A lei antes do Sinai

Lições da Bíblia.

“Como todo adventista do sétimo dia sabe, quando falamos sobre a lei, os Dez Mandamentos, e o Sinai, ouvimos o refrão de que os Dez Mandamentos foram primeiramente dados aos judeus no Sinai, e por essa razão, são uma instituição judaica, ou do Antigo Testamento, não aplicável aos nossos dias.”

“Certamente existem inúmeros problemas com essa teologia, o maior deles sendo que, se ela fosse verdadeira, como poderia ter havido pecado antes do Sinai, ‘porque o pecado é a transgressão da lei’ (1Jo 3:4)? A verdade é que o livro de Gênesis dá um testemunho incrível da existência da lei de Deus muito antes do Sinai.”

“Gênesis 1 e 2 descreve a criação perfeita de Deus. Gênesis 3 relata a queda de Adão e Eva. Em Gênesis 4 temos o primeiro assassinato. Como Caim saberia que era culpado pelo assassinato de seu irmão se não houvesse a lei para definir o assassinato como pecado?”

“Muito antes do Sinai, Deus condenou especificamente o assassinato, na aliança que estabeleceu com Noé após o dilúvio [‘Se alguém derramar o sangue do homem, pelo homem se derramará o seu; porque Deus fez o homem segundo a sua imagem.’ Gên. 9:6].”

“Em Jó, o mais antigo livro da Bíblia, encontramos Deus elogiando por duas vezes a justiça de Jó. O que Ele declarou acerca do caráter de Jó? [‘Perguntou ainda o SENHOR a Satanás: Observaste o meu servo Jó? Porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desvia do mal.’ Jó 1:8]. Obviamente, estava em vigor um padrão do que era certo e errado. Jó viveu muito antes do Êxodo, e ele nem mesmo era da linhagem da aliança.”

“3. O que Jó incluiu em seu padrão acerca do que é certo e errado?” “De madrugada se levanta o homicida, mata ao pobre e ao necessitado, e de noite se torna ladrão. Aguardam o crepúsculo os olhos do adúltero; este diz consigo: Ninguém me reconhecerá; e cobre o rosto.” (Jó 24:14-15). “Os mandamentos que proíbem matar, furtar, adulterar, etc.”

“Quando Abraão mentiu a Abimeleque acerca de Sara, foi repreendido por sua falsidade. E embora Abimeleque fosse o rei de Gerar, e não de linhagem israelita, Deus o manteve no mesmo padrão de pureza matrimonial encontrado no Decálogo e exigiu que Sara fosse devolvida a Abraão [‘Então, chamou Abimeleque a Abraão e lhe disse: Que é isso que nos fizeste? Em que pequei eu contra ti, para trazeres tamanho pecado sobre mim e sobre o meu reino? Tu me fizeste o que não se deve fazer.’ Gên. 20:9].”

“4. Que testemunho especial Deus deu a Isaque sobre Abraão, seu pai?” “Multiplicarei a tua descendência como as estrelas dos céus e lhe darei todas estas terras. Na tua descendência serão abençoadas todas as nações da terra; porque Abraão obedeceu à minha palavra e guardou os meus mandados, os meus preceitos, os meus estatutos e as minhas leis.” (Gên. 26:4-5). “Abraão obedeceu a Palavra do Senhor e guardou Seus preceitos, mandamentos, decretos e leis.”

“O que é fascinante em Gênesis 26:5 é que o hebraico usa quatro palavras diferentes, mshmrt, mzvot, huqot e torot (de Torá, ‘a lei’) para descrever as leis que Abraão obedeceu. Certamente os Dez Mandamentos estavam incluídos nessas palavras.”

“Por ordem divina, Jacó retornou a Betel para construir um altar ao Senhor. O patriarca sentiu necessidade de reavivamento em sua casa. O que ele pediu que sua família fizesse?” “Então, disse Jacó à sua família e a todos os que com ele estavam: Lançai fora os deuses estranhos que há no vosso meio, purificai-vos e mudai as vossas vestes; levantemo-nos e subamos a Betel. Farei ali um altar ao Deus que me respondeu no dia da minha angústia e me acompanhou no caminho por onde andei.” (Gên. 35:2-3).

“Claramente, a ideia de que não havia nenhuma lei antes do Sinai não tem sentido, à luz das muitas coisas que a Bíblia ensina sobre a vida antes do Sinai.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – segunda-feira 06 de fevereiro de 2012. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

A lei no Sinai

Lições da Bíblia.

1. Por que a promulgação da lei no Monte Sinai foi tão terrível? “Todo o monte Sinai fumegava, porque o SENHOR descera sobre ele em fogo; a sua fumaça subiu como fumaça de uma fornalha, e todo o monte tremia grandemente. E o clangor da trombeta ia aumentando cada vez mais; Moisés falava, e Deus lhe respondia no trovão.” (Êxo. 19:18-19). “Todo o povo presenciou os trovões, e os relâmpagos, e o clangor da trombeta, e o monte fumegante; e o povo, observando, se estremeceu e ficou de longe.” (Êxo. 20:18). “Estas palavras falou o SENHOR a toda a vossa congregação no monte, do meio do fogo, da nuvem e da escuridade, com grande voz, e nada acrescentou. Tendo-as escrito em duas tábuas de pedra, deu-mas a mim.” (Deut. 5:22). “Na verdade, de tal modo era horrível o espetáculo, que Moisés disse: Sinto-me aterrado e trêmulo!” (Heb. 12:21). “Porque o povo precisava entender a grande perversidade do pecado; o fogo divino destrói o pecado, mas a graça salva o pecador.”

“’O povo de Israel estava dominado pelo pavor. O terrível poder da fala de Deus parecia tal que seus trêmulos corações não poderiam suportar. Pois, ao ser apresentada diante deles a grande regra de justiça de Deus, compenetraram-se, como nunca antes, do caráter ofensivo do pecado, e de sua própria culpabilidade à vista do Deus santo. Recuaram da montanha com medo e espanto’ (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 309, 310).”

“Há algo muito poderoso na citação de Ellen G. White acima. Quando a lei foi apresentada, o povo percebeu, ‘como nunca antes’, a grande perversidade do pecado e sua própria culpa aos olhos de Deus.”

“Assim, desde o início do relacionamento de aliança de Israel com Deus, podemos ver na lei uma revelação do evangelho. A lei nunca foi destinada para ser um meio de salvação, nem mesmo no Sinai. Ao contrário, ela devia mostrar ao povo sua necessidade de salvação. Foi logo após a promulgação da lei que os israelitas receberam a instrução para construir o santuário, o qual revelava a eles o plano da salvação. A lei devia conduzir as pessoas para a cruz, para sua necessidade de expiação e redenção. Não é de admirar, então, que eles tremessem diante da lei, porque ela lhes mostrava exatamente o quanto eles eram pecadores e degenerados.”

“2. Qual é o papel da lei em nossa consciência de pecado? A lei produz pecado?” “Mas o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, despertou em mim toda sorte de concupiscência; porque, sem lei, está morto o pecado. Outrora, sem a lei, eu vivia; mas, sobrevindo o preceito, reviveu o pecado, e eu morri. E o mandamento que me fora para vida, verifiquei que este mesmo se me tornou para morte. Porque o pecado, prevalecendo-se do mandamento, pelo mesmo mandamento, me enganou e me matou. Por conseguinte, a lei é santa; e o mandamento, santo, e justo, e bom. Acaso o bom se me tornou em morte? De modo nenhum! Pelo contrário, o pecado, para revelar-se como pecado, por meio de uma coisa boa, causou-me a morte, a fim de que, pelo mandamento, se mostrasse sobremaneira maligno. (Rom. 7:8-13). “Então, não terei de que me envergonhar, quando considerar em todos os teus mandamentos.” (Sal. 119:6). “A lei não produz pecado, porque é santa, justa e boa, mas revela o pecado no coração; ela nos faz sentir necessidade de salvação.”

“Em certo sentido, Paulo diz aqui o que Ellen White disse que aconteceu no Sinai. O problema não estava com a lei de Deus, mas com os pecadores que transgrediam a lei, como todos temos feito. Paulo mostra como a lei está inseparavelmente ligada ao evangelho, e que a lei é o que nos mostra quanto somos pecadores e corrompidos.”

“Leia Êxodo 20:1-17. Você treme diante da lei? Você se sente culpado diante da lei? Quais são as suas emoções enquanto lê a lei e se compara com ela?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – domingo 05 de fevereiro de 2012. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Deus, o legislador

Lições da Bíblia.

“Porque o Senhor é o nosso Juiz, o Senhor é o nosso Legislador, o Senhor é o nosso Rei; Ele nos salvará” (Is 33:22).

“Pensamento-chave: A lei de Deus é uma parte inseparável de toda a Bíblia, Antigo e Novo Testamentos. É também uma expressão do Seu amor. E assim, quando amamos, revelamos a plenitude e beleza da lei de Deus.”

“A lei de Deus, conforme resumida nos Dez Mandamentos e os ensinamentos específicos de Jesus oferecem direção e propósito para nossa vida, bem como visão profunda sobre a natureza de Deus.”

“Como adventistas do sétimo dia, muitas vezes ouvimos a ideia de que a lei é uma cópia do caráter de Deus (sendo assim, visto que Deus não muda, a lei, que revela Seu caráter, também não deve mudar). O que, porém, significa essa ideia de que a lei é uma expressão do caráter de Deus?”

“Suponha que você vivesse em uma terra com um rei cuja palavra fosse lei (um rei francês disse uma famosa frase: ‘O Estado sou eu’). Agora, suponha que o rei decretasse leis repressivas, perversas, detestáveis, injustas, discriminatórias, e assim por diante. Essas leis não seriam uma boa representação do tipo de pessoa que o rei era? Elas não revelariam seu caráter?”

“Pense em alguns dos piores déspotas da história. As leis que eles estabeleceram revelam o tipo de pessoas que eram? Nesse sentido, a lei revela o caráter do legislador. O que a lei de Deus revela sobre Ele? Quando entendemos a lei de Deus como uma salvaguarda, uma proteção, algo criado para nosso bem, compreendemos mais acerca de como é Deus.”

“Nesta semana estudaremos a lei e, por meio dela, o Legislador.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – sábado 04 de fevereiro de 2012. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

A divindade irradiando através do invólucro humano

Lições da Bíblia.

Silencia o tumulto. O som do tráfico e dos ajustes cessa. O silêncio torna-se penoso. Apodera-se da assembléia um sentimento de respeito. É como se estivessem citados perante o tribunal de Deus, para responder por seus atos. Olhando para Cristo, veem a divindade irradiando através do invólucro humano. A Majestade do Céu está como o Juiz há de estar no derradeiro dia – não circundado agora da glória que O acompanhará então, mas com o mesmo poder de ler a alma. Seu olhar percorre rapidamente a multidão, abrangendo cada indivíduo. Seu vulto parece elevar-se acima deles, em imponente dignidade, e uma luz divina ilumina-Lhe o semblante. Fala, e Sua clara, retumbante voz – a mesma que, do Sinai, proclamara a lei que sacerdotes e principais ora transgridem – ouve-se ecoar através das arcadas do templo: "Tirai daqui estes, e não façais da casa de Meu Pai casa de venda." João 2:16.

Descendo silenciosamente, e erguendo o açoite de cordéis apanhado ao entrar no recinto, manda aos vendedores que se afastem das dependências do templo. Com zelo e severidade nunca dantes por Ele manifestados, derriba as mesas dos cambistas. Rola a moeda, ressoando fortemente no mármore do chão. Ninguém Lhe pretende questionar a autoridade. Ninguém ousa deter-se para apanhar o mal-adquirido ganho. Jesus não lhes bate com o açoite de cordéis, mas aquele simples açoite parece, em Suas mãos, terrível como uma espada flamejante. Oficiais do templo, sacerdotes, corretores e mercadores de gado, com suas ovelhas e bois, saem precipitadamente do lugar, com o único pensamento de escapar à condenação de Sua presença.

Um pânico percorre pela multidão, que se sente ofuscada por Sua divindade. Gritos de terror escapam-se de centenas de lábios desmaiados. Os próprios discípulos tremem. São abalados pelas palavras e maneiras de Jesus, tão diversas de Sua atitude habitual. Lembram-se de que está escrito a Seu respeito. "O zelo da Tua casa Me devorou." Sal. 69:9. Dentro em pouco a tumultuosa turba com as mercadorias é removida para longe do templo do Senhor. Os pátios ficam livres do comércio profano, e sobre a cena de confusão baixam silêncio e solenidade profundos. (Ellen G. White, O desejado de todas as nações, p. 158)

Perguntas para reflexão

1. Por que a justiça própria e a satisfação pessoal, especialmente acerca da própria condição espiritual, é um engano muito perigoso? O que nos ajuda a perceber esse engano?

