Levado e julgado

Lições da Bíblia1:

“E dizia: – Aba, Pai, tudo Te é possível; passa de Mim este cálice! Porém não seja o que Eu quero, e sim o que Tu queres” (Mc 14:36).

Os capítulos 14 a 16 de Marcos são conhecidos como “narrativa da Paixão” porque descrevem o sofrimento, a morte e a ressurreição de Jesus. Conforme observado na lição 9, os últimos seis capítulos de Marcos cobrem apenas cerca de uma semana. A maioria dos eventos de Marcos 14 a 16 ocorreram entre quinta e sexta-feira da Semana da Paixão. A morte de Jesus ocorreu na sexta-feira, e Sua ressurreição, no domingo.

A lição desta semana se concentra em Marcos 14, começando com a quinta “história em formato de sanduíche” desse evangelho, que liga duas ações opostas relacionadas a Jesus. Isso é seguido pela última ceia e, depois, pelo conflito espiritual de Cristo no Getsêmani. Ali Ele foi preso e levado perante os líderes para ser julgado. A cena do julgamento está ligada à negação de Jesus por Pedro, que forma a sexta e última das histórias em formato de sanduíche relatadas em Marcos. Mais uma vez, ocorreram duas ações opostas, mas, por ironia, elas transmitem a mesma verdade.

Ao longo da narrativa, dois enredos contrastantes andam de mãos dadas. Em estilo bastante cristalino, Marcos apresenta ao leitor essas tramas conflitantes enquanto revela o triunfo de Jesus.

Sábado, 07 de setembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O Evangelho de Marcos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 517, jul. ago. set. 2024. Adulto, Professor.

Os últimos dias – Estudo adicional

Lições da Bíblia1:

Leia, de Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 503-511 (“Sinais da segunda vinda de Cristo”).

Estão acontecendo coisas perturbadoras. As pessoas estão assustadas. Com uma espécie de “rastreamento interno” dos acontecimentos, como usar esses fatos para apontar às pessoas a esperança que temos em Jesus e a promessa de Sua vinda?

“Como não sabemos o tempo exato de Sua vinda, somos advertidos a vigiar. […] (Lc 12:37). Os que vigiam, à espera da vinda do Senhor, não aguardam de forma ociosa. A expectativa pela vinda de Cristo deve levar as pessoas a temer ao Senhor, bem como Seus juízos contra a transgressão. Deve despertá-las para o grande pecado de rejeitar Sua oferta de misericórdia. Os que aguardam o Senhor purificam o coração pela obediência à verdade. Com a vigilante espera, combinam ativo serviço. […] Seu zelo é renovado para colaborar com as forças divinas para a salvação de pessoas. Esses são os sábios e fiéis servos que dão ‘o sustento a seu tempo’ (v. 42) à casa do Senhor. Estão declarando a verdade especialmente relevante para este tempo. Como Enoque, Noé, Abraão e Moisés declararam a verdade para seu tempo, assim os servos de Cristo hoje darão a advertência especial para esta geração” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações [CPB, 2021], p. 509).

Perguntas para consideração

Estamos doando para a obra de Deus do que nos sobra ou estamos ofertando com sacrifício, à semelhança da viúva pobre? Por que isso é importante?

Por que Deus tem permitido que Seu povo seja perseguido? O tema do grande conflito nos ajuda a entender, de alguma forma, por que existe a perseguição?

Que sinais da volta de Cristo se destacam no mundo atual?

Depois que as pessoas morrem, qual será a próxima coisa que verão? Essa ideia não nos mostra que, para cada pessoa, a volta de Cristo está sempre muito próxima?

Sexta-feira, 06 de setembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O Evangelho de Marcos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 517, jul. ago. set. 2024. Adulto, Professor.

A vinda do Filho do Homem

Lições da Bíblia1:

7. Leia Marcos 13:24-32. Que grande evento é descrito nessa passagem?

Marcos 13:24-32 (NAA)2: “24 — Mas, naqueles dias, após a referida tribulação, o sol escurecerá, a lua não dará a sua claridade, 25 as estrelas cairão do firmamento e os poderes dos céus serão abalados. 26 Então verão o Filho do Homem vindo nas nuvens, com grande poder e glória. 27 E então ele enviará os anjos e reunirá os seus escolhidos dos quatro ventos, da extremidade da terra até a extremidade do céu. 28 — Aprendam, pois, a parábola da figueira: quando já os seus ramos se renovam e as folhas brotam, vocês sabem que o verão está próximo. 29 Assim, também vocês, quando virem acontecer essas coisas, saibam que está próximo, às portas. 30 Em verdade lhes digo que não passará esta geração sem que tudo isto aconteça. 31 Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão. 32 — Mas a respeito daquele dia ou da hora ninguém sabe, nem os anjos no céu, nem o Filho, senão o Pai.”

O evento será a volta de Jesus, antecedida por vários sinais. As profecias do NT apontam para esse evento. Paulo o descreveu (1Ts 4:13-18) ao dizer que os que dormiram em Cristo serão ressuscitados e arrebatados com os vivos para encontrar Jesus nos ares. Ele falou sobre a ressurreição (1Co 15), que ocorrerá na volta de Cristo.

Pedro também descreveu esse grande dia em 2 Pedro 3:3-13, explicando que o Senhor não demora em cumprir Sua promessa, mas deseja que todos se arrependam. O Apocalipse contém descrições vívidas do retorno de Cristo (Ap 1:7; 6:12-17; 14:14-20; 19:11-21). O ensino consistente do NT é que a volta de Cristo será um evento pessoal, literal, visível e audível. Todos O verão quando Ele vier.

No entanto, o que Jesus quer dizer com “esta geração” (Mc 13:30) e “aquele dia” (Mc 13:32)? Essas palavras trazem preocupação a muitas pessoas, porque obviamente a geração a quem Jesus Se dirigiu já morreu há muito tempo.

Várias respostas foram propostas: (1) a palavra “geração” poderia se referir a um grupo étnico, nesse caso os judeus. Isso significaria que os judeus não desapareceriam antes da volta de Cristo; (2) a geração das pessoas que vissem todos os sinais se cumprindo não morreria antes da volta de Cristo.

Uma proposta mais simples é: (3) Jesus ligou a palavra “isto” a “esta geração” (Mc 13:30) e a palavra “aquele” a “aquele dia” (Mc 13:32). Em Marcos 13, as palavras “isto”, “essas coisas” e semelhantes (em grego, houtos, haute, touto) ocorrem principalmente nos versos 1 a 13 (Mc 13:4, 8), que descrevem os eventos que levaram à destruição de Jerusalém. Por outro lado, a palavra “aquele” (em grego, ekeinos) caracteriza a última parte do capítulo (Mc 13:19, 24), que descreve a volta de Jesus.

Assim, “esta geração” provavelmente se refira à geração do primeiro século, que viu a destruição de Jerusalém, como descreve Marcos 13:30. Contudo, Marcos 13:32 se refere à segunda vinda de Cristo, que estava mais distante do primeiro século. Consequentemente, Marcos 13:32 usa a palavra “aquele dia” para se referir a eventos que estavam mais distantes do primeiro século.

Quinta-feira, 05 de setembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O Evangelho de Marcos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 517, jul. ago. set. 2024. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

A grande tribulação

Lições da Bíblia1:

Leia Marcos 13:19. A que esse verso se refere?

Marcos 13:19 (NAA)2: “Porque aqueles dias serão de tamanha tribulação, como nunca houve desde o princípio do mundo criado por Deus até agora e nunca jamais haverá.”

Marcos 13:14, com sua predição sobre o abominável da desolação, é uma espécie de ponto de apoio em torno do qual gira o capítulo (ver o estudo de terça-feira). Marcos 13:19 também marca um ponto de transição, pois fala de uma grande tribulação que não teria igual desde a criação do mundo. Seria uma perseguição maior e mais extensa do que a que ocorreu na queda de Jerusalém. O tempo verbal de Marcos 13:19 também muda para o futuro, apontando para eventos ainda mais distantes da época de Jesus.

Assim como Marcos 13:14 nos leva à profecia de Daniel 9, a grande perseguição descrita em Marcos 13:19-23 remete às profecias de Daniel 7 e 8, que predizem que o poder do chifre pequeno perseguiria o povo de Deus por “um tempo, tempos e metade de um tempo” (Dn 7:25). Esse período profético de 1.260 dias simbólicos equivale a 1.260 anos literais (Nm 14:34; Ez 4:6). Ele se estendeu de 538 d.C. até 1798 d.C., ano em que Napoleão enviou seu general para levar o papa cativo. Durante esse período de 1.260 anos, o poder do chifre pequeno perseguiu e matou aqueles que não concordavam com o seu sistema de governo eclesiástico.

