“Está escrito”

Lições da Bíblia.

“Mesmo um estudo superficial da história da igreja deixa claro que é muito fácil desenvolver ideias sobre Deus e então adorar essas ideias, em lugar de adorar o próprio Deus revelado na Bíblia. Como o cético Voltaire ironizou: ‘Deus fez o homem à Sua imagem, e o homem retribuiu a honra’. Podemos nem mesmo perceber que temos uma compreensão incompleta ou falsa de Deus.”

“Assim, precisamos retornar às Escrituras e comparar nosso pensamento sobre Deus com o que é ensinado ali. Esse estudo deve incluir ambos os Testamentos, pois em ambos o Senhor nos falou. Este ponto é importante porque alguns têm argumentado que o Deus revelado no Novo Testamento é diferente do que é revelado no Antigo. Essa não é uma posição aceita pelos adventistas do sétimo dia, nem é uma posição ensinada na Bíblia.”

“1. Que frases aparecem frequentemente nos profetas do Antigo Testamento?” “Palavra que da parte do SENHOR foi dita a Jeremias: Põe-te à porta da Casa do SENHOR, e proclama ali esta palavra, e dize: Ouvi a palavra do SENHOR, todos de Judá, vós, os que entrais por estas portas, para adorardes ao SENHOR. Assim diz o SENHOR dos Exércitos, o Deus de Israel: Emendai os vossos caminhos e as vossas obras, e eu vos farei habitar neste lugar.” (Jer. 7:1-3). “Assim diz o Senhor; Palavra do Senhor.”

“Milhares de vezes as mensagens proféticas do Antigo Testamento estão entremeadas com a frase ‘assim diz o Senhor’ ou uma equivalente. Isso deve nos lembrar de que não somente o profeta estava falando para Deus, mas o próprio Deus estava falando, por meio do profeta.”

“Ao mesmo tempo, o Novo Testamento está cheio de referências ao Antigo Testamento. De fato, toda a teologia do Novo Testamento está intrinsecamente ligada ao Antigo Testamento. Como é possível, por exemplo, entender o sacrifício de Jesus, à parte de todo o sistema de sacrifícios revelado no Antigo Testamento? Quantas vezes Jesus, bem como os escritores do Novo Testamento, se referiram às passagens do Antigo Testamento, a fim de apoiar seus argumentos e ideias? Todo o Novo Testamento encontra seu fundamento teológico no Antigo. Não há justificativa para nenhuma divisão radical entre eles. Toda a Escritura, ambos os Testamentos, é inspirada pelo Senhor [‘Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça,’ 2 Tim. 3:16].”

“2. Qual é a ligação entre o Novo Testamento e o Antigo? Como Jesus, bem como os escritores do Novo Testamento, viam o Antigo Testamento?” “Jesus, porém, respondeu: Está escrito: Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus.” (Mat. 4:4). “Este é de quem está escrito: Eis aí eu envio diante da tua face o meu mensageiro, o qual preparará o teu caminho diante de ti.” (Mat. 11:10). Conforme está escrito na profecia de Isaías: Eis aí envio diante da tua face o meu mensageiro, o qual preparará o teu caminho;” (Mar. 1:2). “Respondeu-lhes: Bem profetizou Isaías a respeito de vós, hipócritas, como está escrito: Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim.” (Mar. 7:6). “E Jesus, tendo conseguido um jumentinho, montou-o, segundo está escrito: Não temas, filha de Sião, eis que o teu Rei aí vem, montado em um filho de jumenta.” (João 12:14-15). “como Deus a cumpriu plenamente a nós, seus filhos, ressuscitando a Jesus, como também está escrito no Salmo segundo: Tu és meu Filho, eu, hoje, te gerei.” (Atos 13:33). “como está escrito: Não há justo, nem um sequer,” (Rom. 3:10). “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se ele próprio maldição em nosso lugar (porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado em madeiro),” (Gál. 3:13). “porque escrito está: Sede santos, porque eu sou santo.” (1 Ped. 1:16). “Lançai fora o velho fermento, para que sejais nova massa, como sois, de fato, sem fermento. Pois também Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi imolado.” (1 Cor. 5:7). “As palavras do Novo Testamento são fundamentadas nas palavras do Antigo Testamento. Jesus e os escritores do Novo Testamento citaram o Antigo Testamento muitas vezes.”

