Ame seu próximo

Lições da Bíblia

“Viver como Jesus viveu significa mostrar o mesmo amor que Ele demonstrou, e que foi ilustrado na parábola do bom samaritano (Lc 10:30-37). Ele contou essa parábola em um diálogo com um doutor da lei, o qual havia resumido nosso dever para com Deus e para com o semelhante: ‘Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento; e: Amarás o teu próximo como a ti mesmo’ (Lc 10:27). O doutor da lei conhecia bem a Bíblia (ele citou de cor Deuteronômio 6:5 e Levítico 19:18), mas deve ter se sentido culpado por não demonstrar amor ao próximo. Na tentativa de se justificar, perguntou a Jesus: ‘Quem é o meu próximo?’ (Lc 10:29).”

3. Como Jesus explicou quem é o nosso próximo? Que implicações a parábola do bom samaritano tem para nós? Qual é a relação entre o mandamento de amar o próximo como a nós mesmos e a regra áurea de Mateus 7:12? “30 Jesus prosseguiu, dizendo: Certo homem descia de Jerusalém para Jericó e veio a cair em mãos de salteadores, os quais, depois de tudo lhe roubarem e lhe causarem muitos ferimentos, retiraram-se, deixando-o semimorto. 31 Casualmente, descia um sacerdote por aquele mesmo caminho e, vendo-o, passou de largo. 32 Semelhantemente, um levita descia por aquele lugar e, vendo-o, também passou de largo. 33 Certo samaritano, que seguia o seu caminho, passou-lhe perto e, vendo-o, compadeceu-se dele. 34 E, chegando-se, pensou-lhe os ferimentos, aplicando-lhes óleo e vinho; e, colocando-o sobre o seu próprio animal, levou-o para uma hospedaria e tratou dele. 35 No dia seguinte, tirou dois denários e os entregou ao hospedeiro, dizendo: Cuida deste homem, e, se alguma coisa gastares a mais, eu to indenizarei quando voltar. 36 Qual destes três te parece ter sido o próximo do homem que caiu nas mãos dos salteadores? 37 Respondeu-lhe o intérprete da Lei: O que usou de misericórdia para com ele. Então, lhe disse: Vai e procede tu de igual modo.” (Lucas 10:30-37 RA)2; “Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles; porque esta é a Lei e os Profetas.” (Mateus 7:12 RA)2. Jesus explicou quem é o nosso próximo através de uma parábola onde ficou evidente que o nosso próximo é todo aquele que necessita de nós e nós o ajudamos com um ato de amor. O princípio áureo é agir com os outros do mesmo modo como queremos que os outros nos trate.

“Jesus respondeu à pergunta: ‘Quem é o meu próximo?’, dizendo que nosso próximo é toda pessoa que precisa da nossa ajuda. Assim, em vez de perguntar: ‘O que meu próximo pode fazer por mim’, devemos perguntar: ‘O que posso fazer pelo meu próximo?’”1

“A regra áurea era interpretada de forma negativa: “Não faça aos outros aquilo que você detesta.” Jesus foi muito além dessa interpretação. Ao apresentá-la de forma positiva, Ele falou não apenas do que devemos evitar, mas, especialmente, do que devemos fazer. Precisamos nos lembrar especialmente de que esse princípio não nos diz para tratar os outros como eles nos tratam. Afinal de contas, é fácil ser gentil com os que são gentis para conosco ou hostil para com os que são agressivos. A maioria das pessoas faz isso. Em vez disso, devemos amar o próximo independentemente da maneira pela qual ele nos trata.”1

“Qual foi sua reação diante de alguém que o ofendeu? Com base no exemplo de Cristo e em Sua maneira de tratar os que O maltrataram, como você pode se relacionar melhor com os que não o trataram de modo gentil?”1

Segunda-feira, 11 de agosto de 2014. Saiba mais, ouça o Comentário em áudioda Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. Ensino de Jesus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 477, Jul. Ago. Set. 2014. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Os “mandamentos” do amor (Jo 15:10)

Lições da Bíblia.

“As Escrituras oferecem uma série de exemplos da fidelidade de Jesus à lei de Deus. Por exemplo, embora Suas palavras em Lucas 2:49 impliquem o entendimento que, ainda na infância, Ele possuía sobre Sua identidade, quando Sua mãe expressou preocupação por causa de Seu afastamento da família, Ele humildemente acompanhou Seus pais para casa ‘e era-lhes obediente’ (Lc 2:51, NVI). Em outra ocasião, Jesus não quis Se curvar a Satanás quando tentado no deserto, porque a adoração é reservada somente a Deus (Lc 4:8). E há várias ilustrações de Sua observância do sábado (por exemplo, Lucas 4:16). Paulo escreveu que toda a vida de Jesus foi fundamentada na obediência à vontade de Deus (Fp 2:5-11). Hebreus diz que, apesar de tentado, Ele nunca pecou (Hb 4:15). Assim, Ele poderia dizer ao Se aproximar de Suas horas finais: ‘Eu tenho guardado os mandamentos de Meu Pai e no Seu amor permaneço’ (Jo 15:10).”1

“2. Leia João 13:34, 35. O que Jesus quis dizer com a expressão ‘novo mandamento’?” Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros. Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros.” (João 13:34-35 RA)2. Jesus realçou o amor, o princípio fundamental para a prática dos mandamentos, sem amor não há real obediência. Em resumo, guarda os mandamentos é amar a Deus e ao próximo.

“Jesus entendia que existe relação entre a observância dos mandamentos e o amor. Embora não estejamos acostumados a falar sobre ‘regras’ do amor, pode-se dizer que, na realidade, os Dez Mandamentos são essas regras. Eles nos mostram como Deus deseja que expressemos nosso amor por Ele e pelos outros.”1

“Deus é amor (1Jo 4:16). Por isso, ao apresentar Seu mandamento aos discípulos (Jo 13:34, 35), Jesus estava simplesmente ampliando a lei do amor que se originou com Seu Pai (Jo 3:16). Agora, porém, mais do que apenas amar uns aos outros como a nós mesmos, devemos amar como Jesus nos amou.”1

“Ao tempo em que essas palavras foram pronunciadas, os discípulos não as puderam compreender; mas depois de haverem testemunhado os sofrimentos de Cristo, depois de Sua crucificação, ressurreição e ascensão ao Céu, e após haver o Espírito Santo repousado sobre eles no dia do Pentecostes, tiveram mais clara compreensão do amor de Deus, e da natureza desse amor que deviam ter uns pelos outros”3

“Com a lição de hoje em mente, leia 1 João 3:16. [‘Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós; e devemos dar nossa vida pelos irmãos.’]Como podemos ter esse tipo de amor? Como podemos morrer para o eu, a fim de expressarmos esse amor?”1

Segunda-feira, 19 de maio de 2014. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. Cristo e sua lei. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 476, Abr. Maio Jun. 2013. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

3 WHITE, Ellen Gould. Atos dos apóstolos: na proclamação do evangelho de jesus cristo. Tradução de Carlos Alberto Trezza. 9. ed. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 2010. p. 547

Derrubando barreiras – “Amarás o teu próximo como a ti mesmo.” (Lucas 10:27)

Lições da Bíblia.

“5. Leia João 7:35; 8:48; Lucas 10:27-37. Por que os cristãos devem eliminar todas as barreiras de separação, enquanto buscam fazer discípulos de todas as nações?”1 “Disseram, pois, os judeus uns aos outros: Para onde irá este que não o possamos achar? Irá, porventura, para a Dispersão entre os gregos, com o fim de os ensinar? (João 7:35 RA)2; “Responderam, pois, os judeus e lhe disseram: Porventura, não temos razão em dizer que és samaritano e tens demônio? (João 8:48 RA)2; “A isto ele respondeu: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento; e: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Então, Jesus lhe disse: Respondeste corretamente; faze isto e viverás. Ele, porém, querendo justificar-se, perguntou a Jesus: Quem é o meu próximo? Jesus prosseguiu, dizendo: Certo homem descia de Jerusalém para Jericó e veio a cair em mãos de salteadores, os quais, depois de tudo lhe roubarem e lhe causarem muitos ferimentos, retiraram-se, deixando-o semimorto. Casualmente, descia um sacerdote por aquele mesmo caminho e, vendo-o, passou de largo. Semelhantemente, um levita descia por aquele lugar e, vendo-o, também passou de largo. Certo samaritano, que seguia o seu caminho, passou-lhe perto e, vendo-o, compadeceu-se dele. E, chegando-se, pensou-lhe os ferimentos, aplicando-lhes óleo e vinho; e, colocando-o sobre o seu próprio animal, levou-o para uma hospedaria e tratou dele. No dia seguinte, tirou dois denários e os entregou ao hospedeiro, dizendo: Cuida deste homem, e, se alguma coisa gastares a mais, eu to indenizarei quando voltar. Qual destes três te parece ter sido o próximo do homem que caiu nas mãos dos salteadores? Respondeu-lhe o intérprete da Lei: O que usou de misericórdia para com ele. Então, lhe disse: Vai e procede tu de igual modo.” (Lucas 10:27-37 RA)2. Os cristãos não podem colocar qualquer tipo de barreiras que os impeçam de alcançar as pessoas, porque foi por cada ser humano, independentemente de raça, credo ou outra diferença qualquer, que Jesus morreu e deseja que todos sejam salvos.

“O desprezo dos líderes por Jesus não conhecia limites. Novamente, a terrível ironia: aqueles que deviam ter sido os primeiros a recebê-Lo e à Sua mensagem, foram os que mais lutaram contra Ele. Os sacerdotes de Israel desprezaram o Filho de Deus, enquanto aqueles que não eram de Israel O aceitaram como Messias. Que lição poderosa e solene há aqui para aqueles que se julgam espiritualmente favorecidos! Ao condenarem Cristo, eles não somente O rotularam como tendo demônio, mas fizeram algo pior, chamaram-nO de samaritano. Eles ainda zombaram dEle por Seu testemunho entre os gregos, mostrando, obviamente, seu desprezo por aqueles que não eram de sua própria nação e crença. Para os líderes de Israel era inadmissível que Jesus pensasse em ensinar os gregos. Jesus reagiu a essa atitude enfatizando a superioridade do caráter sobre a origem étnica.”1

“É interessante também que Ele usou a história verdadeira de um samaritano, a fim de ensinar uma grande lição espiritual sobre o que significava realmente cumprir a lei de Deus. Os líderes religiosos, sem dúvida restringidos por sua compreensão distorcida da lei levítica e da contaminação, tinham anteriormente ignorado o homem ferido. O estrangeiro desprezado, um samaritano, tinha conscienciosamente desafiado os preconceitos étnicos, salvando a vida do estranho. Essa foi uma cortante repreensão a todos aqueles que desprezam e zombam de alguém que esteja em necessidade, somente porque essa pessoa tem diferente origem étnica, social ou cultural.”1

Quarta-feira, 05 de março de 2014. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. Discipulado. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 475, Jan. Fev. Mar. 2013. Adulto, Professor, p. 124

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A responsabilidade para consigo mesmo

Lições da Bíblia.

“Jesus disse com muita clareza: ‘Amarás o teu próximo como a ti mesmo’ (Mt 22:39). Um texto muito interessante, à luz da ideia de que, muitas vezes, consideramos o amor a si mesmo como o ponto mais alto de tudo o que se opõe tanto ao cristianismo quanto à ideia do verdadeiro altruísmo.”

“3. O que Jesus quis dizer com essas palavras? Como podemos interpretá-las e aplicá-las, de maneira que reflita a essência do genuíno cristianismo?” “O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.” (Mat. 22:39). “Assim como amamos e cuidamos de nós mesmos, devemos amar nosso próximo.”

“O amor a si mesmo, no sentido cristão, não é egoísmo, não é se colocar à frente de todos e de qualquer coisa. Ao contrário, o amor a si mesmo significa que, ao entender seu próprio valor diante de Deus, você procura viver da melhor maneira possível, sabendo que os resultados dessa vida beneficiarão não apenas a si mesmo (o que é bom), mas também aqueles com quem você entrar em contato, o que é ainda mais importante.”

“4. Qual é a relação entre a admoestação de Jesus, acima, e os textos abaixo?” “Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, […] a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz.” (Filip. 2:5, 8); “Pois o amor de Cristo nos constrange, julgando nós isto: um morreu por todos; logo, todos morreram. E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou.” (2 Cor. 5:14-15); “Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus. Não vos torneis causa de tropeço nem para judeus, nem para gentios, nem tampouco para a igreja de Deus, assim como também eu procuro, em tudo, ser agradável a todos, não buscando o meu próprio interesse, mas o de muitos, para que sejam salvos.” (1 Cor. 10:31-33); “Por isso, cingindo o vosso entendimento, sede sóbrios e esperai inteiramente na graça que vos está sendo trazida na revelação de Jesus Cristo. Como filhos da obediência, não vos amoldeis às paixões que tínheis anteriormente na vossa ignorância; pelo contrário, segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento, porque escrito está: Sede santos, porque eu sou santo.” (1 Ped. 1:13-16). “Se Jesus Se humilhou por amor aos outros, devemos igualmente ser humildes ao lidar com o próximo; Jesus Se tornou igual a nós; não devemos nos sentir superiores aos semelhantes; devemos dar a vida pelos outros; assim glorificamos a Deus.”

“A redenção que o pecador obtém em Cristo traz tal unidade com Ele (‘logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim.’ Gál. 2:20). que o cristão deseja viver de acordo com os impulsos de Cristo. O pecador deseja ter a mente de Cristo, não viver mais para si mesmo, mas para Ele, e atender ao chamado à santidade (separação de coisas como paixões, tendências pecaminosas da cultura e impureza moral). Se você ama a si mesmo, deseja o que é melhor para si, e o melhor para você é uma vida comprometida com Deus, que reflete o caráter e amor de Deus, vivida para o bem dos outros. O caminho mais seguro para garantir uma existência miserável é viver apenas para si, nunca pensando no bem dos outros.”

“Pense mais no que significa amar a si mesmo no sentido cristão. É fácil corromper esse tipo de amor, transformando-o em egocentrismo autodestrutivo? Qual é a única maneira de se proteger contra essa armadilha?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – terça-feira 11 de dezembro de 2012. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Cuidar do próprio negócio (1Ts 4:9-12)

Lições da Bíblia.

“5. Que aspectos de 1 Tessalonicenses 3:11-13 são reafirmados no texto de 1 Tessalonicenses 4:9-12?” “Ora, o nosso mesmo Deus e Pai, e Jesus, nosso Senhor, dirijam-nos o caminho até vós, e o Senhor vos faça crescer e aumentar no amor uns para com os outros e para com todos, como também nós para convosco, a fim de que seja o vosso coração confirmado em santidade, isento de culpa, na presença de nosso Deus e Pai, na vinda de nosso Senhor Jesus, com todos os seus santos.” (1 Ts 3:11-13). “No tocante ao amor fraternal, não há necessidade de que eu vos escreva, porquanto vós mesmos estais por Deus instruídos que deveis amar-vos uns aos outros; e, na verdade, estais praticando isso mesmo para com todos os irmãos em toda a Macedônia. Contudo, vos exortamos, irmãos, a progredirdes cada vez mais e a diligenciardes por viver tranquilamente, cuidar do que é vosso e trabalhar com as próprias mãos, como vos ordenamos; de modo que vos porteis com dignidade para com os de fora e de nada venhais a precisar.” (1 Ts 4:9-12). “O dever de crescer no amor de uns para com os outros; o amor é demonstrado na santidade dos irmãos que trabalham para não ser pesados aos outros e na proteção da honra uns dos outros.”

“Os gregos tinham diversas palavras para ‘amor’, duas das quais são encontradas no Novo Testamento. Eros (não encontrada no Novo Testamento) é a palavra grega da qual obtemos a palavra erótico. Refere-se ao aspecto sexual do amor. Ágape é o termo mais usado no Novo Testamento, quando se refere ao amor abnegado. Ele é frequentemente usado em relação ao amor de Cristo por nós, manifestado na cruz.”

“Outra palavra grega para amor, philos, é destacada em nossa passagem de hoje. Paulo lembrou aos tessalonicenses o que eles já sabiam sobre o ‘amor fraternal’. A palavra grega para amor fraternal é o termo a partir do qual a cidade de Filadélfia recebeu seu nome. No mundo gentílico, philadelphias se referia ao amor pelos parentes de sangue. Mas a igreja ampliou esse significado para incluir o amor pelos outros cristãos, a família cristã, fundamentada na escolha. Esse tipo de amor familiar é ensinado por Deus e é um milagre da Sua graça.”

“6. Que admoestação Paulo fez aos tessalonicenses sobre negócios e ocupação no contexto urbano?” “e a diligenciardes por viver tranquilamente, cuidar do que é vosso e trabalhar com as próprias mãos, como vos ordenamos; de modo que vos porteis com dignidade para com os de fora e de nada venhais a precisar.” (1 Ts 4:11-12). “Eles deviam viver tranquilamente, cuidando dos próprios negócios, evitando depender dos outros e dando bom exemplo aos não cristãos.”

“A igreja de Tessalônica parecia ter um número de pessoas preguiçosas e perturbadoras. O entusiasmo pela segunda vinda de Jesus pode ter levado alguns cristãos a abandonar seus empregos e a se tornar dependentes dos vizinhos gentios. Mas estar preparado em todos os momentos para testemunhar não significa ser perturbador, intrometido nem preguiçoso no trabalho ou na vizinhança. Para algumas pessoas de fora, o laço mais estreito que terão com a igreja será a impressão produzida pelo comportamento dos cristãos conhecidos.”

“A solução de Paulo para o problema de Tessalônica foi encorajá-los a ser ambiciosos (‘diligenciardes’; ‘procureis’), não por poder ou influência, mas para viver ‘tranquilamente’ (1Ts 4:11), o que envolveria cuidar do próprio negócio e trabalhar com as próprias mãos. No mundo antigo, o trabalho manual era o principal meio de subsistência. No mundo de hoje, Paulo provavelmente diria: ‘Sustente a si mesmo e a sua família e guarde um pouco para ajudar os que realmente necessitam’.”

“Como podemos aplicar essas palavras de Paulo à nossa vida e ao nosso contexto imediato?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – quinta-feira 16 de agosto de 2012. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

O Amor

Lições da Bíblia.

“O doutor da lei aproximou-se de Jesus com uma pergunta franca: ‘Qual é o primeiro de todos os mandamentos?’ A resposta de Cristo é positiva e vigorosa: ‘O primeiro de todos os mandamentos, é: Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás pois ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças: este é o primeiro mandamento.’ O segundo é semelhante ao primeiro, disse Cristo; pois emana dele: ‘Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes.’ ‘Desses dois mandamentos depende toda a lei e os profetas.’ Mar. 12;28-30.

Os primeiros quatro dos dez mandamentos resumem-se num grande preceito: ‘Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração.’ Os últimos seis estão incluídos no outro: ‘Amarás o teu próximo como a ti mesmo.’ Mat. 12:31. Ambos estes mandamentos são uma expressão do princípio do amor. Não se pode guardar o primeiro e violar o segundo, nem se pode observar o segundo enquanto se transgride o primeiro. Quando Deus ocupa o lugar que Lhe é devido no trono do coração, será dado ao próximo o lugar que lhe pertence. Amá-lo-emos como a nós mesmos. E só quando amamos a Deus de maneira suprema, é possível amar o nosso semelhante com imparcialidade.” (Ellen G. White, O desejado de todas as nações, p. 607).

“A obra do amor brota da obra da fé. A religião da Bíblia significa trabalho constante. ‘Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos Céus’ (Mt 5:16, NVI). ‘Ponham em ação a salvação de vocês com temor e tremor, pois é Deus quem efetua em vocês tanto o querer quanto o realizar, de acordo com a boa vontade dEle’ (Fp 2:12, 13, NVI). Devemos ser um povo ‘zeloso de boas obras’; ‘sejam solícitos na prática de boas obras’ (Tt 2:14; 3:8). E a Testemunha fiel diz: ‘Conheço as tuas obras’ (Ap 2:2).”

“Embora seja verdade que nossas intensas atividades, por si mesmas, não garantem a salvação, também é verdade que a fé que nos une a Cristo motiva a pessoa à atividade” (MS 16, 1890; Comentários de Ellen G. White, SDA Bible Commentary, v. 6, p. 1.111).

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – sexta-feira 09 de dezembro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Não tragam ofertas inúteis

Lições da Bíblia.

“É fácil esquecer que grande parte do Antigo Testamento, especialmente os escritos dos profetas, foi escrita como repreensões e advertências ao povo da aliança de Deus, os que eram Sua ‘igreja verdadeira’. A maioria dessas pessoas professava seguir o verdadeiro Deus, tinha uma compreensão básica das verdades bíblicas (pelo menos muito mais do que seus vizinhos pagãos), e sabia as coisas certas para dizer e fazer na adoração. No entanto, como fica muito claro para quem lê os profetas, tudo isso estava longe de ser suficiente.”

“Leia Isaías 1:11-15. O que o Senhor, que instituiu todos esses serviços, estava dizendo para eles?” “De que me serve a mim a multidão de vossos sacrifícios? —diz o SENHOR. Estou farto dos holocaustos de carneiros e da gordura de animais cevados e não me agrado do sangue de novilhos, nem de cordeiros, nem de bodes. Quando vindes para comparecer perante mim, quem vos requereu o só pisardes os meus átrios? Não continueis a trazer ofertas vãs; o incenso é para mim abominação, e também as Festas da Lua Nova, os sábados, e a convocação das congregações; não posso suportar iniquidade associada ao ajuntamento solene. As vossas Festas da Lua Nova e as vossas solenidades, a minha alma as aborrece; já me são pesadas; estou cansado de as sofrer. Pelo que, quando estendeis as mãos, escondo de vós os olhos; sim, quando multiplicais as vossas orações, não as ouço, porque as vossas mãos estão cheias de sangue.” (Isa. 1:11-15). “Não há valor nos sacrifícios, ofertas e rituais religiosos associados com pecado e violência.”

“A resposta se encontra, realmente, nos versos seguintes (Is 1:16-18), que, de muitas formas, é semelhante ao que vimos na lição de domingo, sobre Miqueias. Sem dúvida, a igreja é para pecadores, e se tivéssemos que esperar até que fôssemos perfeitos, antes de podermos adorar o Senhor, então nenhum de nós iria adorá-Lo.” Lavai-vos, purificai-vos, tirai a maldade de vossos atos de diante dos meus olhos; cessai de fazer o mal. Aprendei a fazer o bem; atendei à justiça, repreendei ao opressor; defendei o direito do órfão, pleiteai a causa das viúvas. Vinde, pois, e arrazoemos, diz o SENHOR; ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a lã.” (Isa. 1:16-18)

“Mas não é isso que a Bíblia está dizendo nesse texto, nem em qualquer outra passagem. Ela diz que Deus está mais interessado na nossa maneira de tratar os outros, especialmente os fracos e desamparados entre nós, do que em todos os tipos de rituais religiosos, mesmo os que Ele instituiu.”

“Leia Isaías 58:1-10. O que há de errado com o jejum descrito ali? Como as pessoas deviam jejuar? Que lição podemos tirar desse texto, mesmo que tenhamos o hábito de jejuar?” “[…] Por que jejuamos nós, e tu não atentas para isso? Por que afligimos a nossa alma, e tu não o levas em conta? Eis que, no dia em que jejuais, cuidais dos vossos próprios interesses e exigis que se faça todo o vosso trabalho. Eis que jejuais para contendas e rixas e para ferirdes com punho iníquo; […] Chamarias tu a isto jejum e dia aceitável ao SENHOR? Porventura, não é este o jejum que escolhi: que soltes as ligaduras da impiedade, desfaças as ataduras da servidão, deixes livres os oprimidos e despedaces todo jugo? Porventura, não é também que repartas o teu pão com o faminto, e recolhas em casa os pobres desabrigados, e, se vires o nu, o cubras, e não te escondas do teu semelhante? […] então, a tua luz nascerá nas trevas, e a tua escuridão será como o meio-dia.” (Isa. 58:3-4,6-7,10). “As pessoas que jejuavam eram egoístas, violentas e exploravam os pobres; o jejum verdadeiro parte de um coração puro, interessado no bem dos outros.”

“O jejum é uma forma de autonegação da qual Jesus tinha muito a dizer. Mas alguns tipos de jejum são apenas uma exibição inútil. São um sintoma da hipocrisia, que cobiça os privilégios da obediência, enquanto detesta suas responsabilidades. A abnegação, motivada pelo amor a Deus, serve aos que estão em necessidade. […]”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – terça-feira 23 de agosto de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF