O juízo do Senhor e o santuário

Lições da Bíblia1

5. Leia os Salmos 96:6-10; 99:1-4; 132:7-9, 13-18. Onde acontece o juízo divino e quais são as implicações disso para nós? Como o santuário nos ajuda a entender como Deus lidará com o mal?

Sl 96:6-10 (NAA)2: “6 Glória e majestade estão diante dele, força e formosura, no seu santuário. 7 Deem ao Senhor, ó famílias dos povos, deem ao Senhor glória e força.Deem ao Senhor a glória devida ao seu nome; tragam ofertas e entrem nos seus átrios. Adorem o Senhor na beleza da sua santidade; tremam diante dele, todas as terras. 10 Digam entre as nações: ‘Reina o Senhor.’ Ele firmou o mundo para que não se abale e julga os povos com justiça.”

Sl 99:1-4 (NAA)2: “1 Reina o Senhor; tremam os povos. Ele está entronizado acima dos querubins; abale-se a terra. 2 O Senhor é grande em Sião e está exaltado acima de todos os povos. 3 Celebrem eles o teu nome grande e tremendo, porque é santo. 4 És rei poderoso que ama a justiça; tu estabeleces o direito, executas o juízo e a justiça em Jacó.

Sl 132:7-9, 13-18 (NAA)2: “7 Entremos na sua morada, adoremos diante do estrado de seus pés. 8 Levanta-te, Senhor, e entra no lugar do teu repouso, tu e a arca do teu poder. 9 Vistam-se de justiça os teus sacerdotes, e exultem os teus fiéis. […] 13 Pois o Senhor escolheu Sião, preferiu-a por sua morada, dizendo: 14 ‘Este é para sempre o lugar do meu repouso; aqui habitarei, pois este é o meu desejo. 15 Abençoarei com abundância o seu mantimento e de pão fartarei os seus pobres. 16 Vestirei de salvação os seus sacerdotes, e de júbilo exultarão os seus fiéis. 17 Ali, farei brotar o poder de Davi; preparei uma lâmpada para o meu ungido.  18 Cobrirei de vexame os seus inimigos, mas sobre ele brilhará a sua coroa.’”

O juízo divino está intimamente relacionado ao santuário, o qual era o ambiente onde a compreensão do salmista acerca do problema do mal se transformava (Sl 73:17-20). O santuário era o local designado para o juízo divino, conforme indicado pelo juízo do Urim (Nm 27:21) e pelo peitoral do juízo do sumo sacerdote (Êx 28:15, 28-30). Assim, muitos salmos retratam Deus em Seu trono no santuário pronto para julgar o mundo por seu pecado e maldade. No santuário, o plano da salvação foi revelado. No paganismo, o pecado era entendido principalmente como uma mancha física, a ser eliminada por ritos mágicos. Em contraste, a Bíblia apresenta o pecado como violação da lei moral. A santidade de Deus significa que Ele ama a justiça e a retidão. Da mesma forma, os fiéis devem buscar a justiça e a retidão e devem adorá-Lo em Sua santidade. Para isso, devem guardar a lei de Deus, que é uma expressão de Sua santidade.

O santuário é o lugar do perdão dos pecados e da restauração da justiça, conforme indica o propiciatório do trono de Deus e os “sacrifícios de justiça” (Dt 33:19; Sl 4:5).

No entanto, o “Deus perdoador” Se vinga das ações perversas dos impenitentes (Sl 99:8). O santuário é o lugar do juízo divino. As implicações práticas disso se veem na constante consciência da santidade de Deus e nas exigências de uma vida justa de acordo com os requisitos da aliança divina.

O juízo do Senhor a partir de Sião resulta no bem-estar dos justos e na derrota dos iníquos (Sl 132:13-18). O santuário nutria as expectativas jubilosas da vinda do Senhor como Juiz, especialmente durante o Dia da Expiação. Da mesma forma, os salmos fortalecem a certeza da chegada iminente do Juiz divino (Sl 96:13; 98:9), a saber, Jesus Cristo no santuário celestial (Ap 11:15-19).

O que Cristo está fazendo no santuário celestial é boa notícia para nós? (Rm 8:34)

Rm 8:34 “Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu, ou melhor, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós.”

Quinta-feira, 08 de fevereiro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro dos Salmos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 515, jan. fev. mar. 2023. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Derrame Sua indignação

Lições da Bíblia1

4. Leia os Salmos 58:6-8; 69:22-28; 83:9-17; 94:1, 2; 137:7-9. Que sentimentos esses textos transmitem? Quem é o agente de juízo nesses salmos?

Sl 58:6-8 (NAA)2: “6 Ó Deus, quebra-lhes os dentes na boca; arranca, Senhor, as presas dos leõezinhos. 7 Que eles desapareçam como as águas que se escoam; ao dispararem flechas, que elas se despedacem. 8 Sejam como a lesma, que se dilui ao passar; como o aborto de mulher, que nunca vejam a luz do sol.

Sl 69:22-28 (NAA)2: “22 Que a mesa deles se torne em laço diante deles, e a prosperidade, em armadilha. 23 Que os olhos deles se escureçam, para que não vejam; e faze com que as suas costas não parem de tremer. 24 Derrama sobre eles a tua indignação, e que o furor da tua ira os alcance. 25 Fique deserta a sua morada, e não haja quem habite nas suas tendas. 26 Pois perseguem a quem tu feriste e ficam falando sobre as dores daqueles a quem golpeaste. 27 Soma-lhes iniquidade à iniquidade, e que não tenham acesso à tua justiça. 28 Sejam riscados do Livro dos Vivos e não sejam incluídos na lista dos justos.”

Sl 83:9-17 (NAA)2: 9 Faze com eles como fizeste com Midiã, como fizeste com Sísera e com Jabim no ribeiro de Quisom; 10 eles foram destruídos em En-Dor e se tornaram adubo para a terra. 11 Sejam os seus nobres como Orebe e como Zeebe, e os seus príncipes, como Zeba e como Salmuna, 12 que disseram: “Vamos nos apoderar das habitações de Deus.” 13 Deus meu, faze-os como folhas impelidas por um redemoinho, como a palha que o vento leva. 14 Como o fogo devora um bosque e as chamas incendeiam os montes, 15 assim persegue-os com a tua tempestade e amedronta-os com o teu vendaval. 16 Cobre o rosto deles de vergonha, para que busquem o teu nome, Senhor. 17 Sejam envergonhados e confundidos para sempre; que pereçam em completa desgraça.

Sl 94:1, 2 (NAA)2: “1 Ó Senhor, Deus das vinganças, ó Deus das vinganças, resplandece. 2 Levanta-te, ó juiz da terra, e dá aos soberbos o castigo que eles merecem.

Sl 137:7-9 (NAA)2: “7 Contra os filhos de Edom, lembra-te, Senhor, do dia em que Jerusalém foi tomada, pois diziam: “Arrasem! Arrasem Jerusalém até os seus alicerces!” 8 Filha da Babilônia, você que será destruída, feliz aquele que lhe retribuir o mal que você nos fez. 9 Feliz aquele que pegar os seus filhos e esmagá-los contra a pedra.”

Alguns salmos suplicam a Deus que Se vingue de indivíduos e nações que pretendem prejudicar, ou que já prejudicaram, os salmistas ou seu povo. Esses salmos podem soar desconcertantes devido à sua linguagem dura e aparente discordância com o princípio bíblico de amar os inimigos (Mt 5:44). No entanto, a indignação do salmista diante da opressão é grande. Isso significa que ele considerava o certo e o errado bem mais a sério do que muitas pessoas. Ele se importa, ainda que demasiadamente, com o mal que é feito a si mesmo e aos outros.

No entanto, em lugar algum o salmista sugeriu ser o agente da vingança. Em vez disso, deixou a retribuição nas mãos de Deus. Os salmos evocam as maldições da aliança divina (Dt 27:9-16) e imploram a Deus que aja conforme prometeu.

Os salmos são proclamações proféticas sobre o juízo divino iminente; não são apenas orações do salmista. O Salmo 137 reflete os anúncios do juízo sobre Babilônia, como visto nos profetas. A devastação que os babilônios trouxeram para outras nações se voltaria contra eles. Os salmos advertem que o mal não ficará impune para sempre.

A retribuição divina é medida com justiça e graça. Os filhos de Deus são chamados a orar por aqueles que os maltratam e até mesmo a desejar a conversão deles (Sl 83:18; Jr 29:7).

Entretanto, ao procurar adequar esses salmos à norma de amor pelos inimigos, não devemos minimizar a agonia expressa neles. Deus reconhece o sofrimento de Seus filhos e lhes anima dizendo que “preciosa é aos olhos do Senhor a morte dos Seus santos” (Sl 116:15). O juízo divino compele o povo de Deus a levantar a voz contra o mal e buscar a vinda do reino de Deus. Os salmos também dão voz aos sofredores, fazendo-os saber que Deus está ciente de seu sofrimento e que um dia a justiça virá.

Você já teve pensamentos de vingança contra os que fizeram mal a você ou a seus queridos? Esses salmos ajudam a colocar esses sentimentos na perspectiva adequada?

Quarta-feira, 07 de fevereiro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Até quando julgarão injustamente

Lições da Bíblia1

O Senhor dotou os líderes de Israel de autoridade para manter a justiça (Sl 72:1-7, 12-14). Os reis deveriam exercer autoridade segundo a vontade divina. A preocupação central dos líderes devia ser garantir a paz e a justiça e cuidar dos desfavorecidos. Só então a terra e o povo prosperariam. O trono do rei se fortalece pela fidelidade a Deus, não pelo poder humano.

3. Leia o Salmo 82. O que acontece quando os líderes pervertem a justiça e oprimem aqueles aos quais são encarregados de proteger?

Salmo 82 (NAA)2: “1 Deus toma o seu lugar na congregação divina; no meio dos deuses, ele julga. 2 Até quando julgarão injustamente e tomarão partido pela causa dos ímpios? 3 Defendam o direito dos fracos e dos órfãos, façam justiça aos aflitos e desamparados. 4 Socorram os fracos e os necessitados, tirando-os das mãos dos ímpios. 5 “Eles nada sabem, nem entendem; vagueiam em trevas; todos os fundamentos da terra vacilam. 6 Eu disse: ‘Vocês são deuses; todos vocês são filhos do Altíssimo. 7 Mas vocês morrerão como simples mortais, e, como qualquer dos príncipes, vocês sucumbirão.’” 8 Levanta-te, ó Deus, julga a terra, pois a ti pertencem todas as nações.”

No Salmo 82, Deus declara Seus juízos sobre os juízes corruptos de Israel. Os “deuses” (Sl 82:1, 6) não são deuses pagãos nem anjos, pois esses nunca foram encarregados de fazer justiça ao povo de Deus e, portanto, não poderiam ser julgados por não cumprir isso. As acusações listadas no Salmo 82:2-4 ecoam as leis da Torá, identificando os “deuses” como os líderes de Israel (Dt 1:16-18; 16:18-20; Jo 10:33-35). Deus questiona os “filhos dos homens”, se eles julgam com justiça, e anuncia sua punição, pois foram considerados injustos. Os líderes vagueiam nas trevas sem conhecimento (Sl 82:5), porque abandonaram a lei de Deus, a luz (Sl 119:105).

As Escrituras sustentam firmemente a visão de que o Senhor é o único Deus. Ele compartilha Seu governo no mundo com líderes humanos designados como Seus representantes (Rm 13:1). Quantas vezes, no entanto, esses representantes, no passado e no presente, perverteram a responsabilidade que lhes foi dada?

O Salmo 82 expõe de forma irônica a apostasia de alguns líderes que acreditavam ser “deuses” acima dos outros. Embora Deus tenha dado a autoridade e o privilégio aos líderes de serem chamados “filhos do Altíssimo” e de representá-Lo, Deus renunciou aos líderes maus e os lembrou de que eram mortais e estavam sujeitos às mesmas leis morais que todos. Ninguém está acima da lei de Deus (Sl 82:6-8).

Deus julgará o mundo. O povo de Deus também prestará contas a Ele. Os líderes e o povo devem imitar o exemplo do Juiz divino e colocar sua esperança Nele.

Você tem autoridade sobre os outros? Está exercendo essa autoridade com justiça?

Terça-feira, 06 de fevereiro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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Justiça para os oprimidos

Lições da Bíblia1

2. Leia os Salmos 9:18; 12:5; 40:17; 41:1-3; 113:7; 146:6-10. Qual é a mensagem para nós, mesmo no presente?

Sl 9:18 (NAA)2: “Pois o necessitado não será esquecido para sempre, e a esperança dos aflitos não será frustrada perpetuamente.”

Sl 12:5 (NAA)2: “Por causa da opressão dos pobres e do gemido dos necessitados, eu me levantarei agora”, diz o Senhor, “e porei a salvo aquele que anseia por isso.”

Sl 40:17 (NAA)2: “Eu sou pobre e necessitado, porém o Senhor cuida de mim. Tu és o meu amparo e o meu libertador; não te demores, ó Deus meu!”

Sl 41:1-3 (NAA)2: “1 Bem-aventurado é aquele que ajuda os necessitados; o Senhor o livra no dia do mal. 2 O Senhor o protege, preserva-lhe a vida e o faz feliz na terra; não o entrega à vontade dos seus inimigos. 3 O Senhor o assiste no leito da enfermidade. Quando doente, tu lhe restauras a saúde.”

Sl 113:7 (NAA)2: “Ele levanta o pobre do pó e tira o necessitado do monte de lixo,”

Sl 146:6-10 (NAA)2: “6 que fez os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e mantém para sempre a sua fidelidade. 7 Que faz justiça aos oprimidos e dá pão aos que têm fome. O Senhor liberta os encarcerados. 8 O Senhor abre os olhos aos cegos, o Senhor levanta os abatidos, o Senhor ama os justos. 9 O Senhor guarda o estrangeiro, ampara o órfão e a viúva, porém transtorna o caminho dos ímpios. 10 O Senhor reina para sempre; o seu Deus, ó Sião, reina de geração em geração. Aleluia!”

Deus demonstra cuidado e preocupação especial pela justiça em relação aos diferentes grupos vulneráveis, incluindo os pobres, necessitados, oprimidos, órfãos, viúvas, viúvos e estrangeiros. Salmos, como a Lei e os profetas, são claros nesse ponto (Êx 22:21-27; Is 3:13-15). Muitos salmos usam a expressão “pobres e necessitados” e evitam representar os oprimidos em termos exclusivamente nacionais e religiosos. Isso é feito para destacar o cuidado universal de Deus por toda a humanidade.

A expressão “pobres e necessitados” não se limita à pobreza material, mas significa também vulnerabilidade e desamparo. Apela à compaixão divina e transmite a ideia de que o sofredor está sozinho e não tem outro auxílio senão Deus. “Pobre e necessitado” também representa a sinceridade, veracidade e amor daquele que confessa a total dependência de Deus e renuncia a qualquer traço de autossuficiência e autoafirmação.

Cuidar dos desfavorecidos (Sl 41:1-3) demonstra a fidelidade do povo a Deus. Prejudicar os vulneráveis era pecado particularmente abominável na cultura bíblica (Dt 15:7-11). Os salmos inspiram pessoas fiéis a levantar a voz contra toda opressão.

Os salmos também destacam a futilidade de fundamentar a confiança nos meios humanos perecíveis como fonte máxima de sabedoria e segurança. O povo de Deus deve resistir à tentação de depositar fé suprema para salvação em líderes e instituições humanas, especialmente quando diferem dos caminhos de Deus.

Em Sua graça, nosso Senhor Se identificou com os pobres tornando-se Ele mesmo pobre, para que, por meio da Sua pobreza, muitos se tornassem ricos (2Co 8:9). As riquezas de Cristo incluem a libertação de toda opressão trazida pelo pecado, e Ele nos promete a vida eterna no reino de Deus (Ap 21:4). Jesus Cristo cumpre as promessas dos salmos como o Juiz divino, que julgará todos os maus-tratos aos necessitados, bem como a negligência do dever para com eles (Mt 25:31-46).

Quanto pensamos nos “pobres e necessitados” entre nós, e quanto fazemos por eles?

Segunda-feira, 05 de fevereiro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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O Guerreiro majestoso

Lições da Bíblia1

1. Leia os Salmos 18:3-18; 76:3-9, 12; 144:5-7. Como o Senhor é retratado nesses textos? O que essas imagens transmitem sobre a prontidão de Deus para libertar Seu povo?

Sl 18:3-18 (NAA)2: 3 Invoco o Senhor, digno de ser louvado, e serei salvo dos meus inimigos. 4 Laços de morte me cercaram, torrentes de impiedade me impuseram terror. 5 Cadeias infernais me cingiram, e tramas de morte me surpreenderam. 6 Na minha angústia, invoquei o Senhor, gritei por socorro ao meu Deus. Ele do seu templo ouviu a minha voz, e o meu clamor lhe penetrou os ouvidos. 7 Então, a terra se abalou e tremeu, vacilaram também os fundamentos dos montes e se estremeceram, porque ele se indignou.Das suas narinas subiu fumaça, e fogo devorador, da sua boca; dele saíram brasas ardentes.Baixou ele os céus, e desceu, e teve sob os pés densa escuridão. 10 Cavalgava um querubim e voou; sim, levado velozmente nas asas do vento. 11 Das trevas fez um manto em que se ocultou; escuridade de águas e espessas nuvens dos céus eram o seu pavilhão. 12 Do resplendor que diante dele havia, as densas nuvens se desfizeram em granizo e brasas chamejantes. 13 Trovejou, então, o Senhor, nos céus; o Altíssimo levantou a voz, e houve granizo e brasas de fogo. 14 Despediu as suas setas e espalhou os meus inimigos, multiplicou os seus raios e os desbaratou. 15 Então, se viu o leito das águas, e se descobriram os fundamentos do mundo, pela tua repreensão, Senhor, pelo iroso resfolgar das tuas narinas. 16 Do alto me estendeu ele a mão e me tomou; tirou-me das muitas águas. 17 Livrou-me de forte inimigo e dos que me aborreciam, pois eram mais poderosos do que eu. 18 Assaltaram-me no dia da minha calamidade, mas o Senhor me serviu de amparo.”

Sl 76:3-9, 12 (NAA)2: “3 Ali, despedaçou ele os relâmpagos do arco, o escudo, a espada e a batalha. 4 Tu és ilustre e mais glorioso do que os montes eternos. 5 Despojados foram os de ânimo forte; jazem a dormir o seu sono, e nenhum dos valentes pode valer-se das próprias mãos. 6 Ante a tua repreensão, ó Deus de Jacó, paralisaram carros e cavalos.Tu, sim, tu és terrível; se te iras, quem pode subsistir à tua vista? Desde os céus fizeste ouvir o teu juízo; tremeu a terra e se aquietou, 9 ao levantar-se Deus para julgar e salvar todos os humildes da terra.

Sl 144:5-7 (NAA)2: “5 Abaixa, Senhor, os teus céus e desce; toca os montes, e fumegarão. 6 Despede relâmpagos e dispersa os meus inimigos; arremessa as tuas flechas e desbarata-os. 7 Estende a mão lá do alto; livra-me e arrebata-me das muitas águas e do poder de estranhos,

Esses hinos louvam ao Senhor por Seu incrível poder sobre as forças malignas que ameaçam Seu povo. Eles retratam Deus em Sua majestade como Guerreiro e Juiz. A imagem de Deus como Guerreiro é frequente nos salmos e destaca a severidade e a urgência da resposta divina aos clamores e sofrimentos de Seu povo.

“O Altíssimo levantou a Sua voz, e houve granizo e brasas de fogo. Atirou as Suas flechas e espalhou os meus inimigos; multiplicou os Seus raios e os dispersou. Então se viu o leito das águas, e se descobriram os fundamentos do mundo, pela Tua repreensão, Senhor, pelo sopro impetuoso das Tuas narinas” (Sl 18:13-15).

A determinação absoluta e a magnitude da ação divina deve dispersar qualquer dúvida sobre o grande cuidado e a compaixão de Deus pelos sofredores ou sobre Sua capacidade de derrotar o mal. Só precisamos esperar que Ele faça isso.

Mesmo quando o povo de Deus, como Davi, estava envolvido em guerras, a libertação não veio por meios humanos. Em suas batalhas contra os inimigos do povo de Deus, o rei louvou o Senhor como o Único que alcançou todas as vitórias. Teria sido fácil para Davi levar o crédito pelo que aconteceu, por seus sucessos e triunfos, mas esse não era seu estado de espírito. Ele sabia de onde vinha a Fonte de seu poder.

Embora Davi afirmasse que o Senhor treinava suas mãos para a guerra (Sl 18:34), em nenhum dos salmos ele confiou em suas habilidades de batalha. Em vez disso, o rei declarou que o Senhor lutava por ele e o libertava (Sl 18:47, 48).

Em Salmos, o rei Davi, que era conhecido como um guerreiro bem-sucedido, assumiu seu papel como músico habilidoso e louvou ao Senhor como único Libertador e Sustentador de Seu povo (Sl 144:10-15). O louvor e a oração eram as fontes de força de Davi, mais poderosas do que qualquer arma de guerra. Somente em Deus se deve confiar e somente a Ele se deve adorar.

Sejam quais forem os dons, habilidades e êxito que você tem tido, por que deve sempre se lembrar da fonte de todos eles? Que perigo há em se esquecer dessa fonte?

Domingo, 04 de fevereiro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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Eu Me levantarei

Lições da Bíblia1

 “Por causa da opressão dos pobres e do gemido dos necessitados, Eu Me levantarei agora, diz o Senhor, e porei a salvo aquele que anseia por isso” (Sl 12:5).

Em todas as épocas, incluindo a nossa, o mal, a injustiça e a opressão têm assolado a Terra. Os salmistas também viveram tempos assim. Dessa forma, entre outras coisas, os salmos são também protestos de Deus e dos salmistas contra a violência e a opressão no mundo.

Sim, o Senhor é longânimo e retém Sua ira em Sua grande tolerância, não querendo que ninguém pereça, mas que todos se arrependam e mudem seus caminhos (2Pe 3:9-15). E embora o tempo apropriado de Deus para Sua intervenção nem sempre coincida com as expectativas humanas, o dia do juízo está próximo (Sl 96:13; 98:9). Só precisamos confiar Nele e em Suas promessas, até que esse dia chegue.

Somente o Criador, cujo trono é fundado na retidão e na justiça (Sl 89:14; 97:2), pode oferecer, com Seu juízo soberano, estabilidade e prosperidade ao mundo. O aspecto duplo do juízo divino inclui a libertação dos oprimidos e a destruição dos ímpios (Sl 7:6-17).

Essa libertação foi prometida, e isso acontecerá em breve, mas no tempo de Deus, não no nosso, um ponto que o salmista enfatizou.

Sábado, 03 de fevereiro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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Um cântico ao Senhor em terra estranha – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

Leia o Salmo 56; Caminho a Cristo, p. 115-127 (“Alegria no Senhor”). Como os salmistas, o povo de Deus questiona: Como cantar cânticos ao Senhor em uma “terra estranha”? Nossa fé na soberania do Senhor é desafiada e perguntamos se Deus está no controle ou se Ele é tão poderoso e bom quanto as Escrituras dizem.

Temos incerteza e suspense diante do mal e da aparente ausência divina, mas confiança diante do amor e justiça de Deus. Apesar das incertezas, os salmistas apelavam para a fidelidade infalível de Deus (Sl 36:5-10; 89:2, 8).

Devemos seguir esse exemplo. “Reúna todas as suas energias para elevar os olhos e não deixá-los pousar nas dificuldades. Assim fazendo, você jamais fraquejará na vida. Em breve haverá de ver Jesus por trás da nuvem, estendendo a mão para ajudá-lo; e tudo o que restará a fazer será estender-Lhe sua fé simples e permitir-Lhe que o guie” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja [CPB, 2021], v. 5, p. 495).

Os momentos em que Deus “escondia o rosto” não minavam a eficácia da oração, mas levavam os salmistas a examinar a si mesmos, relembrar a salvação ocorrida no passado e apresentar a Deus humilde confissão (Sl 77:10-12; 89:46-52). “A fé é fortalecida por entrar em conflito com dúvidas e influências opostas. A experiência alcançada nessas provas é de maior valor do que as joias mais preciosas” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja [CPB, 2021], v. 3, p. 463). Perguntas para consideração 1. Que tensões experimentaram os salmistas diante do mal? Enfrentamos tensões semelhantes? Como mantemos a fé nesses momentos? 2. Onde procurar respostas quando a fé em Deus é testada por provações ou por pessoas cujos sofrimentos as levam a questionar a bondade e o poder de Deus? 3. Como explicar o mal em um mundo criado e sustentado por um Deus todo-poderoso e amoroso? O tema do grande conflito ajuda a responder a esse questionamento?

Sexta-feira, 02 de fevereiro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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Para que os justos não sejam tentados

Lições da Bíblia1

6. Leia os Salmos 37:1, 8; 49:5-7; 94:3-7; 125:3. Que luta o salmista enfrentava?

Sl 37:1, 8 (NAA)2: “1 Não se irrite por causa dos malfeitores, nem tenha inveja dos que praticam a iniquidade. […] 8 Deixe a ira, abandone o furor; não se irrite; certamente isso acabará mal.”

Sl 49:5-7 (NAA)2: “5 Por que temerei nos dias maus, quando me cercar a iniquidade dos que me perseguem, 6 dos que confiam nos seus bens e se gloriam na sua muita riqueza? 7 Ao irmão, verdadeiramente, ninguém o pode remir, nem pagar por ele a Deus o seu resgate —”

Sl 94:3-7 (NAA)2: “3 Até quando, Senhor, os ímpios, até quando os ímpios exultarão? 4 Fazem alarde e falam com arrogância; todos os que praticam a iniquidade se vangloriam. 5 Esmagam o teu povo, Senhor, e oprimem a tua herança.Matam as viúvas e os estrangeiros e assassinam os órfãos.E dizem: ‘O Senhor não está vendo; o Deus de Jacó não faz caso disso.’”

Sl 125:3 (NAA)2: “O cetro dos ímpios não permanecerá na terra dos justos, para que os justos não comecem a praticar a iniquidade.”

Esses salmos lamentam a prosperidade dos ímpios e o desafio que isso representa para os justos. Os ímpios não apenas prosperam, mas às vezes também desprezam abertamente a Deus e oprimem os outros. A questão desconcertante é que, enquanto “o cetro dos ímpios” (Sl 125:3) domina o mundo, o “cetro de justiça” (Sl 45:6) parece falhar. Então, por que não desistir e abraçar o mal como outros fazem?

7. Leia Salmo 73:1-20, 27. O que leva o salmista a atravessar a crise? Qual é o fim dos que confiam em coisas fúteis? (Ver também 1Pe 1:17)

Sl 73:1-20, 27 (NAA)2: “1 De fato, Deus é bom para com Israel, para com os de coração limpo. 2 Quanto a mim, porém, quase me resvalaram os pés; pouco faltou para que se desviassem os meus passos. 3 Pois eu invejava os arrogantes, ao ver a prosperidade dos maus. 4 Para eles não há preocupações, o seu corpo é forte e sadio. 5 Não partilham das canseiras dos mortais, nem são afligidos como os outros. 6 Por isso, a soberba os cinge como um colar, e a violência os envolve como um manto. 7 Os olhos saltam-lhes de tanta gordura; do coração deles brotam fantasias. 8 Zombam e falam com maldade; falam da opressão com arrogância. 9 Abrem a boca para falar contra os céus, e a língua deles percorre a terra. 10 Por isso, o seu povo se volta para eles e os tem por fonte da qual bebe com avidez. 11 Eles dizem: “Como Deus ficará sabendo? Por acaso o Altíssimo tem algum conhecimento?” 12 Eis que estes são os ímpios; e, sempre tranquilos, aumentam as suas riquezas. 13 Com certeza foi inútil conservar puro o meu coração e lavar as minhas mãos na inocência. 14 Pois o dia inteiro sou afligido e cada manhã sou castigado. 15 Se eu tivesse pensado em falar tais palavras, já aí teria traído a geração de teus filhos, ó Deus. 16 Em só refletir para compreender isso, achei que a tarefa era pesada demais para mim; 17 até que entrei no santuário de Deus e descobri qual seria o fim deles. 18 Tu certamente os pões em lugares escorregadios e os fazes cair na destruição. 19 Como são destruídos num instante! São totalmente aniquilados de terror! 20 Como acontece com o sonho, quando alguém acorda, assim, ó Senhor, ao despertares, desprezarás a imagem deles. […] 27 Os que se afastam de ti certamente perecerão; tu destróis todos os que são infiéis para contigo.

1Pe 1:17 (NAA)2: “E, se vocês invocam como Pai aquele que, sem parcialidade, julga segundo as obras de cada um, vivam em temor durante o tempo da peregrinação de vocês,

No Salmo 73, enquanto o salmista permaneceu focado na iniquidade do mundo, ele foi incapaz de ver o quadro geral do ponto de vista divino. O problema que a prosperidade do mal gerava para sua fé era esmagador; ele acreditava, também, que seu argumento sobre a inutilidade da fé se baseava na realidade.

No entanto, o Salmo 73 mostra que “zombam dessas coisas aqueles que ignoram o primeiro verso desse salmo, que resume todo o salmo: ‘Deus é bom para com Israel, para com os de coração limpo’” (Johannes Bugenhagen, Reformation Commentary on Scripture [Downers Grove, IL: InterVarsity Press, 2018], p. 11).

O salmista foi levado ao santuário, o lugar do governo soberano de Deus, e foi lembrado de que “hoje” é apenas um pedaço do mosaico, e ele devia considerar o “fim”, quando os ímpios enfrentarão o juízo de Deus. O fato de o salmista ter entendido essa verdade no santuário e confessado sua loucura anterior mostra que a realidade só pode ser compreendida mediante a percepção espiritual, não pela lógica humana.

Como a promessa do juízo divino sobre o mundo, e sobre todo o seu mal, nos conforta ao vermos tanto mal impune?

Quinta-feira, 01 de fevereiro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro dos Salmos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 515, jan. fev. mar. 2023. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.