Trazendo os seus feixes

Lições da Bíblia1

3. Leia o Salmo 126. O que dá força e esperança aos fiéis? O que é dito nessa passagem, nesse contexto, que podemos aplicar à nossa vida?

Sl 126 (NAA)2: “1 Quando o Senhor restaurou a sorte de Sião, ficamos como quem sonha. 2 Então a nossa boca se encheu de riso, e a nossa língua, de júbilo. Então entre as nações se dizia: “Grandes coisas o Senhor tem feito por eles.” 3 De fato, grandes coisas o Senhor fez por nós; por isso, estamos alegres. 4 Restaura, Senhor, a nossa sorte, como as torrentes no Neguebe. 5 Os que com lágrimas semeiam com júbilo ceifarão. 6 Quem sai andando e chorando, enquanto semeia, voltará com júbilo, trazendo os seus feixes.”

Os livramentos do passado são fonte inesgotável de inspiração para os fiéis e fonte de esperança para o futuro. A libertação foi tão grande que poderia ser descrita como sonho que se tornou realidade (Is 29:7, 8). Observe que a geração que louva ao Senhor pela libertação do cativeiro (Sl 126:1) ainda se encontrava no cativeiro (Sl 126:4). No entanto, por meio de canções o povo revive a alegria e o alívio do passado e se apropria desses sentimentos na experiência de então. As novas gerações mantêm viva a história bíblica, incluindo-se entre os que viram os eventos em primeira mão. Assim, uma fé viva preza pelas grandes obras que Deus realizou em favor de Seu povo no passado como algo que o Senhor fez por nós, e não simplesmente coisas que o Senhor fez por eles (pelas gerações anteriores de crentes).

A lembrança do passado suscita uma esperança renovada hoje. A imagem das “torrentes no Neguebe” (Sl 126:4) é uma metáfora da ação repentina e poderosa de Deus em favor do povo. O sul de Judá era uma região de deserto. Os riachos se formavam de forma repentina e ficavam cheios de água após fortes chuvas. As chuvas temporãs e serôdias tinham papel crucial no sucesso do ano agrícola (Dt 11:14; 28:12). Da mesma forma, a ideia de semear com lágrimas e colher com alegria (Sl 126:5, 6) é a promessa de que Deus conduzirá de um presente difícil para um futuro feliz.

O fim da época da colheita era o tempo em que os peregrinos traziam os frutos da estação para o templo em Jerusalém (Êx 34:22, 26). A colheita oferecia uma lição espiritual para as pessoas. Assim como o trabalho de semear e cuidar dos campos, pomares e vinhedos é recompensado com a alegria da colheita, as provações do povo de Deus serão coroadas com a alegria da salvação no fim dos tempos. A imagem da grande colheita aponta para a restauração do reino de Deus na segunda vinda de Cristo (Am 9:13-15; Mt 9:37). Contudo, há a espera. Tal como acontece com a colheita, devemos esperar para ver o fruto e os resultados do nosso trabalho.

Você já viu o Senhor atuando em sua vida ou na vida de outras pessoas? Como nutrir esperança a partir dessas experiências para enfrentar seus desafios presentes?

Terça-feira, 26 de março de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro dos Salmos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 515, jan. fev. mar. 2023. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Paz de uma criança desmamada

Lições da Bíblia1

2. O que o Salmo 131 nos ensina sobre nosso relacionamento com Deus?

Salmo 131 (NAA)2: “1 Senhor, não é orgulhoso o meu coração, nem arrogante o meu olhar. Não ando à procura de coisas grandes, nem de coisas maravilhosas demais para mim. 2 Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma. Como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, assim é a minha alma dentro de mim. 3 Espere, ó Israel, no Senhor, desde agora e para sempre.”

O povo de Deus vive em um mundo que aflige os fiéis, um mundo cheio de tentações e dificuldades. A convicção renovada de que era filho de Deus e que sua vida dependia Dele confortava o salmista e o levou a confessar que seu orgulho não tinha valor. O orgulho engana, pois faz com que o orgulhoso se torne egocêntrico e incapaz de olhar além de si mesmo. Os orgulhosos são cegos para a realidade superior de Deus. Em contrapartida, os justos elevam os olhos a Deus (Sl 123:1, 2). O reconhecimento da grandeza divina os torna humildes e livres da busca de si mesmos e da ambição vã. O salmista confessou que não buscava “coisas grandes” nem “coisas maravilhosas demais” (Sl 131:1). Essas expressões descrevem as obras de Deus que estão além da compreensão humana. A ciência moderna nos mostra que mesmo as coisas “mais simples” podem ser incrivelmente complicadas e estar muito além de nossa compreensão, pelo menos por enquanto. De fato, há uma grande ironia: quanto mais aprendemos sobre o mundo físico, maiores são os mistérios diante de nós.

Enquanto isso, a metáfora no Salmo 131:2, “como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe”, é uma imagem poderosa de alguém que encontra paz e calma no abraço de Deus. Ela aponta para o relacionamento amoroso que uma criança tem com sua mãe em vários estágios de sua infância.

Ao desmamar-nos de ambições e orgulhos ilusórios, Deus nos introduz ao alimento sólido, que é “fazer a vontade Daquele que [enviou Jesus] e realizar Sua obra” (Jo 4:34; Hb 5:12-14). A confiança infantil descrita no Salmo 131 é a fé madura que foi provada e testada nas dificuldades e descobriu que Deus é fiel à Sua Palavra.

Finalmente, a atenção do salmista repousa sobre o bem-estar do povo de Deus. Somos chamados a usar nossa experiência com Deus para fortalecer Sua igreja. Ou seja, a partir do que aprendemos da fidelidade e bondade divinas, podemos compartilhar com outros que, por algum motivo, ainda lutam com sua fé. Nosso testemunho sobre Cristo pode até mesmo se dar dentro da própria igreja, onde muitos precisam conhecê-Lo.

Leia Mateus 18:3. O que Jesus quis dizer com essas palavras e o que isso sugere?

Mt 18:3 (NAA): “e disse: — Em verdade lhes digo: se vocês não se converterem e não se tornarem como crianças, de maneira nenhuma entrarão no Reino dos Céus.”

Segunda-feira, 25 de março de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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O chamado da espera

Lições da Bíblia1

1. Leia os Salmos 27:14; 37:7, 9, 34; 39:7; 40:1; 69:6; Gálatas 5:5 e Romanos 8:18-25. O que esses textos rogam que o povo de Deus faça?

Sl 27:14 (NAA)2: “Espere no Senhor. Anime-se, e fortifique-se o seu coração; espere, pois, no Senhor.”

Sl 37:7, 9, 34 (NAA)2: “7 Descanse no Senhor e espere nele; não se irrite por causa daquele que prospera em seu caminho, por causa do que realiza os seus maus desígnios. […] 9 Porque os malfeitores serão exterminados, mas os que esperam no Senhor possuirão a terra. […] 34 Espere no Senhor e ande nos seus caminhos; ele o exaltará para que você herde a terra; você verá quando os ímpios forem exterminados.”

Sl 39:7 (NAA)2: “E eu, Senhor, que espero? Tu és a minha esperança.”

Sl 40:1 (NAA)2: “Esperei com paciência pelo Senhor; ele se inclinou para mim e me ouviu quando clamei por socorro.”

Sl 69:6 (NAA)2: “Não sejam envergonhados por minha causa os que esperam em ti, ó Senhor, Deus dos Exércitos; nem por minha causa sofram vexame os que te buscam, ó Deus de Israel.”

Gl 5:5 (NAA)2: “Porque nós, pelo Espírito, aguardamos a esperança da justiça que provém da fé.”

Rm 8:18-25 (NAA)2: “18 Porque para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós. 19 A ardente expectativa da criação aguarda a revelação dos filhos de Deus. 20 Pois a criação está sujeita à vaidade, não por sua própria vontade, mas por causa daquele que a sujeitou, 21 na esperança de que a própria criação será libertada do cativeiro da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus. 22 Porque sabemos que toda a criação a um só tempo geme e suporta angústias até agora. 23 E não somente ela, mas também nós, que temos as primícias do Espírito, igualmente gememos em nosso íntimo, aguardando a adoção de filhos, a redenção do nosso corpo. 24 Porque na esperança fomos salvos. Ora, esperança que se vê não é esperança. Pois quem espera o que está vendo? 25 Mas, se esperamos o que não vemos, com paciência o aguardamos.

Talvez a espera seja um dos maiores estresses da vida. Não importa quem somos, onde vivemos e a nossa condição na vida, precisamos esperar pelas coisas: filas de atendimento, consultas médicas etc. Geralmente não gostamos de esperar, não é? O que dizer sobre esperar por Deus? A ideia de esperar no Senhor aparece nos salmos e em toda a Bíblia. A palavra usada nesse contexto é perseverança, que é o compromisso de nos recusarmos a sucumbir ao medo da decepção de que, de alguma forma, Deus não nos ajudará. O servo de Deus espera, na certeza de que Ele é fiel. Os que esperam Nele podem confiar que, se Lhe entregamos nossas preocupações, Ele as resolverá para o nosso melhor, mesmo que não vejamos necessariamente desse modo.

Esperar no Senhor é mais do que aguardar. É um anseio que se compara à sede em uma terra seca (Sl 63:1). O salmista espera muitas bênçãos, mas seu anseio de ser levado para perto de Deus supera qualquer desejo e necessidade na vida.

Como lemos em Paulo, nessa passagem surpreendente em Romanos, Deus e toda a criação estão esperando a renovação do mundo e o abençoado encontro de Deus e Seu povo no fim dos tempos. Ele escreveu: “A ardente expectativa da criação aguarda a revelação dos filhos de Deus” (Rm 8:19). Que promessa incrível!

No entanto, enquanto esperamos a salvação final e o reencontro com Deus, assim como “toda a criação a um só tempo geme e suporta angústias até agora” (Rm 8:22), o Senhor permanece com Seu povo no presente, por meio do Espírito Santo.

Enquanto isso, somos chamados a testemunhar (At 1:4-8) do plano da salvação, que culminará em uma nova criação. Essa nova criação é o que aguardamos, o cumprimento final de nossas esperanças como cristãos adventistas. Esse nome, adventista, contém a ideia da esperança que temos. Esperamos, mas sabemos que não é em vão. A morte e ressurreição de Cristo, na primeira vinda, são a nossa garantia de Sua segunda vinda.

O que você espera de Deus? Como aprendemos a esperar com fé e confiança, especialmente quando aquilo pelo que estamos orando ainda não chegou?

Domingo, 24 de março de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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Espere no Senhor

Lições da Bíblia1

“Espera no Senhor, anima-te, e Ele fortalecerá o teu coração; espera, pois, no Senhor” (Sl 27:14, ARC).

Chegamos à última semana de estudo deste trimestre sobre Salmos. A jornada espiritual nos levou através da experiência de temor diante do majestoso Criador, Rei e Juiz; consideramos as alegrias da libertação, do perdão e da salvação divinas; refletimos sobre momentos de entrega em pesar e lamento; e pensamos nas gloriosas promessas da presença eterna de Deus ea expectativa da adoração universal ao Senhor, que durará para sempre. Entretanto, a jornada continua enquanto vivemos na esperança da vinda do Senhor, quando nosso anseio por Deus será finalmente satisfeito. Se há uma frase final que podemos extrair de Salmos, esta é: “Espere no Senhor”.

Esperar no Senhor não é uma espera ociosa e desoladora pelo tempo de alguém. Em vez disso, esperar no Senhor é um ato cheio de confiança e fé que se revela na ação. Esperar no Senhor transforma nossas noites sombrias com a expectativa da manhã gloriosa (Sl 30:5; 143:8); fortalece nosso coração com esperança renovada e paz; motiva-nos a trabalhar mais, trazendo os feixes da colheita abundante dos campos missionários do Senhor (Sl 126:6; Mt 9:36-38). Esperar no Senhor nunca nos envergonhará; seremos ricamente recompensados, pois o Senhor é fiel a todas as Suas promessas (Sl 37:7-11, 18, 34; 71:1; 119:137, 138).

Sábado, 23 de março de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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Adoração para toda a vida – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

Leia, de Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 93-104 (“O privilégio de falar com Deus”). O arrependimento genuíno é fundamental para a adoração: “O arrependimento inclui a tristeza pelo pecado e o afastamento dele. Não abandonaremos o pecado enquanto não reconhecermos quão perigoso ele é. E enquanto não nos afastarmos sinceramente do pecado não haverá mudança real em nossa vida.

“Muitas pessoas não compreendem a verdadeira natureza do arrependimento. Lamentam seus pecados e até procuram fazer alguma mudança na sua forma de viver por medo de que seus erros lhes causem maiores sofrimentos. Mas isso não é arrependimento, no sentido bíblico. Essas pessoas querem evitar o sofrimento, mas não o próprio pecado” (Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 23).

“Embora Deus não habite em templos feitos por mãos humanas, Ele honra com Sua presença as assembleias de Seu povo. O Senhor prometeu que, quando Seus servos se reunissem para buscá-Lo, reconhecendo seus pecados e para orar uns pelos outros, Ele Se reuniria com eles por meio de Seu Espírito. Mas os que se reúnem para adorá-Lo devem abandonar tudo que é mau. Se não O adorarem em espírito e em verdade e na beleza de Sua santidade, o culto será sem valor. Sobre esses, o Senhor declara: ‘Este povo honra-Me com os lábios, mas o seu coração está longe de Mim. E em vão Me adoram’” (Mt 15:8, 9; Ellen G. White, Profetas e Reis [CPB, 2021], p. 27). Perguntas para consideração 1. Qual é a maior oferta do adorador a Deus (Sl 40:6-10; Rm 12:1, 2)? 2. Qual é a relação entre os cultos individual e comunitário? Precisamos de ambos? 3. Adoração é apenas orar, cantar hinos e estudar a Bíblia e a literatura espiritual? 4. Ellen G. White escreveu: “Os cultos a Ele dedicados não deveriam ser vistos como uma atividade triste e cansativa. Louvar ao Senhor e desempenhar uma parte em Sua obra devem ser um prazer” (Caminho a Cristo, p. 103). Como a adoração ao Senhor pode se tornar um prazer?

Sexta-feira, 22 de março de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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Quando Deus não Se agrada de sacrifícios

Lições da Bíblia1

8. Leia os Salmos 40:6-8; 50:7-23; 51:16-19. Que questão importante esses textos abordam? Por que, às vezes, Deus não Se agradava dos sacrifícios que Ele prescreveu em Sua Palavra (Êx 20:24)?

Sl 40:6-8 (NAA)2: “6 Sacrifícios e ofertas não quiseste; abriste os meus ouvidos; holocaustos e ofertas pelo pecado não requeres. 7 Então eu disse: ‘Eis aqui estou, no rolo do livro está escrito a meu respeito; 8 agrada-me fazer a tua vontade, ó Deus meu; a tua lei está dentro do meu coração.’”

Sl 50:7-23 (NAA)2: 7 “‘Escute, meu povo, e eu falarei; ó Israel, e eu testemunharei contra você. Eu sou Deus, o seu Deus. 8 Não o repreendo pelos seus sacrifícios, nem pelos holocaustos que você continuamente me oferece. 9 Não aceitarei novilhos da sua casa, nem bodes dos seus apriscos. 10 Pois são meus todos os animais do bosque e o gado aos milhares sobre as montanhas. 11 Conheço todas as aves dos montes, e são meus todos os animais que vivem no campo.’ 12 ‘Se eu tivesse fome, não teria necessidade de dizê-lo a você, pois meu é o mundo e a sua plenitude. 13 Acaso como eu carne de touros? Ou bebo sangue de cabritos? 14 Ofereça a Deus sacrifício de ações de graças e cumpra os seus votos para com o Altíssimo. 15 Invoque-me no dia da angústia; eu o livrarei, e você me glorificará.’ 16 Mas ao ímpio Deus diz: ‘De que lhe serve repetir os meus preceitos e ter nos lábios a minha aliança, 17 se você odeia a disciplina e rejeita as minhas palavras? 18 Se vê um ladrão, você se torna amigo dele, e aos adúlteros você se associa. 19 Abre a boca para o mal, e a sua língua trama enganos. 20 Senta-se para falar contra o seu irmão e difama o filho de sua mãe. 21 Você tem feito essas coisas, e eu me calei; você pensava que eu era igual a você; mas agora eu o repreenderei e porei tudo à sua vista.’ 22 ‘Considerem, pois, nisto, vocês que se esquecem de Deus, para que eu não os despedace, sem haver quem os livre. 23 Aquele que me oferece sacrifício de ações de graças, esse me glorificará; e ao que prepara o seu caminho, farei com que veja a salvação de Deus.’

Sl 51:16-19 (NAA)2: “16 Pois não te agradas de sacrifícios; do contrário, eu os ofereceria; e não tens prazer em holocaustos. 17 Sacrifício agradável a Deus é o espírito quebrantado; coração quebrantado e contrito, não o desprezarás, ó Deus. 18 Faze bem a Sião, segundo a tua boa vontade; edifica as muralhas de Jerusalém. 19 Então te agradarás dos sacrifícios de justiça, dos holocaustos e das ofertas queimadas; e sobre o teu altar serão oferecidos novilhos.

Êx 20:24 (NAA)2: “Façam um altar de terra para mim e sobre ele vocês sacrificarão os seus holocaustos, as suas ofertas pacíficas, as suas ovelhas e os seus bois; em todo lugar onde eu fizer celebrar a memória do meu nome, virei até vocês e os abençoarei.”

Como os profetas, os salmistas condenam várias formas erradas de adoração. O ponto principal nesses versos não é a aversão do Senhor aos sacrifícios e festivais de Israel, mas as razões para tal repugnância: a distância fatal entre adoração e espiritualidade. Deus não estava repreendendo Seu povo por seus sacrifícios e holocaustos, mas por sua maldade e atos de injustiça que cometiam na vida pessoal (Sl 50:8, 17-21). Os salmos não pregam contra o sacrifício e a adoração, mas contra o sacrifício vão e a adoração vazia demonstrada na injustiça desses adoradores.

Quando não há unidade entre a expressão externa da adoração e a motivação interna correta para ela, em geral os rituais se tornam mais importantes do que a experiência de se aproximar de Deus. Ou seja, as formas de adoração se tornam um fim em si mesmas, em oposição ao Deus a quem esses rituais devem apontar e revelar.

9. Leia João 4:23, 24. A que Jesus chamou atenção nessa passagem que se encaixa exatamente com as advertências dos salmos mencionados na lição de hoje?

Jo 4:23, 24 (NAA)2: “23 Mas vem a hora — e já chegou — em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade. Porque são esses que o Pai procura para seus adoradores. 24 Deus é espírito, e é necessário que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade.

Sacrifícios não são suficientes. De que adiantavam esses sacrifícios se o coração dos que os ofereciam não estava cheio de arrependimento, fé e tristeza pelo pecado? Somente quando acompanhados de arrependimento e sincera ação de graças os sacrifícios de touros poderiam agradar a Deus como “sacrifícios de justiça” (Sl 51:19, veja também Sl 50:14). Jesus, ao citar Isaías, expressou isso assim: “Este povo Me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de Mim” (Mt 15:8). Os problemas que os salmistas viram eram os mesmos que Jesus encontrou em relação a alguns, especialmente os líderes, durante o Seu ministério terreno.

Será que nós, tendo tanta luz e conhecimento, não caímos na armadilha de pensar que apenas conhecer a verdade e passar pelos rituais da verdade é suficiente?

Quinta-feira, 21 de março de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Anunciem entre as nações a Sua glória

Lições da Bíblia1

7. Que múltiplos aspectos da adoração são mencionados no Salmo 96?

Sl 96 (NAA): “1 Cantem ao Senhor um cântico novo, cantem ao Senhor, todas as terras. 2 Cantem ao Senhor, bendigam o seu nome; proclamem a sua salvação, dia após dia. 3 Anunciem entre as nações a sua glória, entre todos os povos, as suas maravilhas. 4 Porque o Senhor é grande e digno de ser louvado, mais temível do que todos os deuses. 5 Porque todos os deuses dos povos não passam de ídolos; o Senhor, porém, fez os céus. 6 Glória e majestade estão diante dele, força e formosura, no seu santuário. 7 Deem ao Senhor, ó famílias dos povos, deem ao Senhor glória e força. 8 Deem ao Senhor a glória devida ao seu nome; tragam ofertas e entrem nos seus átrios. 9 Adorem o Senhor na beleza da sua santidade; tremam diante dele, todas as terras. 10 Digam entre as nações: ‘Reina o Senhor.’ Ele firmou o mundo para que não se abale e julga os povos com justiça. 11 Alegrem-se os céus, e a terra exulte; ruja o mar e a sua plenitude. 12 Alegre-se o campo e tudo o que nele há; cantem de alegria todas as árvores do bosque, 13 na presença do Senhor, porque vem, vem julgar a terra; julgará o mundo com justiça e os povos, de acordo com a sua fidelidade.”

A adoração inclui cantar ao Senhor, louvar o Seu nome, proclamar a Sua bondade e grandeza e levar ofertas ao Seu templo. Além desses modos familiares de adoração, o Salmo 96 destaca um aspecto não tão óbvio da adoração, ou seja, a dimensão evangélica de proclamar o reino do Senhor a outros povos (Sl 96:2, 3, 10). No entanto, cantar, louvar, levar ofertas e proclamar o evangelho não são ações separadas, mas diferentes formas de adoração. A proclamação da salvação de Deus às nações fundamenta o louvor e dá conteúdo à adoração. Observe como as razões para a adoração coincidem com a mensagem proclamada a outros povos: “porque o Senhor é grande” (Sl 96:4), “porque todos os deuses dos povos não passam de ídolos; o Senhor, porém, fez os céus” (Sl 96:5), “reina o Senhor” (Sl 96:10) e “porque vem, vem julgar a Terra” (Sl 96:13). Assim, o objetivo do evangelismo é unir outros povos ao povo de Deus e, finalmente, toda a criação na adoração ao Senhor (Sl 96:11-13).

A adoração brota do reconhecimento de quem o Senhor é: Criador, Rei e Juiz (Sl 96:5, 10, 13). Adoração é recordar os atos passados de Deus (criação), celebrar Suas maravilhas presentes (o sustento do mundo e Seu reinado presente) e antecipar Seus atos futuros (juízo do tempo do fim e nova vida no novo céu e na nova Terra).

O juízo em Salmos significa restauração da ordem divina de paz, justiça e bem-estar em um mundo sobrecarregado pela injustiça e pelo sofrimento. Toda a Terra se alegra em antecipar os juízos divinos (Sl 96:10-13; 98:4-9). O Senhor é um Juiz justo. Isso deve também motivar as pessoas a adorá-Lo em santidade e “tremer” e deve servir de advertência contra a atitude leviana na adoração (Sl 96:9). A adoração envolve alegria e confiança (Sl 96:1, 2, 11-13) e santo temor e tremor (Sl 96:4, 9).

O apelo universal do Salmo 96 para adorar o Criador e o Juiz reflete-se na proclamação final do evangelho de Deus para o mundo, as três mensagens angélicas de Apocalipse 14:6-12. Em muitos aspectos, o salmo parece incorporar essa mensagem do fim dos tempos: criação, salvação (“evangelho eterno”), adoração e juízo.

Compare o Salmo 96 com as três mensagens angélicas (Ap 14:6-12). O salmo ensina as mesmas verdades básicas das três mensagens que devemos proclamar ao mundo?

Ap 14:6-12 (NAA)2: “6 Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que habitam na terra, e a cada nação, tribo, língua e povo, 7 dizendo com voz forte: — Temam a Deus e deem glória a ele, pois é chegada a hora em que ele vai julgar. E adorem aquele que fez o céu, a terra, o mar e as fontes das águas. 8 Seguiu-se outro anjo, o segundo, dizendo: — Caiu! Caiu a grande Babilônia que fez com que todas as nações bebessem o vinho do furor da sua prostituição. 9 Seguiu-se a estes outro anjo, o terceiro, dizendo com voz forte: — Se alguém adora a besta e a sua imagem e recebe a sua marca na testa ou na mão, 10 também esse beberá do vinho do furor de Deus, preparado, sem mistura, no cálice da sua ira, e será atormentado com fogo e enxofre, diante dos santos anjos e na presença do Cordeiro. 11 A fumaça do seu tormento sobe para todo o sempre. E os adoradores da besta e da sua imagem e quem quer que receba a marca do nome da besta não têm descanso algum, nem de dia nem de noite. 12 Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus.”

Quarta-feira, 20 de março de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Senhor, quem habitará no Teu tabernáculo?

Lições da Bíblia1

5. Leia o Salmo 15. Quem é digno de adorar na presença de Deus?

Sl 15 (NAA)2: “1 Senhor, quem habitará no teu tabernáculo? Quem poderá morar no teu santo monte? 2 Aquele que vive com integridade, que pratica a justiça, e, de coração, fala a verdade; 3 aquele que não difama com sua língua, não faz mal ao próximo, nem lança injúria contra o seu vizinho;aquele que, a seus olhos, tem por desprezível ao que merece reprovação, mas honra os que temem o Senhor; aquele que jura e cumpre o que prometeu, mesmo com prejuízo próprio;aquele que não empresta o seu dinheiro com usura, nem aceita suborno contra o inocente. Quem age assim não será jamais abalado.

A resposta dada nesse salmo é o resumo dos requisitos já dados na lei de Deus e nos profetas: aqueles cujas ações (“que pratica a justiça”) e caráter (“de coração”) são reflexo de Deus (Dt 6:5; Mq 6:6-8). O santuário era um lugar santo e tudo nele, incluindo os sacerdotes, era consagrado. Assim, a santidade é um requisito obrigatório para estar na presença de Deus. A santidade de Israel deveria ser abrangente, unindo adoração e ética, e exercida em todos os aspectos da vida. A lei foi dada ao povo de Deus para capacitá-lo a alcançar seu potencial máximo, ou seja, viver como um reino de sacerdotes. O sacerdócio real inclui ter uma vida de santidade na presença de Deus e levar as bênçãos da aliança a outras nações.

6. Leia os Salmos 24:3-6; 101:1-3. O que significa ser santo?

Sl 24:3-6 (NAA)2: “3 Quem subirá ao monte do Senhor? Quem há de permanecer no seu santo lugar? 4 O que é limpo de mãos e puro de coração, que não entrega a sua alma à falsidade, nem faz juramentos com a intenção de enganar. 5 Este receberá do Senhor a bênção e a justiça do Deus da sua salvação. 6 Esta é a geração dos que o buscam, dos que buscam a face do Deus de Jacó.

Sl 101:1-3 (NAA)2: “1 Cantarei a respeito da bondade e da justiça; a ti, Senhor, cantarei. 2 Quero, com sabedoria, refletir no caminho da perfeição. Quando virás ao meu encontro? Em minha casa, andarei com sinceridade de coração.Não porei coisa injusta diante dos meus olhos. Detesto a conduta dos que se desviam. Nada disto se pegará em mim.”

Um coração perfeito é a maior qualidade do adorador diante de Deus. O hebraico tamim, “perfeito”, transmite a noção de “completude” e “totalidade”. Uma videira perfeita é “inteira”, intacta e saudável (Ez 15:5). Os animais oferecidos como sacrifícios tinham que ser tamim, ou sem mácula (Lv 22:21-24). O discurso “perfeito” é inteiramente verdadeiro (Jó 36:4). Um “coração perfeito”, portanto, é um coração puro (Sl 24:4) ou um coração íntegro (Sl 15:2). Ele busca a Deus (Sl 24:6) e é restaurado pelo perdão divino (Sl 51:2-10). Uma vida irrepreensível brota do reconhecimento da graça de Deus e de Sua justiça. A graça divina inspira e capacita os servos de Deus a viver no temor do Senhor, o que significa viver em livre comunhão com o Senhor e em submissão à Sua Palavra. O testemunho de uma vida dedicada e piedosa traz louvor a Deus e não a si mesma. Observe que a maioria dos requisitos no Salmo 15 é dada em termos negativos (Sl 15:3-5). Não se trata de ganhar o favor divino, mas de evitar as coisas que nos separariam de Deus.

Quais são as escolhas conscientes que devemos fazer para evitar tudo aquilo que nos afasta de Deus?

Terça-feira, 19 de março de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro dos Salmos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 515, jan. fev. mar. 2023. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.