“Apostasia Nacional”

Lições da Bíblia.

“Dois anos antes da morte de Asa, Acabe começou a reinar em Israel. Seu reinado foi marcado desde o início por uma estranha e terrível apostasia. Seu pai, Onri, o fundador de Samaria, tinha feito ‘o que parecia mal aos olhos do Senhor; e fez pior do que todos quantos foram antes dele’ (I Reis 16:25); mas os pecados de Acabe foram ainda maiores. Ele ‘fez muito mais para irritar o Senhor Deus de Israel do que todos os reis de Israel que foram antes dele’, agindo ‘como se fora coisa leve andar nos pecados de Jeroboão, filho de Nebate’. I Reis 16:33 e 31. Não contente com encorajar as formas de adoração seguidas em Betel e Dã, ousadamente levou o povo a grosseiro paganismo, substituindo o culto de Jeová pelo de Baal.

Tomando por esposa a Jezabel, ‘filha de Etbaal, rei dos sidônios’, e sumo sacerdote de Baal, Acabe ‘serviu a Baal, e se encurvou diante dele. E levantou um altar a Baal, na casa de Baal que edificara em Samaria’. I Reis 16:31 e 32.

Acabe não somente introduziu o culto de Baal na metrópole do reino, mas sob a liderança de Jezabel construiu altares pagãos em muitos ‘lugares altos’, onde ao abrigo de bosques circundantes os sacerdotes e outros relacionados com esta sedutora forma de idolatria exerciam sua danosa influência, até que quase todo o Israel estava indo após Baal. ‘Ninguém fora como Acabe, que se vendera para fazer o que era mau aos olhos do Senhor; porque Jezabel, sua mulher, o incitava. E fez grandes abominações, seguindo os ídolos, conforme a tudo o que fizeram os amorreus, aos quais o Senhor lançou fora da sua possessão, de diante dos filhos de Israel’. I Reis 21:25 e 26.

Acabe era fraco em capacidade moral. Sua união por casamento com uma mulher idólatra de caráter decidido e temperamento definido, resultou em desastre tanto para ele como para a nação. Destituído de princípio, e sem nenhuma alta norma de reto proceder, seu caráter foi facilmente modelado pelo espírito determinado de Jezabel. Sua natureza egoísta era incapaz de apreciar as bênçãos de Deus a Israel e seus próprios deveres como guardião e líder do povo escolhido.

Sob a danosa influência do reinado de Acabe, Israel afastou-se do Deus vivo, e corrompeu seus caminhos perante Ele. Por muitos anos tinham estado a perder o senso de reverência e piedoso temor; e agora parecia não haver ninguém que ousasse expor a vida colocando-se abertamente em oposição à predominante blasfêmia. A escura sombra da apostasia cobria toda a terra. Imagens de Baal e Astarote estavam em todo lugar para serem vistas. Templos idólatras e bosques consagrados em que se adoravam as obras das mãos dos homens foram multiplicados. O ar estava poluído com o fumo dos sacrifícios oferecidos aos falsos deuses. Montes e vales ressoavam com o perturbado clamor de um sacerdócio pagão que sacrificava ao Sol, à Lua e às estrelas.

Pela influência de Jezabel e de seus ímpios sacerdotes, o povo fora ensinado que os ídolos que haviam sido erguidos eram divindades que regiam por seu místico poder os elementos da terra, fogo e água. Todas as dádivas do Céu – os regatos, as fontes de águas vivas, o suave orvalho, os chuveiros de águas que refrigeravam a terra e faziamque os campos produzissem com abundância – eram atribuídos ao favor de Baal e Astarote, em vez de ao Doador de toda boa dádiva e todo dom perfeito. O povo esqueceu-se de que montes e vales, rios e fontes, estavam nas mãos do Deus vivo; que Ele controlava o Sol, as nuvens do céu e todos os poderes da Natureza.” (Ellen G. White, Profetas e Reis, p. 114-116).

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A mensagem de Elias

Lições da Bíblia.

“Então, vereis outra vez a diferença entre o justo e o perverso, entre o que serve a Deus e o que não O serve” (Ml 3:18).

“Apesar de todo o drama, o confronto de Elias com os 450 profetas no Monte Carmelo se resumia a uma questão para as pessoas ali reunidas com eles: ‘Até quando vocês vão oscilar entre duas opiniões? Se o Senhor é Deus, sigam-nO; mas, se Baal é Deus, sigam-no’ (1Rs 18: 21, NVI). Por mais específico que fosse o contexto, cada pessoa precisa responder à seguinte questão: Será que adoro e sigo o Deus verdadeiro, ou não? Podemos ser capazes de ‘oscilar entre duas opiniões’ por algum tempo, mas cedo ou tarde, todos ficam de um lado ou outro. No fim, quando o grande conflito terminar, toda a humanidade terá sido dividida para sempre, em duas classes: ‘O que serve a Deus e o que não O serve’ (Ml 3:18). Como Jesus disse, de modo tão claro e direto: ‘Quem não é por Mim é contra Mim; e quem comigo não ajunta espalha’ (Lc 11:23). Como Ele poderia ter sido mais claro?”

“Tendo em mente a história de Elias no Monte Carmelo, leia Malaquias 3:16–4:6. Qual é a mensagem do Senhor ali? Os salvos temem a Deus e O servem. Como podemos entender essa ‘mensagem de Elias’, no contexto dos eventos dos últimos dias e toda a questão da adoração? Ap 14:7-12. Seguem a lei, procurando unir a família com o Senhor. Temos hoje uma mensagem de arrependimento e reforma.” “Então, os que temiam ao SENHOR falavam uns aos outros; o SENHOR atentava e ouvia; havia um memorial escrito diante dele para os que temem ao SENHOR e para os que se lembram do seu nome. Eles serão para mim particular tesouro, naquele dia que prepararei, diz o SENHOR dos Exércitos; poupá-los-ei como um homem poupa a seu filho que o serve. Então, vereis outra vez a diferença entre o justo e o perverso, entre o que serve a Deus e o que não o serve. Pois eis que vem o dia e arde como fornalha; todos os soberbos e todos os que cometem perversidade serão como o restolho; o dia que vem os abrasará, diz o SENHOR dos Exércitos, de sorte que não lhes deixará nem raiz nem ramo. Mas para vós outros que temeis o meu nome nascerá o sol da justiça, trazendo salvação nas suas asas; saireis e saltareis como bezerros soltos da estrebaria. Pisareis os perversos, porque se farão cinzas debaixo das plantas de vossos pés, naquele dia que prepararei, diz o SENHOR dos Exércitos. Lembrai-vos da Lei de Moisés, meu servo, a qual lhe prescrevi em Horebe para todo o Israel, a saber, estatutos e juízos. Eis que eu vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível Dia do SENHOR; ele converterá o coração dos pais aos filhos e o coração dos filhos a seus pais, para que eu não venha e fira a terra com maldição.” (Mal. 3:16-4:6). “dizendo, em grande voz: Temei a Deus e dai-lhe glória, pois é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas. Seguiu-se outro anjo, o segundo, dizendo: Caiu, caiu a grande Babilônia que tem dado a beber a todas as nações do vinho da fúria da sua prostituição. Seguiu-se a estes outro anjo, o terceiro, dizendo, em grande voz: Se alguém adora a besta e a sua imagem e recebe a sua marca na fronte ou sobre a mão, também esse beberá do vinho da cólera de Deus, preparado, sem mistura, do cálice da sua ira, e será atormentado com fogo e enxofre, diante dos santos anjos e na presença do Cordeiro. A fumaça do seu tormento sobe pelos séculos dos séculos, e não têm descanso algum, nem de dia nem de noite, os adoradores da besta e da sua imagem e quem quer que receba a marca do seu nome. Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus. (Apoc. 14:7-12)

“Assim como João Batista, a quem Jesus Se referiu como ‘Elias’ (Mt 17:11-13), tinha uma mensagem de reforma, arrependimento, e obediência, Malaquias deixa claro (Ml 4:1, 5) que ‘Elias’ virá novamente pouco antes do fim do pecado e do mal. O livro do Apocalipse proclama uma mensagem de advertência para a última geração, um chamado à obediência e à adoração do Deus Criador. Assim como aconteceu com Elias no Carmelo, de maneira muito dramática, as pessoas terão que fazer a escolha mais importante de sua vida, uma escolha repleta de consequências realmente eternas.” […]

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – quinta-feira 18 de agosto de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Elias e os profetas de Baal

Lições da Bíblia.

