O teste divino

Lições da Bíblia1

3. O que envolve o teste divino? Sl 81:7, 8; 95:7-11; 105:17-22

Sl 81:7, 8 (NAA)2: “7 Na angústia, vocês clamaram e eu os livrei; do esconderijo do trovão eu lhes respondi; e eu os pus à prova junto às águas de Meribá. 8 Escute, meu povo, as minhas admoestações. Ó Israel, se ao menos você me escutasse!”

Sl 95:7-11 (NAA)2: “7 Ele é o nosso Deus, e nós somos povo do seu pasto e ovelhas de sua mão. Hoje, se ouvirem a sua voz, 8 não endureçam o coração, como em Meribá, como naquele dia em Massá, no deserto, 9 quando os pais de vocês me tentaram, pondo-me à prova, apesar de terem visto as minhas obras. 10 Durante quarenta anos, estive irritado com essa geração e disse: ‘Este é um povo que gosta de se desviar; eles não conhecem os meus caminhos.’ 11 Por isso, jurei na minha ira: ‘Eles não entrarão no meu descanso.’

Sl 105:17-22 (NAA)2: “17 Adiante deles enviou um homem, José, que foi vendido como escravo. 18 Apertaram os seus pés com correntes e puseram uma coleira de ferro no seu pescoço, 19 até cumprir-se a profecia a respeito dele, e tê-lo provado a palavra do Senhor. 20 O rei mandou soltá-lo; o dominador dos povos o pôs em liberdade. 21 Constituiu-o senhor de sua casa e administrador de tudo o que possuía, 22 para, como bem quisesse, sujeitar os seus príncipes e ensinar a sabedoria aos seus anciãos.”

Foi em Meribá que Israel testou a Deus desafiando Sua fidelidade e poder para prover suas necessidades (Êx 17:1-7; Sl 95:8, 9). O Salmo 81 faz uma inversão intrigante e interpreta o mesmo evento como o momento em que Deus testou Israel (Sl 81:7). E, por sua desobediência e falta de confiança (Sl 81:11), o povo falhou no teste divino. A referência a Meribá transmite dupla mensagem. Primeiro, o povo de Deus não deve repetir os erros das gerações passadas, mas precisa confiar Nele e andar em Seu caminho (Sl 81:13). Segundo, embora o povo tenha falhado no teste, Deus o socorreu (Sl 81:7). A graça salvadora no passado assegura a graça às novas gerações.

O Salmo 105 mostra que as provações foram o meio divino de testar a confiança de José na Sua palavra sobre o seu futuro (Gn 37:5-10; Sl 105:19). O hebraico Tsarap, “provado”, no verso 19 transmite um senso de “limpeza”, “refinamento” ou “purificação”. O objetivo do teste da fé de José era remover qualquer dúvida quanto à promessa divina e fortalecer a confiança dele na orientação de Deus.

O objetivo da disciplina divina é fortalecer Seus filhos e prepará-los para o cumprimento da promessa, como mostrado no exemplo de José (Sl 105:20-22).

No entanto, a rejeição da instrução divina resulta em crescente teimosia e endurecimento do coração.

“Deus requer pronta e incondicional obediência à Sua lei. Os homens, porém, estão adormecidos ou paralisados pelos enganos de Satanás, que sugere desculpas e subterfúgios, e lhes vence os escrúpulos, dizendo, como dissera a Eva no jardim: ‘É certo que não morrereis’ (Gn 3:4). A desobediência não só endurece o coração e a consciência do culpado, mas tende também a corromper a fé dos outros. Aquilo que a princípio se lhes afigurava muito errado gradualmente perde esse aspecto, por estar constantemente perante a pessoa, até que finalmente ela duvida de que seja de fato pecado, e cai inconscientemente no mesmo erro” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja [CPB, 2021], v. 4, p. 129).

Você tem percebido o fato de que o pecado endurece o coração humano? Por que esse pensamento deveria nos levar à cruz, na qual podemos encontrar poder para obedecer?

Terça-feira, 20 de fevereiro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro dos Salmos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 515, jan. fev. mar. 2023. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Ensina-nos a contar nossos dias

Lições da Bíblia1

2. Leia os Salmos 90; 102:11; 103:14-16. Qual é o dilema humano?

Sl 90 (NAA): “1 Senhor, tu tens sido o nosso refúgio, de geração em geração. 2 Antes que os montes nascessem e se formassem a terra e o mundo, de eternidade a eternidade, tu és Deus. 3 Tu reduzes o homem ao pó e dizes: Tornai, filhos dos homens. 4 Pois mil anos, aos teus olhos, são como o dia de ontem que se foi e como a vigília da noite. 5 Tu os arrastas na torrente, são como um sono, como a relva que floresce de madrugada; 6 de madrugada, viceja e floresce; à tarde, murcha e seca. 7 Pois somos consumidos pela tua ira e pelo teu furor, conturbados. 8 Diante de ti puseste as nossas iniquidades e, sob a luz do teu rosto, os nossos pecados ocultos. 9 Pois todos os nossos dias se passam na tua ira; acabam-se os nossos anos como um breve pensamento. 10 Os dias da nossa vida sobem a setenta anos ou, em havendo vigor, a oitenta; neste caso, o melhor deles é canseira e enfado, porque tudo passa rapidamente, e nós voamos. 11 Quem conhece o poder da tua ira? E a tua cólera, segundo o temor que te é devido? 12 Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio. 13 Volta-te, Senhor! Até quando? Tem compaixão dos teus servos. 14 Sacia-nos de manhã com a tua benignidade, para que cantemos de júbilo e nos alegremos todos os nossos dias. 15 Alegra-nos por tantos dias quantos nos tens afligido, por tantos anos quantos suportamos a adversidade. 16 Aos teus servos apareçam as tuas obras, e a seus filhos, a tua glória. 17 Seja sobre nós a graça do Senhor, nosso Deus; confirma sobre nós as obras das nossas mãos, sim, confirma a obra das nossas mãos.”

Sl 102:11 (NAA): “Como a sombra que declina, assim os meus dias, e eu me vou secando como a relva.”

Sl 103:14-16 (NAA): “14 Pois ele conhece a nossa estrutura e sabe que somos pó. 15 Quanto ao homem, os seus dias são como a relva; como a flor do campo, assim ele floresce; 16 pois, soprando nela o vento, desaparece; e não conhecerá, daí em diante, o seu lugar.”

A existência humana caída não passa de um vapor à luz da eternidade. Mil anos aos olhos de Deus é “como a vigília da noite”, que dura três ou quatro horas (Sl 90:4). Em comparação com o tempo divino, a duração da vida humana passa rapidamente, voa (Sl 90:10). Os mais fortes entre os seres humanos se assemelham às mais fracas dentre as plantas (Sl 90:5, 6; 103:15, 16). Contudo, mesmo essa vida curta está cheia de labuta e tristeza (Sl 90:10). Até quem não crê em Deus chora e lamenta a brevidade da vida, especialmente em contraste com a eternidade, que é uma realidade e, eles sabem, poderá seguir sem eles. O Salmo 90 coloca o dilema humano no contexto do cuidado do Criador pelas pessoas que Ele criou. O Senhor tem sido o refúgio de Seu povo em todas as gerações (Sl 90:1, 2). A palavra hebraica ma’on, “morada”, retrata o Senhor como o abrigo ou o refúgio de Seu povo (Sl 91:9).

Deus restringe Sua ira justa e estende Sua graça mais uma vez. O salmista exclama: “Quem conhece o poder da Tua ira?” (Sl 90:11), sugerindo que ninguém jamais experimentou o efeito pleno da ira divina contra o pecado e, portanto, há esperança de que as pessoas se arrependam e ganhem sabedoria para uma vida justa.

A sabedoria na Bíblia descreve não apenas inteligência, mas reverência a Deus. A sabedoria de que precisamos é a de como “contar os nossos dias” (Sl 90:12). Se podemos contar nossos dias, isso significa que são limitados e que sabemos disso. Viver com sabedoria significa viver com a consciência de que a vida é transitória, o que leva à fé e à obediência. Essa sabedoria é adquirida somente pelo arrependimento (Sl 90:8, 12) e pelos dons divinos do perdão, compaixão e misericórdia (Sl 90:13, 14).

Nosso problema fundamental não decorre do fato de que somos criados como seres humanos, mas do pecado e do que este operou em nosso mundo. Seus efeitos devastadores são vistos em todos os lugares e em todas as pessoas.

Graças a Jesus, no entanto, abriu-se uma saída do nosso dilema humano (Jo 1:29; 3:14-21), sem a qual não teríamos esperança alguma.

Com Jesus, que promessa e esperança temos para essa vida transitória? (Jo 3:16 [“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”])

Segunda-feira, 19 de fevereiro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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Guardo a Tua palavra no meu coração

Lições da Bíblia1

1. Leia Salmo 119:1-16, 161-168. Como devemos guardar os mandamentos de Deus, e que bênçãos advêm disso?

Sl 119:1-16, 161-168 (NAA)2: “1 Bem-aventurados os irrepreensíveis no seu caminho, que andam na lei do Senhor. 2 Bem-aventurados os que guardam os seus testemunhos e o buscam de todo o coração; 3 não praticam iniquidade e andam nos seus caminhos. 4 Tu ordenaste os teus preceitos, para que os cumpramos à risca. 5 Quem dera fossem firmes os meus passos, para que eu observe os teus decretos.Então não terei de que me envergonhar, quando considerar todos os teus mandamentos. 7 Eu te darei graças com integridade de coração, quando tiver aprendido os teus retos juízos. 8 Cumprirei os teus decretos; não me desampares jamais. 9 De que maneira poderá o jovem guardar puro o seu caminho? Observando-o segundo a tua palavra. 10 De todo o coração te busquei; não deixes que eu me desvie dos teus mandamentos. 11 Guardo a tua palavra no meu coração para não pecar contra ti. 12 Bendito és tu, Senhor; ensina-me os teus decretos. 13 Com os lábios tenho narrado todos os juízos da tua boca. 14 Mais me alegro com o caminho dos teus testemunhos do que com todas as riquezas. 15 Meditarei nos teus preceitos e às tuas veredas terei respeito. 16 Terei prazer nos teus decretos; não me esquecerei da tua palavra. […] 161 Poderosos me perseguem sem motivo, mas o que o meu coração teme é a tua palavra. 162 Alegro-me nas tuas promessas, como quem acha grandes despojos. 163 Odeio e detesto a mentira, mas amo a tua lei. 164 Sete vezes por dia, eu te louvo pela justiça dos teus juízos. 165 Grande paz têm os que amam a tua lei; para eles não há nada que os faça tropeçar. 166 Espero, Senhor, na tua salvação e cumpro os teus mandamentos. 167 A minha alma tem observado os teus testemunhos; eu os amo profundamente. 168 Tenho observado os teus preceitos e os teus testemunhos, pois na tua presença estão todos os meus caminhos.

A Bíblia descreve uma vida diária de fé como uma peregrinação (“andar”) com Deus em Seu caminho de justiça. A vida de fé é mantida andando “na lei do Senhor” (Sl 119:1) e “na luz da [Sua] presença” (Sl 89:15). Essas duas formas de andar não são de modo algum diferentes. Andar à luz do semblante divino implica defender a lei de Deus. Da mesma forma, andar “na lei do Senhor” envolve buscar a Deus de todo o coração (Sl 119:1, 2, 10). Ser irrepreensível no seu caminho é outra maneira pela qual os salmos descrevem o viver justo (Sl 119:1). “Imaculado” descreve um sacrifício “sem defeito”, que é aceitável a Deus (Êx 12:5). Da mesma forma, a vida do justo, que é um sacrifício vivo (Rm 12:1), deve ser isenta do amor ao pecado. Uma vida dedicada a Deus também é um “caminho da perfeição”, indicando que a pessoa assume uma direção correta na vida, que é agradável a Deus (Sl 101:2, 6; veja também Sl 18:32).

Guardar os mandamentos de Deus não tem nada a ver com observância legalista das regras divinas. Pelo contrário, consiste em “uma boa compreensão” da diferença entre o certo e o errado e o bem e o mal (Sl 111:10; 1Cr 22:12), e envolve todo o ser, não meramente atitudes externas. Ser “imaculado”, guardar os mandamentos de Deus e buscá-Lo de todo o coração são atitudes inseparáveis (Sl 119:1, 2).

Os mandamentos de Deus são uma revelação da vontade divina para o mundo. Eles instruem sobre como se tornar sábio e viver em liberdade e paz (Sl 119:7-11, 133). O salmista se deleita na lei porque ela lhe assegura a fidelidade a Deus (Sl 119:77, 174).

“Grande paz têm os que amam a Tua lei, para eles não há nada que os faça tropeçar” (Sl 119:165). O tropeço retrata o fracasso moral. Como a lâmpada para os pés do salmista (Sl 119:105), a Palavra de Deus nos protege das tentações (Sl 119:110).

Como Cristo demonstrou o poder da Palavra de Deus em Sua vida (Mt 4:1-11)? O que isso nos diz sobre o poder de um coração determinado a obedecer à lei de Deus?

Mt 4:1-11 (NAA): “1 A seguir, Jesus foi levado pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo. 2 E, depois de jejuar quarenta dias e quarenta noites, teve fome. 3 Então o tentador, aproximando-se, disse a Jesus: — Se você é o Filho de Deus, mande que estas pedras se transformem em pães. 4 Jesus, porém, respondeu: — Está escrito: “O ser humano não viverá só de pão, mas de toda palavra que procede da boca de Deus.” 5 Então o diabo levou Jesus à Cidade Santa, colocou-o sobre o pináculo do templo 6 e disse: — Se você é o Filho de Deus, jogue-se daqui, porque está escrito: “Aos seus anjos ele dará ordens a seu respeito. E eles o sustentarão nas suas mãos, para que você não tropece em alguma pedra.” 7 Jesus respondeu: — Também está escrito: “Não ponha à prova o Senhor, seu Deus. 8 O diabo ainda levou Jesus a um monte muito alto, mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles 9 e disse: — Tudo isso lhe darei se, prostrado, você me adorar. 10 Então Jesus lhe ordenou: — Vá embora, Satanás, porque está escrito: “Adore o Senhor, seu Deus, e preste culto somente a ele.” 11 Com isto, o diabo deixou Jesus, e eis que vieram anjos e o serviram.”

Domingo, 18 de fevereiro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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Sabedoria para uma vida justa

Lições da Bíblia1

“Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio” (Sl 90:12).

Como vimos na semana passada, a graça divina oferece o perdão dos pecados e cria um novo coração no pecador arrependido, que, a partir de então, vive pela fé. A Palavra de Deus também apresenta instruções para uma vida justa (Sl 119:9-16). Guardar a lei de Deus não é de forma alguma uma observância legalista das regras, mas significa ter um estreito relacionamento com Deus, uma vida cheia de bênçãos (Sl 119:1, 2; 128).

No entanto, a vida do justo não é isenta de tentações. Às vezes, os justos podem ser tentados pela natureza astuta do pecado (Sl 141:2-4) e até mesmo cair em tentação. Deus permite tempos de provação para que a fidelidade (ou infidelidade) de Seus filhos seja claramente revelada. Se os filhos de Deus derem ouvidos à instrução e à admoestação divinas, a fé deles será purificada, e sua confiança no Senhor será fortalecida. A sabedoria para uma vida justa é adquirida através da dinâmica da vida com Deus em meio a tentações e desafios. Assim, a oração para que Deus nos ensine a contar nossos dias a fim de que possamos ter um coração sábio (Sl 90:12) reflete um compromisso contínuo de andar em fidelidade ao Senhor.

Sábado, 17 de fevereiro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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Sua misericórdia se eleva até os céus – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

Leia, de Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 17-22 (“Ponte sobre o abismo”). Nos salmos, as vozes do povo de Deus se unem para repetir o coro “Sua misericórdia dura para sempre”, em celebração do amor eterno (Sl 106:1; 107:1; 118:1-4, 29; 136). “Não louvar a Deus significaria esquecer os Seus benefícios, não apreciar Seus dons. Só quem louva não esquece. Pensar e falar sobre Deus ainda não é louvá-Lo. O louvor começa quando reconhecemos a majestade e as obras divinas e reagimos com adoração à Sua bondade, misericórdia e sabedoria” (Hans LaRondelle, Deliverance in the Psalms, p. 178).

O significado da confissão solene da misericórdia de Deus ganha um tom mais profundo quando nos lembramos de que o khesed divino – Sua bondade e fidelidade para com Sua aliança – é imutável em meio ao pecado e à rebelião contra Deus.

“Temos pecado contra Ele e somos indignos de Seu favor; todavia, Ele nos pôs nos lábios a mais maravilhosa de todas as petições: […] (Jr 14:21). Quando a Ele formos confessando nossa indignidade e pecado, Ele Se comprometeu a atender-nos ao clamor […]” (Ellen G. White, Parábolas de Jesus [CPB, 2022], p. 81).

Ver como Deus havia sido bondoso com ele (Sl 103:2) encorajou o salmista a dizer que “o Senhor faz justiça e julga todos os oprimidos” (Sl 103:6, grifo nosso). Assim, o objetivo último do testemunho pessoal do salmista e do louvor da misericórdia divina em sua vida é assegurar aos outros da bondade amorosa de Deus para que também abram o coração a Ele, recebam Sua graça salvadora e O louvem (Sl 9:11, 12; 22:22-27; 66:16).

Perguntas para consideração 1. Se a misericórdia de Deus é eterna, isso significa que podemos continuar pecando? 2. Como conciliar o perdão dos pecados com a ideia do juízo divino sobre o pecado? 3. As expressões da misericórdia de Deus no NT se encaixam com as dos salmos? (Ef 2:4, 5; 1Tm 1:16; Tt 3:5; Hb 4:16)

Ef 2:4, 5 (NAA)2: “4 Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, 5 e estando nós mortos em nossas transgressões, nos deu vida juntamente com Cristo — pela graça vocês são salvos —”

1Tm 1:16 (NAA)2: “Mas, por esta mesma razão, me foi concedida misericórdia, para que, em mim, que sou o principal pecador, Cristo Jesus pudesse mostrar a sua completa longanimidade, e eu servisse de modelo para todos os que hão de crer nele para a vida eterna.”

Tt 3:5 (NAA)2: “ele nos salvou, não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo a sua misericórdia. Ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo,”

Hb 4:16 (NAA)2: “Portanto, aproximemo-nos do trono da graça com confiança, a fim de recebermos misericórdia e encontrarmos graça para ajuda em momento oportuno.”

Sexta-feira, 16 de fevereiro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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Não se esqueça de nem um só de Seus benefícios

Lições da Bíblia1

6. Leia o Salmo 103. Como a misericórdia de Deus é retratada aqui?

Salmo 103 (NAA)2: “1 Bendiga, minha alma, o Senhor, e tudo o que há em mim bendiga o seu santo nome. 2 Bendiga, minha alma, o Senhor, e não se esqueça de nem um só de seus benefícios. 3 Ele é quem perdoa todas as suas iniquidades; quem cura todas as suas enfermidades; 4 quem da cova redime a sua vida e coroa você de graça e misericórdia.É ele quem enche de bens a sua vida, de modo que a sua mocidade se renova como a da águia. 6 O Senhor faz justiça e julga todos os oprimidos. 7 Manifestou os seus caminhos a Moisés e os seus feitos aos filhos de Israel. 8 O Senhor é compassivo e bondoso; tardio em irar-se e rico em bondade.Não repreende perpetuamente, nem conserva para sempre a sua ira. 10 Não nos trata segundo os nossos pecados, nem nos retribui conforme as nossas iniquidades. 11 Pois quanto o céu se eleva acima da terra, assim é grande a sua misericórdia para com os que o temem. 12 Quanto o Oriente está longe do Ocidente, assim ele afasta de nós as nossas transgressões. 13 Como um pai se compadece de seus filhos, assim o Senhor se compadece dos que o temem. 14 Pois ele conhece a nossa estrutura e sabe que somos pó. 15 Quanto ao ser humano, os seus dias são como a relva. Como a flor do campo, assim ele floresce; 16 mas, soprando nela o vento, desaparece e não conhecerá, daí em diante, o seu lugar. 17 Mas a misericórdia do Senhor é de eternidade a eternidade sobre os que o temem, e a sua justiça, sobre os filhos dos filhos, 18 para com os que guardam a sua aliança e para com os que se lembram dos seus preceitos e os cumprem. 19 Nos céus, o Senhor estabeleceu o seu trono, e o seu reino domina sobre tudo. 20 Bendigam o Senhor os seus anjos, valorosos em poder, que executam as suas ordens e lhe obedecem à palavra. 21 Bendigam o Senhor todos os seus exércitos, ministros seus, que fazem a sua vontade. 22 Bendigam o Senhor todas as suas obras, em todos os lugares do seu domínio. Bendiga, minha alma, o Senhor.

O Salmo 103 enumera as múltiplas bênçãos do Senhor, e elas incluem todos os Seus benefícios (Sl 103:2) para uma vida próspera (Sl 103:3-6). Essas bênçãos estão fundamentadas no caráter misericordioso de Deus e em Sua fidelidade à aliança com Israel (Sl 103:7-18). O Senhor Se lembra da fragilidade e transitoriedade humanas e tem compaixão de Seu povo (ver Sl 103:13-17). Lembrar é mais do que mera atividade cognitiva. Envolve compromisso que se expressa em ação: Deus liberta e sustenta Seu povo (Sl 103:3-13). As imagens do Salmo 103:11-16 ilustram a imensurável grandeza da graça divina, que só pode ser comparada à infinita vastidão dos céus (Is 55:9). Como as pessoas devem responder à bondade de Deus? Primeiro, bendizendo o Senhor (Sl 103:1, 2).

Em geral, entende-se que bendizer é o ato de conceder benefícios materiais e espirituais a alguém (Gn 49:25; Sl 5:12). Visto que Deus é a Fonte de todas as bênçãos, como o ser humano pode abençoá-Lo? Um inferior pode abençoar um superior como meio de agradecimento ou louvor (1Rs 8:66; Jó 29:13). Deus abençoa as pessoas ao conceder-lhes boas coisas, e as pessoas abençoam a Deus louvando-O, isto é, reverenciando-O por Sua bondade e graça.

Segundo, lembrando-se dos Seus benefícios e de Sua aliança (Sl 103:2, 18-22), assim como o Senhor Se lembra da débil condição humana e de Sua aliança com Seu povo (Sl 103:3-13). Lembrar-se é crucial no relacionamento entre Deus e Seu povo. Assim como o Senhor Se lembra de Suas promessas, o povo tem a obrigação de se lembrar da fidelidade de Deus e responder-Lhe com amor e obediência.

Pense nestas palavras de Ellen G. White: “Faria muito bem para nós se diariamente passássemos uma hora refletindo sobre a vida de Cristo. Devemos considerá-la ponto por ponto e deixar que a imaginação tome conta de cada cena, especialmente as finais. Ao meditar em Seu sacrifício por nós, nossa confiança Nele será mais constante, nosso amor será fortalecido, e seremos mais semelhantes a Ele. Se quisermos estar salvos no fim, teremos que aprender ao pé da cruz a lição de arrependimento e humilhação” (O Desejado de Todas as Nações [CPB, 2021], p. 58).

Quinta-feira, 15 de fevereiro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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Louvor ao Deus majestoso e misericordioso

Lições da Bíblia1

5. Leia os Salmos 113 e 123. Quais dois aspectos diferentes do caráter divino são descritos nesses salmos?

Sl 113 (NAA)2: “1 Aleluia! Louvai, servos do Senhor, louvai o nome do Senhor. 2 Bendito seja o nome do Senhor, agora e para sempre. 3 Do nascimento do sol até ao ocaso, louvado seja o nome do Senhor. 4 Excelso é o Senhor, acima de todas as nações, e a sua glória, acima dos céus.Quem há semelhante ao Senhor, nosso Deus, cujo trono está nas alturas, 6 que se inclina para ver o que se passa no céu e sobre a terra? 7 Ele ergue do pó o desvalido e do monturo, o necessitado, 8 para o assentar ao lado dos príncipes, sim, com os príncipes do seu povo. 9 Faz que a mulher estéril viva em família e seja alegre mãe de filhos. Aleluia!”

Sl 123 (NAA)2: “1 A ti, que habitas nos céus, elevo os olhos! 2 Como os olhos dos servos estão fitos nas mãos dos seus senhores, e os olhos da serva, na mão de sua senhora, assim os nossos olhos estão fitos no Senhor, nosso Deus, até que se compadeça de nós. 3 Tem misericórdia de nós, Senhor, tem misericórdia; pois estamos sobremodo fartos de desprezo. 4 A nossa alma está saturada do escárnio dos que estão à sua vontade e do desprezo dos soberbos.”

Os Salmos 113 e 123 louvam tanto a majestade quanto a misericórdia do Senhor. Sua majestade é revelada na grandeza do Seu nome e no lugar exaltado do Seu trono, que está acima de todas as nações e acima dos céus (Sl 113:4, 5; 123:1). “Quem é semelhante ao Senhor, nosso Deus” (Sl 113:5) é uma declaração de fé de que nenhum poder no mundo ou fora dele pode desafiar o Deus de Israel. As alturas inacessíveis onde o Senhor habita são ilustradas pelo fato de o Senhor estar disposto a humilhar-Se ou Se inclinar “para ver o que se passa no céu e sobre a Terra” (Sl 113:6). A permanência de Deus no alto não O impede de ver o que ocorre aqui embaixo. A misericórdia do Senhor se manifesta na Sua disponibilidade de Se envolver com o mundo e salvar os necessitados e pobres de suas adversidades. Sua mão não está escondida de Seus servos, embora Sua morada esteja em Céus distantes.

A grandeza e o cuidado divinos, que não podem ser plenamente discernidos na incrível transcendência de Deus, ficam explícitos nas obras de misericórdia e compaixão divinas. Os necessitados, os pobres e os oprimidos podem experimentar em primeira mão o poder soberano de Deus nas notáveis reviravoltas que Ele pode trazer à tona em favor deles. O Deus exaltado manifesta Sua grandeza usando Seu poder para exaltar os abatidos. O povo é livre para se aproximar do Senhor, pois Sua soberana majestade e supremacia não mudam o fato de que Ele é seu gracioso Criador e Sustentador e que os fiéis são Seus servos, Seus filhos amados.

A adoração é, portanto, motivada, não apenas pela magnificência de Deus, mas também por Sua bondade. O louvor não se limita ao tempo e ao espaço (Sl 113:2, 3). A grandeza e a misericórdia divinas são mais bem manifestadas em Jesus Cristo, que Se dispôs a descer do Céu e ser rebaixado até a morte na cruz, a fim de levantar a humanidade caída (Fp 2:6-8). Na cruz, temos todas as razões possíveis para adorar e louvar a Deus pelo que fez por nós.

Detenha-se na cruz e no que aconteceu lá por você, pessoalmente. Do que Jesus o salvou? Por que é tão importante manter a cruz acima de tudo em sua mente?

Quarta-feira, 14 de fevereiro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro dos Salmos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 515, jan. fev. mar. 2023. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Se Tu, Senhor, observares iniquidades

Lições da Bíblia1

4. Leia o Salmo 130. Como a gravidade do pecado e a esperança para os pecadores são retratadas?

Salmo 130 (NAA)2: “1 Das profundezas clamo a ti, Senhor. 2 Escuta, Senhor, a minha voz; estejam alertas os teus ouvidos às minhas súplicas. 3 Se tu, Senhor, observares iniquidades, quem, Senhor, poderá escapar? 4 Mas contigo está o perdão, para que sejas temido. 5 Aguardo o Senhor, a minha alma o aguarda; eu espero na sua palavra. 6 A minha alma anseia pelo Senhor mais do que os guardas anseiam pelo romper da manhã. Mais do que os guardas pelo romper da manhã, 7 espere Israel no Senhor, pois no Senhor há misericórdia; nele, temos ampla redenção. 8 É ele quem redime Israel de todas as suas iniquidades.

A grande aflição do salmista estava relacionada aos seus próprios pecados e aos pecados de seu povo (Sl 130:3, 8). Os pecados do povo eram tão graves que ameaçavam separá-lo de Deus para sempre (Sl 130:3). As Escrituras mencionam registros de pecados sendo guardados para o Dia do Juízo (Dn 7:10; Ap 20:12) e nomes de pecadores sendo removidos do livro da vida (Êx 32:32; Sl 69:28; Ap 13:8). O salmista apelou a Deus pelo perdão que erradicaria o registro dos seus pecados (Sl 51:1, 9; Jr 31:34; Mq 7:19). Ele sabia que “Deus não está irado por natureza. Seu amor é eterno. Sua ‘ira’ é despertada apenas pela falha do homem em apreciar Seu amor. O propósito de Sua ira não é ferir, mas curar o homem; não é destruir, mas salvar o Seu povo da aliança” (Os 6:1, 2; Hans K. LaRondelle, Deliverance in the Psalms [Berrien Springs, MI: First Impressions, 1983], p. 180, 181). Notavelmente, é a prontidão divina em perdoar pecados, não em puni-los, que inspira reverência a Deus (Sl 130:4; Rm 2:4). A adoração genuína fundamenta-se na admiração do caráter amoroso de Deus, não no medo da punição.

Os filhos de Deus são chamados a esperar no Senhor (Sl 27:14; 37:34). O hebraico qawah, “esperar”, significa literalmente “esticar” e é a raiz da palavra hebraica para “esperança”. Assim, esperar no Senhor não é entregar-se passivamente a circunstâncias miseráveis, mas um “esticar-se” esperançoso ou aguardar ansiosamente a intervenção do Senhor. A esperança do salmista não estava fundamentada em seu otimismo, mas na Palavra de Deus (Sl 130:5). Esperar fielmente no Senhor não é em vão, pois, depois da noite escura, chega a manhã da libertação divina.

Veja como o apelo pessoal do salmista se tornou o de toda a comunidade (Sl 130:7, 8). O bem-estar do indivíduo é inseparável do bem-estar de todo o povo. Assim, não se ora apenas por si mesmo, mas pela comunidade. Como crentes, somos parte de uma comunidade, e o que impacta uma parte da comunidade afeta a todos.

“Se Tu, Senhor, observares iniquidades, quem, Senhor, poderá escapar?” (Sl 130:3). O que esse texto significa? O que seria de nós se Deus observasse nossas iniquidades?

Terça-feira, 13 de fevereiro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro dos Salmos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 515, jan. fev. mar. 2023. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.