6. Que esperança Deus oferece no tempo de perseguição e que advertência Ele dá enquanto esse período chega ao fim? Mc 13:20-23

Mc 13:20-23 (NAA)2: “20 Se o Senhor não tivesse abreviado aqueles dias, ninguém seria salvo. Mas, por causa dos eleitos que ele escolheu, Deus abreviou tais dias. 21 Então, se alguém disser a vocês: “Olhem! Aqui está o Cristo!” ou: “Olhem! Ali está ele!”, não acreditem. 22 Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, operando sinais e prodígios, para enganar, se possível, os próprios eleitos. 23 Estejam de sobreaviso; tudo isso tenho predito a vocês.”

Marcos 13:20 diz que a perseguição do povo de Deus teria seu tempo diminuído. A perseguição diminuiu após a Reforma Protestante. À medida que o poder do chifre pequeno diminuía, mais pessoas aderiram às reformas espirituais. Mas o poder do chifre pequeno aumentaria novamente, como vemos em Apocalipse 13.

Jesus alertou sobre a ameaça dos falsos cristos e falsos profetas, que surgiriam antes que Ele voltasse. Jesus advertiu Seus seguidores para tomarem cuidado com eles.

Quando Jesus advertiu sobre falsos cristos, a igreja mal havia começado, mas Sua previsão surpreendente tem se cumprido. Isso aumenta sua confiança na Bíblia?

Quarta-feira, 04 de setembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

O abominável da desolação

Lições da Bíblia1:

3. Leia Marcos 13:14-18. Que indícios Jesus deu do que é o “abominável da desolação”?

Marcos 13:14-18 (NAA)2: “14 — Quando, pois, vocês virem o abominável da desolação situado onde não deve estar (quem lê entenda), então os que estiverem na Judeia fujam para os montes. 15 Quem estiver no terraço não desça nem entre para tirar de casa alguma coisa. 16 E quem estiver no campo não volte atrás para buscar a sua capa. 17 Ai das que estiverem grávidas e das que amamentarem naqueles dias! 18 Orem para que isso não aconteça no inverno.”

Em Marcos 13:14, Jesus chegou ao ponto central sobre a queda de Jerusalém: Ele Se referiu ao “abominável da desolação”. O Senhor disse que o leitor deveria entender. Com essas palavras, Ele estava apontando aos discípulos o livro de Daniel. Essa expressão ocorre em Daniel 9:27; 11:31 e 12:11, com paralelo em Daniel 8:13.

4. Quem é o “Ungido” e quem é “o príncipe que há de vir”? Dn 9:26, 27

Dn 9:26, 27 (NAA)2: “26 Depois das sessenta e duas semanas, o Ungido será morto e não terá nada. O povo de um príncipe que há de vir destruirá a cidade e o santuário. O seu fim virá como uma inundação. Até o fim haverá guerra, e desolações foram determinadas. 27 Ele fará firme aliança com muitos, por uma semana. Na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de cereais. Sobre a asa das abominações virá aquele que causa desolação, até que a destruição, que está determinada, seja derramada sobre ele.”

A palavra “Ungido”, em Daniel 9:26, é traduzida do hebraico mašiah., de onde vem o termo Messias. Em um estudo atento de Daniel 9:24-27, fica claro que esse Ungido é Jesus Cristo em Sua primeira vinda.

Mas quem é “o príncipe que há de vir”, que traria desolação a Jerusalém? A cidade foi destruída pelo general romano Tito no ano 70 d.C. Assim, parece lógico que ele seja “o príncipe que há de vir”, mencionado em Daniel 9:26 e 27. As duas pessoas estão ligadas porque a forma como o Messias foi tratado levou à ruína da cidade.

E o que é esse “abominável da desolação” de que Jesus falou, referindo-Se a Daniel? Infelizmente, muitos acreditam que esse termo se refira à profanação do templo feita pelo rei Antíoco Epifânio no 2o século a.C. Mas isso não se harmoniza com o ensino bíblico. Jesus descreveu o “abominável da desolação” como algo que ocorreria depois de Sua morte; por isso, não poderia se tratar de algo que acontecera dois séculos antes de Seu ministério terreno.

Em vez disso, o abominável da desolação provavelmente se refira à colocação dos estandartes romanos em Israel durante o cerco de Jerusalém no fim da década de 60 d.C. Esse foi o sinal para a fuga dos cristãos da cidade, o que eles fizeram.

Assim como Cristo predisse, Jerusalém foi destruída. Com essas e inúmeras outras predições bíblicas, como podemos aprender a confiar em Jesus e nas Escrituras?

Terça-feira, 03 de setembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Não ficará pedra sobre pedra

Lições da Bíblia1:

2. Como os discípulos reagiram à declaração de Jesus sobre o templo, e qual é a relevância da resposta que Jesus lhes deu? Mc 13:1-13

Mc 13:1-13 (NAA)2: “1 Quando Jesus estava saindo do templo, um dos seus discípulos lhe disse: — Mestre! Que pedras, que construções! 2 Mas Jesus respondeu: — Você está vendo estas grandes construções? Não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derrubada. 3 Jesus estava sentado no monte das Oliveiras, diante do templo, quando Pedro, Tiago, João e André lhe perguntaram em particular: 4 Diga-nos quando essas coisas vão acontecer e que sinal haverá quando todas elas estiverem para se cumprir. 5 Então Jesus começou a dizer-lhes: — Tenham cuidado para que ninguém os engane. 6 Muitos virão em meu nome, dizendo: ‘Sou eu’; e enganarão a muitos. 7 Quando vocês ouvirem falar de guerras e rumores de guerras, não se assustem; é necessário que isso aconteça, mas ainda não é o fim. 8 Porque nação se levantará contra nação, e reino, contra reino. Haverá terremotos em vários lugares e também fomes. Essas coisas são o princípio das dores. 9 — Estejam de sobreaviso, porque as pessoas os entregarão aos tribunais e às sinagogas. Vocês serão açoitados e, por minha causa, serão levados à presença de governadores e reis, para lhes servir de testemunho. 10 Mas é necessário que primeiro o evangelho seja pregado a todas as nações. 11 — Quando, pois, levarem vocês para os entregar, não se preocupem com o que irão dizer, mas digam o que lhes for concedido naquela hora. Porque não são vocês que estão falando, mas o Espírito Santo. 12 Um irmão entregará à morte outro irmão, e o pai entregará o filho. Haverá filhos que se levantarão contra os seus pais e os matarão. 13 Todos odiarão vocês por causa do meu nome; aquele, porém, que ficar firme até o fim, esse será salvo.”

Como vimos, o templo era uma estrutura surpreendente. Flávio Josefo, que viveu na época dos apóstolos, observou que o Pórtico Real, localizado no lado sul do complexo, tinha 162 pilares, cada um dos quais precisava de três homens de mãos dadas para envolvê-lo (Antiguidades, 15.11.5). Mas Jesus disse que tudo aquilo seria destruído. Tal profecia a respeito daquela estrutura soaria ao ouvinte como o fim do mundo.

“Quando a atenção de Cristo foi levada à magnificência do templo, que pensamentos não expressos devem ter passado pela mente daquele Rejeitado?! A visão que tinha perante Si era realmente bela, mas Ele disse com tristeza: ‘Eu vejo tudo isso. Os edifícios são realmente maravilhosos. Vocês apontam para essas paredes como sendo aparentemente indestrutíveis, mas escutem as Minhas palavras: virá o dia em que não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derribada’” (Mt 24:2; Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações [CPB, 2021), p. 503).

Os discípulos queriam saber quando se cumpriria a predição de Jesus. Pedro, Tiago, João e André perguntaram a Cristo qual seria o tempo em que todas essas coisas aconteceriam e qual seria o sinal quando estivessem para acontecer (Mc 13:4).

Em Marcos 13:5 a 13, é surpreendente que Jesus não passou a maior parte do tempo descrevendo a queda de Jerusalém, mas alertando os discípulos sobre o que poderiam esperar no ministério deles de estabelecer a igreja cristã. Não seria fácil.

Os seguidores de Cristo seriam perseguidos e julgados, e alguns seriam mortos. Mas, em meio a tudo isso, Jesus indicou que ainda não seria a hora. Eles não deviam ser enganados por conflitos. Além disso, o Espírito Santo lhes daria as palavras para falar na hora certa, mesmo quando a família e os amigos os abandonassem.

A conclusão dessas palavras introdutórias da profecia de Jesus é que o povo de Deus não deve temer turbulências e provações. Eles devem ficar vigilantes porque o Espírito de Deus os guiará em meio às dificuldades.

Você foi provado por seguir a Jesus? Se não foi provado, será que O segue realmente?

Segunda-feira, 02 de setembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Duas moedinhas na caixa de ofertas

Lições da Bíblia1:

1. Quanto foi a oferta da viúva, e o que Jesus disse sobre isso? Mc 12:41-44

Mc 12:41-44 (NAA)2: “41 Sentado diante da caixa de ofertas, Jesus observava como o povo lançava ali o dinheiro. Ora, muitos ricos depositavam grandes quantias. 42 Vindo, porém, uma viúva pobre, lançou duas pequenas moedas correspondentes a um quadrante. 43 E, chamando os seus discípulos, Jesus disse: — Em verdade lhes digo que esta viúva pobre lançou na caixa de ofertas mais do que todos os ofertantes. 44 Porque todos eles deram daquilo que lhes sobrava; ela, porém, da sua pobreza deu tudo o que possuía, todo o seu sustento.”

O templo de Jerusalém era uma bela estrutura. O monte do templo dominava a vista da cidade, e as gigantescas pedras usadas em sua construção são uma maravilha até hoje, algumas delas pesando centenas de toneladas. A remodelação e expansão do templo e do monte do templo começaram no reinado de Herodes, o Grande, por volta de 20 a.C., mas a construção e o embelezamento da estrutura continuaram até a década de 60 d.C.

Muitos levavam grandes ofertas para depositar em um dos 13 baús localizados no Pátio das Mulheres, próximo ao templo. Era lá que Jesus estava sentado quando viu uma viúva se aproximar e colocar duas moedinhas de cobre (dois leptos). Isso era o equivalente a 1/32 de um denário, o salário habitual de um diarista. Portanto, a oferta da mulher foi bem pequena.

Jesus, porém, ficou impressionado com a oferta dela. Pessoas ricas depositavam grandes somas, mas Ele não comentou a respeito dessas doações. Contudo, a oferta da viúva despertou o elogio de Jesus, que disse que ela havia doado mais do que todos os outros. Como isso era possível? Jesus observou que eles deram de sua abundância, mas ela de sua pobreza. Eles ainda tinham muito; ela deu todo o seu sustento, o que tornou extravagante a sua dádiva, embora seu valor monetário fosse minúsculo.

Essa história contém uma lição profunda sobre a gestão de recursos. Doar à causa de Deus não depende das ações dos líderes para ter validade. A liderança religiosa do templo era corrupta, mas, apesar disso, Jesus não ensinou que as ofertas poderiam ser retidas. Se já houve líderes religiosos corruptos, os daquela época estavam entre os piores (pense em Caifás e Anás). E Jesus também sabia disso.

É verdade que os líderes têm a responsabilidade sagrada de usar os recursos de acordo com a vontade de Deus, mas, mesmo que não o façam, aqueles que doam à Sua causa ainda são abençoados em suas doações, como foi aquela mulher.

Por outro lado, reter dízimos ou ofertas quando os líderes cometem equívocos significa que estamos vinculando a doação às ações deles, em vez de entregar em agradecimento a Deus. Por mais tentador que seja fazer isso, está errado.

Qual é a importância de ser fiel nas contribuições para a obra do Senhor?

Domingo, 01 de setembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O Evangelho de Marcos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 517, jul. ago. set. 2024. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Os últimos dias

Lições da Bíblia1:

“Então verão o Filho do Homem vindo nas nuvens, com grande poder e glória. E então Ele enviará os anjos e reunirá os Seus escolhidos dos quatro ventos, da extremidade da terra até a extremidade do céu” (Mc 13:26, 27).

A lição desta semana começa com uma breve história de Marcos 12, em que Jesus fez uma declaração profunda sobre a ação de uma viúva. A parte principal da lição, no entanto, trata de Marcos 13, uma profecia sobre o destino do templo de Jerusalém e a segunda vinda de Cristo. Esse capítulo, juntamente com Mateus 24 e Lucas 21, fala sobre a queda de Jerusalém e eventos que se desenrolariam até o fim do mundo.

Marcos 13 deixa claro que o cumprimento das profecias vai do tempo do profeta que a fez (nesse caso, Jesus) até o tempo do fim, concluindo com a segunda vinda de Cristo. Esse padrão segue o que é conhecido como “interpretação historicista” das profecias a respeito do fim. Isso está em oposição às tentativas de situar o cumprimento dessas profecias exclusivamente no passado ou no futuro.

Como muitos ensinos de Jesus registrados em Marcos, a instrução do Senhor é uma resposta a uma pergunta ou mal-entendido por parte dos Seus discípulos, que deu a Jesus a oportunidade de ensinar verdades essenciais para a vida e a experiência cristã. Jesus não apenas predisse o futuro, mas também instruiu Seus discípulos, tanto daquela época quanto de hoje, a se prepararem para as provações que virão.

Sábado, 31 de agosto de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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