O que você quer que Eu lhe faça?

Lições da Bíblia1:

5. Leia Marcos 10:46-52. Como Bartimeu reagiu à chegada de Jesus?

Marcos 10:46-52 (NAA)2: 46 E foram para Jericó. Quando Jesus saía de Jericó, juntamente com os discípulos e numerosa multidão, Bartimeu, um cego mendigo, filho de Timeu, estava sentado à beira do caminho 47 e, ouvindo que era Jesus, o Nazareno, começou a gritar: — Jesus, Filho de Davi, tenha compaixão de mim! 48 E muitos o repreendiam para que se calasse, mas ele gritava cada vez mais: — Filho de Davi, tenha compaixão de mim! 49 Jesus parou e disse: — Chamem o cego. Chamaram, então, o cego, dizendo-lhe: — Coragem! Levante-se, porque ele está chamando você. 50 Atirando a capa para o lado, o cego levantou-se de um salto e foi até onde estava Jesus, 51 que lhe perguntou: — O que você quer que eu lhe faça? O cego respondeu: — Mestre, que eu possa ver de novo. 52 Então Jesus lhe disse: — Vá, você foi salvo porque teve fé. E imediatamente passou a ver e foi seguindo Jesus estrada afora.”

Até esse ponto no evangelho de Marcos, com poucas exceções, Jesus dizia às pessoas que não contassem a ninguém sobre Seus milagres e sobre quem Ele era. Nesse relato do texto de hoje, quando Bartimeu ouviu que se tratava de Jesus de Nazaré, começou a gritar: “Jesus, Filho de Davi, tenha compaixão de mim!” (Mc 10:47). Mantendo o tema da revelação e do segredo, presente no Evangelho de Marcos, a multidão assumiu o papel de quem pedia silêncio enquanto tentava, sem sucesso, acalmar o mendigo barulhento.

Mas Bartimeu não se intimidou e gritou ainda mais alto (Mc 10:48). Suas palavras eram uma confissão de fé em Jesus como o Messias e uma expressão da certeza de que Ele podia curá-lo. O título “Filho de Davi”, na época de Jesus, envolvia dois conceitos: o retorno de um rei ao trono de Israel (Is 11; Jr 23:5, 6; 33:15; Ez 34:23, 24; 37:24; Mq 5:2-4; Zc 3:8; Zc 6:12) e a ideia de que esse personagem realizaria curas e expulsão de demônios.

Jesus parou e pediu que chamassem o cego. É interessante que o homem, ao se aproximar de Jesus, atirou a capa para o lado. Nesse tempo, os cegos ocupavam a parte inferior da sociedade, juntamente com as viúvas e os órfãos. Estavam abaixo do nível de subsistência e enfrentavam perigo real. A capa representava a segurança do homem. Deixá-la para trás significava que ele tinha fé de que Jesus o curaria.

Jesus não o decepcionou. Todos que iam a Ele em busca de ajuda eram recebidos. Cristo fez a mesma pergunta que havia feito a Tiago e João: “O que você quer que Eu lhe faça?” (Mc 10:36, 51). Sem hesitar, o cego pediu a Cristo que lhe desse visão, o que o Mestre fez imediatamente. Então o homem agora curado O seguiu pela estrada.

Essa história é o encerramento da seção de discipulado em Marcos, servindo como complemento e apoio para a história da cura de outro homem cego, em Marcos 8:22-26. As duas histórias ilustram que o discipulado consiste em ver o mundo e a realidade com novos olhos, às vezes não claramente no início, mas sempre seguindo Jesus no caminho.

Você já gritou como Bartimeu? O que aprendeu com essa experiência?

Quinta-feira, 22 de agosto de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O Evangelho de Marcos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 517, jul. ago. set. 2024. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Vocês podem beber o Meu cálice?

Lições da Bíblia1:

4. O que revela a contínua falta de conhecimento dos discípulos quanto à missão de Jesus e ao significado de segui-Lo? Mc 10:32-45

Mc 10:32-45 (NAA)2: 32 Estavam a caminho, subindo para Jerusalém, e Jesus ia adiante dos seus discípulos. Estes se admiravam e o seguiam tomados de apreensões. E Jesus, chamando outra vez os doze para um lado, começou a revelar-lhes as coisas que deviam acontecer com ele, dizendo: 33 — Eis que subimos para Jerusalém, e o Filho do Homem será entregue aos principais sacerdotes e aos escribas. Eles vão condená-lo à morte e entregá-lo aos gentios. 34 Vão zombar dele, cuspir nele, açoitá-lo e matá-lo; mas, depois de três dias, ressuscitará. 35 Então se aproximaram dele Tiago e João, filhos de Zebedeu, dizendo: — Mestre, queremos que o senhor nos conceda o que vamos pedir. 36 E Jesus lhes perguntou: — O que querem que eu lhes faça? 37 Eles responderam: — Permite-nos que, na sua glória, nos assentemos um à sua direita e o outro à sua esquerda. 38 Mas Jesus lhes disse: — Vocês não sabem o que estão pedindo. Será que podem beber o cálice que eu bebo ou receber o batismo com que eu sou batizado? 39 Eles responderam: — Podemos. Então Jesus lhes disse: — Vocês beberão o cálice que eu bebo e receberão o batismo com que eu sou batizado. 40 Quanto a sentar à minha direita ou à minha esquerda, não me compete concedê-lo, pois é para aqueles a quem está preparado. 41 Quando os outros dez discípulos ouviram isso, começaram a ficar indignados com Tiago e João. 42 Mas Jesus, chamando todos para junto de si, disse: — Vocês sabem que os que são considerados governadores dos povos os dominam e que os seus maiorais exercem autoridade sobre eles. 43 Mas entre vocês não é assim; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vocês, que se coloque a serviço dos outros; 44 e quem quiser ser o primeiro entre vocês, que seja servo de todos. 45 Pois o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.

À medida que Jesus Se aproximava de Jerusalém, revelava aos discípulos o que aconteceria lá. Esse não era um cenário em que eles acreditassem ou sobre o qual desejassem ouvir. É impressionante quão específico Jesus foi a respeito de Sua morte e ressurreição. Mas, quando não queremos ouvir uma coisa, é muito fácil ignorá-la.

Aparentemente foi isso que Tiago e João fizeram ao se dirigirem a Jesus com um pedido. Jesus, com razão, pediu mais detalhes, e eles responderam que desejavam sentar-se à Sua direita e à Sua esquerda na glória. É fácil criticar o pedido deles como completamente egocêntrico. Mas aqueles dois homens se dedicavam ao ministério de Jesus, e o desejo deles provavelmente não era de natureza totalmente egoísta.

Jesus procurou aprofundar a compreensão deles exatamente sobre o que estavam pedindo. Ele perguntou se poderiam beber o Seu cálice ou serem batizados com o Seu batismo. O cálice seria o sofrimento que Ele experimentaria no Getsêmani e na cruz (Mc 14:36), e o Seu batismo seria Sua morte e sepultamento (Mc 15:33-47) – esses eventos são paralelos ao Seu batismo, registrado em Marcos 1.

Tiago e João, no entanto, não perceberam isso. De modo leviano, responderam que eram capazes. Jesus então profetizou que eles beberiam o Seu cálice e seriam batizados com o Seu batismo. Tiago foi o primeiro dos apóstolos a morrer como mártir (At 12:2). João foi o que viveu mais tempo entre os apóstolos e foi exilado em Patmos (Ap 1:9). Mas Jesus indicou que os lugares de glória são estabelecidos por Deus.

Como os discípulos reagiram à resposta de Jesus? Não muito bem. A mesma palavra grega, aganakte? (“indignar-se, ficar irado”), é usada em Marcos 10:14 e 41.

Jesus ensinou que os governadores usam o poder para obter vantagem. Contudo, no Reino de Deus, o poder é usado para edificar e abençoar os outros. Jesus era o primeiro a praticar esse ensino, como o Rei do Reino de Deus. Como? Dando a vida como resgate – mas não era isso que Seus seguidores esperavam ouvir.

O que significa ser “servo”? Você revela esse princípio ao interagir com as pessoas?

Quarta-feira, 21 de agosto de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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O melhor investimento

Lições da Bíblia1:

3. Que lições essenciais sobre a fé e o custo do discipulado, para qualquer pessoa, rica ou pobre, são reveladas em Marcos 10:17-31?

Marcos 10:17-31 (NAA)2: “17 Pondo-se Jesus a caminho, um homem correu ao seu encontro e, ajoelhando-se diante dele, perguntou-lhe: — Bom Mestre, que farei para herdar a vida eterna? 18 Jesus respondeu: — Por que você me chama de bom? Ninguém é bom, a não ser um, que é Deus. 19 Você conhece os mandamentos: ‘Não mate, não cometa adultério, não furte, não dê falso testemunho, não defraude ninguém, honre o seu pai e a sua mãe.’ 20 Então o homem respondeu: — Mestre, tudo isso tenho observado desde a minha juventude. 21 E Jesus, olhando para ele com amor, disse: — Só uma coisa falta a você: vá, venda tudo o que tem, dê o dinheiro aos pobres e você terá um tesouro no céu; depois, venha e siga-me. 22 Ele, porém, contrariado com esta palavra, retirou-se triste, porque era dono de muitas propriedades. 23 Então Jesus, olhando ao redor, disse aos seus discípulos: — Como é difícil para os que têm riquezas entrar no Reino de Deus! 24 Os discípulos estranharam estas palavras, mas Jesus insistiu em dizer-lhes: — Filhos, como é difícil entrar no Reino de Deus! 25 É mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus. 26 Eles ficaram muito admirados, dizendo entre si: — Sendo assim, quem pode ser salvo? 27 Jesus, olhando para eles, disse: — Para os seres humanos é impossível; contudo, não para Deus, porque para Deus tudo é possível. 28 Então Pedro começou a dizer-lhe: — Eis que nós deixamos tudo e seguimos o senhor. 29 Jesus respondeu: — Em verdade lhes digo que não há ninguém que tenha deixado casa, irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos ou campos por minha causa e por causa do evangelho, 30 que não receba, já no presente, cem vezes mais casas, irmãos, irmãs, mães, filhos e campos, com perseguições; e, no mundo por vir, receberá a vida eterna. 31 Porém muitos primeiros serão últimos, e os últimos serão primeiros.

As atitudes do homem indicam sua sinceridade e seu respeito por Jesus. Ele correu, ajoelhou-se diante Dele e fez a pergunta central para o destino de cada pessoa: Quais são os requisitos para herdar a vida eterna? Jesus respondeu citando a segunda tábua do Decálogo. Novamente, o homem mostrou seu idealismo ao dizer que guardava tudo aquilo desde a juventude.

Dos quatro evangelhos, só Marcos observa que Jesus amou aquele homem (Mc 10:21). Há algo atrativo no idealismo do homem. Mas Jesus testou a sinceridade dele pedindo-lhe que vendesse tudo e O seguisse. O homem saiu desanimado, porque tinha muitas propriedades. Ele não estava realmente guardando os mandamentos. Ele quebrava o primeiro, colocando algo acima de Deus. Suas riquezas eram seu ídolo.

Jesus então explicou como as riquezas são sedutoras e disse que é mais fácil um animal grande como um camelo passar pelo minúsculo buraco de uma agulha do que um rico entrar no Céu.

Os discípulos ficaram surpresos com as palavras de Jesus e perguntaram quem, então, poderia ser salvo. Jesus apresentou a moral da história: “Para os seres humanos é impossível; contudo, não para Deus, porque para Deus tudo é possível” (Mc 10:27).

Marcos 10:27 parece uma ótima conclusão da história: não chegaremos ao Céu por nossos próprios esforços; precisamos da graça de Deus para sermos salvos.

Mas então Pedro deixou escapar que ele e seus amigos haviam deixado tudo para seguir Jesus. O Mestre respondeu que tudo o que deixamos para segui-Lo não é nada comparado com o que vamos receber agora e “no mundo por vir”.

Este é o ponto principal: a solução para a culpa humana é a morte de Cristo; portanto, é a graça de Cristo e Sua ressurreição que nos capacitam a obedecer aos Seus mandamentos.

Leia Romanos 6:1-11. De que modo esses versos revelam a realidade da graça de Deus em nossa vida, tanto ao nos justificar quanto ao nos tornar novas pessoas Nele?

Romanos 6:1-11 (NAA): “1 Que diremos, então? Continuaremos no pecado, para que a graça aumente ainda mais? 2 De modo nenhum! Como viveremos ainda no pecado, nós, que já morremos para ele? 3 Ou será que vocês ignoram que todos nós que fomos batizados em Cristo Jesus fomos batizados na sua morte? 4 Fomos sepultados com ele na morte pelo batismo, para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também nós andemos em novidade de vida. 5 Porque, se fomos unidos com ele na semelhança da sua morte, certamente o seremos também na semelhança da sua ressurreição, 6 sabendo isto: que a nossa velha natureza foi crucificada com ele, para que o corpo do pecado seja destruído, e não sejamos mais escravos do pecado. 7 Pois quem morreu está justificado do pecado. 8 Ora, se já morremos com Cristo, cremos que também viveremos com ele. 9 Sabemos que, havendo Cristo ressuscitado dentre os mortos, já não morre; a morte já não tem domínio sobre ele. 10 Pois, quanto a ter morrido, de uma vez para sempre morreu para o pecado; mas, quanto a viver, vive para Deus. 11 Assim também vocês considerem-se mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus.”

Terça-feira, 20 de agosto de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Jesus e as crianças

Lições da Bíblia1:

2. O que Jesus fez pelos que levaram as crianças até Ele? Mc 10:13-16

Mc 10:13-16 (NAA)2: “13 Então trouxeram algumas crianças a Jesus para que as abençoasse, mas os discípulos os repreendiam. 14 Jesus, porém, vendo isto, indignou-se e disse-lhes: — Deixem que os pequeninos venham a mim; não os impeçam, porque dos tais é o Reino de Deus. 15 Em verdade lhes digo: Quem não receber o Reino de Deus como uma criança de maneira nenhuma entrará nele. 16 Então, tomando as crianças nos braços e impondo-lhes as mãos, as abençoava.

Embora as crianças fossem desejadas no mundo antigo (especialmente os meninos, na cultura predominantemente masculina), o nascimento e a infância não eram fáceis. Os riscos de morte eram elevados: para as mães durante o parto e para os recém-nascidos, bebês e crianças. Muitas culturas usavam medicamentos tradicionais e amuletos para proteger essas pessoas vulneráveis contra supostas forças malévolas.

As crianças ocupavam uma posição social inferior, semelhante à dos escravos (Gl 4:1, 2). No mundo greco-romano, crianças com deficiências físicas ou que fossem indesejáveis eram expostas, ou jogadas em um rio. Os meninos eram mais valorizados que as meninas; às vezes, meninas eram deixadas para morrer na natureza. Algumas vezes bebês abandonados eram “resgatados” para serem criados e vendidos como escravos.

Os discípulos não entenderam o conceito de receber o Reino de Deus como uma criança (Mc 9:33-37). Então, repreendiam os que levavam crianças a Jesus para serem abençoadas, talvez pensando que Ele não tivesse tempo para uma tarefa tão simples.

Eles estavam errados. Jesus ficou indignado. No Evangelho de Marcos, Jesus tem reações surpreendentes em relação às pessoas, e é interessante que uma de Suas fortes reações tenha sido em relação às pessoas que queriam afastar Dele as crianças.

Jesus insistiu que os discípulos não deveriam impedir as crianças. Por quê? Porque o Reino de Deus pertence a elas, e devemos recebê-lo na atitude de uma criança – provavelmente uma referência à confiança simples e irrestrita em Deus.

“Não deixem que seu caráter não cristão represente mal a Jesus. Não mantenham os pequeninos afastados Dele por sua frieza e aspereza. Nunca lhes deem motivo de pensar que o Céu não seria um lugar aprazível para eles, se lá estivessem.

“Não falem de religião como de uma coisa que as crianças não possam compreender, nem procedam como se não se esperasse delas que aceitassem a Cristo […]. Não lhes deem a falsa impressão de que […] elas devem renunciar a tudo quanto faz a vida agradável” (Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver [CPB, 2021], p. 21).

Como você pode revelar melhor Jesus às crianças que estão ao seu redor?

Segunda-feira, 19 de agosto de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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O plano de Deus para o casamento

Lições da Bíblia1:

1. Que armadilha estava escondida na pergunta dos fariseus sobre o divórcio? Que lições Jesus ensinou? Mc 10:1-12; Gn 1:27; 2:24

Mc 10:1-12 (NAA)2: “1 Saindo dali, Jesus foi para o território da Judeia e para além do Jordão. E outra vez as multidões se reuniram junto a ele, e, de novo, ele as ensinava, segundo o seu costume. 2 E, aproximando-se alguns fariseus, o puseram à prova, perguntando: — É lícito ao marido repudiar a sua mulher? 3 Jesus respondeu: — O que foi que Moisés ordenou a vocês? 4 Eles disseram: — Moisés permitiu escrever uma carta de divórcio e repudiar. 5 Mas Jesus lhes disse: — Foi por causa da dureza do coração de vocês que Moisés deixou escrito esse mandamento. 6 Porém, desde o princípio da criação, Deus os fez homem e mulher. 7 ‘Por isso o homem deixará o seu pai e a sua mãe e se unirá à sua mulher, 8 tornando-se os dois uma só carne.’ De modo que já não são mais dois, porém uma só carne. 9 Portanto, que ninguém separe o que Deus ajuntou. 10 Em casa, os discípulos voltaram a fazer perguntas sobre esse assunto. 11 E Jesus lhes disse: — Quem repudiar a sua mulher e casar com outra comete adultério contra aquela. 12 E, se ela repudiar o seu marido e casar com outro, comete adultério.

Gn 1:27 (NAA)2: “Assim Deus criou o ser humano à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.”

Gn 2:24 (NAA)2: “Por isso, o homem deixa pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne.”

Os fariseus perguntaram a Jesus se é lícito ao marido se divorciar da sua mulher. O divórcio era considerado lícito entre os fariseus. No entanto, eles discutiam em que casos isso seria aceitável. Dois importantes rabinos da época de Jesus defendiam pontos de vista diferentes. A Escola de Shammai era indiscutivelmente mais restritiva – o divórcio era permitido apenas em casos como falta de filhos, negligência material, negligência emocional ou infidelidade conjugal. A Escola de Hillel era muito mais branda, permitindo o divórcio por quase qualquer motivo, embora o processo de concessão do divórcio fosse mais complexo, ajudando a desacelerar as coisas.

Então, parece estranho que os fariseus tenham feito a Jesus uma pergunta mais abrangente: se o divórcio era aceitável. Por trás dessa pergunta havia uma conspiração para colocar Jesus em apuros com Herodes Antipas, o governante da região a leste do Jordão, onde Jesus estava naquele momento. Antipas havia se divorciado da esposa e se casado com Herodias, esposa do próprio irmão. Herodes decapitou João Batista por ter condenado esse relacionamento ilícito (veja Mt 14:1-12).

Jesus respondeu indagando o que Moisés tinha ordenado. Os fariseus haviam citado Deuteronômio 24:1-4, que descreve um caso de novo casamento após o divórcio. Os israelitas da época de Moisés praticavam o divórcio. Essa lei (Dt 24:1-4) pretendia proteger a mulher. Mas nos dias de Jesus essa lei tinha sido distorcida pela Escola de Hillel para facilitar o divórcio por quase qualquer motivo. O que era destinado a proteger a mulher acabou sendo usado para facilitar o repúdio dela.

Em vez de debater a lei de Deuteronômio 24, Jesus mencionou o ideal original de Deus para o casamento (Gn 1; 2). Ele observou que, no início, Deus fez um homem e uma mulher, dois indivíduos (Gn 1:27). Ele então combinou essa verdade com Gênesis 2:24, que ensina que o homem deixa seus pais e se une à esposa, tornando-se os dois uma só carne. Esse conceito de unidade se tornou a base da afirmação de Jesus sobre o vínculo matrimonial. O que Deus uniu, as pessoas não deveriam separar.

Como fortalecer os casamentos na igreja e ajudar aqueles cujo relacionamento foi desfeito?

Domingo, 18 de agosto de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Ensinando discípulos – parte 2

Lições da Bíblia1:

“Pois o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a Sua vida em resgate por muitos” (Mc 10:45).

Nesta semana estudaremos Marcos 10, concluindo a seção especial em que Jesus ensinou Seus discípulos em preparação para a cruz. Cerca de metade do capítulo trata dos próprios discípulos, e o restante trata de questões importantes para o discipulado, mas contadas através das lentes de outras pessoas que interagiram com Jesus. Os fariseus vêm e discutem com Ele sobre o assunto do divórcio. Os pais levam seus filhos para que Jesus os abençoe. Um homem rico pergunta sobre a vida eterna e um cego pede para ver.

O capítulo 10 de Marcos traz ensinamentos importantes sobre o que significa seguir Jesus, especialmente no que se refere a viver aqui e agora: casamento, filhos, como se relacionar com as riquezas e, por último, as recompensas e o custo de seguir a Cristo. Para completar, é relatada a cura de um segundo cego (Mc 10:46-52; compare com Mc 8:22-26), que encerra a seção (Mc 8:22–10:52) e ilustra de maneira muito bonita o custo e os resultados de seguir Jesus.

Juntas, essas lições preparam o seguidor de Jesus – sejam os discípulos de 2 mil anos atrás ou os discípulos do século 21 – para os desafios que acompanham o chamado para o discipulado.

Sábado, 17 de agosto de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Ensinando discípulos – parte 1 – Estudo adicional

Lições da Bíblia1:

Leia, de Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 340-344 (“O poder da fé”), e p. 345-355 (“Quem é o maior?”).

“‘A humildade precede a honra’ (Pv 15:33). Para ocupar um elevado cargo diante dos seres humanos, o Céu escolhe o obreiro que, como João Batista, assume posição humilde diante de Deus. O discípulo mais semelhante às crianças é o mais eficiente no trabalho para Deus. Os seres celestes podem cooperar com aquele que procura não se exaltar, mas salvar os outros” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações [CPB, 2021], p. 349).

“Em tudo que tivermos vantagem sobre outros – seja educação e cultura, nobreza de caráter, princípios cristãos ou experiência religiosa – estamos em dívida para com os menos favorecidos; e, naquilo que estiver ao nosso alcance, devemos ajudá-los. Se somos fortes, devemos sustentar as mãos dos fracos. Anjos de glória, que contemplam continuamente o rosto do Pai no Céu, alegram-se em servir aos Seus pequeninos. Aqueles […] que possuem muitos defeitos de caráter estão especialmente sob a guarda deles. Os anjos estão sempre presentes onde são mais necessários, ao lado dos que têm a mais dura batalha a combater contra o próprio eu, e cujo ambiente é o mais desanimador” (O Desejado de Todas as Nações, p. 353).

Perguntas para consideração

1. Leia Marcos 8:27-29. Com frequência você testemunha de sua fé?

Marcos 8:27-29 (NAA): “27 Então Jesus e os seus discípulos foram para as aldeias de Cesareia de Filipe. No caminho, perguntou-lhes: — Quem os outros dizem que eu sou? 28 Os discípulos responderam: — Uns dizem que é João Batista; outros dizem que é Elias; e ainda outros dizem que é um dos profetas. 29 Então Jesus perguntou: — E vocês, quem dizem que eu sou? Respondendo, Pedro lhe disse: — O senhor é o Cristo.”

2. Qual é o equilíbrio entre a experiência de comunhão com Cristo no topo da montanha e a experiência de serviço às necessidades dos outros?

3. Qual é a diferença entre a visão do mundo e a visão divina sobre grandeza? Como Deus considera os grandes do mundo? Quão distorcidos e deturpados são os ideais da sociedade?

4. Levamos a sério o pecado? Achamos melhor ter o corpo mutilado do que pecar?

Sexta-feira, 16 de agosto de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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O homem saudável no inferno

Lições da Bíblia1:

5. Leia Marcos 9:42-50. O que une os ensinos de Jesus nessa passagem?

Marcos 9:42-50 (NAA)2: “42 — E, se alguém fizer tropeçar um destes pequeninos que creem em mim, seria melhor para esse que uma grande pedra de moinho fosse pendurada ao seu pescoço e fosse jogado no mar. 43 E, se a sua mão leva você a tropeçar, corte-a; pois é melhor você entrar aleijado na vida do que, tendo as duas mãos, ir para o inferno, para o fogo que nunca se apaga 44 [onde não lhes morre o verme, nem o fogo se apaga]. 45 E, se o seu pé leva você a tropeçar, corte-o; pois é melhor você entrar na vida aleijado do que, tendo os dois pés, ser lançado no inferno 46 [onde não lhes morre o verme, nem o fogo se apaga]. 47 E, se um dos seus olhos leva você a tropeçar, arranque-o; pois é melhor você entrar no Reino de Deus com um olho só do que, tendo os dois, ser lançado no inferno, 48 onde não lhes morre o verme, nem o fogo se apaga. 49 — Porque cada um será salgado com fogo. 50 O sal é bom; mas, se o sal vier a se tornar insípido, como lhe restaurar o sabor? Tenham sal em vocês mesmos e paz uns com os outros.”

À primeira vista, esse texto parece uma coleção de diferentes ensinos de Jesus reunidos sem conexão. No entanto, um olhar atento revela que cada ensino sucessivo tem ligação com o anterior. O texto gira em torno de três expressões principais que desdobram a instrução passo a passo: “leva […] a tropeçar”, “fogo” e “sal”.

O primeiro ensino diz respeito aos “pequeninos”, referindo-se aos crentes, mesmo os menores entre eles. Mestres e líderes são incumbidos no Reino de Deus da responsabilidade de zelar pelos pequeninos irmãos com cuidado especial, de maneira semelhante à ética do AT de cuidar de todos, especialmente dos mais fracos da sociedade antiga – viúvas, órfãos e estrangeiros. Usando uma hipérbole, Jesus disse que seria melhor ser jogado ao mar do que fazer pecar um desses “pequeninos”.

A expressão “fizer tropeçar” nos leva ao ensino mais longo dessa passagem. Duas questões confrontam o leitor. Primeiro, Jesus estava realmente ensinando que as pessoas deveriam cortar a mão ou o pé ou arrancar o olho? Segundo, Ele estava ensinando que haverá um inferno ardendo eternamente? A resposta à primeira pergunta é não, Jesus não ensinou a mutilação, que era rejeitada no judaísmo (Dt 14:1; 1Rs 18:27, 28). Para ilustrar Seu ensino, o Senhor usou uma hipérbole, uma figura de linguagem caracterizada pelo exagero. Se perder a mão, o pé ou o olho é terrível, quanto mais desastroso deveria ser para o cristão levar alguém a pecar!

A segunda questão também tem resposta negativa; Jesus não ensinou a existência de um inferno que arderá eternamente. A passagem contém um aspecto cômico. Pense em pessoas na cidade celestial com apenas um olho, um pé ou uma mão. Pense em pessoas com o corpo inteiro indo para o inferno. Não deveria ser o contrário? Haverá alguém com o corpo perfeito no inferno? É uma comédia sobre um tema muito sério. Isso mostra que Jesus ilustrou a ideia com uma hipérbole. O pecado deve ser levado tão a sério que seria melhor perder a mão, o pé ou o olho do que pecar.

O inferno terá consequências eternas, mas não o fogo em si. Os que se perderem não arderão para sempre, mas perecerão para sempre (Jo 3:16), uma grande diferença!

Jo 3.16 (NAA)2: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”

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