necessidade, fraqueza e impotência, e assim, queria andar mais perto do Senhor. Ele desejava conhecer melhor o Deus de quem era tão dependente. É interessante que, séculos mais tarde, Jesus disse: ‘E a vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste’ (Jo 17:3). Moisés queria ver a glória de Deus, algo que o levaria a compreender ainda mais a própria pecaminosidade e impotência e, consequentemente, sua completa dependência do Senhor. Afinal, considere o que Moisés tinha sido chamado a fazer e os desafios que teve de enfrentar. Não é de admirar que ele tivesse sentido essa necessidade de conhecer Deus.”

“Percebemos, também, um ponto crucial sobre adoração. Deus deve ser o assunto da adoração; a ênfase deve ser o nosso empenho em conhecer mais sobre Ele e Seu ‘caminho’, com humildade, fé e submissão (Êx 33:13). Quanto você conhece sobre o Senhor? Que escolhas o habilitarão a conhecê-Lo melhor? Como aprender a adorar de uma forma que lhe dê melhor apreciação de Deus e Sua glória?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – quarta-feira 06 de julho de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Nosso Deus de amor

Lições da Bíblia

“que nos salvou e nos chamou com santa vocação; não segundo as nossas obras, mas conforme a sua própria determinação e graça que nos foi dada em Cristo Jesus, antes dos tempos eternos,” (2 Tim. 1:9)

“O grande amor e graça de Deus estavam em ação por nós ainda antes de existirmos. De certo modo, o evangelho era uma garantia sobre nós. Deus sabia o que iria acontecer e, em Seu amor e sabedoria, tinha pronto o plano de salvação para enfrentar a crise quando chegasse. Obviamente, no centro desse plano estava a morte sacrifical de Jesus em nosso lugar.”

“Como devemos responder diante de tal amor por nós?”

Como resposta, ao amor de Deus, devo expressar amor ao meu próximo por quem também Cristo morreu.

Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou. (Efés. 4:32).

e andai em amor, como também Cristo nos amou e se entregou a si mesmo por nós, como oferta e sacrifício a Deus, em aroma suave. (Efés. 5:2).

Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz. (Filip. 2:5-8).

Suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos mutuamente, caso alguém tenha motivo de queixa contra outrem. Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós; acima de tudo isto, porém, esteja o amor, que é o vínculo da perfeição. Seja a paz de Cristo o árbitro em vosso coração, à qual, também, fostes chamados em um só corpo; e sede agradecidos. Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão, em vosso coração. E tudo o que fizerdes, seja em palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por Ele graças a Deus Pai." (Col. 3:12-17).

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina – Domingo, 28 de março de 2010.
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Todos pecaram. “[…] não há quem faça o bem, não há nem um sequer.” (Rom. 3:12)

Lições da Bíblia

“todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer.” (Rom. 3:12)

“Com frequência, ouvimos as pessoas não cristãs dizer que não entendem o que os cristãos querem dizer ao afirmar que o ser humano é naturalmente pecaminoso. Afinal, não existem pessoas que fazem coisas boas, que expressam generosidade, abnegação e amor incondicional? Já não vimos pessoas que são assim? Como você responderia a esse tipo de argumento?”

“Quando temos diante de nós a ideia da bondade de Deus, podemos entender muito melhor qual é, realmente, a bondade humana.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina – Segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010.
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