As roupas do pai

Lições da Bíblia.

“Ellen G. White, em Parábolas de Jesus, páginas 203, 204, acrescenta à história um detalhe interessante, que não é encontrado no próprio texto. Descrevendo a cena do pai se aproximando do filho enquanto ele humildemente voltava para casa, ela escreveu: ‘O pai não permitiu que olhos desdenhosos zombassem da miséria e vestes esfarrapadas do filho. Tomou de seus próprios ombros o manto amplo e valioso, e envolveu o corpo combalido do filho. O jovem soluçou seu arrependimento, dizendo: ‘Pai, pequei contra o Céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho’ (Lc 15:21). O pai tomou-o consigo e o levou para casa. Não lhe foi dada a oportunidade de pedir a posição do trabalhador. Era um filho que devia ser honrado com o melhor que a casa podia oferecer, e ser servido e respeitado pelos criados e criadas.”

“Mas o pai disse aos seus servos: ‘Depressa! Tragam a melhor roupa e vistam nele. Coloquem um anel em seu dedo e calçados em seus pés. Tragam o novilho gordo e matem-no. Vamos fazer uma festa e comemorar. Pois este meu filho estava morto e voltou à vida; estava perdido e foi achado’. E começaram a festejar” (Lc 15:22-24, NVI).

Essa referência nos dá um vislumbre sobre o caráter amoroso e misericordioso de Deus, Ele é representado como o Pai que troca nossas vestes esfarrapadas por Seu traje novo e que recebeu o filho não na posição de empregado, mas de filho amado.

“O desejo do pai era cobrir imediatamente a vergonha dos erros do filho. Que mensagem para nós, sobre esquecer o passado, e não ficar pensando nos erros cometidos, tanto os nossos quanto os dos outros! Alguns dos piores pecados não são conhecidos agora, mas um dia serão (‘Portanto, nada julgueis antes do tempo, até que venha o Senhor, o qual não somente trará à plena luz as coisas ocultas das trevas, mas também manifestará os desígnios dos corações; e, então, cada um receberá o seu louvor da parte de Deus.’ 1 Cor. 4:5). Como Paulo, precisamos esquecer o passado e avançar para o que está diante de nós (‘Irmãos, quanto a mim, não julgo havê-lo alcançado; mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.’ Filip. 3:13-14).”

O sentido das palavras do pai, ao dizer que seu filho estava morto e reviveu demostra que o pai não tinha esperança de rever o filho. Era como se estivesse morto. Sem Cristo, estamos espiritualmente mortos. “porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado. E começaram a regozijar-se.” (Luc. 15:24).

“No fim, não há meio-termo nas questões definitivas da salvação. Quando tudo finalmente acabar (‘E aquele que está assentado no trono disse: Eis que faço novas todas as coisas. E acrescentou: Escreve, porque estas palavras são fiéis e verdadeiras.’ Apoc. 21:5), e o grande conflito terminar, cada ser humano receberá vida eterna ou morte. Não há outra opção.”

“Certamente precisamos pensar em nossas escolhas diárias, tanto boas quanto más, como fez o filho pródigo.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – quinta-feira 02 de junho de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

A melhor roupa

Lições da Bíblia.

“Como vimos, o próprio filho teve que tomar a decisão de retornar. Não houve coação da parte do pai. Deus não força ninguém a obedecer. Se Ele não forçou Satanás a obedecer no Céu, nem Adão e Eva a obedecer no Éden, por que o faria então, muito tempo depois que as consequências da desobediência causaram estragos sobre a humanidade?” “Porque, como, pela desobediência de um só homem, muitos se tornaram pecadores, assim também, por meio da obediência de um só, muitos se tornarão justos. Sobreveio a lei para que avultasse a ofensa; mas onde abundou o pecado, superabundou a graça, a fim de que, como o pecado reinou pela morte, assim também reinasse a graça pela justiça para a vida eterna, mediante Jesus Cristo, nosso Senhor.” (Rom. 5:18-21).

Diante da confissão do filho a reação do pai foi de perdão e reconciliação total não requerendo do filho nenhuma penitência, obras ou ações de restituição. “E, levantando-se, foi para seu pai. Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou, e, compadecido dele, correndo, o abraçou, e beijou. E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho. O pai, porém, disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa, vesti-o, ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés; trazei também e matai o novilho cevado. Comamos e regozijemo-nos, porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado. E começaram a regozijar-se.” (Luc. 15:20-24). “Há esperança para o teu futuro, diz o SENHOR, porque teus filhos voltarão para os seus territórios. Bem ouvi que Efraim se queixava, dizendo: Castigaste-me, e fui castigado como novilho ainda não domado; converte-me, e serei convertido, porque tu és o SENHOR, meu Deus. Na verdade, depois que me converti, arrependi-me; depois que fui instruído, bati no peito; fiquei envergonhado, confuso, porque levei o opróbrio da minha mocidade. Não é Efraim meu precioso filho, filho das minhas delícias? Pois tantas vezes quantas falo contra ele, tantas vezes ternamente me lembro dele; comove-se por ele o meu coração, deveras me compadecerei dele, diz o SENHOR.” (Jer. 31:17-20).

“O filho confessou ao pai, mas, lendo o texto, você pode ter a impressão de que o pai quase não ouviu. Perceba a ordem: o pai correu ao encontro do filho, lançou-se sobre ele e o beijou. Claro, a confissão foi bonita, e provavelmente fez mais bem ao filho do que ao pai, mas naquele momento as ações do filho falavam mais alto que suas palavras. O pai, também, ordenou aos empregados que trouxessem “a melhor roupa” e a colocassem sobre o filho. A palavra grega traduzida como ‘melhor’, nesse texto, vem de protos, que significa muitas vezes ‘primeiro’ ou ‘principal’. O pai estava lhe dando o melhor que tinha para oferecer.”

“Pense também no contexto: o filho tinha vivido na pobreza não se sabe por quanto tempo. Provavelmente ele não tenha ido para casa vestido com as melhores roupas (para não dizer outra coisa!). Afinal, ele havia alimentado porcos até então. O contraste, sem dúvida, entre o que ele estava usando quando foi abraçado pelo pai (note, também, que o pai não esperou até que ele estivesse limpo para abraçá-lo) e o manto que foi colocado sobre ele não poderia ter sido mais completo. O que isso mostra, entre outras coisas, é que a restauração, pelo menos entre o pai e o filho, naquele momento foi completa. Se vermos “a melhor roupa” como o manto da justiça de Cristo, então tudo que era necessário foi provido naquele momento e naquele local. O filho pródigo se arrependeu, confessou, e se converteu de seus caminhos. O pai supriu o restante. Se isso não é um símbolo da salvação, o que seria?”

“O que é fascinante ali, também, é que da parte do pai, não houve censura do tipo ‘eu avisei’. Não havia necessidade disso, não é mesmo? O pecado recebe seu próprio salário. Ao lidar com pessoas que voltam ao Senhor, depois de terem se afastado, como podemos aprender a não lançar seus pecados diante deles?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – terça-feira 31 de maio de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Abrindo as asas

Lições da Bíblia.

“Imagine o pai, observando seu corajoso filho colocar as coisas na mochila, preparando-se para deixar o lar. Talvez ele tenha perguntado ao filho aonde ele iria, em que trabalharia, quais eram seus sonhos para o futuro. Não sabemos quais foram as respostas do filho. É possível que não tenham sido animadoras, pelo menos para o pai. O filho, entretanto, muito provavelmente estivesse pronto para os bons tempos à frente.”

“Afinal, por que não? Ele era jovem, aventureiro, tinha dinheiro para gastar e um mundo para conhecer. A vida na fazenda da família aparentemente lhe era enfadonha e desagradável, em contraste com todas as possibilidades que o mundo lhe apresentava.”

O filho pródigo estava realmente arrependido, e não somente infeliz por causa das consequências de suas más ações. “Passados não muitos dias, o filho mais moço, ajuntando tudo o que era seu, partiu para uma terra distante e lá dissipou todos os seus bens, vivendo dissolutamente. Depois de ter consumido tudo, sobreveio àquele país uma grande fome, e ele começou a passar necessidade. Então, ele foi e se agregou a um dos cidadãos daquela terra, e este o mandou para os seus campos a guardar porcos. Ali, desejava ele fartar-se das alfarrobas que os porcos comiam; mas ninguém lhe dava nada. Então, caindo em si, disse: Quantos trabalhadores de meu pai têm pão com fartura, e eu aqui morro de fome! Levantar-me-ei, e irei ter com o meu pai, e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus trabalhadores.” (Luc. 15:13-19).

“É difícil saber como essa história terminaria se as coisas tivessem dado certo para o filho pródigo. Suponha que ele encontrasse formas de ganhar dinheiro e de fazer com que os bons tempos continuassem? Não é provável, pelo menos tendo em vista o texto, que ele voltasse ‘ajoelhado’, não é mesmo? Quantos, entre nós, às vezes, têm ficado realmente tristes, não tanto por causa dos pecados, mas pelas consequências, principalmente quando somos descobertos? Mesmo o pagão mais insensível se arrependerá do adultério se, em resultado, ele pegar herpes, gonorreia, ou alguma outra doença sexualmente transmissível. Não há nada de cristão na tristeza pela dor que vem de nossas escolhas erradas, não é mesmo?”

“O que dizer, então, sobre esse rapaz? Não há dúvida de que a situação terrível em que ele se encontrava tenha causado uma atitude diferente, que poderia não ter ocorrido sob outras circunstâncias. Mas, os pensamentos de seu coração, como revelados nos textos, demonstram um sentimento de verdadeira humildade e a compreensão de que ele havia pecado contra seu pai e contra Deus. O discurso que ele preparou em seu coração parecia mostrar a sinceridade de seu arrependimento.”

“Às vezes é preciso que más consequências de nossas ações nos despertem para a realidade de nossos pecados, não é? Ou seja, somente depois que nossas ações resultam em sofrimento é que verdadeiramente nos arrependemos dessas ações, e não apenas dos resultados. O que dizer de você e das situações que está enfrentando? Por que não decidir evitar o pecado e poupar a si mesmo de todo sofrimento e do arrependimento que (se espera) resultarão?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – segunda-feira 30 de maio de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

As roupas novas do pródigo

Lições da Bíblia.

“Entretanto, era preciso que nos regozijássemos e nos alegrássemos, porque esse teu irmão estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado” (Lc 15:32).

“A parábola do filho pródigo ilustra a compreensão da atitude misericordiosa de Deus para com Seus filhos perdidos. Deus não apenas aceita ansiosamente de volta para Si os pecadores arrependidos, mas também os aguarda, vai ao seu encontro enquanto eles ainda estão longe de casa e os ‘veste’ com Seu perdão e amor.”

“W. Somerset Maugham escreveu um conto chamado ‘Chuva’, sobre um missionário nos Mares do Sul que ‘converteu’ uma prostituta ao evangelho. Lançou-se de coração e mente na busca de conquistá-la, embora às vezes seus métodos parecessem rudes e insensíveis. Na verdade, ele insistiu para que ela voltasse para os Estados Unidos (de onde ela estava fugindo), a fim de terminar a pena de prisão. Apesar de todos os seus apelos desesperados para que fosse poupada da tortura, degradação e humilhação que ali a aguardavam, o missionário insistia em que cumprir seu tempo na prisão era parte do processo de arrependimento pelo qual ela precisava passar. Por isso ela devia voltar.”

“A história terminou, porém, inesperadamente. O missionário se matou, e seu corpo mutilado, que havia sido impelido pelas águas, foi encontrado na praia.”