2. Pense numa pessoa “santa”, que parece justa, honesta e pura. Alguém “separado” das pessoas. Como você reage à presença dela? Ela faz você se sentir bem ou mal, e por quê?

Resumo: Pode ser mais agradável se concentrar no amor de Deus, em vez de Sua santidade, mas isso seria distorcer a verdade. Compreender Sua santidade, e, em contrapartida, a nossa pecaminosidade, é crucial para entender o que significa a expiação, por que ela é tão desesperadamente necessária, e por que teve um preço tão elevado.

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – sexta-feira 03 de fevereiro de 2012. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Quando demônios falam

Lições da Bíblia.

“8. Que testemunho foi dado pelo demônio sobre a santidade de Cristo? Que lições podemos tirar dessa história sobre a santidade de Deus?” “E desceu a Cafarnaum, cidade da Galiléia, e os ensinava no sábado. E muito se maravilhavam da sua doutrina, porque a sua palavra era com autoridade. Achava-se na sinagoga um homem possesso de um espírito de demônio imundo, e bradou em alta voz: Ah! Que temos nós contigo, Jesus Nazareno? Vieste para perder-nos? Bem sei quem és: o Santo de Deus! Mas Jesus o repreendeu, dizendo: Cala-te e sai deste homem. O demônio, depois de o ter lançado por terra no meio de todos, saiu dele sem lhe fazer mal. Todos ficaram grandemente admirados e comentavam entre si, dizendo: Que palavra é esta, pois, com autoridade e poder, ordena aos espíritos imundos, e eles saem?” (Luc. 4:31-36). “O demônio reconheceu que Jesus era o Santo de Deus. Mesmo reconhecendo a verdade, a impureza do demônio tornava necessária sua expulsão.”

“Demônios, que são anjos caídos, se lembram de quem Jesus realmente é, e mesmo eles, em sua maldade, ódio e rebelião, são constrangidos a reconhecer Sua santidade. Observe, também, que eles temiam que Ele os destruísse. Por que tanto medo? Deve ter sido porque, sendo tão cheios de pecados, mesmo os demônios temem diante da santidade de Deus, até certo ponto da mesma forma que os seres humanos pecaminosos fazem.”

“No último livro da Bíblia, João descreve uma visão dada por Deus [‘Voltei-me para ver quem falava comigo e, voltado, vi sete candeeiros de ouro e, no meio dos candeeiros, um semelhante a filho de homem, com vestes talares e cingido, à altura do peito, com uma cinta de ouro. A sua cabeça e cabelos eram brancos como alva lã, como neve; os olhos, como chama de fogo; os pés, semelhantes ao bronze polido, como que refinado numa fornalha; a voz, como voz de muitas águas. Tinha na mão direita sete estrelas, e da boca saía-lhe uma afiada espada de dois gumes. O seu rosto brilhava como o sol na sua força. Quando o vi, caí a seus pés como morto. Porém ele pôs sobre mim a mão direita, dizendo: Não temas; eu sou o primeiro e o último’ Apoc. 1:12-17]. João, às vezes, é mencionado como o apóstolo que teve a maior compreensão do amor de Deus. No entanto, ao encontrar o santo Deus, ele apresentou a mesma reação que vimos no Antigo Testamento.”

“Além disso, uma visão de como os seres celestiais adoram a Deus no santuário celestial revela uma imagem semelhante à que Isaías descreveu séculos antes em uma visão [‘No ano da morte do rei Uzias, eu vi o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono, e as abas de suas vestes enchiam o templo. Serafins estavam por cima dele; cada um tinha seis asas: com duas cobria o rosto, com duas cobria os seus pés e com duas voava. E clamavam uns para os outros, dizendo: Santo, santo, santo é o SENHOR dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória.’ Isa. 6:1-3].”

“9. O que João ouviu os seres celestiais ao redor do trono dizendo?” “E os quatro seres viventes, tendo cada um deles, respectivamente, seis asas, estão cheios de olhos, ao redor e por dentro; não têm descanso, nem de dia nem de noite, proclamando: Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, aquele que era, que é e que há de vir. Quando esses seres viventes derem glória, honra e ações de graças ao que se encontra sentado no trono, ao que vive pelos séculos dos séculos,” (Apoc. 4:8-9). “Santo, santo, santo é o Senhor, o Deus Todo-poderoso, que era, que é e que há de vir.”