“Mark Twain disse uma vez que não eram as partes da Bíblia que ele não entendia que o incomodavam; eram as partes que ele entendia. Quem não encontra, às vezes, trechos enfadonhos na Bíblia? Diante do que a Bíblia diz sobre si mesma [‘Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça,’ 2Tm 3:16], como devemos reagir às partes que não entendemos, ou de que talvez nem mesmo gostemos? [‘Porque, agora, vemos como em espelho, obscuramente; então, veremos face a face. Agora, conheço em parte; então, conhecerei como também sou conhecido.’ 1Co 13:12].”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – domingo 29 de janeiro de 2012. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

A santidade de Deus

Lições da Bíblia.

“Exaltem o Senhor, o nosso Deus; prostrem-se, voltados para o Seu santo monte, porque o Senhor, o nosso Deus, é santo” (Sl 99:9, NVI).

“Pensamento-chave: As Escrituras dão muita atenção à santidade de Deus. O que essa santidade nos diz acerca de como é Deus e o que isso significa para o plano da salvação?”

“Deus é tão enaltecido que até mesmo os seres celestiais que estão continuamente diante do trono ficam constantemente impressionados por Sua natureza santa. É vital e necessário que nós, sendo seres caídos, reconheçamos Sua santidade e dEle busquemos a justiça e o sangue purificador.”

“Um dos pressupostos fundamentais dos escritores bíblicos é o de que o Deus do Céu existe. Nenhum deles jamais expressou qualquer dúvida sobre isso e nenhum deles fez qualquer tipo de tentativa de provar isso. A existência de Deus é um princípio, um ponto de partida, Assim como um axioma em geometria.”

“Em vez disso, encontramos entre os 66 livros da Bíblia uma extensa narração de como é Deus e como Ele Se relaciona conosco, seres caídos a quem Ele deseja resgatar.”

“A lição desta semana focaliza um aspecto da natureza de Deus que é fundamental nas Escrituras: a santidade de Deus. Sim, Deus é amor. Sim, Deus ordena que O chamemos de ‘Pai’. Sim, Deus é paciente, perdoador e solícito.”

“Mas, segundo as Escrituras, Sua santidade é fundamental para nossa compreensão de Deus. Tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, a santidade de Deus alicerça a revelação de Si mesmo. Esse tema aparece através das Escrituras, de uma ou de outra maneira.”

“O que significa dizer que Deus é santo? Como a Bíblia descreve Sua santidade? E como nós, seres impuros, podemos nos relacionar com um Deus como esse?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – sábado 28 de janeiro de 2012. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

O Intercessor divino

Lições da Bíblia.

O Intercessor divino apresenta a petição para que sejam perdoadas as transgressões de todos os que venceram pela fé em Seu sangue, a fim de que sejam restabelecidos em seu lar edênico, e coroados com Ele como co-herdeiros do “primeiro domínio”. Miq. 4:8. Satanás, em seus esforços para enganar e tentar a nossa raça, pensara frustrar o plano divino na criação do homem; mas Cristo pede agora que este plano seja levado a efeito, como se o homem nunca houvesse caído. Pede, para Seu povo, não somente perdão e justificação, amplos e completos, mas participação em Sua glória e assento sobre o Seu trono.

Enquanto Jesus faz a defesa dos súditos de Sua graça, Satanás acusa-os diante de Deus como transgressores. O grande enganador procurou levá-los ao ceticismo, fazendo-os perder a confiança em Deus, separar-se de Seu amor e violar Sua lei. Agora aponta para o relatório de sua vida, para os defeitos de caráter e dessemelhança com Cristo, que desonraram a seu Redentor, para todos os pecados que ele os tentou a cometer; e por causa disto os reclama como súditos seus.

Jesus não lhes justifica os pecados, mas apresenta o seu arrependimento e fé, e, reclamando o perdão para eles, ergue as mãos feridas perante o Pai e os santos anjos, dizendo: “Conheço-os pelo nome. Gravei-os na palma de Minhas mãos. “Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus!”” Sal. 51:17. E ao acusador de Seu povo, declara: “O Senhor te repreende, ó Satanás; sim, o Senhor, que escolheu Jerusalém, te repreende; não é este um tição tirado do fogo?” Zac. 3:2. Cristo vestirá Seus fiéis com Sua própria justiça, para que os possa apresentar a Seu Pai como “igreja gloriosa, sem mancha, nem ruga, nem coisa semelhante”. Efés. 5:27. Seus nomes permanecem registrados no livro da vida, e está escrito com relação a eles: “Comigo andarão de branco; porquanto são dignos disso.” Apoc. 3:4. (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 484).

Perguntas para reflexão

1. Como a citação acima ajuda você a entender o papel da graça no juízo? Como Ellen White descreve o fiel povo de Deus? Você se vê nessa descrição?

2. Já pensou se você e todas as coisas que você já fez, boas e más, estivessem diante de Deus? Como se sentiria? Você seria capaz de permanecer diante de Deus com base em suas boas ações, mesmo aquelas feitas pelos motivos mais sinceros e honestos? Essas obras seriam suficientes para recomendá-lo diante do Criador? Em que medida você necessita da graça?

3. Qual é a armadilha mortal de pensar que, por termos sido salvos pela graça, não importa o que fazemos? Como você pode se proteger, para não cair nesse engano?

4. Às vezes, as pessoas nos alertam sobre a “graça barata.” No entanto, ela não existe. A graça não é barata. Ela é gratuita! O que é barato é quando as pessoas, alegando essa graça, tentam usá-la como desculpa para o pecado. Que exemplos desse engano podem ser vistos no mundo cristão? E em nossa própria igreja?

Resumo: Deus é justiça, e esta exige juízo. Deus também é graça. É fundamental que nós, como cristãos adventistas do sétimo dia, proclamando as mensagens dos três anjos, entendamos essas duas verdades divinas e o que elas nos revelam sobre Deus.

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – sexta-feira 27 de janeiro de 2012. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

A hora do Seu juízo

Lições da Bíblia.

“Portanto, não tenham medo deles. Não há nada escondido que não venha a ser revelado, nem oculto que não venha a se tornar conhecido” (Mt 10:26).

“Olhando o mundo em volta, não devemos ter problema para entender a ideia de juízo e condenação. Não é preciso ser cristão para perceber que algo está radicalmente errado com a humanidade. Quem não pode ver que terrível confusão e que desastre temos provocado? Talvez choramos tanto no momento do nascimento porque, instintivamente, sabemos o que acontecerá. ‘Eu chorei quando nasci e cada dia mostra o porquê’, um poeta escreveu. Quem não está relacionado com isso? Quem não foi vítima da maneira pela qual as pessoas podem ser gananciosas, egoístas, e mesquinhas? Quem não foi, em algum momento, ganancioso, egoísta e mesquinho?”

“Assim, se Deus é justo, e se a justiça fosse Seu único atributo importante, quem entre nós permaneceria diante dEle? Se o Senhor conhece até mesmo nossos segredos, nossos atos secretos (Ec 12:14), sem falar do que temos feito em público, que chance teria, mesmo o mais piedoso entre nós, no dia do juízo, quando todas essas coisas serão reveladas?”

“Felizmente, porém, nosso Deus é também doador da graça. O plano da salvação foi estabelecido para que todo ser humano pudesse ser poupado da condenação que a justiça de Deus exige. Sem a graça, todos seríamos consumidos pela justiça de Deus. A graça é nossa única esperança diante de um Deus justo.”

“7. Qual é a ligação entre a justiça de Deus e Sua graça? Como podemos ver essa relação em Gênesis 3? Qual é a relação entre a graça e o juízo?” “Então, disse o SENHOR Deus: Eis que o homem se tornou como um de nós, conhecedor do bem e do mal; assim, que não estenda a mão, e tome também da árvore da vida, e coma, e viva eternamente. O SENHOR Deus, por isso, o lançou fora do jardim do Éden, a fim de lavrar a terra de que fora tomado. E, expulso o homem, colocou querubins ao oriente do jardim do Éden e o refulgir de uma espada que se revolvia, para guardar o caminho da árvore da vida.” (Gn 3:22-24). “Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo, dizendo, em grande voz: Temei a Deus e dai-lhe glória, pois é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas.” (Ap 14:6-7). ”Por causa da justiça, Adão e Eva foram expulsos do paraíso, mas por causa da graça receberam a promessa da salvação eterna em Jesus. Essa esperança é o evangelho eterno. Para quem teme a Deus e Lhe dá glória, o juízo é motivo de alegria.”

