A incansável fidelidade do Senhor

Lições da Bíblia1

1. Leia o Salmo 78. Quais três épocas históricas principais são destacadas nesse salmo? Que lições recorrentes Asafe tira de cada período?

Salmo 78 (NAA)2: “1 Meu povo, escute a minha lei; dê ouvidos às palavras da minha boca. 2 Abrirei os meus lábios para proferir parábolas e publicarei enigmas dos tempos antigos. 3 O que ouvimos e aprendemos, o que os nossos pais nos contaram, 4 não o encobriremos a seus filhos; contaremos à geração vindoura os louvores do Senhor, e o seu poder, e as maravilhas que fez. 5 Ele estabeleceu um testemunho em Jacó, e instituiu uma lei em Israel, e ordenou aos nossos pais que os transmitissem a seus filhos, 6 a fim de que a nova geração os conhecesse, e os filhos que ainda hão de nascer se levantassem e, por sua vez, os contassem aos seus descendentes; 7 para que pusessem a sua confiança em Deus e não se esquecessem dos feitos de Deus, mas lhe observassem os mandamentos;e que não fossem, como seus pais, geração obstinada e rebelde, geração de coração inconstante, e cujo espírito não foi fiel a Deus.

9 Os filhos de Efraim, embora armados com arcos, bateram em retirada no dia do combate. 10 Não guardaram a aliança de Deus, não quiseram andar na sua lei; 11 esqueceram-se das suas obras e das maravilhas que lhes havia mostrado. 12 Deus fez prodígios na presença de seus pais na terra do Egito, no campo de Zoã. 13 Dividiu o mar e os fez passar por ele; fez parar as águas como um montão. 14 Durante o dia, os guiou com uma nuvem e de noite, com um clarão de fogo. 15 No deserto, fendeu rochas e lhes deu de beber abundantemente como de abismos. 16 Da pedra fez brotar torrentes, fez manar água como rios. 17 Mas, ainda assim, continuaram a pecar contra ele e se rebelaram, no deserto, contra o Altíssimo. 18 Tentaram a Deus no seu coração, pedindo alimento que lhes fosse do gosto. 19 Falaram contra Deus, dizendo: “Será que Deus pode preparar-nos uma mesa no deserto? 20 É verdade que ele feriu a rocha, e dela manaram águas, transbordaram as torrentes. Mas será que ele pode dar-nos pão também? Ou fornecer carne para o seu povo?” 21 Ouvindo isto, o Senhor ficou indignado; acendeu-se fogo contra Jacó, e também se levantou o seu furor contra Israel, 22 porque não creram em Deus, nem confiaram na sua salvação. 23 Mesmo assim, deu ordens às nuvens e abriu as portas dos céus; 24 fez chover maná sobre eles, para alimentá-los, e lhes deu cereal do céu. 25 Todos comeram o pão dos anjos; ele enviou-lhes comida à vontade. 26 Fez soprar no céu o vento do Oriente e pelo seu poder conduziu o vento do Sul. 27 Também fez chover sobre eles carne como poeira e aves numerosas como a areia do mar. 28 Fez com que caíssem no meio do arraial deles, ao redor de suas tendas. 29 Então comeram e se fartaram a valer; pois lhes fez o que desejavam. 30 Porém não reprimiram o apetite. Ainda tinham o alimento na boca, 31 quando se elevou contra eles a ira de Deus, e entre os seus mais robustos semeou a morte, e prostrou os jovens de Israel. 32 Apesar de tudo isso, continuaram a pecar e não creram nas maravilhas de Deus. 33 Por isso, ele fez com que os seus dias se dissipassem num sopro e os seus anos, em súbito terror. 34 Quando os fazia morrer, eles o buscavam; arrependidos, procuravam Deus. 35 Lembravam-se de que Deus era a sua rocha e o Deus Altíssimo, o seu Redentor. 36 Lisonjeavam-no, porém de boca, e com a língua lhe mentiam. 37 Porque o coração deles não era firme para com ele, nem foram fiéis à sua aliança. 38 Ele, porém, que é misericordioso, perdoa a iniquidade e não destrói; muitas vezes desvia a sua ira e não desperta toda a sua indignação. 39 Lembra-se de que eles são simples mortais, vento que passa e não volta mais. 40 Quantas vezes se rebelaram contra ele no deserto e nos lugares áridos lhe causaram tristeza! 41 Tornaram a pôr Deus à prova, ofenderam o Santo de Israel. 42 Não se lembraram do poder dele, nem do dia em que os resgatou do adversário; 43 de como no Egito ele operou os seus sinais e os seus prodígios, no campo de Zoã; 44 e transformou em sangue os rios deles, para que das suas correntes não bebessem. 45 Enviou contra eles enxames de moscas que os devorassem e rãs que os destruíssem. 46 Entregou às lagartas as suas colheitas e aos gafanhotos, o fruto do seu trabalho. 47 Com chuvas de pedra lhes destruiu as vinhas e os seus sicômoros, com geada. 48 Entregou ao granizo o gado deles e aos raios, os seus rebanhos. 49 Lançou contra eles o furor da sua ira: cólera, indignação e calamidade, legião de anjos portadores de males. 50 Deu livre curso à sua ira; não poupou da morte a alma deles, mas entregou a vida deles à peste. 51 Matou todos os primogênitos no Egito, as primícias do vigor nas tendas de Cam. 52 Fez sair o seu povo como ovelhas e o guiou pelo deserto, como um rebanho. 53 Dirigiu-o com segurança, e não tiveram medo, ao passo que o mar submergiu os seus inimigos. 54 Levou-os até a sua terra santa, até o monte que a sua mão direita adquiriu.

55 Da presença deles expulsou as nações, cuja região repartiu com eles por herança; e nas suas tendas fez habitar as tribos de Israel. 56 Ainda assim, tentaram o Deus Altíssimo, e a ele resistiram, e não lhe guardaram os testemunhos. 57 Tornaram atrás e foram infiéis como os seus pais; desviaram-se como um arco enganoso. 58 Pois o provocaram à ira com os seus lugares altos e com as suas imagens de escultura despertaram o seu ciúme. 59 Deus ouviu isso e se indignou; rejeitou completamente o povo de Israel. 60 Por isso, abandonou o tabernáculo de Siló, a tenda de sua morada aqui na terra, 61 e passou a arca da aliança ao cativeiro, e a sua glória, à mão do adversário. 62 Entregou o seu povo à espada e se encolerizou contra a sua própria herança. 63 O fogo devorou os jovens deles, e as suas donzelas não tiveram canto nupcial. 64 Os seus sacerdotes caíram à espada, e as suas viúvas não fizeram lamentações.

65 Então o Senhor despertou como de um sono, como um valente que grita excitado pelo vinho; 66 fez recuar a golpes os seus adversários e os entregou a perpétuo desprezo. 67 Além disso, rejeitou a tenda de José e não elegeu a tribo de Efraim. 68 Pelo contrário, escolheu a tribo de Judá, o monte Sião, que ele amava. 69 E construiu o seu santuário durável como os céus e firme como a terra que estabeleceu para sempre. 70 Também escolheu o seu servo Davi, e o tirou do aprisco das ovelhas, 71 do cuidado das ovelhas e suas crias, para ser o pastor de Jacó, seu povo, e de Israel, sua herança. 72 E ele os apascentou segundo a integridade do seu coração e os dirigiu com sábias mãos.”

As revisões do passado de Israel destacam a fidelidade de Deus e a infidelidade do povo. Elas também servem para ensinar as novas gerações a não repetir os erros de seus antepassados, mas a confiar em Deus e a permanecer fiéis à Sua aliança. O salmista usa a história como uma parábola (Sl 78:2), o que significa que o povo deve ponderar sobre a mensagem do salmo e procurar o significado dela. O Salmo 78:2 é uma descrição profética do método de Jesus de ensinar por parábolas (Mt 13:34, 35). O salmo também reflete sobre o Êxodo (Sl 78:9-54), o assentamento em Canaã (Sl 78:55-64) e a época de Davi (Sl 78:65-72). Demonstra os atos gloriosos do Senhor e as consequências da quebra da aliança. A história de Israel relata muitas formas de deslealdade do povo a Deus, especialmente sua idolatria (Sl 78:58).

No entanto, o salmista enfatizou a raiz da infidelidade de Israel: eles esqueceram o que Deus havia feito por eles, não confiaram Nele, colocaram-No à prova (Sl 78:18, 41, 56), se rebelaram contra Ele e falharam em guardar Sua lei, Sua aliança e Seus testemunhos (Sl 78:10, 37, 56). Ao enfatizar essas formas específicas de deslealdade, o salmista sugere que a rejeição de Israel na história resultou de um pecado central, a saber, o fracasso do povo em confiar no Senhor (Sl 78:7, 8).

Ficamos perplexos com a teimosia e cegueira do povo, em contraste com a paciência e a graça do Senhor. Como as novas gerações demoraram tanto a aprender?

Antes de criticarmos as gerações passadas, devemos pensar em nós mesmos. Não costumamos também nos esquecer das maravilhas que Deus já realizou e negligenciar Suas exigências da aliança? O Salmo 78 não encoraja as pessoas a confiar em suas próprias ações, mas mostra a futilidade da vontade humana, a menos que esteja fundamentada na constante consciência da fidelidade de Deus e na aceitação de Sua graça. As batalhas malsucedidas do povo de Deus (Sl 78:9, 62-64) elucidam a lição do salmo de que os esforços humanos, separados da fidelidade a Deus, estão condenados ao fracasso.

Que lições você aprendeu, ou deveria ter aprendido, com seus erros passados?

Domingo, 03 de março de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro dos Salmos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 515, jan. fev. mar. 2023. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Lições do passado

Lições da Bíblia1

“O que ouvimos e aprendemos, o que os nossos pais nos contaram, não o encobriremos a seus filhos; contaremos à geração vindoura os louvores do Senhor, e o Seu poder, e as maravilhas que fez” (Sl 78:3, 4).

Em muitos salmos, o louvor assume a forma de narração dos poderosos atos de salvação do Senhor. Esses salmos são chamados com frequência de “salmos da história da salvação” ou “salmos históricos”. Alguns apelam ao povo de Deus, dizendo-lhes para aprender com sua história, em especial com os erros deles e de seus antepassados. Certos salmos históricos contêm um estilo predominante de hino que destaca os feitos maravilhosos anteriores de Deus em favor de Seu povo e que fortalecem sua confiança no Senhor, que é capaz e fiel para libertá-los de suas dificuldades presentes. O atrativo especial dos salmos históricos é que eles nos ajudam a ver a nossa vida como parte da história do povo de Deus e a reivindicar esse passado como nosso. Como fomos adotados na família do povo histórico de Deus por meio de Cristo (Rm 8:15; 9:24-26; Gl 4:6, 7), a herança histórica do antigo povo de Israel é de fato o relato de nossa ascendência espiritual. Portanto, podemos e devemos aprender com o passado deles, que também é o nosso.

O objetivo final é perceber que cada geração do povo de Deus desempenha um papel pequeno, mas significativo, no grande desdobramento histórico dos propósitos divinos soberanos no grande conflito.

Sábado, 02 de março de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro dos Salmos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 515, jan. fev. mar. 2023. Adulto, Professor. 

Bendito o que vem em nome do Senhor – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

Leia, de Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 9-15 (“Deus conosco”).

Salmos contêm orações de Cristo e orações sobre Ele, numa revelação singular da Pessoa de Cristo e do ministério redentor do “Deus conosco” (Mt 1:23). Jesus é “Deus conosco” nas orações de batalha do abandono e do sofrimento; nos clamores por justiça e libertação, pois não nos abandona à perdição e desespero, mas nos mostra o caminho da fé vitoriosa. Ele Se tornou para nós o eterno Sacerdote e Rei para nos salvar da condenação eterna do pecado. Em Cristo, o perfeito Rei davídico, todas as divinas promessas solenes de salvação encontram seu cumprimento (2Co 1:20).

Ellen G. White descreve a unidade de Cristo com a humanidade: “Por meio de Sua humanidade, Cristo esteve em contato com os seres humanos; por Sua divindade, Ele Se firma no trono de Deus. Como Filho do Homem, deu-nos exemplo de obediência; como Filho de Deus, dá-nos poder para obedecer. Foi Cristo que, da sarça no monte Horebe, falou a Moisés […]: ‘Eu Sou o que Sou. […] Assim dirás aos filhos de Israel: Eu Sou me enviou a vós outros’ (Êx 3:14). Foi essa a garantia da libertação de Israel. Assim, quando Ele veio ‘em semelhança de homens’ (Fp 2:7), declarou ser o Eu Sou. A Criança de Belém, o manso e humilde Salvador, é Deus ‘manifestado na carne’ (1Tm 3:16). A nós, Ele diz: ‘Eu Sou o Bom Pastor’ (Jo 10:11); ‘Eu Sou o Pão vivo’ (Jo 6:51); ‘Eu Sou o Caminho, e a Verdade, e a Vida’ (Jo 14:6). ‘É-Me dado todo o poder no Céu e na Terra’ (Mt 28:18, ARC). Eu Sou a certeza da promessa. Eu Sou, não tenham medo” (O Desejado de Todas as Nações [CPB, 2021], p. 13).

Perguntas para consideração

1. A fidelidade de Deus à aliança, apesar da infidelidade do povo, nos traz segurança?

2. O sacerdócio único e superior de Cristo dá certeza de salvação ao povo de Deus?

3. As promessas messiânicas cumpridas em Cristo demonstram a veracidade da Palavra de Deus? É importante continuar confiando na Palavra de Deus?

4. Que conforto obtemos do texto de Mateus 28:18? Como aplicá-lo em nossa vida?

Mateus 28:18 (NAA)2: “Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: — Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra.”

Sexta-feira, 01 de março de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro dos Salmos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 515, jan. fev. mar. 2023. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Sacerdote eterno segundo a ordem de Melquisedeque

Lições da Bíblia1

6. Leia Salmo 110:4-7. Em que aspecto o sacerdócio de Cristo é único e que grande esperança encontramos no Seu sacerdócio celestial?

Salmo 110:4-7 (NAA)2: “4 O Senhor jurou e não voltará atrás: Você é sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque. 5 O Senhor, à sua direita, no dia em que se irar, esmagará os reis. 6 Ele julgará entre as nações, enchendo-as de cadáveres; esmagará cabeças por toda a terra. 7 No caminho, beberá água na torrente e passará de cabeça erguida.”

Deus dotou o Messias de uma realeza eterna (Sl 110:1-3) e de um sacerdócio superior, a ordem de Melquisedeque (Sl 110:4-7). O Senhor sela Sua palavra com uma promessa solene (Hb 6:18). O juramento de Deus de não voltar atrás em nos dar um Sacerdote perfeito é sinal de Sua graça. Os pecados e as rebeliões do povo provocam o Senhor a abandonar Seu povo, mas o juramento divino é imutável e garante a graça em revogar Seu juízo sobre o povo arrependido (Êx 32:14; Sl 106:45).

O juramento divino introduz um elemento novo à aliança davídica ao declarar que o Rei-Messias também é Sacerdote (Sl 110:4). Os reis não atuavam como sacerdotes (Nm 8:19; 2Cr 26:16-21). Reis e pessoas traziam sacrifícios aos sacerdotes, os quais os ofereciam. O Salmo 110 diferencia o Rei-Messias de outros reis e sacerdotes. O sacerdócio de Cristo deriva de Melquisedeque, que era ao mesmo tempo rei de Salém (Jerusalém) e sacerdote de Deus (Gn 14:18-20). O AT não fala de Davi ou de outro rei exercendo o sacerdócio na ordem de Melquisedeque, exceto no Salmo 110, que fala sobre um Rei-Sacerdote distinto na história de Israel.

7. Quais são as implicações do sacerdócio superior de Cristo? Hb 7:20-28

Hb 7:20-28 (NAA)2: “20 E isto não se deu sem juramento. Porque os outros são feitos sacerdotes sem juramento, 21 mas este foi feito sacerdote com juramento, por aquele que lhe disse: “O Senhor jurou e não se arrependerá: ‘Você é sacerdote para sempre.’” 22 Por isso mesmo, Jesus se tornou fiador de superior aliança. 23 Ora, os outros são feitos sacerdotes em maior número, porque a morte os impede de continuar; 24 Jesus, no entanto, porque continua para sempre, tem o seu sacerdócio imutável. 25 Por isso, também pode salvar totalmente os que por ele se aproximam de Deus, vivendo sempre para interceder por eles. 26 Porque nos convinha um sumo sacerdote como este, santo, inculpável, sem mácula, separado dos pecadores e exaltado acima dos céus, 27 que não tem necessidade, como os outros sumos sacerdotes, de oferecer sacrifícios todos os dias, primeiro, por seus próprios pecados, depois, pelos do povo; porque fez isto uma vez por todas, quando a si mesmo ofereceu. 28 Porque a lei constitui homens sujeitos a fraquezas como sumos sacerdotes, mas a palavra do juramento, que foi posterior à lei, constitui o Filho, perfeito para sempre.

Cristo, Rei e Sacerdote, é superior aos sacerdotes e reis humanos. Ele defende uma aliança superior com base no juramento divino, não em promessas humanas. Ele serve no santuário celestial. Seu sacerdócio não é afetado pelo pecado ou pela morte. Assim, Ele pode interceder e salvar Seu povo para sempre. A obra reconciliadora do Sacerdote perfeito e compassivo dá ao Seu povo a certeza de permanecer na presença de Deus (Hb 6:19, 20). O sacerdócio de Cristo abolirá o governo do mal no coração das pessoas e no mundo. Ele cumprirá a promessa do Salmo 2 de que toda nação e governante estarão sujeitos ao juízo real de Cristo (Sl 2:6-9; 110:1, 2, 5, 6). O sacerdócio real de Jesus faz uma reivindicação absoluta sobre nossa obediência e confiança.

Quinta-feira, 29 de fevereiro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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Rei eterno de poder inigualável

Lições da Bíblia1

O que os salmos ensinam sobre Cristo como Rei? Sl 2; 110:1-3; 89:4, 13-17; 110:1, 2, 5, 6

Sl 2 (NAA)2: “1 Por que se enfurecem as nações e os povos imaginam coisas vãs? 2 Os reis da terra se levantam, e as autoridades conspiram contra o Senhor e contra o seu Ungido, dizendo: “Vamos romper os seus laços e sacudir de nós as suas algemas.” 4 Aquele que habita nos céus dá risada; o Senhor zomba deles. 5 Na sua ira, a seu tempo, lhes falará e no seu furor os deixará apavorados, dizendo:“Eu constituí o meu Rei sobre o meu santo monte Sião.” 7 O rei diz: “Proclamarei o decreto do Senhor. Ele me disse: ‘Você é meu Filho, hoje eu gerei você.Peça, e eu lhe darei as nações por herança e as extremidades da terra por sua possessão. 9 Com uma vara de ferro você as quebrará e as despedaçará como um vaso de oleiro.’” 10 Agora, pois, ó reis, sejam prudentes; deixem-se advertir, juízes da terra. 11 Sirvam o Senhor com temor e alegrem-se nele com tremor. 12 Beijem o Filho para que não se irrite, e não pereçam no caminho; porque em breve se acenderá a sua ira. Bem-aventurados todos os que nele se refugiam.

Sl 110:1-3 (NAA)2: “1 Disse o Senhor ao meu senhor: “Sente-se à minha direita, até que eu ponha os seus inimigos por estrado dos seus pés.” 2 O Senhor lhe enviará de Sião o cetro do poder, dizendo: “Domine entre os seus inimigos.” 3 O seu povo se apresentará voluntariamente, no dia em que você manifestar o seu poder; com santos ornamentos, como o orvalho do alvorecer, virão os seus jovens.

Sl 89:4, 13-17 (NAA)2: 4 ‘Para sempre estabelecerei a sua posteridade e firmarei o seu trono de geração em geração.’” […] 13 O teu braço é poderoso; forte é a tua mão, e elevada é a tua mão direita. 14 Justiça e direito são o fundamento do teu trono; graça e verdade te precedem. 15 Bem-aventurado o povo que conhece os gritos de alegria, que anda, ó Senhor, na luz da tua presença. 16 Em teu nome se alegra o dia todo e na tua justiça se exalta, 17 porque tu és a glória de sua força; no teu favor é exaltado o nosso poder.

Sl 110:1, 2, 5, 6 (NAA)2: “1 Disse o Senhor ao meu senhor: “Sente-se à minha direita, até que eu ponha os seus inimigos por estrado dos seus pés.”O Senhor lhe enviará de Sião o cetro do poder, dizendo: “Domine entre os seus inimigos.” […] 5 O Senhor, à sua direita, no dia em que se irar, esmagará os reis.Ele julgará entre as nações, enchendo-as de cadáveres; esmagará cabeças por toda a terra.

O retrato de Deus como o Pai do Messias aponta para a coroação do Rei quando Ele é adotado na aliança divina (Sl 2:7; 89:26-28). O Salmo 2:7 prevê a ressurreição e exaltação de Cristo como o alvorecer da nova aliança eterna e do sacerdócio real de Cristo (At 13:33-39; Hb 1:5; 5:5). O Messias senta-Se à direita de Deus com honra e autoridade sem precedentes (Sl 110:1; At 7:55, 56). “Além disso, a interação entre o Senhor e o ‘Ungido’ (Messias) sugere a intenção de identificar esse Messias davídico com o Senhor. […] Se Aquele que Se senta à direita é o Senhor, então, o Senhor é o Messias, uma vez que este último também é visto à direita [Sl 110:1, 5]” (Jacques Doukhan, On the Way to Emmaus [Clarksville, MD: Lederer Books, 2012], p. 26, 27). No fim, Cristo terá vitória absoluta sobre Seus inimigos. Fazer deles um “estrado dos Seus pés” é uma imagem que reflete o costume dos antigos reis do Oriente Próximo de colocar os pés no pescoço de seus inimigos derrotados para demonstrar total domínio sobre eles. No entanto, a vara de Cristo não é uma ferramenta de terror (Sl 2:9; 110:2).

A vara (“cajado”) era originalmente usada por líderes tribais como símbolo da tribo (Nm 17:2-10). A vara de Cristo vem de Sião porque Ele representa o povo de Sião. Sua vara é um símbolo do juízo divino, que encerra o governo do mal e retrata o reinado inigualável de Cristo (Ap 2:27; 12:5). Até mesmo os reis ímpios têm a chance de se arrepender e de se submeter ao Messias (Sl 2:10-12).

Uma ilustração da vitória final de Cristo encontra-se na cena pré-advento em Daniel 7, a qual mostra que, depois do juízo feito em favor dos “santos do Altíssimo” (Dn 7:22), Seu “reino eterno” é estabelecido (Dn 7:27). Por causa da cruz, a promessa do reino está assegurada.

É prometida uma bênção a todos os que confiam no Rei, e o povo se alegra com o reinado soberano e justo do Messias (Sl 2:12; 89:15-17).

É bom saber que no fim o bem triunfará sobre o mal, a justiça será feita e a dor e o sofrimento serão vencidos. Essa verdade nos consola quando o mal parece prosperar?

Quarta-feira, 28 de fevereiro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Para sempre fiel à Sua aliança

Lições da Bíblia1

4. Leia os Salmos 89:27-32, 38-46; 132:10-12. O que está incluído na aliança davídica? O que parece tê-la colocado em perigo?

Sl 89:27-32, 38-46 (NAA)2: “27 Por isso, farei dele o meu primogênito, o mais elevado entre os reis da terra. 28 Conservarei para sempre a minha bondade para com ele e lhe confirmarei a minha aliança. 29 Farei durar para sempre a sua descendência; e o seu trono ficará firme enquanto o céu existir.” 30 “Se os filhos dele desprezarem a minha lei e não andarem nos meus juízos, 31 se violarem os meus preceitos e não guardarem os meus mandamentos, 32 então punirei com vara as suas transgressões e com açoites, a sua iniquidade. […] 38 Tu, porém, o repudiaste e o rejeitaste; e te indignaste com o teu ungido. 39 Quebraste a aliança com o teu servo; profanaste a sua coroa, jogando-a no chão. 40 Arrasaste todas as suas muralhas; reduziste a ruínas as suas fortificações. 41 Todos os que passam pelo caminho o saqueiam; ele se tornou objeto de deboche para os vizinhos. 42 Exaltaste a mão direita dos seus adversários e deste alegria a todos os seus inimigos. 43 Deixaste sem fio a sua espada e não o sustentaste na batalha. 44 Fizeste cessar o seu esplendor e deitaste por terra o seu trono. 45 Abreviaste os dias da sua mocidade e o cobriste de vergonha. 46 Até quando, Senhor? Ficarás escondido para sempre? Até quando a tua ira queimará como fogo?”

Sl 132:10-12 (NAA)2: “‘10 Por amor de Davi, teu servo, não rejeites o teu ungido. 11 O Senhor jurou a Davi com firme juramento e dele não se desviará: ‘Farei com que no seu trono se assente um dos seus descendentes. 12 Se os filhos de você guardarem a minha aliança e o testemunho que eu lhes ensinar, também os filhos deles se assentarão para sempre no seu trono.’

A aliança davídica contém a promessa divina de apoio eterno à linhagem de Davi e prosperidade do povo de Deus (2Sm 7:5-16; Sl 89:1-4; 19-37; 132:12-18). A permanência da aliança foi estabelecida no juramento divino solene e na fidelidade do rei a Deus. No entanto, mesmo os reis devotos, como Davi, nem sempre foram fiéis ao Senhor. O Salmo 89 lamenta a dura realidade que parecia indicar que as gloriosas promessas da aliança davídica tinham se perdido. Israel estava irremediavelmente abandonado por Deus? A resposta, claro, é: não! A ira de Deus é uma expressão do juízo divino (Sl 38:1; 74:1). No entanto, não dura para sempre, pois o amor divino perdoa os pecados das pessoas quando elas se arrependem. Porém, enquanto dura, o descontentamento de Deus com Seu povo errante é sério. As pessoas sentem as consequências da desobediência e percebem a gravidade de seus pecados (Sl 89:38-46). Contudo, perguntam: “Até quando?”, apelando para o caráter passageiro da ira divina (Sl 89:46). A esperança renovada vem da convicção da fidelidade de Deus para “lembrar-Se” de Sua graça (Sl 89:47, 50).

Embora o componente humano da aliança tenha falhado, o povo poderia descansar na promessa dos propósitos divinos imutáveis por meio do Messias, que encarna a justiça e a salvação de Israel e do mundo. No fim, Deus prevalecerá, e Seu reino será estabelecido – mas apenas por causa de Jesus, não por méritos do povo.

Jesus Cristo é o Filho de Davi e o Messias (Mt 1:1; Hb 1:8). Ele é chamado de “o primogênito de toda a criação” (Cl 1:15), aludindo ao Salmo 89:27, que chama Davi, que era o tipo de Cristo, primogênito de Deus.

Claramente, o título “primogênito” não expressa o status biológico de Davi, visto que ele foi o oitavo filho de seus pais (1Sm 16:10, 11). Isso também ocorre com Jesus. Esse título significa Sua honra e autoridade especiais (Cl 1:16, 20-22). Deus fez de Jesus o Rei supremo sobre o mundo inteiro quando O ressuscitou dentre os mortos (At 2:30, 31).

Quem é Jesus e o que Ele fez por nós? Que promessa temos Nele? (Cl 1:16, 20-22)

Cl 1:16, 20-22 (NAA)2: “16 Pois nele foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele. […] 20 e que, havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele, reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, quer sobre a terra, quer nos céus. 21 E vocês que, no passado, eram estranhos e inimigos no entendimento pelas obras más que praticavam, 22 agora, porém, ele os reconciliou no corpo da sua carne, mediante a sua morte, para apresentá-los diante dele santos, inculpáveis e irrepreensíveis,”

Terça-feira, 27 de fevereiro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro dos Salmos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 515, jan. fev. mar. 2023. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

O Messias sofredor

Lições da Bíblia1

3. Leia os Salmos 22; 118:22. Como o Messias foi tratado por aqueles a quem veio salvar?

Sl 22 (NAA)2: “1 Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? Por que se acham longe de minha salvação as palavras de meu gemido? 2 Deus meu, clamo de dia, e não me respondes; também de noite, porém não tenho sossego. 3 Contudo, tu és santo, entronizado entre os louvores de Israel. 4 Nossos pais confiaram em ti; confiaram, e tu os livraste. 5 A ti clamaram e escaparam; confiaram em ti e não foram envergonhados. 6 Mas eu sou verme e não um ser humano; afrontado pelos homens e desprezado pelo povo. 7 Todos os que me veem zombam de mim; fazem caretas e balançam a cabeça, dizendo: “Confiou no Senhor! Ele que o livre! Salve-o, pois nele tem prazer.” 9 Contudo, tu és quem me fez nascer; e me preservaste, estando eu ainda ao seio de minha mãe. 10 A ti me entreguei desde o meu nascimento; desde o ventre de minha mãe, tu és o meu Deus. 11 Não te distancies de mim, porque a tribulação está próxima, e não há quem me ajude. 12 Muitos touros me cercam, fortes touros de Basã me rodeiam. 13 Contra mim abrem a boca, como faz o leão que despedaça e ruge.  14 Derramei-me como água, e todos os meus ossos se desconjuntaram; meu coração fez-se como cera, derreteu-se dentro de mim. 15 Secou-se o meu vigor, como um caco de barro, e a língua se me apega ao céu da boca; assim, me deitas no pó da morte. 16 Cães me cercam; um bando de malfeitores me rodeia; traspassaram-me as mãos e os pés. 17 Posso contar todos os meus ossos; os meus inimigos estão olhando para mim e me encarando. 18 Repartem entre si as minhas roupas e sobre a minha túnica lançam sortes. 19 Tu, porém, Senhor, não te afastes de mim; força minha, apressa-te em me socorrer. 20 Livra a minha alma da espada, e, das presas do cão, a minha vida. 21 Salva-me da boca do leão e dos chifres dos búfalos; sim, tu me respondes. 22 A meus irmãos declararei o teu nome; no meio da congregação eu te louvarei. 23 Louvem o Senhor, vocês que o temem; glorifiquem-no, todos vocês, descendência de Jacó; temam-no, todos vocês, posteridade de Israel. 24 Porque não desprezou nem detestou a dor do aflito, nem ocultou dele o seu rosto, mas o ouviu, quando lhe gritou por socorro. 25 De ti vem o meu louvor na grande congregação; cumprirei os meus votos na presença dos que o temem. 26 Os sofredores hão de comer e fartar-se; louvarão o Senhor aqueles que o buscam. Que o coração de vocês viva para sempre! 27 Os confins da terra se lembrarão do Senhor e a ele se converterão; diante dele se prostrarão todas as famílias das nações. 28 Pois do Senhor é o reino, é ele quem governa as nações. 29 Todos os ricos da terra hão de comer e adorar, e todos os que descem ao pó se prostrarão diante ele, até aquele que não pode preservar a própria vida. 30 A posteridade o servirá, e se falará do Senhor à geração vindoura. 31 Virão e anunciarão a justiça dele; ao povo que há de nascer, contarão que foi ele quem o fez.”

Sl 118:22 (NAA)2: “A pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser a pedra angular.”

Os salmos expressam a agonia do abandono do Messias sofredor (Sl 42; 88; 102). O Salmo 22 é uma profecia messiânica direta, pois muitos detalhes ali não podem ser historicamente ligados ao rei Davi, mas se encaixam perfeitamente nas circunstâncias da morte de Cristo. Na cruz, Jesus orou com as palavras do Salmo 22:1 (Mt 27:46). Cristo sofreu o tormento da separação do Pai, pois carregou os pecados do mundo inteiro. Só podemos medir Sua aflição pela extensão de Sua proximidade e unidade com o Pai (Jo 1:1, 2; 10:30). No entanto, as profundezas do sofrimento não poderiam quebrar a unidade entre o Pai e o Filho. Em Seu total abandono, Cristo confiou a Si mesmo ao Pai de forma incondicional, apesar do desespero enfrentado.

“A iniquidade de todos nós foi posta sobre Cristo como nosso substituto e fiador. Ele foi contado como transgressor para nos livrar da condenação da lei. A culpa de todo descendente de Adão pesava sobre Ele. A ira de Deus contra o pecado […] [encheu] de profunda tristeza o coração de Seu Filho” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações [CPB, 2021], p. 605).

A imagem de touros, leões rugindo e cães destaca a crueldade e a animosidade do povo que Cristo, comparado a um verme indefeso, encontrou nas horas finais. Com incrível precisão, o Salmo 22 narra os comentários venenosos dos que zombavam de Jesus com as próprias palavras Dele (Sl 22:1, 8; Mt 27:43) e os soldados dividindo Suas vestes (Sl 22:18; Mt 27:35). Mal entendia o povo que o “verme” que procuravam esmagar Se tornaria a “pedra angular” do templo e garantiria sua fundação (Sl 118:22).

No entanto, o Messias rejeitado tornou-Se, após Sua ressurreição, a Fonte de salvação para o povo de Deus (Mt 21:42; At 4:10-12). Cristo sofreu a rejeição da humanidade, mas Deus glorificou Seu Filho ao torná-Lo a “pedra angular” viva do templo de Deus (Ef 2:20-22; 1Pe 2:4-8). Para aqueles que rejeitam essa Pedra, a saber, o meio divino de salvação, ela se tornará o agente do juízo (Is 8:14; Mt 21:44).

Na cruz, Jesus pagou a penalidade dos pecados que cometemos. Ele sofreu em nosso favor. Isso afeta sua maneira de viver? Você deve considerar o pecado abominável?

Segunda-feira, 26 de fevereiro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

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Divino Pastor abnegado

Lições da Bíblia1

1. Leia os Salmos 23; 28:9; 80:1; 78:52, 53; 79:13; 100:3. Como o relacionamento entre o Senhor e Seu povo é retratado nesses textos?

Sl 23 (NAA)2: “1 O Senhor é o meu pastor; nada me faltará. 2 Ele me faz repousar em pastos verdejantes. Leva-me para junto das águas de descanso; 3 refrigera-me a alma. Guia-me pelas veredas da justiça por amor do seu nome. 4 Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum, porque tu estás comigo; o teu bordão e o teu cajado me consolam.Preparas-me uma mesa na presença dos meus adversários, unges a minha cabeça com óleo; o meu cálice transborda. 6 Bondade e misericórdia certamente me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na Casa do Senhor para todo o sempre.”

Sl 28:9 (NAA)2: “Salva o teu povo e abençoa a tua herança; apascenta-os e exalta-os para sempre.”

Sl 78:52, 53 (NAA)2: “52 Fez sair o seu povo como ovelhas e o guiou pelo deserto, como um rebanho.  53 Dirigiu-o com segurança, e não tiveram medo, ao passo que o mar submergiu os seus inimigos.”

Sl 79:13 (NAA)2: “Quanto a nós, teu povo e ovelhas do teu pasto, para sempre te daremos graças; de geração em geração proclamaremos os teus louvores.”

Sl 100:3 (NAA)2: “Saibam que o Senhor é Deus; foi ele quem nos fez, e dele somos; somos o seu povo e rebanho do seu pastoreio.”

A imagem do Senhor como Pastor e do povo como ovelhas de Seu pasto destaca a orientação divina e o cuidado para com o povo, bem como a dependência que o povo tem de Deus. A imagem transmite a ideia de proximidade entre o Senhor e o povo, pois os pastores viviam com seus rebanhos e cuidavam de cada ovelha. A metáfora pastoral também destaca que Deus é o proprietário do rebanho; propriedade garantida por dois fortes vínculos: a criação (Sl 95:6, 7; 100:3) e a aliança (Sl 28:9; Hb 13:20).

A imagem do Pastor que conduz José como rebanho (Sl 80:1) talvez se refira à bênção de Jacó a José, que retrata Deus como o Pastor de Israel, e apela a essa grande promessa e bênção (Gn 49:24).

Os reis eram considerados pastores de seu povo (2Sm 5:2). Contudo, somente Deus merece esse título porque a maioria dos reis humanos não viveu de acordo com tal chamado. Somente Jesus o fez, e é por isso que Ele é chamado de Bom Pastor.

2. O que Jesus diz sobre Si mesmo como o Bom Pastor? Jo 10:11-15

Jo 10:11-15 (NAA)2: “11 — Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas ovelhas. 12 O mercenário, que não é pastor, a quem não pertencem as ovelhas, vê o lobo chegando, abandona as ovelhas e foge; então o lobo as arrebata e dispersa. 13 O mercenário foge, porque é mercenário e não se importa com as ovelhas. 14 Eu sou o bom pastor. Conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem, 15 assim como o Pai me conhece, e eu conheço o Pai; e dou a minha vida pelas ovelhas.”

O estreito vínculo entre o Pastor e Seu rebanho é visto no fato de a voz do Pastor ser inconfundível para Suas ovelhas (Jo 10:4, 27). Até o presente, os pastores do Oriente Médio conseguem dividir seus rebanhos que se misturam simplesmente chamando suas ovelhas, que reconhecem e seguem a sua voz.

Às vezes, as aflições do rebanho são entendidas como o sinal do descontentamento e do abandono divinos. No entanto, o Bom Pastor não abandona Suas ovelhas perdidas, mas procura salvá-las. Essa é uma imagem do relacionamento de Deus com o povo. Ele Se dispôs a morrer pelas ovelhas (Jo 10:11, 15) e, paradoxalmente, tornar-se um cordeiro sacrifical (Jo 1:29). Além disso, Jesus disse que chamaria Suas ovelhas de outros apriscos e as uniria em um só rebanho (Jo 10:16).

Na prática, de que forma você pode se beneficiar de Jesus, o nosso Bom Pastor?

Domingo, 25 de fevereiro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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