“Embora Deus seja amor, e todos os seres celestiais O adorem, podemos ver que, ao redor do trono celestial de Deus, o hino de adoração não é ‘Deus é amor, amor, amor’. Os seres celestiais também não clamam: ‘Deus é bom , bom, bom’. Em lugar disso, dia e noite, esses seres poderosos exclamam: ‘santo, santo, santo é o Senhor, o Deus Todo-poderoso’ (NVI). Ainda que todo o Céu esteja envolvido no ministério do amor de Deus e da salvação ao mundo, seres celestiais ao redor do trono de Deus dia e noite louvam Sua santidade. Sendo seres sem pecado, eles ficam admirados com Sua santidade, mas não se escondem com medo dela, como os seres caídos.”

“Em todos os encontros humanos com o divino, como descritos nas Escrituras, nunca se encontra sinal de que Deus seja assustador. Em vez disso, o que vemos é que, à luz penetrante de Sua santidade, os seres humanos finalmente se veem como realmente são. E isso é assustador. Nas Escrituras, quando as pessoas realmente encontram o Deus do Céu, não existem palmas, tapinhas nas costas, nem cânticos alegres. Ao contrário, há humilhação e arrependimento pessoal. Cada um vê e admite sua culpa pessoal, sem desculpas e sem referências às faltas dos outros. Como as nossas palavras, nossa vida e nossas ações seriam diferentes se vivêssemos com a sensação constante, não somente da presença de Deus, mas também de Sua santidade!”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – quinta-feira 02 de fevereiro de 2012. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

“Afasta-Te de mim!”

Lições da Bíblia.

“No Antigo Testamento, encontramos um consistente histórico de respostas humanas ao Deus santo. E no Novo Testamento? Alguns cristãos modernos argumentam que o Antigo Testamento apresenta um quadro primitivo e ultrapassado de Deus: um Ser severo e muito propenso à ira. Mas quando Jesus veio ao mundo, Ele era o Deus da graça e do amor. Sabemos, é claro, que essa é uma visão distorcida da Bíblia e do caráter desse Deus que não muda.”

“7. O que os escritores do Novo Testamento ensinam sobre a santidade de Deus? Como isso mostra a coerência entre o Antigo e o Novo Testamento acerca da santidade de Deus?” “Aconteceu que, ao apertá-lo a multidão para ouvir a palavra de Deus, estava ele junto ao lago de Genesaré; e viu dois barcos junto à praia do lago; mas os pescadores, havendo desembarcado, lavavam as redes. Entrando em um dos barcos, que era o de Simão, pediu-lhe que o afastasse um pouco da praia; e, assentando-se, ensinava do barco as multidões. Quando acabou de falar, disse a Simão: Faze-te ao largo, e lançai as vossas redes para pescar. Respondeu-lhe Simão: Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos, mas sob a tua palavra lançarei as redes. Isto fazendo, apanharam grande quantidade de peixes; e rompiam-se-lhes as redes. Então, fizeram sinais aos companheiros do outro barco, para que fossem ajudá-los. E foram e encheram ambos os barcos, a ponto de quase irem a pique. Vendo isto, Simão Pedro prostrou-se aos pés de Jesus, dizendo: Senhor, retira-te de mim, porque sou pecador. Pois, à vista da pesca que fizeram, a admiração se apoderou dele e de todos os seus companheiros, bem como de Tiago e João, filhos de Zebedeu, que eram seus sócios. Disse Jesus a Simão: Não temas; doravante serás pescador de homens. E, arrastando eles os barcos sobre a praia, deixando tudo, o seguiram.” (Luc. 5:1-11). Ao perceber o milagre da pesca, operado pela palavra de Jesus, Pedro não se sentiu digno de estar perto de Jesus.”

“Depois que esses pescadores trabalharam durante toda a noite, mas sem sucesso, Jesus proporcionou uma pesca miraculosa para Seus esforçados discípulos. Quando isso ocorreu, se poderia pensar que uma resposta humana normal seria gratidão a Jesus por essa extraordinária ajuda financeira.”

“A resposta de Pedro, porém, estava focalizada em outra coisa. Sua reação foi muito parecida com a dos personagens do Antigo Testamento que encontraram o Senhor.”

“Mas Pedro não cuidava agora de barcos e cargas. Esse milagre, acima de todos quantos havia presenciado, foi para ele a manifestação de poder divino. Viu em Jesus alguém que tinha toda a natureza sob Seu comando. A presença da divindade revelou sua própria impiedade. Amor por seu Mestre, vergonha de sua incredulidade, gratidão pela complacência de Cristo e, sobretudo, o sentimento de sua impureza na presença da pureza infinita, tudo o subjugou. Enquanto os companheiros punham em segurança o conteúdo da rede, Pedro caiu aos pés do Salvador, exclamando: ‘Senhor, retira-Te de mim, porque sou pecador’” (Lc 5:8; Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 246).

“Por que essa reação? É porque não mais estamos no Jardim do Éden, onde Adão e Eva, antes da queda no pecado, saudavam a presença de Deus no frescor do anoitecer. Essa íntima comunhão mudou drasticamente logo depois da queda, quando o casal correu e se escondeu. Não mudou muita coisa desde então. Na verdade, essa reação continua ao longo das Escrituras. Sempre que um ser humano encontra o Deus vivo, há o espanto inicial de finalmente ver a verdadeira profundidade do próprio pecado.”

“Quando foi a última vez em que você examinou atentamente sua natureza pecaminosa? Uma visão terrível, não é? Qual é sua única esperança, e por quê?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – quarta-feira 01 de fevereiro de 2012. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Arrepender-se no pó e na cinza

Lições da Bíblia.

“Depois de suportar sofrimento desumano nas mãos de Satanás, Jó clamou: ‘Meus ouvidos já tinham ouvido a Teu respeito, mas agora os meus olhos Te viram. Por isso menosprezo a mim mesmo e me arrependo no pó e na cinza’ (Jó 42:5, 6, NVI).”

“5. Como Jó percebeu a santidade de Deus, em contraste com a pecaminosidade humana? Que aspecto do evangelho pode ser visto na reação de Jó ao encontro com Deus? O que mudou na visão dele acerca de si mesmo?” “Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te vêem. Por isso, me abomino e me arrependo no pó e na cinza.” (Jó 42:5-6). “Ao ver a santidade de Deus, Jó desprezou sua impureza; diante da grandeza de Deus, se arrependeu, se humilhou e mudou de atitude.”

“O profeta Ezequiel, a quem Deus graciosamente enviou aos israelitas (embora eles estivessem cativos em Babilônia como resultado de sua infidelidade), também experimentou a impressionante presença de Deus. O que aconteceu?” “Como o aspecto do arco que aparece na nuvem em dia de chuva, assim era o resplendor em redor. Esta era a aparência da glória do SENHOR; vendo isto, caí com o rosto em terra e ouvi a voz de quem falava.” (Ezeq. 1:28).

“Jacó teve que fugir de casa após enganar seu pai Isaque e seu irmão gêmeo Esaú. Qual foi a resposta de Jacó depois de sua visão noturna da escada para o Céu e de Deus falando com Ele?” “Despertado Jacó do seu sono, disse: Na verdade, o SENHOR está neste lugar, e eu não o sabia. E, temendo, disse: Quão temível é este lugar! É a Casa de Deus, a porta dos céus.” (Gên. 28:16-17).

“Enquanto Israel permanecia acampado no Sinai, o Senhor novamente desceu na nuvem sobre o monte e Se manifestou a Moisés. Como Moisés reagiu?” “E, imediatamente, curvando-se Moisés para a terra, o adorou;” (Êxo. 34:8).

“Daniel, outro profeta durante o cativeiro babilônico de Israel, também recebeu importantes visões de Deus, enquanto servia como alto funcionário do governo.”

“6. Embora repetidamente ouvisse que era amado no Céu, como Daniel reagiu quando recebeu uma visão de Deus? Por que você acha que ele teve essa reação?” “levantei os olhos e olhei, e eis um homem vestido de linho, cujos ombros estavam cingidos de ouro puro de Ufaz; o seu corpo era como o berilo, o seu rosto, como um relâmpago, os seus olhos, como tochas de fogo, os seus braços e os seus pés brilhavam como bronze polido; e a voz das suas palavras era como o estrondo de muita gente. Só eu, Daniel, tive aquela visão; os omens que estavam comigo nada viram; não obstante, caiu sobre eles grande temor, e fugiram e se esconderam. Fiquei, pois, eu só e contemplei esta grande visão, e não restou força em mim; o meu rosto mudou de cor e se desfigurou, e não retive força alguma.” (Dan. 10:5-8). “Diante da visão da santidade de Cristo, em contraste com sua indignidade, Daniel ficou sem forças, muito pálido e quase desfaleceu.”

“Embora esses homens fossem fiéis, piedosos e justos (eles eram até mesmo profetas!), suas reações à presença de Deus foram de medo, tremor e adoração. Sem dúvida isso ocorreu porque, entre outras coisas, eles tiveram um senso da própria indignidade e pecaminosidade, em contraste com a santidade de Deus. Em sua própria maneira, essas passagens sugerem a necessidade de um Salvador, um substituto, alguém para transpor o abismo entre o Deus Santo e criaturas pecaminosas como nós. Graças ao Senhor, temos essa ponte em Jesus.”

“Imagine você tendo uma experiência semelhante à de um desses homens mencionados acima. Como você reagiria, e por quê?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – terça-feira 31 de janeiro de 2012. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Ser separado

Lições da Bíblia.

“3. Qual é a primeira vez em que o conceito de ‘santidade’ (da mesma raiz que, muitas vezes, é traduzida como ‘santificado’) é mencionado nas Escrituras? Qual é a importância do fato de que a primeira coisa considerada santa na Bíblia é o tempo?” “E abençoou Deus o dia sétimo e o santificou; porque nele descansou de toda a obra que, como Criador, fizera.” (Gên. 2:3). “Na ocasião em que Deus descansou, abençoou e santificou o sábado.”

“Esse texto nos dá a primeira compreensão da santidade. Mostra que alguma coisa, nesse caso o tempo, é ‘separada’ daquilo que está em torno dela. O sétimo dia, em si, não é diferente de nenhum outro período de 24 horas de pôr do sol a pôr do sol. O que o torna diferente, ‘santo’, é a declaração divina. Ele o separa do restante da semana.”

“A palavra hebraica ali para ‘santificou’ significa ‘tornou santo’ ou ‘declarou santo’. Santidade, portanto, sugere algo especial sobre o que é ‘santo’, algo que o separa do que não é santo.”

“Até certo ponto, essa ideia deve nos ajudar a entender a santidade de Deus. Ele é separado de todas as outras coisas na criação. Ele é separado de modo transcendental, muito acima e além de qualquer coisa que possamos realmente compreender. Ser santo é ser ‘outro’, ser diferente de maneira especial, como acontece com o sábado do sétimo dia.”

“4. O que destaca a santidade de Deus, em comparação com os falsos deuses?” “Ó SENHOR, quem é como tu entre os deuses? Quem é como tu, glorificado em santidade, terrível em feitos gloriosos, que operas maravilhas?” (Êxo. 15:11). Não há santo como o SENHOR; porque não há outro além de ti; e Rocha não há, nenhuma, como o nosso Deus.” (1 Sam. 2:2).Não há entre os deuses semelhante a ti, Senhor; e nada existe que se compare às tuas obras. Todas as nações que fizeste virão, prostrar-se-ão diante de ti, Senhor, e glorificarão o teu nome. Pois tu és grande e operas maravilhas; só tu és Deus!” (Sal. 86:8-10). “Reina o SENHOR; tremam os povos. Ele está entronizado acima dos querubins; abale-se a terra. O SENHOR é grande em Sião e sobremodo elevado acima de todos os povos. Celebrem eles o teu nome grande e tremendo, porque é santo.” (Sal. 99:1-3). “A quem, pois, me comparareis para que eu lhe seja igual? —diz o Santo.” (Isa. 40:25). “Feitos gloriosos e tremendos; não há nenhum outro além de Deus; Suas obras são incomparáveis; Ele é o Criador, digno de adoração.”

“Esse conceito de santidade deve nos ajudar a entender mais a diferença entre um Deus santo e uma raça de pecadores. Deus é separado de nós, não apenas porque Ele é o Criador e nós, as criaturas, mas porque somos seres caídos. Tudo isso deve nos ajudar a entender mais o que Cristo fez por nós.”

“Mesmo tendo sido criados à imagem de Deus, de que forma somos radicalmente diferentes dEle? Como essas diferenças nos ajudam a entender nossa necessidade de um Salvador? Faça uma lista dessas diferenças e leve para a classe no sábado.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – segunda-feira 30 de janeiro de 2012. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF