A interpretação de Jesus

Lições da Bíblia1:

Jesus não explicou a parábola imediatamente. Ele falou a uma multidão (Mc 4:1). Mais tarde, com um grupo menor, explicou o que a parábola significa (Mc 4:10).

2. Leia Marcos 4:13-20. Como Jesus interpretou a parábola do semeador?

Marcos 4:13-20 (NAA): “13 Então Jesus lhes perguntou: — Se vocês não entendem esta parábola, como compreenderão todas as outras? 14 O semeador semeia a palavra. 15 Estes são os da beira do caminho, onde a palavra é semeada: quando a ouvem, logo Satanás vem e tira a palavra semeada neles. 16 E estes são os semeados em solo rochoso, os quais, ouvindo a palavra, logo a recebem com alegria. 17 Mas eles não têm raiz em si mesmos, sendo de pouca duração. Quando chega a angústia ou a perseguição por causa da palavra, logo se escandalizam. 18 Os outros, os semeados entre os espinhos, são os que ouvem a palavra, 19 mas as preocupações deste mundo, a fascinação da riqueza e outras ambições aparecem e sufocam a palavra, e ela fica infrutífera. 20 Os que foram semeados em boa terra são aqueles que ouvem a palavra e a recebem, frutificando a trinta, a sessenta e a cem por um.

Jesus interpretou a parábola identificando os itens externos à história representados pelos vários detalhes mencionados. A interpretação indica que a história é uma espécie de alegoria que faz algumas referências ao mundo real, mas isso não significa necessariamente que cada detalhe possui um significado.

Jesus identificou a semente como a Palavra (Mc 4:14), pregada por Ele próprio. Tiago 1:21 exorta: “Deixando toda impureza e acúmulo de maldade, acolham com mansidão a palavra implantada em vocês, a qual é poderosa para salvá-los.”

Os diferentes solos representam diferentes ouvintes. Todos ouvem a Palavra; isto é, todos os solos têm sementes plantadas neles. Mas a recepção é diferente. O solo à beira do caminho é duro, e os pássaros levam a semente embora, ou seja, Satanás tira a verdade do coração. O solo rochoso tem pouca profundidade, o que sugere pessoas que têm compromissos superficiais e não calculam o custo do discipulado. O solo cheio de espinhos sufoca a semente nele plantada, o que representa as preocupações da vida e as riquezas que sufocam a Palavra. Mas a boa terra representa os que ouvem a Palavra e a recebem, os quais crescem e produzem uma colheita abundante.

As explicações mais longas se referem ao solo rochoso e ao solo com espinhos. Ao descrever os ouvintes ligados ao solo rochoso, Jesus aponta para elementos em contraste: eles recebem a Palavra com alegria, mas são discípulos temporários. Quando vem a perseguição, eles se afastam. Os ouvintes relacionados aos espinhos são o oposto: eles não se desviam por causa dos tempos difíceis, mas por causa dos bons tempos – o foco deles está nas coisas que o mundo oferece, não no Reino de Deus.

Alguma característica da beira do caminho, do solo rochoso ou do solo coberto de espinhos faz parte de sua experiência? Isso acontece de forma mais sutil do que imaginamos. O que você pode fazer para mudar essa realidade, caso seja necessário?

Segunda-feira, 22 de julho de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O Evangelho de Marcos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 517, jul. ago. set. 2024. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

A parábola do semeador

Lições da Bíblia1:

1. Leia Marcos 4:1-9. Como eram os diferentes solos e o que aconteceu com a semente que caiu em cada um deles?

Marcos 4:1-9 (NAA)2: “1 Jesus começou a ensinar outra vez à beira-mar. E uma numerosa multidão se reuniu em volta dele, de modo que entrou num barco, onde se assentou, afastando-se da praia. E todo o povo estava à beira-mar, na praia. 2 Assim, ensinava-lhes muitas coisas por parábolas e, durante o seu ensino, dizia: 3 — Escutem! Eis que o semeador saiu a semear. 4 E, ao semear, uma parte caiu à beira do caminho, e vieram as aves e a comeram. 5 Outra parte caiu em solo rochoso, onde a terra era pouca, e logo nasceu, visto não ser profunda a terra. 6 Saindo, porém, o sol, a queimou; e, porque não tinha raiz, secou-se. 7 Outra parte caiu entre os espinhos; e os espinhos cresceram e a sufocaram, e não deu fruto. 8 Outra, enfim, caiu em boa terra e deu fruto; a semente brotou, cresceu e produziu a trinta, a sessenta e a cem por um. 9 E Jesus acrescentou: — Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.”

Muitas vezes, quando as pessoas leem as parábolas de Jesus, elas vão direto para a interpretação que Jesus apresentou. Afinal, não é esse o objetivo de tais histórias: ensinar verdades espirituais para a vida? Sim, mas algumas vezes Jesus não explicou determinadas parábolas, exceto em breves observações como “O reino de Deus é como […]” ou “Se alguém tem ouvidos para ouvir, ouça”.

Por isso, em vez de nos apressarmos, é melhor simplesmente analisar a história em si, a fim de captar a direção para a qual apontam suas várias características narrativas. Fazer isso com a parábola do semeador traz à luz vários conceitos. Em todos os casos, a semente é a mesma, mas cai em quatro tipos diferentes de solo, que influenciam bastante no destino da semente. Em vez de uma história contínua, a parábola é formada por quatro histórias contadas até o desfecho de cada cenário. O período de tempo envolvido aumenta a cada história sucessiva.

As sementes que caíram à beira do caminho foram imediatamente comidas pelos pássaros (Mc 4:4). As sementes que caíram em solo rochoso levaram dias ou talvez semanas para alcançar seu resultado malsucedido, quando foram queimadas pelo sol.

As sementes que caíram no solo cheio de espinhos demoraram ainda mais para chegar ao seu fim completamente improdutivo, sufocadas pelas ervas daninhas. As sementes que caíram em boa terra levaram mais tempo, talvez uma estação de crescimento inteira, como geralmente acontece em uma colheita.

Três das histórias falam de fracasso; apenas a última trata de sucesso, de uma colheita boa e abundante. O tamanho das histórias, o período de tempo cada vez mais longo de cada uma e o fato de que apenas uma tem um final bem-sucedido – tudo isso aponta para o risco de fracasso, mas também para o resultado de abundância e sucesso.

A parábola do semeador parece apontar para o custo do discipulado e os riscos envolvidos nele, mas também para a recompensa satisfatória de seguir a Jesus.

Que outras lições espirituais podemos aprender com a natureza?

Dopmingo, 21 de julho de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Parábolas

Lições da Bíblia1:

“Então lhes disse: – Prestem bem atenção no que vocês ouvem. Com a medida com que tiverem medido vocês serão medidos, e mais ainda lhes será acrescentado. Pois ao que tem, mais será dado; e, ao que não tem, até o que tem lhe será tirado” (Mc 4:24, 25).

O estudo desta semana trata das parábolas de Marcos 4. Entre os evangelhos sinóticos (Mateus, Marcos e Lucas), Marcos é o que contém o menor número de parábolas.

Há bastante tempo os estudiosos discutem sobre o significado e a interpretação das parábolas de Jesus: como interpretá-las, o que significam, por que Jesus as usou, que tipo de lições Ele pretendia ensinar, quão literalmente devem ser interpretadas (ou se elas são totalmente simbólicas) e assim por diante.

Obviamente, não vamos resolver todas essas questões na lição desta semana. Em vez disso, vamos examiná-las e, pela graça de Deus, compreenderemos as ideias mais importantes que Jesus destacou por meio das parábolas.

Marcos 4 apresenta apenas cinco parábolas: o semeador, a lamparina, a medida, a semente e o grão de mostarda. A maior parte do capítulo gira em torno da parábola do semeador, a primeira a ser contada. Em seguida, é apresentado o motivo pelo qual Jesus usava parábolas. Depois, vem a interpretação da parábola. Esse padrão de três etapas será o foco do estudo de domingo, segunda e terça. Em seguida, as outras parábolas serão objeto de nosso estudo na quarta e na quinta.

Sábado, 20 de julho de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Controvérsias – Estudo adicional

Lições da Bíblia1:

Leia, de Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 209-216 (“De cobrador a seguidor”), e p. 217-223 (“Cristo e o quarto mandamento”).

“Os espias não ousaram responder a Jesus na presença da multidão, por temor de se envolverem em dificuldades. Sabiam que Ele dissera a verdade. Em vez de violar suas tradições, deixariam um homem sofrer, ao passo que socorreriam um animal por causa do prejuízo para o proprietário, caso fosse negligenciado. Assim, maior era o cuidado que manifestavam por um animal do que por uma pessoa, criada à imagem divina. Isso ilustra a atuação de todas as religiões falsas. Criam no ser humano o desejo de se exaltar acima de Deus, mas o resultado é degradá-lo abaixo dos seres irracionais. Toda religião que combate a soberania de Deus tira do ser humano a glória que lhe pertencia na criação e lhe é restituída em Cristo. Toda religião falsa ensina seus adeptos a serem descuidosos para com as necessidades, sofrimentos e direitos humanos. O evangelho dá alto valor à humanidade, como aquisição do sangue de Cristo, e ensina um amável interesse pelas necessidades e aflições humanas. O Senhor diz: ‘Farei que um homem seja mais precioso do que o ouro puro e […] do que o ouro fino de Ofir’” (Is 13:12; Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações [CPB, 2021], p. 221, 222).

Perguntas para consideração

O que pode nos ajudar a ver o sofrimento de pessoas como o paralítico (Mc 2:1-12)?

Mc 2:1-12 (NAA)2: “1 Dias depois, Jesus entrou de novo em Cafarnaum, e logo se ouviu dizer que ele estava em casa. 2 Muitos se reuniram ali, a ponto de não haver lugar nem mesmo junto à porta. E Jesus anunciava-lhes a palavra. 3 Trouxeram-lhe, então, um paralítico, carregado por quatro homens. 4 E, não podendo aproximar-se de Jesus, por causa da multidão, removeram o telhado no ponto correspondente ao lugar onde Jesus se encontrava e, pela abertura, desceram o leito em que o paralítico estava deitado. 5 Vendo-lhes a fé, Jesus disse ao paralítico: — Filho, os seus pecados estão perdoados. 6 Alguns escribas estavam sentados ali e pensavam em seu coração: 7 — Como ele se atreve a falar assim? Isto é blasfêmia! Quem pode perdoar pecados, a não ser um, que é Deus? 8 E Jesus, percebendo imediatamente em seu espírito que eles assim pensavam, disse-lhes: — Por que vocês estão pensando essas coisas em seu coração? 9 O que é mais fácil? Dizer ao paralítico: ‘Os seus pecados estão perdoados’, ou dizer: ‘Levante-se, tome o seu leito e ande’? 10 Mas isto é para que vocês saibam que o Filho do Homem tem autoridade sobre a terra para perdoar pecados. E disse ao paralítico: 11 — Eu digo a você: Levante-se, pegue o seu leito e vá para casa. 12 Ele se levantou e, no mesmo instante, pegando o leito, retirou-se à vista de todos, a ponto de todos se admirarem e darem glória a Deus, dizendo: — Jamais vimos coisa assim!”

O ódio e as tradições cegaram os líderes de tal maneira que nem mesmo os milagres de Jesus abriram a mente deles. Algo semelhante pode acontecer conosco?

A igreja pode ser uma “família” para pessoas rejeitadas por familiares biológicos?

O que significa o pecado imperdoável? Como saber que não o cometemos?

Sexta-feira, 19 de julho de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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História em formato de sanduíche – parte 2

Lições da Bíblia1:

8. Leia Marcos 3:20, 21. Que experiência levou a família de Jesus a considerá-Lo como fora de Si?

Marcos 3:20, 21 (NAA)2: “20 Então Jesus foi para casa. E outra vez se ajuntou uma multidão, de tal modo que nem podiam comer. 21 E, quando os parentes de Jesus ouviram isto, saíram para prendê-lo, porque diziam: — Está fora de si.”

Uma acusação de instabilidade mental é grave. Geralmente é feita quando alguém se torna uma ameaça à sua própria segurança. A família de Jesus tinha essa opinião porque Ele estava tão ocupado que não parava para Se alimentar. Tentaram levá-Lo à força. Nesse ponto se encerra a história que fica na parte externa do “sanduíche”, que tinha sido interrompida pelo relato em que os escribas insultaram a Jesus.

Há um estranho paralelo entre os relatos da história em formato de sanduíche. A família de Jesus parecia ter uma visão semelhante à dos escribas: a família dizia que Ele estava fora de Si, enquanto os escribas diziam que Ele estava aliado ao diabo.

9. O que a família de Jesus queria? Qual foi a resposta Dele? Mc 3:31-35

Mc 3:31-35 (NAA)2: “31 Nisto, chegaram a mãe e os irmãos de Jesus e, tendo ficado do lado de fora, mandaram chamá-lo. 32 Muita gente estava sentada ao redor de Jesus, e alguns lhe disseram: — Olhe, a sua mãe, os seus irmãos e as suas irmãs estão lá fora, procurando o senhor. 33 Então Jesus perguntou: — Quem é a minha mãe e quem são os meus irmãos? 34 E, olhando em volta para os que estavam sentados ao seu redor, disse: — Eis minha mãe e meus irmãos. 35 Portanto, aquele que fizer a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe.

Essa cena parece estranha. Se a sua mãe e outros familiares viessem vê-lo, você não os receberia? O problema é que, naquele momento, a família de Jesus não estava em harmonia com a vontade de Deus. Jesus reconheceu isso e redefiniu o conceito de família: aquele que faz a vontade de Deus é Seu irmão, irmã e mãe. Ele é o Filho de Deus, e aquele que se alinha com a vontade de Deus torna-se Sua família.

As duas partes dessa história em formato de sanduíche contêm uma profunda ironia. Na história interna, Jesus diz que uma casa dividida contra si mesma não pode subsistir. À primeira vista, parece que na história externa a casa de Jesus, Sua família, está dividida! Mas Jesus resolve esse enigma ao redefinir o conceito de família afirmando que os que fazem a vontade de Deus junto com Ele são Sua família (Lc 12:53; 14:26).

Muitas vezes, ao longo da história, os cristãos se viram alienados de seus próprios parentes. É uma experiência bastante difícil. Esse texto de Marcos revela que Jesus passou pelo mesmo problema. Ele compreende essa situação e pode confortar aqueles que sentem esse isolamento doloroso.

Quinta-feira, 18 de julho de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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História em formato de sanduíche – parte 1

Lições da Bíblia1:

Essa passagem contém a primeira “história em formato de sanduíche” encontrada em Marcos. Nessa técnica narrativa, uma história começa e então é interrompida por outra história, sendo que a primeira é completada somente depois.

A história externa – que fica na parte externa do “sanduíche” – fala sobre os parentes de Jesus, que se preparavam para levá-Lo à força, porque achavam que Ele estava fora de Si (Mc 3:21). A história interna – que fica na parte interna do “sanduíche” – menciona os escribas acusando Jesus de estar em complô com o diabo. (O estudo de hoje se concentra na história interior, encontrada em Mc 3:22-30.)

Mc 3:22-30 (NAA)2: “22 Os escribas, que tinham vindo de Jerusalém, diziam: — Ele está possuído de Belzebu. Ele expulsa os demônios pelo poder do maioral dos demônios. 23 Então, convocando-os, Jesus lhes disse, por meio de parábolas: — Como pode Satanás expulsar Satanás? 24 Se um reino estiver dividido contra si mesmo, tal reino não pode subsistir. 25 Se uma casa estiver dividida contra si mesma, tal casa não poderá subsistir. 26 Se Satanás se levantou contra si mesmo e está dividido, não pode subsistir; é o seu fim. 27 Ninguém pode entrar na casa do valente para roubar-lhe os bens, sem primeiro amarrá-lo; e só então saqueará a casa dele. 28 Em verdade lhes digo que tudo será perdoado aos filhos dos homens: os pecados e as blasfêmias que proferirem. 29 Mas aquele que blasfemar contra o Espírito Santo nunca terá perdão, visto que é réu de pecado eterno. 30 Jesus disse isto porque diziam: ‘Está possuído de um espírito imundo.’”

De acordo com Marcos 3:22, os escribas disseram que o poder de cura de Jesus vinha do diabo. Ele respondeu primeiro com uma pergunta abrangente: “Como pode Satanás expulsar Satanás?” (Mc 3:23). Não faz sentido que Satanás trabalhe contra si mesmo. Jesus passou a falar sobre divisão dentro de um reino, de uma casa, e na atuação do próprio Satanás, mostrando que isso destruiria o sucesso deles. Mas então o Senhor “virou a mesa” e falou sobre amarrar um homem forte para levar os seus bens. Nesse último exemplo, Jesus é apresentado como o ladrão que entra na casa de Satanás, amarrando o príncipe das trevas para libertar seus cativos.

7. Qual é o pecado imperdoável, e o que isso significa? Mc 3:28-30

Mc 3:28-30 (NAA)2: “28 Em verdade lhes digo que tudo será perdoado aos filhos dos homens: os pecados e as blasfêmias que proferirem. 29 Mas aquele que blasfemar contra o Espírito Santo nunca terá perdão, visto que é réu de pecado eterno. 30 Jesus disse isto porque diziam: ‘Está possuído de um espírito imundo.’”

O pecado imperdoável é o pecado contra o Espírito Santo, que consiste em atribuir ao diabo a obra do Espírito Santo. A razão pela qual Jesus fez Sua declaração (Mc 3:28-30) é que os escribas diziam que Ele tinha um espírito imundo, quando na realidade Ele tinha o Espírito Santo. Se atribuirmos ao diabo a obra divina, não conseguiremos ouvir o Espírito Santo, porque ninguém deseja seguir o diabo.

Por que o receio de que tenha cometido o “pecado imperdoável” revela que você não o cometeu? Por que esse receio é uma evidência de que você não chegou a esse ponto?

Quarta-feira, 17 de julho de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Senhor do sábado

Lições da Bíblia1:

Em Marcos 2:23 e 24, os fariseus acusaram os discípulos de transgredir o sábado. De acordo com a tradição judaica, 39 formas de trabalho eram proibidas no sábado, o que, na mente dos fariseus, incluía o que os discípulos tinham feito.

4. Como Jesus contestou a acusação feita pelos fariseus? Mc 2:23-28

Mc 2:23-28 (NAA)2: “23 Aconteceu que, num sábado, Jesus atravessava as searas, e os seus discípulos, ao passar, começaram a colher espigas. 24 Então os fariseus disseram a Jesus: — Olhe! Por que eles estão fazendo o que não é lícito aos sábados? 25 Ele lhes respondeu: — Vocês nunca leram o que Davi fez quando se viu em necessidade e teve fome, ele e os seus companheiros? 26 Como entrou na Casa de Deus, no tempo do sumo sacerdote Abiatar, e comeu os pães da proposição, os quais só aos sacerdotes era lícito comer, e ainda deu esses pães aos seus companheiros? 27 E Jesus acrescentou: — O sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado. 28 Assim, o Filho do Homem é senhor também do sábado.

Jesus respondeu com o relato em que Davi comeu os pães sagrados (1Sm 21:1-6). Os pães da proposição eram retirados no dia de sábado; então, a jornada de Davi pode muito bem ter sido uma fuga de emergência ocorrida nesse dia. Jesus argumentou que se Davi e seus homens estavam justificados em se alimentar desses pães, então os Seus discípulos estavam justificados em colher espigas e se alimentar delas.

Jesus indicou ainda que o sábado foi feito para o benefício da humanidade, e não o contrário, e que a base dessa afirmação é o fato de que Ele é o Senhor do sábado.

Leia Marcos 3:1-6. Como essa história ilustra o ensino de Jesus de que o sábado foi feito para a humanidade?

Marcos 3:1-6 (NAA)2: “1 De novo, Jesus entrou na sinagoga. E estava ali um homem que tinha uma das mãos ressequida. 2 E estavam observando Jesus para ver se curaria aquele homem no sábado, a fim de o acusarem. 3 Jesus disse ao homem da mão ressequida: — Venha aqui para o meio! 4 Então lhes perguntou: — É lícito nos sábados fazer o bem ou fazer o mal? Salvar uma vida ou deixar morrer? Mas eles ficaram em silêncio. 5 Então Jesus, olhando em volta, indignado e entristecido com a dureza de coração daquelas pessoas, disse ao homem: — Estenda a mão. O homem estendeu a mão, e ela lhe foi restaurada. 6 Os fariseus saíram dali e, com os herodianos, logo começaram a conspirar contra Jesus, procurando ver como o matariam.”

Novamente Jesus entrou em controvérsia com os líderes por causa do sábado (no entanto, a controvérsia nunca foi sobre o dia em si). Os líderes queriam acusar Jesus caso Ele curasse no sábado. Jesus os enfrentou estabelecendo um contraste entre fazer o bem e fazer o mal, salvar a vida e deixar morrer. A resposta à Sua pergunta era evidente: fazer o bem e salvar a vida são atividades apropriadas para o sábado.

Jesus então curou o homem, o que irritou Seus oponentes, que imediatamente começaram a planejar Sua morte. A ironia da história é que aqueles que procuravam acusar Jesus de violar o sábado estavam violando esse mandamento ao tramar a Sua morte naquele mesmo dia.

Que princípios sobre a observância do sábado vemos nesses relatos? Eles nos ajudam a lidar com os desafios que enfrentamos hoje para guardar esse mandamento?

Terça-feira, 16 de julho de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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O chamado de Levi e a questão do jejum

Lições da Bíblia1:

Leia Marcos 2:13-22. Quem era Levi, filho de Alfeu, e por que alguém se oporia ao seu chamado para ser discípulo de Jesus?

Marcos 2:13-22 (NAA)2: “13 De novo, Jesus foi para junto do mar, e toda a multidão vinha ao encontro dele, e ele os ensinava. 14 Quando ia passando, viu Levi, filho de Alfeu, sentado na coletoria e lhe disse: — Siga-me! Ele se levantou e o seguiu. 15 Achando-se Jesus à mesa, na casa de Levi, estavam junto com ele e com os seus discípulos muitos publicanos e pecadores; porque estes eram muitos e também o seguiam. 16 Os escribas dos fariseus, vendo Jesus comer em companhia dos pecadores e publicanos, perguntavam aos discípulos dele: — Por que ele come e bebe com os publicanos e pecadores? 17 Tendo ouvido isto, Jesus lhes respondeu: — Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes; eu não vim chamar justos, e sim pecadores. 18 Ora, os discípulos de João e os fariseus estavam jejuando. Algumas pessoas foram perguntar a Jesus: — Por que os discípulos de João e os discípulos dos fariseus jejuam, mas os seus discípulos não jejuam? 19 Jesus respondeu: — Como podem os convidados para o casamento jejuar enquanto o noivo está com eles? Durante o tempo em que o noivo estiver presente, não podem jejuar. 20 No entanto, virão dias em que o noivo lhes será tirado, e então, naquele dia, eles vão jejuar. 21 Ninguém costura um remendo de pano novo em roupa velha; porque o remendo novo tira um pedaço da roupa velha, e o buraco fica ainda maior. 22 E ninguém põe vinho novo em odres velhos, porque, se fizer isso, o vinho romperá os odres e se perdem tanto o vinho como os odres. Mas põe-se vinho novo em odres novos.”

Na época de Jesus, os cobradores de impostos eram funcionários públicos que trabalhavam para o governo local ou para Roma. Eles eram impopulares entre os judeus que moravam na Judeia porque cobravam mais do que o necessário e enriqueciam às custas de seus compatriotas. Um comentário judaico a respeito de leis religiosas diz: “Se os cobradores de impostos entrarem em uma casa, [tudo o que está dentro dela] se tornará impuro” (Mishná, tratado Tohoroth).

Portanto, não é de surpreender que os escribas tenham questionado com desaprovação: “Por que Ele come e bebe com os publicanos e pecadores?” (Mc 2:16).

Como Jesus respondeu à pergunta deles? Ele não a ignorou. Em vez disso, Jesus a inverteu, indicando que quem precisa de médico são os doentes, e não as pessoas saudáveis. Com isso, Ele reivindicou o título de médico espiritual, Aquele que cura a alma adoecida pelo pecado. Um médico não deveria, afinal, ir aonde estão os doentes?

Marcos 2:18-22 introduz um novo tema. É a história central dessas cinco histórias que tratam de controvérsias. Enquanto a seção anterior incluía um banquete oferecido por Levi, a história seguinte gira em torno da questão do jejum. Algumas pessoas perguntaram por que os discípulos de Jesus não jejuavam, quando os discípulos de João Batista e os fariseus o faziam. Jesus respondeu com uma ilustração ou parábola na qual compara Sua presença a uma festa de casamento. Um casamento seria estranho se os convidados jejuassem. Jesus, no entanto, predisse um dia em que o noivo seria tirado – uma referência à cruz. Então haveria bastante tempo para jejuar.

Jesus usou duas ilustrações que contrastam Seu ensino com o dos líderes religiosos – pano novo em roupa velha e vinho novo em odres (recipientes de couro) velhos. Que modo interessante de contrastar o ensino de Cristo com o dos líderes! Os métodos daqueles mestres haviam se tornado bastante deturpados. Mesmo a verdadeira religião pode ser transformada em trevas se as pessoas não ficarem atentas.

Quem são os “publicanos” de hoje? Como podemos mudar nossa visão sobre eles?

Segunda-feira, 15 de julho de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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