“O que havia acontecido? Aparentemente, ao passar tanto tempo com a prostituta, ele caiu em pecado com ela e, incapaz de perdoar a si mesmo, suicidou-se.”

“O que os personagens necessitavam era o que todos nós, como pecadores, necessitamos: uma experiência pessoal da graça e da certeza que Jesus revelou na parábola do filho pródigo.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – sábado 28 de maio de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

O Pecado e Arrependimento de Davi

Lições da Bíblia.

O Pecado e Arrependimento de Davi

A censura do profeta tocou o coração de Davi; despertou-lhe a consciência; seu crime apareceu em toda a sua enormidade. Sua alma curvou-se arrependida diante de Deus. Com lábios trêmulos ele disse: ‘Pequei contra o Senhor.’ Todo o mal, feito a outrem, reflete do ofendido para Deus. Davi cometera um grave pecado, tanto para com Urias como para Bate-Seba, e intensamente o sentia. Mas infinitamente maior era seu pecado contra Deus.

Muitíssimas pessoas, lendo a história da queda de Davi, têm perguntado: ‘Por que se faz público tal registro? Por que achou Deus conveniente patentear ao mundo este negro episódio da vida de quem fora tão grandemente honrado pelo Céu?’ O profeta, em sua reprovação a Davi, declarou com relação ao seu pecado: ‘Com este feito deste lugar sobremaneira a que os inimigos do Senhor blasfemem.’ II Sam. 12:14. Através de gerações sucessivas, os incrédulos têm apontado para o caráter de Davi, que traz esta negra mancha, e exclamado com triunfo e escárnio: ‘Este é o homem segundo o coração de Deus!’ Atos 13:22. Assim foi trazido opróbrio à religião, Deus e Sua Palavra foram blasfemados, almas se endureceram na incredulidade, e muitos, sob um manto de piedade, se tornaram audazes no pecado.

Mas a história de Davi não fornece defesa ao pecado. Era quando ele andava no conselho de Deus que era chamado homem segundo o coração de Deus. Pecando, isto cessou de ser verdade com relação a ele, até que pelo arrependimento voltasse ao Senhor. A Palavra de Deus compreensivelmente declara: ‘Esta coisa que Davi fez pareceu mal aos olhos do Senhor.’ II Sam. 11:27. E o Senhor disse a Davi pelo profeta: ‘Por que, pois, desprezaste a Palavra do Senhor, fazendo o mal diante de Seus olhos ? … Agora, pois, não se apartará a espada jamais da tua casa, porquanto Me desprezaste.’ II Sam. 12:9 e 10. Embora Davi se arrependesse de seu pecado, e fosse perdoado e aceito pelo Senhor, colheu os resultados da semente que ele próprio semeara. Os juízos sobre ele e sua casa testificam da aversão de Deus ao pecado.

Até ali a providência de Deus tinha preservado a Davi contra todas as conspirações de seus inimigos, e fora diretamente exercida para restringir a Saul. A transgressão de Davi mudou, porém, sua relação para com Deus. O Senhor de nenhuma maneira podia sancionar a iniquidade. Ele não podia exercer Seu poder para proteger a Davi dos resultados de seu pecado, como o protegera da inimizade de Saul.

Houve uma grande mudança no próprio Davi. Ele ficou quebrantado em espírito pela consciência de seu pecado, e de seus resultados, que teriam grande alcance. Sentiu-se humilhado aos olhos de seus súditos. Sua influência se enfraqueceu. Até ali sua prosperidade fora atribuída à sua conscienciosa obediência aos mandamentos do Senhor. Mas agora seus súditos, tendo conhecimento de seu pecado, seriam levados a pecar mais livremente. Sua autoridade em sua própria casa, o direito ao respeito e à obediência de seus filhos, enfraqueceram. Uma intuição de sua culpa conservava-o silencioso quando ele teria condenado o pecado; tornava fraco o seu braço para executar justiça em sua casa. Seu mau exemplo exerceu influência sobre seus filhos, e Deus não interviria para impedir o resultado. Ele permitiria que as coisas tomassem seu curso natural, e assim Davi foi severamente castigado. (Ellen G. White, Patriarcas e profetas, p. 722-723, grifo nosso).

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – sexta-feira 13 de maio de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Mais alvo que a neve

Lições da Bíblia.

“Os Salmos 51 e 32 são salmos de penitência, escritos depois que Davi confessou seu pecado. Assim como o Salmo 32 faz alusão a vestimentas, para ilustrar o conceito da cobertura de Deus para o pecado, o Salmo 51 também menciona a figura das vestes como cobertura para o pecado. Mas no Salmo 51 a ênfase está nos agentes de lavagem e branqueamento usados para limpar as vestes, e em seu significado espiritual. Em outras palavras, nesse salmo, Davi metaforicamente lavou sua roupa suja’”.

No salmo 51:2, Davi pediu que Deus o lavasse completamente. Essa lavagem implica uma purificação assim como Hissopo e água purifica e traz saúde, ou seja, o Espírito Santo torna o coração arrependido mais alvo que a neve. “Lava-me completamente da minha iniquidade e purifica-me do meu pecado.” (Sal. 51:2) “Purifica-me com hissopo, e ficarei limpo; lava-me, e ficarei mais alvo que a neve.” (Sal. 51:7).

“A palavra que Davi usou, nesse caso, para lavar, é usada em outros lugares nas Escrituras para se referir à lavagem de uma vestimenta (‘Ele amarrará o seu jumentinho à vide e o filho da sua jumenta, à videira mais excelente; lavará as suas vestes no vinho e a sua capa, em sangue de uvas.’ Gên. 49:11. ‘Disse também o SENHOR a Moisés: Vai ao povo e purifica-o hoje e amanhã. Lavem eles as suas vestes’ Êxo. 19:10). Purificar sugere a ideia de fazer expiação pelo pecado. O hissopo, uma planta cinza-esverdeada, da família da manjerona, era usado como tempero e tinha propriedades medicinais; por isso, era tanto fator de nutrição quanto de cura. O hissopo, como Davi sabia muito bem, tinha uma longa história em Israel. Ela foi usada no primeiro ritual da Páscoa (Êx 12:22), era usada no dia da purificação de um leproso ou uma casa (Lv 14:6, 49), e na oferta da novilha vermelha para a purificação de homens e de objetos impuros por causa do contato com mortos. Moisés usou hissopo na ratificação da aliança (Hb 9:19, 20).”

“Todos esses usos significam que o hissopo era um poderoso agente de limpeza. O uso de hissopo por Davi mostra que ele compreendia que somente o remédio com o maior poder purificador poderia limpá-lo da mancha do pecado. E esse remédio é o sangue expiatório de nosso Salvador.”

No Salmo 51:10, Davi suplica que Deus crie nele um coração puro. Isso significa arrependimento e confissão dos pecados, ser lavado das impurezas e obter perdão pelo passado e poder para o futuro. “Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova dentro de mim um espírito inabalável.” (Sal. 51:10).

“Deus não apenas purifica o coração da iniquidade; Ele cria em Seu filho perdoado um novo coração. Um coração novo é uma nova mente. Paulo nos exorta: ‘E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente’ (Rm 12:2), ‘mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo, que Ele derramou sobre nós ricamente, por meio de Jesus Cristo’ (Tt 3:5, 6).”

“A oração pelo perdão deveria sempre estar unida com a oração pela renovação do coração e vida santa. Davi desejava ser revestido de uma natureza inteiramente nova, nos aspectos mental e moral. Ele orava para ser firme na obediência e não ser privado da orientação do Espírito Santo.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – quarta-feira 11 de maio de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Feliz é aquele cujo pecado é coberto…

Lições da Bíblia.

“Bem-aventurado aquele cuja iniquidade é perdoada, cujo pecado é coberto” (Sl 32:1).

“Após seu pecado contra Urias e Bate-Seba, durante um ano Davi se recusou a confessar o pecado, até para si mesmo. Mas, como o Salmo 32 nos diz, ele sofreu severa agonia física e mental, como resultado de seu silêncio.”

No Salmo 32:3-5, Davi usa imagens poéticas e linguagem simbólica para descrever o que aconteceu a ele quando se recusou a confessar seu pecado, e como essa situação foi solucionada. “Enquanto calei os meus pecados, envelheceram os meus ossos pelos meus constantes gemidos todo o dia. Porque a tua mão pesava dia e noite sobre mim, e o meu vigor se tornou em sequidão de estio. Confessei-te o meu pecado e a minha iniquidade não mais ocultei. Disse: confessarei ao SENHOR as minhas transgressões; e tu perdoaste a iniquidade do meu pecado.” (Sal. 32:3-5).

“Com mentiras e derramamento de sangue Davi encobriu seu pecado de adultério, mas o peso da própria culpa o esmagou. Como o Salmo 32 mostra, no entanto, Davi se lançou em verdadeira humilhação e arrependimento sobre a inabalável misericórdia de Deus. Em seu clamor pelo perdão, Davi fez uma série de coisas que são instrutivas para todos os que buscam a proteção divina do perdão. (1) Davi não criou nenhuma desculpa para seu pecado. (2) Ele não tentou se justificar. (3) Não encontrou falha na lei divina, pelo fato de que ela o condenava. (4) Culpou apenas a si mesmo por seu pecado. (5) Ele realmente odiava o pecado que o separava de Deus, e se afastou dele. E Deus o cobriu.”

Davi escondeu seu pecado e o pecado o estava destruindo, no entanto ao confessá-lo Deus o cobriu. Ou seja, Cristo o perdoou e concedeu a ele a vitória; pois o perdão é para quem se arrepende e deixa o pecado. “Enquanto calei os meus pecados, envelheceram os meus ossos pelos meus constantes gemidos todo o dia. Porque a tua mão pesava dia e noite sobre mim, e o meu vigor se tornou em sequidão de estio.” (Sal. 32:3-4). “Bem-aventurado aquele cuja iniquidade é perdoada, cujo pecado é coberto. Bem-aventurado o homem a quem o SENHOR não atribui iniquidade e em cujo espírito não há dolo.” (Sal. 32:1-2).

“Deus não desculpa o pecado. Mas o pecado é coberto, significando que sua culpa não mais deve ser imputada, nem trazida contra o pecador, quando existe arrependimento. Confissão somente, sem arrependimento, é incompleta. Devemos não apenas estar tristes por causa de nosso pecado; devemos nos afastar dele no poder de Deus. Deus pode perdoar e cobrir todo pecado. Sua graça não só perdoa o pecado, mas aceita o pecador arrependido, como se ele nunca houvesse pecado! Esse é o poder de Jesus, nosso Substituto, sobre quem Deus coloca o pecado. Dessa forma, a justiça de Cristo é imputada ao pecador arrependido.”

“Você reconhece facilmente seus pecados e faltas perante Deus? Se não, afinal, você está enganando a Deus ou apenas a si mesmo? Pense nas implicações de sua resposta.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – terça-feira 10 de maio de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Natã desmascara tudo

Lições da Bíblia.

“Durante um ano, Davi escondeu seu pecado sob um véu de engano. O pecado tornou o coração de Davi como uma pedra. Mas Deus enviou Natã para quebrá-lo. Em vez de expor diretamente o pecado de Davi, desafiando a ira do rei e muito provavelmente colocando em perigo o próprio pescoço, Natã envolveu a verdade em uma parábola.”

Lendo a parábola de Natã em 2 Samuel 12:1-12 é significativa maneira como o profeta atraiu a atenção e revelou de forma indireta o culpado que se colocou no lugar da vítima, podendo o profeta ser ouvido sem hostilidade. “O SENHOR enviou Natã a Davi. Chegando Natã a Davi, disse-lhe: Havia numa cidade dois homens, um rico e outro pobre. Tinha o rico ovelhas e gado em grande número; mas o pobre não tinha coisa nenhuma, senão uma cordeirinha que comprara e criara, e que em sua casa crescera, junto com seus filhos; comia do seu bocado e do seu copo bebia; dormia nos seus braços, e a tinha como filha. Vindo um viajante ao homem rico, não quis este tomar das suas ovelhas e do gado para dar de comer ao viajante que viera a ele; mas tomou a cordeirinha do homem pobre e a preparou para o homem que lhe havia chegado. Então, o furor de Davi se acendeu sobremaneira contra aquele homem, e disse a Natã: Tão certo como vive o SENHOR, o homem que fez isso deve ser morto. E pela cordeirinha restituirá quatro vezes, porque fez tal coisa e porque não se compadeceu. Então, disse Natã a Davi: Tu és o homem. Assim diz o SENHOR, Deus de Israel: Eu te ungi rei sobre Israel e eu te livrei das mãos de Saul; dei-te a casa de teu senhor e as mulheres de teu senhor em teus braços e também te dei a casa de Israel e de Judá; e, se isto fora pouco, eu teria acrescentado tais e tais coisas. Por que, pois, desprezaste a palavra do SENHOR, fazendo o que era mal perante ele? A Urias, o heteu, feriste à espada; e a sua mulher tomaste por mulher, depois de o matar com a espada dos filhos de Amom. Agora, pois, não se apartará a espada jamais da tua casa, porquanto me desprezaste e tomaste a mulher de Urias, o heteu, para ser tua mulher. Assim diz o SENHOR: Eis que da tua própria casa suscitarei o mal sobre ti, e tomarei tuas mulheres à tua própria vista, e as darei a teu próximo, o qual se deitará com elas, em plena luz deste sol. Porque tu o fizeste em oculto, mas eu farei isto perante todo o Israel e perante o sol. Então disse Davi a Natã: Pequei contra o Senhor. Tornou Natã a Davi: Também o Senhor perdoou o teu pecado; não morreras.” (2 Sam. 12:1-13).

“A parábola de Natã contém preciosas lições para alcançar o coração endurecido pelo pecado. Em primeiro lugar, Natã não foi a Davi como um acusador; em vez disso, ele humildemente e com tato solicitou a ajuda de Davi. O coração de Davi podia estar endurecido, mas seu senso de justiça não estava completamente amortecido. Em segundo lugar, envolvendo a verdade em uma parábola, Natã abriu uma brecha nas defesas de Davi. Em terceiro lugar, o método de apresentação de Natã convidou Davi a ouvir sem se sentir condenado. O resultado? Davi condenou a si mesmo. O veredito de Natã, ‘Tu és o homem’, rasgou o véu do autoengano no qual Davi se escondia. A resposta de Davi, ‘pequei contra o Senhor’, foi atendida com as palavras ‘o Senhor te perdoou o teu pecado’ (v. 13).”

Deus removeu o pecado de Davi porque ele se arrependeu e fez confissão. “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.” (1 João 1:9).

“Ele prostrou-se abertamente diante de Deus em arrependimento, suplicando pela vida de seu filho. Como foi irônico que, um ano antes, sob a capa da escuridão, Davi, secretamente, prostrou-se em lascívia com Bate-Seba, numa noite fatal em que seu filho moribundo fora concebido. […] Davi reagiu à morte da criança de uma forma que confundiu seus conselheiros. Ele se levantou, tomou banho, e trocou de roupa. Ele, o ungido de Deus, ungiu-se mais uma vez e adorou a Deus. A queda de Davi no pecado começou e terminou com um banho. O banho final, porém, não foi uma introdução ao pecado, mas o sinal de um coração limpo.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – segunda-feira 09 de maio de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF