Escutem, ó céus! (Is 1:1-9)

Lições da Bíblia1

Na breve introdução de seu livro, o profeta identifica seu autor (Isaías, “filho de Amoz”), a fonte de sua mensagem (uma “visão”) e seu assunto (Judá e sua capital, Jerusalém, durante o reinado de quatro reis). Ele também identifica seu público primário como o povo de seu país durante o tempo em que ele viveu. O profeta falou com o povo acerca da condição e do destino dele.

Mencionando os reis em cujos reinados ele atuou, Isaías restringiu o público-alvo e relacionou o livro aos acontecimentos históricos e políticos de determinado período, que nos leva aos relatos de 2 Reis 15–20 e 2 Crônicas 26–32.

1 Qual é a essência da mensagem de Isaías 1:2? Como essa ideia é vista ao longo da história sagrada? Ela também poderia ser declarada sobre a igreja cristã hoje?

Isaías 1:2 (ARA)2: “Ouvi, ó céus, e dá ouvidos, ó terra, porque o Senhor é quem fala: Criei filhos e os engrandeci, mas eles estão revoltados contra mim.”

Observe que a mensagem de Isaías inicia com as palavras “Escutem, ó céus, e ouça, ó Terra” (compare com Dt 30:19 [“Os céus e a terra tomo, hoje, por testemunhas contra ti, que te propus a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua descendência,”]; 31:28 [“Ajuntai perante mim todos os anciãos das vossas tribos e vossos oficiais, para que eu fale aos seus ouvidos estas palavras e contra eles, por testemunhas, tomarei os céus e a terra.”]). O Senhor não estava sugerindo que o céu e a Terra pudessem ouvir ou entender. Em vez disso, Ele usou essa imagem para dar ênfase.

Quando um antigo rei do Oriente Próximo, como um imperador hitita, fazia um tratado político com um governante menos importante, ele invocava seus deuses como testemunhas para enfatizar que qualquer violação do acordo certamente seria observada e punida. Porém, quando o divino Rei dos reis fez uma aliança com os israelitas nos dias de Moisés, Ele não Se referiu a outros deuses como testemunhas. Como o único Deus verdadeiro, Ele convocou os céus e a Terra para que cumprissem essa função (Dt 4:26).

2. Leia com atenção Isaías 1:1-9. Resuma nas linhas a seguir os pecados de Judá. Anote especialmente os resultados desses pecados. De que Judá era culpado e o que aconteceu por causa de sua culpa? Ao mesmo tempo, que esperança é apresentada no verso 9?

Isaías 1:1-9 ARA(RA)2: “1 Visão de Isaías, filho de Amoz, que ele teve a respeito de Judá e Jerusalém, nos dias de Uzias, Jotão, Acaz e Ezequias, reis de Judá. 2 Ouvi, ó céus, e dá ouvidos, ó terra, porque o Senhor é quem fala: Criei filhos e os engrandeci, mas eles estão revoltados contra mim. 3 O boi conhece o seu possuidor, e o jumento, o dono da sua manjedoura; mas Israel não tem conhecimento, o meu povo não entende. 4 Ai desta nação pecaminosa, povo carregado de iniquidade, raça de malignos, filhos corruptores; abandonaram o Senhor, blasfemaram do Santo de Israel, voltaram para trás. 5 Por que haveis de ainda ser feridos, visto que continuais em rebeldia? Toda a cabeça está doente, e todo o coração, enfermo. 6 Desde a planta do pé até à cabeça não há nele coisa sã, senão feridas, contusões e chagas inflamadas, umas e outras não espremidas, nem atadas, nem amolecidas com óleo. 7 A vossa terra está assolada, as vossas cidades, consumidas pelo fogo; a vossa lavoura os estranhos devoram em vossa presença; e a terra se acha devastada como numa subversão de estranhos. 8 A filha de Sião é deixada como choça na vinha, como palhoça no pepinal, como cidade sitiada. 9 Se o Senhor dos Exércitos não nos tivesse deixado alguns sobreviventes, já nos teríamos tornado como Sodoma e semelhantes a Gomorra.

Domingo, 27 de dezembro de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Isaías: Consolo para o povo de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 503, jan. fev. mar. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A chegada da rainha

Lições da Bíblia

“3. Leia Daniel 5:9-12. O que a rainha disse sobre Daniel que o rei já devia saber? O que a aparente ignorância de Belsazar quanto à existência de Daniel nos revela sobre o rei? Assinale a alternativa correta:”1

Daniel 5:9-12 (ARA)2: “8 Então, entraram todos os sábios do rei; mas não puderam ler a escritura, nem fazer saber ao rei a sua interpretação. 9 Com isto, se perturbou muito o rei Belsazar, e mudou-se-lhe o semblante; e os seus grandes estavam sobressaltados. 10 A rainha-mãe, por causa do que havia acontecido ao rei e aos seus grandes, entrou na casa do banquete e disse: Ó rei, vive eternamente! Não te turbem os teus pensamentos, nem se mude o teu semblante. 11 Há no teu reino um homem que tem o espírito dos deuses santos; nos dias de teu pai, se achou nele luz, e inteligência, e sabedoria como a sabedoria dos deuses; teu pai, o rei Nabucodonosor, sim, teu pai, ó rei, o constituiu chefe dos magos, dos encantadores, dos caldeus e dos feiticeiros, 12 porquanto espírito excelente, conhecimento e inteligência, interpretação de sonhos, declaração de enigmas e solução de casos difíceis se acharam neste Daniel, a quem o rei pusera o nome de Beltessazar; chame-se, pois, a Daniel, e ele dará a interpretação.

A. (   ) Revela que o rei desconsiderava o passado de Daniel e seu Deus.
B. (   ) Mostra que ele amava o Deus de Daniel e queria conhecê-Lo.

Resposta sugestiva: Alternativa A.

“Visto que o salão de banquetes havia sido tomado de confusão por causa da mensagem misteriosa na parede, a rainha entrou e deu instruções ao atordoado rei. Ela lembrou o monarca sobre Daniel, cuja habilidade para interpretar sonhos e resolver mistérios tinha sido demonstrada durante a época de Nabucodonosor. Se Belsazar fosse tão inteligente quanto seu antecessor, ele saberia a quem recorrer para descobrir o significado dessa escrita misteriosa. A intervenção da rainha se mostrou necessária para o rei, que naquele momento parecia totalmente perdido quanto ao que fazer. Suas palavras soam como uma repreensão a Belsazar por ele ter negligenciado a única pessoa no reino que poderia interpretar a escrita misteriosa. Além disso, ela apresentou verbalmente ao monarca o currículo de Daniel: o profeta tinha o Espírito do Deus Santo, luz, inteligência e sabedoria divina, espírito excelente, conhecimento; era capaz de compreender, interpretar sonhos, resolver mistérios e explicar enigmas; ele era o chefe dos magos, astrólogos, caldeus e adivinhos na época de Nabucodonosor (Dn 5:11,12).”1

“A essa altura, novamente nos perguntamos por que Belsazar ignorou Daniel. O texto não oferece uma resposta direta a essa pergunta, mas presumimos que, naquele momento, Daniel, após ter servido ao rei pelo menos até o terceiro ano de seu reinado (Dn 8:1, 27), não mais estava no serviço ativo. Um fator poderia ser a idade do profeta. Ele provavelmente estivesse com cerca de 80 anos, e é possível que o rei tivesse substituído a idosa liderança por uma geração mais jovem. O rei também pode ter decidido ignorar Daniel porque não queria se comprometer com o Deus dele. Mas seja qual for a razão ou a combinação de razões, continua a ser surpreendente que alguém com um registro de trabalho como o de Daniel pudesse ter sido esquecido tão cedo.”1

“Leia Romanos 1:16-32 [‘16 Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego; 17 visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá por fé. 18 A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça; 19 porquanto o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou. 20 Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis; 21 porquanto, tendo conhecimento de Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, se tornaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-se-lhes o coração insensato. 22 Inculcando-se por sábios, tornaram-se loucos 23 e mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, bem como de aves, quadrúpedes e répteis. 24 Por isso, Deus entregou tais homens à imundícia, pelas concupiscências de seu próprio coração, para desonrarem o seu corpo entre si; 25 pois eles mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador, o qual é bendito eternamente. Amém! 26 Por causa disso, os entregou Deus a paixões infames; porque até as mulheres mudaram o modo natural de suas relações íntimas por outro, contrário à natureza; 27 semelhantemente, os homens também, deixando o contato natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo, em si mesmos, a merecida punição do seu erro. 28 E, por haverem desprezado o conhecimento de Deus, o próprio Deus os entregou a uma disposição mental reprovável, para praticarem coisas inconvenientes, 29 cheios de toda injustiça, malícia, avareza e maldade; possuídos de inveja, homicídio, contenda, dolo e malignidade; sendo difamadores, 30 caluniadores, aborrecidos de Deus, insolentes, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais, 31 insensatos, pérfidos, sem afeição natural e sem misericórdia.’]2.

De que maneira vemos o princípio expresso nesses versos manifestado não apenas nessa história, mas no mundo de hoje?”1

Lembre-se de que não há felicidade verdadeira no caminho contrário à vontade de Deus.

Terça-feira, 04 de fevereiro de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Daniel. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 499, jan. fev. mar. 2020. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Advertido pelo profeta

Lições da Bíblia

3. Leia Daniel 4:27. Além da advertência sobre o que ocorreria, o que Daniel pediu que o rei fizesse? Por quê? (Ver Pv 14:31). Assinale a alternativa correta:

Daniel (4:27 ARA)2: “Portanto, ó rei, aceita o meu conselho e põe termo, pela justiça, em teus pecados e em tuas iniquidades, usando de misericórdia para com os pobres; e talvez se prolongue a tua tranquilidade.”

Provérbios (14:31 ARA)2: “O que oprime ao pobre insulta aquele que o criou, mas a este honra o que se compadece do necessitado.”

A. (   ) Que ele abandonasse os pecados e fosse misericordioso para com os pobres, pois assim seus dias seriam prolongados.
B. (   ) Que o rei libertasse os hebreus cativos em Babilônia, pois isso estava sendo uma maldição em sua vida.

Resposta sugestiva: Alternativa A.

“Daniel não apenas interpretou o sonho, mas também indicou a Nabucodonosor uma solução: ‘Aceita o meu conselho e põe termo, pela justiça, em teus pecados e em tuas iniquidades, usando de misericórdia para com os pobres; e talvez se prolongue a tua tranquilidade’ (Dn 4:27).”1

“O rei havia realizado uma vasta obra de construção em Babilônia. Os jardins, um sistema de canais e centenas de templos e outros projetos transformavam a cidade em uma das maravilhas do mundo antigo. Contudo, esse esplendor e beleza, pelo menos em parte, foram conseguidos mediante a exploração de mão de obra escrava e negligência em relação aos pobres. Além disso, a riqueza do império havia sido usada para satisfazer os prazeres do rei e de seu entorno. Portanto, o orgulho de Nabucodonosor não apenas o impediu de reconhecer a Deus, mas também o fez ignorar as dificuldades dos necessitados. Tendo em vista o cuidado especial que o Senhor demonstra para com os pobres, não é de surpreender que, dos outros pecados que Daniel poderia ter destacado perante o rei, ele tivesse escolhido o pecado de negligenciar os pobres.”1

“A mensagem ao rei não era algo novo. Os profetas do Antigo Testamento frequentemente advertiram o povo de Deus contra a opressão aos pobres. De fato, preeminente entre os pecados que provocaram o exílio do rei estava a negligência para com os necessitados. Afinal, a compaixão pelos pobres é a mais alta expressão da caridade cristã; por outro lado, a exploração deles constitui um ataque ao próprio Deus. Ao cuidar dos aflitos, reconhecemos que Deus é o Proprietário de todas as coisas, o que significa que nós não somos os donos, mas meros mordomos da propriedade divina.”1

“Ao servir aos outros com nossas posses, honramos a Deus e reconhecemos Seu senhorio. É a Sua propriedade que, em última análise, deve determinar o valor e a função das posses materiais. Nabucodonosor falhou nesse ponto, e corremos o risco de fracassar também, a menos que reconheçamos a soberania de Deus sobre nossas realizações e manifestemos nosso reconhecimento dessa realidade ajudando os necessitados.”1

Segunda-feira, 27 de janeiro de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Daniel. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 499, jan. fev. mar. 2020. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.