“É interessante notar que, antes da advertência de que ‘chegou a hora do Seu juî­zo’ (Ap 14:7, NVI), o anjo estava proclamando o ‘evangelho eterno’. Tem que ser assim, caso contrário, o juízo condenaria toda a humanidade. Ninguém teria chance, porque todos pecaram, todos transgrediram a lei de Deus. Em meio à derradeira mensagem de advertência ao mundo, a graça de Deus é proclamada. Se não fosse assim, o juízo condenaria todos, sem exceção. Sem a graça, que mensagem teríamos para o mundo, senão que Deus destruiria todos nós e não haveria nenhuma esperança de salvação? Felizmente, a mensagem que pregamos tem o ‘evangelho eterno’ como fundamento.”

“Que papel você está desempenhando na proclamação da mensagem de juízo e graça aos outros? O que mais você poderia fazer para ajudar nessa tarefa? Você poderia fazer um pouco mais?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – quinta-feira 26 de janeiro de 2012. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Condenação e graça

Lições da Bíblia.

“A maioria das pessoas está familiarizada com João 3:16. O que vem depois, no entanto, ajuda a ampliar esse texto e explicá-lo ainda melhor.”

“5. O que João fala sobre o juízo e sobre a graça? A graça e o juízo trabalham unidos? De que forma?” “Porquanto Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem nele crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. O julgamento é este: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más. Pois todo aquele que pratica o mal aborrece a luz e não se chega para a luz, a fim de não serem arguidas as suas obras. Quem pratica a verdade aproxima-se da luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas, porque feitas em Deus.” (João 3:17-21). “Quem aceita a Jesus Cristo como salvador fica livre da condenação do pecado. Quem não crê, permanece na condenação e nas trevas.”

“A palavra traduzida como ‘condenar’ no verso 17 também é traduzida em algumas versões como ‘julgar’. Porém, o contexto é o de condenação porque, em vários outros lugares, Deus deixou claro que o mundo será julgado.”

“Dois temas aparecem nesse texto: graça e juízo. Eles estão radicalmente interligados. Pecado, trevas e mal trouxeram a necessidade de que o Deus de justiça julgasse e condenasse essas coisas. Ao mesmo tempo, a graça de Deus oferece aos culpados uma saída, por meio da fé em Jesus Cristo.”

“Aquele que crê em Jesus não é condenado. Isso é o que o texto diz. É simples assim! A justiça de Cristo cobre essa pessoa, e ela se levanta sem condenação, agora e no juízo.”

“6. Que razão o texto dá para a condenação?” “Incredulidade. Muitos decidem não crer na luz porque amam as trevas. Por isso continuam na condenação.”

“De acordo com o texto, o estado natural da humanidade é o de condenação, porque todos pecaram e todos merecem a morte que o pecado traz. Essa passagem claramente desmascara a noção de que, depois da cruz, toda a humanidade foi automaticamente justificada. Em lugar disso, depois da cruz, todo o mundo condenado recebeu a oferta de salvação por meio da morte expiatória de Jesus Cristo, que foi suficiente para todos os seres humanos. Todos estão condenados; todos, porém, que pela graça de Cristo aceitam a provisão oferecida, estão perdoados, justificados e redimidos por meio de Jesus. A condenação que era deles é cancelada pelos méritos de Jesus, e eles estão em Sua perfeita justiça.”

“Na verdade, o que significa a graça, à parte da perspectiva de condenação? Assim como a ideia de condenação implica o juízo, o mesmo acontece com a ideia da graça. Se não houvesse possibilidade de juízo (e condenação), não haveria necessidade de graça. A noção de graça, em si, praticamente exige a noção de condenação. Assim, esta é mais uma razão para ver como graça e juízo estão ligados.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – quarta-feira 25 de janeiro de 2012. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

O Dilúvio

Lições da Bíblia.

“Os críticos da Bíblia dão grande importância ao fato de que outras civilizações antigas tinham suas próprias histórias de dilúvios. Eles alegam que a história da Bíblia não é única, original, e nem mesmo verdadeira, mas é apenas uma cópia de alguns mitos ou lendas anteriores.”

“Por outro lado, os que acreditam que a Bíblia é a Palavra de Deus veem essas histórias como uma confirmação da realidade do Dilúvio. O evento aconteceu, e Gênesis apresenta o relato inspirado desse fato. Esse relato está em contraste com as outras versões, como aquela que diz que o dilúvio foi enviado porque os seres humanos, em suas festas noturnas, fizeram muito barulho e perturbaram o sono dos deuses. Os deuses, irritados com a falta de repouso, enviaram o dilúvio para puni-los.”

