O cântico de Davi

Lições da Bíblia.

“Quando as estrelas da alva, juntas, alegremente cantavam, e rejubilavam todos os filhos de Deus” (Jó 38:7).

“O capítulo 22 de 2 Samuel registra um cântico que Davi escreveu em louvor ao Senhor. (Leia rapidamente o cântico e observe os elementos-chave e como eles estão ligados à adoração.) O ponto principal ali, e em tantos outros lugares na Bíblia, é que esse era um cântico. Era música. Ao longo das Escrituras, encontramos a música como parte integrante do culto. Segundo o texto acima, os anjos cantavam em resposta à criação do mundo.”

Em Apocalipse 4:9-11; 5:9-13; 7:10-12; 14:1-3, é revelado o que acontece no ambiente imaculado do Céu diante de Jesus e onde são apresentados cânticos, louvor e adoração; pela criação da vida e pela redenção eterna. “Quando esses seres viventes derem glória, honra e ações de graças ao que se encontra sentado no trono, ao que vive pelos séculos dos séculos, os vinte e quatro anciãos prostrar-se-ão diante daquele que se encontra sentado no trono, adorarão o que vive pelos séculos dos séculos e depositarão as suas coroas diante do trono, proclamando: Tu és digno, Senhor e Deus nosso, de receber a glória, a honra e o poder, porque todas as coisas tu criaste, sim, por causa da tua vontade vieram a existir e foram criadas.” (Apoc. 4:9-11). “e entoavam novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro e de abrir-lhe os selos, porque foste morto e com o teu sangue compraste para Deus os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação e para o nosso Deus os constituíste reino e sacerdotes; e reinarão sobre a terra. Vi e ouvi uma voz de muitos anjos ao redor do trono, dos seres viventes e dos anciãos, cujo número era de milhões de milhões e milhares de milhares, proclamando em grande voz: Digno é o Cordeiro que foi morto de receber o poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e louvor. Então, ouvi que toda criatura que há no céu e sobre a terra, debaixo da terra e sobre o mar, e tudo o que neles há, estava dizendo: Àquele que está sentado no trono e ao Cordeiro, seja o louvor, e a honra, e a glória, e o domínio pelos séculos dos séculos.” (Apoc. 5:9-13). “e clamavam em grande voz, dizendo: Ao nosso Deus, que se assenta no trono, e ao Cordeiro, pertence a salvação. Todos os anjos estavam de pé rodeando o trono, os anciãos e os quatro seres viventes, e ante o trono se prostraram sobre o seu rosto, e adoraram a Deus, dizendo: Amém! O louvor, e a glória, e a sabedoria, e as ações de graças, e a honra, e o poder, e a força sejam ao nosso Deus, pelos séculos dos séculos. Amém!” (Apoc. 7:10-12). “Olhei, e eis o Cordeiro em pé sobre o monte Sião, e com ele cento e quarenta e quatro mil, tendo na fronte escrito o seu nome e o nome de seu Pai. Ouvi uma voz do céu como voz de muitas águas, como voz de grande trovão; também a voz que ouvi era como de harpistas quando tangem a sua harpa. Entoavam novo cântico diante do trono, diante dos quatro seres viventes e dos anciãos. E ninguém pôde aprender o cântico, senão os cento e quarenta e quatro mil que foram comprados da terra.” (Apoc. 14:1-3).

“Jesus, como Criador e Redentor, está no centro do assunto na música, louvor e adoração. Se os anjos cantam sobre Ele no Céu, quanto mais devemos fazer isso aqui na Terra?”

“Não há dúvida de que o canto, a música e o louvor fazem parte da nossa experiência de adoração. Como criaturas feitas à imagem de Deus, amamos e apreciamos a música, como fazem outros seres inteligentes. É difícil imaginar uma cultura que não use a música de uma forma ou outra, para um propósito ou outro. Amor e apreciação pela música estão entretecidos no próprio tecido de nossa existência humana, porque Deus com certeza nos fez assim.”

[…]

Qual tem sido sua experiência espiritual com o poder da música? Que tipo de música você ouve, e como isso afeta seu relacionamento com o Senhor?

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – quarta-feira 03 de agosto de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Davi: uma canção de louvor e adoração

Lições da Bíblia.

