Primeiro a aliança

Lições da Bíblia1:

1. Leia Josué 5:1-7. Por que o Senhor ordenou a Josué que circuncidasse a segunda geração de israelitas naquele momento específico da conquista de Canaã?

Josué 5:1-7 (NAA)2: 1 Quando todos os reis dos amorreus que habitavam deste lado do Jordão, a oeste, e todos os reis dos cananeus que estavam junto ao mar ouviram que o Senhor tinha secado as águas do Jordão diante dos filhos de Israel, até que tivéssemos passado, o coração deles se derreteu de medo e ficaram desanimados, por causa dos filhos de Israel. 2 Naquele tempo o Senhor disse a Josué: — Faça facas de pedra e passe de novo a circuncidar os filhos de Israel. 3 Então Josué fez facas de pedra e circuncidou os filhos de Israel em Gibeate-Haralote. 4 Foi esta a razão por que Josué os circuncidou: todo o povo que tinha saído do Egito, os homens, todos os homens de guerra, tinham morrido pelo caminho, no deserto. 5 Porque todo o povo que saiu do Egito estava circuncidado, mas a nenhum deles que havia nascido no deserto, pelo caminho, depois de terem saído do Egito, haviam circuncidado. 6 Porque os filhos de Israel andaram quarenta anos pelo deserto, até desaparecer toda a nação, a saber, os homens de guerra que saíram do Egito, que não obedeceram à voz do Senhor, aos quais o Senhor tinha jurado que não lhes deixaria ver a terra que o Senhor, sob juramento, prometeu dar a seus pais, terra que mana leite e mel. 7 Porém em seu lugar pôs os filhos deles, e a estes Josué circuncidou. Estavam incircuncisos, porque não os circuncidaram no caminho.

Após a exploração do país, o relato encorajador dos espias e a travessia miraculosa do Jordão, poderíamos esperar um ataque imediato ao inimigo. No entanto, havia algo mais importante do que a conquista militar: a aliança de Israel com Deus. Antes que a nova geração pudesse se envolver na tomada do território, ela precisava estar totalmente ciente de seu relacionamento especial com o Dono daquele território. A renovação do sinal da aliança veio como uma resposta ao ato miraculoso e de graça de Deus ao guiar Israel em segurança através do Jordão.

Nossa aliança com Deus deve ser sempre uma resposta de gratidão pelo que Ele já fez por nós, e nunca uma tentativa de obter benefícios por meio de uma obediência legalista às Suas exigências (esse conceito foi fundamental nos conflitos de Paulo com aqueles que insistiam em que os gentios convertidos fossem circuncidados, como vemos claramente na Carta aos Gálatas).

Israel estava à beira da maior campanha militar de sua história, e poderíamos esperar que todo o acampamento estivesse focado nos preparativos de guerra. Na verdade, estava, mas não da maneira convencional. Em vez de preparar os cavalos e afiarem as espadas, eles se dedicaram a um ritual que deixou a maior parte da força de combate vulnerável por pelo menos três dias.

Eles fizeram isso para celebrar seu relacionamento com Deus, que os havia libertado do Egito. Por quê? Porque reconheciam que a batalha pertence ao Senhor. Era Ele quem lhes concedia vitória e êxito. Jesus apresentou o mesmo princípio em palavras diferentes: “Busquem em primeiro lugar o reino de Deus e a Sua justiça, e todas estas coisas lhes serão acrescentadas” (Mt 6:33). Na maioria das vezes, a vida cotidiana parece nos pressionar com a urgência de tantas coisas importantes que esquecemos de dar prioridade à coisa mais importante em nossa vida: a renovação diária de nosso compromisso com Cristo.

Por que é fácil deixar Deus de lado por coisas que parecem mais “importantes”? Como podemos combater essa tendência?

Domingo, 09 de novembro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

________________

1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Lições de fé do livro de Josué. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 522, out. nov. dez. 2025. Adulto, Professor.

2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

A aliança e o modelo – Estudo adicional

Lições da Bíblia1:

Leia, de Ellen G. White, Patriarcas e Profetas [CPB, 2022], p. 292-299 (“O tabernáculo e suas cerimônias”).

O tabernáculo era um lugar especial em que a expiação era realizada pelos pecados confessados do povo. Era ali que o plano da salvação era revelado, de maneira razoavelmente detalhada, aos israelitas no deserto. Ele ensinava as verdades da justificação, da santificação e do juízo. Cada sacrifício ilustrava a morte de Jesus, o perdão dos pecados e a eliminação futura dos pecados. E, junto com os sacrifícios, estava a lei de Deus, que é o padrão da justiça.

“A lei de Deus, que estava dentro da arca, era a grande regra de justiça e juízo. Essa lei condenava o transgressor à morte; mas por cima da lei estava o propiciatório, sobre o qual se revelava a presença de Deus, e do qual, em virtude da obra expiatória, se concedia o perdão ao pecador arrependido. Assim, na obra de Cristo pela nossa redenção, simbolizada pelo ritual do santuário, ‘encontraram-se a graça e a verdade, a justiça e a paz se beijaram’” (Sl 85:10; Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 295).

Perguntas para consideração

1. Quantas vezes você já disse: “Tudo o que o Senhor falou nós faremos”? Você foi bem-sucedido em seus esforços?

2. Moisés passou 40 dias com o Senhor no monte Sinai. Depois, Deus enfatizou que os israelitas deveriam observar o sábado, que seria um sinal entre ambos de que o Senhor os santificaria. Qual é o papel da santidade e da santificação na observância do sábado?

3. O Senhor queria que Seu povo fizesse um santuário para que Ele habitasse no meio dele. É impressionante notar que esse lugar era o centro da salvação para Israel. No santuário, local em que Deus habitava no meio do povo, o plano da salvação foi ilustrado por meio de tipos e sombras. Isso revela que somos dependentes de Deus para a salvação?

4. Por meio do sangue dos animais, todos os pecados eram levados para o santuário, a casa de Deus. O que isso significa? Como essa verdade maravilhosa ilustra, mesmo que de maneira imperfeita, o que Jesus fez na cruz por nós e o que Ele está fazendo por nós agora no santuário celestial?

Sexta-feira, 05 de setembro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

_______________
1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro do êxodo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 521, jul. ago. set. 2025. Adulto, Professor.

A aliança e o modelo

Lições da Bíblia1:

“Moisés foi e transmitiu ao povo todas as palavras do Senhor e todos os estatutos. Então todo o povo respondeu a uma voz e disse: – Tudo o que o Senhor falou nós faremos” (Êx 24:3).

Leituras da semana: Êx 24; 1Co 11:23-29; Lv 10:1, 2; Ez 36:26-28; Êx 25:1-9; 31

Como seu Deus, Criador e Redentor, o Senhor desejava estar com Seu povo e habitar no meio dele. Deus nos criou para vivermos em profunda comunhão com Ele. No entanto, se relacionamentos significativos com outras pessoas só se constroem com tempo e dedicação, o mesmo é verdade em nosso relacionamento vertical com Deus. Essa pode ser uma experiência edificante e de muito crescimento, mas somente se passarmos tempo com Ele. Em termos práticos, significa estudar Sua Palavra (na qual Deus fala conosco), orar (quando abrimos o coração para Deus) e testemunhar aos outros sobre a morte, ressurreição e volta de Cristo (envolvendo-nos na missão de Deus). À medida que o Senhor nos abençoa, seremos um canal de bênçãos para os outros.

O foco deve estar em Deus, não em nós mesmos (Hb 12:1, 2). Ao nos conectarmos com Ele, Deus nos capacita a seguir Seus ensinos, o que significa obedecer à Sua Palavra. Não é de admirar que a geração de seguidores de Cristo do tempo do fim seja descrita como aqueles “que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap 14:12).

Na verdade, é simples: amamos a Deus e, por causa desse amor, O obedecemos.

Sábado, 30 de agosto de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

_______________
1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro do êxodo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 521, jul. ago. set. 2025. Adulto, Professor.

O Código da Aliança

Lições da Bíblia1:

No Sinai, com a entrega da lei, Deus estabeleceu a base para ensinar Seu povo que, por meio da conexão com Ele, poderia ter uma vida santa. Mas como os princípios da lei precisavam ser aplicados na vida cotidiana, Deus deu leis adicionais, chamadas de “Código da Aliança”. Era responsabilidade dos juízes zelar por essas leis e aplicá-las corretamente.

“Com a mente cegada e pervertida pela escravidão e pelo paganismo, os israelitas não estavam preparados para valorizar completamente os princípios de grande alcance dos dez preceitos de Deus. Para que os deveres expressos no Decálogo pudessem ser mais plenamente entendidos e executados, foram dados preceitos adicionais, que ilustravam e aplicavam os princípios dos Dez Mandamentos. Essas leis foram chamadas de ‘juízos’, tanto porque eram organizadas com sabedoria e equidade infinita quanto pelo fato de que os magistrados deveriam julgar de acordo com elas. Diferentemente dos Dez Mandamentos, foram transmitidas particularmente a Moisés, que as deveria comunicar ao povo” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas [CPB, 2022], p. 260, 261).

1. Leia Êxodo 21:1-32. Quais regulamentos específicos foram dados a respeito de escravos hebreus, homicídio e lesões corporais?

Êxodo 21:1-32 (NAA)2: 1 São estes os estatutos que você apresentará aos filhos de Israel: 2— Se você comprar um escravo hebreu, ele trabalhará para você durante seis anos; mas no sétimo ano será livre, de graça. 3 Se chegou solteiro, irá embora sozinho; se era homem casado, a mulher irá com ele. 4 Se o dono lhe der uma mulher, e ela der à luz filhos e filhas, a mulher e seus filhos serão do dono do escravo, e ele irá embora sozinho. 5 Porém, se o escravo expressamente disser: “Eu amo o meu dono, a minha mulher e os meus filhos; não quero ser livre”, 6 então o dono do escravo o levará aos juízes, e o fará chegar à porta ou à ombreira da porta, e o seu dono furará a orelha dele com um furador; e ele será seu escravo para sempre. 7 — Se um homem vender a sua filha para ser escrava, esta não ficará livre como ficam livres os escravos homens. 8 Se ela não agradar ao seu senhor, que se comprometeu a casar com ela, ele terá de permitir que ela seja resgatada; não poderá vendê-la a um povo estranho, pois isso será deslealdade para com ela. 9 Mas, se a casar com seu filho, deverá tratá-la como se tratam as filhas. 10 Se ele der ao filho outra mulher, não diminuirá o mantimento da primeira, nem os seus vestidos, nem os seus direitos conjugais. 11 Se não lhe fizer estas três coisas, ela poderá ir embora de graça, sem ter de pagar nada. 12 — Quem ferir um homem, de modo que este venha a morrer, também será morto. 13 Porém, se não lhe armou ciladas, mas Deus permitiu que ele caísse em suas mãos, então designarei a você um lugar para onde ele fugirá. 14 Se alguém vier maliciosamente contra o próximo, matando-o à traição, você deve tirá-lo até mesmo do meu altar, para que seja morto. 15 — Quem ferir seu pai ou sua mãe será morto. 16 — Quem raptar alguém e o vender, ou for achado tendo esse alguém ainda em seu poder, será morto. 17 — Quem amaldiçoar seu pai ou sua mãe será morto. 18 — Se dois brigarem e um ferir o outro com uma pedra ou com o punho, e o ferido não morrer, mas ficar de cama; 19 se ele se levantar outra vez e andar fora, apoiado no seu bordão, então será absolvido aquele que o feriu; somente lhe pagará o tempo que perdeu e fará com que seja completamente curado. 20 — Se alguém ferir o seu escravo ou a sua escrava com um bordão, e o ferido morrer logo, será punido; 21 porém, se ele sobreviver por um ou dois dias, o dono não será punido, porque o escravo é propriedade sua. 22 — Se homens brigarem e ferirem uma mulher grávida, e forem causa de que aborte, porém sem maior dano, aquele que feriu será obrigado a indenizar segundo o que lhe exigir o marido da mulher; e pagará como os juízes lhe determinarem. 23 Mas, se houver dano grave, então o castigo será vida por vida, 24 olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé, 25 queimadura por queimadura, ferimento por ferimento, golpe por golpe. 26 — Se alguém ferir o olho do seu escravo ou o olho da sua escrava e inutilizar o olho, deverá deixar o escravo ir livre como pagamento pelo olho. 27 E, se com violência fizer cair um dente do seu escravo ou da sua escrava, deverá deixar o escravo ir livre como pagamento pelo dente. 28 — Se um boi chifrar um homem ou uma mulher, fazendo com que morra, o boi será apedrejado e a carne dele não será comida; mas o dono do boi será absolvido. 29 Mas, se o boi já antes costumava chifrar, e o seu dono sabia disso e não o prendeu, e o boi matar um homem ou uma mulher, o boi será apedrejado, e também será morto o seu dono. 30 Se lhe for exigido resgate, dará, então, como resgate da sua vida tudo o que lhe for exigido. 31 Quer tenha chifrado um filho, quer tenha chifrado uma filha, este julgamento lhe será aplicado. 32 Se o boi chifrar um escravo ou uma escrava, o senhor deles receberá um pagamento de trezentos e sessenta gramas de prata, e o boi será apedrejado.

O Código da Aliança ocupa vários capítulos (Êx 21; 22; 23:1-19). Todos esses regulamentos e leis tinham o objetivo de conter o crescimento do mal e construir uma sociedade organizada.

As leis que regulamentavam a escravidão eram peculiares e não devem ser confundidas com a prática cruel e perversa da escravidão moderna ou medieval. Os “escravos” hebreus eram protegidos e valorizados. Nas sociedades modernas e medievais, servos e escravos eram propriedade de seu dono, que podia fazer o que quisesse com eles. As leis bíblicas, porém, regulamentavam as coisas de modo distinto. A servidão era limitada a seis anos (Êx 21:1, 2; Jr 34:8-22); no sétimo ano, todos os escravos tinham que ser libertados, a menos que quisessem ficar com seu senhor. Os senhores também tinham que dar-lhes o descanso no sábado (Êx 20:9, 10) e prover suas necessidades essenciais.

Embora na maior parte do mundo a escravidão tenha sido abolida, de que modo alguns de seus resquícios persistem? Como podemos combatê-los?

Domingo, 24 de agosto de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

_______________
1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro do êxodo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 521, jul. ago. set. 2025. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Aliança no Sinai – Estudo adicional

Lições da Bíblia1:

Leia, de Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 254-265 (“A lei de Deus”); 280-290 (“O inimigo da lei”).

“Deus pretendia fazer da ocasião em que pronunciaria Sua lei uma cena de impressionante e respeitável grandeza, à altura do exaltado caráter daquela lei. O povo precisaria compreender que todas as coisas ligadas ao serviço de Deus devem ser consideradas com a maior reverência” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas [CPB, 2022], p. 254).

O princípio da reverência brota da compreensão da majestade de Deus. Ao contemplar Sua glória, o coração se enche de gratidão e o orgulho é humilhado. Quanto mais perto vemos Sua santidade, mais vemos nossas imperfeições, levando-nos a ter sede de Sua presença transformadora e o desejo de ser semelhantes a Ele. Saber quem somos, em contraste com Deus e Sua lei, nos torna dependentes da morte substitutiva de Cristo por nós.

Jesus afirmou que, se humildemente aceitarmos Deus como Senhor, Seus mandamentos não serão pesados (Mt 11:28-30). Ele disse que a lei divina tem validade permanente (Mt 5:17-20). Quando observamos as leis de Deus por amor e gratidão a Ele, pela salvação que nos concedeu gratuitamente, experimentamos a plenitude de um relacionamento salvífico com Ele. Além de desfrutar as vantagens de guardar a lei (afinal, violá-la só traz sofrimento e dificuldades), temos a certeza de saber que nossa salvação é encontrada em Jesus, e não em nossa observância da lei.

Perguntas para consideração

1. A preparação para receber a lei ajudou Israel a ter a reverência de que precisavam. Hoje existe a mesma reverência e temor diante de Deus?

2. Reflita sobre a fórmula da aliança: “Eu serei o Deus deles, e eles serão o Meu povo.” O que isso significa? Como isso se revela em nós?

3. O que Deus nos ordena fazer, Ele nos capacita a realizar. Ellen G. White afirma que “todas as Suas ordens são promessas habilitadoras” (Parábolas de Jesus [CPB, 2022], p. 192). Como aplicar essas promessas (em hebraico, dabarim)?

4. Como responder à ideia de que, após a cruz, a lei foi anulada? Na maioria dos casos, o que os adeptos dessa ideia acreditam que foi abolido?

Sexta-feira, 22 de agosto de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

_______________
1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro do êxodo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 521, jul. ago. set. 2025. Adulto, Professor.

No monte Sinai

Lições da Bíblia1:

1. Leia Êxodo 19:1-8. O que Deus prometeu aos israelitas, no pé do monte Sinai?

Êxodo 19:1-8 (NAA)2: 1 No terceiro mês depois da saída dos filhos de Israel da terra do Egito, no primeiro dia desse mês, eles chegaram ao deserto do Sinai. 2 Tendo partido de Refidim, vieram ao deserto do Sinai, no qual acamparam; ali Israel acampou em frente ao monte. 3 Moisés subiu para encontrar-se com Deus. E do monte o Senhor o chamou e lhe disse: — Assim você falará à casa de Jacó e anunciará aos filhos de Israel: 4 “Vocês viram o que fiz aos egípcios e como levei vocês sobre asas de águia e os trouxe para perto de mim. 5 Agora, pois, se ouvirem atentamente a minha voz e guardarem a minha aliança, vocês serão a minha propriedade peculiar dentre todos os povos. Porque toda a terra é minha, 6 e vocês serão para mim um reino de sacerdotes e uma nação santa.” São estas as palavras que você falará aos filhos de Israel. 7 Moisés foi, chamou os anciãos do povo e expôs diante deles todas estas palavras que o Senhor lhe havia ordenado. 8 Então todo o povo respondeu a uma só voz: — Tudo o que o Senhor falou faremos. E Moisés relatou ao Senhor as palavras do povo.

Deus levou os israelitas ao monte Sinai, onde pouco depois lhes daria os Dez Mandamentos (o Decálogo). O Jebel Musa (“monte de Moisés”, em árabe), que fica na península do Sinai e tem 2.285 metros de altitude, provavelmente seja o local em que Moisés se encontrou com Deus várias vezes (Êx 3:1; 19:2; 24:18) e, séculos depois, Elias fez o mesmo (1Rs 19:8). Essa é também a montanha em que Deus chamou Moisés para liderar Israel (Êx 3:1, 10). Naquele momento, Deus informou a Moisés que ele adoraria ao Senhor naquele mesmo local, junto com os israelitas libertados, o que seria um sinal de que o Deus de Abraão, Isaque e Jacó os estava conduzindo (Êx 3:12).

Após dois meses de viagem, os israelitas chegaram ao Sinai (Êx 19:1), onde ficaram cerca de um ano (Êx 19:1; Nm 10:11, 12). Naquele ano, Deus entregou inúmeras leis (Êx 19–40; Lv 1–27; Nm 1:1–10:10). A estada de Israel no monte Sinai é o elemento central da narrativa encontrada nos primeiros cinco livros da Bíblia. Naquele momento Israel foi estabelecido como o povo escolhido de Deus, a única nação que não havia mergulhado no paganismo e na idolatria.

Deus tomou a iniciativa e estabeleceu a aliança entre Ele e Israel. Sob a condição da obediência do povo e de manter um relacionamento com Ele, Deus prometeu fazer dele “tesouro especial”, “reino de sacerdotes” e “nação santa” (Êx 19:5, 6, NVI).

Ser um povo santo significa ser dedicado a Deus e revelar Seu caráter aos outros, especialmente às nações ao redor. Israel também foi chamado para atuar como um reino de sacerdotes que conectaria pessoas com Deus, levando-as a Ele e ensinando-lhes Sua vontade e Suas leis. Israel devia ser o tesouro especial de Deus, porque Ele desejava que Seu povo se tornasse Seu canal para iluminar o mundo.

Essa aliança foi o estabelecimento legal do relacionamento entre Deus e Seu povo. A fórmula geral da aliança, com leves variações nos textos, é: “Eu serei o Deus deles, e eles serão o Meu povo” (Jr 31:33; Êx 6:7; Lv 26:12; Jr 24:7; Hb 8:10; Ap 21:3)

Imagine ser o “tesouro especial” de Deus! Que privilégios especiais isso envolveria? Que responsabilidades especiais você teria?

Domingo, 17 de agosto de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

_______________
1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro do êxodo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 521, jul. ago. set. 2025. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Aliança no Sinai

Lições da Bíblia1:

“Vocês viram o que fiz aos egípcios e como levei vocês sobre asas de águia e os trouxe para perto de Mim. Agora, pois, se ouvirem atentamente a Minha voz e guardarem a Minha aliança, vocês serão a Minha propriedade peculiar dentre todos os povos. Porque toda a terra é Minha, e vocês serão para Mim um reino de sacerdotes e uma nação santa” (Êx 19:4-6).

Leituras da semana: Êx 19; 20:1-17; Ap 21:3; Dt 5:6-21; Tg 1:23-25; Rm 3:20-24; 10:4

Para onde Deus levou os israelitas depois de libertá-los? Talvez você responda: “Para o deserto e, depois, para a terra prometida.” Mesmo que essa resposta esteja correta quanto à geografia, ela está errada quanto à teologia. Deus respondeu: “Vocês viram o que fiz aos egípcios e como levei vocês sobre asas de águia e os trouxe para perto de Mim” (Êx 19:4; grifo nosso). A resposta teológica à pergunta revela a prioridade e o objetivo divinos: Ele os levou para perto de Si mesmo.

Quando nos afastamos, Deus nos procura e nos chama de volta. O melhor exemplo dessa verdade está no Éden, quando Adão e Eva pecaram e se esconderam de Deus. Ele perguntou: “Onde você está?” (Gn 3:9). Ele sempre dá o primeiro passo. Jesus chamou: “Venham a Mim todos vocês que estão cansados e sobrecarregados, e Eu os aliviarei. Tomem […] o Meu jugo e aprendam de Mim, porque sou manso e humilde de coração; e vocês acharão descanso” (Mt 11:28, 29, grifo nosso).

Deus chama a todos nós. Nosso destino eterno depende de nossa resposta.

Sábado, 16 de agosto de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

_______________
1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro do êxodo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 521, jul. ago. set. 2025. Adulto, Professor.

O amor da aliança – Estudo adicional

Lições da Bíblia1:

Leia, de Ellen G. White, Caminho a Cristo [CPB, 2024], p. 59-66 (“O privilégio de falar com Deus”).

“Leve suas necessidades, alegrias, tristezas, preocupações e temores a Deus. Você não conseguirá sobrecarregá-Lo nem deixá-Lo cansado. Aquele que conta os fios de cabelo de sua cabeça não é indiferente às necessidades de Seus filhos. […] Seu coração repleto de amor se enternece com nossas tristezas e expressões de pesar. Entregue a Ele todas as coisas que perturbam sua mente. Nada é grande demais para Ele suportar, pois é Ele quem mantém os mundos e governa o Universo. Nada daquilo que, de alguma forma, diz respeito à nossa paz é pequeno demais para que Ele perceba. Não há um só capítulo de nossa existência que seja escuro demais para Ele ler, nem dificuldade alguma tão complicada para Ele resolver. Nenhuma calamidade poderá sobrevir ao mais humilde de Seus filhos, ansiedade alguma que lhe perturbe a alma, nenhuma alegria que possa ter, nenhuma oração sincera que lhe escape dos lábios, sem que seja observada pelo Pai celestial, ou sem que Lhe desperte imediato interesse. […] As relações entre Deus e cada pessoa são tão particulares e plenas que é como se não houvesse nenhuma outra por quem tivesse dado Seu amado Filho” (Caminho a Cristo, p. 63, 64).

Perguntas para consideração

1. “As relações entre Deus e cada pessoa são tão particulares e plenas que é como se não houvesse nenhuma outra por quem tivesse dado Seu amado Filho.” Essa verdade lhe traz conforto? Como você deve viver sabendo que Deus está ao seu lado? Como viver à luz dessa promessa? O que ocorrerá se crermos nisso de todo o coração?

2. Como você entende o Salmo 103:17 e 18? Ainda que o amor de Deus seja eterno, os benefícios do relacionamento com Ele dependem de aceitarmos Seu amor?

Salmo 103:17 e 18 (NAA)2: “17 Mas a misericórdia do Senhor é de eternidade a eternidade sobre os que o temem, e a sua justiça, sobre os filhos dos filhos, 18 para com os que guardam a sua aliança e para com os que se lembram dos seus preceitos e os cumprem.”

3. Entender essa verdade faz diferença em seu relacionamento com Deus? Essa realidade influencia sua maneira de pensar sobre as dificuldades dos outros?

Quinta-feira, 09 de janeiro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

_______________
1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O anor e a justiça de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 519, jan. fev. mar. 2025. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.