3. Que razão o relato bíblico do Dilúvio dá para o juízo que viria sobre a Terra? Viu o SENHOR que a maldade do homem se havia multiplicado na terra e que era continuamente mau todo desígnio do seu coração;” (Gên. 6:5). “Aumento da perversidade e inclinação dos pensamentos totalmente para o mal.”

“A ideia de seres humanos tão maus que mereciam a morte e a destruição não deve ser tão difícil de entender; não para nós hoje, que vivemos neste mundo em que o mal se torna cada vez pior. A visão cristã da pecaminosidade humana, embora muitas vezes ridicularizada, está constantemente sendo verificada. A capacidade de fazer boas ações não nos torna bons. Afinal, o criminoso americano Al Capone amava as crianças, era muito generoso e tratava seus amigos com gentileza. Quem, no entanto, o chamaria de homem bom?”

“4. Mesmo em meio à promessa de iminente juízo punitivo, como a graça de Deus foi revelada no relato do Dilúvio?” Faze uma arca de tábuas de cipreste; nela farás compartimentos e a calafetarás com betume por dentro e por fora. Deste modo a farás: de trezentos côvados será o comprimento; de cinquenta, a largura; e a altura, de trinta. Farás ao seu redor uma abertura de um côvado de altura; a porta da arca colocarás lateralmente; farás pavimentos na arca: um em baixo, um segundo e um terceiro. Porque estou para derramar águas em dilúvio sobre a terra para consumir toda carne em que há fôlego de vida debaixo dos céus; tudo o que há na terra perecerá. Contigo, porém, estabelecerei a minha aliança; entrarás na arca, tu e teus filhos, e tua mulher, e as mulheres de teus filhos. De tudo o que vive, de toda carne, dois de cada espécie, macho e fêmea, farás entrar na arca, para os conservares vivos contigo. Das aves segundo as suas espécies, do gado segundo as suas espécies, de todo réptil da terra segundo as suas espécies, dois de cada espécie virão a ti, para os conservares em vida. Leva contigo de tudo o que se come, ajunta-o contigo; ser-te-á para alimento, a ti e a eles. Assim fez Noé, consoante a tudo o que Deus lhe ordenara.” (Gên. 6:14-22). “e não poupou o mundo antigo, mas preservou a Noé, pregador da justiça, e mais sete pessoas, quando fez vir o dilúvio sobre o mundo de ímpios;” (2 Ped. 2:5). “Deus preservou a vida de Noé e de sua família, os únicos que aceitaram o perdão de Deus e obedeceram ao Seu chamado.”

“Ao construir a arca, Noé estava dando ao mundo uma advertência sobre o juízo. O que está igualmente implícito é que houve um período de graça, uma oportunidade para que o mundo se convertesse dos seus maus caminhos e aceitasse a salvação de Deus. Ellen White escreveu: ‘Se os antediluvianos tivessem acreditado na advertência, e se houvessem arrependido de suas más ações, o Senhor teria desviado Sua ira’ (Patriarcas e Profetas, p. 97). A construção da arca oferecia a qualquer pessoa que ouvisse a advertência um refúgio de segurança contra a destruição vindoura. Sem dúvida, o juízo estava se aproximando. Mas a graça foi oferecida a todos os que a aceitassem até quando era tarde demais, e a porta da misericórdia foi fechada.”

“Quantas vezes Deus revelou Sua graça a você? Mais vezes do que você pode contar, provavelmente. Como você pode aprender a se entregar mais a essa graça e permitir que ela molde você à imagem de Cristo?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – terça-feira 23 de janeiro de 2012. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Juízo e graça no Éden

Lições da Bíblia.

“Pense nisto: antes do pecado, não havia necessidade da graça, porque não havia nada para perdoar, nada para desculpar, nada para cobrir. Da mesma forma era com o juízo. Antes do pecado, não havia nada para julgar, condenar ou punir. Tanto a graça quanto o juízo surgiram, pelo menos no contexto humano, apenas por causa do pecado da humanidade.”

2. De que forma os temas do juízo e da graça são revelados no relato da queda? Mas a serpente, mais sagaz que todos os animais selváticos que o SENHOR Deus tinha feito, disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim? Respondeu-lhe a mulher: Do fruto das árvores do jardim podemos comer, mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Dele não comereis, nem tocareis nele, para que não morrais. Então, a serpente disse à mulher: É certo que não morrereis. Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se vos abrirão os olhos e, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal. Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos e árvore desejável para dar entendimento, tomou-lhe do fruto e comeu e deu também ao marido, e ele comeu. Abriram-se, então, os olhos de ambos; e, percebendo que estavam nus, coseram folhas de figueira e fizeram cintas para si. Quando ouviram a voz do SENHOR Deus, que andava no jardim pela viração do dia, esconderam-se da presença do SENHOR Deus, o homem e sua mulher, por entre as árvores do jardim. E chamou o SENHOR Deus ao homem e lhe perguntou: Onde estás? Ele respondeu: Ouvi a tua voz no jardim, e, porque estava nu, tive medo, e me escondi. Perguntou-lhe Deus: Quem te fez saber que estavas nu? Comeste da árvore de que te ordenei que não comesses? Então, disse o homem: A mulher que me deste por esposa, ela me deu da árvore, e eu comi. Disse o SENHOR Deus à mulher: Que é isso que fizeste? Respondeu a mulher: A serpente me enganou, e eu comi. Então, o SENHOR Deus disse à serpente: Visto que isso fizeste, maldita és entre todos os animais domésticos e o és entre todos os animais selváticos; rastejarás sobre o teu ventre e comerás pó todos os dias da tua vida. Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar. E à mulher disse: Multiplicarei sobremodo os sofrimentos da tua gravidez; em meio de dores darás à luz filhos; o teu desejo será para o teu marido, e ele te governará. E a Adão disse: Visto que atendeste a voz de tua mulher e comeste da árvore que eu te ordenara não comesses, maldita é a terra por tua causa; em fadigas obterás dela o sustento durante os dias de tua vida. Ela produzirá também cardos e abrolhos, e tu comerás a erva do campo. No suor do rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, pois dela foste formado; porque tu és pó e ao pó tornarás. E deu o homem o nome de Eva a sua mulher, por ser a mãe de todos os seres humanos. Fez o SENHOR Deus vestimenta de peles para Adão e sua mulher e os vestiu. Então, disse o SENHOR Deus: Eis que o homem se tornou como um de nós, conhecedor do bem e do mal; assim, que não estenda a mão, e tome também da árvore da vida, e coma, e viva eternamente. O SENHOR Deus, por isso, o lançou fora do jardim do Éden, a fim de lavrar a terra de que fora tomado. E, expulso o homem, colocou querubins ao oriente do jardim do Éden e o refulgir de uma espada que se revolvia, para guardar o caminho da árvore da vida.” (Gên. 3). “Por influência da serpente, Adão e Eva desobedeceram a lei de Deus e foram julgados por Deus; foram punidos, mas receberam o perdão e a esperança de vitória em Cristo, o Descendente da mulher.”

“Satanás teve sucesso em trazer o pecado ao mundo, causando assim alteração em todas as coisas. Imediatamente, porém, o Senhor entrou em cena, chamando: ‘Onde está você?’ Essa pergunta não deve ser considerada uma condenação; era mais um convite do Criador para que Seus amados fossem a Ele. Foi um chamado para que se afastassem do enganador e retornassem ao Criador.”

“Note, igualmente, o que aconteceu. As primeiras palavras que saíram da boca de Deus neste mundo decaído foram perguntas (Gn 3:9, 11, 13). Depois de concluir as perguntas, a primeira coisa que Deus declarou foi Seu juízo contra a serpente. Mas depois, no verso 15, mesmo em meio ao Seu juízo contra a serpente, o que Deus disse?”

“O verso 15 [‘Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.’] é a primeira promessa evangélica. Assim que declarou Seu juízo contra a serpente, Ele imediatamente deu a primeira mensagem da graça, da redenção e da salvação para a humanidade. E somente então, depois dessa promessa evangélica, Ele começou a declarar Seus juízos contra a mulher e o homem. Embora eles tivessem caído, as primeiras coisas que Deus lhes deu foram esperança e graça. O juízo deve se desenvolver sobre a base da graça. Assim, mesmo antes do juízo, a promessa da graça foi dada aos que a aceitassem.”

“Era tarde demais para Satanás; sua destruição estava determinada. Mas ali, mesmo em meio aos juízos comunicados ao homem e à mulher, Deus tornou conhecida Sua graça.”

“No início da história da humanidade caída, foi demonstrada uma relação entre o pecado, o juízo e a graça de Deus. Embora Deus julgue e condene o pecado, a promessa da graça está sempre ali, presente, sempre disponível aos que a reclamarem para si.”

“De que forma o Senhor pode estar dizendo: ‘Onde está você?’ O que você está fazendo que, talvez, o esteja levando a se esconder de Deus? Por que a compreensão da graça é um primeiro passo fundamental a fim de atender ao Seu chamado para nos aproximarmos dEle e nos afastarmos do enganador?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – segunda-feira 23 de janeiro de 2012. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

O dia do juízo

Lições da Bíblia.

“O tema do juízo divino percorre toda a Bíblia. E, ao contrário das crenças comuns, o juízo não se opõe à salvação nem ao evangelho. Na verdade, ambos os temas estão entrelaçados nas Escrituras de Gênesis a Apocalipse.”

“E isso não é de admirar. Juízo e salvação refletem aspectos semelhantes do caráter de Deus: Sua justiça e graça. Assim, não devemos colocar a ideia de juízo em oposição à ideia de salvação, assim como não devemos colocar a justiça de Deus contra Sua graça. Fazer isso é tirar de ambas sua plenitude e complementaridade mútua. As Escrituras ensinam as duas coisas. Por isso, precisamos entender as duas.”

“O que também é interessante em toda a questão do juízo é que, proporcionalmente, o Novo Testamento fala mais sobre o juízo do que o Antigo.”

“1. Qual é o assunto dos versos abaixo? Quem é julgado? O que acontece nesses juízos? O que os textos dizem sobre a natureza e a realidade do juízo divino?” “No dia do juízo, Deus julgará as obras de todas as pessoas, mesmo as coisas escondidas; todos receberão sua recompensa, conforme suas obras; mortos e vivos serão julgados.”

“De tudo o que se tem ouvido, a suma é: Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo homem. Porque Deus há de trazer a juízo todas as obras, até as que estão escondidas, quer sejam boas, quer sejam más.” (Ec 12:13-14).

manifesta se tornará a obra de cada um; pois o Dia a demonstrará, porque está sendo revelada pelo fogo; e qual seja a obra de cada um o próprio fogo o provará.” (1 Co 3:13).

Porque importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo.” (2 Co 5:10).

“Ora, nós conhecemos aquele que disse: A mim pertence a vingança; eu retribuirei. E outra vez: O Senhor julgará o seu povo.” (Hb. 10:30).

Porque o Filho do Homem há de vir na glória de seu Pai, com os seus anjos, e, então, retribuirá a cada um conforme as suas obras.” (Mt 16:27).

“Vi também os mortos, os grandes e os pequenos, postos em pé diante do trono. Então, se abriram livros. Ainda outro livro, o Livro da Vida, foi aberto. E os mortos foram julgados, segundo as suas obras, conforme o que se achava escrito nos livros.” (Ap 20:12).

E eis que venho sem demora, e comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras.” (Ap 22:12).

Digo-vos que de toda palavra frívola que proferirem os homens, dela darão conta no Dia do Juízo; porque, pelas tuas palavras, serás justificado e, pelas tuas palavras, serás condenado.” (Mt 12:36-37).

Porque a ocasião de começar o juízo pela casa de Deus é chegada; ora, se primeiro vem por nós, qual será o fim daqueles que não obedecem ao evangelho de Deus?” (1 Pe 4:17).

“Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo, dizendo, em grande voz: Temei a Deus e dai-lhe glória, pois é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas.” (Ap 14:6-7).

“Esses textos são apenas uma pequena amostra dos versos que ensinam claramente o juízo. Como mencionado acima, aparecem no Novo Testamento muitos dos textos mais explícitos sobre o juízo, textos que revelam claramente a realidade do juízo divino, ou juízos. Esse fato certamente se opõe à noção de que o juízo é de alguma forma contrário ao conceito da nova aliança da graça de Deus, que também é claramente ensinado no Novo Testamento. Isso deve nos ensinar que, por mais que entendamos o juízo, e por mais que entendamos a graça, devemos compreendê-los como verdades divinas que trabalham juntas. Colocar uma contra a outra é não entender a plenitude do evangelho, conforme estudamos na semana passada.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – domingo 22 de janeiro de 2012. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF