Sobre reis e príncipes.

Lições da Bíblia.

“Disse o SENHOR a Samuel: Atende à voz do povo em tudo quanto te diz, pois não te rejeitou a ti, mas a mim, para eu não reinar sobre ele. Segundo todas as obras que fez desde o dia em que o tirei do Egito até hoje, pois a mim me deixou, e a outros deuses serviu, assim também o faz a ti. Agora, pois, atende à sua voz, porém adverte-o solenemente e explica-lhe qual será o direito do rei que houver de reinar sobre ele. Referiu Samuel todas as palavras do SENHOR ao povo, que lhe pedia um rei, e disse: Este será o direito do rei que houver de reinar sobre vós: ele tomará os vossos filhos e os empregará no serviço dos seus carros e como seus cavaleiros, para que corram adiante deles; e os porá uns por capitães de mil e capitães de cinquenta; outros para lavrarem os seus campos e ceifarem as suas messes; e outros para fabricarem suas armas de guerra e o aparelhamento de seus carros. Tomará as vossas filhas para perfumistas, cozinheiras e padeiras. Tomará o melhor das vossas lavouras, e das vossas vinhas, e dos vossos olivais e o dará aos seus servidores. As vossas sementeiras e as vossas vinhas dizimará, para dar aos seus oficiais e aos seus servidores. Também tomará os vossos servos, e as vossas servas, e os vossos melhores jovens, e os vossos jumentos e os empregará no seu trabalho. Dizimará o vosso rebanho, e vós lhe sereis por servos. Então, naquele dia, clamareis por causa do vosso rei que houverdes escolhido; mas o SENHOR não vos ouvirá naquele dia. Porém o povo não atendeu à voz de Samuel e disse: Não! Mas teremos um rei sobre nós. Para que sejamos também como todas as nações; o nosso rei poderá governar-nos, sair adiante de nós e fazer as nossas guerras.” (1 Sam. 8:7-20).

“Embora tenha recebido tanto de Deus, e tanto mais lhe tenha sido prometido caso obedecesse, o povo de Israel foi influenciado negativamente pela cultura circundante. Por exemplo, os israelitas viam nos reinos vizinhos uma estrutura política muito diferente. Todas aquelas nações tinham um rei. Agravada pelo fato de que os filhos de Samuel não imitavam o comportamento e a liderança de seu pai, mas ‘aceitavam suborno e pervertiam a justiça’ (1Sm 8:3, NVI), a liderança tribal de Israel sentia que estava na hora de escolher um rei sobre Israel (1Sm 8:4, 5). Samuel não ficou nada satisfeito com aquela decisão, mas foi orientado pelo Senhor a aceitar (1Sm 8:7).”

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Da vitória à “idade das trevas”

Lições da Bíblia.

“Depois dos poderosos atos de Deus durante o Êxodo e a jornada no deserto, o povo de Israel havia chegado pela segunda vez à fronteira da Terra Prometida. Sob seu novo líder, Josué, o povo estava a ponto de cruzar em seco o Jordão (Js 3:16, 17), um milagre que reproduziu a travessia do Mar Vermelho durante o tempo do Êxodo (Êx 14).”

“A travessia do Jordão tinha um propósito – "Então, disse Josué aos filhos de Israel: Chegai-vos para cá e ouvi as palavras do SENHOR, vosso Deus. Disse mais Josué: Nisto conhecereis que o Deus vivo está no meio de vós e que de todo lançará de diante de vós os cananeus, os heteus, os heveus, os ferezeus, os girgaseus, os amorreus e os jebuseus. Eis que a arca da Aliança do Senhor de toda a terra passa o Jordão diante de vós. Tomai, pois, agora, doze homens das tribos de Israel, um de cada tribo; porque há de acontecer que, assim que as plantas dos pés dos sacerdotes que levam a arca do SENHOR, o Senhor de toda a terra, pousem nas águas do Jordão, serão elas cortadas, a saber, as que vêm de cima, e se amontoarão. Tendo partido o povo das suas tendas, para passar o Jordão, levando os sacerdotes a arca da Aliança diante do povo; e, quando os que levavam a arca chegaram até ao Jordão, e os seus pés se molharam na borda das águas (porque o Jordão transbordava sobre todas as suas ribanceiras, todos os dias da sega), pararam-se as águas que vinham de cima; levantaram-se num montão, mui longe da cidade de Adã, que fica ao lado de Sartã; e as que desciam ao mar da Arabá, que é o mar Salgado, foram de todo cortadas; então, passou o povo defronte de Jericó. Porém os sacerdotes que levavam a arca da Aliança do SENHOR pararam firmes no meio do Jordão, e todo o Israel passou a pé enxuto, atravessando o Jordão.” (Jos. 3:9-17).

“Canaã não foi tomada por Israel devido ao gênio militar de Josué nem dos esforços valorosos de Israel. A vitória sobre os habitantes das cidades-estados cananeias só foi alcançada pela intervenção poderosa de Deus. Quando Israel foi obediente, Deus lhe deu a vitória; porém, quando os israelitas confiaram nas próprias forças, eles falharam desesperadamente. Depois da morte de Josué e dos anciãos, algumas partes da Terra Prometida ainda eram dominadas pelos cananeus (Jz 1:27, 28). Parece que, com a diminuição da visão dos israelitas, também diminuiu sua fé. […] Muitos estudiosos chamam os séculos seguintes de a ‘idade das trevas” de Israel.’”

No tempo dos juízes, "[…] não havia rei em Israel; cada qual fazia o que achava mais reto." (Juí. 17:6).

“Israel perdeu a perspectiva como nação; o tribalismo assumiu o comando. Ao longo do livro de Juízes, os vários clãs e tribos estavam prontos e dispostos a combater entre si. As práticas religiosas eram misturadas conforme a conveniência pessoal, e muitas crenças das culturas circundantes foram adotadas. De acordo com o autor do livro de Juízes, esse foi o resultado dos casamentos mistos com os cananeus que ainda viviam na terra (Jz 3:3-7). Como consequência desse declínio espiritual, Israel entrou em um ciclo de dominação pelas forças estrangeiras, libertação, idolatria e, novamente, dominação.”

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Onde e como?

Lições da Bíblia.

“O cenário empresta realidade à história e lhe dá atmosfera e humor. Por exemplo, por que, em Rute 4:1, 2, (‘Boaz subiu à porta da cidade e assentou-se ali. Eis que o resgatador de que Boaz havia falado ia passando; então, lhe disse: Ó fulano, chega-te para aqui e assenta-te; ele se virou e se assentou. Então, Boaz tomou dez homens dos anciãos da cidade e disse: Assentai-vos aqui. E assentaram-se.’ Rute 4:1-2) Boaz apresentou seu caso legal à porta e não em casa ou na casa do prefeito da cidade de Belém? Obviamente, a porta – sendo o lugar mais público nos tempos antigos – acrescenta um importante elemento legal à história. O cenário também pode nos dar uma pista sobre o tempo em que a narrativa tem lugar. Se ouvirmos que uma história é localizada dentro de um carro ou em um terminal de aeroporto, sabemos sem muita reflexão que a história não vem do tempo de Davi nem de Martinho Lutero.”

Comparando os cenários: 1 Sam. 24:1-6 e Gên. 39:6-12

“Tendo Saul voltado de perseguir os filisteus, foi-lhe dito: Eis que Davi está no deserto de En-Gedi. Tomou, então, Saul três mil homens, escolhidos dentre todo o Israel, e foi ao encalço de Davi e dos seus homens, nas faldas das penhas das cabras monteses. Chegou a uns currais de ovelhas no caminho, onde havia uma caverna; entrou nela Saul, a aliviar o ventre. Ora, Davi e os seus homens estavam assentados no mais interior da mesma. Então, os homens de Davi lhe disseram: Hoje é o dia do qual o SENHOR te disse: Eis que te entrego nas mãos o teu inimigo, e far-lhe-ás o que bem te parecer. Levantou-se Davi e, furtivamente, cortou a orla do manto de Saul. Sucedeu, porém, que, depois, sentiu Davi bater-lhe o coração, por ter cortado a orla do manto de Saul; e disse aos seus homens: O SENHOR me guarde de que eu faça tal coisa ao meu senhor, isto é, que eu estenda a mão contra ele, pois é o ungido do SENHOR.” (1 Sam. 24:1-6).

“Potifar tudo o que tinha confiou às mãos de José, de maneira que, tendo-o por mordomo, de nada sabia, além do pão com que se alimentava. José era formoso de porte e de aparência. Aconteceu, depois destas coisas, que a mulher de seu senhor pôs os olhos em José e lhe disse: Deita-te comigo. Ele, porém, recusou e disse à mulher do seu senhor: Tem-me por mordomo o meu senhor e não sabe do que há em casa, pois tudo o que tem me passou ele às minhas mãos. Ele não é maior do que eu nesta casa e nenhuma coisa me vedou, senão a ti, porque és sua mulher; como, pois, cometeria eu tamanha maldade e pecaria contra Deus? Falando ela a José todos os dias, e não lhe dando ele ouvidos, para se deitar com ela e estar com ela, sucedeu que, certo dia, veio ele a casa, para atender aos negócios; e ninguém dos de casa se achava presente. Então, ela o pegou pelas vestes e lhe disse: Deita-te comigo; ele, porém, deixando as vestes nas mãos dela, saiu, fugindo para fora.” (Gên. 39:6-12).

“O cenário nos ajuda a entender melhor a ação da história. Davi e seus homens estavam sós com Saul, que se encontrava desprotegido e extremamente vulnerável. O cenário destaca o caráter eminente de Davi. Ele não se aproveitou dessa oportunidade ideal para se livrar de Saul antes que este procurasse se livrar de Davi, fato que revela o respeito de Davi pelo líder ungido de Deus.”

“O cenário na história de José também apresenta uma oportunidade. José era bonito e ocupava uma posição de poder. A esposa de seu senhor estava apaixonada por ele, e eles estavam sozinhos na casa. Assim como Davi, José mostrou seu excelente caráter resistindo a essa oportunidade.”

“Mas o cenário não é o único elemento importante de uma história. Precisamos também olhar sob o ponto de vista do narrador. Vemos a história se desdobrar pelos olhos do narrador, que normalmente nos fornece informações importantes, mas, às vezes, pode reter de nós alguma coisa. Isso é particularmente verdade nas histórias seculares. Embora tenhamos pontos de vista sobre os relatos bíblicos, devemos lê-los na suposição de que sejam inspirados pelo Espírito Santo e que a verdade revelada seja a verdade de Deus.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina – segunda-feira, 26 de setembro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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Pessoas e enredos.

Lições da Bíblia.

“Um enredo é definido como sucessão de eventos que leva a uma conclusão. Todos nascem, vivem e, um dia, morrerão. Esses são os parâmetros mais amplos do enredo da vida. Nesse intervalo, a vida consiste em muitos pequenos enredos que mui frequentemente são motivados por tensão ou conflito. Procurar por um enredo significa tentar conectar todas as partes relevantes da história a fim de ver o grande quadro. No livro de Jó, por exemplo, o enredo traz dois planos.”

(Primeiro plano) “Havia um homem na terra de Uz, cujo nome era Jó; homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desviava do mal. Nasceram-lhe sete filhos e três filhas. Possuía sete mil ovelhas, três mil camelos, quinhentas juntas de bois e quinhentas jumentas; era também mui numeroso o pessoal ao seu serviço, de maneira que este homem era o maior de todos os do Oriente. Seus filhos iam às casas uns dos outros e faziam banquetes, cada um por sua vez, e mandavam convidar as suas três irmãs a comerem e beberem com eles. Decorrido o turno de dias de seus banquetes, chamava Jó a seus filhos e os santificava; levantava-se de madrugada e oferecia holocaustos segundo o número de todos eles, pois dizia: Talvez tenham pecado os meus filhos e blasfemado contra Deus em seu coração. Assim o fazia Jó continuamente. (Segundo plano) Num dia em que os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o SENHOR, veio também Satanás entre eles. Então, perguntou o SENHOR a Satanás: Donde vens? Satanás respondeu ao SENHOR e disse: De rodear a terra e passear por ela. Perguntou ainda o SENHOR a Satanás: Observaste o meu servo Jó? Porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desvia do mal. Então, respondeu Satanás ao SENHOR: Porventura, Jó debalde teme a Deus? Acaso, não o cercaste com sebe, a ele, a sua casa e a tudo quanto tem? A obra de suas mãos abençoaste, e os seus bens se multiplicaram na terra. Estende, porém, a mão, e toca-lhe em tudo quanto tem, e verás se não blasfema contra ti na tua face. Disse o SENHOR a Satanás: Eis que tudo quanto ele tem está em teu poder; somente contra ele não estendas a mão. E Satanás saiu da presença do SENHOR.” (Jó 1:1-12)

“Se quisermos entender a história de Jó, precisamos entender seu enredo bidimensional. De fato, a Bíblia não tem nenhum enredo unidimensional, porque Deus está sempre ativo na história e na vida humana, embora trabalhe por trás das cenas. Nos dois primeiros capítulos de Jó, podemos imaginar que estamos mudando de canais, como em uma TV, enquanto saltamos entre os enredos terrestre e celestial.”

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Histórias e histórias. “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino […]” (2 Timóteo 3:16).

Lições da Bíblia.

“Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra” (2 Timóteo 3:16, 17).

“Podemos nos beneficiar do estudo dos personagens bíblicos e de como enfrentaram desafios em sua vida, considerando como aplicaram, ou não, princípios piedosos em suas escolhas. Suas histórias podem nos ensinar a confiar no método divino para encarar os desafios do dia a dia. […] embora Deus esteja preocupado com a sorte de povos, nações e planetas, cuida também dos detalhes de nossa vida, se nos submetemos a Ele.”

“Muito embora a maioria das pessoas não abrigue um grande amor pelo estudo da História em si, a maioria das pessoas ama uma boa história. Toda civilização tem um repertório rico das histórias que explicam (ou afirmam explicar) origens, valores, relações e estruturas de sua cultura. Essas histórias, contadas geração após geração, frequentemente são ferramentas de ensino.”

“Na idade moderna, a arte de contar histórias perdeu a importância: as pessoas procuravam fatos e respostas científicas para explicar a vida. Porém, os fatos, por si sós, não podem responder às questões mais importantes da vida. Hoje, uma nova geração, frequentemente denominada de ‘pós-moderna’, redescobriu o poder das histórias.”

“Neste sentido, a Bíblia é contemporânea porque está cheia de histórias. Não lendas, não ‘fábulas engenhosamente inventadas’ (2Pe 1:16), mas histórias verdadeiras e pessoais que revelam a verdade sobre Deus e Sua interação com a humanidade caída. Essas histórias descrevem pessoas reais, enfrentando problemas da vida real e interagindo com o Deus vivo, que oferece respostas para esses problemas.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina – sábado, 25 de setembro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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Independência individual.

Lições da Bíblia.

“Tem havido sempre na igreja os que estão constantemente inclinados à independência individual. Parecem incapazes de compreender que a independência de espírito é susceptível de levar o instrumento humano a ter demasiada confiança em si mesmo e em seu próprio discernimento, de preferência a respeitar o conselho e estimar altamente a maneira de julgar de seus irmãos, especialmente os que se acham nos cargos designados por Deus para guia de Seu povo. Deus investiu Sua igreja de especial autoridade e poder, por cuja desconsideração e desprezo ninguém se pode justificar; pois aquele que assim procede, despreza a voz de Deus.

Os que são inclinados a considerar como supremo seu critério individual, acham-se em grave perigo. É o estudado esforço de Satanás separar a esses dos que são condutos de luz, e por cujo intermédio Deus tem operado para edificar e estender Sua obra na Terra. Negligenciar ou desprezar aqueles que Deus designou para arcar com as responsabilidades da administração ligadas ao progresso da verdade, é rejeitar o meio ordenado por Ele para auxílio, animação e fortalecimento de Seu povo. Passar qualquer obreiro na causa do Senhor por alto a esses, e pensar que a luz não lhe deve vir por nenhum outro instrumento mas diretamente de Deus, é assumir uma atitude em que está sujeito a ser iludido pelo inimigo, e vencido. Em Sua sabedoria, o Senhor tem designado que, mediante a íntima relação mantida por todos os crentes, cristão esteja unido a cristão, igreja a igreja. Assim estará o instrumento humano habilitado a cooperar com o divino. Todo o agente estará subordinado ao Espírito Santo, e todos os crentes unidos num esforço organizado e bem dirigido para dar ao mundo as alegres novas da graça de Deus.” (Ellen G. White, Atos dos apóstolos, p. 163 – 164).

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina – sexta-feira, 24 de setembro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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Bênção de conclusão.

Lições da Bíblia.

“Ora, nós que somos fortes devemos suportar as debilidades dos fracos e não agradar-nos a nós mesmos. Portanto, cada um de nós agrade ao próximo no que é bom para edificação. Porque também Cristo não se agradou a si mesmo; antes, como está escrito: As injúrias dos que te ultrajavam caíram sobre mim.” (Rom. 15:1-3).

“Ora, o Deus da paciência e da consolação vos conceda o mesmo sentir de uns para com os outros, segundo Cristo Jesus, para que concordemente e a uma voz glorifiqueis ao Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo.” (Rom. 15:5-6)

“E o Deus da esperança vos encha de todo o gozo e paz no vosso crer, para que sejais ricos de esperança no poder do Espírito Santo.” (Rom. 15:13)

“E o Deus da paz seja com todos vós. Amém!” (Rom. 15:33)

“O Deus da paciência” significa o Deus que ajuda Seus filhos a perseverar firmemente. A palavra paciência, hupomone, significa fortaleza, firme resistência. A palavra consolação pode ser traduzida como encorajamento”. O Deus do encorajamento é o Deus que encoraja. O Deus da esperança é o Deus que deu esperança à humanidade. Igualmente, o Deus da paz é o Deus que dá paz e em quem se pode ter paz.”

“Que bênção apropriada em uma carta cujo tema dominante é a justiça pela fé! Encorajamento, esperança e paz! Como nosso mundo presente precisa dessas coisas!”

“Ora, àquele que é poderoso para vos confirmar segundo o meu evangelho e a pregação de Jesus Cristo, conforme a revelação do mistério guardado em silêncio nos tempos eternos, e que, agora, se tornou manifesto e foi dado a conhecer por meio das Escrituras proféticas, segundo o mandamento do Deus eterno, para a obediência por fé, entre todas as nações, ao Deus único e sábio seja dada glória, por meio de Jesus Cristo, pelos séculos dos séculos. Amém!” (Rom. 16:25-27).

“Paulo termina sua epístola com uma gloriosa declaração de louvor a Deus. É em Deus que os cristãos romanos, e todos os cristãos, podem confiar para confirmar sua condição como redimidos filhos e filhas de Deus, justificados pela fé e, agora, guiados pelo Espírito de Deus.”

“Paulo se emociona por ser portador de notícias tão gloriosas. Ele chama essas novas de ‘meu evangelho’. Ele se refere ao evangelho que proclama. Mas o que ele prega foi confirmado pela pregação de Jesus e pelas mensagens dos profetas. Foi mantido em segredo, não porque Deus não quisesse que as pessoas o conhecessem, mas porque as pessoas recusaram a luz do Céu, impedindo que Deus lhes desse maior luz. Além disso, havia alguns aspectos do plano que a humanidade seria incapaz de compreender até que o Messias viesse em carne humana. Ele deu uma demonstração, não só de como é Deus mas também de como o ser humano pode vir a ser, se recorrer ao poder divino.”

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Observância de dias. ”Um faz diferença entre dia e dia; outro julga iguais todos os dias. […]” (Rm 14:5).

Lições da Bíblia.

“Nesta discussão sobre não julgar os outros que podem ver algumas coisas de modo diferente de nós, e não ser uma pedra de tropeço para outros que poderiam se escandalizar por nossas ações, Paulo levanta a questão dos dias especiais que alguns queriam observar e outros, não.”

“Quem és tu que julgas o servo alheio? Para o seu próprio senhor está em pé ou cai; mas estará em pé, porque o Senhor é poderoso para o suster. Um faz diferença entre dia e dia; outro julga iguais todos os dias. Cada um tenha opinião bem definida em sua própria mente. Quem distingue entre dia e dia para o Senhor o faz; e quem come para o Senhor come, porque dá graças a Deus; e quem não come para o Senhor não come e dá graças a Deus. Porque nenhum de nós vive para si mesmo, nem morre para si. Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. Quer, pois, vivamos ou morramos, somos do Senhor. Foi precisamente para esse fim que Cristo morreu e ressurgiu: para ser Senhor tanto de mortos como de vivos. Tu, porém, por que julgas teu irmão? E tu, por que desprezas o teu? Pois todos compareceremos perante o tribunal de Deus.” (Rom. 14:4-10)

“Paulo aqui está dizendo: Façam como quiserem nessa questão; o mais importante é não julgar aqueles que veem o assunto de maneira diferente de vocês. Aparentemente, alguns cristãos, a fim de se colocar no lado seguro, haviam decidido observar um ou mais dos festivais judeus. O conselho de Paulo é: Deixe que eles façam isso, se estiverem persuadidos a tanto.”

“Aplicar Romanos 14:5 ao sábado, como querem alguns, é injustificado. Pode-se imaginar Paulo tomando uma atitude tão descuidada em relação ao quarto mandamento? Como vimos ao longo de todo o trimestre, Paulo punha forte ênfase na obediência à lei e, portanto, ele certamente não colocaria o mandamento do sábado na mesma categoria de pessoas perturbadas a respeito de alimentos que poderiam ter sido oferecidos aos ídolos. Por mais que as pessoas usem esses textos como exemplo para mostrar que o sábado não é mais obrigatório, esses versos não dizem nada disso. Quando o usam dessa forma, dão um excelente exemplo do que Pedro advertiu que as pessoas faziam com os escritos de Paulo: ‘Suas cartas contêm algumas coisas difíceis de entender, as quais os ignorantes e instáveis torcem, como também o fazem com as demais Escrituras, para a própria destruição deles’ (2Pe 3:16).”

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