Firme decisão

Lições da Bíblia

3. Em Daniel 1:7-20, vemos dois fatores em ação: o livre-arbítrio de Daniel e a intervenção de Deus. Além disso, que princípio importante aparece no texto?

Daniel (1:7-20 ARA)2: 7 O chefe dos eunucos lhes pôs outros nomes, a saber: a Daniel, o de Beltessazar; a Hananias, o de Sadraque; a Misael, o de Mesaque; e a Azarias, o de Abede-Nego. 8 Resolveu Daniel, firmemente, não contaminar-se com as finas iguarias do rei, nem com o vinho que ele bebia; então, pediu ao chefe dos eunucos que lhe permitisse não contaminar-se. 9 Ora, Deus concedeu a Daniel misericórdia e compreensão da parte do chefe dos eunucos. 10 Disse o chefe dos eunucos a Daniel: Tenho medo do meu senhor, o rei, que determinou a vossa comida e a vossa bebida; por que, pois, veria ele o vosso rosto mais abatido do que o dos outros jovens da vossa idade? Assim, poríeis em perigo a minha cabeça para com o rei. 11 Então, disse Daniel ao cozinheiro-chefe, a quem o chefe dos eunucos havia encarregado de cuidar de Daniel, Hananias, Misael e Azarias: 12 Experimenta, peço-te, os teus servos dez dias; e que se nos deem legumes a comer e água a beber. 13 Então, se veja diante de ti a nossa aparência e a dos jovens que comem das finas iguarias do rei; e, segundo vires, age com os teus servos. 14 Ele atendeu e os experimentou dez dias. 15 No fim dos dez dias, a sua aparência era melhor; estavam eles mais robustos do que todos os jovens que comiam das finas iguarias do rei. 16 Com isto, o cozinheiro-chefe tirou deles as finas iguarias e o vinho que deviam beber e lhes dava legumes. 17 Ora, a estes quatro jovens Deus deu o conhecimento e a inteligência em toda cultura e sabedoria; mas a Daniel deu inteligência de todas as visões e sonhos. 18 Vencido o tempo determinado pelo rei para que os trouxessem, o chefe dos eunucos os trouxe à presença de Nabucodonosor. 19 Então, o rei falou com eles; e, entre todos, não foram achados outros como Daniel, Hananias, Misael e Azarias; por isso, passaram a assistir diante do rei. 20 Em toda matéria de sabedoria e de inteligência sobre que o rei lhes fez perguntas, os achou dez vezes mais doutos do que todos os magos e encantadores que havia em todo o seu reino.”

“Parece que os quatro cativos hebreus não se opuseram aos nomes babilônicos que lhes foram dados. Muito provavelmente, não havia nada que pudessem fazer quanto a isso, além de usar seus nomes hebraicos entre si. Mas em relação à comida e ao vinho da mesa do rei, certamente eles tinham o poder de decidir consumi-los ou não. Portanto, a livre escolha dos quatro homens foi muito importante naquele momento.”1

“No entanto, se um oficial podia alterar seus nomes, ele também poderia alterar o cardápio. Há duas razões prováveis pelas quais os quatro não quiseram comer da mesa do rei.”1

“Primeiramente, as refeições da mesa do rei poderiam conter carnes imundas (Lv 11). Em segundo lugar, a comida era oferecida primeiramente à imagem do deus [babilônio] e depois enviada ao rei para seu consumo. Portanto, quando Daniel, sem recorrer ao subterfúgio ou ao engano, deixou claro que seu pedido tinha uma motivação religiosa, ou seja, a comida no palácio contaminaria a ele e a seus amigos (Dn 1:8), ele estava sendo muito corajoso.”1

“Quando analisamos a interação entre Daniel e o oficial babilônio, alguns pontos importantes se destacam. Primeiro, Daniel parecia entender bem a difícil posição do oficial. Por isso, ele propôs um teste. Dez dias para o consumo das refeições alternativas deviam ser suficientes para demonstrar os benefícios da dieta e, assim, acabar com os medos do oficial. Segundo, a certeza de Daniel de que o resultado seria muito positivo em tão pouco tempo originava-se de sua confiança absoluta em Deus. Terceiro, a escolha de uma dieta à base de vegetais e água aponta para a comida que Deus havia concedido à humanidade na criação (veja Gn 1:29), um fato que pode também ter influenciado a escolha de Daniel. Afinal, qual dieta poderia ser melhor do que a que Deus nos deu originalmente?”1

“Por que a livre escolha de Daniel foi tão importante a ponto de abrir o caminho para que Deus agisse (veja Dn 1:9 [‘Ora, Deus concedeu a Daniel misericórdia e compreensão da parte do chefe dos eunucos.’])? Quais lições podemos extrair desse relato sobre a importância de nossas decisões? Como nossa confiança em Deus deve impactar nossas escolhas?”1

Terça-feira, 07 de janeiro de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Daniel. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 499, jan. fev. mar. 2020. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A decisão de voltar

Lições da Bíblia.

“6. Leia Lucas 15:11-21. O que impeliu o filho pródigo a voltar para casa? Que princípios de reavivamento e reforma descobrimos nessa passagem?” “Continuou: Certo homem tinha dois filhos; o mais moço deles disse ao pai: Pai, dá-me a parte dos bens que me cabe. E ele lhes repartiu os haveres. Passados não muitos dias, o filho mais moço, ajuntando tudo o que era seu, partiu para uma terra distante e lá dissipou todos os seus bens, vivendo dissolutamente. Depois de ter consumido tudo, sobreveio àquele país uma grande fome, e ele começou a passar necessidade. Então, ele foi e se agregou a um dos cidadãos daquela terra, e este o mandou para os seus campos a guardar porcos. Ali, desejava ele fartar-se das alfarrobas que os porcos comiam; mas ninguém lhe dava nada. Então, caindo em si, disse: Quantos trabalhadores de meu pai têm pão com fartura, e eu aqui morro de fome! Levantar-me-ei, e irei ter com o meu pai, e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus trabalhadores. E, levantando-se, foi para seu pai. Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou, e, compadecido dele, correndo, o abraçou, e beijou. E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho.” (Lucas 15:11-21 RA). “A fome, a necessidade provocada pela miséria de sua vida; o fracasso em tentar resolver sozinho seus problemas; a humilhação e a vergonha de cuidar de porcos e não poder comer o que os porcos comiam; lembrança da riqueza e da bondade do pai; disposição para se humilhar. Somos os pródigos espirituais. Precisamos voltar para casa.”

“Reavivamento pode ser definido de maneiras diferentes. Seja qual for a definição, um aspecto não deve ser esquecido: reavivamento significa voltar para casa. É uma fome intensa de conhecer profundamente o amor do Pai. Reforma é a decisão de responder à orientação do Espírito Santo para mudança e crescimento. É a escolha de desistir de tudo o que impede o relacionamento mais íntimo com Deus. O filho pródigo não poderia ter ao mesmo tempo o chiqueiro dos porcos e o banquete do pai.”

“Simplificando, o jovem sentiu tanto a falta do seu lar que não podia permanecer onde estava. Em seu coração, havia a ansiedade para retornar. É essa ânsia pela presença de Deus que nos leva a desejar o reavivamento e a reforma. É esse clamor do coração pelo caloroso abraço do Pai que nos motiva também a fazer as mudanças necessárias em nossa vida.”

“Quando o jovem se preparou para voltar ao lar, planejou seu pedido de desculpas. Ele deve tê-lo ensaiado muitas vezes.”

“7. Leia o discurso do filho em Lucas 15:18, 19 e a interrupção feita pelo pai nos versos 20-24. O que essa interrupção revela sobre a atitude do pai para com o filho e sobre a atitude de Deus para conosco?” “Levantar-me-ei, e irei ter com o meu pai, e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus trabalhadores.” (Lucas 15:18-19 RA); “E, levantando-se, foi para seu pai. Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou, e, compadecido dele, correndo, o abraçou, e beijou. E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho. O pai, porém, disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa, vesti-o, ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés; trazei também e matai o novilho cevado. Comamos e regozijemo-nos, porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado. E começaram a regozijar-se.” (Lucas 15:20-24 RA). “O pai teve compaixão do filho e o recebeu com amor e alegria, assim como Deus faz conosco.”

“Embora o filho estivesse longe dos olhos, não estava longe do coração do pai. A cada dia, os olhos do pai o procuravam no horizonte. A maior motivação para fazer mudanças em nossa vida é o desejo de não mais entristecer o coração dAquele que nos ama tanto. Enquanto o rapaz estava chafurdando na lama com os porcos, o pai sofria mais do que o próprio filho. Reavivamento ocorre quando o amor de Deus quebranta nosso coração. Reforma ocorre quando decidimos responder a um amor que não desiste de nós, quando escolhemos desistir de atitudes, hábitos, pensamentos e sentimentos que nos separam dEle.”

“A declaração do pai, de que o seu ‘filho estava morto e reviveu’ não é uma definição esclarecedora do verdadeiro reavivamento? O que significa estar morto e reviver?”

Quarta-feira, 04 de setembro de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES publicado simultaneamente no Blogspot e WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF