A nova aliança – parte 1

Lições da Bíblia

“6. Leia Jeremias 31:31-34. O que esses versos significam, tanto no contexto imediato daquele tempo como em nosso contexto hoje?”1 “31 Eis aí vêm dias, diz o SENHOR, em que firmarei nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá. 32 Não conforme a aliança que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito; porquanto eles anularam a minha aliança, não obstante eu os haver desposado, diz o SENHOR. 33 Porque esta é a aliança que firmarei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o SENHOR: Na mente, lhes imprimirei as minhas leis, também no coração lhas inscreverei; eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. 34 Não ensinará jamais cada um ao seu próximo, nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece ao SENHOR, porque todos me conhecerão, desde o menor até ao maior deles, diz o SENHOR. Pois perdoarei as suas iniqüidades e dos seus pecados jamais me lembrarei.” (Jeremias 31:31-34 ARA)2. “No contexto imediato, era a promessa de que, após o cativeiro, eles viveriam com Deus numa nova aliança, onde a lei não mais seria considerada apenas um conjunto de regras externas, mas estaria escrita no coração. Eles poderiam viver essa realidade, embora a ratificação dessa aliança só fosse ocorrer na cruz; nós vivemos essa realidade porque essa ratificação já ocorreu.1

“Jeremias proferiu essas palavras em meio à maior crise que o povo já havia enfrentado: a iminente invasão babilônica, quando a nação se via diante da ameaça de uma extinção quase certa. Contudo, como pode ser visto também em outras passagens, o Senhor lhes ofereceu esperança: a promessa de que aquele não seria o fim, e de que eles teriam outra chance de prosperar na presença do Senhor.”1

“Assim, a primeira promessa da ‘nova aliança’ é encontrada, na Bíblia, no contexto do eventual retorno de Israel do exílio babilônico, e da bênção que Deus lhes concederia por ocasião do retorno. Assim como a quebra da aliança feita no Sinai (Jr 31:32) os levou para o exílio, a renovação dessa aliança os preservaria, e manteria a esperança deles quanto ao futuro. Como a aliança do Sinai, a nova aliança seria relacional, e incluiria a mesma lei, os dez mandamentos, porém, agora, escritos não apenas em tábuas de pedra, mas no coração das pessoas, onde deviam ter permanecido durante todo o tempo.”1

“‘A mesma lei que havia sido gravada em tábuas de pedra é escrita pelo Espírito Santo nas tábuas do coração. Em vez de buscar estabelecer nossa própria justiça, aceitamos a justiça de Cristo. Seu sangue expia nossos pecados. Sua obediência é aceita em nosso favor. Então o coração renovado pelo Espírito Santo produz ‘o fruto do Espírito’. Mediante a graça de Cristo viveremos em obediência à lei de Deus, escrita em nosso coração. Tendo o Espírito de Cristo, andaremos como Ele andou’ (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 372).”1

“Sob a nova aliança, os pecados deles seriam perdoados, eles conheceriam o Senhor por si mesmos e obedeceriam à lei de Deus por meio do poder do Espírito Santo que neles atuaria. Na antiga aliança, por sombras e símbolos, e na nova aliança, em realidade, a salvação sempre foi pela fé, uma fé que revelaria ‘o fruto do Espírito’.”1

Quarta-feira, 09 dezembro de 2015. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. Jeremias. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 482, Out. Nov. Dez. 2015. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999

A aliança com Abraão

Lições da Bíblia

“2. Leia Gênesis 12:1-3; 15:1-5; 17:1-14. O que o Senhor pretendia fazer por meio da aliança que estabeleceu com Abraão?”1 “1 Ora, disse o SENHOR a Abrão: Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai e vai para a terra que te mostrarei; 2 de ti farei uma grande nação, e te abençoarei, e te engrandecerei o nome. Sê tu uma bênção! 3 Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão benditas todas as famílias da terra.” (Gênesis 12:1-3 ARA)2. “1 Depois destes acontecimentos, veio a palavra do SENHOR a Abrão, numa visão, e disse: Não temas, Abrão, eu sou o teu escudo, e teu galardão será sobremodo grande. 2 Respondeu Abrão: SENHOR Deus, que me haverás de dar, se continuo sem filhos e o herdeiro da minha casa é o damasceno Eliézer? 3 Disse mais Abrão: A mim não me concedeste descendência, e um servo nascido na minha casa será o meu herdeiro. 4 A isto respondeu logo o SENHOR, dizendo: Não será esse o teu herdeiro; mas aquele que será gerado de ti será o teu herdeiro. 5 Então, conduziu-o até fora e disse: Olha para os céus e conta as estrelas, se é que o podes. E lhe disse: Será assim a tua posteridade.” (Gênesis 15:1-5 ARA)2. “1 Quando atingiu Abrão a idade de noventa e nove anos, apareceu-lhe o SENHOR e disse-lhe: Eu sou o Deus Todo-Poderoso; anda na minha presença e sê perfeito. 2 Farei uma aliança entre mim e ti e te multiplicarei extraordinariamente. 3 Prostrou-se Abrão, rosto em terra, e Deus lhe falou: 4 Quanto a mim, será contigo a minha aliança; serás pai de numerosas nações. 5 Abrão já não será o teu nome, e sim Abraão; porque por pai de numerosas nações te constituí. 6 Far-te-ei fecundo extraordinariamente, de ti farei nações, e reis procederão de ti. 7 Estabelecerei a minha aliança entre mim e ti e a tua descendência no decurso das suas gerações, aliança perpétua, para ser o teu Deus e da tua descendência. 8 Dar-te-ei e à tua descendência a terra das tuas peregrinações, toda a terra de Canaã, em possessão perpétua, e serei o seu Deus. 9 Disse mais Deus a Abraão: Guardarás a minha aliança, tu e a tua descendência no decurso das suas gerações. 10 Esta é a minha aliança, que guardareis entre mim e vós e a tua descendência: todo macho entre vós será circuncidado. 11 Circuncidareis a carne do vosso prepúcio; será isso por sinal de aliança entre mim e vós. 12 O que tem oito dias será circuncidado entre vós, todo macho nas vossas gerações, tanto o escravo nascido em casa como o comprado a qualquer estrangeiro, que não for da tua estirpe. 13 Com efeito, será circuncidado o nascido em tua casa e o comprado por teu dinheiro; a minha aliança estará na vossa carne e será aliança perpétua. 14 O incircunciso, que não for circuncidado na carne do prepúcio, essa vida será eliminada do seu povo; quebrou a minha aliança.” (Gênesis 17:1-14 ARA)2. “Deus pretendia dar a Abraão uma descendência, ser o Deus dele e da sua descendência, dar-lhe uma herança e, por meio dele, abençoar todas as famílias da Terra.1

“Aaliança da graça, feita com Abraão, é fundamental para todo o período da história da salvação. Foi por isso que Paulo a usou para explicar o plano da salvação que se cumpriu no próprio Jesus.”1

“3. Leia Gálatas 3:6-9, 15-18. Como Paulo ligou a aliança feita com Abraão a Jesus e à salvação somente pela fé?”1 “6 É o caso de Abraão, que creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça. 7 Sabei, pois, que os da fé é que são filhos de Abraão. 8 Ora, tendo a Escritura previsto que Deus justificaria pela fé os gentios, preanunciou o evangelho a Abraão: Em ti, serão abençoados todos os povos. 9 De modo que os da fé são abençoados com o crente Abraão. […] 15 Irmãos, falo como homem. Ainda que uma aliança seja meramente humana, uma vez ratificada, ninguém a revoga ou lhe acrescenta alguma coisa. 16 Ora, as promessas foram feitas a Abraão e ao seu descendente. Não diz: E aos descendentes, como se falando de muitos, porém como de um só: E ao teu descendente, que é Cristo. 17 E digo isto: uma aliança já anteriormente confirmada por Deus, a lei, que veio quatrocentos e trinta anos depois, não a pode ab-rogar, de forma que venha a desfazer a promessa. 18 Porque, se a herança provém de lei, já não decorre de promessa; mas foi pela promessa que Deus a concedeu gratuitamente a Abraão.” (Gálatas 3:6-9, 15-18 ARA)2. “Abraão creu na promessa de Deus e, por isso, a aliança foi feita com base na fé; a promessa foi de uma herança, não só temporal, mas eterna, e é recebida pela fé. Essa promessa foi feita a Abraão e a sua descendência, especialmente a Cristo. Por meio de Abraão e desse Descendente, todas as famílias da Terra poderiam, pela fé, se tornar participantes dessa herança.1

