Que recompensa teve Ana!

Lições da Bíblia.

“De Silo, Ana voltou silenciosamente para o seu lar em Ramá, deixando o menino Samuel para ser educado para o serviço da casa de Deus, sob a instrução do sumo sacerdote. Desde o primeiro despontar da inteligência do filho ela lhe ensinara a amar e reverenciar a Deus, e a considerar-se como sendo do Senhor. Por meio de todas as coisas conhecidas que o cercavam, procurou ela elevar seus pensamentos ao Criador. Depois de separada de seu filho, a solicitude da fiel mãe não cessou. Cada dia ele era objeto de suas orações. Cada ano ela lhe fazia, com suas próprias mãos, uma túnica para o serviço; e, subindo com o esposo para adorar em Silo, dava ao menino esta lembrança de seu amor. Cada fibra da pequena veste era tecida com uma oração para que ele fosse puro, nobre e verdadeiro. Não pedia para o filho grandezas mundanas, mas rogava fervorosamente que ele pudesse alcançar aquela grandeza a que o Céu dá valor – que honrasse a Deus e abençoasse a seus semelhantes.

Que recompensa teve Ana! e que estímulo para a fidelidade é o seu exemplo! Há oportunidades de inestimável valor, interesses infinitamente preciosos, confiados a toda mãe. A humilde rotina dos deveres que as mulheres têm considerado como uma fastidiosa tarefa, deve ser encarada como obra grandiosa e nobre. É privilégio da mãe abençoar o mundo pela sua influência, e fazendo isto trará alegria a seu próprio coração. Ela pode fazer retas veredas para os pés de seus filhos, através de claridade e sombra, em direção às alturas gloriosas do Céu. Mas, unicamente quando procura em sua vida seguir os ensinos de Cristo, é que a mãe pode esperar formar o caráter de seus filhos segundo o modelo divino. O mundo está repleto de influências corruptoras. A moda e os costumes exercem forte poder sobre os jovens. Se a mãe falta em seu dever de instruir, guiar e restringir, os filhos naturalmente aceitarão o mal, e se desviarão do bem. Que toda mãe vá muitas vezes ao seu Salvador com a oração: ‘Ensina-nos o que faremos pela criança.’ Atenda ela à instrução que Deus dá em Sua Palavra, e ser-lhe-á dada sabedoria conforme a necessitar.” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 572, 573).

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Instruir o jovem Samuel?

Lições da Bíblia.

“Embora Ana tivesse deixado o tabernáculo cantando, ela também deixou para trás o pequeno Samuel. Ela não mais tinha o estigma da esterilidade, mas ainda ia para uma casa vazia. Com o filho dedicado a Deus e trabalhando para Ele, quem cuidaria dela na velhice? Com uma fé e confiança simples, ela havia dado a Deus sua posse mais preciosa. Neste sentido, Ana nos lembra Abraão, outro herói que estava preparado para oferecer o filho a Deus. Como já notamos, o cumprimento da promessa de Deus a Abraão e Sara envolveu também um longo período de esterilidade. Porém, Deus “provou” a fé do patriarca Abraão quando o garoto já era mais velho. Quanto a Ana, ela decidiu dar o filho, se o tivesse, para o serviço a Deus, mesmo antes de a criança nascer. Depois que o menino foi desmamado, ele foi levado a Siló. Você pode imaginar os sentimentos dessa mãe quando lhe acenou adeus, especialmente tendo em conta o fato de que as coisas não estavam indo bem na casa de Eli, que assumiria a função de instruir o jovem Samuel?”

Deus honrou a expressão de fé de Ana: “Abençoou, pois, o SENHOR a Ana, e ela concebeu e teve três filhos e duas filhas; e o jovem Samuel crescia diante do SENHOR.” (1 Sam. 2:21).

“Ana poderia ter se recusado a dar seu menino ao Senhor e egoisticamente se agarrado a ele como sua única segurança. Porém, dando-o a Deus, ela não só recebeu mais cinco filhos, mas a dedicação de Samuel ao Senhor teve também uma influência profunda no próprio Samuel. A seu tempo, ele se tornou o porta-voz especial de Deus e um dos maiores mestres e líderes de Israel.”

“Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; mas ajuntai para vós outros tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam;” (Mat. 6:19-20).

“E lhes proferiu ainda uma parábola, dizendo: O campo de um homem rico produziu com abundância. E arrazoava consigo mesmo, dizendo: Que farei, pois não tenho onde recolher os meus frutos? E disse: Farei isto: destruirei os meus celeiros, reconstruí-los-ei maiores e aí recolherei todo o meu produto e todos os meus bens. Então, direi à minha alma: tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e regala-te. Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será? Assim é o que entesoura para si mesmo e não é rico para com Deus.” (Luc. 12:16-21).

“Deus toma tudo o que Lhe damos, multiplica-o e lhe dá dimensões completamente novas com as quais nunca teríamos sonhado. Ana aprendeu que os maiores tesouros só estão realmente seguros quando dados a Deus. O que acumulamos para nós mesmos aqui pode, em um momento, desaparecer.”

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Cantando louvores. “[…] O meu coração se regozija no SENHOR […]” (1 Sam. 2:1).

Lições da Bíblia.

“Você é alguém que canta quando está feliz? A Bíblia registra frequentemente pessoas irrompendo em cânticos em momentos-chave de sua vida. Miriam e as mulheres de Israel cantaram nas margens do Mar Vermelho depois de testemunhar a poderosa salvação de Deus (Êx 15:20, 21). Em maravilhosa linguagem poética, Débora e Baraque exaltaram o poder de Deus sobre os reis e exércitos humanos (Jz 5:1-31). Quando Maria visitou a prima, Isabel, ela prorrompeu em um cântico de louvor sobre Deus e Seu incrível plano de salvação (Lc 1:46-55). Todos esses cânticos têm um denominador comum, embora apareçam em contextos históricos diferentes e sob circunstâncias distintas: todos descrevem o que acontece quando Deus intervém na história humana e responde aos apelos de Seus filhos.”

“Então, orou Ana e disse: O meu coração se regozija no SENHOR, a minha força está exaltada no SENHOR; a minha boca se ri dos meus inimigos, porquanto me alegro na tua salvação. Não há santo como o SENHOR; porque não há outro além de ti; e Rocha não há, nenhuma, como o nosso Deus. Não multipliqueis palavras de orgulho, nem saiam coisas arrogantes da vossa boca; porque o SENHOR é o Deus da sabedoria e pesa todos os feitos na balança. O arco dos fortes é quebrado, porém os débeis, cingidos de força. Os que antes eram fartos hoje se alugam por pão, mas os que andavam famintos não sofrem mais fome; até a estéril tem sete filhos, e a que tinha muitos filhos perde o vigor. O SENHOR é o que tira a vida e a dá; faz descer à sepultura e faz subir. O SENHOR empobrece e enriquece; abaixa e também exalta. Levanta o pobre do pó e, desde o monturo, exalta o necessitado, para o fazer assentar entre os príncipes, para o fazer herdar o trono de glória; porque do SENHOR são as colunas da terra, e assentou sobre elas o mundo. Ele guarda os pés dos seus santos, porém os perversos emudecem nas trevas da morte; porque o homem não prevalece pela força. Os que contendem com o SENHOR são quebrantados; dos céus troveja contra eles. O SENHOR julga as extremidades da terra, dá força ao seu rei e exalta o poder do seu ungido. Então, Elcana foi-se a Ramá, a sua casa; porém o menino ficou servindo ao SENHOR, perante o sacerdote Eli.” (1 Sam. 2:1-11)

“Ana […] Ela passou a ver a vida de uma perspectiva totalmente nova. As coisas que os outros se esforçam para obter e consideram absolutas são, na realidade, muito insignificantes e podem não existir amanhã. Em sua canção, Ana fez surpreendentes contrastes para destacar o fato de que as circunstâncias da vida nem sempre são como parecem. O arco dos fortes é quebrado, enquanto os fracos são “cingidos de força” (1Sm 2:4). […] Ana achava que a verdadeira segurança não depende das circunstâncias mas de conhecer a Deus, que não muda. É Ele que nos diz que cada um de nós é especial. É Ele que nos dá valor.”

A fim de entender esses versos, precisamos nos lembrar da premissa básica do Antigo Testamento sobre a vida. É muito diferente da moderna visão de mundo: Deus é o Criador da vida e, como Criador, Ele tem direito de fazer o que quiser com Sua criação. Em outras palavras, nada neste planeta está além de Seu controle. Isso significa que, na visão bíblica de mundo, até as coisas negativas estão sujeitas ao controle de Deus. Frequentemente, os autores bíblicos descrevem essa perspectiva de modo a sugerir que Deus esteja ativamente envolvido na execução das coisas más que acontecem à humanidade. Em outras palavras, aquilo que Deus permite, Ele “faz”.

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Derramando o coração. “[…] levantou-se Ana, e, com amargura de alma, orou ao SENHOR, e chorou abundantemente.” (1 Sam 1:10).

Lições da Bíblia.

“A natureza humana só pode aguentar até determinado ponto. A certa altura, precisa tomar providências. Para alguns, essa ação pode ser irracional e até perigosa.”

Assim relata à bíblia a maneira como Ana lidou com a dor: “Após terem comido e bebido em Siló, estando Eli, o sacerdote, assentado numa cadeira, junto a um pilar do templo do SENHOR, levantou-se Ana, e, com amargura de alma, orou ao SENHOR, e chorou abundantemente. E fez um voto, dizendo: SENHOR dos Exércitos, se benignamente atentares para a aflição da tua serva, e de mim te lembrares, e da tua serva te não esqueceres, e lhe deres um filho varão, ao SENHOR o darei por todos os dias da sua vida, e sobre a sua cabeça não passará navalha. Demorando-se ela no orar perante o SENHOR, passou Eli a observar-lhe o movimento dos lábios, porquanto Ana só no coração falava; seus lábios se moviam, porém não se lhe ouvia voz nenhuma; por isso, Eli a teve por embriagada e lhe disse: Até quando estarás tu embriagada? Aparta de ti esse vinho! Porém Ana respondeu: Não, senhor meu! Eu sou mulher atribulada de espírito; não bebi nem vinho nem bebida forte; porém venho derramando a minha alma perante o SENHOR. Não tenhas, pois, a tua serva por filha de Belial; porque pelo excesso da minha ansiedade e da minha aflição é que tenho falado até agora. (1 Sam. 1:9-16)”

“Essa oração não foi uma petição formal ou um tipo de oração geral ‘por favor, ajuda-me’. O autor bíblico descreve a oração de Ana como ‘derramando a alma perante o Senhor’ (1Sm 1:15). O verbo derramar normalmente é associado ao despejo de líquidos, particularmente sangue e água com relação aos sacrifícios (cf. Lv 4:7, 12, 18, 25, etc.). Frequentemente, é usado para se referir às ações de Deus. O Senhor pode derramar juízos ou bênçãos (Sl 69:24; 79:6; Is 42:25; etc.). Tem conotações de abundância e plenitude. Em algumas passagens do Antigo Testamento, o verbo é usado com relação à oração (Sl 42:4, 5; 62:8, 9; Lm 2:19). Essa oração derramada é talvez o tipo mais íntimo de oração. Envolve ser absolutamente honesto para com Deus, expressando nossa dor e nossos temores mais profundos. Ana estava tão absorvida em sua oração que ficou inconsciente das pessoas ao seu redor e do que poderiam pensar dela. Estava, de fato, se apegando a Deus como Jacó se apegou a seu assaltante noturno (Gn 32:26, 27).”

Como resposta imediata a sua oração Ana ouviu de Eli: “[…] Vai-te em paz, e o Deus de Israel te conceda a petição que lhe fizeste. E disse ela: Ache a tua serva mercê diante de ti. Assim, a mulher se foi seu caminho e comeu, e o seu semblante já não era triste.” (1 Sam. 1:17-18).

“Embora nem sempre Deus responda imediatamente às nossas orações, quando derramamos o coração diante dEle, podemos estar seguros de que Ele nos ouve e responde (Sl 37:4) a Seu próprio tempo e à Sua maneira. Isso pode nos dar esperança e confiança enquanto esperamos para ver a guia de Deus em nosso futuro.”

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Com amigos como esses…

Lições da Bíblia.

“Estar sob a suposta maldição de Deus e ter o sentimento de que a vida não tinha nenhum valor real já devia ser bastante difícil para Ana.” Além disso, havia um problema adicional tinha ela: “(A sua rival a provocava excessivamente para a irritar, porquanto o SENHOR lhe havia cerrado a madre.) E assim o fazia ele de ano em ano; e, todas as vezes que Ana subia à Casa do SENHOR, a outra a irritava; pelo que chorava e não comia.” (1 Sam. 1:6-7)

“Frequentemente, os que são mais próximos de nós são os que sabem o que mais nos fere. Com as constantes provocações de Penina, não é de surpreender que a vida de Ana se tornasse difícil. O texto bíblico enfatiza que as provocações se repetiam ano após ano, a mesma história de sempre. É interessante notar que a palavra hebraica para a ação da rival de Ana (‘provocava’ [ARA], ‘irritava’ [ARC]) é frequentemente usada no Antigo Testamento para descrever os pecados graves que provocam a reação divina direta (veja Dt 9:18; 31:29). Essa não era só uma observação rápida, furtiva. Parece ter sido uma estratégia premeditada e consciente de Penina para provocar Ana a fazer algo impensado. Afinal, Ana era sua única rival nos afetos de Elcana (1Sm 1:5).”

“Os insultos de Penina pretendiam realmente ferir. Talvez as piores feridas venham daqueles que não pretendem nos ferir. Quem, em meio a dor terrível, não se sentiu pior ainda por causa de pessoas bem intencionadas que disseram ou fizeram a coisa errada?”

Tomando com referência outro personagem bíblico, jó, percebemos que “seus amigos estavam verdadeiramente tristes pelo que ele experimentava (‘Levantando eles de longe os olhos e não o reconhecendo, ergueram a voz e choraram; e cada um, rasgando o seu manto, lançava pó ao ar sobre a cabeça. Sentaram-se com ele na terra, sete dias e sete noites; e nenhum lhe dizia palavra alguma, pois viam que a dor era muito grande.’ Jó 2:12-13). Mas como eles tornaram o problema ainda pior para ele? Por que é exatamente assim que não se deve reagir ao pesar dos outros?”

“A perda das posses materiais ou de pessoas próximas a nós provoca profundas dores. Enfermidades ou circunstâncias de nossa vida podem parecer assustadoras e nos levar ao desespero. Às vezes, viver com profundos desejos não realizados remove de nossa vida todo senso de esperança. As coisas vão de mal a pior quando temos que enfrentar não só profundas dores ou circunstâncias ruins, mas também pessoas que parecem especialistas em tornar insuportável a vida. Essa combinação de sonhos não realizados e constantes tensões precipitou o clamor de Ana diante do Senhor. Às vezes, precisamos apresentar persistentemente nossas dores e frustrações diante de Deus. Quando chegamos ao fundo do poço, precisamos procurar respostas fora de nós.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina – segunda-feira, 11 de outubro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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Qual é o meu valor?

Lições da Bíblia.

“Houve um homem de Ramataim-Zofim, da região montanhosa de Efraim, cujo nome era Elcana, filho de Jeroão, filho de Eliú, filho de Toú, filho de Zufe, efraimita. Tinha ele duas mulheres: uma se chamava Ana, e a outra, Penina; Penina tinha filhos; Ana, porém, não os tinha. Este homem subia da sua cidade de ano em ano a adorar e a sacrificar ao SENHOR dos Exércitos, em Siló. Estavam ali os dois filhos de Eli, Hofni e Finéias, como sacerdotes do SENHOR. No dia em que Elcana oferecia o seu sacrifício, dava ele porções deste a Penina, sua mulher, e a todos os seus filhos e filhas. A Ana, porém, dava porção dupla, porque ele a amava, ainda mesmo que o SENHOR a houvesse deixado estéril. (A sua rival a provocava excessivamente para a irritar, porquanto o SENHOR lhe havia cerrado a madre.) E assim o fazia ele de ano em ano; e, todas as vezes que Ana subia à Casa do SENHOR, a outra a irritava; pelo que chorava e não comia. Então, Elcana, seu marido, lhe disse: Ana, por que choras? E por que não comes? E por que estás de coração triste? Não te sou eu melhor do que dez filhos? Após terem comido e bebido em Siló, estando Eli, o sacerdote, assentado numa cadeira, junto a um pilar do templo do SENHOR, levantou-se Ana, e, com amargura de alma, orou ao SENHOR, e chorou abundantemente. E fez um voto, dizendo: SENHOR dos Exércitos, se benignamente atentares para a aflição da tua serva, e de mim te lembrares, e da tua serva te não esqueceres, e lhe deres um filho varão, ao SENHOR o darei por todos os dias da sua vida, e sobre a sua cabeça não passará navalha. Demorando-se ela no orar perante o SENHOR, passou Eli a observar-lhe o movimento dos lábios, porquanto Ana só no coração falava; seus lábios se moviam, porém não se lhe ouvia voz nenhuma; por isso, Eli a teve por embriagada e lhe disse: Até quando estarás tu embriagada? Aparta de ti esse vinho! Porém Ana respondeu: Não, senhor meu! Eu sou mulher atribulada de espírito; não bebi nem vinho nem bebida forte; porém venho derramando a minha alma perante o SENHOR. Não tenhas, pois, a tua serva por filha de Belial; porque pelo excesso da minha ansiedade e da minha aflição é que tenho falado até agora.” (1 Sam. 1:1-16)

“Os sentimentos de Ana não devem ser tão difíceis de entender, especialmente em uma cultura em que não ter filho homem significava não ter nenhuma segurança na velhice. Não ter nenhum filho era entendido como maldição divina. Tanto na esfera pública como na familiar, uma mulher sem filhos tinha que viver com o estigma de ser supostamente amaldiçoada por Deus. Obviamente, esse fato afetava seu valor aos olhos da sociedade, sua própria autoestima e seu relacionamento com Deus. Ana deve ter pensado frequentemente o que havia feito para merecer isso. Por que isso estava acontecendo com ela?”

“Para Ana, a inveja e o senso de ‘não ser ninguém’ criou uma mistura explosiva de emoções que finalmente explodiu quando ela despejou o coração diante do Senhor. O que tornava as coisas ainda piores era que Ana não estava ficando mais jovem. O tempo estava contra ela e, aparentemente, Deus também.”

“Lembre-se de que, no tempo de Ana, o papel de uma mulher na sociedade estava principalmente associado ao parto e à criação dos filhos. Não havia outra possibilidade de fazer carreira. […] Era só pelos filhos que Ana podia reconhecer o valor de sua vida e deixar um legado. Para ela, sem filhos, a vida não tinha nenhum significado real.”

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Ana – Aprendendo a ser alguém. ”[…] O meu coração se regozija no Senhor, a minha força está exaltada no Senhor; […]” (1Sam 2:1).

Lições da Bíblia.

“Então, orou Ana e disse: O meu coração se regozija no Senhor, a minha força está exaltada no Senhor; a minha boca se ri dos meus inimigos, porquanto me alegro na Tua salvação. Não há santo como o Senhor; porque não há outro além de Ti; e Rocha não há, nenhuma, como o nosso Deus” (1 Samuel 2:1, 2).

"Deus encheu de bênçãos a vida de uma mulher infeliz, em resposta à oração. Por sua vez, ela respondeu com louvor e, pela fé, devolveu o filho como oferta a Deus. Não importando como a sociedade ou outras pessoas nos veem, para Deus, temos muito valor."

“Uma das grandes dificuldades que muitas pessoas enfrentam é o senso de valor próprio. Qual é nosso valor neste mundo? Qual é o significado de uma vida entre tantos bilhões? Lemos a respeito de guerras em que pereceram milhões de pessoas, frequentemente sem deixar vestígio. A cada dia, milhares nascem e milhares morrem. Sentimos forças poderosas sobre as quais não temos nenhum controle, que podem nos atropelar e aos nossos sonhos tão depressa quanto um caminhão provoca um defeito na estrada. Em meio a uma agitação tão poderosa e opressiva, como podemos obter um senso de nosso significado e propósito? E temos algo assim?”

“Evidentemente, a Bíblia ensina que isso é verdade, que somos seres criados à imagem de Deus. Temos valor porque somos importantes para Deus. Quem se importa com o que os outros pensam de você, se Deus, que segura o mundo inteiro em Suas mãos, lhe tem amor? Acima de tudo, é Seu amor o que importa.”

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A fé de Calebe.

Lições da Bíblia.

“A fé que Calebe tinha era agora precisamente o que fora quando seu testemunho havia contradito o mau relato dos espias. Acreditara na promessa de Deus de que Ele poria Seu povo na posse de Canaã, e nisto seguira inteiramente ao Senhor. Suportara juntamente com Seu povo a longa peregrinação no deserto, participando assim dos desapontamentos e trabalhos dos culpados; contudo, não apresentou queixa contra isso, mas exaltou a misericórdia de Deus que o preservara em vida no deserto, quando seus irmãos foram eliminados. Entre todas as dificuldades, perigos e pragas, nas vagueações pelo deserto, e durante os anos de guerra desde que entraram em Canaã, o Senhor o preservara; e agora, passados os oitenta anos, seu vigor não se encontrava abatido. Ele não pedia para si uma terra já conquistada, mas o lugar que, mais do que todos, os outros espias haviam julgado impossível subjugar. Com a ajuda de Deus, ele arrancaria essa fortaleza daqueles mesmos gigantes cujo poder fizera abalar a fé dos israelitas. Não foram o desejo de honras nem o engrandecimento próprio que determinaram o pedido de Calebe. O bravo e velho guerreiro estava desejoso de dar ao povo um exemplo que honrasse a Deus e incentivasse as tribos a subjugar completamente a terra que seus pais haviam imaginado ser invencível

Calebe obteve a herança na qual tinha o coração durante quarenta anos; e, confiando em que Deus estava consigo, ‘expeliu Calebe dali os três filhos de Enaque’. Jos. 15:14. Havendo assim conseguido posse para si e sua casa, o zelo não se lhe abateu; não se estabeleceu a fim de desfrutar a herança, mas levou avante novas conquistas para o benefício da nação e para a glória de Deus.” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 512, 513).

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