“A compreensão que Davi tinha de Deus e da salvação que Ele ofereceu moldou não somente sua própria vida, mas sua liderança espiritual e sua influência sobre o povo. Suas canções e orações refletem profundo sentimento de temor pelo Deus que ele amava e conhecia como amigo pessoal e Salvador.”

“De acordo com 1 Crônicas 16:7, Davi apresentou a Asafe, seu dirigente de música, uma nova canção de gratidão e louvor, no dia em que a arca foi transferida para Jerusalém. Esse salmo de louvor consiste em dois aspectos importantes da adoração: a revelação de Deus como um ser digno de adoração e a resposta adequada do adorador. Nesse cântico, Davi primeiramente chama os adoradores para a participação ativa na adoração. Leia todo o cântico em 1 Crônicas 16:8-36. Observe com que frequência são utilizadas as seguintes palavras e expressões, especialmente na primeira parte do cântico: render graças, cantar, invocar o Seu nome, buscar o Senhor, fazer conhecidos, narrar, anunciar, tributar glória, proclamar, lembrar e trazer ofertas. Davi, em seguida, apresentou alguns dos motivos pelos quais Deus é digno de nosso louvor e adoração.”

(O povo de Israel devia tornar conhecido os feitos do Senhor a outros povos) Rendei graças ao SENHOR, invocai o seu nome, fazei conhecidos, entre os povos, os seus feitos. Cantai-lhe, cantai-lhe salmos; narrai todas as suas maravilhas. Gloriai-vos no seu santo nome; alegre-se o coração dos que buscam o SENHOR. Buscai o SENHOR e o seu poder, buscai perpetuamente a sua presença. (Deveria lembrar os atos especiais do Senhor) Lembrai-vos das maravilhas que fez, dos seus prodígios e dos juízos dos seus lábios, vós, descendentes de Israel, seu servo, vós, filhos de Jacó, seus escolhidos. Ele é o SENHOR, nosso Deus; os seus juízos permeiam toda a terra. Lembra-se perpetuamente da sua aliança, da palavra que empenhou para mil gerações; da aliança que fez com Abraão e do juramento que fez a Isaque; o qual confirmou a Jacó por decreto e a Israel, por aliança perpétua, dizendo: Dar-vos-ei a terra de Canaã como quinhão da vossa herança. Então, eram eles em pequeno número, pouquíssimos e forasteiros nela; andavam de nação em nação, de um reino para um povo. A ninguém permitiu que os oprimisse; antes, por amor deles, repreendeu a reis, dizendo: Não toqueis nos meus ungidos, nem maltrateis os meus profetas. Cantai ao SENHOR, todas as terras; proclamai a sua salvação, dia após dia. Anunciai entre as nações a sua glória, entre todos os povos, as suas maravilhas, porque grande é o SENHOR e mui digno de ser louvado, temível mais do que todos os deuses. Porque todos os deuses dos povos são ídolos; o SENHOR, porém, fez os céus. Glória e majestade estão diante dele, força e formosura, no seu santuário. Tributai ao SENHOR, ó famílias dos povos, tributai ao SENHOR glória e força. Tributai ao SENHOR a glória devida ao seu nome; trazei oferendas e entrai nos seus átrios; adorai o SENHOR na beleza da sua santidade. Tremei diante dele, todas as terras, pois ele firmou o mundo para que não se abale. Alegrem-se os céus, e a terra exulte; diga-se entre as nações: Reina o SENHOR. Ruja o mar e a sua plenitude; folgue o campo e tudo o que nele há. Regozijem-se as árvores do bosque na presença do SENHOR, porque vem a julgar a terra. Rendei graças ao SENHOR, porque ele é bom; porque a sua misericórdia dura para sempre. E dizei: Salva-nos, ó Deus da nossa salvação, ajunta-nos e livra-nos das nações, para que rendamos graças ao teu santo nome e nos gloriemos no teu louvor. Bendito seja o SENHOR, Deus de Israel, desde a eternidade até a eternidade. E todo o povo disse: Amém! E louvou ao SENHOR.” (1 Crôn. 16:8-36).

“A repetição da aliança, feita pelo salmista, ocupa quase um terço desse hino de gratidão. Nessa aliança “[…] o compromisso de Deus era proteger, guiar e salvar Israel. O compromisso de Israel era amar, obedecer e adorar o Senhor.” A aliança que Deus fez com Abraão, Isaque e Jacó foi baseada em Sua capacidade, como governante deles, para fazer deles uma grande nação, abençoá-los e levá-­los para a terra prometida. A parte deles era amar, obedecer e adorar ao Senhor, como seu Pai e Deus. Por mais diferente que seja nosso contexto hoje, o mesmo princípio ainda permanece.”

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Coração contrito, espírito quebrantado

Lições da Bíblia.

’Sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito, não o desprezarás, ó Deus’ (Sl 51:17). Pense nessas palavras de Davi, mas no contexto da adoração (afinal, no antigo Israel, a adoração era centralizada no sacrifício). Perceba, também, que a palavra traduzida como ‘contrito’ vem de uma palavra hebraica que significa ‘esmagado’.”

O que o Senhor está nos dizendo, no Salmo 51:17, é que: “Quando buscamos de Deus um espírito quebrantado, quando reconhecemos o sofrimento de Cristo, temos paz e isso resulta em alegria.”

“Como cristãos, aceitamos como fato (ou, pelo menos, devemos aceitar) que toda a humanidade está caída, é pecaminosa e degradada. Essa degradação e pecaminosidade inclui cada um de nós, individualmente. Pense no contraste entre o que você sabe que poderia ser e o que é; o contraste entre os tipos de pensamentos que passam por sua mente e aquilo que você sabe que deveria pensar; o contraste entre o que você faz (ou deixa de fazer) e o que deveria fazer. Como cristãos, com o modelo bíblico de Jesus diante de nós, a compreensão pessoal da nossa verdadeira natureza pode ser especialmente devastadora. É dessa reflexão que surgem nosso espírito quebrantado e esmagado e nosso coração contrito. Se aqueles que professam ser cristãos não percebem isso, são realmente cegos, e muito provavelmente não tiveram uma experiência de conversão, ou a perderam.”

“No entanto, a alegria vem de saber que, apesar de nosso estado caído, Deus nos amou tanto que Cristo veio ao mundo e morreu, oferecendo-Se por nós, e saber que Sua vida, Sua santidade e Seu caráter perfeitos, são creditados a nós, pela fé. Novamente, aparece o tema do ‘evangelho eterno’ (Ap 14:6). Nossa adoração deve se concentrar não apenas em nossa pecaminosidade, mas na cruz, a maravilhosa solução de Deus para o pecado. É claro, precisamos ter o coração quebrantado e esmagado, mas precisamos sempre colocar essa triste realidade no contexto daquilo que Deus fez por nós em Cristo. De fato, a percepção de como somos maus conduz à alegria, porque sabemos que, apesar de nossa maldade, ainda assim podemos ter vida eterna, e Deus, pelos méritos de Jesus, não levará em conta as nossas transgressões. Essa é uma verdade que deve estar sempre no centro de todas as experiências de adoração, quer coletivas ou individuais.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – segunda-feira 01 de agosto de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Entre Saul e Davi

Lições da Bíblia.

A bíblia revela algumas aspectos significativos da vida de Davi antes de tornar-se rei. “Foi ungido pelo Espírito Santo; confiava em Deus; era corajoso; temia a Deus; era leal; recebia comunicação direta do Senhor.” “Assim, fez passar Jessé os seus sete filhos diante de Samuel; porém Samuel disse a Jessé: O SENHOR não escolheu estes. Perguntou Samuel a Jessé: Acabaram-se os teus filhos? Ele respondeu: Ainda falta o mais moço, que está apascentando as ovelhas. Disse, pois, Samuel a Jessé: Manda chamá-lo, pois não nos assentaremos à mesa sem que ele venha. Então, mandou chamá-lo e fê-lo entrar. Era ele ruivo, de belos olhos e boa aparência. Disse o SENHOR: Levanta-te e unge-o, pois este é ele.” (1 Sam. 16:10-12). “Davi, porém, disse ao filisteu: Tu vens contra mim com espada, e com lança, e com escudo; eu, porém, vou contra ti em nome do SENHOR dos Exércitos, o Deus dos exércitos de Israel, a quem tens afrontado. Hoje mesmo, o SENHOR te entregará nas minhas mãos; ferir-te-ei, tirar-te-ei a cabeça e os cadáveres do arraial dos filisteus darei, hoje mesmo, às aves dos céus e às bestas-feras da terra; e toda a terra saberá que há Deus em Israel. Saberá toda esta multidão que o SENHOR salva, não com espada, nem com lança; porque do SENHOR é a guerra, e ele vos entregará nas nossas mãos.” (1 Sam. 17:45-47). “Davi lograva bom êxito em todos os seus empreendimentos, pois o SENHOR era com ele.” (1 Sam. 18:14). “Davi, porém, respondeu a Abisai: Não o mates, pois quem haverá que estenda a mão contra o ungido do SENHOR e fique inocente? (1 Sam. 26:9). “Disse Davi a Abiatar, o sacerdote, filho de Aimeleque: Traze-me aqui a estola sacerdotal. E Abiatar a trouxe a Davi. Então, consultou Davi ao SENHOR, dizendo: Perseguirei eu o bando? Alcançá-lo-ei? Respondeu-lhe o SENHOR: Persegue-o, porque, de fato, o alcançarás e tudo libertarás.” (1 Sam. 30:7-8).

“Deus escolheu Saul como o primeiro rei de Israel, porque ele tinha as características que o povo havia requerido. Mas, quando Deus escolheu Davi para ser o rei de Israel, Ele lembrou a Samuel que o Senhor olha para o coração (1Sm 16:7). Davi estava longe de ser perfeito. De fato, alguns poderiam argumentar que as últimas falhas morais de Davi foram muito mais graves do que os pecados de Saul. No entanto, o Senhor rejeitou Saul, mas perdoou os piores erros de Davi, permitindo que ele continuasse sendo rei. O que fez a diferença?”

Há um conceito fundamental para a fé expresso por Davi: “Esconder os pecados acaba com a paz e a saúde; quando abrimos o coração em arrependimento e confissão, Deus perdoa e cura.” Enquanto calei os meus pecados, envelheceram os meus ossos pelos meus constantes gemidos todo o dia. Porque a tua mão pesava dia e noite sobre mim, e o meu vigor se tornou em sequidão de estio. Confessei-te o meu pecado e a minha iniquidade não mais ocultei. Disse: confessarei ao SENHOR as minhas transgressões; e tu perdoaste a iniquidade do meu pecado. (Sal. 32:3-5). Eis que te comprazes na verdade no íntimo e no recôndito me fazes conhecer a sabedoria.” (Sal. 51:6).

“Deus trata das questões do coração. Ele não apenas lê os sentimentos, o centro do pensamento, atitudes íntimas e motivos, mas pode tocar e mudar os corações abertos à Sua influência. O coração de Davi se rendeu à convicção do pecado. Ele se arrependeu e aceitou pacientemente as consequências de seus pecados. Em contraste com Davi, ficou claro que o coração de Saul não foi entregue ao Senhor, não importando as confissões exteriores que ele tivesse feito. ‘Contudo, tendo o Senhor posto sobre Saul a responsabilidade do reino, não o deixou entregue a si mesmo. Fez com que o Espírito Santo repousasse sobre Saul para revelar-lhe suas fraquezas, e sua necessidade de graça divina; e, se Saul tivesse depositado confiança em Deus, o Senhor teria estado com ele. Enquanto sua vontade foi dirigida pela vontade de Deus, enquanto se entregou à disciplina de Seu Espírito, Deus pôde coroar de êxito seus esforços. Mas, quando Saul preferiu agir independentemente de Deus, o Senhor não mais pôde ser seu guia, e foi obrigado a pô-lo de parte’ (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 636). Pense nisto: O que se passa dentro do seu coração é diferente do que as pessoas veem em sua vida exterior? O que sua resposta diz sobre você?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – domingo 31 de julho de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Adoração, música e louvor

Lições da Bíblia.

“Cantai ao Senhor um cântico novo, cantai ao Senhor, todas as terras” (Sl 96:1).

“A música é um importante meio pelo qual manifestamos nossa contrição e necessidade, declaramos a bondade de Deus e oferecemos a Ele glória e louvor. Davi usava a música como um meio importante para explorar as verdades espirituais de Deus e como uma forma de compartilhar com Deus emoções como solidão, traição e tristeza pelo pecado. Ele também a usava para louvar, celebrar e demonstrar gratidão, em resposta às promessas de Deus.”

“A vida do rei Davi está registrada na Bíblia por muitas razões: não somente porque uma parte importante da história de Israel está centralizada em sua vida e reinado, mas porque dele aprendemos muitas lições espirituais, tanto de suas obras boas quanto das perversas.”

“Nesta semana, usaremos alguns exemplos da vida de Davi, a fim de aprofundar mais a questão da adoração: seu significado, como devemos praticá-la, e o que ela deve fazer por nós. Na vida de Davi, vemos muitos exemplos de adoração, música e louvor. Essas coisas foram uma parte fundamental de sua vida e de sua experiência com o Senhor.”

“Assim também deve ser conosco, especialmente se lembramos constantemente que a mensagem do primeiro anjo é um convite à adoração. O que significa “adorar”? Como adoramos? Por que adoramos? Qual é o papel da música na adoração? O que distingue a verdadeira adoração da falsa?”

“Todos esses são temas que abordaremos de diversas formas neste trimestre, enquanto ouvimos o chamado: ‘Vinde, adoremos e prostremo-nos; ajoelhemos diante do Senhor, que nos criou. Ele é o nosso Deus, e nós, povo do Seu pasto e ovelhas de Sua mão’ (Sl 95:6, 7).”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – sábado 30 de julho de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

O Pecado de Nadabe e Abiú

Lições da Bíblia.

“Depois da dedicação do tabernáculo, os sacerdotes foram consagrados ao seu ofício sagrado. Estas cerimônias ocuparam sete dias, cada um assinalado por cerimônias especiais. No oitavo dia, deram início ao seu ministério. Auxiliado por seus filhos, Arão ofereceu os sacrifícios que Deus ordenara, e levantou as mãos e abençoou o povo. Tudo havia sido feito conforme Deus indicara, e Ele aceitou o sacrifício, e revelou Sua glória de maneira notável; fogo veio do Senhor e consumiu a oferta sobre o altar. O povo olhou para esta maravilhosa manifestação de poder divino. Com espanto e intenso interesse, nela viram o sinal da glória e favor de Deus, e alçaram uma aclamação geral de louvor e adoração, caindo sobre seu rosto como se estivessem na presença imediata de Jeová.

Mas logo depois uma calamidade repentina e terrível caiu sobre a família do sumo sacerdote. À hora do culto, enquanto ascendiam a Deus as orações e louvor do povo, dois dos filhos de Arão tomaram cada um o seu incensário e queimaram incenso fragrante no mesmo, para elevar perante o Senhor um cheiro suave. Mas transgrediram a Sua ordem pelo uso de ‘fogo estranho’. Núm. 3:4. Para queimar o incenso apanharam fogo comum em vez do fogo sagrado que o próprio Deus acendera e ordenou fosse usado para tal fim. Por causa deste pecado, saiu fogo do Senhor e os devorou à vista do povo.

Abaixo de Moisés e Arão, Nadabe e Abiú eram os mais preeminentes em Israel. Tinham sido honrados de modo especial pelo Senhor, tendo-se-lhes permitido juntamente com os setenta anciãos verem Sua glória no monte. Sua transgressão não deveria, entretanto, desculpar-se ou ser considerada levianamente. Tudo isto tornava mais ofensivo o seu pecado. Porque os homens receberam grande luz, porque tenham como príncipes de Israel subido ao monte, e hajam alcançado o privilégio de ter comunhão com Deus e demorar-se na luz da Sua glória, não se lisonjeiem eles de que podem depois pecar impunemente; de que, visto terem sido de tal maneira honrados, Deus não será rigoroso no castigo de sua iniquidade. Isto é erro fatal. A grande luz e privilégios concedidos exigem uma retribuição de virtude e santidade correspondente à luz outorgada. Nada menos que isto poderá Deus aceitar. Grandes bênçãos e privilégios nunca devem embalar-nos em segurança ou despreocupação. Nunca devem dar liberdade ao pecado, nem fazer com que os que os recebem entendam que Deus não será exigente com eles. Todas as vantagens que Deus tem dado, são os Seus meios para lançar fervor no espírito, zelo no esforço e vigor no executar Sua santa vontade.

Nadabe e Abiú não haviam sido em sua juventude ensinados nos hábitos de domínio próprio. A disposição transigente do pai, sua falta de firmeza pelo que é reto, haviam-no levado a negligenciar a disciplina dos filhos. Havia-lhes permitido seguirem suas próprias inclinações. Hábitos de condescendência própria, durante muito tempo acalentados, alcançaram sobre eles um domínio que mesmo a responsabilidade do mais sagrado mister não teve poder para quebrar. Não haviam sido ensinados a respeitar a autoridade do pai, nem se compenetravam da necessidade de estrita obediência aos mandos de Deus. A mal-entendida indulgência de Arão com os filhos preparou-os para se tornarem objetos dos juízos divinos.

O propósito de Deus era ensinar ao povo que devem dEle aproximar-se com reverência e temor, e da maneira indicada por Ele mesmo. Não pode Ele aceitar uma obediência parcial. Não era bastante que nesta hora solene de culto quase tudo tivesse sido feito conforme Ele determinara. Deus pronunciou uma maldição sobre aqueles que se afastam de Seus mandamentos e não fazem diferença entre as coisas comuns e as coisas santas. Declara pelo profeta: ‘Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que fazem da escuridade luz, e da luz escuridade. … Ai dos que são sábios aos seus próprios olhos, e prudentes diante de si mesmos!… Dos que justificam o ímpio por presentes, e ao justo negam justiça!… Rejeitaram a lei do Senhor dos exércitos, e desprezaram a Palavra do Santo de Israel.’ Isa. 5:20-24. […]” (Ellen G. White, Patriarcas e profetas, p. 359-360).

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – sexta-feira 29 de julho de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Adoração e obediência

Lições da Bíblia.

“Porém Samuel disse: Tem, porventura, o Senhor tanto prazer em holocaustos e sacrifícios quanto em que se obedeça à Sua palavra? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar, e o atender, melhor do que a gordura de carneiros. Porque a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e a obstinação é como a idolatria e culto a ídolos do lar. Visto que rejeitaste a palavra do Senhor, Ele também te rejeitou a ti, para que não sejas rei” (1Sm 15:22, 23).

Podemos tirar um princípio fundamental do texto acima, a respeito do que constitui a verdadeira adoração: “A obediência à Palavra de Deus é mais importante do que cerimônias religiosas.”. E “nos adverte que a obstinação é idolatria, adoração do ego”.

“Esses versos estão no contexto da contínua decadência e apostasia de Saul, primeiro rei de Israel. Saul devia atacar e destruir totalmente (a palavra hebraica significa ‘consagrado à destruição’) cada pessoa e animal. Deus tinha planejado usar Israel para trazer juízo sobre os amalequitas, uma nação perversa. Em Sua misericórdia, Deus havia adiado a punição por cerca de três séculos. Apesar da instrução explícita sobre o que fazer, Saul desobedeceu abertamente (1Sm 15:1-21), e colheria as consequências de suas ações. A resposta de Samuel a Saul, nos versos 22 e 23, nos ajuda a entender melhor o que é a adoração verdadeira.”

“1. Deus prefere nosso coração às nossas ofertas (Se Ele realmente tem nosso coração, as ofertas serão o resultado).”

“2. A obediência é mais agradável a Ele do que os sacrifícios. (A obediência é a nossa maneira de mostrar que entendemos o verdadeiro sentido dos sacrifícios).”

“3. Ser obstinado, insistir em nosso próprio caminho, é idolatria, porque transformamos em deus a nós mesmos, nossos desejos e opiniões.”

“Permita que o Espírito Santo fale ao seu coração, enquanto pensa no seguinte: Em que áreas da minha vida estou seguindo meus próprios desejos e opiniões, em lugar de deixar que Deus me guie? Como posso aplicar à minha experiência de adoração o exemplo de Saul, em suas presunções fatais?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – quinta-feira 28 de julho de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Uma atitude de entrega

Lições da Bíblia.

“Adoração, na Bíblia, é assunto sério. Não é uma questão de gosto pessoal, nem é uma questão de fazer as coisas preferidas ou seguir as próprias inclinações. Embora haja sempre o perigo de se envolver em tradições e rituais mortos, devemos ser cuidadosos para não permitir que a autoexaltação, a satisfação pecaminosa e o desejo de glória pessoal ditem nossa maneira de adorar. Os rituais não são fins em si mesmos, mas meios para um fim – e esse fim é a verdadeira adoração ao Senhor, de uma forma que muda nossa vida e nos coloca em conformidade com Sua vontade e caráter (Gl 4:19).”

[…]

A experiência de Ana, relatada em 1 Samuel 1, nos permite compreender o significado da adoração e como devemos adorar o Senhor. “Adorar é se entregar totalmente, ter consciência de nossa impotência e do poder de um Deus que atua pessoalmente em nossa vida.” Houve um homem de Ramataim-Zofim, da região montanhosa de Efraim, cujo nome era Elcana, filho de Jeroão, filho de Eliú, filho de Toú, filho de Zufe, efraimita. Tinha ele duas mulheres: uma se chamava Ana, e a outra, Penina; Penina tinha filhos; Ana, porém, não os tinha. Este homem subia da sua cidade de ano em ano a adorar e a sacrificar ao SENHOR dos Exércitos, em Siló. […] Após terem comido e bebido em Siló, estando Eli, o sacerdote, assentado numa cadeira, junto a um pilar do templo do SENHOR, levantou-se Ana, e, com amargura de alma, orou ao SENHOR, e chorou abundantemente. E fez um voto, dizendo: SENHOR dos Exércitos, se benignamente atentares para a aflição da tua serva, e de mim te lembrares, e da tua serva te não esqueceres, e lhe deres um filho varão, ao SENHOR o darei por todos os dias da sua vida, e sobre a sua cabeça não passará navalha. Demorando-se ela no orar perante o SENHOR, passou Eli a observar-lhe o movimento dos lábios, porquanto Ana só no coração falava; seus lábios se moviam, porém não se lhe ouvia voz nenhuma; por isso, Eli a teve por embriagada e lhe disse: Até quando estarás tu embriagada? Aparta de ti esse vinho! Porém Ana respondeu: Não, senhor meu! Eu sou mulher atribulada de espírito; não bebi nem vinho nem bebida forte; porém venho derramando a minha alma perante o SENHOR. […] Então, lhe respondeu Eli: Vai-te em paz, e o Deus de Israel te conceda a petição que lhe fizeste. […] Elcana coabitou com Ana, sua mulher, e, lembrando-se dela o SENHOR, ela concebeu e, passado o devido tempo, teve um filho, a que chamou Samuel, pois dizia: Do SENHOR o pedi. Subiu Elcana, seu marido, com toda a sua casa, a oferecer ao SENHOR o sacrifício anual e a cumprir o seu voto. Ana, porém, não subiu e disse a seu marido: Quando for o menino desmamado, levá-lo-ei para ser apresentado perante o SENHOR e para lá ficar para sempre. […] Havendo-o desmamado, levou-o consigo, com um novilho de três anos, um efa de farinha e um odre de vinho, e o apresentou à Casa do SENHOR, a Siló. Era o menino ainda muito criança. Imolaram o novilho e trouxeram o menino a Eli. E disse ela: Ah! Meu senhor, tão certo como vives, eu sou aquela mulher que aqui esteve contigo, orando ao SENHOR. Por este menino orava eu; e o SENHOR me concedeu a petição que eu lhe fizera. Pelo que também o trago como devolvido ao SENHOR, por todos os dias que viver; pois do SENHOR o pedi. E eles adoraram ali o SENHOR. (1 Sam. 1:1-3,9-15,17,19,22,24-28).

[…]

“Ana adorou o Senhor dos recessos mais profundos de seu ser. Em certo sentido, todos somos iguais a Ana. Temos necessidades importantes e profundas que, por nós mesmos, não podemos suprir. Ana chegou diante do Senhor em uma atitude de completa entrega (Afinal, que sacrifício maior poderíamos encontrar do que a disposição de entregar o próprio filho?). Podemos e devemos nos aproximar de Deus com nossas necessidades, mas devemos sempre submeter nossas necessidades ao chamado do Senhor em nossa vida. A verdadeira adoração deve brotar de um coração partido, totalmente consciente de sua própria impotência e dependência de Deus.”

“Quais são os lugares quebrados dentro de você? Como você pode aprender a entregá-los ao Senhor?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – quarta-feira 27 de julho de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF