No santo dos santos

Lições da Bíblia1:

Leia Levítico 16:21, 29-34; 23:26-32; Hebreus 9:23-28. Por que o Dia da Expiação era tão importante no antigo Israel?

Lv 16:21, 29-34 (NAA)2: “21 Porá as duas mãos sobre a cabeça do bode vivo e sobre ele confessará todas as iniquidades dos filhos de Israel, todas as suas transgressões e todos os seus pecados; e os porá sobre a cabeça do bode. Depois, enviará o bode ao deserto, pela mão de um homem à disposição para isso. […] 29 — Isso lhes será por estatuto perpétuo: no sétimo mês, aos dez dias do mês, vocês se humilharão e não farão nenhum trabalho, nem o natural da terra nem o estrangeiro que peregrina entre vocês. 30 Porque, naquele dia, se fará expiação por vocês, para purificá-los; e vocês serão purificados de todos os seus pecados, diante do Senhor. 31 É sábado de descanso solene para vocês, e vocês se humilharão; é estatuto perpétuo. 32 Aquele que for ungido e consagrado para oficiar como sacerdote no lugar de seu pai é que fará a expiação, havendo posto as vestes de linho, as vestes santas; 33 fará expiação pelo santuário, pela tenda do encontro e pelo altar; também a fará pelos sacerdotes e por todo o povo da congregação. 34 Isto lhes será por estatuto perpétuo, para fazer expiação uma vez por ano pelos filhos de Israel, por causa dos seus pecados. E Arão fez como o Senhor havia ordenado a Moisés.”

Lv 23:26-32 (NAA)2: “26 O Senhor disse ainda a Moisés: 27 — Mas, aos dez dias deste sétimo mês, será o Dia da Expiação; façam uma santa convocação e humilhem-se; tragam uma oferta queimada ao Senhor. 28 Nesse mesmo dia, vocês não farão nenhum trabalho, porque é o Dia da Expiação, para fazer expiação por vocês diante do Senhor, o seu Deus. 29 Qualquer pessoa que, nesse dia, não se humilhar será eliminada do seu povo. 30 Quem, nesse dia, fizer algum trabalho, a esse eu destruirei do meio do seu povo. 31 Não façam nenhum trabalho nesse dia; é estatuto perpétuo pelas gerações de vocês, onde quer que morarem. 32 Será um sábado de descanso solene para vocês e vocês se humilharão; da tarde do dia nove desse mês até a tarde do dia seguinte vocês celebrarão esse sábado.”

Hb 9:23-28 (NAA)2: “23 Era necessário, portanto, que as figuras das coisas que estão nos céus fossem purificadas com tais sacrifícios, mas as próprias coisas celestiais requerem sacrifícios superiores àqueles. 24 Porque Cristo não entrou em santuário feito por mãos humanas, figura do verdadeiro Santuário, porém no próprio céu, para comparecer, agora, por nós, diante de Deus. 25 Ele não entrou para oferecer a si mesmo muitas vezes, como o sumo sacerdote entra todos os anos no Santo dos Santos com sangue alheio. 26 Se fosse assim, ele precisaria ter sofrido muitas vezes desde a fundação do mundo; agora, porém, ao chegar o fim dos tempos, ele se manifestou uma vez por todas, para aniquilar o pecado por meio do sacrifício de si mesmo. 27 E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disso, o juízo, 28 assim também Cristo, tendo-se oferecido uma vez por todas para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, não para tirar pecados, mas para salvar aqueles que esperam por ele.”

Os sacerdotes ministravam todos os dias do ano, mas no Dia da Expiação (Yom Kipur), os olhos de todos se voltavam para o santuário. Os capítulos 16 e 23 de Levítico dão instruções para esse dia. Todas as atividades regulares cessavam, e todos jejuavam. Enquanto o sumo sacerdote entrava na presença de Deus, no lugar santíssimo, em favor do povo, todos faziam exame de consciência e buscavam a Deus em confissão.

Qualquer um que não se humilhasse no Dia da Expiação era eliminado do povo, isto é, não faria mais parte do povo escolhido (Lv 23:27, 29). No Dia da Expiação, o sumo sacerdote levava o sangue do bode do Senhor para o santuário e, depois de aspergi-lo no propiciatório, aplicava o sangue nos chifres do altar de ouro e do altar de bronze, purificando o santuário. Depois de fazer “expiação pelo santuário”, ele colocava as mãos sobre o bode vivo e confessava os pecados de Israel. Então, o animal era levado ao deserto para ser separado do acampamento para sempre (Lv 16:20-22).

O sangue era transferido para o santuário nos cultos diários, mostrando o registro do pecado (Jr 17:1) e o fato de que Deus Se responsabilizava pelo destino final dele. No Dia da Expiação, o pecado era transferido para fora do santuário e colocado sobre o bode Azazel, representando Satanás e revelando sua responsabilidade pelo pecado.

Esse bode era levado para o deserto de modo que, no fim do Dia da Expiação, Deus tinha o santuário e o povo purificados. No santuário celestial, Cristo ministrou por nós no lugar santo e, desde 1844, no fim dos 2.300 dias, ministra no santíssimo.

Venceremos no juízo por causa de Jesus, nosso Substituto. Jesus foi condenado “para que fôssemos justificados por Sua justiça, na qual não tínhamos parte” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações [CPB, 2021], p. 14). Como resultado dessa justiça creditada a nós, afligimos nossas almas, o que é um afastamento do pecado. Isso significa que nos incomodamos com o mal e que não o justificamos nem nos apegamos a pecados acariciados, mas que crescemos na graça e vivemos em santidade.

O que significa o Dia da Expiação? Ele deve fazer diferença na forma como vivemos?

Segunda-feira, 20 de maio de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O grande conflito. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 516, abr. mai. jun. 2024. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

O santuário celestial

Lições da Bíblia1:

1. Leia Êxodo 25:8, 9, 40; Hebreus 8:1-6. Quais dois santuários são descritos nesses versos?

Ex 25:8, 9, 40 (NAA): “8 E farão para mim um santuário, para que eu possa habitar no meio deles. 9 Segundo tudo o que eu mostrar a você como modelo do tabernáculo e como modelo de todos os seus móveis, assim mesmo vocês o farão. 40 Tenha o cuidado de fazer tudo segundo o modelo que foi mostrado a você no monte.

Hb 8:1-6 (NAA): “1 Ora, o essencial das coisas que estamos dizendo é que temos tal sumo sacerdote, que se assentou à direita do trono da Majestade nos céus, 2 como ministro do santuário e do verdadeiro tabernáculo que o Senhor erigiu, e não o homem. 3 Pois todo sumo sacerdote é constituído para oferecer dons e sacrifícios; por isso, era necessário que também esse sumo sacerdote tivesse o que oferecer. 4 Se ele estivesse na terra, nem mesmo sacerdote seria, visto existirem aqueles que oferecem os dons segundo a lei. 5 Estes ministram em figura e sombra das coisas celestiais, assim como Moisés foi divinamente instruído, quando estava para construir o tabernáculo. Pois Deus disse: ‘Tenha cuidado para fazer tudo de acordo com o modelo que foi mostrado a você no monte.’ 6 Mas agora Jesus obteve um ministério tanto mais excelente, quanto é também Mediador de superior aliança instituída com base em superiores promessas.

Ao se debruçarem sobre as Escrituras depois de outubro de 1844, os primeiros crentes adventistas entenderam que há dois santuários mencionados na Bíblia – o que Moisés construiu e o original no Céu. O termo “santuário”, como é usado na Bíblia, refere-se, em primeiro lugar, ao tabernáculo construído por Moisés, como modelo ou “tipo” das coisas celestiais; e, em segundo lugar, ao “verdadeiro tabernáculo” no Céu, para o qual o santuário terrestre apontava. Com a morte de Cristo, o ritual típico perdeu sua importância. O “verdadeiro tabernáculo” no Céu é o santuário da nova aliança. Visto que a profecia de Daniel 8:14 se cumpre nesta era, o santuário ao qual ela se refere é o da nova aliança.

“Ao terminarem os 2.300 dias, em 1844, já por muitos séculos não havia santuário na Terra. Por isso, a profecia – ‘até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado’ (Dn 8:14) – aponta inquestionavelmente para o santuário do Céu” (Ellen G. White, O Grande Conflito [CPB, 2021], p. 353).

O santuário no deserto era uma maquete ou um modelo do santuário celestial. Os serviços no santuário terrestre prenunciavam o plano divino da salvação. Cada sacrifício oferecido representava a oferta de Jesus na cruz do Calvário (Jo 1:29). Por meio da morte de Cristo, estamos livres da condenação do pecado. A culpa deixa de existir quando aceitamos o sacrifício de Jesus em nosso favor e confessamos nossos pecados (1Jo 1:9). Jesus não é apenas o Cordeiro que morreu por nós; é também o Sacerdote que vive para nós.

Jesus “pode salvar totalmente os que por Ele se aproximam de Deus, vivendo sempre para interceder por eles” (Hb 7:25). Ele remove a culpa e nos salva do poder do pecado (Rm 8:1-4; 2Co 5:21). O ministério de Jesus no santuário do Céu é por nós. Como resultado de Sua intercessão, o domínio do pecado em nossa vida é quebrado. Não estamos mais escravizados à natureza pecaminosa. Em Cristo somos livres da condenação e do controle do pecado. Apegados a Cristo, temos a certeza da salvação.

O que significa para você saber que Jesus está no Céu ministrando em seu favor? Por que você precisa de um Mediador? Por que essa verdade é uma boa notícia?

Quinta-feira, 16 de maio de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Luz do santuário

Lições da Bíblia1:

“Ora, o essencial das coisas que estamos dizendo é que temos tal Sumo Sacerdote, que Se assentou à direita do trono da Majestade nos Céus, como Ministro do santuário e do verdadeiro tabernáculo que o Senhor erigiu, e não o homem” (Hb 8:1, 2).

Depois do desapontamento de 22 de outubro de 1844, alguns mileritas compreenderam que a profecia dos 2.300 dias não tinha a ver com a volta de Jesus, como foi entendida, mas com a obra de Cristo no santuário celestial, descrita no livro de Hebreus.

A purificação do santuário no Céu era o cumprimento da purificação simbólica do santuário terrestre, ensinada em Levítico. Para entender melhor essa importante verdade, observe o paralelo entre Daniel 7 e 8:

Esses paralelos ajudam a mostrar a verdadeira natureza da purificação do santuário, que é o juízo investigativo pré-advento. Na lição desta semana, estudaremos a verdade bíblica vital do ministério de Cristo no santuário celestial.

*Esta lição se baseia nos capítulos 22 a 24 e 28 do livro O Grande Conflito.

Sábado, 18 de maio de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Motivados pela esperança – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

Olhe no gráfico a seguir as profecias das 70 semanas e dos 2.300 dias. As profecias começam em 457 a.C. e predizem os eventos em torno do “Messias, o Príncipe”, sobre quem a profecia de 70 semanas se fundamenta. Com essa base sólida, a profecia de 2.300 dias termina no ano de 1844.

 “Assim como os primeiros discípulos, Miller e seus colaboradores não compreenderam completamente o significado da mensagem que apresentavam. Erros que por muito tempo estavam estabelecidos na igreja os impediam de chegar a uma interpretação correta de um ponto importante da profecia. Dessa forma, embora proclamassem a mensagem que Deus lhes confiara para transmitir ao mundo, acabaram sofrendo um desapontamento por causa de uma compreensão equivocada do significado dessa mensagem” (Ellen G. White, O Grande Conflito [CPB, 2021], p. 299, 300).

“No entanto, Deus cumpriu Seu misericordioso propósito, permitindo que a advertência do Juízo fosse feita exatamente do modo como ocorreu. O grande dia estava próximo e, pela providência divina, o povo foi provado em relação ao tempo definido, para que lhes fosse manifesto o que estava em seu coração. A mensagem era destinada a provar e purificar a igreja, e seus membros deveriam ser levados a ver se suas afeições estavam postas neste mundo ou em Cristo e no Céu” (O Grande Conflito, p. 301).

Perguntas para consideração

Que lições aprendemos com a experiência de Guilherme Miller?

Entender Daniel 9:24-27 confirma a integridade da Bíblia e a divindade de Cristo?

Que papel a compreensão da profecia desempenha no plano da salvação?

Sexta-feira, 17 de maio de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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A linha de tempo profética mais longa

Lições da Bíblia1:

7. Leia Esdras 7:7-13. Quando foi emitido o decreto para permitir que os cativos de Israel na Pérsia fossem libertos para reconstruir o templo?

Esdras 7:7-13 (NAA)2: “7 Também vieram para Jerusalém alguns dos filhos de Israel, dos sacerdotes, dos levitas, dos cantores, dos porteiros e dos servidores do templo. Isto foi no sétimo ano do reinado de Artaxerxes. 8 Esdras chegou a Jerusalém no quinto mês, no sétimo ano deste rei. 9 Ele partiu da Babilônia no primeiro dia do primeiro mês, e, no primeiro dia do quinto mês, chegou a Jerusalém, porque a mão bondosa do seu Deus estava sobre ele. 10 Porque Esdras pôs no coração o propósito de buscar a Lei do Senhor, cumpri-la e ensinar em Israel os seus estatutos e os seus juízos. 11 Esta é a cópia da carta que o rei Artaxerxes entregou ao sacerdote Esdras, o escriba versado nas palavras, nos mandamentos e nos estatutos que o Senhor deu a Israel: 12 “Artaxerxes, rei dos reis, ao sacerdote Esdras, escriba da Lei do Deus do céu: Paz perfeita! 13 Estou decretando que, no meu reino, todo aquele do povo de Israel e dos seus sacerdotes e levitas que quiser ir com você para Jerusalém, que vá.”

O decreto de Artaxerxes, de 457 a.C., foi o último de três decretos que permitiram que os judeus retornassem para reconstruir Jerusalém e restaurar os serviços do templo. Esse terceiro decreto foi o mais completo e marca o início dos 2.300 dias/anos.

8. Leia Daniel 9:25, 26. Quando começaria todo esse período profético? Que eventos importantes esses versos predizem?

Daniel 9:25, 26 (NAA)2: “25 Saiba e entenda isto: desde que foi dada a ordem para restaurar e para edificar Jerusalém até a vinda do Ungido, o Príncipe, haverá sete semanas e sessenta e duas semanas. As ruas e as muralhas serão reconstruídas, mas será um tempo de muita angústia. 26 Depois das sessenta e duas semanas, o Ungido será morto e não terá nada. O povo de um príncipe que há de vir destruirá a cidade e o santuário. O seu fim virá como uma inundação. Até o fim haverá guerra, e desolações foram determinadas.”

Nessa profecia, Daniel predisse que desde a “ordem para restaurar e para edificar Jerusalém” até o Messias seriam 69 semanas proféticas, ou 483 dias, ou anos literais. Visto que o decreto foi emitido no outono de 457 a.C., 483 anos se estendem até o outono de 27 d.C. A palavra “Messias” significa “Ungido”. No outono de 27 d.C., Cristo foi batizado e recebeu a unção do Espírito (At 10:38). Depois do batismo, Jesus saiu “pregando o evangelho”. Ele dizia: “O tempo está cumprido, e o Reino de Deus está próximo; arrependam-se e creiam no evangelho” (Mc 1:14, 15).

Na primavera de 31 d.C., no meio da última semana profética, três anos e meio após o Seu batismo, Jesus foi crucificado. O sistema de ofertas que apontava para o Cordeiro de Deus cessou com o sacrifício no Calvário. O tipo havia encontrado o Antítipo e, finalmente, todos os sacrifícios e ofertas do sistema cerimonial cessaram.

Leia Daniel 9:27. Como terminaria a profecia das 70 semanas?

Daniel 9:27 (NAA): “Ele fará firme aliança com muitos, por uma semana. Na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de cereais. Sobre a asa das abominações virá aquele que causa desolação, até que a destruição, que está determinada, seja derramada sobre ele.”

As 70 semanas, ou 490 anos, destinadas aos judeus, terminaram em 34 d.C. com a rejeição da mensagem do evangelho pelo Sinédrio (At 6:8– 7:60).

Subtraindo 490 anos da profecia dos 2.300 anos, restam 1.810 anos, que nos levam a 1844 d.C. Miller acreditava que o santuário era a Terra e presumiu que Cristo purificaria a Terra pelo fogo em 1844 (ver gráfico na lição de sexta-feira).

Quinta-feira, 16 de maio de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Os 2.300 dias de Daniel 8:14

Lições da Bíblia1:

Miller observou que os eventos preditos se cumpriram: os 400 anos da permanência dos descendentes de Abraão, os 40 anos de peregrinação no deserto, os 70 anos de cativeiro e as 70 semanas destinadas a Israel (Gn 15:13; Nm 14:34; Jr 25:11; Dn 9:24).

5. Leia Marcos 1:15; Gálatas 4:4; Romanos 5:6. O que esses versos nos dizem sobre o cronograma de Deus para o primeiro advento?

Marcos 1:15 (NAA)2: “Ele dizia: — O tempo está cumprido, e o Reino de Deus está próximo; arrependam-se e creiam no evangelho.”

Gálatas 4:4 (NAA)2: “Mas, quando chegou a plenitude do tempo, Deus enviou o seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei,”

Romanos 5:6 (NAA)2: “Porque Cristo, quando nós ainda éramos fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios.”

Ao estudar as profecias, comparando verso com verso, Miller concluiu que, se Deus tinha cronogramas na Bíblia, devia haver um cronograma para a segunda vinda de Cristo.

6. Leia Daniel 8:14. Que evento ocorreria no final dos 2.300 dias?

Daniel 8:14 (NAA)2: “Ele me disse: — Até duas mil e trezentas tardes e manhãs. Depois, o santuário será purificado.”

Miller aceitava a noção popular de que a “purificação do santuário” era a purificação da Terra pelo fogo. Ele estudou as Escrituras para entender um evento tão importante. Descobriu a ligação entre Daniel 8 e 9. O anjo foi instruído: “Explique a visão a esse homem” (Dn 8:16). No fim de Daniel 8, a única parte da visão deste capítulo que não havia sido explicada (Dn 8:27) era sobre os 2.300 dias. Depois, o anjo retornou a Daniel e disse: “Vim para dar a você inteligência e discernimento” (Dn 9:22; Dn 9:23, 25-27), em referência à compreensão dos 2.300 dias.

Sabemos disso porque, depois de pedir a Daniel que prestasse “atenção à mensagem e [entendesse] a visão” (Dn 9:23), as primeiras palavras do anjo foram: “Setenta semanas estão determinadas para o seu povo e para a sua santa cidade” (Dn 9:24). A palavra traduzida como “determinadas” significa literalmente “cortadas”. Setenta semanas, 490 anos, deviam ser cortadas. Mas de quê? Da visão dos 2.300 dias, obviamente – a única parte de Daniel 8 que Daniel não havia entendido, e que o anjo tinha vindo explicar.

Visto que o ponto de partida das 70 semanas foi “desde que foi dada a ordem para restaurar e para edificar Jerusalém” (Dn 9:25), Miller sabia que, se tivesse essa data, poderia saber o início das 70 semanas e entender a profecia dos 2.300 dias.

Quarta-feira, 15 de maio de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Guilherme Miller e a Bíblia

Lições da Bíblia1:

Assim como os reformadores, com a ajuda divina, redescobriram a verdade sobre a justificação somente pela fé em Cristo, Guilherme Miller foi o instrumento de Deus ao redescobrir a verdade sobre como será a volta de Cristo. Ao estudar as Escrituras, Miller descobriu um Cristo que o amava mais do que ele poderia imaginar. Com a Bíblia, uma caneta e um caderno, começou a ler Gênesis e continuou na compreensão de cada passagem. Ao comparar verso com verso, ele permitiu que a Bíblia se explicasse.

3. Leia Isaías 28:9, 10; Provérbios 8:8, 9; João 16:13; 2 Pedro 1:19-21. Que princípios de interpretação da Bíblia há nessas passagens?

Isaías 28:9, 10 (NAA)2: “9 Eles dizem: “A quem ele quer ensinar o conhecimento? E a quem ele quer explicar a mensagem? A crianças desmamadas e aos que acabaram de ser afastados do seio materno? 10 Porque nos fala como a crianças, repetindo palavras e frases. Uma palavra, depois mais outra, um pouco aqui, um pouco ali.

Provérbios 8:8, 9 (NAA)2: “8 Todas as palavras da minha boca são justas; não há nelas nenhuma coisa torta, nem perversa. Todas são retas para os que têm compreensão e justas, para os que acham o conhecimento.

João 16:13 (NAA)2: “Porém, quando vier o Espírito da verdade, ele os guiará em toda a verdade. Ele não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que ouvir e anunciará a vocês as coisas que estão para acontecer.”

2 Pedro 1:19-21 (NAA)2: “19 Assim, temos ainda mais segura a palavra profética, e vocês fazem bem em dar atenção a ela, como a uma luz que brilha em lugar escuro, até que o dia clareie e a estrela da alva nasça no coração de vocês. 20 Primeiramente, porém, saibam que nenhuma profecia da Escritura provém de interpretação pessoal; 21 porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana; entretanto, homens falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo.”

Quando Miller comparou verso com verso, os mistérios da Bíblia foram abertos a ele. Ele procurou a verdade como alguém que busca um tesouro escondido, e foi recompensado. O Espírito Santo abriu a Palavra de Deus ao seu entendimento. Ele examinou as profecias com a mesma diligência com que estudava as outras passagens bíblicas.

4. Leia Daniel 1:17; 2:45; 1 Pedro 1:10, 11; Apocalipse 1:1-3. O que essas passagens nos ensinam sobre a compreensão das profecias bíblicas?

Daniel 1:17 (NAA)2: “Ora, a estes quatro jovens Deus deu o conhecimento e a inteligência em toda cultura e sabedoria. Mas a Daniel deu inteligência para interpretar todo tipo de visões e sonhos.”

Daniel 2:45 (NAA)2: “assim como o rei viu que do monte foi cortada uma pedra, sem auxílio de mãos humanas, e ela despedaçou o ferro, o bronze, o barro, a prata e o ouro. O Grande Deus revelou ao rei o que vai acontecer no futuro. Certo é o sonho, e fiel é a sua interpretação.”

1 Pedro 1:10, 11 (NAA)2: “10 Foi a respeito desta salvação que os profetas indagaram e investigaram. Eles profetizaram a respeito da graça destinada a vocês, 11 investigando qual a ocasião ou quais as circunstâncias oportunas que eram indicadas pelo Espírito de Cristo, que neles estava, ao predizer os sofrimentos que Cristo teria de suportar e as glórias que viriam depois desses sofrimentos.

Apocalipse 1:1-3 (NAA)2: “1 Revelação de Jesus Cristo, a qual Deus lhe deu para mostrar aos seus servos as coisas que em breve devem acontecer e que ele, enviando o seu anjo, deu a conhecer ao seu servo João, 2 que atestou a palavra de Deus e o testemunho de Jesus Cristo, quanto a tudo o que viu. 3 Bem-aventurado aquele que lê, e bem-aventurados aqueles que ouvem as palavras da profecia e guardam as coisas nela escritas, pois o tempo está próximo.

Os símbolos nos livros proféticos não estão fechados em mistério. Deus nos deu Sua Palavra para nos preparar para os eventos que em breve ocorrerão. Miller entendeu que a profecia era seu melhor intérprete. Os símbolos são esclarecidos pela própria Bíblia. As bestas representam reis ou reinos (Dn 7:17, 23). O vento representa destruição (Jr 49:36). A água representa povos ou nações (Ap 17:15). Uma mulher representa a igreja (Jr 6:2; Ef 5:22-32). As profecias de Daniel e Apocalipse são dadas em linguagem simbólica, sendo que um dia profético equivale a um ano literal (Nm 14:34; Ez 4:6). Quando Miller aplicou esses princípios de interpretação, ficou surpreso com o que descobriu em relação ao que acreditou ser o momento do retorno de Cristo.

Por que uma compreensão correta do simbolismo profético é importante para nossa fé?

Terça-feira, 14 de maio de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Esperando o tempo

Lições da Bíblia1:

Embora os reformadores acreditassem no retorno literal, visível, audível e glorioso de Cristo, a compreensão dessa verdade mudou com o tempo. Pregadores populares do século 19 ensinaram que Cristo viria para estabelecer Seu reino na Terra e inaugurar mil anos de paz. Isso levou a uma letargia espiritual.

Os discípulos de Cristo também entenderam mal a natureza da vinda do Messias. Pensavam que Ele viria como um general que quebraria o jugo romano, não como Aquele que os libertaria da condenação e dos grilhões do pecado.

2. De que modo o Senhor voltará? At 1:9-11; Ap 1:7; Mt 24:27, 30, 31

At 1:9-11 (NAA)2: “9 Depois de ter dito isso, Jesus foi elevado às alturas, à vista deles, e uma nuvem o encobriu dos seus olhos. 10 E, estando eles com os olhos fixos no céu, enquanto Jesus subia, eis que dois homens vestidos de branco se puseram ao lado deles 11 e lhes disseram: — Homens da Galileia, por que vocês estão olhando para as alturas? Esse Jesus que foi levado do meio de vocês para o céu virá do modo como vocês o viram subir.

Ap 1:7 (NAA)2: “Eis que ele vem com as nuvens, e todo olho o verá, até mesmo aqueles que o traspassaram. E todas as tribos da terra se lamentarão por causa dele. Certamente. Amém!”

Mt 24:27, 30, 31 (NAA)2: 27 Porque, assim como o relâmpago sai do Oriente e brilha até o Ocidente, assim será a vinda do Filho do Homem. […] 30 Então aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem. Todos os povos da terra se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória. 31 E ele enviará os seus anjos, com grande som de trombeta, os quais reunirão os seus escolhidos dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus.

Quando Cristo veio pela primeira vez como um bebê na manjedoura de Belém, poucos discerniram Sua vinda. Mas quando Ele vier pela segunda vez, “todo olho” O verá. Todo ouvido ouvirá a trombeta. Todos contemplarão Sua glória. Não sejamos enganados. As Escrituras deixam bem claro os eventos que cercam o Seu retorno.

“Ao povo de Deus, que, por tanto tempo, peregrina em sua jornada ‘na região e sombra da morte’ (Mt 4:16), é dada uma esperança preciosa e que inspira alegria na promessa do aparecimento Daquele que é ‘a ressurreição e a vida’ (Jo 11:25), para levar de novo ao lar Seus filhos exilados. A doutrina do segundo advento é, sem dúvida, a nota tônica das Sagradas Escrituras. Desde o dia em que o primeiro casal caminhou entristecido para fora do Éden, os filhos da fé têm esperado a vinda do Prometido para quebrar o poder do destruidor e levá-los novamente ao paraíso perdido” (Ellen G. White, O Grande Conflito [CPB, 2021], p. 256).

Um dos primeiros líderes adventistas, Luther Warren, dizia aos jovens: “A única maneira de estar pronto para a segunda vinda de Cristo é se preparar e permanecer pronto”. A mensagem do breve retorno de Cristo é um apelo urgente a cada um de nós para examinar o coração e avaliar a vida espiritual. É um chamado para a vida piedosa. Não pode haver neutralidade na luz da volta de Cristo.

Como a Bíblia nos encoraja sobre maneira pela qual Cristo virá? (1Ts 5:2-5; Hb 9:28)

1Ts 5.2–5 (NAA)2: “2 Porque vocês sabem perfeitamente que o Dia do Senhor vem como ladrão à noite. 3 Quando andarem dizendo: “Paz e segurança”, eis que lhes sobrevirá repentina destruição, como vêm as dores de parto à mulher que está para dar à luz; e de modo nenhum escaparão. 4 Mas vocês, irmãos, não estão em trevas, para que esse Dia os apanhe de surpresa como ladrão. 5 Porque vocês todos são filhos da luz e filhos do dia; nós não somos da noite, nem das trevas.”

Hb 9:28 (NAA)2: “assim também Cristo, tendo-se oferecido uma vez por todas para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, não para tirar pecados, mas para salvar aqueles que esperam por ele.”

Segunda-feira, 13 de maio de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O grande conflito. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 516, abr. mai. jun. 2024. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.