Falhou a Sua promessa para sempre?

Lições da Bíblia1

5. Leia o Salmo 77. O que o autor estava enfrentando?

Salmo 77 (NAA)2: “1 Elevo a Deus a minha voz e clamo, elevo a Deus a minha voz, para que me atenda. 2 No dia da minha angústia, procuro o Senhor; erguem-se as minhas mãos durante a noite e não se cansam; a minha alma não encontra consolo. Lembro-me de Deus e começo a gemer; medito, e o meu espírito desfalece. 4 Não me deixas pregar os olhos; tão perturbado estou, que nem posso falar. 5 Penso nos dias de outrora, trago à lembrança os anos de tempos passados.De noite indago o meu íntimo, e o meu espírito pergunta:“Será que o Senhor nos rejeitará para sempre? Acaso, não voltará a ser propício? 8 Cessou perpetuamente a sua graça? Caducou a sua promessa para todas as gerações?Será que Deus se esqueceu de ser bondoso? Ou será que encerrou as suas misericórdias na sua ira?” 10 Então eu disse: “Esta é a minha aflição: o poder do Altíssimo não é mais o mesmo.11 Recordarei os feitos do Senhor; certamente me lembrarei das tuas maravilhas da antiguidade. 12 Meditarei em todas as tuas obras e pensarei em todos os teus feitos poderosos. 13 O teu caminho, ó Deus, é de santidade. Que deus é tão grande como o nosso Deus? 14 Tu és o Deus que operas maravilhas e, entre os povos, tens feito notório o teu poder. 15 Com o teu braço remiste o teu povo, os filhos de Jacó e de José. 16 As águas te viram, ó Deus, as águas te viram e temeram; até os abismos se abalaram. 17 Grossas nuvens se desfizeram em água; houve trovões nos espaços; também as tuas setas cruzaram de uma parte para outra. 18 O estrondo do teu trovão ecoou na redondeza; os relâmpagos iluminaram o mundo; a terra se abalou e tremeu. 19 O teu caminho foi pelo mar; as tuas veredas passaram pelas grandes águas, mas ninguém encontrou as tuas pegadas. 20 O teu povo, tu o conduziste, como rebanho, pelas mãos de Moisés e de Arão.”

O Salmo 77 começa com um pedido de ajuda, cheio de lamento e lembrança dolorosa do passado (Sl 77:1-6). Todo o ser do salmista está triste e se volta para o Senhor. Ele se recusa a ser consolado por qualquer alívio, exceto aquele que venha de Deus. No entanto, lembrar-se de Deus parece intensificar sua angústia. “Lembro-me de Deus e começo a gemer” (Sl 77:3). O hebraico hamah, “gemer”, muitas vezes retrata o rugido de águas furiosas (Sl 46:3). Da mesma forma, todo o ser do salmista está em estado de agitação intensa.

Como a lembrança de Deus pode produzir sentimentos tão fortes de angústia? Uma série de perguntas perturbadoras deixam transparecer a causa de sua aflição (Sl 77:7-9): Deus mudou? Deus pode trair Sua aliança?

O contraste gritante entre os atos divinos salvíficos no passado e a aparente ausência divina no presente faz com que o salmista se sinta abandonado por Deus. Se Deus mudou, o salmista não tem esperança, conclusão que ele se esforça para rejeitar.

Enquanto isso, o salmista não consegue dormir, pois o Senhor o mantém acordado (Sl 77:4). Isso lembra outros personagens bíblicos cuja insônia foi usada por Deus para promover Seus propósitos (Gn 41:1-8; Et 6:1; Dn 2:1-3). A longa noite sem dormir faz com que o salmista considere os atos passados de libertação divina, mas com nova determinação (Sl 77:5, 10).

A certeza que o salmista recebe de Deus não consiste em explicações sobre sua situação pessoal, mas em uma confirmação da fidelidade e confiabilidade divinas (como ocorreu com Jó). O salmista é encorajado a esperar no Senhor com fé, sabendo que Ele é o mesmo Deus que realizou milagres no passado de Israel (Sl 77:11-18). Também percebe que “ninguém encontrou as Tuas pegadas” (Sl 77:19), reconhecendo a orientação de Deus, mesmo em situações em que a Sua presença não é óbvia aos olhos humanos. Ele reconhece que Deus é ao mesmo tempo revelado e oculto, e por isso louva os caminhos misteriosos e soberanos do Senhor.

Pense em tempos passados em que o Senhor trabalhou em sua vida. Como isso pode ajudá-lo a lidar com as lutas do presente?

Quarta-feira, 31 de janeiro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro dos Salmos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 515, jan. fev. mar. 2023. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Onde está Deus?

Lições da Bíblia1

3. Leia os Salmos 42:1-3; 63:1; 69:1-3; 102:1-7. O que causa grande dor ao salmista?

Sl 42:1-3 (NAA)2: “1 Assim como a corça suspira pelas correntes das águas, assim, por ti, ó Deus, suspira a minha alma. 2 A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo. Quando irei e me apresentarei diante da face de Deus? 3 As minhas lágrimas têm sido o meu alimento dia e noite, enquanto me dizem continuamente: ‘E o seu Deus, onde está?’

Sl 63:1 (NAA)2: “1 Ó Deus, tu és o meu Deus; eu te busco ansiosamente. A minha alma tem sede de ti; meu corpo te almeja, como terra árida, exausta e sem água.”  

Sl 69:1-3 (NAA)2: “1 Salva-me, ó Deus, porque as águas me sobem até a alma. 2 Estou atolado num profundo lamaçal, que não dá pé. Entrei em águas profundas, e estou sendo arrastado pela correnteza. 3 Estou cansado de clamar, e a minha garganta secou; os meus olhos esmorecem de tanto esperar por meu Deus.”

Sl 102:1-7 (NAA)2: “1 Ouve, Senhor, a minha súplica, e cheguem a ti os meus clamores. 2 Não escondas de mim o teu rosto no dia da minha angústia; inclina-me os ouvidos; no dia em que eu clamar, responde-me depressa. 3 Porque os meus dias desaparecem como fumaça, e os meus ossos queimam como se estivessem no fogo. 4 Cortado como a erva, secou-se o meu coração; até me esqueço de comer o meu pão. 5 Os meus ossos já se apegam à pele, por causa do meu dolorido gemer. 6 Sou como o pelicano no deserto, como a coruja das ruínas. 7 Não durmo e sou como o passarinho solitário nos telhados.”  

Não apenas os sofrimentos pessoais e coletivos perturbam o salmista, mas também, ou até mais, a aparente desatenção de Deus em relação às dificuldades de Seus servos. A ausência divina é sentida como sede intensa em uma terra seca (Sl 42:1-3; 63:1) e como angústia mortal (Sl 102:2-4). O salmista sente-se afastado de Deus e se compara a pássaros solitários. “Sou como o pelicano no deserto, como a coruja das ruínas. Não durmo e sou como o passarinho solitário nos telhados” (Sl 102:6, 7). A menção do deserto destaca a sensação de isolamento em relação a Deus. Um pássaro “solitário nos telhados” está fora de seu ninho, seu local de descanso. O salmista clama a Deus “das profundezas”, como se estivesse sendo engolido por águas poderosas e afundando num “profundo lamaçal” (Sl 69:1-3; 130:1). Essas imagens retratam uma situação opressiva da qual não há como escapar, exceto pela intervenção divina.

4. Como o salmista reage à aparente ausência de Deus? Sl 10:12; 22:1; 27:9; 39:12

Sl 10:12 (NAA)2: “Levanta-te, Senhor! Ó Deus, ergue a tua mão! Não te esqueças dos pobres.

Sl 22:1 (NAA)2: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? Por que se acham longe de minha salvação as palavras de meu gemido?”

Sl 27:9 (NAA)2: “Não me escondas, Senhor, a tua face; não rejeites com ira o teu servo. Tu és o meu auxílio; não me deixes, nem me abandones, ó Deus da minha salvação.

Sl 39:12 (NAA)2: “Ouve, Senhor, a minha oração, escuta-me quando grito por socorro. Não fiques insensível às minhas lágrimas, porque sou forasteiro diante de ti, peregrino como todos os meus pais o foram.”

É notável que os salmistas decidam não se calar diante do silêncio de Deus. Eles creem inabalavelmente na oração, pois ela é dirigida ao Deus vivo e abundante em graça. O Senhor ainda está lá, mesmo quando parece estar ausente. Ele ainda é o mesmo Deus que os ouviu no passado, e por isso confiam que Ele os ouve no presente.

O silêncio divino faz com que os salmistas se examinem e busquem a Deus, mas com confissão e humildes petições. Eles sabem que o Senhor não permanecerá em silêncio para sempre. Os salmos demonstram que a comunicação com Deus deve continuar, independentemente das circunstâncias da vida.

O que aprendemos com as reações do salmista à aparente ausência de Deus? Como você reage quando Deus parece estar em silêncio? O que sustenta sua fé?

Terça-feira, 30 de janeiro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

À beira da morte

Lições da Bíblia1

2. Leia os Salmos 41:1-4; 88:3-12; 102:3-5, 11, 23, 24. Que experiências esses textos descrevem? Você já passou por situações semelhantes?

Salmo 41:1-4 (NAA)2: “1 Bem-aventurado é aquele que ajuda os necessitados; o Senhor o livra no dia do mal. 2 O Senhor o protege, preserva-lhe a vida e o faz feliz na terra; não o entrega à vontade dos seus inimigos. 3 O Senhor o assiste no leito da enfermidade. Quando doente, tu lhe restauras a saúde. 4 Eu disse: ‘Compadece-te de mim, Senhor; sara a minha alma, porque pequei contra ti.’”

Salmo 88:3-12 (NAA)2: “3 Pois a minha alma está cheia de angústias, e a minha vida já se aproxima da morte.  4 Sou contado com os que descem ao abismo. Sou como um homem sem força, 5 atirado entre os mortos; como os feridos de morte que jazem na sepultura, dos quais já não te lembras; pois foram abandonados pelas tuas mãos. 6 Puseste-me na mais profunda cova, nos lugares tenebrosos, nos abismos. 7 Sobre mim pesa a tua ira; tu me abates com todas as tuas ondas. 8 Afastaste de mim os meus conhecidos e me fizeste objeto de abominação para com eles; estou preso e não vejo como sair. 9 Os meus olhos desfalecem de aflição; dia após dia, venho clamando a ti, Senhor, e a ti levanto as minhas mãos. 10 Será que farás maravilhas para os mortos? Ou será que os finados se levantarão para te louvar? 11 A tua bondade será anunciada na sepultura? A tua fidelidade, nos abismos? 12 Acaso nas trevas se manifestam as tuas maravilhas? E a tua justiça, na terra do esquecimento?”

Salmo 102:3-5, 11, 23, 24 (NAA)2: “3 Porque os meus dias desaparecem como fumaça, e os meus ossos queimam como se estivessem no fogo. 4 Cortado como a erva, secou-se o meu coração; até me esqueço de comer o meu pão. 5 Os meus ossos já se apegam à pele, por causa do meu dolorido gemer. […] 11 Como a sombra que declina, assim são os meus dias, e eu vou secando como a relva. […] 23 Ele me abateu a força no caminho e abreviou os meus dias. 24 Eu disse: Deus meu, não me leves na metade de minha vida; tu, cujos anos se estendem por todas as gerações.”

Essas orações por salvação da enfermidade e da morte demonstram que os filhos de Deus não estão isentos de sofrimentos. Os salmos revelam as terríveis aflições do salmista. Ele está sem forças, murchando como grama, incapaz de comer, separado com os mortos, deitado como morto no túmulo, repulsivo para seus amigos, sofrendo e em desespero. Seus ossos se agarram à sua pele. Muitos salmos presumem que o Senhor permitiu as adversidades por causa da desobediência de Israel. O salmista reconhece que o pecado pode trazer doenças; portanto, fala do perdão que precede a cura (Sl 41:3, 4). No entanto, alguns salmos, como o Salmo 88 e o 102, reconhecem que o sofrimento inocente do povo de Deus é um fato, não importando quanto seja difícil entender isso.

No Salmo 88, Deus leva o salmista à beira da morte (Sl 88:6-8). Contudo, observe que, mesmo quando as queixas mais sérias são proferidas, o lamento é claramente um ato de fé, pois se o Senhor, em Sua soberania, permitiu as adversidades, Ele pode restaurar o bem-estar de Seu filho.

No limiar da sepultura, o salmista se lembra das maravilhas, da bondade, fidelidade e justiça divinas (Sl 88:10-12). Apesar da sensação de ter sido atingido por Deus, o salmista se apega a Ele. Embora sofra, não nega o amor de Deus e sabe que o Senhor é sua única salvação. Esses apelos mostram que o salmista conhece não apenas o sofrimento, mas também a graça de Deus, e que a graça não exclui as provas da vida.

Em suma, tanto a permissão divina para o sofrimento quanto Sua libertação são demonstrações de Sua soberania. Saber que Deus está no controle inspira esperança. Quando lemos o Salmo 88 à luz do sofrimento de Cristo, ficamos impressionados com as profundezas de Seu amor. Ele estava disposto a passar pela porta da morte para o bem da humanidade.

Pense em Jesus na cruz e no que Ele sofreu por causa do pecado. Deus em Cristo sofreu ainda mais do que nós. Isso nos ajuda a manter a fé em meio aos sofrimentos?

Segunda-feira, 29 de janeiro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Os dias do mal

Lições da Bíblia1

1. Leia os Salmos 74:18-22; 79:5-13. O que está em jogo nesses textos?

Salmo 74:18-22 (NAA)2: “18 Lembra-te disto: o inimigo tem insultado o Senhor, e um povo insensato tem blasfemado o teu nome. 19 Não entregues à rapina a vida de tua pomba, nem te esqueças para sempre da vida dos teus aflitos. 20 Lembra-te da tua aliança, pois os lugares tenebrosos da terra estão cheios de moradas de violência. 21 Não fique envergonhado o oprimido; que o aflito e o necessitado louvem o teu nome. 22 Levanta-te, ó Deus, e defende a tua causa; lembra-te de como o ímpio te afronta todos os dias.

Salmo 79:5-13 (NAA)2: “5 Até quando, Senhor? Será para sempre a tua ira? Queimará como o fogo o teu zelo? 6 Derrama o teu furor sobre as nações que não te conhecem e sobre os reinos que não invocam o teu nome. 7 Porque eles devoraram Jacó e destruíram as suas moradas. 8 Não nos faças pagar pelas iniquidades de nossos pais; que as tuas misericórdias venham depressa ao nosso encontro, pois estamos muito abatidos. Ajuda-nos, ó Deus e Salvador nosso, pela glória do teu nome; livra-nos e perdoa os nossos pecados, por amor do teu nome. 10 Por que diriam as nações: “Onde está o Deus deles?” Seja manifesta entre as nações e diante dos nossos olhos a vingança do sangue dos teus servos, que foi derramado. 11 Chegue à tua presença o gemido dos prisioneiros; com o teu grande poder, preserva os que estão condenados à morte. 12 Retribui, Senhor, aos nossos vizinhos sete vezes mais as afrontas com que te afrontaram. 13 Quanto a nós, teu povo e ovelhas do teu pasto, para sempre te daremos graças; de geração em geração proclamaremos os teus louvores.”

O salmista procura compreender o grande conflito entre Deus e os poderes do mal e aponta para a insondável tolerância divina, bem como para Sua infinita sabedoria e poder. O problema do mal em Salmos é primariamente teológico; inevitavelmente diz respeito a questões sobre Deus. Assim, a destruição de Jerusalém e do templo é vista principalmente como um escândalo divino, porque deu aos pagãos a oportunidade de blasfemarem contra Deus. A herança divina (o povo de Israel) é o sinal da eleição e da aliança divinas (Dt 4:32-38; 32:8, 9) que nunca falharão. O conceito da herança de Deus também contém uma dimensão do fim dos tempos, visto que um dia todas as nações se tornarão herança de Deus e O servirão. A ideia de que as nações invadiram a herança divina ameaça essas promessas.

Sem dúvida, o salmista reconhece que os pecados do povo corromperam o relacionamento de aliança do povo com Deus e trouxeram sobre Israel todas as consequências. A sobrevivência do povo depende unicamente da intervenção graciosa de Deus e da restauração do vínculo da aliança por meio da expiação do pecado. O Senhor é “Salvador nosso”, fiel às Suas promessas da aliança (Sl 79:8, 9).

No entanto, mais importante do que a restauração da sorte de Israel é a defesa do caráter de Deus no mundo (Sl 79:9). Se as maldades das nações ficarem impunes, parecerá que Deus perdeu Seu poder (Sl 74:18-23; 83:16-18; 106:47). Somente quando Deus salvar Seu povo é que Seu nome será justificado e honrado.

Como no presente, o mesmo princípio existia naquela época. Nossos pecados, retrocessos e maldades podem trazer descrédito não apenas sobre nós mesmos, mas, pior, sobre o Deus cujo nome professamos. Nossas atitudes erradas também podem ter efeitos espirituais prejudiciais em nosso testemunho e em nossa missão. Quantas pessoas se desviaram da fé pelas atitudes daqueles que professam o nome de Cristo?

“A honra de Deus, a honra de Cristo, está envolvida no aperfeiçoamento do caráter de Seu povo” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações [CPB, 2021], p. 540). Como você entende essa importante verdade, e o que ela significa em sua vida cristã?

Domingo, 28 de janeiro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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Um cântico ao Senhor em terra estranha

Lições da Bíblia1

“Mas como poderíamos entoar um cântico ao Senhor em terra estranha?” (Sl 137:4).

Não precisamos nos aprofundar no Livro dos Salmos para descobrir que os salmos são proferidos em um mundo imperfeito, de pecado, maldade, sofrimento e morte. A criação estável governada pelo Senhor soberano e Suas leis justas é constantemente ameaçada pelo mal. À medida que o pecado corrompe o mundo cada vez mais, a Terra tem se tornado cada vez mais “terra estranha” para o povo de Deus. Essa realidade cria um problema para o salmista: como ter uma vida de fé em uma terra estranha?

Como já vimos, os salmistas reconhecem o governo soberano e o poder de Deus, bem como Seus juízos justos. Sabem que Deus é o refúgio eterno e infalível e socorro em tempos de dificuldade. Por essa razão, os salmistas às vezes ficam perplexos (quem não fica?) com a aparente ausência de Deus e com a expansão do mal em face do soberano e bom Senhor. A natureza paradoxal dos salmos como orações é demonstrada nas reações dos salmistas ao aparente silêncio de Deus. Em outras palavras, eles reagem à ausência divina percebida, bem como à presença divina.

Sábado, 27 de janeiro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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O Senhor ouve e liberta – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

Leia, de Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 158-164 (“A noite de luta”). O que aprendemos com Jacó sobre o poder da oração insistente e da confiança em Deus? Os salmos fortalecem a fé em Deus, que é o Refúgio dos que se entregam em Suas mãos. “Deus fará grandes coisas por aqueles que confiam Nele. A razão pela qual Seu povo não tem maior força é que confiamos demais em nossa sabedoria e não damos ao Senhor oportunidade para revelar Seu poder em nosso favor. Se puserem sua inteira confiança Nele e Lhe obedecerem fielmente, Deus ajudará Seus filhos fiéis em toda emergência” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas [CPB, 2022], p. 430).

No entanto, alguns salmos podem representar um sério desafio quando suas promessas não correspondem à nossa situação. Em momentos assim, temos que aprender a confiar na bondade divina, mais poderosamente revelada na cruz.

Além disso, às vezes alguns salmos podem ser usados para promover falsas esperanças. A resposta de Jesus ao uso impróprio do Salmo 91:11, 12 por Satanás mostra que confiar em Deus não deve ser confundido com tentá-Lo (Mt 4:5-7) nem presunçosamente pedir a Deus que faça algo contrário à Sua vontade.

“As maiores vitórias da igreja de Cristo, ou do cristão em particular, não são as que são ganhas pelo talento ou educação, pela riqueza ou favor dos homens. São as vitórias obtidas na sala de audiência de Deus, quando a fé cheia de ardor e agonia lança mão do braço do Todo-poderoso” (Patriarcas e Profetas [CPB, 2022], p. 164). Perguntas para consideração 1. As adversidades sobrevêm às pessoas, mesmo aos que acreditam nas promessas de proteção divina. Os salmistas sofreram adversidades e conheceram fiéis que sofreram. Como aprender a confiar em Deus nas adversidades? 2. Como desenvolver a fé em Deus em todas as circunstâncias (Sl 91:14; 143:8, 10; 145:18-20)? O que nos leva a perder essa fé? Por que a confiança em Deus nos bons momentos é crucial para aprender a confiar Nele nos maus momentos?

Sexta-feira, 26 de janeiro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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Auxílio do santuário

Lições da Bíblia1

7. Leia os Salmos 3:4; 14:7; 20:1-3; 27:5; 36:8; 61:4; 68:5, 35. De onde vem a ajuda nesses textos?

Salmo 3:4 (NAA)2: “Com a minha voz clamo ao Senhor, e ele do seu santo monte me responde.”

Salmo 14:7 (NAA)2: “Quem dera que de Sião viesse já a salvação de Israel! Quando o Senhor restaurar a sorte do seu povo, Jacó exultará e Israel se encherá de alegria.”

Salmo 20:1-3 (NAA)2: “1 Que o Senhor lhe responda no dia da tribulação; que o nome do Deus de Jacó o proteja! 2 Que do seu santuário lhe envie socorro e que desde Sião o sustenha. 3 Que ele se lembre de todas as suas ofertas de cereais e aceite os holocaustos que você ofereceu.”

Salmo 27:5 (NAA)2: “Pois, no dia da adversidade, ele me ocultará no seu abrigo; no interior do seu tabernáculo, me acolherá; ele me porá no alto de uma rocha.”

Salmo 36:8 (NAA)2: “Fartam-se da abundância da tua casa, e na torrente das tuas delícias lhes dás de beber.”

Salmo 61:4 (NAA)2: “Que eu possa habitar no teu tabernáculo para sempre e abrigar-me no esconderijo das tuas asas.

Salmo 68:5, 35 (NAA)2: “Pai dos órfãos e juiz das viúvas é Deus em sua santa morada. […] Ó Deus, tu és tremendo no teu santuário! O Deus de Israel, ele dá força e poder ao seu povo.”

O tema do refúgio e ajuda espiritual e física aparece notavelmente no contexto do santuário, o qual é um lugar de ajuda, segurança e salvação. Ele oferece abrigo para os que estão em dificuldades. Deus defende os órfãos e as viúvas e dá força ao Seu povo a partir do Seu santuário. Quando “desde Sião, excelência de formosura, resplandece Deus” (Sl 50:2), os justos juízos divinos são proclamados, e a bênção do Senhor é proferida (Sl 84:4; 128:5; 134:3). O refúgio no santuário supera a segurança proporcionada por qualquer outro lugar do mundo, pois Deus habita no santuário. Sua presença, não meramente o templo como um edifício sólido, oferece segurança. Da mesma forma, sendo o monte onde o Senhor habitava, o Monte Sião superava outros montes, embora em si mesmo fosse uma colina comum (Sl 68:15, 16; Is 2:2).

8. “Não temos Sumo Sacerdote que não possa Se compadecer das nossas fraquezas; pelo contrário, Ele foi tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado. Portanto, aproximemo-nos do trono da graça com confiança, a fim de recebermos misericórdia e encontrarmos graça para ajuda em momento oportuno” (Hb 4:15, 16). Qual é a relação entre essa passagem e o que o salmista diz sobre o santuário?

Ela mostra que, no santuário, temos um Sumo Sacerdote que vive para interceder por nós.

A santidade do santuário de Deus leva o salmista a reconhecer que todos somos pecadores e indignos do favor divino. Ele afirma que a libertação se baseia somente na fidelidade e graça de Deus (Sl 143:2, 9-12). Nada em nós nos dá qualquer mérito diante do Senhor. É somente quando temos um relacionamento estreito com Deus por meio do arrependimento e da aceitação da graça e do perdão divinos que podemos rogar pela garantia da libertação divina. O serviço do santuário representava a salvação encontrada em Jesus.

Quinta-feira, 25 de janeiro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Defensor e Libertador

Lições da Bíblia1

5. Leia 1 Coríntios 10:1-4. Como Paulo descreve a história do Êxodo? Que lição espiritual ele procura ensinar?

1 Coríntios 10:1-4 (NAA)2: “1 Ora, irmãos, não quero que vocês ignorem que os nossos pais estiveram todos sob a nuvem, e todos passaram pelo mar, 2 e todos, em Moisés, foram batizados, tanto na nuvem como no mar. 3 Todos eles comeram do mesmo alimento espiritual 4 e beberam da mesma bebida espiritual. Porque bebiam de uma pedra espiritual que os seguia; e a pedra era Cristo.

6. Como a libertação de Israel do Egito é descrita poeticamente? Sl 114

Sl 114 (NAA)2: “1 Quando Israel saiu do Egito, e a casa de Jacó, do meio de um povo de língua estranha, 2 Judá se tornou o santuário do Senhor, e Israel, o seu domínio. 3 O mar viu isso e fugiu; o Jordão recuou. 4 Os montes saltaram como carneiros, e as colinas, como cordeiros do rebanho. 5 O que lhe aconteceu, ó mar, para que você fugisse assim? E você, Jordão, por que recuou? 6 Montes, por que estão saltando como carneiros? E vocês, colinas, como cordeiros do rebanho? 7 Trema, ó terra, na presença do Senhor, na presença do Deus de Jacó! 8 Ele transformou a rocha em lençol de água e o rochedo, em manancial.”

Que representação poética da maravilhosa libertação divina de Seus filhos da escravidão do Egito é dada no Salmo 114. Em todo o AT, e até mesmo no NT, a libertação do Egito é vista como um símbolo do poder de Deus para salvar Seu povo. Nesses versos em Coríntios Paulo considerou toda a história como uma metáfora, um símbolo da salvação em Jesus Cristo. O Salmo 114 também descreve como Deus, Criador e Soberano sobre os poderes da natureza, salvou Seu povo no Êxodo. O mar, o rio Jordão, as montanhas e colinas representam poeticamente os poderes naturais e humanos que se opõem a Israel em seu caminho para a terra prometida (Dt 1:44; Js 3:14-17). Deus, porém, é soberano sobre todos eles.

De fato, para muitos dos filhos de Deus em todos os tempos e em todos os lugares, o caminho para a Jerusalém celestial está repleto de perigos. Os salmos os encorajam a olhar além das colinas e em direção ao Criador do céu e da Terra (Sl 121:1).

O espírito do Salmo 114 relembra o ato de Jesus de acalmar a tempestade no mar e em proclamar que a igreja não tem nada a temer pois Ele venceu o mundo (Mt 8:23-27; Jo 16:33).

As grandes obras do Senhor em favor de Seu povo devem inspirar toda a Terra a tremer diante de Sua presença (Sl 114:7). O tremor deve ser entendido como reconhecimento e adoração, e não como estar aterrorizado (Sl 96:9; 99:1). Com Deus ao lado, os crentes não têm nada a temer.

Quais são os perigos espirituais que enfrentamos, e como aprender a nos apoiar no poder do Senhor para não sucumbir a esses perigos, tão reais para nós quanto o foram para o salmista?

Quarta-feira, 24 de janeiro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro dos Salmos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 515, jan. fev. mar. 2023. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.