A falsa testemunha não ficará inocente.

Lições da Bíblia.

“A conduta de Geazi fora de molde a colocar uma pedra de tropeço no caminho de Naamã, sobre cuja mente havia incidido maravilhosa luz, e que estava favoravelmente disposto para a adoração do Deus vivo. Para o engano praticado por Geazi não podia haver qualquer desculpa. Até o dia de sua morte ele permaneceu leproso, amaldiçoado por Deus e evitado por seus semelhantes.

‘A falsa testemunha não ficará inocente, e o que profere mentiras não escapará’. Prov. 19:5. Os homens podem pensar esconder suas más práticas aos olhos humanos; mas não podem enganar a Deus. ‘Todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos dAquele com quem temos de tratar.’ Heb. 4:13. Geazi pensava enganar Eliseu, mas Deus revelou a Seu profeta as palavras que Geazi havia dito a Naamã, bem como todo o pormenor da cena que tivera lugar entre os dois homens.

A verdade é de Deus; o engano em suas variadas formas é de Satanás; e quem quer que de qualquer forma se afaste da linha reta da verdade, está-se entregando a si mesmo ao poder de Satanás. Os que têm aprendido de Cristo não se comunicarão ‘com as obras infrutuosas das trevas’. Efés. 5:11. No falar, como no viver, serão simples, retos e verdadeiros; pois estão-se preparando para o companheirismo com os santos em cuja boca não se achou engano. Apoc. 14:5.” (Ellen G. White, Profetas e Reis, p. 252).

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Vivendo do passado.

Lições da Bíblia.

A última narrativa da Bíblia sobre Geazi relata o ex-servo de Eliseu falando com o rei sobre as obras do profeta. “Falou Eliseu àquela mulher cujo filho ele restaurara à vida, dizendo: Levanta-te, vai com os de tua casa e mora onde puderes; porque o SENHOR chamou a fome, a qual virá sobre a terra por sete anos. Levantou-se a mulher e fez segundo a palavra do homem de Deus: saiu com os de sua casa e habitou por sete anos na terra dos filisteus. Ao cabo dos sete anos, a mulher voltou da terra dos filisteus e saiu a clamar ao rei pela sua casa e pelas suas terras. Ora, o rei falava a Geazi, moço do homem de Deus, dizendo: Conta-me, peço-te, todas as grandes obras que Eliseu tem feito. Contava ele ao rei como Eliseu restaurara à vida a um morto, quando a mulher cujo filho ele havia restaurado à vida clamou ao rei pela sua casa e pelas suas terras; então, disse Geazi: Ó rei, meu senhor, esta é a mulher, e este, o seu filho, a quem Eliseu restaurou à vida. Interrogou o rei a mulher, e ela lhe contou tudo. Então, o rei lhe deu um oficial, dizendo: Faze restituir-se-lhe tudo quanto era seu e todas as rendas do campo desde o dia em que deixou a terra até agora.” (2 Reis 8:1-6).

“Muitos anos se haviam passado desde o grande milagre da ressurreição do filho da sunamita. A doença de pele de Geazi não deve tê-lo deixado muito desfigurado, pois o encontramos na corte real. Geazi, ex-servo de Eliseu, estava falando sobre o que havia acontecido. Ele estava se gabando sobre Eliseu e seus milagres e, fazendo assim, é mais provável que estivesse destacando a própria importância por sua ligação com Eliseu.”

“Talvez nunca tivéssemos ouvido falar dessa sessão de histórias se não fosse pelo tempo exato desse evento. O autor bíblico diz que no momento preciso em que Geazi estava contando sobre o milagre do filho da sunamita devolvido à vida, a própria sunamita apareceu diante do rei. Em Sua providência, Deus usou a jactância de Geazi para ajudar a mulher de Suném. Provavelmente, a mulher de Suném seria, então, viúva, visto que não se faz nenhuma menção a seu marido, e é incomum que uma mulher comparecesse diante do rei em um negócio tão importante em lugar do marido. Mais provavelmente, ela tivesse sustentado a família até que seu filho tivesse idade suficiente. Ela havia estado fora do país por sete anos, durante uma seca severa. Ter as relações certas e conhecer as pessoas certas pode ser importante e considerado vantajoso do ponto de vista humano, mas Deus vê as coisas de modo diferente.”

A relação realmente eficaz é aquela que realiza com Deus. “Assim diz o SENHOR: Não se glorie o sábio na sua sabedoria, nem o forte, na sua força, nem o rico, nas suas riquezas; mas o que se gloriar, glorie-se nisto: em me conhecer e saber que eu sou o SENHOR e faço misericórdia, juízo e justiça na terra; porque destas coisas me agrado, diz o SENHOR.” (Jer. 9:23-24).

“E então, Geazi desapareceu da história. A parte triste da narrativa é o fato de que Geazi poderia ter feito o trabalho de Deus. Ele poderia ter aprendido de Eliseu. Poderia ter sido o profeta importante seguinte ou, talvez, um líder e professor nas escolas dos profetas. Agora, tudo o que ele podia fazer era falar sobre os bons dias do passado, quando ele havia trabalhado com o profeta. Geazi poderia ter feito história; agora, tudo o que ele podia fazer era contá-la.”

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A queda de Geazi.

Lições da Bíblia.

“Às vezes, é difícil, ao menos sob a perspectiva de hoje, entender por que alguns personagens da Bíblia agiram de certa forma, especialmente diante de tantos eventos miraculosos. A incrível cura de Naamã ocorreu justamente à frente de Geazi. Ele viu não só o poder de Deus mas os atos de seu senhor, que se recusou a receber o dinheiro do capitão. Poderíamos pensar que aquele episódio era mais que suficiente para humilhá-lo diante de Deus e dos homens mas, aparentemente, isso não aconteceu.”

No raciocínio Geazi, aquele estrangeiro deveria ter pago uma espécie de “tributo” ao profeta. “Geazi, o moço de Eliseu, homem de Deus, disse consigo: Eis que meu senhor impediu a este siro Naamã que da sua mão se lhe desse alguma coisa do que trazia; porém, tão certo como vive o SENHOR, hei de correr atrás dele e receberei dele alguma coisa. Então, foi Geazi em alcance de Naamã; Naamã, vendo que corria atrás dele, saltou do carro a encontrá-lo e perguntou: Vai tudo bem? Ele respondeu: Tudo vai bem; meu senhor me mandou dizer: Eis que, agora mesmo, vieram a mim dois jovens, dentre os discípulos dos profetas da região montanhosa de Efraim; dá-lhes, pois, um talento de prata e duas vestes festivais. Disse Naamã: Sê servido tomar dois talentos. Instou com ele e amarrou dois talentos de prata em dois sacos e duas vestes festivais; pô-los sobre dois dos seus moços, os quais os levaram adiante dele. Tendo ele chegado ao outeiro, tomou-os das suas mãos e os depositou na casa; e despediu aqueles homens, que se foram. Ele, porém, entrou e se pôs diante de seu senhor. Perguntou-lhe Eliseu: Donde vens, Geazi? Respondeu ele: Teu servo não foi a parte alguma. Porém ele lhe disse: Porventura, não fui contigo em espírito quando aquele homem voltou do seu carro, a encontrar-te? Era isto ocasião para tomares prata e para tomares vestes, olivais e vinhas, ovelhas e bois, servos e servas? Portanto, a lepra de Naamã se pegará a ti e à tua descendência para sempre. Então, saiu de diante dele leproso, branco como a neve.” (2 Reis 5:20-27).

“A Bíblia está cheia de advertências contra o amor ao dinheiro e os perigos das posses terrenas. Essas advertências são dirigidas não somente aos ricos. O problema não é a quantidade de posses materiais que temos, mas nossa atitude para com elas. A batalha contra a cobiça exige atenção constante. Precisamos ajustar continuamente os pensamentos com relação às nossas posses e rendê-las a Deus. Podemos manter constantemente a perspectiva doando ao Senhor não só as posses materiais, mas também o tempo. Se não formos cuidadosos, o amor às coisas materiais pode nos cegar quanto à nossa missão e verdadeiro propósito na vida e, no fim, provocar nossa ruína eterna.”

“É estranho que Geazi tenha jurado a si mesmo pelo Deus vivo e então saísse a enganar. Ele pensava que o Deus vivo não o via? Que testemunho poderoso sobre o poder que tem nosso coração corrupto de nos enganar!”

“Enquanto isso, Naamã foi muito generoso com os presentes que deu a Geazi, mas provavelmente tenha ido embora com algumas perguntas, especialmente quando seus dois servos voltaram com um relatório sobre o comportamento estranho do servo de Eliseu. Geazi deixou que sua cobiça interferisse com o testemunho que Eliseu queria dar a esse novo converso.”

“Evidentemente, no fim, o mesmo Deus que operou o milagre revelou a verdade a Eliseu sobre o que Geazi fizera e, assim, seu ministério e sua vida foram arruinados.”

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Uma questão de fé.

Lições da Bíblia.

“Naamã, comandante do exército do rei da Síria, era grande homem diante do seu senhor e de muito conceito, porque por ele o SENHOR dera vitória à Síria; era ele herói da guerra, porém leproso. Saíram tropas da Síria, e da terra de Israel levaram cativa uma menina, que ficou ao serviço da mulher de Naamã. Disse ela à sua senhora: Tomara o meu senhor estivesse diante do profeta que está em Samaria; ele o restauraria da sua lepra. Então, foi Naamã e disse ao seu senhor: Assim e assim falou a jovem que é da terra de Israel. Respondeu o rei da Síria: Vai, anda, e enviarei uma carta ao rei de Israel. Ele partiu e levou consigo dez talentos de prata, seis mil siclos de ouro e dez vestes festivais. Levou também ao rei de Israel a carta, que dizia: Logo, em chegando a ti esta carta, saberás que eu te enviei Naamã, meu servo, para que o cures da sua lepra. Tendo lido o rei de Israel a carta, rasgou as suas vestes e disse: Acaso, sou Deus com poder de tirar a vida ou dá-la, para que este envie a mim um homem para eu curá-lo de sua lepra? Notai, pois, e vede que procura um pretexto para romper comigo. (O rei  de Israel achava que aquela era uma provocação destinada a criar pretexto para uma guerra.) Ouvindo, porém, Eliseu, homem de Deus, que o rei de Israel rasgara as suas vestes, mandou dizer ao rei: Por que rasgaste as tuas vestes? Deixa-o vir a mim, e saberá que há profeta em Israel. Veio, pois, Naamã com os seus cavalos e os seus carros e parou à porta da casa de Eliseu. Então, Eliseu lhe mandou um mensageiro, dizendo: Vai, lava-te sete vezes no Jordão, e a tua carne será restaurada, e ficarás limpo. Naamã, porém, muito se indignou e se foi, dizendo: Pensava eu que ele sairia a ter comigo, pôr-se-ia de pé, invocaria o nome do SENHOR, seu Deus, moveria a mão sobre o lugar da lepra e restauraria o leproso. Não são, porventura, Abana e Farfar, rios de Damasco, melhores do que todas as águas de Israel? Não poderia eu lavar-me neles e ficar limpo? E voltou-se e se foi com indignação. (Naamã sentiu-se desprezado por não ser recebido pessoalmente por Eliseu. Para banhar-se, não precisaria ter vindo tão longe em busca do profeta. Não era o rio, era Deus que lhe daria a cura.) Então, se chegaram a ele os seus oficiais e lhe disseram: Meu pai, se te houvesse dito o profeta alguma coisa difícil, acaso, não a farias? Quanto mais, já que apenas te disse: Lava-te e ficarás limpo. Então, desceu e mergulhou no Jordão sete vezes, consoante a palavra do homem de Deus; e a sua carne se tornou como a carne de uma criança, e ficou limpo. (Não era o rio, era Deus que lhe daria a cura.) Voltou ao homem de Deus, ele e toda a sua comitiva; veio, pôs-se diante dele e disse: Eis que, agora, reconheço que em toda a terra não há Deus, senão em Israel; (Reconheceu a grandeza de Deus.) agora, pois, te peço aceites um presente do teu servo. Porém ele disse: Tão certo como vive o SENHOR, em cuja presença estou, não o aceitarei. Instou com ele para que o aceitasse, mas ele recusou. (Os dons de Deus não são objeto de negócio ou lucro.) Disse Naamã: Se não queres, peço-te que ao teu servo seja dado levar uma carga de terra de dois mulos; porque nunca mais oferecerá este teu servo holocausto nem sacrifício a outros deuses, senão ao SENHOR. Nisto perdoe o SENHOR a teu servo; quando o meu senhor entra na casa de Rimom para ali adorar, e ele se encosta na minha mão, e eu também me tenha de encurvar na casa de Rimom, quando assim me prostrar na casa de Rimom, nisto perdoe o SENHOR a teu servo. (Os antigos criam que cada terra tinha seu deus. Levando o solo de Canaã, Naamã cria poder adorar o Deus verdadeiro sobre a terra de Israel. Naamã pediria perdão quando tivesse que acompanhar seu rei e se curvar na casa do seu deus Rimom.) Eliseu lhe disse: Vai em paz. Quando Naamã se tinha afastado certa distância,” (2 Reis 5:1-19)

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina – terça-feira 14 de dezembro de 2010. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Aprendizado de primeira mão.

Lições da Bíblia.

“Um bom professor ensina por exemplo e dá suficientes oportunidades para que os alunos apliquem o que estão aprendendo. Eliseu era esse tipo de professor.”

“Certo dia, passou Eliseu por Suném, onde se achava uma mulher rica, a qual o constrangeu a comer pão. Daí, todas as vezes que passava por lá, entrava para comer. Ela disse a seu marido: Vejo que este que passa sempre por nós é santo homem de Deus. Façamos-lhe, pois, em cima, um pequeno quarto, obra de pedreiro, e ponhamos-lhe nele uma cama, uma mesa, uma cadeira e um candeeiro; quando ele vier à nossa casa, retirar-se-á para ali. Um dia, vindo ele para ali, retirou-se para o quarto e se deitou. Então, disse ao seu moço Geazi: Chama esta sunamita. Chamando-a ele, ela se pôs diante do profeta. Este dissera ao seu moço: Dize-lhe: Eis que tu nos tens tratado com muita abnegação; que se há de fazer por ti? Haverá alguma coisa de que se fale a teu favor ao rei ou ao comandante do exército? Ela respondeu: Habito no meio do meu povo. Então, disse o profeta: Que se há de fazer por ela? Geazi respondeu: Ora, ela não tem filho, e seu marido é velho. Disse Eliseu: Chama-a. Chamando-a ele, ela se pôs à porta. Disse-lhe o profeta: Por este tempo, daqui a um ano, abraçarás um filho. Ela disse: Não, meu senhor, homem de Deus, não mintas à tua serva. Concebeu a mulher e deu à luz um filho, no tempo determinado, quando fez um ano, segundo Eliseu lhe dissera.” (2 Reis 4:8-17).

“Na primeira parte da história, Eliseu envolveu Geazi ativamente. Ele o enviou a chamar a mulher e incluiu Geazi em sua expressão de gratidão. Pediu a opinião de Geazi e atendeu à sua sugestão. Geazi cresceu na ocasião por ser observador e mostrar sensibilidade às reais necessidades da mulher. Eliseu deu a Geazi a oportunidade de desencadear um milagre. Dentro de um ano, a criança-milagre nasceu.”

“Tendo crescido o menino, saiu, certo dia, a ter com seu pai, que estava com os segadores. Disse a seu pai: Ai! A minha cabeça! Então, o pai disse ao seu moço: Leva-o a sua mãe. Ele o tomou e o levou a sua mãe, sobre cujos joelhos ficou sentado até ao meio-dia, e morreu. Subiu ela e o deitou sobre a cama do homem de Deus; fechou a porta e saiu. Chamou a seu marido e lhe disse: Manda-me um dos moços e uma das jumentas, para que eu corra ao homem de Deus e volte. […] Vendo-a de longe o homem de Deus, disse a Geazi, seu moço: Eis aí a sunamita; corre ao seu encontro e dize-lhe: Vai tudo bem contigo, com teu marido, com o menino? Ela respondeu: Tudo bem. Chegando ela, pois, ao homem de Deus, ao monte, abraçou-lhe os pés. Então, se chegou Geazi para arrancá-la; mas o homem de Deus lhe disse: Deixa-a, porque a sua alma está em amargura, e o SENHOR mo encobriu e não mo manifestou. Disse ela: Pedi eu a meu senhor algum filho? Não disse eu: Não me enganes? Disse o profeta a Geazi: Cinge os lombos, toma o meu bordão contigo e vai. […] Geazi passou adiante deles e pôs o bordão sobre o rosto do menino; porém não houve nele voz nem sinal de vida; então, voltou a encontrar-se com Eliseu, e lhe deu aviso, e disse: O menino não despertou.” (2 Reis 4:18-31)

“A criança-milagre já era um garoto. Geazi ainda era servo de Eliseu, mas parte da sensibilidade que antes possuía parecia ter desaparecido. Quando a mulher chegou e passou correndo por ele para se lançar aos pés de Eliseu, Geazi tentou afastá-la. Ele só via a “rudeza” da mulher sunamita que, em sua ação, rompia toda convenção social (v. 25-27). Ele não parecia ver sua profunda angústia, como Eliseu via.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina – segunda-feira 13 de dezembro de 2010. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Servidão.

Lições da Bíblia.

A função de servo pode ser entendida como: “Disse Abraão ao seu mais antigo servo da casa, que governava tudo o que possuía: Põe a mão por baixo da minha coxa, para que eu te faça jurar pelo SENHOR, Deus do céu e da terra, que não tomarás esposa para meu filho das filhas dos cananeus, entre os quais habito; mas irás à minha parentela e daí tomarás esposa para Isaque, meu filho.” (Gên. 24:2-4) “logrou José mercê perante ele, a quem servia; e ele o pôs por mordomo de sua casa e lhe passou às mãos tudo o que tinha.” (Gên. 39:4). “À hora da ceia, enviou o seu servo para avisar aos convidados: Vinde, porque tudo já está preparado.” (Luc. 14:17). “Qual de vós, tendo um servo ocupado na lavoura ou em guardar o gado, lhe dirá quando ele voltar do campo: Vem já e põe-te à mesa? E que, antes, não lhe diga: Prepara-me a ceia, cinge-te e serve-me, enquanto eu como e bebo; depois, comerás tu e beberás?” (Luc. 17:7-8). “até sobre os meus servos e sobre as minhas servas derramarei do meu Espírito naqueles dias, e profetizarão.” (Atos 2:18).

“Ser um servo significava principalmente que a pessoa punha de lado os próprios desejos, vontade e conforto e se envolvia totalmente na vida de outra pessoa. Um servo existia para ajudar o senhor a executar os planos, desejos e atividades dele, o senhor. Às vezes, ser um servo envolvia levar mensagens, acompanhar alguém, agir em nome da pessoa e executar qualquer tarefa servil necessária. Em outras ocasiões envolvia a administração das finanças e da casa, mas o servo sempre agia não para promover seus próprios objetivos, e sim os de seu senhor.”

“Geazi era o servo do profeta Eliseu. Ser servo de um profeta era um privilégio sem igual. Envolvia mais que trabalho servil. Era um tipo de aprendizado. O próprio Eliseu atuou como servo de Elias (1Rs 19:19-21). Embora o ofício do profeta dependesse de um chamado divino, pareceria que esse tempo especial de serviço junto ao profeta ajudava o profeta em perspectiva a desenvolver fé e confiança em Deus. Servindo ao seu senhor Elias, Eliseu aprendeu a se pôr de lado e servir aos outros. Essa provaria ser a melhor qualificação para qualquer ministério futuro. Não temos nenhum registro de que Geazi tenha sido chamado, mas veremos as oportunidades que lhe foram dadas.”

A bíblia apresenta relação entre liderança e serviço através do testemunho de Jesus, revelando que o líder deve buscar atender às necessidades de seus liderados. “Ora, antes da Festa da Páscoa, sabendo Jesus que era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim. Durante a ceia, […] tirou a vestimenta de cima e, tomando uma toalha, cingiu-se com ela. Depois, deitou água na bacia e passou a lavar os pés aos discípulos e a enxugar-lhos com a toalha com que estava cingido. […] Ora, se eu, sendo o Senhor e o Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também. Em verdade, em verdade vos digo que o servo não é maior do que seu senhor, nem o enviado, maior do que aquele que o enviou. Ora, se sabeis estas coisas, bem-aventurados sois se as praticardes.” (João 13:1-17).

“Por três anos, os discípulos estiveram com Jesus. Aprenderam de Seus ensinos, até partilharam de Seu ministério de cura, mas não estavam prontos para sair como embaixadores de Deus. Estavam prontos para aprender em teoria e apreciavam a associação com Jesus, mas ainda não estavam preparados para pôr a si mesmos de lado e servir humildemente uns aos outros.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina – domingo 12 de dezembro de 2010. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Geazi: errando o alvo.

Lições da Bíblia.

“Sigam somente o Senhor, o seu Deus, e tema a Ele somente. Cumpram os Seus mandamentos e obedeçam-lhe; sirvam-nO e apeguem-se a Ele” (Deuteronômio 13:4).

“Deus nos chama para ser servos guiados não pelas seduções terrenas mas pelo compromisso espiritual com Deus e com os outros.”

“Geazi, servo de Eliseu, tivera oportunidade, durante anos, para desenvolver o espírito de abnegação que caracterizava a vida de labores de seu mestre. Fora seu privilégio tornar-se um nobre porta-bandeira no exército do Senhor. Os melhores dons do Céu por muito tempo haviam estado ao seu alcance; contudo, voltando-lhes as costas, ao contrário cobiçara o brilho falso das riquezas mundanas. E agora os ocultos anseios do seu espírito avaro levaram-no a render-se a uma dominante tentação. ‘Eis’, raciocinou consigo, ‘que meu senhor impediu a este sírio Naamã que da sua mão se desse alguma coisa do que trazia; porém… hei de correr atrás dele, etomar dele alguma coisa’. E assim em segredo ‘foi Geazi em alcance de Naamã’.

‘E Naamã, vendo que corria atrás dele, saltou do carro a encontrá-lo, e disse-lhe: Vai tudo bem? E ele disse: Tudo vai bem’. Então Geazi proferiu uma deliberada mentira. ‘Meu senhor’, disse ele, ‘me mandou dizer: Eis que agora mesmo vieram a mim dois mancebos dos filhos dos profetas da montanha de Efraim; dá-lhes, pois, um talento de prata e duas mudas de vestidos’. Naamã alegremente concordou com esta solicitação, empenhando-se com Geazi para que levasse dois talentos de prata em vez de um, ‘com duas mudas de vestidos’, e ordenou a seus servos para que levassem o tesouro.

Ao aproximar-se Geazi da casa de Eliseu, despediu os servos, e escondeu a prata e os vestidos. Isto feito, ‘entrou, e pôs-se diante de seu senhor’; e, para abrigar-se de censura, proferiu segunda mentira. Em resposta à indagação do profeta: ‘Donde vens, Geazi?’ ele respondeu: ‘Teu servo não foi nem a uma nem a outra parte’.

Então veio a severa denúncia, mostrando que Eliseu sabia de tudo. ‘Porventura não foi contigo o meu coração’, disse ele, ‘quando aquele homem voltou de sobre o seu carro, a encontrar-te? Era isto ocasião para tomares prata, e para tomares vestidos, e olivais, e vinhas, e ovelhas, e bois e servos e servas? Portanto a lepra de Naamã se pegará a ti e à tua semente para sempre. Então saiu de diante dele leproso, branco como neve’. II Reis 5:20-27.” (Ellen G. White, Profetas e reis, p. 250-251).

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A luz que temos recebido.

Lições da Bíblia.

“Disse-lhes Jesus: Sem dúvida, citar-me-eis este provérbio: Médico, cura-te a ti mesmo; tudo o que ouvimos ter-se dado em Cafarnaum, faze-o também aqui na tua terra. E prosseguiu: De fato, vos afirmo que nenhum profeta é bem recebido na sua própria terra. Na verdade vos digo que muitas viúvas havia em Israel no tempo de Elias, quando o céu se fechou por três anos e seis meses, reinando grande fome em toda a terra; e a nenhuma delas foi Elias enviado, senão a uma viúva de Sarepta de Sidom. Havia também muitos leprosos em Israel nos dias do profeta Eliseu, e nenhum deles foi purificado, senão Naamã, o siro.” (Luc. 4:23-27).

“Por essa referência à vida dos profetas, Jesus foi ao encontro das dúvidas de Seus ouvintes. Aos servos a quem Deus escolhera, não tinha sido permitido trabalhar por um povo de coração duro e incrédulo. Mas os que tinham coração para sentir e fé para crer, foram especialmente favorecidos com testemunhos de Seu poder, por meio dos profetas. Nos tempos de Elias, Israel se desviara de Deus. Apegavam-se a seus pecados, e rejeitaram as advertências do Espírito por meio dos mensageiros do Senhor. Assim se separaram dos condutos, por onde lhes podiam vir as bênçãos divinas. O Senhor passou por alto os lares de Israel, procurando refúgio para Seu servo numa terra pagã, junto a uma mulher que não pertencia ao povo escolhido. Essa mulher, porém, foi favorecida por haver seguido a luz que tinha, e o coração abriu-se-lhe à maior luz que Deus lhe enviou por intermédio de Seu profeta. Foi pela mesma razão que, nos dias de Eliseu, os leprosos de Israel foram passados por alto. Mas Naamã, um nobre pagão, fora fiel a suas convicções do que era direito, e sentira sua grande necessidade de auxílio. Achava-se em condições de receber os dons da graça de Deus. Não somente foi curado da lepra, mas abençoado com o conhecimento do verdadeiro Deus.

Nossa posição diante de Deus depende, não da quantidade de luz que temos recebido, mas do uso que fazemos da que possuímos. Assim, mesmo o pagão que prefere o direito, na proporção em que lhe é possível distingui-lo, acha-se em condições mais favoráveis do que os que têm grande luz e professam servir a Deus, mas desatendem a essa luz, e por sua vida diária contradizem sua profissão de fé.” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 238-239).

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