Arrependimento

Lições da Bíblia

“Reconhecer nossos pecados não é suficiente. Isso deve ser acompanhado de arrependimento. O significado bíblico de arrependimento inclui três aspectos: reconhecimento do próprio pecado, tristeza por haver pecado e o desejo de não mais pecar. Se algum aspecto está faltando, não há verdadeiro arrependimento. Por exemplo, Judas admitiu seu pecado, mas faltou-lhe tristeza por ter traído o Mestre (Mt 27:3, 4). Ele foi dominado pelo remorso, não pelo arrependimento. Sua confissão foi gerada por medo das consequências, não por amor a Cristo.”1

“Podemos ver a importância do arrependimento pelo fato de que João Batista e Jesus começaram seu ministério pregando: ‘Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos Céus’ (Mt 3:2; 4:17). Posteriormente, quando Jesus enviou os doze em sua primeira viagem missionária, eles saíram pregando ‘ao povo que se arrependesse’ (Mc 6:12). Depois do Pentecostes, Pedro exortou a multidão a fazer o mesmo (At 2:38; 3:19).”1

“3. Jesus usou palavras fortes para enfatizar a necessidade universal de arrependimento, a fim de alcançar a salvação. Qual mensagem Ele nos dá?”1 “1 Naquela mesma ocasião, chegando alguns, falavam a Jesus a respeito dos galileus cujo sangue Pilatos misturara com os sacrifícios que os mesmos realizavam. 2 Ele, porém, lhes disse: Pensais que esses galileus eram mais pecadores do que todos os outros galileus, por terem padecido estas coisas? 3 Não eram, eu vo-lo afirmo; se, porém, não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis. 4 Ou cuidais que aqueles dezoito sobre os quais desabou a torre de Siloé e os matou eram mais culpados que todos os outros habitantes de Jerusalém? 5 Não eram, eu vo-lo afirmo; mas, se não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis.” (Lucas 13:1-5 RA)2. Sem arrependimento não há salvação, todo aquele que não se arrepender será condenado.

“Jesus afirmou a condição pecaminosa de todas as pessoas. Por isso, Ele exortou Seus ouvintes: “Se não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis” (v. 5). Sem arrependimento, a redenção é impossível, porque a ausência de arrependimento demonstra que as pessoas não querem se submeter ao Senhor.”1

“Paulo disse: “A bondade de Deus é que te conduz ao arrependimento” (Rm 2:4). O que significa isso? Um bloco de gelo pode ser quebrado em pequenos pedaços, mas os pedaços resultantes ainda serão gelo. Esse mesmo bloco de gelo pode ser colocado perto de um aquecedor, e o gelo se tornará água. O gelo do nosso orgulho derreterá somente se ficarmos expostos ao calor da bondade e do amor de Deus. Assim, é crucial que meditemos, tanto quanto possível, em todas as evidências que recebemos do amor de Deus por nós.”1

“’Não nos arrependemos para que Deus nos ame, porém Ele nos revela Seu amor para que nos arrependamos’ (Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p. 189).”1

“Quais são as evidências do amor de Deus? O que você tem visto, experimentado e aprendido que lhe dá fortes razões para confiar na bondade divina? Por que é importante refletir sobre essas razões, especialmente em tempos difíceis?”1

Segunda-feira, 28 de julho de 2014. Saiba mais, ouça o Comentário em áudioda Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. Ensino de Jesus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 477, Jul. Ago. Set. 2014. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

“Ai de ti! Corazim! Ai de ti, Betsaida! Porque, se em Tiro e em Sidom se tivessem operado os milagres que em vós se fizeram, há muito que elas se teriam arrependido […]”. (Mateus 11:21 RA)

Lições da Bíblia.

“2. Leia Mateus 11:20-24; Lucas 4:25-30; 17:11-19; João 10:16. Qual é a mensagem fundamental desses textos? Como podemos aplicá-la à nossa vida? Que princípio neles é revelado, com o qual devemos ter muito cuidado?”1 Passou, então, Jesus a increpar as cidades nas quais ele operara numerosos milagres, pelo fato de não se terem arrependido: Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! Porque, se em Tiro e em Sidom se tivessem operado os milagres que em vós se fizeram, há muito que elas se teriam arrependido com pano de saco e cinza. E, contudo, vos digo: no Dia do Juízo, haverá menos rigor para Tiro e Sidom do que para vós outras. Tu, Cafarnaum, elevar-te-ás, porventura, até ao céu? Descerás até ao inferno; porque, se em Sodoma se tivessem operado os milagres que em ti se fizeram, teria ela permanecido até ao dia de hoje. Digo-vos, porém, que menos rigor haverá, no Dia do Juízo, para com a terra de Sodoma do que para contigo.” (Mateus 11:20-24 RA)2; “Na verdade vos digo que muitas viúvas havia em Israel no tempo de Elias, quando o céu se fechou por três anos e seis meses, reinando grande fome em toda a terra; e a nenhuma delas foi Elias enviado, senão a uma viúva de Sarepta de Sidom. Havia também muitos leprosos em Israel nos dias do profeta Eliseu, e nenhum deles foi purificado, senão Naamã, o siro. Todos na sinagoga, ouvindo estas coisas, se encheram de ira. E, levantando-se, expulsaram-no da cidade e o levaram até ao cimo do monte sobre o qual estava edificada, para, de lá, o precipitarem abaixo. Jesus, porém, passando por entre eles, retirou-se.” (Lucas 4:25-30 RA)2; “De caminho para Jerusalém, passava Jesus pelo meio de Samaria e da Galiléia. Ao entrar numa aldeia, saíram-lhe ao encontro dez leprosos, que ficaram de longe e lhe gritaram, dizendo: Jesus, Mestre, compadece-te de nós! Ao vê-los, disse-lhes Jesus: Ide e mostrai-vos aos sacerdotes. Aconteceu que, indo eles, foram purificados. Um dos dez, vendo que fora curado, voltou, dando glória a Deus em alta voz, e prostrou-se com o rosto em terra aos pés de Jesus, agradecendo-lhe; e este era samaritano. Então, Jesus lhe perguntou: Não eram dez os que foram curados? Onde estão os nove? Não houve, porventura, quem voltasse para dar glória a Deus, senão este estrangeiro? E disse-lhe: Levanta-te e vai; a tua fé te salvou.” (Lucas 17:11-19 RA)2; Ainda tenho outras ovelhas, não deste aprisco; a mim me convém conduzi-las; elas ouvirão a minha voz; então, haverá um rebanho e um pastor.” (João 10:16 RA). O povo das cidades de Israel foram hostis a mensagem da salvação rejeitando a Jesus, Este comparando as cidades estrangeiras com as israelitas, diante dos milagres que realizou, afirmou que as cidades estrangeiras teriam um juízo mais brando que as cidades israelitas. Jesus afirmou que tem muitas ovelhas fora de seu aprisco que necessitam ser conduzidas ao aprisco verdadeiro.

“Cristo queria que Seu povo despertasse para sua verdadeira vocação e propósito. Ele queria que o povo percebesse que a salvação, mesmo para a nação escolhida, não é algo inato. Ela não é transmitida através de genes ou por direito de nascimento. É algo que você precisa escolher de modo consciente, uma escolha que os não israelitas podiam fazer, e muitos fizeram.”1

Às vezes, técnicos de esportes desafiam seus atletas, comparando-os com atletas de times adversários. ‘Se vocês treinassem de maneira tão fiel, enérgica e intensa como eles fazem, vocês teriam sucesso.’ A motivação óbvia do técnico é inspirar, produzir desejo, e não diminuí-lo. Da mesma forma, Jesus queria que Seu povo compartilhasse a plenitude da salvação, como alguns povos não judeus já estavam fazendo. Sem dúvida, Suas palavras escandalizaram alguns, porque Ele pregou algo que eles não queriam ouvir, por mais que devessem ter conhecido e compreendido essas verdades. Alguns podem, de fato, ter muitas vantagens espirituais que outros não têm, mas os que têm essas vantagens devem entender que tudo que receberam é dom de Deus, para ser usado para Sua glória, e não a deles.”1

“Quais vantagens temos recebido de Deus como igreja? Por que é importante reconhecer essas vantagens e perceber, com humildade, as responsabilidades inerentes a elas?”1

Segunda-feira, 03 de março de 2014. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. Discipulado. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 475, Jan. Fev. Mar. 2013. Adulto, Professor, p. 122

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Apelo para reforma em Corinto

Lições da Bíblia.

“Na primeira carta de Paulo aos coríntios, ele manifestou grande preocupação em relação à condição espiritual deles. Muitos membros da igreja tinham se afastado do ideal de Deus. A situação era grave, incluindo imoralidade sexual que, de acordo com Paulo, não era vista nem mesmo entre os pagãos (1Co 5:1). Surgiu uma série de problemas que Paulo teve que enfrentar. Diante desse pano de fundo, não é difícil entender por que a igreja de Corinto necessitava de reavivamento e reforma.”

“2. Que conselho Paulo deu aos coríntios sobre a vida espiritual deles? Qual é a ideia principal nos textos a seguir?” “Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo.” (1 Coríntios 6:19-20 RA); “Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis. Todo atleta em tudo se domina; aqueles, para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, a incorruptível. Assim corro também eu, não sem meta; assim luto, não como desferindo golpes no ar. Mas esmurro o meu corpo e o reduzo à escravidão, para que, tendo pregado a outros, não venha eu mesmo a ser desqualificado.” (1 Coríntios 9:24-27 RA); Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor.” (1 Coríntios 13:13 RA); Irmãos, venho lembrar-vos o evangelho que vos anunciei, o qual recebestes e no qual ainda perseverais; por ele também sois salvos, se retiverdes a palavra tal como vo-la preguei, a menos que tenhais crido em vão. (1 Coríntios 15:1-2 RA) Porque todas as coisas sujeitou debaixo dos pés. E, quando diz que todas as coisas lhe estão sujeitas, certamente, exclui aquele que tudo lhe subordinou. Quando, porém, todas as coisas lhe estiverem sujeitas, então, o próprio Filho também se sujeitará àquele que todas as coisas lhe sujeitou, para que Deus seja tudo em todos.” (1 Coríntios 15:27-28 RA). ”Deviam glorificar a Deus no corpo, que é o templo do Espírito Santo; ter domínio próprio em tudo; submeter corpo e mente à disciplina espiritual; perseverar na fé, esperança e amor até a volta de Cristo.”

“O apóstolo Paulo exortou-os a continuar firmes na fé e fazer da glória de Deus o principal objetivo de sua vida. Ele tranquilizou os coríntios quanto ao seu amor e assegurou-lhes que o poder de Deus era maior do que qualquer tentação que eles enfrentassem (1Co 10:13).”

“3. Como a igreja de Corinto respondeu ao conselho de Paulo?” “Porquanto, ainda que vos tenha contristado com a carta, não me arrependo; embora já me tenha arrependido (vejo que aquela carta vos contristou por breve tempo), agora, me alegro não porque fostes contristados, mas porque fostes contristados para arrependimento; pois fostes contristados segundo Deus, para que, de nossa parte, nenhum dano sofrêsseis. Porque a tristeza segundo Deus produz arrependimento para a salvação, que a ninguém traz pesar; mas a tristeza do mundo produz morte. Porque quanto cuidado não produziu isto mesmo em vós que, segundo Deus, fostes contristados! Que defesa, que indignação, que temor, que saudades, que zelo, que vindita! Em tudo destes prova de estardes inocentes neste assunto. Portanto, embora vos tenha escrito, não foi por causa do que fez o mal, nem por causa do que sofreu o agravo, mas para que a vossa solicitude a nosso favor fosse manifesta entre vós, diante de Deus.” (2 Coríntios 7:8-12 RA). “Ficou arrependida e encontrou a salvação. Demonstrou dedicação, temor e justiça.”

“Paulo ficou muito feliz com a resposta dos coríntios. Embora ainda tivesse preocupações, ele escreveu: ‘Alegro-me porque, em tudo, posso confiar em vós’ (2Co 7:16). Que mudança! Em sua primeira carta aos Coríntios, Paulo os repreendeu como ‘carnais’. Em sua segunda carta, ele expressou total confiança na nova experiência deles com Deus. O Espírito Santo trouxe renovação espiritual aos coríntios. Esse reavivamento trouxe uma reforma correspondente. A reforma os levou a hábitos, vidas e relacionamentos transformados. Os coríntios ainda enfrentaram desafios espirituais. Eles tiveram provações, mas fizeram avanços significativos em sua fé cristã. Reavivamento e reforma não são uma panaceia para resolver todos os nossos problemas espirituais. Eles fazem parte de uma contínua jornada de fé.”

Segunda-feira, 26 de agosto de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES publicado simultaneamente no Blogspot e WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Confissão e arrependimento: as condições do reavivamento – Vídeo

Lições da Bíblia.

Assista em vídeo a discussão do tema da semana.

“A confissão não será aceitável a Deus sem sincero arrependimento e reforma. É preciso haver decisivas mudanças na vida. Tudo que seja ofensivo a Deus tem de ser renunciado. Esse será o resultado da genuína tristeza pelo pecado. A obra que nos cumpre fazer é apresentada claramente: ‘Lavai-vos, purificai-vos, tirai a maldade de vossos atos de diante dos Meus olhos e cessai de fazer mal. Aprendei a fazer bem; praticai o que é reto; ajudai o oprimido; fazei justiça ao órfão; tratai da causa das viúvas’ (Is 1:16, 17, RC). ‘Restituindo esse ímpio o penhor, pagando o furtado, andando nos estatutos da vida e não praticando iniquidade, certamente viverá, não morrerá’” (Ez 33:15, RC; Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 39).

Perguntas para reflexão

“1. Que lição fundamental sobre o perdão podemos aprender com o perdão oferecido por Jesus aos que O pregaram na cruz? O que isso nos diz sobre nós e nossos ofensores?”

“2. A confissão do pecado tem sido uma bênção para você? De que forma ela o ajudou no relacionamento com o Senhor e com outras pessoas?”

“3. Embora necessitemos confessar nossas faltas às pessoas a quem ofendemos, que cuidado devemos ter para não dizer mais do que é conveniente?”

“4. O verdadeiro arrependimento inclui abandono do pecado. No entanto, o que acontece se caímos novamente em um pecado contra o qual estamos lutando? Quer dizer que nosso arrependimento não foi sincero e que não podemos ser perdoados mais uma vez acerca desse pecado? Se isso fosse verdade, que esperança teríamos? Como devemos entender a natureza do arrependimento bíblico, tendo em mente a realidade de nossa natureza pecaminosa?”

“5. Por que o arrependimento é um componente vital na questão do reavivamento e reforma? Como os termos reavivamento e reforma contêm a ideia de que precisamos do arrependimento?”

Sexta-feira, 09 de agosto de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES publicado simultaneamente no Blogspot e WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Poder de cura da confissão

Lições da Bíblia.

“A confissão perfura a ferida da culpa e permite que o pus venenoso do pecado seja drenado. A confissão é curativa. Ela abre nosso coração para receber a graça de Deus. Por meio da confissão aceitamos o perdão que Cristo nos oferece livremente a partir da cruz. A confissão também quebra as barreiras entre nós e as outras pessoas. Ela cura os relacionamentos.”

“6. Leia o Salmo 32:1-8. O que isso nos ensina sobre confissão e arrependimento?” “Bem-aventurado aquele cuja iniquidade é perdoada, cujo pecado é coberto. Bem-aventurado o homem a quem o SENHOR não atribui iniquidade e em cujo espírito não há dolo. Enquanto calei os meus pecados, envelheceram os meus ossos pelos meus constantes gemidos todo o dia. Porque a tua mão pesava dia e noite sobre mim, e o meu vigor se tornou em sequidão de estio. Confessei-te o meu pecado e a minha iniquidade não mais ocultei. Disse: confessarei ao SENHOR as minhas transgressões; e tu perdoaste a iniquidade do meu pecado. Sendo assim, todo homem piedoso te fará súplicas em tempo de poder encontrar-te. Com efeito, quando transbordarem muitas águas, não o atingirão. Tu és o meu esconderijo; tu me preservas da tribulação e me cercas de alegres cantos de livramento. Instruir-te-ei e te ensinarei o caminho que deves seguir; e, sob as minhas vistas, te darei conselho.” (Salmos 32:1-8 RA). “Arrependimento sincero traz perdão e perdão traz felicidade. Falta de confissão traz sofrimento físico e emocional. Ao orarmos, Deus nos protege em meio às crises e nos guia.”

“7. Leia Atos 24:16. O apóstolo Paulo se esforçou para ter uma ‘consciência pura diante de Deus e dos homens’. O que isso significa?” Por isso, também me esforço por ter sempre consciência pura diante de Deus e dos homens.” (Atos 24:16 RA). “Consciência pura é a certeza de que Deus já nos livrou da culpa e das ofensas em relação a Ele e aos semelhantes, e de que somos fiéis ao Senhor.”

“A culpa é boa ou ruim? Depende. Se o Espírito Santo nos convence do pecado e a culpa do pecado nos leva a Jesus, a culpa é boa. Se já confessamos o pecado e continuamos nos sentindo culpados, a culpa pode se tornar destrutiva. ‘Esse sentimento de culpa tem que ser deposto ao pé da cruz do Calvário. O senso de pecaminosidade envenenou as fontes da vida e da verdadeira felicidade. Jesus diz: ‘Depõe tudo sobre Mim. Eu levarei teu pecado. Darei paz a ti. Não destruas por mais tempo teu respeito próprio, pois Eu te comprei com o preço do Meu próprio sangue. Tu és Meu. Tua vontade enfraquecida Eu a fortalecerei; teu remorso pelo pecado Eu removerei’ (Ellen G. White, Mente, Caráter e Personalidade, v. 2, p. 451). A resposta para a culpa é Jesus. Sua graça elimina a culpa destrutiva que o pecado impõe sobre nós.”

“Há momentos em que podemos confessar os pecados e ainda nos sentirmos culpados. Por quê? Uma razão pode ser que o diabo esteja tentando roubar nossa certeza do perdão e da salvação que temos em Jesus. Em segundo lugar, o Espírito Santo pode estar apontando algo entre nós e outra pessoa. Se ofendemos alguém, nossa consciência perturbada será aliviada quando confessarmos o erro à pessoa a quem ferimos.”

“Como a culpa afetou seu relacionamento com o Senhor e com as pessoas? O que você pode fazer para ajudar a suavizar seu fardo de culpa? Mesmo que você tenha errado e a culpa seja, em certo sentido, justificada, que promessas bíblicas você pode suplicar para ajudá-lo a seguir em frente?”

Quinta-feira, 08 de agosto de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES publicado simultaneamente no Blogspot e WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Verdadeiro e falso arrependimento contrastados

Lições da Bíblia.

“Na Bíblia, há alguns exemplos de pessoas que buscaram o arrependimento, mas não foram perdoadas por Deus. Elas choraram, ficaram tristes, confessaram seu pecado, mas não foram perdoadas.”

“5. Leia os relatos acerca de Faraó, Balaão, Esaú e Judas. Que traço comum você vê em cada uma dessas histórias no que diz respeito ao arrependimento e confissão?” “Aconteceu que, à meia-noite, feriu o SENHOR todos os primogênitos na terra do Egito, desde o primogênito de Faraó, que se assentava no seu trono, até ao primogênito do cativo que estava na enxovia, e todos os primogênitos dos animais. Levantou-se Faraó de noite, ele, todos os seus oficiais e todos os egípcios; e fez-se grande clamor no Egito, pois não havia casa em que não houvesse morto. Então, naquela mesma noite, Faraó chamou a Moisés e a Arão e lhes disse: Levantai-vos, saí do meio do meu povo, tanto vós como os filhos de Israel; ide, servi ao SENHOR, como tendes dito. Levai também convosco vossas ovelhas e vosso gado, como tendes dito; ide-vos embora e abençoai-me também a mim.” (Êxodo 12:29-32 RA); “Então, o Anjo do SENHOR lhe disse: Por que já três vezes espancaste a jumenta? Eis que eu saí como teu adversário, porque o teu caminho é perverso diante de mim; a jumenta me viu e já três vezes se desviou de diante de mim; na verdade, eu, agora, te haveria matado e a ela deixaria com vida. Então, Balaão disse ao Anjo do SENHOR: Pequei, porque não soube que estavas neste caminho para te opores a mim; agora, se parece mal aos teus olhos, voltarei. Tornou o Anjo do SENHOR a Balaão: Vai-te com estes homens; mas somente aquilo que eu te disser, isso falarás. Assim, Balaão se foi com os príncipes de Balaque.” (Números 22:32-35 RA); “Pois sabeis também que, posteriormente, querendo herdar a bênção, foi rejeitado, pois não achou lugar de arrependimento, embora, com lágrimas, o tivesse buscado.” (Hebreus 12:17 RA); Pequei, traindo sangue inocente. Eles, porém, responderam: Que nos importa? Isso é contigo.” (Mateus 27:4 RA). “Eles foram forçados a reconhecer a desvantagem da rebelião contra Deus. Ficaram tristes por causa das consequências do pecado, mas não se arrependeram do seu mau caminho.”

“Uma expressão de Hebreus 12:17 resume muito bem a questão. Falando de Esaú, a passagem diz que, ‘querendo herdar a bênção’ ele se entristeceu. Como Faraó, Balaão e Judas, o coração de Esaú não foi quebrantado por causa da dor que seu pecado havia trazido à sua família ou ao coração de Deus. Sua preocupação era com o direito de primogenitura que havia perdido. Ele ficou triste porque não tinha recebido o que acreditava ser seu por direito. Seus motivos não eram puros. Sua tristeza foi por si mesmo. O falso arrependimento focaliza as consequências do pecado e não o próprio pecado.”

“A lei da semeadura e colheita é divina. É verdade que o pecado traz consequências terríveis, mas o arrependimento não se concentra nos resultados negativos do pecado. Em vez disso, a preocupação está na desonra e tristeza causadas a Deus.”

“O verdadeiro arrependimento se caracteriza por, pelo menos, três coisas: Primeira, tristeza porque o pecado fere o coração de Deus. Ficamos tristes porque ferimos Aquele que tanto nos ama. Segunda, honesta confissão do pecado cometido. O verdadeiro arrependimento não está associado a desculpas para nosso comportamento. Não culpamos outra pessoa. Assumimos a responsabilidade pelas nossas ações. Terceira, o verdadeiro arrependimento inclui a decisão de se afastar do pecado. Não pode haver arrependimento genuíno a menos que haja uma reforma correspondente na vida. O falso arrependimento, por outro lado, focaliza a própria pessoa. A preocupação está nas consequências do pecado. É um estado emocional de tristeza porque o pecado traz consequências negativas. Inventamos desculpas e colocamos a culpa em outra pessoa. Não ficamos preocupados com a mudança de comportamento, a menos que a mudança traga recompensas.”

Quarta-feira, 07 de agosto de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES publicado simultaneamente no Blogspot e WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Verdadeiro arrependimento e confissão

Lições da Bíblia.

“4. Que princípios aprendemos na Bíblia a respeito da natureza do verdadeiro arrependimento e confissão?” “Será, pois, que, sendo culpado numa destas coisas, confessará aquilo em que pecou.” (Levítico 5:5 RA); Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.” (1 João 1:9 RA); “Lavai-vos, purificai-vos, tirai a maldade de vossos atos de diante dos meus olhos; cessai de fazer o mal. Aprendei a fazer o bem; atendei à justiça, repreendei ao opressor; defendei o direito do órfão, pleiteai a causa das viúvas. Vinde, pois, e arrazoemos, diz o SENHOR; ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a lã.” (Isaías 1:16-18 RA); “Pelo que, ó rei Agripa, não fui desobediente à visão celestial, mas anunciei primeiramente aos de Damasco e em Jerusalém, por toda a região da Judéia, e aos gentios, que se arrependessem e se convertessem a Deus, praticando obras dignas de arrependimento.” (Atos 26:19-20 RA). “Devemos confessar pecados específicos. Quando confessamos, Deus perdoa e purifica. Os atos injustos são corrigidos e praticamos obras dignas de arrependimento. Anunciamos o evangelho de Cristo.”

“Arrependimento genuíno é sempre acompanhado pela confissão de pecados específicos. O Espírito Santo não produz vagos sentimentos de culpa. Ele nos convence de falhas específicas.”

“A confissão verdadeira tem sempre caráter específico e faz distinção de pecados. Estes podem ser de tal natureza que devam ser apresentados a Deus unicamente. Podem ser faltas que devam ser confessadas a pessoas que por elas foram ofendidas, ou podem ser de caráter público, devendo então ser confessados com a mesma publicidade. Toda confissão, porém, deve ser definida e sem rodeios, reconhecendo justamente os pecados dos quais vocês são culpados” (Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 38).

“O objetivo do poder de convicção do Espírito Santo é revelar nossa necessidade da graça salvadora de Cristo. O arrependimento não faz com que Deus nos ame mais, mas nos permite apreciar mais Seu amor. A confissão não nos torna merecedores do perdão de Deus, mas nos permite receber o perdão originado em Sua misericórdia. Deus não nos ama mais quando nos arrependemos nem nos ama menos quando não nos arrependemos. Seu amor por nós é constante. A única variável é nossa resposta à ação do Espírito Santo em nossa vida.”

“A verdade é que nosso coração é impedido de receber as abundantes bênçãos que Deus tem para nós enquanto nossas artérias espirituais estão entupidas com a sujeira do pecado. O pecado nos torna insensíveis aos apelos do Espírito Santo e dificulta nossa resposta a Ele. O arrependimento e a confissão abrem os canais entupidos do nosso coração para que sejamos cheios da presença e do poder do Espírito Santo.”

“Por mais que desejemos o perdão é preciso lembrar que essa é uma via de mão dupla, isto é, somos perdoados e devemos perdoar. A quem hoje precisamos perdoar? Por que é tão importante que perdoemos?”

Terça-feira, 06 de agosto de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES publicado simultaneamente no Blogspot e WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Definição do verdadeiro arrependimento

Lições da Bíblia.

“2. Como o apóstolo Paulo descreve o verdadeiro arrependimento?” “agora, me alegro não porque fostes contristados, mas porque fostes contristados para arrependimento; pois fostes contristados segundo Deus, para que, de nossa parte, nenhum dano sofrêsseis. Porque a tristeza segundo Deus produz arrependimento para a salvação, que a ninguém traz pesar; mas a tristeza do mundo produz morte. Porque quanto cuidado não produziu isto mesmo em vós que, segundo Deus, fostes contristados! Que defesa, que indignação, que temor, que saudades, que zelo, que vindita! Em tudo destes prova de estardes inocentes neste assunto.” (2 Coríntios 7:9-11 RA). “O verdadeiro arrependimento conduz à salvação. Outros efeitos: dedicação, desculpas, indignação, temor, saudade, preocupação e desejo de ver a justiça feita.”

“Arrependimento é uma tristeza pelo pecado iniciada por Deus. Também inclui a decisão de abandonar os pecados específicos que o Espírito Santo traz à mente (Ez 14:6; Zc 1:4). O arrependimento genuíno não leva os cristãos a um estado de depressão profunda por causa de sua natureza e ações pecaminosas. ‘A tristeza segundo Deus produz arrependimento para a salvação’ (2Co 7:10). O arrependimento nos leva a focalizar a justiça de Jesus, não a nossa pecaminosidade. Ele produz uma ‘dedicação’ em olhar para Jesus, ‘Autor e Consumador da fé’ (2Co 7:11; Hb 12:2).”

“No Novo Testamento, a enormidade do nosso pecado nunca é maior do que a imensidão da Sua graça, porque ‘onde abundou o pecado, superabundou a graça’ (Rm 5:20). Certamente isso foi verdade na experiência do apóstolo Paulo.”

“3. Leia 1 Timóteo 1:14-17 e Atos 26:10-16. O que essas passagens falam sobre a pecaminosidade de Paulo e a justiça de Jesus?” “Transbordou, porém, a graça de nosso Senhor com a fé e o amor que há em Cristo Jesus. Fiel é a palavra e digna de toda aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal. Mas, por esta mesma razão, me foi concedida misericórdia, para que, em mim, o principal, evidenciasse Jesus Cristo a sua completa longanimidade, e servisse eu de modelo a quantos hão de crer nele para a vida eterna. Assim, ao Rei eterno, imortal, invisível, Deus único, honra e glória pelos séculos dos séculos. Amém!” (1 Timóteo 1:14-17 RA); “e assim procedi em Jerusalém. Havendo eu recebido autorização dos principais sacerdotes, encerrei muitos dos santos nas prisões; e contra estes dava o meu voto, quando os matavam. Muitas vezes, os castiguei por todas as sinagogas, obrigando-os até a blasfemar. E, demasiadamente enfurecido contra eles, mesmo por cidades estranhas os perseguia. Com estes intuitos, parti para Damasco, levando autorização dos principais sacerdotes e por eles comissionado. Ao meio-dia, ó rei, indo eu caminho fora, vi uma luz no céu, mais resplandecente que o sol, que brilhou ao redor de mim e dos que iam comigo. E, caindo todos nós por terra, ouvi uma voz que me falava em língua hebraica: Saulo, Saulo, por que me persegues? Dura coisa é recalcitrares contra os aguilhões. Então, eu perguntei: Quem és tu, Senhor? Ao que o Senhor respondeu: Eu sou Jesus, a quem tu persegues. Mas levanta-te e firma-te sobre teus pés, porque por isto te apareci, para te constituir ministro e testemunha, tanto das coisas em que me viste como daquelas pelas quais te aparecerei ainda,” (Atos 26:10-16 RA). “Paulo se considerava o principal dos pecadores. No entanto, foi alcançado pela justiça e perdão de Jesus Cristo, que nos salva e purifica.”

“Quando o apóstolo Paulo percebeu que estava perseguindo o Senhor da glória, foi impelido a se ajoelhar em sincero arrependimento e confissão. Ao longo de toda a sua vida ele nunca se cansou de contar a história de seus próprios pecados e da graça de Deus. Seu arrependimento não o deixou em estado de depressão. Em vez disso, o levou aos braços de um Salvador amoroso e perdoador. A confissão de seu pecado não o deixou se sentindo mais culpado do que antes. Seu foco não era o quanto ele era injusto, mas o quanto Jesus é justo.”

“Você já se sentiu o ‘principal’ dos pecadores? Ou tão pecador que não pudesse ser salvo? Como você pode aprender a descansar na certeza de que a justiça de Cristo é suficiente para salvá-lo?”

Segunda-feira, 05 de agosto de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES publicado simultaneamente no Blogspot e WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF