Vindicação no juízo

Lições da Bíblia.

“Como as Escrituras mostram, o juízo de Deus é uma boa notícia para os que acreditam nEle, que confiam nEle e que são leais a Ele, mesmo que não possamos ‘contestar as acusações de Satanás contra nós’ (Ellen G. White, Testemunhos para a Igreja, v. 5, p. 472). No entanto, o julgamento não é apenas para nós. Ele também serve ao propósito de vindicar a Deus perante todo o Universo.

“4. Como o caráter de Deus é apresentado nos seguintes textos sobre o juízo?” ”Dizei entre as nações: O Senhor reina; ele firmou o mundo, de modo que não pode ser abalado. Ele julgará os povos com retidão. […] diante do Senhor, porque ele vem, porque vem julgar a terra: julgará o mundo com justiça e os povos com a sua fidelidade.” (Salmo 96:10, 13)”; “Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda.” (2 Timóteo 4:8); “E ouvi o anjo das águas dizer: Justo és tu, que és e que eras, o Santo; porque julgaste estas coisas; […] E ouvi uma voz do altar, que dizia: Na verdade, ó Senhor Deus Todo-Poderoso, verdadeiros e justos são os teus juízos.” (Apocalipse 16:5, 7); “porque verdadeiros e justos são os seus juízos, pois julgou a grande prostituta, que havia corrompido a terra com a sua prostituição, e das mãos dela vingou o sangue dos seus servos.” (Apocalipse 19:2). ”Deus é Juiz justo e verdadeiro.”

“O caráter de Deus será revelado em Seu julgamento. No fim, o que Abraão já havia compreendido será manifestado a toda a humanidade: ‘Não fará justiça o Juiz de toda a Terra?’ (Gn 18:25). As diferentes fases do juízo, com suas investigações do livro aberto, garantem que os anjos (no juízo pré-advento) e os justos (no juízo durante o milênio) podem comprovar e ter certeza de que Deus é justo em Sua maneira de lidar com a humanidade e que Ele tem sido misericordioso em cada caso.”

“5. Leia Filipenses 2:5-11. Que evento é descrito nesses versos?” ”Tende em vós aquele sentimento que houve também em Cristo Jesus, o qual, subsistindo em forma de Deus, não considerou o ser igual a Deus coisa a que se devia aferrar, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, tornando-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz. Pelo que também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu o nome que é sobre todo nome; para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai.” (Filipenses 2:5-11). “Jesus Cristo Se esvaziou e Se humilhou para nos salvar. No fim, Deus e o Universo inteiro exaltarão a Cristo. Todo joelho se dobrará diante dEle, reconhecendo que Seu nome está acima de todo nome.”

“Os versos 9-11 preveem a exaltação de Cristo. As duas principais ações expressam o mesmo pensamento: Jesus é Senhor, e toda a criação O reconhecerá como tal. Primeiro, todo joelho se dobrará (v. 10). O ato de dobrar os joelhos é uma ação habitual para reconhecer a autoridade de alguém. Aqui a expressão se refere à homenagem prestada a Cristo, reconhecendo Sua soberania suprema. A dimensão da homenagem é Universal. ‘Nos Céus, na Terra e debaixo da Terra’, o que inclui todos os seres vivos: os seres sobrenaturais no Céu, os seres vivos na Terra e os mortos ressuscitados. Aparentemente, os que prestarão homenagem não são apenas os salvos. Todos reconhecerão o senhorio de Cristo, mesmo os perdidos.”

“A segunda ação é que todos devem confessar ‘que Jesus Cristo é Senhor’ (v. 11). No fim, todos reconhecerão a justiça de Deus em exaltar Cristo como Senhor. Dessa forma, toda a criação reconhecerá o caráter de Deus, que tem estado no centro do grande conflito, como sendo justo e fiel. Mesmo Satanás, o arqui-inimigo de Cristo, reconhecerá a justiça de Deus e se curvará à supremacia de Cristo (leia de Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 670, 671).”

Quarta-feira, 18 de dezembro de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES, veja sua versão original no site da Casa Publicadora Brasileira (CPB).

Cristo, nosso Sacerdote – Vídeo

Lições da Bíblia.

Assista em vídeo a discussão do tema da semana.

“Leia no SDA Bible Commentary [Comentário Bíblico Adventista], v. 7A, Apêndice C, p. 680-692: ‘The Atonement, Part II – High-Priestly Application of Atoning Sacrifice’ [A Expiação, Parte II – Aplicação Sumo Sacerdotal do Sacrifício Expiatório].”

"Afaste-se da voz de Satanás, deixe de fazer sua vontade, e permaneça ao lado de Jesus, mantendo os atributos de Jesus, o Possuidor de ternas e finas sensibilidades, que pode tornar Sua própria a causa dos aflitos e sofredores. O homem que muito foi perdoado, amará muito. Jesus é o Intercessor compassivo, misericordioso e fiel Sumo Sacerdote. Ele, a Majestade do Céu, o Rei da glória, pode olhar para o homem finito, sujeito às tentações de Satanás, sabendo que sentiu o poder das artimanhas de Satanás" (Ellen G. White, Christian Education [Educação Cristã], p. 160).

"A consciência pode ser libertada da condenação. Pela fé em Seu sangue, todos podem ser aperfeiçoados em Cristo Jesus. Graças a Deus por não estarmos lidando com impossibilidades. Podemos pretender santificação. Podemos fruir o favor de Deus. Não devemos estar ansiosos acerca do que Cristo e Deus pensam de nós, mas do que Deus pensa de Cristo, nosso Substituto" (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 32, 33).

Perguntas para reflexão

“1. Leia Hebreus 2:17 [‘Pelo que convinha que em tudo fosse feito semelhante a seus irmãos, para se tornar um sumo sacerdote misericordioso e fiel nas coisas concernentes a Deus, a fim de fazer propiciação pelos pecados do povo.’ Hebreus 2:17]. Por que foi necessário que Jesus Se tornasse humano e sofresse antes que Se tornasse nosso Sumo Sacerdote?”

“2. Pense nas seguintes palavras: ‘Não devemos estar ansiosos acerca do que Cristo e Deus pensam de nós, mas do que Deus pensa de Cristo, nosso Substituto.’ Como isso nos ajuda a entender o conceito de ser aperfeiçoado ‘em Cristo Jesus’?”

“3. Nosso Sumo Sacerdote, Jesus Cristo, é a certeza da nossa salvação. Ele aplica os efeitos e benefícios de Seu sacrifício e sangue. Com Ele ao nosso lado, não temos nada a temer. Como podemos tomar essas verdades maravilhosas, expressas no livro de Hebreus, e aplicá-las a nós mesmos, especialmente em momentos de tentação?”

“4. O livro de Hebreus diz claramente que o sacrifício de Jesus, de ‘uma vez por todas’ (Hb 9:26), foi tudo o que era necessário para resolver o problema do pecado. O que isso deve nos dizer sobre qualquer prática religiosa que pretenda repetir esse sacrifício tendo em vista o perdão dos pecados?”

Sexta-feira, 22 de novembro de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES publicado simultaneamente no Blogspot e WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

O único sacrifício

Lições da Bíblia.

“Como vimos, um propósito essencial do ritual do santuário terrestre era revelar, por meio de símbolos, tipos, e profecias em miniatura, a morte e ministério sumo sacerdotal de Jesus. O pecado é algo terrível demais para ser resolvido meramente com a morte de animais (por mais tristes e infelizes que essas mortes tenham sido). Em vez disso, todo aquele sangue derramado devia apontar para a única solução para o pecado, a morte do próprio Jesus. O pecado é, na verdade, tão perverso que foi necessária a morte dAquele que era igual a Deus (Fp 2:6), a fim de expiar o pecado.”

“5. Leia Hebreus 10:1-14. Como essa passagem contrasta a função e obra do ritual do santuário terrestre com a morte e ministério sumo sacerdotal de Jesus?” “Ora, visto que a lei tem sombra dos bens vindouros, não a imagem real das coisas, nunca jamais pode tornar perfeitos os ofertantes, com os mesmos sacrifícios que, ano após ano, perpetuamente, eles oferecem. Doutra sorte, não teriam cessado de ser oferecidos, porquanto os que prestam culto, tendo sido purificados uma vez por todas, não mais teriam consciência de pecados? Entretanto, nesses sacrifícios faz-se recordação de pecados todos os anos, porque é impossível que o sangue de touros e de bodes remova pecados. Por isso, ao entrar no mundo, diz: Sacrifício e oferta não quiseste; antes, um corpo me formaste; não te deleitaste com holocaustos e ofertas pelo pecado. Então, eu disse: Eis aqui estou (no rolo do livro está escrito a meu respeito), para fazer, ó Deus, a tua vontade. Depois de dizer, como acima: Sacrifícios e ofertas não quiseste, nem holocaustos e oblações pelo pecado, nem com isto te deleitaste (coisas que se oferecem segundo a lei), então, acrescentou: Eis aqui estou para fazer, ó Deus, a tua vontade. Remove o primeiro para estabelecer o segundo. Nessa vontade é que temos sido santificados, mediante a oferta do corpo de Jesus Cristo, uma vez por todas. Ora, todo sacerdote se apresenta, dia após dia, a exercer o serviço sagrado e a oferecer muitas vezes os mesmos sacrifícios, que nunca jamais podem remover pecados; Jesus, porém, tendo oferecido, para sempre, um único sacrifício pelos pecados, assentou-se à destra de Deus, aguardando, daí em diante, até que os seus inimigos sejam postos por estrado dos seus pés. Porque, com uma única oferta, aperfeiçoou para sempre quantos estão sendo santificados. (Hebreus 10:1-14 RA). “Ao contrário da ineficácia do sangue de touros e bodes, unicamente a morte de Cristo poderia ser o sacrifício perfeito para expiar os pecados de toda a humanidade.”

“Muitas verdades cruciais ressoam desse texto. Umas das mais importantes é que a morte de todos aqueles animais não foi suficiente para resolver o problema do pecado: ‘É impossível que o sangue de touros e de bodes remova pecados’ (Hb 10:4). Eles apenas apontavam para a solução, mas não eram a solução. A solução era Jesus, Sua morte e Seu ministério no santuário celestial em nosso favor.”

“Observe outro ponto crucial nesse texto: a suficiência total da morte de Cristo. Embora os sacrifícios de animais tivessem que ser repetidos muitas vezes, dia após dia, ano após ano, o sacrifício único de Jesus foi suficiente (afinal, considere quem foi sacrificado!) para expiar os pecados de toda a humanidade. Deus revelou poderosamente essa verdade fundamental quando o véu interior do santuário terrestre foi rasgado de modo sobrenatural, após a morte de Jesus (Mt 27:51).”

“Considere os danos, a dor, a perda, o medo e o desespero causados pelo pecado. Como podemos aprender no dia a dia, momento a momento, a nos apegarmos a Jesus como única solução para o problema do pecado em nossa vida?”

Quinta-feira, 21 de novembro de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES publicado simultaneamente no Blogspot e WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Nosso Sumo Sacerdote

Lições da Bíblia.

“O livro do Novo Testamento que mais fala a respeito de Cristo como sacerdote é o de Hebreus. A espinha dorsal de Hebreus no Antigo Testamento consiste em dois versos citados do Salmo 110. O verso 1 é citado para confirmar que Cristo é exaltado acima de tudo, porque Ele sentou-Se à direita de Deus. Esse é um tema recorrente em Hebreus, que enfatiza a divindade e messianidade de Jesus (Hb 1:3; 4:14; 7:26; 8:1; 12:2). O verso 4 do Salmo 110 é usado para demonstrar que o sacerdócio de Cristo foi prefigurado por Melquisedeque (‘como também em outro lugar diz: Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque.’ Hebreus 5:6).”

“1. De que forma Cristo cumpre o sacerdócio divinamente prometido, segundo a ordem de Melquisedeque? Compare Gn 14:18-20, Sl 110:4 e Hb 7:1-3” ”Ora, Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho; pois era sacerdote do Deus Altíssimo; e abençoou a Abrão, dizendo: bendito seja Abrão pelo Deus Altíssimo, o Criador dos céus e da terra! E bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus inimigos nas tuas mãos! E Abrão deu-lhe o dízimo de tudo.” (Gênesis 14:18-20); “O SENHOR jurou e não se arrependerá: Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque.” (Salmos 110:4 RA); “Porque este Melquisedeque, rei de Salém, sacerdote do Deus Altíssimo, que saiu ao encontro de Abraão, quando voltava da matança dos reis, e o abençoou, para o qual também Abraão separou o dízimo de tudo (primeiramente se interpreta rei de justiça, depois também é rei de Salém, ou seja, rei de paz; sem pai, sem mãe, sem genealogia; que não teve princípio de dias, nem fim de existência, entretanto, feito semelhante ao Filho de Deus), permanece sacerdote perpetuamente. (Hebreus 7:1-3 RA). ”Assim como Melquisedeque, Jesus Cristo não teve princípio nem fim; é Rei da paz e justiça; Seu sacerdócio foi pleno e perfeito, superior ao sacerdócio levítico. Ele não pecou, morreu pelos pecados, e intercede junto ao Pai com base em Sua justiça e graça.”

“A Bíblia não apresenta muita informação sobre Melquisedeque. No entanto, o que ela revela mostra notáveis semelhanças com relação a Jesus. Melquisedeque é o rei da cidade de Salém (Salém significa ‘paz’. Então ele é o ‘Rei da Paz’). Seu nome significa ‘Rei da Justiça’, o que fala de seu caráter. Ele é separado da História, uma vez que sua linhagem familiar não é dada; seu nascimento e morte não são mencionados, por isso, parece que ele não teve início nem fim; ele é ‘sacerdote do Deus Altíssimo’. O sacerdócio de Melquisedeque é superior ao sacerdócio levítico, porque por meio de Abraão, Levi deu o dízimo a Melquisedeque (Hb 7:4-10). Melquisedeque, portanto, é um tipo de Cristo.”

“Porém, Cristo é ainda mais. Arão foi o primeiro sumo sacerdote em Israel. Hebreus 5:1-4 descreve o ofício sumo sacerdotal aarônico idealizado: nomeação divina, representante dos homens, mediação diante de Deus, compassivo e oferecimento de sacrifícios pelo povo e por si mesmo.”

“O livro de Hebreus retrata Cristo como o novo Sumo Sacerdote. Ele é de uma ordem melhor até mesmo que a de Arão; Ele não apenas cumpriu os requisitos do sacerdócio aarônico, mas os ampliou. Jesus não tinha pecado, foi plenamente obediente e não precisou trazer uma oferta por Si mesmo. Ao contrário, Ele mesmo foi a oferta, tendo sido a mais perfeita oferta possível.”

“Jesus cumpriu tanto o sumo sacerdócio aarônico quanto o sumo sacerdócio de Melquisedeque, de maneira melhor que qualquer um desses sacerdotes, ou sacerdócios, fez ou poderia fazer. Ambos os tipos encontraram seu antítipo em Cristo.”

Domingo, 17 de novembro de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES publicado simultaneamente no Blogspot e WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Cristo, nosso Sacerdote

Lições da Bíblia.

"Ora, o essencial das coisas que temos dito é que possuímos tal Sumo Sacerdote, que Se assentou à destra do trono da Majestade nos Céus, como ministro do santuário e do verdadeiro tabernáculo que o Senhor erigiu, não o homem" (Hb 8:1, 2).

“Depois de Sua ressurreição e ascensão ao santuário celestial, Cristo entrou em uma nova fase do plano da redenção (‘Pelo que convinha que em tudo fosse feito semelhante a seus irmãos, para se tornar um sumo sacerdote misericordioso e fiel nas coisas concernentes a Deus, a fim de fazer propiciação pelos pecados do povo.’ Hebreus 2:17). Com o cumprimento do indispensável requisito de Seu sacrifício, Ele foi empossado como sacerdote e começou Seu ministério sacerdotal intercedendo, com base em Seu sacrifício perfeito, em favor das pessoas cobertas por Seu sangue, mediante a fé. Seu ministério sacerdotal consiste em duas fases, ambas prefiguradas no santuário terrestre por meio do ministério diário e do ministério anual durante o Dia da Expiação.”

“Nesta semana, estudaremos a obra de Jesus durante Seu ministério diário e veremos alguns desdobramentos práticos de Sua obra em relação a nós. Podemos, de fato, encontrar grande conforto em saber que Jesus agora está na presença de Deus, aplicando em nosso favor os méritos de Seu sacrifício. A mensagem do santuário oferece esperança e encorajamento até mesmo ao mais fraco de Seus seguidores.”

Sábado, 16 de novembro de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES publicado simultaneamente no Blogspot e WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Cristo, nosso sacrifício – Vídeo

Lições da Bíblia.

Assista em vídeo a discussão do tema da semana.

“Leia em SDA Bible Commentary [Comentário Bíblico Adventista], v. 7A, Apêndice C, p. 661-680: "The Atonement, Part I – Atoning Sacrifice" [A Expiação, Parte I – Sacrifício Expiatório].”

“O que Martinho Lutero frequentemente chamava de ‘troca maravilhosa’ ou ‘troca feliz’ da justiça de Cristo pelo pecado humano, Ellen G. White descreveu na seguinte declaração clássica: ’Cristo foi tratado como nós merecíamos, para que pudéssemos receber o tratamento a que Ele tinha direito. Foi condenado pelos nossos pecados, nos quais não tinha participação, para que fôssemos justificados por Sua justiça, na qual não tínhamos parte. Sofreu a morte que nos cabia, para que recebêssemos a vida que a Ele pertencia. ‘Pelas Suas pisaduras fomos sarados’" (Is 53:5; O Desejado de Todas as Nações, p. 25).

"Nada menos que a morte de Cristo podia tornar eficaz Seu amor por nós. É unicamente por causa de Sua morte, que podemos esperar com alegria Sua segunda vinda. Seu sacrifício é o centro de nossa esperança. Nele nos cumpre fixar nossa fé" (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 660).

Perguntas para reflexão

“1. Alguns não gostam da ideia de Jesus como nosso sacrifício. Pensam que isso faz com que Deus pareça sanguinário ou vingativo, como os deuses pagãos (Alguns argumentam que a linguagem bíblica do sangue e sacrifício é simplesmente um reflexo desses conceitos pagãos). O que está errado com essa percepção? Como os conceitos de morte, sacrifício e sangue nos mostram a gravidade e as consequências do pecado? A compreensão do custo do pecado nos ajuda a buscar o poder de Deus a fim de afastar o pecado de nossa vida?”

“2. Ao pensar na morte substitutiva de Cristo, e o que Ele realizou por nós mediante essa morte, somos protegidos da armadilha da salvação pelas obras. O que nossas obras acrescentam ao que Cristo fez por nós ao morrer em nosso lugar?”

“3. Ellen G. White disse que seria bom passarmos uma hora a cada dia refletindo sobre a vida de Jesus, especialmente as cenas finais. Como tal exercício fortalece nosso relacionamento com Cristo, aumentando nossa apreciação pelo que Ele fez?”

Sexta-feira, 15 de novembro de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES publicado simultaneamente no Blogspot e WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Jesus em Isaías 53

Lições da Bíblia.

“1. Leia Isaías 53:2-12. O que esses versos ensinam sobre o que Cristo fez por nós?” “Porque foi subindo como renovo perante ele e como raiz de uma terra seca; não tinha aparência nem formosura; olhamo-lo, mas nenhuma beleza havia que nos agradasse. Era desprezado e o mais rejeitado entre os homens; homem de dores e que sabe o que é padecer; e, como um de quem os homens escondem o rosto, era desprezado, e dele não fizemos caso. Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho, mas o SENHOR fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos. Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; como cordeiro foi levado ao matadouro; e, como ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca. Por juízo opressor foi arrebatado, e de sua linhagem, quem dela cogitou? Porquanto foi cortado da terra dos viventes; por causa da transgressão do meu povo, foi ele ferido. Designaram-lhe a sepultura com os perversos, mas com o rico esteve na sua morte, posto que nunca fez injustiça, nem dolo algum se achou em sua boca. Todavia, ao SENHOR agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando der ele a sua alma como oferta pelo pecado, verá a sua posteridade e prolongará os seus dias; e a vontade do SENHOR prosperará nas suas mãos. Ele verá o fruto do penoso trabalho de sua alma e ficará satisfeito; o meu Servo, o Justo, com o seu conhecimento, justificará a muitos, porque as iniquidades deles levará sobre si. Por isso, eu lhe darei muitos como a sua parte, e com os poderosos repartirá ele o despojo, porquanto derramou a sua alma na morte; foi contado com os transgressores; contudo, levou sobre si o pecado de muitos e pelos transgressores intercedeu.” (Isaías 53:2-12 RA). ”Cristo foi rejeitado, humilhado e ferido. Assumiu nosso pecado, morreu em nosso lugar. Mediante nossa aceitação de tudo que Ele fez por nós, somos justificados.”

“Isaías 52:13–53:12 é uma poderosa descrição da morte de Cristo pelos pecados do mundo. Vários aspectos nessa passagem proveem inequívoca evidência de que a morte de Jesus é a expiação na forma de substituição penal, o que significa que Ele assumiu a punição que outros mereciam e, de fato, morreu como Substituto deles. Aqui estão algumas das implicações dessa passagem para o ministério de Jesus por nós:”

“1. Jesus sofreu pelos outros. ‘Ele tomou sobre Si as nossas enfermidades’, dores (v. 4), transgressões, iniquidades (v. 5, 6, 8, 11) e o pecado (v. 12).”

“2. Ele traz grandes benefícios àqueles por quem Ele sofreu: paz e cura (v. 5); justificação (v. 11).”

“3. Foi a vontade de Deus que Jesus sofresse e fosse moído (v. 10). Deus colocou nossa iniquidade sobre Ele (v. 6), porque era plano de Deus que Ele morresse em nosso lugar.”

“4. Jesus é justo (v. 11), nunca praticou violência nem engano (v. 9).”

“5. Ele foi uma oferta pela culpa, um sacrifício expiatório pelo pecado (v. 10).”

“2. Leia Lucas 22:37; Atos 8:32-35 e 1 Pedro 2:21-25. Como esses autores do Novo Testamento interpretam Isaías 53?” “Pois vos digo que importa que se cumpra em mim o que está escrito: Ele foi contado com os malfeitores. Porque o que a mim se refere está sendo cumprido.” (Lucas 22:37 RA); “Ora, a passagem da Escritura que estava lendo era esta: Foi levado como ovelha ao matadouro; e, como um cordeiro mudo perante o seu tosquiador, assim ele não abriu a boca. Na sua humilhação, lhe negaram justiça; quem lhe poderá descrever a geração? Porque da terra a sua vida é tirada. Então, o eunuco disse a Filipe: Peço-te que me expliques a quem se refere o profeta. Fala de si mesmo ou de algum outro? Então, Filipe explicou; e, começando por esta passagem da Escritura, anunciou-lhe a Jesus.” (Atos 8:32-35 RA); “Porquanto para isto mesmo fostes chamados, pois que também Cristo sofreu em vosso lugar, deixando-vos exemplo para seguirdes os seus passos, o qual não cometeu pecado, nem dolo algum se achou em sua boca; pois ele, quando ultrajado, não revidava com ultraje; quando maltratado, não fazia ameaças, mas entregava-se àquele que julga retamente, carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça; por suas chagas, fostes sarados. Porque estáveis desgarrados como ovelhas; agora, porém, vos convertestes ao Pastor e Bispo da vossa alma.” (1 Pedro 2:21-25 RA). “Lucas e Pedro, assim como o próprio Jesus Cristo, identificam o Servo sofredor de Isaías 53 como sendo o Filho de Deus.”

“As alusões do Novo Testamento a Isaías 53 demonstram que Jesus Cristo cumpriu essa profecia. Ele Mesmo Se identificou com a Pessoa representada ali (Lc 22:37). Cristo tomou sobre Si os nossos pecados para que pudéssemos ser perdoados e transformados.”

“Pense no que Cristo fez por você, de acordo com Isaías 53. Não importa o que tenha feito, a certeza encontrada nessa profecia é para você. Basta se entregar ao Senhor com fé e submissão. Que tal fazer isso agora?”

Domingo, 10 de novembro de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES publicado simultaneamente no Blogspot e WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Cristo, nosso sacrifício

Lições da Bíblia.

"Carregando Ele mesmo em Seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça; por Suas chagas, fostes sarados" (1Pe 2:24).

“O padre católico Maximiliano Kolbe foi preso em Auschwitz por oferecer abrigo a refugiados da Grande Polônia, incluindo 2.000 judeus. Quando desapareceu um prisioneiro em seu quartel (talvez ele tenha fugido), em represália a SS (organização paramilitar nazista) escolheu dez prisioneiros para que morressem de fome. Um dos homens selecionados gritou: ‘Oh, minha pobre mulher, meus pobres filhos! Eu nunca os verei novamente!’ Nesse momento Kolbe se ofereceu para assumir o lugar do homem. Ele pediu para ser um dos que morreriam de fome, e não o angustiado homem de família. Surpreso, o oficial da SS concordou e Kolbe se uniu aos condenados, enquanto o outro homem sobreviveu (pelo menos até aquele momento).”

“Embora comovente, o sacrifício de Kolbe é apenas uma sombra dAquele que tomou voluntariamente nosso lugar, um ato simbolizado no ritual do santuário. O Novo Testamento identifica Jesus com os dois principais aspectos do sistema sacrificial do Antigo Testamento: Ele é o nosso sacrifício (Hb 9; 10) e Ele é o nosso Sumo Sacerdote (Hb 5–10).”

“Nesta semana, estudaremos diferentes aspectos do grande sacrifício de Cristo e veremos o que Jesus proveu para nós por meio de Sua morte ocorrida ‘uma vez para sempre’ (Hb 9:28).”

Sábado, 09 de novembro de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES publicado simultaneamente no Blogspot e WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF