Comunhão dos sofrimentos.

Lições da Bíblia.

“No relatório daqueles que mediante a abnegação entraram na comunhão dos sofrimentos de Cristo, acham-se os nomes de Jônatas e de João Batista, aquele no Antigo Testamento e este no Novo.

Jônatas – por nascimento herdeiro do trono e não obstante ciente de que fora posto de lado pelo decreto divino; o mais terno e fiel amigo de seu rival Davi, cuja vida ele protegia com perigo da sua própria; firme ao lado do pai através dos tenebrosos dias de seu poder em declínio, e a seu lado tombando ele mesmo finalmente – acha-se o seu nome guardado como tesouro nos Céus, e na Terra permanece como um testemunho da existência e do poder do amor abnegado.

João Batista abalou a nação, por ocasião de seu aparecimento, na qualidade de arauto do Messias. De uma para outra parte seus passos eram seguidos por vastas multidões constituídas de pessoas de todas as classes e condições. Mas quando chegou Aquele de quem ele dera testemunho, tudo se mudou. As multidões acompanharam a Jesus, e a obra de João parecia encerrar-se rapidamente. Contudo não houve vacilação na sua fé. ‘É necessário’, disse ele, ‘que Ele cresça e que eu diminua.’ João 3:30.

Passou-se o tempo, e o reino que João confiantemente esperara não se estabeleceu. No calabouço de Herodes, separado do ar vivificante e da liberdade do deserto, ele aguardava e vigiava.

Não houve exibição e armas, nem despedaçamento de portas de prisões; mas a cura de enfermos, a pregação do evangelho, o reerguimento das pessoas testificavam da missão de Cristo.

Sozinho no calabouço, vendo onde ia terminar o seu caminho e o de seu Mestre, João aceitara este encargo – a comunhão com Cristo no sacrifício. Mensageiros celestiais assistiram-no até ao túmulo. Os seres do Universo, caídos ou não, testemunharam a reivindicação do serviço abnegado, feita por ele.

Em todas as gerações que se têm passado desde então, pessoas sofredoras têm sido amparadas pelo testemunho da vida de João. Na masmorra, no patíbulo, nas chamas, homens e mulheres, no decorrer dos séculos de trevas, têm sido fortalecidos pela memória daquele de quem Cristo declarou: ‘Entre os que de mulher têm nascido, não apareceu alguém maior do que João Batista.’ Mat. 11:11.” (Ellen G. White, Educação, p. 156-158).

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina – sexta-feira, 22 de outubro de 2010. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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Quando a vida não é justa.

Lições da Bíblia.

O fim de Jônatas: “Entretanto, os filisteus pelejaram contra Israel, e, tendo os homens de Israel fugido de diante dos filisteus, caíram feridos no monte Gilboa. Os filisteus apertaram com Saul e seus filhos e mataram Jônatas, Abinadabe e Malquisua, filhos de Saul. Agravou-se a peleja contra Saul; os flecheiros o avistaram, e ele muito os temeu. Então, disse Saul ao seu escudeiro: Arranca a tua espada e atravessa-me com ela, para que, porventura, não venham estes incircuncisos, e me traspassem, e escarneçam de mim. Porém o seu escudeiro não o quis, porque temia muito; então, Saul tomou da espada e se lançou sobre ela.” (1 Sam. 31:1-4)

Tomando conhecimento do trágico fim de toda família real: “[…] apanhou Davi as suas próprias vestes e as rasgou, e assim fizeram todos os homens que estavam com ele. Prantearam, choraram e jejuaram até à tarde por Saul, e por Jônatas, seu filho, e pelo povo do SENHOR, e pela casa de Israel, porque tinham caído à espada.” (2 Sam. 1:11-12).

“Quase todos nós fomos ensinados que, no fim, os bons sempre ganham e que colhemos o que semeamos. Frequentemente, levamos isso adiante e cremos que uma boa pessoa deve ter uma vida longa e boa, e que os maus podem esperar uma vida problemática e breve. Embora saibamos que o bem vencerá o mal no fim, quando Jesus voltar, a realidade é que os bons nem sempre ficam bem nesta vida e que os maus nem sempre se dão mal. Às vezes, até somos castigados por fazer o que é certo. Muitas vezes, Deus interfere e salva miraculosamente e protege Seus filhos, mas nem sempre é assim.”

“Deus já havia usado Jônatas antes para pôr em fuga um exército inteiro, e agora, o exército israelita mais uma vez enfrentava os filisteus. Talvez Jônatas pensasse que, uma vez mais, Deus operaria um milagre para salvar Israel. Naquele dia, Jônatas caiu no campo de batalha (1Sm 31:2). Como João Batista, Jônatas é um exemplo dos que não conseguem alcançar o que parecem merecer na vida. Eles sofrem frequentemente, perdem posições de honra por causa de Cristo e, às vezes, até caem no posto de dever. Por mais insignificante ou até inútil que sua vida e sacrifício possam parecer, eles são figuras-chave nos planos de Deus. São motivados e sustentados pelo amor e pela presença de Jesus. Nascem para a grandeza – não necessariamente a grandeza que o mundo entende ou exalta, mas uma grandeza que vai além de nossas expectativas e conceitos humanos.”

“Sob a nossa perspectiva, acontece muita coisa que não faz sentido nem parece justo. Mas a promessa é de que, um dia, todas as coisas serão esclarecidas, e teremos as respostas para o que agora nos parece insondável.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina – quinta-feira, 21 de outubro de 2010. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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Tomando o segundo lugar. “[…] porém tu reinarás sobre Israel, e eu serei contigo o segundo […]” (1 Sam. 23:17).

Lições da Bíblia.

“Uma das principais tendências na sociedade atual é culpar os pais pela maioria (se não, por todos) dos problemas na vida. Na verdade, algumas pessoas herdam dos pais uma bagagem emocional muito pesada. Não podemos negar esse fato. Porém, parece que as últimas décadas viram um incrível aumento nessa tendência infeliz. Culpamos não só os pais, mas, às vezes, irmãos, professores, circunstâncias – qualquer coisa ou qualquer pessoa a fim de nos livrar da responsabilidade pelas próprias circunstâncias.”

“Embora todos estejamos sujeitos às circunstâncias além do nosso controle e até vítimas delas – a vida de Jônatas mostra que podemos transformá-las, ao menos até certo ponto. Ele tinha o direito de culpar o pai pela maioria de suas dificuldades. Se Saul tivesse sido fiel, Jônatas teria obtido o trono. No entanto, escolheu não culpar ninguém. Ele tinha um bom senso de valor próprio. Em vez de se deixar envolver pela amargura e ressentimento, ele acreditou que Deus sabia o que era melhor e, então, escolheu fazer o que podia com o que tinha. Provavelmente, não foi fácil para Jônatas manter a fé e confiança em Deus quando percebeu que Deus havia escolhido Davi, em lugar dele mesmo, para se tornar o rei seguinte.”

Disse Jônatas a Davi: “[…] Não temas, porque a mão de Saul, meu pai, não te achará; porém tu reinarás sobre Israel, e eu serei contigo o segundo, o que também Saul, meu pai, bem sabe.” (1 Sam. 23:17).

Em contraste com a nobre atitude de Jônatas encontramos na bíblia outros relatos de atitudes de extremo egoísmo: “Tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do Norte; subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo.” (Isa. 14:13-14) “Então, Adonias, filho de Hagite, se exaltou e disse: Eu reinarei. Providenciou carros, e cavaleiros, e cinqüenta homens que corressem adiante dele.” (1 Reis 1:5) “Então, se aproximaram dele Tiago e João, filhos de Zebedeu, dizendo-lhe: Mestre, queremos que nos concedas o que te vamos pedir. E ele lhes perguntou: Que quereis que vos faça? Responderam-lhe: Permite-nos que, na tua glória, nos assentemos um à tua direita e o outro à tua esquerda.” (Mar. 10:35-37).

“Quando temos a identidade segura em Deus, podemos enfrentar rejeição ou crítica sem nos sentir desolados nem perder o senso de valor próprio. Grande parte de ter nossa identidade segura em Deus envolve experiência e relacionamento com Ele. Jônatas já havia tido uma dramática experiência pessoal com Deus na vitória sobre os filisteus em 1 Samuel 14.”

“A história posterior da família de Davi está marcada por rebeliões e disputas internas. Tanto Absalão como Adonias quiseram usurpar o trono de seu pai, Davi. Eles estavam pouco dispostos a permitir que Deus escolhesse o novo rei. A atitude de Jônatas estava em total contraste com esse espírito egoísta. Ele se dispôs a tomar o segundo lugar, tentando inspirar harmonia e reconciliação entre o pai e o amigo Davi (1Sm 19:4). Deixou um verdadeiro exemplo de um líder servidor, preparando-se para assumir o segundo lugar, ou até o terceiro.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina – quarta-feira, 20 de outubro de 2010. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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Relação pai-filho.

Lições da Bíblia.

“A relação entre Jônatas e Saul, e como se situava Jônatas no conflito entre Saul e Davi, é relatado em 1 Samuel: “Falou Saul a Jônatas, seu filho, e a todos os servos sobre matar Davi. Jônatas, filho de Saul, mui afeiçoado a Davi, o fez saber a este, dizendo: Meu pai, Saul, procura matar-te; acautela-te, pois, pela manhã, fica num lugar oculto e esconde-te. Eu sairei e estarei ao lado de meu pai no campo onde estás; falarei a teu respeito a meu pai, e verei o que houver, e te farei saber. Então, Jônatas falou bem de Davi a Saul, seu pai, e lhe disse: Não peque o rei contra seu servo Davi, porque ele não pecou contra ti, e os seus feitos para contigo têm sido mui importantes. Arriscando ele a vida, feriu os filisteus e efetuou o SENHOR grande livramento a todo o Israel; tu mesmo o viste e te alegraste; por que, pois, pecarias contra sangue inocente, matando Davi sem causa? Saul atendeu à voz de Jônatas e jurou: Tão certo como vive o SENHOR, ele não morrerá. Jônatas chamou a Davi, contou-lhe todas estas palavras e o levou a Saul; e esteve Davi perante este como dantes.” (1 Sam. 19:1-7)

“Exatamente que tipo de pai foi Saul quando Jônatas era criança, não sabemos, mas sabemos que na vida posterior Saul não foi digno de admiração. Ele era muito egoísta, mal-humorado, ciumento, irracional e, às vezes, neurótico. Jônatas, porém, em sua vida e seu relacionamento com o pai, deu testemunho de uma aplicação prática do mandamento de Êxodo 20:12, que nos manda honrar os pais.”

“Porque tão certo como vive o SENHOR, que salva a Israel, ainda que com meu filho Jônatas esteja a culpa, seja morto. Porém nenhum de todo o povo lhe respondeu. Disse mais a todo o Israel: Vós estareis de um lado, e eu e meu filho Jônatas, do outro. Então, disse o povo a Saul: Faze o que bem te parecer. Falou, pois, Saul ao SENHOR, Deus de Israel: Mostra a verdade. Então, Jônatas e Saul foram indicados por sorte, e o povo saiu livre. Disse Saul: Lançai a sorte entre mim e Jônatas, meu filho. E foi indicado Jônatas. Disse, então, Saul a Jônatas: Declara-me o que fizeste. E Jônatas lhe disse: Tão-somente provei um pouco de mel com a ponta da vara que tinha na mão. Eis-me aqui; estou pronto para morrer. Então, disse Saul: Deus me faça o que bem lhe aprouver; é certo que morrerás, Jônatas. Porém o povo disse a Saul: Morrerá Jônatas, que efetuou tamanha salvação em Israel? Tal não suceda. Tão certo como vive o SENHOR, não lhe há de cair no chão um só cabelo da cabeça! Pois foi com Deus que fez isso, hoje. Assim, o povo salvou a Jônatas, para que não morresse. E Saul deixou de perseguir os filisteus; e estes se foram para a sua terra.” (1 Sam. 14:39-46).

“Honrar os pais significa muito mais que oferecer um cartão ou um presente ocasional. Jônatas permanecia ao lado do pai em suas ocasiões de crise; ele o apoiava, também, apesar do que o pai queria lhe fazer.”

“E nós, também, honramos os pais quando os apoiamos em tempos de crise, como na enfermidade ou na perda do emprego. Temos a obrigação bíblica de sustentar os pais emocional e também materialmente (veja 1Tm 5:8). Honrar os pais não é uma atividade subjetiva, passiva. Jônatas demonstrou que isso frequentemente envolve oferecer conselho respeitoso e sensato. Honrar os pais não significa suspender nosso próprio julgamento ou defender os erros dos pais, segui-los cegamente nem tolerar o mal. Significa, porém, que temos obrigações especiais para com eles, não importando o tipo de pessoas que sejam.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina – terça-feira, 18 de outubro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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Uma grande vitória.

Lições da Bíblia.

“Israel vivia um momento de extrema crise. Os filisteus se haviam ajuntado para lutar contra Israel com carros e soldados que pareciam tão numerosos quanto os grãos de areia numa praia. O exército israelita era numericamente inferior e muito mal equipado. Só Saul e Jônatas pareciam ter espadas ou lanças de ferro, pois os filisteus controlavam firmemente a indústria de ferreiro. Realmente, todos os israelitas tinham que levar as ferramentas para ser consertadas ou afiadas por ferreiros filisteus (1Sm 13:19-22). Você pode imaginar um bando israelita equipado com varas, machados e fundas, enfrentando um vasto exército filisteu com armas de última geração? Não é de admirar que o exército de Saul tivesse uma taxa recorde de deserção.”

“Jônatas não se intimidava pelo que os outros pensavam. Não lamentava a falta de fé e confiança de Israel. Em vez disso, decidiu fazer algo. Jônatas não confiou nas próprias forças. Ele sabia que Deus é muito maior que o problema que Israel enfrentava. Ele não se considerava nenhum tipo de salvador ou herói. Sabia que Deus pode salvar por qualquer meio que escolher, e então, colocou-se à disposição de Deus. E o Senhor escolheu usá-lo e ao seu escudeiro, seguindo-se uma vitória incrível.”

“Disse, pois, Jônatas ao seu escudeiro: Vem, passemos à guarnição destes incircuncisos; porventura, o SENHOR nos ajudará nisto, porque para o SENHOR nenhum impedimento há de livrar com muitos ou com poucos. Então, o seu escudeiro lhe disse: Faze tudo segundo inclinar o teu coração; eis-me aqui contigo, a tua disposição será a minha. Disse, pois, Jônatas: Eis que passaremos àqueles homens e nos daremos a conhecer a eles. Se nos disserem assim: Parai até que cheguemos a vós outros; então, ficaremos onde estamos e não subiremos a eles. Porém se disserem: Subi a nós; então, subiremos, pois o SENHOR no-los entregou nas mãos. Isto nos servirá de sinal. Dando-se, pois, ambos a conhecer à guarnição dos filisteus, disseram estes: Eis que já os hebreus estão saindo dos buracos em que se tinham escondido. Os homens da guarnição responderam a Jônatas e ao seu escudeiro e disseram: Subi a nós, e nós vos daremos uma lição. Disse Jônatas ao escudeiro: Sobe atrás de mim, porque o SENHOR os entregou nas mãos de Israel. Então, trepou Jônatas de gatinhas, e o seu escudeiro, atrás; e os filisteus caíram diante de Jônatas, e o seu escudeiro os matava atrás dele.” (1 Sam. 14:6-13)

“Às vezes, a linha que separa a fé da presunção pode parecer muito clara. Jônatas não dependia só de suas impressões. Ele consultou outras pessoas tementes a Deus e partilhou com elas seus planos e ideias. Jônatas entendia que Deus não está limitado, e não tentou manipulá-Lo. Ofereceu-se para ficar ou ir, conforme Deus lhe revelasse por meio do sinal que ele propôs. Finalmente, quando obteve a resposta “vá em frente”, ele não vacilou, mas se empenhou imediatamente em vencer o desafio.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina – Segunda-feira, 18 de outubro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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O elevado ofício da amizade. “surgiu tão grande amizade entre Jônatas e Davi que Jônatas tornou-se o seu melhor amigo” (1 Sam 19:1 NVI).

Lições da Bíblia.

“A amizade é diferente da maioria das outras relações, que com frequência são legalmente reguladas e controladas. Em muitas culturas, os pais escolhem o cônjuge para os filhos. Evidentemente, nenhum de nós chegou a escolher pais, irmãos e a família mais ampla. Porém, podemos escolher os amigos. A amizade atravessa todas as fronteiras. A amizade também pode influenciar outras relações. Cantares de Salomão 5:16 nos mostra o papel da amizade em uma relação matrimonial (‘O seu falar é muitíssimo doce; sim, ele é totalmente desejável. Tal é o meu amado, tal, o meu esposo, ó filhas de Jerusalém.’ Cant. 5:16). A verdadeira amizade é uma relação completamente voluntária, e talvez seja por isso que é tão envolvente. Não requer que se cumpra a letra da lei mas, ao contrário, destaca o dar de si mesmo.”

“1 Samuel 18:1 descreve a amizade entre Jônatas e Davi. Diz que ‘surgiu tão grande amizade entre Jônatas e Davi que Jônatas tornou-se o seu melhor amigo’ (NVI).” Vejamos as características de amizade destacadas em alguns versos bíblicos:

  • Comunicação – “Falava o SENHOR a Moisés face a face, como qualquer fala a seu amigo; então, voltava Moisés para o arraial, porém o moço Josué, seu servidor, filho de Num, não se apartava da tenda.” (Êxo. 33:11)
  • Amor – “Em todo tempo ama o amigo, e na angústia se faz o irmão.” (Prov. 17:17)
  • Cordialidade – “Como o óleo e o perfume alegram o coração, assim, o amigo encontra doçura no conselho cordial.” (Prov. 27:9)
  • Companheirismo – “Porque se caírem, um levanta o companheiro; ai, porém, do que estiver só; pois, caindo, não haverá quem o levante.” (Ecles. 4:10)
  • Fidelidade – “Em todo tempo ama o amigo, e na angústia se faz o irmão.” (Prov. 17:17)

“A maioria de nós esperaria que uma mãe esteja preparada para morrer a fim de salvar a vida de seu filho ou que um homem proteja a família, seja qual for o custo para si mesmo. Essas fortes relações são admiráveis, normais e um reflexo do amor de Deus por nós. Mas esse é um instinto que compartilhamos com muitas espécies de animais.”

“A amizade é muito mais que instinto. A verdadeira amizade deve ser nutrida pela comunicação. Os amigos existem para ajudar em todos os desafios da vida, não só para compartilhar os “momentos agradáveis”. Podemos formar o presente e o futuro dos nossos amigos oferecendo conselhos sábios, encorajamento e pela oração em seu favor. Jônatas evidenciou essas características em sua amizade com Davi. Jônatas mostra que amizade envolve mais do que conversa; um amigo está pronto a dar ajuda prática, mesmo sob grande risco pessoal. Frequentemente, Jônatas intercedia por Davi perante seu pai, o rei Saul (1Sm 19:4). Jônatas tomava tempo e enfrentava dificuldades para encontrar Davi quando este era fugitivo e para encorajá-lo no Senhor (1Sm 23:16).”

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Jônatas Nascido para a grandeza.

Lições da Bíblia.

“Disse… Jônatas ao seu escudeiro: Vem, passemos à guarnição destes incircuncisos; porventura, o Senhor nos ajudará nisto, porque para o Senhor nenhum impedimento há de livrar com muitos ou com poucos” (1 Samuel 14:6).

“Assumindo uma função de apoio para com seu pai e para com seu melhor amigo, mesmo a ponto de sofrer a sorte de seu pai na batalha, Jônatas demonstrou a dedicação altruísta e amorosa de um líder servidor. Na vida cristã, ser fiel é mais importante que ser o primeiro.”

“Sob todas as perspectivas, Jônatas deveria ter sido um jovem mimado, ganancioso e egoísta que acreditava que, como filho privilegiado, tudo lhe era devido. E por que não? Ele era o filho mais velho do primeiro rei de Israel. Era popular e amado por seu povo, excelente orador, importante soldado e líder militar. Pelos padrões do mundo, ele tinha tudo. Havia nascido para ‘a grandeza’.”

No entanto, o Céu usa uma medida diferente de grandeza – e Jônatas, curiosamente, foi um dos poucos que estiveram dispostos a voltar as costas ao que o mundo considera grande e, ao contrário, buscar um tipo diferente de ‘grandeza’ – a grandeza de Deus.

Na vida de Jônatas, aprendemos a avaliar a vida pelos olhos do Céu. O que torna grande uma vida? O que a faz digna? Quais são as coisas importantes neste mundo, e quais não são?

“A história de Jônatas nos ajuda a responder a essas perguntas. Também nos diz que, se decidirmos, nós também, podemos ser grandes aos olhos de Deus – não importando onde nascemos, quem são nossos pais, e quanta riqueza e talento tenhamos.”

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Que recompensa teve Ana!

Lições da Bíblia.

“De Silo, Ana voltou silenciosamente para o seu lar em Ramá, deixando o menino Samuel para ser educado para o serviço da casa de Deus, sob a instrução do sumo sacerdote. Desde o primeiro despontar da inteligência do filho ela lhe ensinara a amar e reverenciar a Deus, e a considerar-se como sendo do Senhor. Por meio de todas as coisas conhecidas que o cercavam, procurou ela elevar seus pensamentos ao Criador. Depois de separada de seu filho, a solicitude da fiel mãe não cessou. Cada dia ele era objeto de suas orações. Cada ano ela lhe fazia, com suas próprias mãos, uma túnica para o serviço; e, subindo com o esposo para adorar em Silo, dava ao menino esta lembrança de seu amor. Cada fibra da pequena veste era tecida com uma oração para que ele fosse puro, nobre e verdadeiro. Não pedia para o filho grandezas mundanas, mas rogava fervorosamente que ele pudesse alcançar aquela grandeza a que o Céu dá valor – que honrasse a Deus e abençoasse a seus semelhantes.

Que recompensa teve Ana! e que estímulo para a fidelidade é o seu exemplo! Há oportunidades de inestimável valor, interesses infinitamente preciosos, confiados a toda mãe. A humilde rotina dos deveres que as mulheres têm considerado como uma fastidiosa tarefa, deve ser encarada como obra grandiosa e nobre. É privilégio da mãe abençoar o mundo pela sua influência, e fazendo isto trará alegria a seu próprio coração. Ela pode fazer retas veredas para os pés de seus filhos, através de claridade e sombra, em direção às alturas gloriosas do Céu. Mas, unicamente quando procura em sua vida seguir os ensinos de Cristo, é que a mãe pode esperar formar o caráter de seus filhos segundo o modelo divino. O mundo está repleto de influências corruptoras. A moda e os costumes exercem forte poder sobre os jovens. Se a mãe falta em seu dever de instruir, guiar e restringir, os filhos naturalmente aceitarão o mal, e se desviarão do bem. Que toda mãe vá muitas vezes ao seu Salvador com a oração: ‘Ensina-nos o que faremos pela criança.’ Atenda ela à instrução que Deus dá em Sua Palavra, e ser-lhe-á dada sabedoria conforme a necessitar.” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 572, 573).

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