Um dia nos Teus átrios vale mais que mil

Lições da Bíblia1

1. Leia Salmo 84:1-4. Por que o salmista anseia por habitar no santuário?

Sl 84:1-4 (NAA)2: “1 Quão amáveis são os teus tabernáculos, SENHOR dos Exércitos!A minha alma suspira e desfalece pelos átrios do SENHOR; o meu coração e a minha carne exultam pelo Deus vivo! 3 O pardal encontrou casa, e a andorinha, ninho para si, onde acolha os seus filhotes, perto dos teus altares, SENHOR dos Exércitos, Rei meu e Deus meu! 4 Bem-aventurados os que habitam em tua casa; louvam-te perpetuamente.

O salmista “suspira” e “desfalece” para fazer do santuário sua morada permanente, para que ele possa estar perto de Deus para sempre (Sl 84:1, 2). A presença viva de Deus (Sl 84:2) faz do santuário um lugar único. Ali, os adoradores podem “contemplar a beleza do Senhor” (Sl 27:4; ver também Sl 63:2) e estar “satisfeitos com a bondade de [Sua] casa” (Sl 65:4). No Salmo 84, a felicidade incomparável é alcançada no relacionamento com Deus, que consiste em louvá-Lo (Sl 84:4), encontrar força Nele (Sl 84:5) e confiar na Sua proteção (Sl 84:12). O santuário é o lugar em que tal relacionamento é nutrido através da adoração e comunhão com outros crentes. A presença divina viva no santuário dá aos adoradores um vislumbre do reino glorioso de Deus e um sabor da vida eterna.

2. Leia Salmo 84:5-12. Quem mais pode ser abençoado pelo santuário?

Sl 84:5-12 (NAA)2: “5 Bem-aventurado é aquele cuja força está em ti, em cujo coração se encontram os caminhos aplanados! 6 Quando passa pelo vale árido, faz dele um manancial; de bênçãos o cobre a primeira chuva. 7 Vão indo de força em força; cada um deles aparece diante de Deus em Sião. 8 Senhor, Deus dos Exércitos, escuta a minha oração; ouve-me, ó Deus de Jacó! 9 Olha, ó Deus, escudo nosso, e contempla o rosto do teu ungido. 10 Pois um dia nos teus átrios vale mais que mil; prefiro estar à porta da casa do meu Deus a permanecer nas tendas da perversidade. 11 Porque o Senhor Deus é sol e escudo; o Senhor dá graça e glória; não recusa nenhum bem aos que andam retamente. 12 Ó Senhor dos Exércitos, feliz é aquele que em ti confia.

As bênçãos de Deus são descritas irradiando do santuário, concedidas primeiramente àqueles que servem ali (Sl 84:4), depois aos peregrinos a caminho do santuário (Sl 84:5-10) e, finalmente, chegam até os confins da Terra. A expectativa de encontrar Deus no santuário fortalece a fé dos peregrinos (Sl 84:7). Enquanto a força do viajante comum enfraquece sob o fardo da jornada cansativa, a força dos peregrinos ao santuário aumenta quanto mais se aproximam dali.

Mesmo quando fisicamente distantes do santuário, os filhos de Deus continuam a ter um selo do santuário de Deus andando retamente (Sl 84:11), o que caracteriza os justos que entram no santuário do Senhor (Sl 15:1, 2). O Senhor é chamado de “sol”, mostrando que as bênçãos do santuário, como os raios solares, se estendem até os confins da Terra (Sl 84:11). Assim, aqueles que permanecem com Deus por meio da fé recebem Sua graça, independentemente de onde estejam.

Leia Apocalipse 21:3. Que esperança refletida no santuário terrestre nos é revelada nesse texto? Como, mesmo agora, podemos imaginar como será essa experiência?

Apocalipse 21:3 (NAA): “Então ouvi uma voz forte que vinha do trono e dizia: — Eis o tabernáculo de Deus com os seres humanos. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles e será o Deus deles.”

Domingo, 10 de março de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro dos Salmos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 515, jan. fev. mar. 2023. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Anseio por Deus em Sião

Lições da Bíblia1

“A minha alma suspira e desfalece pelos átrios do Senhor; o meu coração e a minha carne exultam pelo Deus vivo!” (Sl 84:2).

Os cânticos de Sião são hinos alegres que engrandecem a beleza de Sião e a soberania do Senhor, que reina de Seu santo monte. Esses salmos frequentemente louvam os méritos da casa do Senhor e expressam um amor pelo santuário que também pode ser encontrado em outros salmos. Muitos deles foram escritos pelos filhos de Corá, que tiveram experiência em primeira mão da bênção de estar na casa do Senhor como músicos do templo (1Cr 6:31-38) e guardas de suas portas (1Cr 9:19). O que faz de Sião a fonte de esperança e alegria? Sião representava a presença viva de Deus entre Seu povo. Assim como o povo de Israel é o povo escolhido de Deus (Dt 7:6), Sião é o monte escolhido de Deus (Sl 78:68; 87:2). Deus reina de Sião (Sl 99:1, 2) e fundou Seu templo também em Sião (Sl 87:1). Portanto, Sião é um lugar de bênçãos divinas e refúgio. Muitas vezes, menciona-se Sião paralelamente ou mesmo de forma intercambiável com Jerusalém e o santuário, o centro da obra divina de salvação para o mundo antigo.

As bênçãos de Sião transbordam até os confins da Terra, pois o Senhor e Sua graça excedem os limites de qualquer lugar santo. Sião é a alegria de toda a Terra (Sl 48:2), confirmando que toda a Terra pertence a Deus.

Sábado, 09 de março de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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Lições do passado – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

Leia Atos 7 e Hebreus 11. Qual é o objetivo final da liderança soberana de Deus sobre Seu povo na história? Os salmos históricos sãoum testemunho da fidelidade de Deus ao Seu povo. Cada evento foi um passo providencial que levou ao cumprimento da promessa do Salvador na pessoa de Jesus. Mesmo as provações, que deixavam o povo perplexo e os fazia pensar que Deus o havia abandonado, estavam sob o controle de Deus e era parte de Sua providência, pois Deus é o Senhor da História. O salmista habilmente apresentou a verdade de que mesmo a deslealdade do povo não impediu Deus de Se manter fiel ao Seu povo e cumprir Suas promessas. No entanto, os indivíduos e grupos impenitentes foram excluídos das bênçãos da aliança, e seu fim desprezível serve de aviso de como a vida sem Deus ou em oposição a Ele destrói as pessoas.

Os salmos indicam que “nada temos a temer com relação ao futuro, a menos que nos esqueçamos da maneira pela qual o Senhor tem nos conduzido, e de seus ensinos em nosso passado” (Ellen G. White, Eventos Finais [CPB, 2021], p. 47).

Para que o povo de Deus avance sem medo, precisa conhecer sua história. Ellen G. White aconselhou os crentes a ler os Salmos 105 e 106 “pelo menos uma vez por semana” (Testemunhos Para Ministros e Obreiros Evangélicos, p. 99). A história do povo de Deus demonstra que nenhuma promessa que Deus fez em Sua Palavra deixará de ser cumprida. Isso inclui as promessas de cuidado individual e a promessa da segunda vinda de Cristo, que estabelecerá o reino de justiça e paz. Perguntas para consideração 1. Quais são as bênçãos de recordar a liderança fiel de Deus sobre Seu povo na história? Quais são as consequências de esquecer ou ignorar as lições do passado? 2. Como os salmos nos encorajam a reconhecer o cuidado de Deus e a exercitar confiança nos Seus caminhos soberanos, mesmo quando é difícil entender tudo? 3. Como tornar o estudo da história do povo de Deus preeminente nos cultos? Como ser mais intencionais ao contar aos filhos sobre a história recente do povo de Deus?

Sexta-feira, 08 de março de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro dos Salmos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 515, jan. fev. mar. 2023. Adulto, Professor. 

A supremacia do Senhor na história

Lições da Bíblia1

6. Leia o Salmo 135. Que eventos históricos são destacados nesse salmo? Que lições o salmista tira deles?

Salmo 135 (NAA)2: “1 Aleluia! Louvem o nome do Senhor! Louvem-no vocês, servos do Senhor, 2 que estão na Casa do Senhor, nos átrios da casa do nosso Deus. 3 Louvem o Senhor, porque o Senhor é bom; cantem louvores ao seu nome, porque é agradável. 4 Pois o Senhor escolheu Jacó para ser dele, e Israel, para ser o seu tesouro especial. 5 De fato, eu sei que o Senhor é grande e que o nosso Deus está acima de todos os deuses. 6 Tudo o que agrada ao Senhor, ele o faz, nos céus e na terra, no mar e em todos os abismos. 7 Faz subir as nuvens dos confins da terra, faz os relâmpagos para a chuva, faz sair o vento dos seus reservatórios.Foi ele quem matou os primogênitos no Egito, tanto das pessoas como dos animais. Foi ele quem fez sinais e maravilhas em seu meio, ó Egito, contra Faraó e todos os seus servos. 10 Ele destruiu muitas nações e matou reis poderosos: 11 Seom, rei dos amorreus, Ogue, rei de Basã, e todos os reinos de Canaã. 12 E a terra deles deu em herança, em herança a Israel, seu povo. 13 O teu nome, Senhor, permanece para sempre; a tua memória, Senhor, passará de geração em geração. 14 Pois o Senhor julga o seu povo e se compadece dos seus servos. 15 Os ídolos das nações são prata e ouro, obra de mãos humanas. 16 Têm boca e não falam; têm olhos e não veem; 17 têm ouvidos e não ouvem; pois não há alento de vida em sua boca. 18 Tornam-se semelhantes a eles os que os fazem, e todos os que neles confiam. 19 Casa de Israel, bendigam o Senhor! Casa de Arão, bendigam o Senhor! 20 Casa de Levi, bendigam o Senhor! Vocês que temem o Senhor, bendigam o Senhor! 21 Desde Sião bendito seja o Senhor, que habita em Jerusalém! Aleluia!”

O Salmo 135 convoca o povo de Deus a louvar ao Senhor por Sua bondade e fidelidade demonstradas na criação (Sl 135:6, 7) e na história da salvação de Israel na época do Êxodo (Sl 135:8, 9) e na conquista da terra prometida (Sl 135:10-12). O Senhor demonstrou Sua graça escolhendo Israel como Seu tesouro especial (Sl 135:4). “Tesouro especial” transmite a distinta relação de aliança entre o Senhor e Seu povo (Dt 7:6-11; 1Pe 2:9, 10). A escolha de Israel foi baseada na vontade soberana do Senhor; portanto, Israel não tem motivo para se sentir superior a outros povos. O Salmo 135:6, 7 demonstra que os propósitos do Senhor para o mundo não começaram com Israel, mas com a criação. Por isso, Israel deve humildemente cumprir seu papel designado nos propósitos salvíficos de Deus para todo o mundo.

O relato das grandes obras de Deus em favor de Seu povo (Sl 135:8-13) culmina na promessa de que Deus o “julgará” e terá compaixão dele (Sl 135:14). O julgamento nesse sentido é a vindicação divina dos oprimidos e dos desamparados (Sl 9:4; 7:8; 54:1; Dn 7:22). A promessa é que o Senhor pleiteará a causa de Seu povo e o defenderá (Dt 32:36). Assim, o objetivo do Salmo 135 é motivar o povo de Deus a confiar no Senhor e a permanecer fiel à aliança com Ele.

A fidelidade do Senhor ao Seu povo levou o salmista a afirmar a inutilidade dos ídolos e a supremacia do Senhor no mundo (Sl 135:15-18). A confiança nos ídolos torna seus adoradores tão destituídos de esperança e desamparados quanto seus objetos de adoração. O salmo demonstra que Deus deve ser louvado como Criador e Salvador do povo. Isso é maravilhosamente transmitido nas duas versões complementares do quarto mandamento do Decálogo (Êx 20:8-11; Dt 5:12-15). Visto que o poder de Deus na criação e na história é incomparável, o povo de Deus deve sempre confiar Nele e adorar a Ele somente. Como nosso Criador e Redentor, somente Ele deve ser adorado, e a adoração de qualquer outra coisa, ou de qualquer outra pessoa, é idolatria.

Como saber que não temos ídolos? Por que é fácil cometer o pecado da idolatria?

Quinta-feira, 07 de março de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

A parábola da videira do Senhor

Lições da Bíblia1

4. Leia o Salmo 80. Como o povo de Deus é retratado nesse salmo, e que grande esperança é o motivo de sua súplica?

Salmo 80 (ARA)2: “1 Dá ouvidos, ó pastor de Israel, tu que conduzes a José como um rebanho; tu que estás entronizado acima dos querubins, mostra o teu esplendor. 2 Perante Efraim, Benjamim e Manassés, desperta o teu poder e vem salvar-nos. 3 Restaura-nos, ó Deus; faze resplandecer o teu rosto, e seremos salvos. 4 Ó Senhor, Deus dos Exércitos, até quando estarás indignado contra a oração do teu povo? 5 Dás-lhe a comer pão de lágrimas e a beber copioso pranto. 6 Constituis-nos em contendas para os nossos vizinhos, e os nossos inimigos zombam de nós a valer. 7 Restaura-nos, ó Deus dos Exércitos; faze resplandecer o teu rosto, e seremos salvos. 8 Trouxeste uma videira do Egito, expulsaste as nações e a plantaste. 9 Dispuseste-lhe o terreno, ela deitou profundas raízes e encheu a terra. 10 Com a sombra dela os montes se cobriram, e, com os seus sarmentos, os cedros de Deus. 11 Estendeu ela a sua ramagem até ao mar e os seus rebentos, até ao rio. 12 Por que lhe derribaste as cercas, de sorte que a vindimam todos os que passam pelo caminho? 13 O javali da selva a devasta, e nela se repastam os animais que pululam no campo. 14 Ó Deus dos Exércitos, volta-te, nós te rogamos, olha do céu, e vê, e visita esta vinha; 15 protege o que a tua mão direita plantou, o sarmento que para ti fortaleceste. 16 Está queimada, está decepada. Pereçam os nossos inimigos pela repreensão do teu rosto. 17 Seja a tua mão sobre o povo da tua destra, sobre o filho do homem que fortaleceste para ti. 18 E assim não nos apartaremos de ti; vivifica-nos, e invocaremos o teu nome. 19 Restaura-nos, ó Senhor, Deus dos Exércitos, faze resplandecer o teu rosto, e seremos salvos.”

Israel é retratado como uma vinha que Deus arrancou do Egito, a terra da opressão, e transportou para a terra prometida, terra de abundância. A imagem de uma vinha transmite a eleição de Israel por Deus e Seu cuidado providencial (leia também Gn 49:11, 12, 22; Dt 7:7-11). Contudo, no Salmo 80, a vinha de Deus está sob a Sua ira (Sl 80:12). Os profetas anunciam sua destruição como o sinal do juízo divino, pois a videira se tornou ruim (Is 5:1-7; Jr 2:21).

O Salmo 80 não pondera sobre as razões do juízo divino. Dadas as profundezas da graça divina, o salmista fica perplexo que Deus pudesse reter Sua presença de Seu povo por um tempo tão longo. A tensão entre a ira e o juízo de Deus, por um lado, e a graça e o perdão de Deus, por outro, fez com que o salmista temesse que a ira divina pudesse prevalecer e consumir o povo por completo (Sl 80:16).

Leia Números 6:22-27. Como essa bênção é usada no Salmo 80?

Números 6:22-27 (ARA)2: “22 Disse o Senhor a Moisés: 23 Fala a Arão e a seus filhos, dizendo: Assim abençoareis os filhos de Israel e dir-lhes-eis: 24 O Senhor te abençoe e te guarde; 25 o Senhor faça resplandecer o rosto sobre ti e tenha misericórdia de ti; 26 o Senhor sobre ti levante o rosto e te dê a paz. 27 Assim, porão o meu nome sobre os filhos de Israel, e eu os abençoarei.”

O refrão do salmo evoca a promessa de Arão da bênção perpétua de Deus sobre Seu povo (Nm 6:22-27) e destaca a esperança de que a graça de Deus triunfe sobre as causas da miséria do povo: “Restaura-nos, ó Deus; faze resplandecer o Teu rosto, e seremos salvos!” (Sl 80:3; ver também Sl 80:7, 19).

A palavra hebraica para “restaurar” vem de uma palavra comum que significa “retornar” e é usada repetidamente na Bíblia no contexto do chamando para que o povo, que se afastou de Deus, retorne a Ele. Está ligada à ideia de arrependimento, de se afastar do pecado e voltar para Deus. “Eu lhes darei um coração para que Me conheçam, para que saibam que Eu sou o Senhor. Eles serão o Meu povo, e Eu serei o Seu Deus, porque se voltarão para Mim de todo o seu coração” (Jr 24:7).

Como você tem experimentado o arrependimento como um retorno a Deus?

Terça-feira, 05 de março de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro dos Salmos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 515, jan. fev. mar. 2023. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Lembrando a história e o arrependimento

Lições da Bíblia1

3. Leia o Salmo 106. Que eventos históricos e suas respectivas lições esse salmo destaca?

Salmo 106 (ARA)2: “1 Aleluia! Rendei graças ao Senhor, porque ele é bom; porque a sua misericórdia dura para sempre. Quem saberá contar os poderosos feitos do Senhor ou anunciar os seus louvores? 3 Bem-aventurados os que guardam a retidão e o que pratica a justiça em todo tempo. 4 Lembra-te de mim, Senhor, segundo a tua bondade para com o teu povo; visita-me com a tua salvação, 5 para que eu veja a prosperidade dos teus escolhidos, e me alegre com a alegria do teu povo, e me regozije com a tua herança. 6 Pecamos, como nossos pais; cometemos iniquidade, procedemos mal. 7 Nossos pais, no Egito, não atentaram às tuas maravilhas; não se lembraram da multidão das tuas misericórdias e foram rebeldes junto ao mar, o mar Vermelho. 8 Mas ele os salvou por amor do seu nome, para lhes fazer notório o seu poder. 9 Repreendeu o mar Vermelho, e ele secou; e fê-los passar pelos abismos, como por um deserto. 10 Salvou-os das mãos de quem os odiava e os remiu do poder do inimigo.  11 As águas cobriram os seus opressores; nem um deles escapou. 12 Então, creram nas suas palavras e lhe cantaram louvor. 13 Cedo, porém, se esqueceram das suas obras e não lhe aguardaram os desígnios; 14 entregaram-se à cobiça, no deserto; e tentaram a Deus na solidão. 15 Concedeu-lhes o que pediram, mas fez definhar-lhes a alma. 16 Tiveram inveja de Moisés, no acampamento, e de Arão, o santo do Senhor. 17 Abriu-se a terra, e tragou a Datã, e cobriu o grupo de Abirão. 18 Ateou-se um fogo contra o seu grupo; a chama abrasou os ímpios. 19 Em Horebe, fizeram um bezerro e adoraram o ídolo fundido. 20 E, assim, trocaram a glória de Deus pelo simulacro de um novilho que come erva. 21 Esqueceram-se de Deus, seu Salvador, que, no Egito, fizera coisas portentosas, 22 maravilhas na terra de Cam, tremendos feitos no mar Vermelho. 23 Tê-los-ia exterminado, como dissera, se Moisés, seu escolhido, não se houvesse interposto, impedindo que sua cólera os destruísse. 24 Também desprezaram a terra aprazível e não deram crédito à sua palavra; 25 antes, murmuraram em suas tendas e não acudiram à voz do Senhor. 26 Então, lhes jurou, de mão erguida, que os havia de arrasar no deserto; 27 e também derribaria entre as nações a sua descendência e os dispersaria por outras terras. 28 Também se juntaram a Baal-Peor e comeram os sacrifícios dos ídolos mortos. 29 Assim, com tais ações, o provocaram à ira; e grassou peste entre eles. 30 Então, se levantou Fineias e executou o juízo; e cessou a peste. 31 Isso lhe foi imputado por justiça, de geração em geração, para sempre. 32 Depois, o indignaram nas águas de Meribá, e, por causa deles, sucedeu mal a Moisés, 33 pois foram rebeldes ao Espírito de Deus, e Moisés falou irrefletidamente. 34 Não exterminaram os povos, como o Senhor lhes ordenara. 35 Antes, se mesclaram com as nações e lhes aprenderam as obras; 36 deram culto a seus ídolos, os quais se lhes converteram em laço; 37 pois imolaram seus filhos e suas filhas aos demônios 38 e derramaram sangue inocente, o sangue de seus filhos e filhas, que sacrificaram aos ídolos de Canaã; e a terra foi contaminada com sangue. 39 Assim se contaminaram com as suas obras e se prostituíram nos seus feitos. 40 Acendeu-se, por isso, a ira do Senhor contra o seu povo, e ele abominou a sua própria herança 41 e os entregou ao poder das nações; sobre eles dominaram os que os odiavam. 42 Também os oprimiram os seus inimigos, sob cujo poder foram subjugados. 43 Muitas vezes os libertou, mas eles o provocaram com os seus conselhos e, por sua iniquidade, foram abatidos. 44 Olhou-os, contudo, quando estavam angustiados e lhes ouviu o clamor; 45 lembrou-se, a favor deles, de sua aliança e se compadeceu, segundo a multidão de suas misericórdias. 46 Fez também que lograssem compaixão de todos os que os levaram cativos. 47 Salva-nos, Senhor, nosso Deus, e congrega-nos de entre as nações, para que demos graças ao teu santo nome e nos gloriemos no teu louvor. 48 Bendito seja o Senhor, Deus de Israel, de eternidade a eternidade; e todo o povo diga: Amém! Aleluia!”

O Salmo 106 também evoca os principais eventos da história de Israel, incluindo o Êxodo, a permanência no deserto e a vida em Canaã. Enfatiza os pecados hediondos dos antepassados, que culminaram na geração levada para o exílio. É bem provável que o salmo tenha sido escrito quando a nação estava em Babilônia, ou depois que voltaram para casa, e o salmista, inspirado pelo Espírito Santo, narrou esses incidentes históricos e as lições que o povo deveria ter aprendido com eles. Além disso, esse salmo, como os outros, aponta para a fidelidade de Deus à Sua aliança da graça, pela qual salvou o Seu povo no passado (Sl 106:45). Expressa a esperança de que o Senhor novamente mostre favor ao Seu povo arrependido e o reúna dentre as nações (Sl 106:47). O apelo para a libertação não é um pensamento ilusório, mas uma oração de fé baseada na certeza das libertações passadas (Sl 106:1-3) e no caráter infalível da fidelidade divina à aliança com Seu povo.

A lembrança dos fracassos históricos de Israel no Salmo 106 é parte integrante da confissão de pecados e do reconhecimento de que os israelitas do período desse salmo não eram melhores do que seus antepassados. Eles admitiram que foram ainda piores do que seus antepassados, pois conheciam as consequências das iniquidades das gerações anteriores e como Deus exerceu Sua grande paciência e graça ao salvá-las, mesmo que tivessem deliberadamente andado de maneira perversa. Se essa foi a conclusão à qual chegaram, pense em nossa situação, pois temos a revelação do caráter divino e da graça salvadora revelados em Jesus e na cruz.

A boa notícia do Salmo 106 é que o amor inabalável de Deus sempre prevalece sobre os pecados do povo (Sl 106:8-10, 30, 43-46). O papel fundamental de Moisés e de Fineias em afastar a ira divina aponta para o significado da intercessão de Cristo em favor dos crentes. Somente a experiência pessoal com a graça de Deus pode transformar uma história passada em nossa história.

O Salmo 106:13 diz: “Logo, porém, se esqueceram das obras de Deus e não esperaram pelos Seus desígnios”. Por que é tão fácil acontecer isso conosco também?

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2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Lembrando a história e o louvor a Deus

Lições da Bíblia1

2. Quais eventos históricos e respectivas lições vemos no Salmo 105?

Salmo 105 (NAA)2: “1 Deem graças ao Senhor, invoquem o seu nome; tornem conhecidos entre os povos os seus feitos. 2 Cantem a Deus, cantem louvores a ele; falem de todas as suas maravilhas. 3 Gloriem-se no seu santo nome; alegre-se o coração dos que buscam o Senhor. 4 Busquem o Senhor e o seu poder; busquem continuamente a sua presença. 5 Lembrem-se das maravilhas que ele fez, dos seus prodígios e dos juízos de seus lábios, 6 vocês, descendentes de Abraão, seu servo, vocês, filhos de Jacó, seus escolhidos. 7 Ele é o Senhor, nosso Deus; os seus juízos permeiam toda a terra. 8 Lembra-se perpetuamente da sua aliança, da palavra que empenhou para mil gerações; 9 da aliança que fez com Abraão e do juramento que fez a Isaque; 10 o qual confirmou a Jacó por decreto e a Israel por aliança perpétua, 11 dizendo: “Eu lhe darei a terra de Canaã como porção da sua herança.” 12 Quando eles eram em pequeno número, pouquíssimos e estrangeiros na terra de Canaã; 13 quando andavam de nação em nação, de um reino para outro reino, 14 Deus não permitiu que ninguém os oprimisse, e, por amor deles, repreendeu reis, 15 dizendo: “Não toquem nos meus ungidos, nem maltratem os meus profetas.” 16  Deus fez vir fome sobre a terra e cortou os meios de se obter pão. 17 Adiante deles enviou um homem, José, que foi vendido como escravo. 18 Apertaram os seus pés com correntes e puseram uma coleira de ferro no seu pescoço, 19 até cumprir-se a profecia a respeito dele, e tê-lo provado a palavra do Senhor. 20 O rei mandou soltá-lo; o dominador dos povos o pôs em liberdade. 21 Constituiu-o senhor de sua casa e administrador de tudo o que possuía, 22 para, como bem quisesse, sujeitar os seus príncipes e ensinar a sabedoria aos seus anciãos. 23 Então Israel entrou no Egito, e Jacó peregrinou na terra de Cam. 24 Deus fez sobremodo fecundo o seu povo e o tornou mais forte do que os seus opressores. 25 Mudou o coração dos egípcios para que odiassem o seu povo e usassem de astúcia para com os seus servos. 26 Deus lhes enviou Moisés, seu servo, e Arão, a quem havia escolhido, 27 por meio dos quais fez, entre eles, os seus sinais e maravilhas na terra de Cam.  28 Enviou trevas, e tudo escureceu; e Moisés e Arão não foram rebeldes à sua palavra. 29 Transformou-lhes as águas em sangue e assim lhes fez morrer os peixes. 30 A terra deles produziu rãs em abundância, até nos aposentos dos reis. 31 Deus falou, e vieram nuvens de moscas e piolhos em toda a terra do Egito. 32 Por chuva deu-lhes granizo e fogo chamejante, naquela terra. 33 Devastou-lhes os vinhedos e os figueirais e quebrou as árvores da terra deles. 34 Ele falou, e vieram gafanhotos e lagartas sem conta, 35 que devoraram toda a vegetação do país e comeram o fruto dos seus campos. 36 Também feriu de morte todos os primogênitos da terra deles, as primícias do seu vigor. 37 Então Deus fez sair o seu povo, com prata e ouro, e entre as suas tribos não havia um só inválido. 38 O Egito se alegrou quando eles saíram, porque lhe tinham infundido terror. 39 Deus estendeu uma nuvem que lhes servisse de toldo e um fogo para os iluminar de noite. 40 Pediram, e Deus fez vir codornizes e os saciou com pão do céu. 41 Fendeu a rocha, e dela brotaram águas, que correram como um rio pelo deserto. 42 Porque estava lembrado da sua santa palavra e de Abraão, seu servo. 43 Ele conduziu o seu povo com alegria e, com júbilo, os seus escolhidos. 44 Deu-lhes as terras das nações, e eles se apossaram do fruto do trabalho dos povos, 45 para que lhe guardassem os preceitos e lhe observassem as leis. Aleluia!

O Salmo 105 relembra eventos-chave que moldaram o relacionamento de aliança entre o Senhor e Seu povo Israel. Ele se concentra na aliança de Deus com Abraão, em que Deus prometeu dar a terra prometida a ele e a seus descendentes, e em como essa promessa, confirmada a Isaque e Jacó, foi providencialmente cumprida por meio de José, Moisés e Arão, e no tempo da conquista de Canaã. O salmo dá esperança ao povo de Deus em todas as gerações, pois as obras divinas maravilhosas no passado garantem o amor imutável de Deus ao Seu povo em todos os tempos (Sl 105:1-5, 7, 8). O Salmo 105 se assemelha ao Salmo 78 (veja a lição de ontem) ao destacar a fidelidade de Deus ao Seu povo na história, e faz isso para glorificar a Deus e inspirar a fidelidade. No entanto, ao contrário do Salmo 78, o Salmo 105 não menciona os erros passados do povo. Esse salmo tem um propósito diferente.

Em vez disso, no Salmo 105, a história é recontada através da vida dos maiores patriarcas de Israel, mostrando a liderança providencial divina e a paciente resistência dos patriarcas às dificuldades. A perseverança e a lealdade dos patriarcas a Deus foram ricamente recompensadas. Assim, o Salmo 105 convida o povo a imitar a fé dos patriarcas e a esperar com confiança a libertação divina no seu próprio tempo.

O Salmo 105 possui estilo de hino (Sl 105:1-7), mostrando que, a fim de louvar a Deus verdadeiramente, o povo precisa conhecer os fatos de sua história, que oferece tanto validação para a nossa fé quanto inúmeras razões para louvar a Deus.

Os adoradores são chamados de semente de Abraão e filhos de Jacó (Sl 105:6), sendo assim considerados o cumprimento da promessa de Deus a Abraão de fazer dele uma grande nação (Gn 15:3-6). O salmista ressalta a continuidade entre os patriarcas e as gerações subsequentes do povo de Deus e enfatiza que “os Seus juízos permeiam toda a Terra” (Sl 105:7, grifo nosso), admoestando os adoradores a não se esquecerem de que “nosso Deus” também é o soberano Senhor do mundo inteiro e de que Sua bondade amorosa se estende a todos os povos (Sl 96:1; 97:1). É, claramente, um chamado à fidelidade a cada geração de crentes.

Somos parte da linhagem de Abraão? (Gl 3:29). O que aprendemos com essa história?

Gl 3:29 (NAA)2: “E, se vocês são de Cristo, são também descendentes de Abraão e herdeiros segundo a promessa.”

Segunda-feira, 04 de março de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro dos Salmos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 515, jan. fev. mar. 2023. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

A incansável fidelidade do Senhor

Lições da Bíblia1

1. Leia o Salmo 78. Quais três épocas históricas principais são destacadas nesse salmo? Que lições recorrentes Asafe tira de cada período?

Salmo 78 (NAA)2: “1 Meu povo, escute a minha lei; dê ouvidos às palavras da minha boca. 2 Abrirei os meus lábios para proferir parábolas e publicarei enigmas dos tempos antigos. 3 O que ouvimos e aprendemos, o que os nossos pais nos contaram, 4 não o encobriremos a seus filhos; contaremos à geração vindoura os louvores do Senhor, e o seu poder, e as maravilhas que fez. 5 Ele estabeleceu um testemunho em Jacó, e instituiu uma lei em Israel, e ordenou aos nossos pais que os transmitissem a seus filhos, 6 a fim de que a nova geração os conhecesse, e os filhos que ainda hão de nascer se levantassem e, por sua vez, os contassem aos seus descendentes; 7 para que pusessem a sua confiança em Deus e não se esquecessem dos feitos de Deus, mas lhe observassem os mandamentos;e que não fossem, como seus pais, geração obstinada e rebelde, geração de coração inconstante, e cujo espírito não foi fiel a Deus.

9 Os filhos de Efraim, embora armados com arcos, bateram em retirada no dia do combate. 10 Não guardaram a aliança de Deus, não quiseram andar na sua lei; 11 esqueceram-se das suas obras e das maravilhas que lhes havia mostrado. 12 Deus fez prodígios na presença de seus pais na terra do Egito, no campo de Zoã. 13 Dividiu o mar e os fez passar por ele; fez parar as águas como um montão. 14 Durante o dia, os guiou com uma nuvem e de noite, com um clarão de fogo. 15 No deserto, fendeu rochas e lhes deu de beber abundantemente como de abismos. 16 Da pedra fez brotar torrentes, fez manar água como rios. 17 Mas, ainda assim, continuaram a pecar contra ele e se rebelaram, no deserto, contra o Altíssimo. 18 Tentaram a Deus no seu coração, pedindo alimento que lhes fosse do gosto. 19 Falaram contra Deus, dizendo: “Será que Deus pode preparar-nos uma mesa no deserto? 20 É verdade que ele feriu a rocha, e dela manaram águas, transbordaram as torrentes. Mas será que ele pode dar-nos pão também? Ou fornecer carne para o seu povo?” 21 Ouvindo isto, o Senhor ficou indignado; acendeu-se fogo contra Jacó, e também se levantou o seu furor contra Israel, 22 porque não creram em Deus, nem confiaram na sua salvação. 23 Mesmo assim, deu ordens às nuvens e abriu as portas dos céus; 24 fez chover maná sobre eles, para alimentá-los, e lhes deu cereal do céu. 25 Todos comeram o pão dos anjos; ele enviou-lhes comida à vontade. 26 Fez soprar no céu o vento do Oriente e pelo seu poder conduziu o vento do Sul. 27 Também fez chover sobre eles carne como poeira e aves numerosas como a areia do mar. 28 Fez com que caíssem no meio do arraial deles, ao redor de suas tendas. 29 Então comeram e se fartaram a valer; pois lhes fez o que desejavam. 30 Porém não reprimiram o apetite. Ainda tinham o alimento na boca, 31 quando se elevou contra eles a ira de Deus, e entre os seus mais robustos semeou a morte, e prostrou os jovens de Israel. 32 Apesar de tudo isso, continuaram a pecar e não creram nas maravilhas de Deus. 33 Por isso, ele fez com que os seus dias se dissipassem num sopro e os seus anos, em súbito terror. 34 Quando os fazia morrer, eles o buscavam; arrependidos, procuravam Deus. 35 Lembravam-se de que Deus era a sua rocha e o Deus Altíssimo, o seu Redentor. 36 Lisonjeavam-no, porém de boca, e com a língua lhe mentiam. 37 Porque o coração deles não era firme para com ele, nem foram fiéis à sua aliança. 38 Ele, porém, que é misericordioso, perdoa a iniquidade e não destrói; muitas vezes desvia a sua ira e não desperta toda a sua indignação. 39 Lembra-se de que eles são simples mortais, vento que passa e não volta mais. 40 Quantas vezes se rebelaram contra ele no deserto e nos lugares áridos lhe causaram tristeza! 41 Tornaram a pôr Deus à prova, ofenderam o Santo de Israel. 42 Não se lembraram do poder dele, nem do dia em que os resgatou do adversário; 43 de como no Egito ele operou os seus sinais e os seus prodígios, no campo de Zoã; 44 e transformou em sangue os rios deles, para que das suas correntes não bebessem. 45 Enviou contra eles enxames de moscas que os devorassem e rãs que os destruíssem. 46 Entregou às lagartas as suas colheitas e aos gafanhotos, o fruto do seu trabalho. 47 Com chuvas de pedra lhes destruiu as vinhas e os seus sicômoros, com geada. 48 Entregou ao granizo o gado deles e aos raios, os seus rebanhos. 49 Lançou contra eles o furor da sua ira: cólera, indignação e calamidade, legião de anjos portadores de males. 50 Deu livre curso à sua ira; não poupou da morte a alma deles, mas entregou a vida deles à peste. 51 Matou todos os primogênitos no Egito, as primícias do vigor nas tendas de Cam. 52 Fez sair o seu povo como ovelhas e o guiou pelo deserto, como um rebanho. 53 Dirigiu-o com segurança, e não tiveram medo, ao passo que o mar submergiu os seus inimigos. 54 Levou-os até a sua terra santa, até o monte que a sua mão direita adquiriu.

55 Da presença deles expulsou as nações, cuja região repartiu com eles por herança; e nas suas tendas fez habitar as tribos de Israel. 56 Ainda assim, tentaram o Deus Altíssimo, e a ele resistiram, e não lhe guardaram os testemunhos. 57 Tornaram atrás e foram infiéis como os seus pais; desviaram-se como um arco enganoso. 58 Pois o provocaram à ira com os seus lugares altos e com as suas imagens de escultura despertaram o seu ciúme. 59 Deus ouviu isso e se indignou; rejeitou completamente o povo de Israel. 60 Por isso, abandonou o tabernáculo de Siló, a tenda de sua morada aqui na terra, 61 e passou a arca da aliança ao cativeiro, e a sua glória, à mão do adversário. 62 Entregou o seu povo à espada e se encolerizou contra a sua própria herança. 63 O fogo devorou os jovens deles, e as suas donzelas não tiveram canto nupcial. 64 Os seus sacerdotes caíram à espada, e as suas viúvas não fizeram lamentações.

65 Então o Senhor despertou como de um sono, como um valente que grita excitado pelo vinho; 66 fez recuar a golpes os seus adversários e os entregou a perpétuo desprezo. 67 Além disso, rejeitou a tenda de José e não elegeu a tribo de Efraim. 68 Pelo contrário, escolheu a tribo de Judá, o monte Sião, que ele amava. 69 E construiu o seu santuário durável como os céus e firme como a terra que estabeleceu para sempre. 70 Também escolheu o seu servo Davi, e o tirou do aprisco das ovelhas, 71 do cuidado das ovelhas e suas crias, para ser o pastor de Jacó, seu povo, e de Israel, sua herança. 72 E ele os apascentou segundo a integridade do seu coração e os dirigiu com sábias mãos.”

As revisões do passado de Israel destacam a fidelidade de Deus e a infidelidade do povo. Elas também servem para ensinar as novas gerações a não repetir os erros de seus antepassados, mas a confiar em Deus e a permanecer fiéis à Sua aliança. O salmista usa a história como uma parábola (Sl 78:2), o que significa que o povo deve ponderar sobre a mensagem do salmo e procurar o significado dela. O Salmo 78:2 é uma descrição profética do método de Jesus de ensinar por parábolas (Mt 13:34, 35). O salmo também reflete sobre o Êxodo (Sl 78:9-54), o assentamento em Canaã (Sl 78:55-64) e a época de Davi (Sl 78:65-72). Demonstra os atos gloriosos do Senhor e as consequências da quebra da aliança. A história de Israel relata muitas formas de deslealdade do povo a Deus, especialmente sua idolatria (Sl 78:58).

No entanto, o salmista enfatizou a raiz da infidelidade de Israel: eles esqueceram o que Deus havia feito por eles, não confiaram Nele, colocaram-No à prova (Sl 78:18, 41, 56), se rebelaram contra Ele e falharam em guardar Sua lei, Sua aliança e Seus testemunhos (Sl 78:10, 37, 56). Ao enfatizar essas formas específicas de deslealdade, o salmista sugere que a rejeição de Israel na história resultou de um pecado central, a saber, o fracasso do povo em confiar no Senhor (Sl 78:7, 8).

Ficamos perplexos com a teimosia e cegueira do povo, em contraste com a paciência e a graça do Senhor. Como as novas gerações demoraram tanto a aprender?

Antes de criticarmos as gerações passadas, devemos pensar em nós mesmos. Não costumamos também nos esquecer das maravilhas que Deus já realizou e negligenciar Suas exigências da aliança? O Salmo 78 não encoraja as pessoas a confiar em suas próprias ações, mas mostra a futilidade da vontade humana, a menos que esteja fundamentada na constante consciência da fidelidade de Deus e na aceitação de Sua graça. As batalhas malsucedidas do povo de Deus (Sl 78:9, 62-64) elucidam a lição do salmo de que os esforços humanos, separados da fidelidade a Deus, estão condenados ao fracasso.

Que lições você aprendeu, ou deveria ter aprendido, com seus erros passados?

Domingo, 03 de março de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro dos Salmos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 515, jan. fev. mar. 2023. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.