Jesus como Santuário

Lições da Bíblia.

“3. Por que o corpo de Jesus é comparado ao templo?” “Respondeu-lhes Jesus: Derribai este santuário, e em três dias o levantarei. Disseram, pois, os judeus: Em quarenta e seis anos foi edificado este santuário, e tu o levantarás em três dias? Mas ele falava do santuário do seu corpo.” (João 2:19-21); E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade; e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai.” (João 1:14). “Deus prometeu que habitaria com os seres humanos. A vinda de Cristo representou a presença divina com o povo. O Santuário representava o Corpo de Cristo.”

“Um dos temas do evangelho de João é que, com Jesus, o melhor ‘templo’ havia chegado. A imagem do tabernáculo já é usada em João 1:14. (Jesus é o Verbo que ‘habitou’ entre os homens, e eles viram a Sua glória. A palavra grega usada para ‘habitar’ (skenoo) é a forma verbal do substantivo grego para ‘tabernáculo’ (skene). Por isso, o verso 14 poderia ser traduzido como ‘o Verbo Se fez carne e ‘tabernaculou’ entre nós’ Nesse contexto, a palavra glória relembra a glória divina, que encheu tanto o tabernáculo no deserto (Êx 40:34,35) quanto o templo de Salomão em sua inauguração (2Cr 7:1-3). Assim como Deus prometeu, quando Cristo veio à Terra como ser humano, cumpriu a divina promessa relacionada ao templo, de habitar entre Seu povo.”

“De acordo com os textos acima, Jesus declarou que Ele mesmo era o templo, indicando o fim do significado do templo terreno depois de Sua morte (Jo 2:19-21; Ml 27:51). Além disso, quando Jesus disse que Ele é o Pão da vida (Jo 6:35) e a Luz do mundo (Jo 8:12), Ele poderia estar apontando para além do maná sobre a mesa, para os pães da proposição e o candelabro, objetos do santuário terrestre. Uma referência exata para o santuário é a descrição de Jesus como ‘Cordeiro de Deus’ que leva sobre Si o pecado do mundo (Jo 1:29).”

"Todos os que prestavam serviço em relação com o santuário eram constantemente educados acerca da intervenção de Cristo em favor da raça humana. Esse serviço destinava-se a criar em todo coração humano o amor à lei de Deus, que é a lei de Seu reino. O ato de oferecer sacrifícios devia ser uma lição objetiva do amor de Deus revelado em Cristo – a Vítima sofredora e agonizante, que tomou sobre Si o pecado do qual o homem era culpado – o Inocente que foi feito pecado por nós" (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 233).

“Por causa de nossa natureza pecaminosa, é fácil pensar que Deus está irado conosco. Como a revelação do amor de Deus, visto na vida e morte de Jesus, nos ajuda a entender que Deus nos ama, apesar das nossas falhas? De que maneira essa compreensão deve nos encorajar a vencer o próprio eu?”

Terça-feira, 08 de outubro de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES publicado simultaneamente no Blogspot e WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Portador de pecados

Lições da Bíblia.

“Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se Ele próprio maldição em nosso lugar (porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado em madeiro)” (Gl 3:13).

“6. Tendo em mente a divindade de Cristo, pense nas implicações desse texto. O que Deus estava disposto a fazer para nos salvar? Qual é o resultado da rejeição do sacrifício de Cristo em nosso favor?” Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se ele próprio maldição em nosso lugar (porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado em madeiro),” (Gálatas 3:13 RA). “Em Cristo, a Divindade Se humilhou e aceitou a maldição do pecado para nos salvar. Seria muito triste não aceitar a salvação conquistada a um preço tão grande.”

“Ao assumir a culpa de nossos pecados e morrer em separação de Deus, Jesus cumpriu a promessa originalmente feita no Jardim do Éden de que a semente da mulher feriria a cabeça da serpente. Seu sacrifício possibilitou a reconciliação de Deus com a família humana e resultará na eliminação final do mal no Universo (‘Visto, pois, que os filhos têm participação comum de carne e sangue, destes também ele, igualmente, participou, para que, por sua morte, destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo,’ Hebreus 2:14 RA; ‘Então, a morte e o inferno foram lançados para dentro do lago de fogo. Esta é a segunda morte, o lago de fogo.’ Apocalipse 20:14 RA)”

“7. Tendo em mente Gálatas 3:13, leia Mateus 27:46. O que as palavras de Jesus revelam sobre o que Ele sofreu na cruz?” “Por volta da hora nona, clamou Jesus em alta voz, dizendo: Eli, Eli, lamá sabactâni? O que quer dizer: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? (Mateus 27:46 RA). “Jesus sofreu a profunda angústia causada pela maldição do pecado e alienação da presença do Pai.”

“Na cruz, Cristo aceitou a maldição do pecado em nosso favor. Isso foi uma mudança em Sua posição com o Pai. Quando era levado ao altar, o cordeiro sacrifical se tornava um substituto do pecador que merecia a morte. Da mesma forma, quando Cristo foi à cruz, Sua condição diante do Pai mudou. Excluído da presença do Pai, Ele sentiu a maldição que nosso pecado tinha causado. Em outras palavras, Jesus, que havia sido um com o Pai desde a eternidade, sofreu uma separação do Pai, no que Ellen White chamou de ‘a separação dos poderes divinos’ (Ellen G. White, Manuscrito 93, 1899; Seventh Day Adventist Bible Commentary, v. 7, p. 924).”

“Por mais difícil que seja compreender plenamente o que estava acontecendo, podemos saber o suficiente para perceber que um preço assombroso foi pago para nos redimir.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – quarta-feira 20 de março de 2013. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Principados e potestades: parte 1

Lições da Bíblia.

“A Bíblia descreve nosso mundo como estando sob o domínio das forças do mal, que procuram nos controlar e destruir. O grande conflito é o resultado da atuação do Senhor contra esses poderes. A grande notícia é que, depois da cruz, a vitória contra eles está assegurada. Embora o conflito continue dramático, a vitória pertence a Deus, e dela podemos compartilhar pela fé.”

“3. O que a Bíblia diz sobre a realidade do conflito? Que grande esperança e promessas encontramos nela? (Marque ‘v’ para verdadeiro e ‘f’ para falso).” “Aquele que pratica o pecado procede do diabo, porque o diabo vive pecando desde o princípio. Para isto se manifestou o Filho de Deus: para destruir as obras do diabo.” (1 João 3:8); “Sabemos que somos de Deus e que o mundo inteiro jaz no Maligno.” (1 João 5:19); Chegou o momento de ser julgado este mundo, e agora o seu príncipe será expulso.” (João 12:31); “do juízo, porque o príncipe deste mundo já está julgado.” (João 16:11). porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes. (Efés. 6:12); pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele.” (Col. 1:16); ”e, despojando os principados e as potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz. (Col. 2:15); Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor. (Rom. 8:38-39).

A) “Para isto se manifestou o Filho de Deus: para amenizar as obras do diabo.” ( )

B) “Sabemos que somos de Deus e que o mundo inteiro já não mais está no Maligno.” ( )

C) “A nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades.” ( )

D) Nada “poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus.” ( )

“As letras A e B são falsas.”

“No século 21, muitas pessoas mantêm uma cosmovisão científica. Para essas pessoas, um mundo habitado por forças do mal e dominado por poderes demoníacos hostis é predominantemente visto como um resquício de uma era de superstição e ignorância. Em contraste com isso, a Bíblia apresenta, como parte da realidade do mundo, uma organização de forças hostis incluindo principados e potestades demoníacos. A visão bíblica do mundo é grande o suficiente para abranger a cosmovisão natural e também a sobrenatural.”

“Em Romanos 8:38 [‘Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes,’], por exemplo, a palavra grega traduzida como ‘principados’ é archai, que poderia se referir a governantes civis e também a poderes sobrenaturais que tentam exercer o domínio do mal sobre os homens. Em Efésios 6:12, a expressão literal ‘príncipes das trevas deste século’ (RC) também poderia ser traduzido como ‘dominadores deste mundo tenebroso’ (RA).”

“’Evidentemente, Paulo está se referindo a espíritos malignos pessoais, que exercem um grau de autoridade sobre o mundo. Compare a expressão ‘príncipe deste mundo’, que descreve Satanás, em João 12:31; 14:30; 16:11. A personalidade do diabo também estava clara para o revelador’ (Ap 2:10; 12:10; The SDA Bible Commentary [Comentário Bíblico Adventista], v. 6, p. 1.044.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – terça-feira 30 de outubro de 2012. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Crescendo em Cristo

Lições da Bíblia.

“Tendo despojado os poderes e as autoridades, fez deles um espetáculo público, triunfando sobre eles na cruz” (Cl 2:15, NVI).

“Pensamento-chave: A vitória de Cristo sobre a cruz define a extensão da vitória na qual o cristão pode crescer.”

“No grande conflito entre o bem e o mal, a cruz é um símbolo da vitória sobre o pecado. Embora a batalha continue em direção ao seu clímax final, o cristão experimenta crescimento no contexto do conflito, confiando na vitória de Cristo.”

“O item acrescentado às crenças fundamentais da Igreja, votado na 58ª Assembleia da Associação Geral (em 2005), foi intitulado ‘Crescimento em Cristo’. Quando a declaração é analisada, os seguintes pontos importantes se tornam evidentes: Jesus derrotou os poderes satânicos e as forças do mal; por meio de Cristo, é possível vencer esses poderes, incluindo suas manifestações passadas na vida de alguém; finalmente, há condições para que essas vitórias se realizem na experiência de uma pessoa.”

“Esses pontos ocuparão nossa atenção nas três próximas lições. Nesta semana examinaremos a natureza da vitória conquistada por Cristo na cruz. Por Sua vitória, não somente sobre o pecado, mas sobre qualquer outra força que atue contra a humanidade e a criação de Deus, Cristo alcançou salvação para nós.”

“À medida que procuramos compreender o que Cristo realizou em nosso favor, estaremos mais bem preparados para entender o que podemos alcançar em nossa vida agora. Sua vitória pode ser a nossa vitória, se a reivindicarmos para nós, porque, não importa o que Jesus fez por nós, devemos decidir aceitar isso. A vitória não é dada automaticamente a ninguém.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – sábado 27 de outubro de 2012. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Sofrimento antes da glória

Lições da Bíblia.

“Jesus, assim como Paulo, estudava o Antigo Testamento e chegou à conclusão de que o Messias ‘devia’ ‘sofrer estas coisas, para entrar na Sua glória’ (Lc 24:26, NVI). ‘Devia’, em Lucas 24:26, traduz a mesma palavra de Atos 17:3, em que Paulo diz que o Messias ‘deveria sofrer’ (NVI). Para Jesus e Paulo, a ideia do sofrimento antecedendo a glória foi incluída nas profecias muito antes que elas ocorressem. A questão é: com que base do Antigo Testamento eles chegaram a essa conclusão?”

“Eles provavelmente tivessem notado que os personagens mais importantes do Antigo Testamento tiveram um longo período de sofrimento antes de entrar no período glorioso de sua vida. José passou cerca de treze anos na prisão antes de assumir o cargo de primeiro ministro do Egito. Moisés passou 40 anos guiando ovelhas pelo deserto antes de desempenhar sua função como o poderoso líder do Êxodo. Davi passou muitos anos como fugitivo, parte desse tempo em terras estrangeiras, antes de ser elevado à realeza. Daniel foi prisioneiro de guerra, e foi até mesmo condenado à morte, antes de ser elevado à posição de primeiro ministro da Babilônia. Na história desses servos de Deus do Antigo Testamento há prenúncios do Messias, que também sofreria e seria humilhado, antes de ser elevado à Sua plena função real.”

“O ponto culminante dessa convicção do Novo Testamento é o texto do Antigo Testamento mais citado no Novo Testamento: Isaías 53. O Servo sofredor de Isaías era um homem de dores, desprezado e rejeitado (Is 53:2-4). Como um cordeiro do santuário, Ele seria abatido por causa dos nossos pecados (Is 53:5-7), de acordo com a vontade do Senhor (Is 53:8-10). Mas ‘depois do sofrimento de Sua alma’ (Is 53:11, NVI), Ele justificaria muitos e receberia uma herança poderosa (Is 53:12).”

“Para os escritores do Novo Testamento, Isaías 53 foi a chave para o papel do Messias. Paulo certamente pregou sobre esse texto em Tessalônica. De acordo com Isaías 53, o Messias não pareceria majestoso nem poderoso no momento da Sua primeira manifestação. Na verdade, Ele seria rejeitado por muitos de Seu próprio povo. Mas essa rejeição seria o prelúdio para a manifestação do Messias glorioso da esperança judaica. Com isso em mente, Paulo foi capaz de mostrar que o Jesus que ele havia conhecido era, de fato, o Messias que o Antigo Testamento tinha predito.”

“4. Com espírito de oração, leia Isaías 53. Que símbolos indicam que Jesus sofreria antes de Sua glória? O que Ele sofreu para que você tivesse a vida eterna? À luz desse amor divino, em que posição Cristo deve estar em nossa vida?” ”Quem creu em nossa pregação? E a quem foi revelado o braço do SENHOR? Porque foi subindo como renovo perante ele e como raiz de uma terra seca; não tinha aparência nem formosura; olhamo-lo, mas nenhuma beleza havia que nos agradasse. Era desprezado e o mais rejeitado entre os homens; homem de dores e que sabe o que é padecer; e, como um de quem os homens escondem o rosto, era desprezado, e dele não fizemos caso. Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho, mas o SENHOR fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos. Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; como cordeiro foi levado ao matadouro; e, como ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca. Por juízo opressor foi arrebatado, e de sua linhagem, quem dela cogitou? Porquanto foi cortado da terra dos viventes; por causa da transgressão do meu povo, foi ele ferido. Designaram-lhe a sepultura com os perversos, mas com o rico esteve na sua morte, posto que nunca fez injustiça, nem dolo algum se achou em sua boca. Todavia, ao SENHOR agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando der ele a sua alma como oferta pelo pecado, verá a sua posteridade e prolongará os seus dias; e a vontade do SENHOR prosperará nas suas mãos. Ele verá o fruto do penoso trabalho de sua alma e ficará satisfeito; o meu Servo, o Justo, com o seu conhecimento, justificará a muitos, porque as iniquidades deles levará sobre si. Por isso, eu lhe darei muitos como a sua parte, e com os poderosos repartirá ele o despojo, porquanto derramou a sua alma na morte; foi contado com os transgressores; contudo, levou sobre si o pecado de muitos e pelos transgressores intercedeu.” (Isa. 53). “Renovo; raiz de uma terra seca; cordeiro; ovelha muda sacrificada em lugar dos transgressores. Jesus deve ser o primeiro em nossa vida.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – quarta-feira 04 de julho de 2012. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

O brado na cruz

Lições da Bíblia.

“Nada é mais destrutivo para nossa compreensão da expiação de Cristo do que o sentimentalismo que passa pelo cristianismo em nossos dias (tudo na tentativa de adaptar o evangelho ao pensamento moderno). No entanto, devemos sempre reconhecer humildemente que nada que possamos dizer sobre Deus nunca poderá fazer justiça a Deus, especialmente quando consideramos a expiação. Devemos evitar a tentação de reduzir a morte de Jesus na cruz a apenas um ‘exemplo de amor altruísta’. Certamente foi isso, mas, considerando nossa condição de pecadores, seria necessário mais do que ‘um exemplo de amor altruísta’ para nos redimir. Exigiria, em lugar disso, que Deus sofresse toda a força de Sua própria ira contra o pecado.”

“9. Qual foi o brado de Jesus na cruz? Como devemos entender essas palavras? Por que Jesus disse isso? Como esse impressionante grito nos ajuda a entender o preço da nossa salvação?” “Por volta da hora nona, clamou Jesus em alta voz, dizendo: Eli, Eli, lamá sabactâni? O que quer dizer: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? (Mt 27:46) “’Deus Meu, Deus Meu, por que Me desamparaste?’; o pecado afasta a criatura do Criador; Jesus Se sentiu angustiado e afastado do Pai; o desespero fez parte do preço da salvação.”

“E agora, estava a morrer o Senhor da glória, o resgate da humanidade… Sobre Cristo, como nosso substituto e penhor, foi posta a iniquidade de nós todos. Foi contado como transgressor, a fim de nos redimir da condenação da lei… O Salvador não podia enxergar para além dos portais do sepulcro… Temia que o pecado fosse tão ofensivo a Deus que Sua separação houvesse de ser eterna… Foi o sentimento do pecado, trazendo a ira divina sobre Ele, como substituto do homem, que tão amargo tornou o cálice que sorveu, e quebrantou o coração do Filho de Deus” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 752, 753).

“Jesus dirigiu essa oração a ‘Deus’ e não ao ‘Pai’, como Ele sempre tinha feito. Os brados de Cristo na cruz não foram uma demonstração exemplar de que Ele parecia sofrer, a fim de mostrar que nos ama. Não! Era Deus Se entregando à morte para que nosso destino não fosse determinado pela morte. Era o próprio Deus morrendo a morte da qual podemos ser poupados, a morte que, do contrário, o pecado traria a todos nós.”

“Três evangelhos registram que Jesus clamou em alta voz da cruz, enquanto estava morrendo. Esses altos brados são igualmente mencionados no livro de Hebreus: ‘Durante os Seus dias de vida na Terra, Jesus ofereceu orações e súplicas, em alta voz e com lágrimas, Àquele que O podia salvar da morte’ (Hb 5:7, NVI). O ‘brado de desamparo’ de Jesus é o clamor mais doloroso da Bíblia. Nos evangelhos, não existe nenhuma expressão que se iguale à de Jesus na cruz. Nesse brado temos um vislumbre do que o Senhor estava disposto a sofrer, a fim de nos trazer a salvação.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – quinta-feira 19 de janeiro de 2012. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Salvação em Isaías

Lições da Bíblia.

“Na famosa estrada de Emaús, Jesus ensinou aos dois discípulos entristecidos sobre a expiação a partir de “Moisés e todos os profetas” (Lc 24:27, NVI). Que materiais proféticos Jesus pode ter incluído em Seu estudo da expiação?”

“É muito provável que Isaías estivesse entre os profetas aos quais Jesus Se referiu.”

“6. Que detalhes ajudam a entender mais completamente a incrível expiação de Cristo, descrito como ‘Servo sofredor’?” “Quem creu em nossa pregação? E a quem foi revelado o braço do SENHOR? Porque foi subindo como renovo perante ele e como raiz de uma terra seca; não tinha aparência nem formosura; olhamo-lo, mas nenhuma beleza havia que nos agradasse. Era desprezado e o mais rejeitado entre os homens; homem de dores e que sabe o que é padecer; e, como um de quem os homens escondem o rosto, era desprezado, e dele não fizemos caso. Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho, mas o SENHOR fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos. Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; como cordeiro foi levado ao matadouro; e, como ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca. Por juízo opressor foi arrebatado, e de sua linhagem, quem dela cogitou? Porquanto foi cortado da terra dos viventes; por causa da transgressão do meu povo, foi ele ferido. Designaram-lhe a sepultura com os perversos, mas com o rico esteve na sua morte, posto que nunca fez injustiça, nem dolo algum se achou em sua boca. Todavia, ao SENHOR agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando der ele a sua alma como oferta pelo pecado, verá a sua posteridade e prolongará os seus dias; e a vontade do SENHOR prosperará nas suas mãos. Ele verá o fruto do penoso trabalho de sua alma e ficará satisfeito; o meu Servo, o Justo, com o seu conhecimento, justificará a muitos, porque as iniquidades deles levará sobre si. Por isso, eu lhe darei muitos como a sua parte, e com os poderosos repartirá ele o despojo, porquanto derramou a sua alma na morte; foi contado com os transgressores; contudo, levou sobre si o pecado de muitos e pelos transgressores intercedeu.” (Is 53). “Ele Se humilhou e sofreu calado, como uma ovelha. Pagou o preço dos nossos pecados. Seu sacrifício foi motivado pelo desejo de salvar os pecadores.”

“Embora exista muita coisa nesse capítulo, um ponto que se destaca mais do que qualquer outro é o papel substitutivo do Servo sofredor. Observe que, em todas as vezes, Ele está pagando o preço pelos pecados dos outros. Frequentemente esse tema aparece, ensinando que a essência da salvação, da expiação, é a morte de Jesus em nosso favor. Como pecadores, transgredimos a lei de Deus; nada podemos fazer para nos justificarmos diante dEle. Todas as nossas boas obras não podem transpor o abismo que nos separa de Deus. A única maneira de nos salvar era Jesus pagar a penalidade em nosso lugar e, então, nos oferecer Sua perfeita justiça, que reivindicamos pela fé.”

“Se de alguma forma nossas obras tivessem algum mérito para nos justificar diante de Deus, Jesus não precisaria ter morrido por nós. O fato de que Ele morreu e de que a expiação exigiu nada menos do que Sua morte, deve ser prova suficiente de que não podemos obter a salvação por nós mesmos. Ao contrário, é inteiramente um dom da graça.”

“7. Que conceitos de Isaías 53 inspiraram Pedro em sua explicação sobre a morte expiatória de Cristo em nosso favor?” mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo,” (1 Pe 1:19). “Porquanto para isto mesmo fostes chamados, pois que também Cristo sofreu em vosso lugar, deixando-vos exemplo para seguirdes os seus passos, o qual não cometeu pecado, nem dolo algum se achou em sua boca; pois ele, quando ultrajado, não revidava com ultraje; quando maltratado, não fazia ameaças, mas entregava-se àquele que julga retamente, carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça; por suas chagas, fostes sarados. Porque estáveis desgarrados como ovelhas; agora, porém, vos convertestes ao Pastor e Bispo da vossa alma.” (1 Pe 2:21-25). “O Cordeiro de Deus derramou o sangue imaculado, em nosso lugar; não retribuiu a violência que sofreu; carregou os nossos pecados, para que vivamos para a justiça.”

“Isaías 53 apresenta, talvez, a mais clara explanação teológica da cruz, mostrando de forma inequívoca que, seja o que for que a cruz represente, isso significa Cristo morrendo em nosso favor, suportando em Si mesmo o castigo que merecemos.”

“Usando Isaías 53 como base, pense sobre as cenas finais da vida de Cristo. Tenha em mente que a pessoa descrita ali é nosso Deus, nosso Criador, uma parte da Divindade. Como podemos entender essa incrível verdade?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – terça-feira 17 de janeiro de 2012. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Trindade e salvação

Lições da Bíblia.

“O evangelho de João dá uma atenção direta e consciente à natureza única de Deus. João parece estar plenamente consciente da unicidade, e não obstante, ‘trindade’ de Deus.”

“11. Leia as palavras de Cristo nos capítulos 14 a 16 de João e conte o número de referências às três pessoas da Divindade. Como essas passagens nos ajudam a entender a realidade dessa importante verdade?” Alguns exemplos, disse Jesus: “Mas o Conselheiro, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, lhes ensinará todas as coisas e lhes fará lembrar tudo o que eu lhes disse.” (Jo 14:26 NVI). “Quando vier o Conselheiro, que eu enviarei a vocês da parte do Pai, o Espírito da verdade que provém do Pai, ele testemunhará a meu respeito.” (Jo 15:26 NVI). “Tudo o que pertence ao Pai é meu. Por isso eu disse que o Espírito receberá do que é meu e o tornará conhecido a vocês.” (Jo 16:15 NVI). “Existem cerca de 275 referências as três pessoas da divindade, incluindo substantivos e pronomes (195 referências ao Filho, 55 referências ao Espírito Santo), o que confirma a realidade e a evidência da Trindade”

“Essa passagem do evangelho de João é a mais extensa concentração de referências ao Deus de três pessoas coiguais. Aqui, a dinâmica entre as pessoas da Trindade aparece repetidamente. A doutrina da Trindade, longe de ser uma especulação abstrata, é a conclusão inevitável que vem de um estudo sistemático das Escrituras.”

“De especial importância nesse contexto é a divindade de Cristo. Se Jesus não fosse plenamente Deus, então tudo o que tivemos foi o Senhor transferindo para outra pessoa o castigo pelos nossos pecados, em lugar de assumir a responsabilidade. O ponto central do evangelho é que o próprio Deus estava na cruz suportando os pecados do mundo. Qualquer coisa menos do que isso despojaria a expiação de tudo que a tornou tão poderosa e eficaz.”

“Pense nisto: se Jesus fosse apenas um ser criado, e não plenamente Deus, então, sendo uma criatura, como Ele poderia suportar toda a ira de Deus contra o pecado? Qual ser criado, não importando sua posição exaltada, poderia salvar a humanidade da violação da santa lei de Deus? Se Jesus não fosse divino, a lei de Deus não seria tão sagrada como o próprio Deus, porque a violação dela seria algo que um ser criado pudesse expiar. A lei apenas seria tão sagrada como aquele ser criado, e não tão sagrada como o Criador. O próprio pecado não seria tão mau se tudo que ele exigisse fosse a morte de uma criatura e não a do Criador para expiá-lo. O fato de ter sido necessário o próprio Deus, na pessoa de Cristo, para sanar o pecado, apresenta forte evidência da gravidade do pecado.”

“Além disso, nossa segurança de salvação por meio do que Cristo fez por nós e não por nossas obras, vem do fato de que o próprio Deus pagou a penalidade pelos nossos pecados. O que poderíamos fazer para acrescentar a isso? Se Cristo fosse criado, talvez pudéssemos acrescentar algo. Mas, com Deus, o Criador, sacrificando a Si mesmo pelos nossos pecados… seria quase uma blasfêmia acreditar que pudéssemos fazer algo para complementar esse sacrifício. Assim, se Cristo não fosse divino, a expiação teria sido fatalmente comprometida.”

“Pense por um momento: o Criador do Universo morreu em seu lugar, ocupando sua posição, para que você tivesse a promessa da vida eterna nEle. Como você pode obter esperança e certeza dessa incrível verdade? À luz dessa realidade, o que mais importa realmente?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – quinta-feira 05 de janeiro de 2012. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF