Sua misericórdia se eleva até os céus – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

Leia, de Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 17-22 (“Ponte sobre o abismo”). Nos salmos, as vozes do povo de Deus se unem para repetir o coro “Sua misericórdia dura para sempre”, em celebração do amor eterno (Sl 106:1; 107:1; 118:1-4, 29; 136). “Não louvar a Deus significaria esquecer os Seus benefícios, não apreciar Seus dons. Só quem louva não esquece. Pensar e falar sobre Deus ainda não é louvá-Lo. O louvor começa quando reconhecemos a majestade e as obras divinas e reagimos com adoração à Sua bondade, misericórdia e sabedoria” (Hans LaRondelle, Deliverance in the Psalms, p. 178).

O significado da confissão solene da misericórdia de Deus ganha um tom mais profundo quando nos lembramos de que o khesed divino – Sua bondade e fidelidade para com Sua aliança – é imutável em meio ao pecado e à rebelião contra Deus.

“Temos pecado contra Ele e somos indignos de Seu favor; todavia, Ele nos pôs nos lábios a mais maravilhosa de todas as petições: […] (Jr 14:21). Quando a Ele formos confessando nossa indignidade e pecado, Ele Se comprometeu a atender-nos ao clamor […]” (Ellen G. White, Parábolas de Jesus [CPB, 2022], p. 81).

Ver como Deus havia sido bondoso com ele (Sl 103:2) encorajou o salmista a dizer que “o Senhor faz justiça e julga todos os oprimidos” (Sl 103:6, grifo nosso). Assim, o objetivo último do testemunho pessoal do salmista e do louvor da misericórdia divina em sua vida é assegurar aos outros da bondade amorosa de Deus para que também abram o coração a Ele, recebam Sua graça salvadora e O louvem (Sl 9:11, 12; 22:22-27; 66:16).

Perguntas para consideração 1. Se a misericórdia de Deus é eterna, isso significa que podemos continuar pecando? 2. Como conciliar o perdão dos pecados com a ideia do juízo divino sobre o pecado? 3. As expressões da misericórdia de Deus no NT se encaixam com as dos salmos? (Ef 2:4, 5; 1Tm 1:16; Tt 3:5; Hb 4:16)

Ef 2:4, 5 (NAA)2: “4 Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, 5 e estando nós mortos em nossas transgressões, nos deu vida juntamente com Cristo — pela graça vocês são salvos —”

1Tm 1:16 (NAA)2: “Mas, por esta mesma razão, me foi concedida misericórdia, para que, em mim, que sou o principal pecador, Cristo Jesus pudesse mostrar a sua completa longanimidade, e eu servisse de modelo para todos os que hão de crer nele para a vida eterna.”

Tt 3:5 (NAA)2: “ele nos salvou, não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo a sua misericórdia. Ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo,”

Hb 4:16 (NAA)2: “Portanto, aproximemo-nos do trono da graça com confiança, a fim de recebermos misericórdia e encontrarmos graça para ajuda em momento oportuno.”

Sexta-feira, 16 de fevereiro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro dos Salmos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 515, jan. fev. mar. 2023. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Não se esqueça de nem um só de Seus benefícios

Lições da Bíblia1

6. Leia o Salmo 103. Como a misericórdia de Deus é retratada aqui?

Salmo 103 (NAA)2: “1 Bendiga, minha alma, o Senhor, e tudo o que há em mim bendiga o seu santo nome. 2 Bendiga, minha alma, o Senhor, e não se esqueça de nem um só de seus benefícios. 3 Ele é quem perdoa todas as suas iniquidades; quem cura todas as suas enfermidades; 4 quem da cova redime a sua vida e coroa você de graça e misericórdia.É ele quem enche de bens a sua vida, de modo que a sua mocidade se renova como a da águia. 6 O Senhor faz justiça e julga todos os oprimidos. 7 Manifestou os seus caminhos a Moisés e os seus feitos aos filhos de Israel. 8 O Senhor é compassivo e bondoso; tardio em irar-se e rico em bondade.Não repreende perpetuamente, nem conserva para sempre a sua ira. 10 Não nos trata segundo os nossos pecados, nem nos retribui conforme as nossas iniquidades. 11 Pois quanto o céu se eleva acima da terra, assim é grande a sua misericórdia para com os que o temem. 12 Quanto o Oriente está longe do Ocidente, assim ele afasta de nós as nossas transgressões. 13 Como um pai se compadece de seus filhos, assim o Senhor se compadece dos que o temem. 14 Pois ele conhece a nossa estrutura e sabe que somos pó. 15 Quanto ao ser humano, os seus dias são como a relva. Como a flor do campo, assim ele floresce; 16 mas, soprando nela o vento, desaparece e não conhecerá, daí em diante, o seu lugar. 17 Mas a misericórdia do Senhor é de eternidade a eternidade sobre os que o temem, e a sua justiça, sobre os filhos dos filhos, 18 para com os que guardam a sua aliança e para com os que se lembram dos seus preceitos e os cumprem. 19 Nos céus, o Senhor estabeleceu o seu trono, e o seu reino domina sobre tudo. 20 Bendigam o Senhor os seus anjos, valorosos em poder, que executam as suas ordens e lhe obedecem à palavra. 21 Bendigam o Senhor todos os seus exércitos, ministros seus, que fazem a sua vontade. 22 Bendigam o Senhor todas as suas obras, em todos os lugares do seu domínio. Bendiga, minha alma, o Senhor.

O Salmo 103 enumera as múltiplas bênçãos do Senhor, e elas incluem todos os Seus benefícios (Sl 103:2) para uma vida próspera (Sl 103:3-6). Essas bênçãos estão fundamentadas no caráter misericordioso de Deus e em Sua fidelidade à aliança com Israel (Sl 103:7-18). O Senhor Se lembra da fragilidade e transitoriedade humanas e tem compaixão de Seu povo (ver Sl 103:13-17). Lembrar é mais do que mera atividade cognitiva. Envolve compromisso que se expressa em ação: Deus liberta e sustenta Seu povo (Sl 103:3-13). As imagens do Salmo 103:11-16 ilustram a imensurável grandeza da graça divina, que só pode ser comparada à infinita vastidão dos céus (Is 55:9). Como as pessoas devem responder à bondade de Deus? Primeiro, bendizendo o Senhor (Sl 103:1, 2).

Em geral, entende-se que bendizer é o ato de conceder benefícios materiais e espirituais a alguém (Gn 49:25; Sl 5:12). Visto que Deus é a Fonte de todas as bênçãos, como o ser humano pode abençoá-Lo? Um inferior pode abençoar um superior como meio de agradecimento ou louvor (1Rs 8:66; Jó 29:13). Deus abençoa as pessoas ao conceder-lhes boas coisas, e as pessoas abençoam a Deus louvando-O, isto é, reverenciando-O por Sua bondade e graça.

Segundo, lembrando-se dos Seus benefícios e de Sua aliança (Sl 103:2, 18-22), assim como o Senhor Se lembra da débil condição humana e de Sua aliança com Seu povo (Sl 103:3-13). Lembrar-se é crucial no relacionamento entre Deus e Seu povo. Assim como o Senhor Se lembra de Suas promessas, o povo tem a obrigação de se lembrar da fidelidade de Deus e responder-Lhe com amor e obediência.

Pense nestas palavras de Ellen G. White: “Faria muito bem para nós se diariamente passássemos uma hora refletindo sobre a vida de Cristo. Devemos considerá-la ponto por ponto e deixar que a imaginação tome conta de cada cena, especialmente as finais. Ao meditar em Seu sacrifício por nós, nossa confiança Nele será mais constante, nosso amor será fortalecido, e seremos mais semelhantes a Ele. Se quisermos estar salvos no fim, teremos que aprender ao pé da cruz a lição de arrependimento e humilhação” (O Desejado de Todas as Nações [CPB, 2021], p. 58).

Quinta-feira, 15 de fevereiro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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Louvor ao Deus majestoso e misericordioso

Lições da Bíblia1

5. Leia os Salmos 113 e 123. Quais dois aspectos diferentes do caráter divino são descritos nesses salmos?

Sl 113 (NAA)2: “1 Aleluia! Louvai, servos do Senhor, louvai o nome do Senhor. 2 Bendito seja o nome do Senhor, agora e para sempre. 3 Do nascimento do sol até ao ocaso, louvado seja o nome do Senhor. 4 Excelso é o Senhor, acima de todas as nações, e a sua glória, acima dos céus.Quem há semelhante ao Senhor, nosso Deus, cujo trono está nas alturas, 6 que se inclina para ver o que se passa no céu e sobre a terra? 7 Ele ergue do pó o desvalido e do monturo, o necessitado, 8 para o assentar ao lado dos príncipes, sim, com os príncipes do seu povo. 9 Faz que a mulher estéril viva em família e seja alegre mãe de filhos. Aleluia!”

Sl 123 (NAA)2: “1 A ti, que habitas nos céus, elevo os olhos! 2 Como os olhos dos servos estão fitos nas mãos dos seus senhores, e os olhos da serva, na mão de sua senhora, assim os nossos olhos estão fitos no Senhor, nosso Deus, até que se compadeça de nós. 3 Tem misericórdia de nós, Senhor, tem misericórdia; pois estamos sobremodo fartos de desprezo. 4 A nossa alma está saturada do escárnio dos que estão à sua vontade e do desprezo dos soberbos.”

Os Salmos 113 e 123 louvam tanto a majestade quanto a misericórdia do Senhor. Sua majestade é revelada na grandeza do Seu nome e no lugar exaltado do Seu trono, que está acima de todas as nações e acima dos céus (Sl 113:4, 5; 123:1). “Quem é semelhante ao Senhor, nosso Deus” (Sl 113:5) é uma declaração de fé de que nenhum poder no mundo ou fora dele pode desafiar o Deus de Israel. As alturas inacessíveis onde o Senhor habita são ilustradas pelo fato de o Senhor estar disposto a humilhar-Se ou Se inclinar “para ver o que se passa no céu e sobre a Terra” (Sl 113:6). A permanência de Deus no alto não O impede de ver o que ocorre aqui embaixo. A misericórdia do Senhor se manifesta na Sua disponibilidade de Se envolver com o mundo e salvar os necessitados e pobres de suas adversidades. Sua mão não está escondida de Seus servos, embora Sua morada esteja em Céus distantes.

A grandeza e o cuidado divinos, que não podem ser plenamente discernidos na incrível transcendência de Deus, ficam explícitos nas obras de misericórdia e compaixão divinas. Os necessitados, os pobres e os oprimidos podem experimentar em primeira mão o poder soberano de Deus nas notáveis reviravoltas que Ele pode trazer à tona em favor deles. O Deus exaltado manifesta Sua grandeza usando Seu poder para exaltar os abatidos. O povo é livre para se aproximar do Senhor, pois Sua soberana majestade e supremacia não mudam o fato de que Ele é seu gracioso Criador e Sustentador e que os fiéis são Seus servos, Seus filhos amados.

A adoração é, portanto, motivada, não apenas pela magnificência de Deus, mas também por Sua bondade. O louvor não se limita ao tempo e ao espaço (Sl 113:2, 3). A grandeza e a misericórdia divinas são mais bem manifestadas em Jesus Cristo, que Se dispôs a descer do Céu e ser rebaixado até a morte na cruz, a fim de levantar a humanidade caída (Fp 2:6-8). Na cruz, temos todas as razões possíveis para adorar e louvar a Deus pelo que fez por nós.

Detenha-se na cruz e no que aconteceu lá por você, pessoalmente. Do que Jesus o salvou? Por que é tão importante manter a cruz acima de tudo em sua mente?

Quarta-feira, 14 de fevereiro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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Se Tu, Senhor, observares iniquidades

Lições da Bíblia1

4. Leia o Salmo 130. Como a gravidade do pecado e a esperança para os pecadores são retratadas?

Salmo 130 (NAA)2: “1 Das profundezas clamo a ti, Senhor. 2 Escuta, Senhor, a minha voz; estejam alertas os teus ouvidos às minhas súplicas. 3 Se tu, Senhor, observares iniquidades, quem, Senhor, poderá escapar? 4 Mas contigo está o perdão, para que sejas temido. 5 Aguardo o Senhor, a minha alma o aguarda; eu espero na sua palavra. 6 A minha alma anseia pelo Senhor mais do que os guardas anseiam pelo romper da manhã. Mais do que os guardas pelo romper da manhã, 7 espere Israel no Senhor, pois no Senhor há misericórdia; nele, temos ampla redenção. 8 É ele quem redime Israel de todas as suas iniquidades.

A grande aflição do salmista estava relacionada aos seus próprios pecados e aos pecados de seu povo (Sl 130:3, 8). Os pecados do povo eram tão graves que ameaçavam separá-lo de Deus para sempre (Sl 130:3). As Escrituras mencionam registros de pecados sendo guardados para o Dia do Juízo (Dn 7:10; Ap 20:12) e nomes de pecadores sendo removidos do livro da vida (Êx 32:32; Sl 69:28; Ap 13:8). O salmista apelou a Deus pelo perdão que erradicaria o registro dos seus pecados (Sl 51:1, 9; Jr 31:34; Mq 7:19). Ele sabia que “Deus não está irado por natureza. Seu amor é eterno. Sua ‘ira’ é despertada apenas pela falha do homem em apreciar Seu amor. O propósito de Sua ira não é ferir, mas curar o homem; não é destruir, mas salvar o Seu povo da aliança” (Os 6:1, 2; Hans K. LaRondelle, Deliverance in the Psalms [Berrien Springs, MI: First Impressions, 1983], p. 180, 181). Notavelmente, é a prontidão divina em perdoar pecados, não em puni-los, que inspira reverência a Deus (Sl 130:4; Rm 2:4). A adoração genuína fundamenta-se na admiração do caráter amoroso de Deus, não no medo da punição.

Os filhos de Deus são chamados a esperar no Senhor (Sl 27:14; 37:34). O hebraico qawah, “esperar”, significa literalmente “esticar” e é a raiz da palavra hebraica para “esperança”. Assim, esperar no Senhor não é entregar-se passivamente a circunstâncias miseráveis, mas um “esticar-se” esperançoso ou aguardar ansiosamente a intervenção do Senhor. A esperança do salmista não estava fundamentada em seu otimismo, mas na Palavra de Deus (Sl 130:5). Esperar fielmente no Senhor não é em vão, pois, depois da noite escura, chega a manhã da libertação divina.

Veja como o apelo pessoal do salmista se tornou o de toda a comunidade (Sl 130:7, 8). O bem-estar do indivíduo é inseparável do bem-estar de todo o povo. Assim, não se ora apenas por si mesmo, mas pela comunidade. Como crentes, somos parte de uma comunidade, e o que impacta uma parte da comunidade afeta a todos.

“Se Tu, Senhor, observares iniquidades, quem, Senhor, poderá escapar?” (Sl 130:3). O que esse texto significa? O que seria de nós se Deus observasse nossas iniquidades?

Terça-feira, 13 de fevereiro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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Crie em mim um coração puro

Lições da Bíblia1

2. Leia Salmo 51:1-5. Por que o salmista apelou à misericórdia divina?

Salmo 51:1-5 (NAA)2: “1 Compadece-te de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; e, segundo a multidão das tuas misericórdias, apaga as minhas transgressões. 2 Lava-me completamente da minha iniquidade e purifica-me do meu pecado. 3 Pois eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim.Pequei contra ti, contra ti somente, e fiz o que é mau aos teus olhos, de maneira que serás tido por justo no teu falar e puro no teu julgar. 5 Eu nasci na iniquidade, e em pecado me concebeu a minha mãe.”

O rei Davi derramou o coração diante do Senhor, pedindo o perdão dos pecados nos momentos espiritualmente mais sombrios de sua vida (2Sm 12). O perdão é o dom extraordinário da graça de Deus, o resultado da “multidão das Tuas misericórdias” (Sl 51:1). O rei Davi apelou ao Senhor que não o tratasse de acordo com o que seu pecado merecia (Sl 103:10), mas segundo o caráter divino, ou seja, segundo a misericórdia, fidelidade e compaixão de Deus (Sl 51:1; Êx 34:6, 7).

3. Leia Salmo 51:6-19. Como o perdão dos pecados é retratado aqui? Qual é o objetivo do perdão divino?

Salmo 51:6-19 (NAA)2: “6 Eis que te agradas da verdade no íntimo e no oculto me fazes conhecer a sabedoria. 7 Purifica-me com hissopo, e ficarei limpo; lava-me, e ficarei mais alvo do que a neve.Faze-me ouvir júbilo e alegria, para que exultem os ossos que esmagaste. 9 Esconde o teu rosto dos meus pecados e apaga todas as minhas iniquidades. 10 Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova dentro de mim um espírito inabalável. 11 Não me lances fora da tua presença, nem me retires o teu Santo Espírito. 12 Restitui-me a alegria da tua salvação e sustenta-me com um espírito voluntário. 13 Então ensinarei aos transgressores os teus caminhos, e os pecadores se converterão a ti. 14 Livra-me dos crimes de sangue, ó Deus, Deus da minha salvação, e a minha língua exaltará a tua justiça. 15 Abre, Senhor, os meus lábios, e a minha boca manifestará o teu louvor. 16 Pois não te agradas de sacrifícios; do contrário, eu os ofereceria; e não tens prazer em holocaustos. 17 Sacrifício agradável a Deus é o espírito quebrantado; coração quebrantado e contrito, não o desprezarás, ó Deus. 18 Faze bem a Sião, segundo a tua boa vontade; edifica as muralhas de Jerusalém. 19 Então te agradarás dos sacrifícios de justiça, dos holocaustos e das ofertas queimadas; e sobre o teu altar serão oferecidos novilhos.”

O perdão divino envolve mais do que uma proclamação legal de inocência. Produz uma mudança profunda, que alcança o íntimo do eu humano (Sl 51:6; Hb 4:12). Produz uma nova criação (Sl 51:10; Jo 3:3-8). O verbo hebraico bara’, traduzido como “criar”, retrata o poder criativo divino (Gn 1:1). Só Deus pode bara’; somente Deus pode produzir uma mudança radical e duradoura no coração da pessoa arrependida (2Co 4:6).

Davi pediu que Deus o purificasse com hissopo (Lv 14:2-8; Sl 51:7). Ele sentia que sua culpa o mantinha banido da presença do Senhor, da mesma forma que o leproso era banido da comunidade enquanto estivesse impuro (Sl 51:11). Ele temia que os sacrifícios não pudessem restaurá-lo plenamente, pois não havia sacrifício que fosse capaz de expiar seus pecados premeditados de adultério e assassinato (Êx 21:14; Lv 20:10).

Somente a graça divina incondicional poderia aceitar o “coração quebrantado e contrito” de Davi como sacrifício e restaurá-lo de volta à harmonia com Deus (Sl 51:16, 17). Ao pedir purificação com hissopo, ele desejava voltar à presença divina.

Se Deus perdoou Davi por adultério, engano e assassinato, há esperança para você, seja qual for a sua situação diante de Deus?

Segunda-feira, 12 de fevereiro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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Sua misericórdia dura para sempre

Lições da Bíblia1

1. Leia o Salmo 136. Qual é a ideia predominante nesse Salmo? Onde o salmista encontra evidências para suas afirmações?

Salmo 136 (NAA)2: “1 Deem graças ao Senhor, porque ele é bom, porque a sua misericórdia dura para sempre. 2 Deem graças ao Deus dos deuses, porque a sua misericórdia dura para sempre. 3 Deem graças ao Senhor dos senhores, porque a sua misericórdia dura para sempre.

4 Ao único que opera grandes maravilhas, porque a sua misericórdia dura para sempre. 5 Àquele que com entendimento fez os céus, porque a sua misericórdia dura para sempre. 6 Àquele que estendeu a terra sobre as águas, porque a sua misericórdia dura para sempre. 7 Àquele que fez os grandes luzeiros, porque a sua misericórdia dura para sempre. 8 Fez o sol para presidir o dia, porque a sua misericórdia dura para sempre. 9 Fez a lua e as estrelas para presidirem a noite, porque a sua misericórdia dura para sempre.

10 Àquele que matou os primogênitos do Egito, porque a sua misericórdia dura para sempre. 11 E tirou Israel do meio deles, porque a sua misericórdia dura para sempre. 12 Ele os tirou com mão poderosa e braço estendido, porque a sua misericórdia dura para sempre. 13 Àquele que dividiu o mar Vermelho em duas partes, porque a sua misericórdia dura para sempre. 14 E fez Israel passar pelo meio dele, porque a sua misericórdia dura para sempre. 15 Mas lançou Faraó e o seu exército no mar Vermelho, porque a sua misericórdia dura para sempre. 16 Àquele que conduziu o seu povo pelo deserto, porque a sua misericórdia dura para sempre. 17 Àquele que matou reis poderosos, porque a sua misericórdia dura para sempre. 18 E tirou a vida de reis famosos, porque a sua misericórdia dura para sempre. 19 Matou Seom, rei dos amorreus, porque a sua misericórdia dura para sempre. 20 E matou Ogue, rei de Basã, porque a sua misericórdia dura para sempre. 21 E deu a terra deles em herança, porque a sua misericórdia dura para sempre. 22 Em herança a Israel, seu servo, porque a sua misericórdia dura para sempre.

23 Àquele que se lembrou de nós em nosso abatimento, porque a sua misericórdia dura para sempre. 24 E nos libertou dos nossos inimigos, porque a sua misericórdia dura para sempre. 25 Ele dá alimento a todos os seres vivos, porque a sua misericórdia dura para sempre. 26 Deem louvores ao Deus dos céus, porque a sua misericórdia dura para sempre.

O Salmo 136 chama os fiéis a louvar ao Senhor por Sua misericórdia revelada na criação (Sl 136:4-9) e na história de Israel (Sl 136:10-22). “Misericórdia” (hebr. khesed, “constante amor”) transmite a bondade e lealdade divinas à criação e à Sua aliança com Israel, mostrando que o poder de Deus está fundamentado em Seu amor. “Deus dos deuses” e “Senhor dos senhores” são expressões hebraicas que significam “o Deus maior” (Sl 136:1-3), não que existam outros, mas que Ele é único.

As grandes maravilhas do Senhor, que não podem ser reproduzidas por mais ninguém, são a demonstração inegável de Seu domínio (Sl 136:4). Deus criou os céus, a Terra e os corpos celestes, que são adorados pelos pagãos (Dt 4:19). Os salmos, no entanto, removem a autoridade dos deuses pagãos e, por extensão, de toda fonte de confiança com base no ser humano. Eles são meros produtos da criação; são apenas coisas criadas – não o Criador, uma distinção crucial.

A imagem da mão forte e do braço estendido do Senhor (Sl 136:12) enfatiza a eficácia do poder divino e o domínio de longo alcance de Sua misericórdia.

A misericórdia de Deus na criação e na história deve inspirar Seu povo a confiar Nele e a permanecer fiel à Sua aliança. O refrão “porque a Sua misericórdia dura para sempre” é repetido 26 vezes no Salmo 136, dando aos adoradores a certeza de que o Senhor não muda e repetirá Seus favores passados a cada nova geração. Deus Se lembra de Seu povo (Sl 136:23) e é fiel à Sua aliança de graça. A crença na misericórdia duradoura do Senhor está no centro da fé bíblica, que inclui adoração alegre e confiança, bem como serenidade e arrependimento.

O Salmo 136 (v. 23-25) termina com o cuidado universal de Deus com o mundo. A misericórdia divina se estende não apenas a Israel, mas a toda a criação. O salmo, portanto, fala da universalidade da graça salvadora e exorta o mundo inteiro a se juntar ao louvor de Israel ao Senhor (veja também Lc 2:10; Jo 3:16; At 15:17).

Lc 2:10 (NAA)2: “O anjo, porém, lhes disse: — Não tenham medo! Estou aqui para lhes trazer boa-nova de grande alegria, que será para todo o povo:”

Jo 3:16 (NAA)2: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”

At 15:17 (NAA)2: “Para que o restante da humanidade busque o Senhor, juntamente com todos os gentios sobre os quais tem sido invocado o meu nome,”

A imagem de Jesus na cruz, morrendo pelos nossos pecados, como nosso Substituto, revela mais poderosamente que “Sua misericórdia dura para sempre”?

Domingo, 11 de fevereiro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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Sua misericórdia se eleva até os céus

Lições da Bíblia1

“Eu Te darei graças entre os povos; cantarei louvores a Ti entre as nações. Pois a Tua misericórdia se eleva até os céus, e a Tua fidelidade, até as nuvens” (Sl 57:9, 10).

Os salmistas estavam cientes de que eram espiritualmente pobres e não tinham nada de bom a oferecer a Deus; isto é, não tinham nada em si mesmos que os tornasse aceitáveis perante o santo trono de Deus (Sl 40:17). Entendiam que necessitavam da graça divina, assim como todos nós necessitamos dela. Em suma, precisavam do evangelho.

Os salmos enfatizam o fato de que somos totalmente dependentes da misericórdia divina. Felizmente, a misericórdia de Deus é eterna, como evidenciado tanto na criação quanto na história do povo de Deus (Sl 136). Diante do Deus eterno, a vida humana é tão transitória quanto a relva, mas Ele Se compadece do ser humano, renova sua força (Sl 103:3, 5, 15), e Nele temos a promessa da eternidade.

O povo de Deus se consola com o fato de que o Senhor é fiel à Sua aliança. Os apelos do povo, não importando a urgência deles, são muitas vezes cheios de esperança, pois são direcionados ao seu compassivo Pai celestial (Sl 103:13; 68:5; 89:26). Novas experiências da graça e do amor de Deus fortalecem a determinação dele em adorar e servir a Deus e a ninguém ou a nada mais.

Sábado, 10 de fevereiro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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Eu Me levantarei – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

Leia, de Ellen G. White, O Maior Discurso de Cristo, p. 10-15, 24-28 (“As bem-aventuranças”). Os salmos são protestos contra a indiferença à injustiça; são uma recusa em aceitar o mal. Eles não são motivados por desejo de vingança, mas por um zelo em glorificar o nome de Deus. É apropriado que os justos se regozijem quando virem a vingança divina contra o mal, porque assim o nome de Deus e Sua justiça serão restaurados no mundo (Sl 58:10, 11). Os salmos compelem as pessoas a erguer a voz contra o mal e a buscar a vinda do reino de Deus em sua plenitude. Nos salmos, recebemos a certeza do conforto e libertação divinos. O Senhor Se levantará!

“‘Quando, por Minha causa, os insultarem e os perseguirem’, […] ‘alegrem-se e exultem’ (Mt 5:11, 12). E apontou aos Seus ouvintes, ‘como exemplo de sofrimento e de paciência’ (Tg 5:10), os profetas que falaram em nome do Senhor. Abel, o primeiro cristão dos filhos de Adão, morreu como mártir. Enoque andou com Deus, e o mundo não o conheceu. Noé foi escarnecido como fanático e alarmista. ‘Outros, por sua vez, passaram pela prova de zombarias e açoites, [e] até de algemas e prisões’. E ‘alguns foram torturados, não aceitando seu resgate, para obterem superior ressurreição’” (Hb 11:36, 35; Ellen G. White, O Maior Discurso de Cristo [CPB, 2022], p. 27). Perguntas para consideração 1. A existência do mal leva alguns a perguntar se o Senhor realmente reina. Como cultivar a fé que resiste sob a tentação? Em que devemos nos concentrar para manter a fé no amor e no poder de Deus? O que a cruz nos diz sobre o caráter de Deus? 2. Por que é importante não confiar nos meios humanos (líderes, instituições e movimentos sociais) como a sabedoria e a solução definitivas para a justiça no mundo, mas confiar unicamente na Palavra e no juízo divinos? 3. Quais são as implicações práticas da verdade de que o santuário é o lugar do juízo? 4. Como entender a linguagem dura de alguns salmos? Essa linguagem nos ajuda a nos relacionarmos com a humanidade daqueles que os escreveram?

Sexta-feira, 09 de fevereiro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro dos Salmos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 515, jan. fev. mar. 2023. Adulto, Professor.