“Por meio da descendência de Abraão, que se refere não apenas a seus muitos descendentes, mas em especial a um, Jesus (Gl 3:16), Deus abençoaria o mundo todo. Todos os que quisessem fazer parte da descendência de Abraão, decorrente da fé em Cristo (Gl 3:29), descobririam que o Deus de Abraão também seria seu Deus. Mesmo naquele tempo, Abraão ‘creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça’ (Gl 3:6). Assim como o ladrão na cruz não foi salvo por obras, o mesmo se aplica a Abraão; é sempre e unicamente a graça de Deus que traz salvação. O fato de que Abraão teve oportunidade de realizar obras que resultaram da salvação não significa que as obras o salvaram. Abraão cumpriu sua parte em relação à promessa da aliança, não por ser perfeito (o que ele não era), mas por ser obediente, o que revelava o fato de que sua fé havia tomado posse da promessa da salvação. Suas obras não o justificaram, mas mostraram que ele já estava justificado. Essa é a essência da aliança e a maneira pela qual ela é expressa na vida de fé (Rm 4:1-3).”1

“Reflita sobre a verdade de que a esperança de salvação vem apenas da justiça de Jesus creditada a você pela fé. Que esperança e alegria você encontra nessa maravilhosa provisão feita em seu favor?”1

Segunda-feira, 07 dezembro de 2015. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. Jeremias. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 482, Out. Nov. Dez. 2015. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999

A aliança

Lições da Bíblia

Eis aí vêm dias, diz o Senhor, em que firmarei nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá (Jr 31:31).1

“Embora a Bíblia fale de ‘alianças’, no plural (Rm 9:4; Gl 4:24), há apenas uma aliança básica, a aliança da graça, na qual Deus concede salvação a seres caídos que a reivindicam pela fé. A ideia de ‘alianças’ no plural surge das várias maneiras pelas quais Deus reafirmou a promessa básica da aliança a fim de satisfazer as necessidades de Seu povo em diferentes épocas e contextos.”1

“Mas, quer seja a aliança adâmica (Gn 3:15), a aliança abraâmica (Gn 12:1-3), a aliança sinaítica (Êx 20:2), a aliança davídica (Ez 37:24-27) ou a nova aliança (Jr 31:31-33), a ideia é a mesma. A salvação que Deus provê é um dom imerecido, e a resposta humana a esse dom (em certo sentido, o cumprimento da parte humana no acordo) é fidelidade e obediência.”1

“A primeira referência à nova aliança está em Jeremias, no contexto da volta de Israel do exílio e das bênçãos que Deus lhe concederia. Mesmo em meio à calamidade e à angústia, o Senhor estende ao Seu povo desobediente a oferta de esperança e restauração.”1

Ajude a preparar pessoas para cumprir a missão: identifique, encoraje e envie jovens de sua igreja para a colportagem evangelística e para estudar em nossos internatos.

Assista em vídeo o esboço da lição desta semana.

Sábado, 05 de dezembro de 2015 . Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. Jeremias. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 482, Out. Nov. Dez. 2015. Adulto, Professor.

Cristo, a lei e as alianças – Vídeo

Lições da Bíblia.

Assista em vídeo a discussão do tema da semana.

 

“Leia, de Ellen G. White, A Maravilhosa Graça de Deus [MM 1974], p. 129-135: Meditações sobre a ‘Aliança da Graça’.”

"’Esta mesma aliança foi renovada a Abraão, na promessa: ‘Em tua semente serão benditas todas as nações da Terra’ (Gn 22:18, RC). Essa promessa apontava para Cristo. Assim Abraão a compreendeu (Gl 3:8, 16), e confiou em Cristo para o perdão dos pecados. Foi essa fé que lhe foi atribuída como justiça. A aliança com Abraão mantinha também a autoridade da lei de Deus. […] A aliança abraâmica foi ratificada pelo sangue de Cristo, e é chamada a ‘segunda’, ou ‘nova’ aliança, porque o sangue pelo qual foi selada foi vertido depois do sangue da primeira aliança.’ (Patriarcas e Profetas, p. 371).”1

"’A aliança da graça não é uma verdade nova, porque desde a eternidade existira na mente de Deus’ (Signs of the Times [Sinais dos Tempos], 24 de agosto de 1891).”1

Perguntas para reflexão

“1. O que Êxodo 31:16 e Isaías 56:4-6 sugerem sobre a importância do sábado para a aliança? Leia também Ezequiel 20.”

“2. Muitos pensam que a aliança feita com Abraão era de obras, em contraste com a nova aliança, que é pela graça. Por que essa ideia é errada? Quais versos da Bíblia provam que a aliança sempre foi estabelecida na graça?”

“3. Embora Efésios 1 não use a expressão ‘aliança eterna’, a ideia da aliança aparece (v. 4, 10, 14, 21). Que significado existe na expressão ‘aliança eterna’?”

“4. Deus prometeu que jamais destruiria novamente o mundo com um Dilúvio. Essa promessa foi simbolizada pelo arco-íris. Se o Dilúvio tivesse sido apenas local, como alguns sugerem, o que aconteceria com a promessa de Deus? Por que a ideia de que o Dilúvio não foi global é um grande ataque à verdade bíblica? Se o Dilúvio tivesse sido apenas local, o que as inundações locais, desde então, fariam com a promessa da aliança de Deus?”

Sexta-feira, 06 de junho de 2014. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. Cristo e sua lei. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 476, Abr. Maio Jun. 2013. Adulto, Professor.

Benefícios da aliança (Ef 2:6)

Lições da Bíblia.

“Em muitos casos, as pessoas podem experimentar as promessas de uma aliança antes mesmo do cumprimento de todos os termos. Por exemplo, uma pessoa que compra um imóvel tem a oportunidade de viver nele antes do fim do pagamento. Um cidadão desfruta dos serviços públicos oferecidos pelo governo antes mesmo de começar a pagar impostos. Os que entram em aliança com Deus podem também começar a experimentar os benefícios dessa aliança antes do cumprimento das promessas no futuro.”1

“Considerando os Dez Mandamentos, pense na dor e no sofrimento que as pessoas poderiam evitar se simplesmente os obedecessem. Quem já não experimentou o sofrimento causado pela transgressão desses mandamentos? E ainda pior, esse sofrimento nem sempre se limita à pessoa que viola a lei. Muitas vezes, outros, mesmo os mais próximos do pecador, também sofrem.”1

“5. De acordo com os textos a seguir, quais benefícios podemos encontrar, mesmo hoje, por estar em um relacionamento de aliança com Jesus?”1. “Por isso, não desanimamos; pelo contrário, mesmo que o nosso homem exterior se corrompa, contudo, o nosso homem interior se renova de dia em dia. Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação, não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas.” (2 Coríntios 4:16-18 RA)2; “E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está no seu Filho. Aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida. Estas coisas vos escrevi, a fim de saberdes que tendes a vida eterna, a vós outros que credes em o nome do Filho de Deus.” (1 João 5:11-13 RA)2; “Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus.” (Filipenses 1:6 RA)2; “Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida.” (João 5:24 RA)2. Os que estão em Cristo são novas criaturas, estão salvos e já possuem a vida eterna, embora ainda possam passar pelo sono da morte, possuem a garantia do sacrifício de Jesus que nos habilita vivermos eternamente.

“Jesus usa uma linguagem muito forte no Evangelho de João, quando declara que aquele que O aceita ‘já passou da morte para a vida’ (Jo 5:24, NVI). Tão confiante é o crente em sua salvação que, embora confinado à Terra, ele pode afirmar que está sentado ‘nos lugares celestiais em Cristo Jesus’ (Ef 2:6).”1

“Se alguém lhe perguntasse: ‘O que significa estar sentado com Jesus no Céu?’ (Efésios 2:6), o que você responderia, e por quê?”1

Quinta-feira, 05 de junho de 2014. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. Cristo e sua lei. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 476, Abr. Maio Jun. 2013. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A aliança e o evangelho (Hb 9:15-22)

Lições da Bíblia.

“Havia fortes consequências para a violação de certas alianças bíblicas. O Senhor advertiu Abraão de que todo homem incircunciso seria eliminado do povo escolhido (Gn 17:14), e uma série de maldições foi dirigida aos que se recusassem a cumprir os termos da aliança do Sinai (Dt 27:11-26). Os que violassem os termos da aliança seriam punidos com a morte (Ez 18:4). O mesmo é verdade em relação à nova aliança: aqueles que se recusam a obedecer a lei de Deus não podem ter acesso à vida eterna (Rm 6:23).”1

“4. Leia Hebreus 9:15-28. De que forma o evangelho é revelado nesses versos?” Por isso mesmo, ele é o Mediador da nova aliança, a fim de que, intervindo a morte para remissão das transgressões que havia sob a primeira aliança, recebam a promessa da eterna herança aqueles que têm sido chamados. Porque, onde há testamento, é necessário que intervenha a morte do testador; pois um testamento só é confirmado no caso de mortos; visto que de maneira nenhuma tem força de lei enquanto vive o testador. Pelo que nem a primeira aliança foi sancionada sem sangue; porque, havendo Moisés proclamado todos os mandamentos segundo a lei a todo o povo, tomou o sangue dos bezerros e dos bodes, com água, e lã tinta de escarlate, e hissopo e aspergiu não só o próprio livro, como também sobre todo o povo, dizendo: Este é o sangue da aliança, a qual Deus prescreveu para vós outros. Igualmente também aspergiu com sangue o tabernáculo e todos os utensílios do serviço sagrado. Com efeito, quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e, sem derramamento de sangue, não há remissão. Era necessário, portanto, que as figuras das coisas que se acham nos céus se purificassem com tais sacrifícios, mas as próprias coisas celestiais, com sacrifícios a eles superiores. Porque Cristo não entrou em santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para comparecer, agora, por nós, diante de Deus; nem ainda para se oferecer a si mesmo muitas vezes, como o sumo sacerdote cada ano entra no Santo dos Santos com sangue alheio. Ora, neste caso, seria necessário que ele tivesse sofrido muitas vezes desde a fundação do mundo; agora, porém, ao se cumprirem os tempos, se manifestou uma vez por todas, para aniquilar, pelo sacrifício de si mesmo, o pecado. E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo, assim também Cristo, tendo-se oferecido uma vez para sempre para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o aguardam para a salvação.” (Hebreus 9:15-28 RA)2. O evangelho é revelado através de Jesus que derramou o seu sengue em favor da humanidade ratificando uma nova aliança. Através de sua morte e ressurreição garantiu a vida eterna para todo aquele que nEle crer.

“Hebreus 9:15-28 repete a história do evangelho, ao proclamar a atuação de Cristo para assegurar aos crentes as promessas da aliança. O verso 15 indica que Jesus atua como “Mediador” da nova aliança que, mediante Sua morte, oferece vida eterna aos que, de outra forma, enfrentariam a destruição eterna.” 1

“Nos versos 16 e 17, algumas traduções da Bíblia se desviam da discussão da ‘aliança’ e introduzem o termo ‘testamento’ em seu lugar, embora ali seja usada a mesma palavra grega traduzida por aliança em outros versos do capítulo. Isso traz a ideia da morte de Jesus por nós. Quando vista nesse contexto, a passagem lembra o cristão de que, sem Cristo, a aliança exige a morte de cada pecador. Porém, o pecador pode ser coberto, purificado pelo sangue de Cristo e, assim, estar entre os que ansiosamente aguardam Sua vinda (Hb 9:28).” 1

“’Só então reconheceremos que nossa justiça é na verdade igual a trapos sujos, e que somente o sangue de Cristo pode nos limpar da impureza do pecado e renovar nosso coração à Sua semelhança’ (Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 29, edição 2013).”1

“O próprio Deus, na pessoa de Jesus, tomou sobre Si a punição por nossos pecados, para livrar-­nos da merecida condenação. O que isso diz sobre o caráter de Deus? Por que podemos confiar nEle, não importando nossa situação?” 1

Quarta-feira, 04 de junho de 2014. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. Cristo e sua lei. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 476, Abr. Maio Jun. 2013. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Tábuas da aliança

Lições da Bíblia.

“Embora uma aliança seja alicerçada em promessas, geralmente há condições a serem satisfeitas antes que as promessas sejam cumpridas. A aliança com Abraão envolvia a circuncisão de todos os homens nascidos na casa dele, ou seus descendentes. Quando o Senhor fez uma aliança com Israel, Ele pessoalmente gravou os requisitos para o relacionamento em tábuas de pedra (Dt 9:8-11). Esses requisitos, preservados nos Dez Mandamentos, deviam formar a base da aliança eterna de Deus com todos os seres humanos.”1

“Uma vez que eles detalham certos termos da aliança, os Dez Mandamentos são, muitas vezes, chamados de ‘tábuas da aliança’ (Dt 9:9). Os Dez Mandamentos não foram planejados para ser um obstáculo em nosso caminho, dificultando a vida dos que firmaram uma aliança com Deus. Ao contrário, como expressão do amor de Deus, os mandamentos foram dados para benefício dos que entraram em um relacionamento de aliança com o Senhor.”1

“3. De que forma Jeremias 31:31-34 e Hebreus 10:11-18 confirmam a natureza eterna da lei de Deus na nova aliança?”1. “Eis aí vêm dias, diz o SENHOR, em que firmarei nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá. Não conforme a aliança que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito; porquanto eles anularam a minha aliança, não obstante eu os haver desposado, diz o SENHOR. Porque esta é a aliança que firmarei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o SENHOR: Na mente, lhes imprimirei as minhas leis, também no coração lhas inscreverei; eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. Não ensinará jamais cada um ao seu próximo, nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece ao SENHOR, porque todos me conhecerão, desde o menor até ao maior deles, diz o SENHOR. Pois perdoarei as suas iniquidades e dos seus pecados jamais me lembrarei.” (Jeremias 31:31-34 RA)2; “Ora, todo sacerdote se apresenta, dia após dia, a exercer o serviço sagrado e a oferecer muitas vezes os mesmos sacrifícios, que nunca jamais podem remover pecados; Jesus, porém, tendo oferecido, para sempre, um único sacrifício pelos pecados, assentou-se à destra de Deus, aguardando, daí em diante, até que os seus inimigos sejam postos por estrado dos seus pés. Porque, com uma única oferta, aperfeiçoou para sempre quantos estão sendo santificados. E disto nos dá testemunho também o Espírito Santo; porquanto, após ter dito: Esta é a aliança que farei com eles, depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei no seu coração as minhas leis e sobre a sua mente as inscreverei, acrescenta: Também de nenhum modo me lembrarei dos seus pecados e das suas iniquidades, para sempre. Ora, onde há remissão destes, já não há oferta pelo pecado.” (Hebreus 10:11-18 RA)2. A natureza eterna da lei de deus é confirmada quando Deus afirma que a escreverá no coração de seu povo, daqueles que aceitam pela fé o sacrifício de Cristo.

“Sob a antiga aliança, do Monte Sinai, os israelitas e os que se uniram à comunidade eram obrigados a demonstrar fidelidade à aliança guardando os Dez Mandamentos. Quando violavam um mandamento, deviam oferecer um animal em sacrifício, se quisessem ter seus pecados perdoados.”

“Sob a nova aliança, do Monte Calvário, o povo de Deus ainda é obrigado a guardar os Dez Mandamentos. No entanto, quando pecam, eles não precisam oferecer sacrifícios contínuos, porque Jesus é o seu sacrifício pleno e completo (Hb 9:11-14). A nova aliança é muito melhor do que a antiga porque agora, pela fé, clamamos as promessas de perdão oferecidas a nós mediante o sacrifício de Jesus. ‘Há esperança para nós somente quando estamos na aliança de Abraão, que é a aliança da graça mediante a fé em Cristo Jesus’ (Comentários de Ellen G. White, The SDA Bible Commentary [Comentário Bíblico Adventista], v. 6, p. 1.077; tradução do editor).”

“O que significa ter a lei de Deus escrita no coração? Isso é diferente de entender a lei de Deus apenas como um código de obediência?”

Terça-feira, 03 de junho de 2014. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. Cristo e sua lei. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 476, Abr. Maio Jun. 2013. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Sinais da aliança (Gn 9:12-17)

Lições da Bíblia.

“Uma aliança pode ser simplesmente definida como um acordo entre duas partes com base em promessas feitas por uma, ou por ambas as partes. Existem dois métodos básicos pelos quais uma aliança pode funcionar. No primeiro, as partes envolvidas na aliança concordam com os termos do relacionamento e fazem promessas mútuas. Esse seria o caso em um casamento, fusão de empresas e até mesmo na compra de imóveis. No segundo método, uma parte inicia a aliança, estipulando tanto as promessas quanto as condições inegociáveis, e a outra parte é convidada a participar. Exemplos disso incluem o pagamento de impostos ou de mensalidades em uma instituição educacional. Nos dois casos, cada uma das partes é livre para se retirar da aliança, mas geralmente há uma consequência. Por exemplo, uma pessoa que não paga a prestação de seu imóvel, pode perdê-lo, e um cidadão que se recusa a pagar os impostos será processado.”1

“Normalmente, uma aliança é estabelecida com pelo menos um símbolo. Por exemplo, uma pessoa que compra um imóvel financiado coloca várias assinaturas em um contrato de empréstimo imobiliário junto a uma instituição de crédito, a qual mantém o título de propriedade do imóvel em garantia, até que o valor total seja pago. Para as pessoas casadas, o cartório emite uma certidão de casamento. O documento não é a aliança, mas um indicador de que a pessoa está comprometida com uma aliança.”1

“1. Leia Gênesis 9:12-17 e 17:2-12. Qual é a diferença entre o símbolo e a aliança nessas passagens? Além disso, quais são as diferenças entre essas duas alianças?”1 “Disse Deus: Este é o sinal da minha aliança que faço entre mim e vós e entre todos os seres viventes que estão convosco, para perpétuas gerações: porei nas nuvens o meu arco; será por sinal da aliança entre mim e a terra. Sucederá que, quando eu trouxer nuvens sobre a terra, e nelas aparecer o arco, então, me lembrarei da minha aliança, firmada entre mim e vós e todos os seres viventes de toda carne; e as águas não mais se tornarão em dilúvio para destruir toda carne. O arco estará nas nuvens; vê-lo-ei e me lembrarei da aliança eterna entre Deus e todos os seres viventes de toda carne que há sobre a terra. Disse Deus a Noé: Este é o sinal da aliança estabelecida entre mim e toda carne sobre a terra.” (Gênesis 9:12-17 RA)2; “Farei uma aliança entre mim e ti e te multiplicarei extraordinariamente. Prostrou-se Abrão, rosto em terra, e Deus lhe falou: Quanto a mim, será contigo a minha aliança; serás pai de numerosas nações. Abrão já não será o teu nome, e sim Abraão; porque por pai de numerosas nações te constituí. Far-te-ei fecundo extraordinariamente, de ti farei nações, e reis procederão de ti. Estabelecerei a minha aliança entre mim e ti e a tua descendência no decurso das suas gerações, aliança perpétua, para ser o teu Deus e da tua descendência. Dar-te-ei e à tua descendência a terra das tuas peregrinações, toda a terra de Canaã, em possessão perpétua, e serei o seu Deus. Disse mais Deus a Abraão: Guardarás a minha aliança, tu e a tua descendência no decurso das suas gerações. Esta é a minha aliança, que guardareis entre mim e vós e a tua descendência: todo macho entre vós será circuncidado. Circuncidareis a carne do vosso prepúcio; será isso por sinal de aliança entre mim e vós. O que tem oito dias será circuncidado entre vós, todo macho nas vossas gerações, tanto o escravo nascido em casa como o comprado a qualquer estrangeiro, que não for da tua estirpe.” (Gênesis 17:2-12 RA)2. A primeira tinha como símbolo o arco-íris que representava a aliança de Deus com toda criação, através dela Deus se comprometeu que a terra não seria mais destruída por águas de um dilúvio. A segunda aliança foi simbolizada pela circuncisão e foi estabelecida com Abraão e consistia em torna-lo pai de uma grande nação e que esta deveria ser uma benção para todas as demais nações.

“Em Gênesis 9:9, Deus fez uma aliança com a criação, estabelecendo que Ele jamais destruiria a Terra novamente com água. Sempre que um arco-íris aparece no Céu, todos devem se lembrar da promessa de Deus. O mesmo se pode dizer da marca da circuncisão, que devia fazer todo judeu lembrar do papel de Seu povo em abençoar as nações. A primeira aliança foi feita com toda a humanidade, a outra especificamente com a nação de Israel. Além disso, na aliança feita com a humanidade depois do Dilúvio, as pessoas não tinham que fazer nada. A promessa estava ali, independentemente do que elas fizessem. A situação foi diferente com a segunda aliança, feita com Israel: o povo tinha que fazer a sua parte no acordo.”1

Domingo, 01 de junho de 2014. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. Cristo e sua lei. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 476, Abr. Maio Jun. 2013. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.