“As coisas foram de mal a pior no reino do norte, especialmente quando surgiu a questão da adoração sob o reinado de Acabe e Jezabel. É nesse contexto (1Rs 17–19) que chegamos à famosa história do confronto entre Elias e os profetas de Baal. É aqui que podemos ver quão longe as concessões os haviam levado.”

No relato 1 Reis 18, fica evidente a diferença nos “estilos de adoração” entre Elias e os falsos profetas, diferença que nos ensina lições importantes sobre a questão da adoração. “Adoração a Deus não significa gritaria, êxtase e ferimento sobre o próprio corpo. Adorar é confiar no Deus que atende o sincero de coração.” “Muito tempo depois, veio a palavra do SENHOR a Elias, no terceiro ano, dizendo: Vai, apresenta-te a Acabe, porque darei chuva sobre a terra. [disse Elias a Acabe:] […] Agora, pois, manda ajuntar a mim todo o Israel no monte Carmelo, como também os quatrocentos e cinquenta profetas de Baal e os quatrocentos profetas do poste-ídolo que comem da mesa de Jezabel. […] Dêem-se-nos, pois, dois novilhos; escolham eles para si um dos novilhos e, dividindo-o em pedaços, o ponham sobre a lenha, porém não lhe metam fogo; eu prepararei o outro novilho, e o porei sobre a lenha, e não lhe meterei fogo. Então, invocai o nome de vosso deus, e eu invocarei o nome do SENHOR; e há de ser que o deus que responder por fogo esse é que é Deus. […] Tomaram o novilho que lhes fora dado, prepararam-no e invocaram o nome de Baal, desde a manhã até ao meio-dia, dizendo: Ah! Baal, responde-nos! Porém não havia uma voz que respondesse; e, manquejando, se movimentavam ao redor do altar que tinham feito. […] E eles clamavam em altas vozes e se retalhavam com facas e com lancetas, segundo o seu costume, até derramarem sangue. Passado o meio-dia, profetizaram eles, até que a oferta de manjares se oferecesse; porém não houve voz, nem resposta, nem atenção alguma. Então, Elias disse a todo o povo: Chegai-vos a mim. E todo o povo se chegou a ele; Elias restaurou o altar do SENHOR, que estava em ruínas. […] No devido tempo, para se apresentar a oferta de manjares, aproximou-se o profeta Elias e disse: Ó SENHOR, Deus de Abraão, de Isaque e de Israel, fique, hoje, sabido que tu és Deus em Israel, e que eu sou teu servo e que, segundo a tua palavra, fiz todas estas coisas. Responde-me, SENHOR, responde-me, para que este povo saiba que tu, SENHOR, és Deus e que a ti fizeste retroceder o coração deles. Então, caiu fogo do SENHOR, e consumiu o holocausto, e a lenha, e as pedras, e a terra, e ainda lambeu a água que estava no rego. O que vendo todo o povo, caiu de rosto em terra e disse: O SENHOR é Deus! O SENHOR é Deus!” (1 Reis 18:1-2,19,23-24,26,28-30,36-39).

“Deve ter sido uma cena fora do comum: os profetas de Baal gemendo, pulando, gritando (quem sabe que tipo de música pode ter acompanhado o ritual deles?), profetizando, e até mesmo se cortando e derramando o próprio sangue como parte de seu culto a Baal. Certamente essas pessoas estavam agitadas, cheias de ardor e paixão por sua fé e seu deus, um ardor e paixão que testemunhavam da sinceridade de suas crenças.”

“Hoje, também, alguns cultos cristãos poderiam lembrar, às vezes, algo parecido com isso: muita emoção, agitação e barulho. Embora queiramos evitar cultos que se pareçam com funerais, não queremos, igualmente, cultos que lembrem os sacerdotes de Baal no Monte Carmelo. Alguns parecem pensar que quanto mais barulho fizerem, quanto mais alta for a música, e quanto maior o estímulo emocional produzido, melhor será o culto. No entanto, adoração não se trata disso.”

[…]

“Nossos cultos devem sempre colocar diante dos adoradores a pergunta que Elias fez a Israel: ‘Até quando vocês vão oscilar entre duas opiniões? Se o Senhor é Deus, sigam-nO; mas, se Baal é Deus, sigam-no’ (v. 21, NVI). Nossa experiência de adoração deve nos impelir a examinar o próprio coração, para ver se nosso verdadeiro amor e devoção estão no Senhor ou em qualquer outra coisa.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – quarta-feira 17 de agosto de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Falsa adoração

Lições da Bíblia.

“Em 1 Reis 11, Aías se encontrou com Jeroboão, servo de Salomão, com a mensagem de que ele se tornaria rei sobre dez das doze tribos de Israel (v. 26-31). Mas o profeta deixou claro para Jeroboão que seu sucesso dependeria da fidelidade aos mandamentos de Deus (v. 37, 38).”

“Infelizmente, Jeroboão ouviu somente o que queria ouvir e se esqueceu das condições de sucesso. Ele estava muito disposto a liderar a revolta (1Rs 12:16-20), e quase imediatamente tomou medidas para evitar que seus súditos voltassem a Jerusalém para adorar.”

O texto de 1 Reis 12:25-27 nos mostra o poder e a influência que a adoração pode ter sobre a mente humana. “Muitos distorcem e se afastam da adoração verdadeira por causa de interesses e intrigas pessoais; assim acabam influenciando o povo no mau caminho.” “Jeroboão edificou Siquém, na região montanhosa de Efraim, e passou a residir ali; dali edificou Penuel. Disse Jeroboão consigo: Agora, tornará o reino para a casa de Davi. Se este povo subir para fazer sacrifícios na Casa do SENHOR, em Jerusalém, o coração dele se tornará a seu senhor, a Roboão, rei de Judá; e me matarão e tornarão a ele, ao rei de Judá.” (1 Reis 12:25-27)

“Examine o relato sobre a religião falsa estabelecida por Jeroboão, que iria finalmente separar Israel da adoração ao verdadeiro Deus, em Jerusalém (1Rs 12:25-33). Observe como esse novo culto se parecia com a adoração ao verdadeiro Deus e, ao mesmo tempo, contradizia a maior parte dos claros conselhos do Senhor:”

1. Ofereceu sacrifícios e ordenou sacerdotes não levitas. “Jeroboão fez também santuários nos altos e, dentre o povo, constituiu sacerdotes que não eram dos filhos de Levi. Fez uma festa no oitavo mês, no dia décimo quinto do mês, igual à festa que se fazia em Judá, e sacrificou no altar; semelhantemente fez em Betel e ofereceu sacrifícios aos bezerros que fizera; também em Betel estabeleceu sacerdotes dos altos que levantara. No décimo quinto dia do oitavo mês, escolhido a seu bel-prazer, subiu ele ao altar que fizera em Betel e ordenou uma festa para os filhos de Israel; subiu para queimar incenso. (1 Reis 12:31-33).

2. Fez bezerros de ouro para adoração. “Pelo que o rei, tendo tomado conselhos, fez dois bezerros de ouro; e disse ao povo: Basta de subirdes a Jerusalém; vês aqui teus deuses, ó Israel, que te fizeram subir da terra do Egito!” (1 Reis 12:28).

3. Fez de Betel um lugar de culto. (1 Reis 12:29).“Pôs um em Betel e o outro, em Dã.”

4. Fez de Dã um lugar de culto. “Pôs um em Betel e o outro, em .” (1 Reis 12:29).

5. Instituiu uma festa para rivalizar com a festa dos tabernáculos. Fez uma festa no oitavo mês, no dia décimo quinto do mês, igual à festa que se fazia em Judá, e sacrificou no altar; semelhantemente fez em Betel e ofereceu sacrifícios aos bezerros que fizera; também em Betel estabeleceu sacerdotes dos altos que levantara.” (1 Reis 12:32).

6. Edificou santuários nos lugares altos. “Jeroboão fez também santuários nos altos e, dentre o povo, constituiu sacerdotes que não eram dos filhos de Levi.” (1 Reis 12:31).

“Dinheiro falso não pode enganar, a menos que se pareça com o verdadeiro. Assim, Jeroboão sabia que sua falsa adoração deveria ter muitos dos mesmos elementos da adoração com a qual o povo estava acostumado, embora eventualmente ele tivesse declarado, apontando para os bezerros de ouro: ‘Vês aqui teus deuses, ó Israel, que te fizeram subir da terra do Egito!’ (1Rs 12:28).”

“É muito fácil, de nossa perspectiva hoje, olhar para trás e perguntar: Como eles puderam ter caído em tão gritante apostasia? Por outro lado, os seres humanos têm uma incrível capacidade de enganar a si mesmos (faz parte de nossa natureza caída e corrompida), e nos enganamos se pensamos que não somos tão vulneráveis como eles eram naquela época.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – terça-feira 16 de agosto de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

A arte (e o mal) das concessões

Lições da Bíblia.

“Temos ouvido a declaração de que a política é a arte de comprometer. A palavra arte, nesse caso, é muito importante, pois estabelecer acordos pode ser uma ação muito sutil, diversificada por parte da pessoa que a executa. O bom político é alguém que pode levar as pessoas a conceder pontos, comprometer posições, e muitas vezes até sem perceber que estão fazendo isso. Nesse contexto, então, não há dúvida de que Satanás é o melhor político que existe.”

“Em toda a Bíblia, encontramos exemplos desse mal – as concessões. Evidentemente, nem todo acordo é ruim. Em certo sentido, a própria vida é uma espécie de acordo. Mas a concessão se torna outra manifestação da maldade e corrupção humanas, quando os que deveriam ter mais discernimento se afastam da verdade que Deus lhes deu.”

O relato de 1 Reis 11:1-13, apresenta a gravidade da apostasia de Salomão, que ocorreu por influência de mulheres pagãs, afetando toda nação com consequências desastrosas para o povo por várias gerações. “Ora, além da filha de Faraó, amou Salomão muitas mulheres estrangeiras: moabitas, amonitas, edomitas, sidônias e hetéias, mulheres das nações de que havia o SENHOR dito aos filhos de Israel: Não caseis com elas, nem casem elas convosco, pois vos perverteriam o coração, para seguirdes os seus deuses. A estas se apegou Salomão pelo amor. Tinha setecentas mulheres, princesas e trezentas concubinas; e suas mulheres lhe perverteram o coração. Sendo já velho, suas mulheres lhe perverteram o coração para seguir outros deuses; e o seu coração não era de todo fiel para com o SENHOR, seu Deus, como fora o de Davi, seu pai. Salomão seguiu a Astarote, deusa dos sidônios, e a Milcom, abominação dos amonitas. Assim, fez Salomão o que era mau perante o SENHOR e não perseverou em seguir ao SENHOR, como Davi, seu pai. Nesse tempo, edificou Salomão um santuário a Quemos, abominação de Moabe, sobre o monte fronteiro a Jerusalém, e a Moloque, abominação dos filhos de Amom. Assim fez para com todas as suas mulheres estrangeiras, as quais queimavam incenso e sacrificavam a seus deuses. Pelo que o SENHOR se indignou contra Salomão, pois desviara o seu coração do SENHOR, Deus de Israel, que duas vezes lhe aparecera. E acerca disso lhe tinha ordenado que não seguisse a outros deuses. Ele, porém, não guardou o que o SENHOR lhe ordenara. Por isso, disse o SENHOR a Salomão: Visto que assim procedeste e não guardaste a minha aliança, nem os meus estatutos que te mandei, tirarei de ti este reino e o darei a teu servo. Contudo, não o farei nos teus dias, por amor de Davi, teu pai; da mão de teu filho o tirarei. Todavia, não tirarei o reino todo; darei uma tribo a teu filho, por amor de Davi, meu servo, e por amor de Jerusalém, que escolhi.” (1 Reis 11:1-13)

“Talvez a frase mais reveladora nesse texto seja a afirmação de que ‘À medida que Salomão foi envelhecendo, suas mulheres o induziram a voltar-se para outros deuses’ (1Rs 11:4, NVI). Em outras palavras, isso não aconteceu da noite para o dia. O homem fiel, dedicado e piedoso revelado na Bíblia não se afastou do Senhor de repente, do nada. Em vez disso, a mudança ocorreu aos poucos, com o tempo; uma pequena concessão aqui, outra ali, cada passo levando-o cada vez mais longe de onde deveria ter permanecido, até que ele estava fazendo algo que, sem dúvida, teria causado horror ao Salomão de seus primeiros anos.”

“Observe, também, o efeito das concessões de Salomão sobre a adoração em Israel. Elas trouxeram um impacto negativo, que continuaria por muitas gerações.”

“De vez em quando surgem histórias sobre pessoas que deixaram a Igreja Adventista do Sétimo Dia há alguns anos, romperam relações com ela completamente, e depois voltaram, e simplesmente ficaram chocadas com algumas mudanças que viram em áreas como teologia, normas e adoração. Embora essas mudanças nem sempre sejam ruins, podem ser muito ruins em alguns casos. Como podemos saber a diferença entre elas?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – segunda-feira 15 de agosto de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Aos olhos de Deus

Lições da Bíblia.

A Bíblia descreve o coração humano como mau, isso remete a necessidade de buscarmos o perdão e o poder de Deus. “Viu o SENHOR que a maldade do homem se havia multiplicado na terra e que era continuamente mau todo desígnio do seu coração;” (Gên. 6:5). “Assim diz o SENHOR: Maldito o homem que confia no homem, faz da carne mortal o seu braço e aparta o seu coração do SENHOR!” (Jer. 17:5). “E não precisava de que alguém lhe desse testemunho a respeito do homem, porque ele mesmo sabia o que era a natureza humana.” (João 2:25). “Que se conclui? Temos nós qualquer vantagem? Não, de forma nenhuma; pois já temos demonstrado que todos, tanto judeus como gregos, estão debaixo do pecado; como está escrito: Não há justo, nem um sequer, não há quem entenda, não há quem busque a Deus; todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer.” (Rom. 3:9-12).

“Ao longo das Escrituras, somos advertidos: o coração humano é enganoso; as pessoas são corruptas; não olhe para os outros; ninguém está imune ao mal. Com exceção, é claro, de Jesus, que nunca pecou, poucos personagens a quem a Bíblia dedica muita atenção são retratados como moralmente íntegros.”

“Mesmo sem a comprovação das Escrituras, podemos ver como a humanidade é corrupta. A história, os jornais, as notícias diárias, e na verdade, até mesmo nossos lares e nosso coração devem ser suficientes para nos mostrar o estado de decrepitude moral da humanidade. O que deve ser assustador é lembrar que, se um ser perfeito, como Lúcifer era originalmente, pôde escolher o mal, mesmo no ambiente perfeito do Céu; se outros seres perfeitos, como eram Adão e Eva, puderam escolher o mal, mesmo no ambiente perfeito do Éden, então, o que dizer de nós? Nascemos com uma natureza corrupta e caída, e permanecemos com ela em um ambiente degenerado e corrompido. Não é de admirar que o mal se manifeste assim tão facilmente, tão naturalmente, para nós. Ele está ligado aos nossos genes.”

“Temos que ser cuidadosos, porém, em nossa compreensão do que é o ‘mal’. Algumas coisas são tão claramente más, tão evidentemente perversas, que qualquer pessoa, quer acredite em Deus ou não – iria considerá-las ruins. O mal, no entanto, pode ser muito mais sutil. Coisas que o mundo, a cultura e a sociedade poderiam ver como boas, ou normais, com a alegação de que ‘as coisas são assim mesmo’, podem ser precisamente o que a Bíblia condena como erradas, pecaminosas e perversas.”

Comparando Deuteronômio 12:8 e 13:18, é possível perceber a diferença crucial que aparece nesses versos: “Os que agem conforme a própria vontade, e os abençoados, que fazem a vontade de Deus.” Entender essa diferença é fundamental para que saibamos para onde pode leva os dois tipos de atitudes, salvação ou destruição eterna. “Não procedereis em nada segundo estamos fazendo aqui, cada qual tudo o que bem parece aos seus olhos,” (Deut. 12:8). “se ouvires a voz do SENHOR, teu Deus, e guardares todos os seus mandamentos que hoje te ordeno, para fazeres o que é reto aos olhos do SENHOR, teu Deus.” (Deut. 13:18).

“Quais são algumas coisas que a sociedade não condena, mas que são claramente condenadas pela Bíblia? Mais importante ainda, quanto a sociedade tem afetado você e a Igreja, no que diz respeito a essas questões? Isto é, que coisas claramente condenadas nas Escrituras podem ser tratadas pelos cristãos de forma leviana, como resultado direto da influência da sociedade? Comente com a classe.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – domingo 14 de agosto de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Conformidade, concessões e crise na adoração

Lições da Bíblia.

“Mas o alimento sólido é para os adultos, para aqueles que, pela prática, têm as suas faculdades exercitadas para discernir não somente o bem, mas também o mal” (Hb 5:14).

“O chamado de Deus exige que O amemos com tudo que possuímos: coração, vida, mente e força. A conciliação entre as nossas próprias inclinações e as claras orientações de Deus pode levar à falsa adoração, mas a mensagem de Elias nos chama ao arrependimento, obediência e adoração ao único Deus verdadeiro.”

“Em 1954, o romancista William Golding escreveu The Lord of the Flies [O Senhor das Moscas], um relato fictício de um grupo de crianças inglesas presas em uma ilha deserta após um acidente de avião. Golding utilizou essa história como uma parábola moderna sobre o mal inerente nos seres humanos. O que tornou a narrativa tão poderosa foi que ele usou crianças, supostamente a essência da inocência, para mostrar seu conceito de como a humanidade, no seu coração, é corrupta, perversa, egoísta e violenta.”

“Os cristãos, naturalmente, diriam: “Isso eu já sei”. A maldade e pecaminosidade humanas são parte integrante da mensagem cristã. A Bíblia é clara sobre esse ponto. Mas embora o conceito da maldade do pecado seja bastante irrefutável, o que não é tão indiscutível é a questão: ‘O que é o mal?’ Nem todos concordam sobre esse assunto.”

“Nesta semana, enquanto continuamos a estudar a questão da adoração, examinaremos certo tipo de mal que tem trazido consequências devastadoras para o povo de Deus e para a humanidade em geral. Podemos ver o que esse mal causou ao antigo Israel, mas é igualmente importante perguntarmos se somos suscetíveis a ele.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – sábado 13 de agosto de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

“Poesia e Cânticos”

Lições da Bíblia.

“A melodia de louvor é a atmosfera do Céu; e, quando o Céu vem em contato com a Terra, há música e cântico – ‘ações de graças e voz de melodia’. Isa. 51:3.

Sobre a Terra recém-criada que aí estava, linda e sem mácula, sob o sorriso de Deus, ‘as estrelas da alva juntas alegremente cantavam, e todos os filhos de Deus rejubilavam’. Jó 38:7. Assim, os corações humanos, em simpatia com o Céu, têm correspondido à bondade de Deus em notas de louvor. Muitos dos fatos da história humana se têm ligado a cânticos.

O mais antigo cântico procedente de lábios humanos, registrado na Bíblia, foi aquela gloriosa expansão de ações de graças pelo povo de Israel no Mar Vermelho:

‘Cantarei ao Senhor, porque sumamente Se exaltou;

Lançou no mar o cavalo e o seu cavaleiro.

O Senhor é a minha força e o meu cântico;

E Ele me foi por salvação;

Este é o meu Deus; portanto, Lhe farei uma habitação;

Ele é o Deus de meu pai; por isso, O exaltarei.’

‘A Tua destra, ó Senhor, se tem glorificado em potência;

A Tua destra, ó Senhor, tem despedaçado o inimigo.

Ó Senhor, quem é como Tu entre os deuses?

Quem é como Tu, glorificado em santidade,

Terrível em louvores, operando maravilhas?’

‘O Senhor reinará eterna e perpetuamente. …

Cantai ao Senhor, porque sumamente Se exaltou.’

Êxo. 15:1, 2, 6, 11, 18 e 21.

Grandes têm sido as bênçãos recebidas pelos homens em resposta aos cânticos de louvor. Estas poucas palavras que repetem uma experiência da viagem de Israel pelo deserto, contêm uma lição digna de meditação:

‘Dali, partiram para Beer; este é o poço do qual o Senhor disse a Moisés: Ajunta o povo, e lhe darei água.’ Núm. 21:16.

‘Então, Israel cantou este cântico:

Sobe, poço, e vós, cantai dele:

Tu, poço, que cavaram os príncipes,

Que escavaram os nobres do povo

E o legislador com os seus bordões.’

Núm. 21:17 e 18.

Quantas vezes na experiência espiritual se repete esta história! Quantas vezes pelas palavras de um cântico sagrado se descerram no espírito as fontes do arrependimento e da fé, da esperança, do amor e da alegria!” (Ellen G. White, Educação, p. 161-162).

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – sexta-feira 12 de agosto de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF