Salvação em Isaías

Lições da Bíblia.

“Na famosa estrada de Emaús, Jesus ensinou aos dois discípulos entristecidos sobre a expiação a partir de “Moisés e todos os profetas” (Lc 24:27, NVI). Que materiais proféticos Jesus pode ter incluído em Seu estudo da expiação?”

“É muito provável que Isaías estivesse entre os profetas aos quais Jesus Se referiu.”

“6. Que detalhes ajudam a entender mais completamente a incrível expiação de Cristo, descrito como ‘Servo sofredor’?” “Quem creu em nossa pregação? E a quem foi revelado o braço do SENHOR? Porque foi subindo como renovo perante ele e como raiz de uma terra seca; não tinha aparência nem formosura; olhamo-lo, mas nenhuma beleza havia que nos agradasse. Era desprezado e o mais rejeitado entre os homens; homem de dores e que sabe o que é padecer; e, como um de quem os homens escondem o rosto, era desprezado, e dele não fizemos caso. Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho, mas o SENHOR fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos. Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; como cordeiro foi levado ao matadouro; e, como ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca. Por juízo opressor foi arrebatado, e de sua linhagem, quem dela cogitou? Porquanto foi cortado da terra dos viventes; por causa da transgressão do meu povo, foi ele ferido. Designaram-lhe a sepultura com os perversos, mas com o rico esteve na sua morte, posto que nunca fez injustiça, nem dolo algum se achou em sua boca. Todavia, ao SENHOR agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando der ele a sua alma como oferta pelo pecado, verá a sua posteridade e prolongará os seus dias; e a vontade do SENHOR prosperará nas suas mãos. Ele verá o fruto do penoso trabalho de sua alma e ficará satisfeito; o meu Servo, o Justo, com o seu conhecimento, justificará a muitos, porque as iniquidades deles levará sobre si. Por isso, eu lhe darei muitos como a sua parte, e com os poderosos repartirá ele o despojo, porquanto derramou a sua alma na morte; foi contado com os transgressores; contudo, levou sobre si o pecado de muitos e pelos transgressores intercedeu.” (Is 53). “Ele Se humilhou e sofreu calado, como uma ovelha. Pagou o preço dos nossos pecados. Seu sacrifício foi motivado pelo desejo de salvar os pecadores.”

“Embora exista muita coisa nesse capítulo, um ponto que se destaca mais do que qualquer outro é o papel substitutivo do Servo sofredor. Observe que, em todas as vezes, Ele está pagando o preço pelos pecados dos outros. Frequentemente esse tema aparece, ensinando que a essência da salvação, da expiação, é a morte de Jesus em nosso favor. Como pecadores, transgredimos a lei de Deus; nada podemos fazer para nos justificarmos diante dEle. Todas as nossas boas obras não podem transpor o abismo que nos separa de Deus. A única maneira de nos salvar era Jesus pagar a penalidade em nosso lugar e, então, nos oferecer Sua perfeita justiça, que reivindicamos pela fé.”

“Se de alguma forma nossas obras tivessem algum mérito para nos justificar diante de Deus, Jesus não precisaria ter morrido por nós. O fato de que Ele morreu e de que a expiação exigiu nada menos do que Sua morte, deve ser prova suficiente de que não podemos obter a salvação por nós mesmos. Ao contrário, é inteiramente um dom da graça.”

“7. Que conceitos de Isaías 53 inspiraram Pedro em sua explicação sobre a morte expiatória de Cristo em nosso favor?” “mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo,” (1 Pe 1:19). “Porquanto para isto mesmo fostes chamados, pois que também Cristo sofreu em vosso lugar, deixando-vos exemplo para seguirdes os seus passos, o qual não cometeu pecado, nem dolo algum se achou em sua boca; pois ele, quando ultrajado, não revidava com ultraje; quando maltratado, não fazia ameaças, mas entregava-se àquele que julga retamente, carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça; por suas chagas, fostes sarados. Porque estáveis desgarrados como ovelhas; agora, porém, vos convertestes ao Pastor e Bispo da vossa alma.” (1 Pe 2:21-25). “O Cordeiro de Deus derramou o sangue imaculado, em nosso lugar; não retribuiu a violência que sofreu; carregou os nossos pecados, para que vivamos para a justiça.”

“Isaías 53 apresenta, talvez, a mais clara explanação teológica da cruz, mostrando de forma inequívoca que, seja o que for que a cruz represente, isso significa Cristo morrendo em nosso favor, suportando em Si mesmo o castigo que merecemos.”

“Usando Isaías 53 como base, pense sobre as cenas finais da vida de Cristo. Tenha em mente que a pessoa descrita ali é nosso Deus, nosso Criador, uma parte da Divindade. Como podemos entender essa incrível verdade?”

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O evangelho no Antigo Testamento

Lições da Bíblia.

“3. Quando foi dada a primeira promessa de salvação, e o que ela significa?” “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.” (Gn 3:15). ”Depois do pecado de Adão e Eva. A profecia indica a vinda do Redentor, o Descendente da mulher, que esmagaria a cabeça da serpente, ao morrer na cruz.”.

“A linguagem aqui é impressionante. Adão e Eva pecaram. Então, o grande conflito foi anunciado a eles através da linguagem de forte ‘inimizade’ entre dois lados opostos. Essa era uma preciosa promessa para os corações humanos que se tornaram atraídos ao pecado. Recebemos também a certeza de que esse grande conflito não será eterno, porque a cabeça do inimigo um dia será esmagada. Nesses versos, não apenas o grande conflito é revelado pela primeira vez, mas também somos informados a respeito de como será o fim dele.”

“4. Com base na esperança que Paulo encontrou em Gênesis 3:15, qual foi sua mensagem?” “E o Deus da paz, em breve, esmagará debaixo dos vossos pés a Satanás. A graça de nosso Senhor Jesus seja convosco.” (Rm 16:20). “O Deus da paz destruirá de uma vez por todas Satanás, o pecado e seus efeitos.”

“5. Moisés narrou uma comovente história de expiação. A partir dessa narrativa, o que podemos aprender sobre a expiação posterior de Cristo?” “Depois dessas coisas, pôs Deus Abraão à prova e lhe disse: Abraão! Este lhe respondeu: Eis-me aqui! Acrescentou Deus: Toma teu filho, teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá; oferece-o ali em holocausto, sobre um dos montes, que eu te mostrarei. Levantou-se, pois, Abraão de madrugada e, tendo preparado o seu jumento, tomou consigo dois dos seus servos e a Isaque, seu filho; rachou lenha para o holocausto e foi para o lugar que Deus lhe havia indicado. Ao terceiro dia, erguendo Abraão os olhos, viu o lugar de longe. Então, disse a seus servos: Esperai aqui, com o jumento; eu e o rapaz iremos até lá e, havendo adorado, voltaremos para junto de vós. Tomou Abraão a lenha do holocausto e a colocou sobre Isaque, seu filho; ele, porém, levava nas mãos o fogo e o cutelo. Assim, caminhavam ambos juntos. Quando Isaque disse a Abraão, seu pai: Meu pai! Respondeu Abraão: Eis-me aqui, meu filho! Perguntou-lhe Isaque: Eis o fogo e a lenha, mas onde está o cordeiro para o holocausto? Respondeu Abraão: Deus proverá para si, meu filho, o cordeiro para o holocausto; e seguiam ambos juntos. Chegaram ao lugar que Deus lhe havia designado; ali edificou Abraão um altar, sobre ele dispôs a lenha, amarrou Isaque, seu filho, e o deitou no altar, em cima da lenha; e, estendendo a mão, tomou o cutelo para imolar o filho. Mas do céu lhe bradou o Anjo do SENHOR: Abraão! Abraão! Ele respondeu: Eis-me aqui! Então, lhe disse: Não estendas a mão sobre o rapaz e nada lhe faças; pois agora sei que temes a Deus, porquanto não me negaste o filho, o teu único filho. Tendo Abraão erguido os olhos, viu atrás de si um carneiro preso pelos chifres entre os arbustos; tomou Abraão o carneiro e o ofereceu em holocausto, em lugar de seu filho. E pôs Abraão por nome àquele lugar—O SENHOR Proverá. Daí dizer-se até ao dia de hoje: No monte do SENHOR se proverá. Então, do céu bradou pela segunda vez o Anjo do SENHOR a Abraão e disse: Jurei, por mim mesmo, diz o SENHOR, porquanto fizeste isso e não me negaste o teu único filho, que deveras te abençoarei e certamente multiplicarei a tua descendência como as estrelas dos céus e como a areia na praia do mar; a tua descendência possuirá a cidade dos seus inimigos, nela serão benditas todas as nações da terra, porquanto obedeceste à minha voz. Então, voltou Abraão aos seus servos, e, juntos, foram para Berseba, onde fixou residência.” (Gn 22:1-19). “O Pai ofereceu o Filho e o Filho Se entregou. Deus enviou Jesus para morrer por nós na cruz.”

“Observe as muitas referências ao pai e ao filho e como eles foram juntos para a montanha do sacrifício. O filho carregou a madeira, e o pai, os instrumentos do sacrifício (fogo e faca). Isaque, muito mais novo que o pai, poderia ter dominado Abraão na montanha do sacrifício. Mas, em vez disso, vemos dois milagres: o pai entregando o filho e o filho entregando a vida.”

“Que representação poderosa da morte sacrifical de Cristo em nosso favor! A cena, por mais poderosa e comovente que fosse, era apenas uma pequena antecipação do momento em que, séculos mais tarde, outro Pai entregaria Seu Filho. Dessa vez, porém, não haveria nenhum animal para morrer em lugar do Filho. O próprio Filho morreria no altar. O Pai realmente sacrificaria Seu Filho, e o Filho daria a vida.”

“Ali, no Monte Moriá, foi apresentada ao mundo uma figura muito poderosa (mas apenas uma figura) do plano da salvação e do preço para redimir da ruína do pecado a humanidade caída.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – segunda-feira 16 de janeiro de 2012. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Na cruz

Lições da Bíblia.

“1. Qual foi a prova do amor de Deus pela humanidade? Como isso afeta você?” “Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores.” (Rm 5:8). “Cristo morreu para nos salvar, mesmo sendo nós ainda pecadores. Por amor nos criou e recriou.”

“Na cruz, da maneira mais humilhante e inconcebível que se possa imaginar, Deus venceu e humilhou o inimigo. Amor, justiça e compaixão se fundiram num ato dinâmico e singular. Deus perdoou os pecadores pagando o preço e absorvendo em Seu próprio sofrimento a penalidade do pecado. No Calvário, Deus revelou o grande preço do perdão.”

“Cristo não morreu a fim de criar no coração de Deus amor por nós. Não! Jesus afirmou que o amor do Pai é a fonte, não a consequência da expiação (Jo 3:16, 17). Deus não passou a nos amar porque Cristo morreu por nós; Cristo morreu por nós porque Deus nos amava. A expiação de Cristo não foi oferecida para convencer o Pai a amar aqueles que de outra forma seriam odiados. A morte de Cristo não gerou um amor que ainda não existia. Ao contrário, foi a manifestação do amor que estivera eternamente no coração de Deus. Jesus nunca teve que convencer o Pai a nos amar. Observe como Ele afirmou essa verdade em João 3:16, 17; 16:26, 27.” “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porquanto Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele.” (João 3:16-17). “Naquele dia, pedireis em meu nome; e não vos digo que rogarei ao Pai por vós. Porque o próprio Pai vos ama, visto que me tendes amado e tendes crido que eu vim da parte de Deus.” (João 16:26-27).

“A verdadeira tragédia é que perdemos grande parte do conhecimento de Deus, contra quem pecamos. Nem mesmo sentimos muita necessidade de arrependimento, porque nem sempre temos certeza de quanto temos ofendido a Deus com nossos pecados. Podemos nos tornar insensíveis com relação à maldade do pecado. O moderno sentimentalismo religioso muitas vezes minimiza a repugnância ao pecado. E porque o pecado não mais nos deixa indignados, talvez se torne mais difícil perceber que o pecado provoca a ira de um Deus santo.”

“2. Paulo não tinha medo de falar sobre a ira de Deus. Contra quem essa ira se revela?” “A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça;” (Rm 1:18). “Contra os homens perversos e ímpios, que detém a verdade pela injustiça.”

“Essa forte declaração mostra como Deus lidou com o problema da influência universal do pecado ao longo da história. Paulo aprofundou esse tema nos dois capítulos seguintes (até Rm 3:20 ‘visto que ninguém será justificado diante dele por obras da lei, em razão de que pela lei vem o pleno conhecimento do pecado.’).”

“Um aspecto surpreendente do evangelho é o fato de que Deus é tanto o vencedor sobre nosso pecado quanto a vítima dele. E, como resultado desse duplo papel, nosso santo Deus pode manter Sua aliança com os pecadores que transgrediram a aliança. O amor de Deus não leva a uma agradável tolerância do pecado e do mal, mas à vitória sobre ele. É precisamente porque Deus é amor que Ele Se opõe ao pecado e ao mal, porque estes corrompem e destroem Seus filhos amados. A morte que Jesus suportou na cruz foi o preço que Seu amor pagou por lidar com o pecado de maneira séria e, ao mesmo tempo, ainda amar os pecadores.”

“Você leva a sério o pecado? Quais são os critérios que você usa para justificar sua resposta?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – domingo 15 de janeiro de 2012. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Deus como redentor

Lições da Bíblia.

“Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e ações de graças” (Ap 5:12).

Pensamento-chave: O Deus Triúno não é apenas nosso criador, Ele é também nosso redentor.

“A justiça de Deus é revelada em Sua ira contra o pecado. Sua misericórdia é revelada na distância que Ele percorreu para assegurar que não teríamos que partilhar do destino do pecado.”

“Estritamente relacionado ao papel de Deus como criador está Seu papel como redentor. O pecado é tão mau, tão mortal, tão hostil ao mundo criado, que só o Criador poderia resolver o problema. E Ele o fez, na pessoa de Jesus Cristo.”

“’Mas agora, em Cristo Jesus, vocês, que antes estavam longe, foram aproximados mediante o sangue de Cristo’ (Ef 2:13, NVI). Não por obras, nem por qualquer coisa que possamos fazer, mas por Sua graça, podemos ser resgatados do pecado e ser ‘aproximados’ dEle. Cristo suportou a ira de Deus para que nenhum de nós jamais tivesse que suportá-la. Isso, em essência, é o plano da salvação.”

“’A mensagem da cruz é loucura para os que estão perecendo, mas para nós, que estamos sendo salvos, é o poder de Deus’ (1Co 1:18, NVI). O escândalo da cruz é que esta parece um grande absurdo para o pensamento humano: Deus Se torna um sacrifício em favor de seres humanos pervertidos, até mesmo Seus inimigos declarados, sofrendo a penalidade por seus pecados para que eles não tivessem que enfrentá-la. Difícil de entender, não é? A expiação é tão profunda e tão intensa que a respeito dela compreendemos apenas o que está ao nosso alcance. Além disso, o pensamento não consegue avançar, e tudo o que podemos fazer é adorar.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – sábado 14 de janeiro de 2012. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Criou Deus, pois, o homem à Sua imagem

Lições da Bíblia.

Considerando as oportunidades do homem para a pesquisa, bem como quão breve é a sua vida, limitada sua esfera de ação, restrita sua visão, frequentes e grandes seus erros nas conclusões especialmente relativas aos fatos julgados anteriores à história bíblica; considerando quantas vezes as supostas deduções da ciência são revistas ou rejeitadas, bem como com que prontidão os admitidos períodos de desenvolvimento da Terra são de tempos em tempos aumentados ou diminuídos em milhões de anos, e como as teorias sustentadas por diferentes cientistas se acham em conflito entre si – deveremos nós, para ter o privilégio de delinear nossa descendência pelos microrganismos, moluscos e macacos, consentir em rejeitar a declaração da Escritura Sagrada, tão grandiosa em sua simplicidade: "Criou Deus o homem à Sua imagem; à imagem de Deus o criou"? Gên. 1:27. Deveremos rejeitar aquele relato genealógico – mais nobre do que qualquer que zelosamente se conserve nas cortes reais: "Sete, de Adão, e Adão, de Deus"? Luc. 3:38. (Ellen G. White, Educação, p. 130)

Perguntas para reflexão

1. Outro problema decorrente da tentativa de fundir evolução com a Bíblia é a ressurreição dos mortos no fim dos tempos. Será um processo instantâneo, num “abrir e fechar de olhos” (1Co 15:52, NVI). Algumas pessoas estão mortas há milhares de anos; não sobrou muita coisa dessas pessoas com que se possa trabalhar. No entanto, se Deus pode recriá-las em um instante, por que teria usado a evolução para criá-las no princípio?

2. Ao contrário das concepções populares, Charles Darwin trabalhou em sua teoria da evolução a partir de uma premissa teológica. Ele expressou assim: “Para mim parece existir muita miséria no mundo. Não consigo me convencer de que um Deus beneficente e onipotente tivesse criado intencionalmente a [vespa parasita] com a expressa intenção de que se alimentasse dentro dos corpos vivos das lagartas, ou de que o gato brincasse com os ratos.” É claro que um “Deus beneficente e onipotente” não teria feito isso. O que está errado com a suposição de Darwin, e como você acha que ela o influenciou a desenvolver essa teoria radicalmente errada sobre as origens humanas?

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – sexta-feira 13 de janeiro de 2012. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Criação e recriação

Lições da Bíblia.

8. Que promessas maravilhosas são encontradas nos textos a seguir? Qual é sua ligação com o modelo bíblico da criação, revelado nos primeiros capítulos de Gênesis? “Pois eis que eu crio novos céus e nova terra; e não haverá lembrança das coisas passadas, jamais haverá memória delas.” (Is 65:17). “Porque, como os novos céus e a nova terra, que hei de fazer, estarão diante de mim, diz o SENHOR, assim há de estar a vossa posteridade e o vosso nome.” (Is 66:22). “Nós, porém, segundo a sua promessa, esperamos novos céus e nova terra, nos quais habita justiça.” (2 Pe 3:13). “E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram.” (Ap. 21:4). “Por meio da justiça de Cristo, Deus recriará a Terra arruinada pelo pecado. Visto que todos serão justos, o ambiente será perfeito como era na criação.”

“Toda a esperança cristã repousa nas promessas de um novo céu e uma nova Terra, sem a devastação que o pecado trouxe à Terra em que habitamos agora. Sem essa esperança e essa promessa, literalmente não temos nenhuma esperança. A promessa da vida eterna é maravilhosa, mas queremos essa vida em um mundo sem os horrores, tristezas e decepções deste mundo. O que poderia ser pior do que a morte eterna, que aguarda os perdidos, do que a vida eterna neste mundo em que a miséria é muitas vezes a regra, e não a exceção?”

“Tudo isso leva a algumas perguntas muito interessantes no que diz respeito às origens e como o Senhor trabalhou no processo da primeira criação, descrita de forma tão magistral em Gênesis 1 e 2. A questão é: O novo céu e a nova Terra serão criados por ordem divina, isto é, como descrito em uma compreensão literal de Gênesis, na qual Deus falou e, em um tempo incrivelmente curto toda a vida passou a existir na Terra, plenamente formada e desenvolvida, sem nada deixado ao capricho, violência e acaso?”

“Ou, ao contrário, o processo de criação significará que a vida terá que suportar novamente as “alegrias” e rigores da seleção natural e sobrevivência do mais apto por bilhões de anos, até que um novo mundo, ‘onde habita a justiça’ (2Pe 3:13, NVI), finalmente apareça?”

“Afinal, se Deus escolheu usar a evolução na primeira vez para criar o mundo, por que Ele faria algo diferente na segunda vez? Se esse foi Seu meio escolhido para realizar a criação original, não seria bom o suficiente para executar a segunda criação?”

“A loucura da ideia de que Deus usaria a evolução para recriar os céus e a Terra é mais uma evidência indicando a insensatez de pensar que Ele criou o mundo dessa forma no princípio. Sem dúvida, cruz, redenção, e a promessa de um novo céu e uma nova Terra são temas inseparavelmente ligados ao relato literal de Gênesis.”

“Tente imaginar como era nosso mundo em sua primitiva beleza. Imagine também como será quando ele for recriado. Nossa mente e coração podem apenas começar a imaginar como será essa beleza. Por que não vale a pena obter algo neste mundo se perdermos o que nos foi prometido?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – quinta-feira 12 de janeiro de 2012. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

A cruz e a criação

Lições da Bíblia.

“6. De que forma João liga a criação à cruz? Por que os dois ensinamentos são inseparáveis?” “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez. A vida estava nele e a vida era a luz dos homens. A luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela. Houve um homem enviado por Deus cujo nome era João. Este veio como testemunha para que testificasse a respeito da luz, a fim de todos virem a crer por intermédio dele. Ele não era a luz, mas veio para que testificasse da luz, a saber, a verdadeira luz, que, vinda ao mundo, ilumina a todo homem. O Verbo estava no mundo, o mundo foi feito por intermédio dele, mas o mundo não o conheceu. Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que creem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus.” (João 1:1-13). “O trabalho de Deus é criar, manter e recriar. Só Ele faz novas todas as coisas. Nele podemos ser novas criaturas. O mesmo poder que cria pode restaurar, por meio da cruz.”.

“Em vários lugares a Bíblia claramente liga o Senhor como criador com o Senhor como redentor, uma ligação que provê mais evidência de que a evolução não pode ser conciliada com a Bíblia, especialmente com o ensino da cruz. Caso contrário, qual seria a conclusão? O Senhor teria encarnado em um macaco evoluído, criado através do ciclo vicioso e terrivelmente mortal da seleção natural, tudo a fim de abolir a morte, ‘o último inimigo’ (1Co 15:26)? Mas como a morte poderia ser um ‘inimigo’ se fosse um dos meios escolhidos por Deus para criar os seres humanos, pelo menos de acordo com o modelo evolucionista? O Senhor deve ter empregado muitos Homo erectus, Homo heidelbergensis e Homo neanderthalensis mortos a fim de finalmente obter um à Sua própria imagem (Homo sapiens).”

“Consequentemente, isso significaria que Jesus veio ao mundo para salvar a humanidade do processo que Ele, como Criador, usou para criá-la, no passado. Se isso parece ridículo, é porque é ridículo.”

“7. Qual é a importância da compreensão literal do relato de Gênesis para todo o plano da salvação?” “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram.” (Rom. 5:12). “A salvação apresentada pela Bíblia seria impraticável sem o relato da criação. Se não houve a criação bíblica, não houve pecado e não haveria necessidade de salvação.”

“Como o conceito bíblico da queda é explicado por aqueles que procuram fundir a evolução com a Bíblia? Deus usa os processos de violência, egoísmo e dominação dos fortes contra os fracos para criar um ser moralmente impecável e abnegado que, então, ‘cai’ em um estado de violência, egoísmo e dominação dos fortes sobre os fracos, uma situação da qual ele tem que ser resgatado, ou então enfrentar o castigo final?”

“Mais uma vez, a insensatez dessa posição faz com que ela seja totalmente rejeitada. A queda é a única maneira de dar sentido à cruz, e à necessidade de resgatar a humanidade caída por meio do Salvador. A queda significa que os seres humanos ‘caíram’ de alguma coisa, e implica uma decadência, uma degeneração. Isso quer dizer que partimos do que era bom para o que não era tão bom. Isso faz todo sentido a partir de uma compreensão literal de Gênesis. Com a evolução, isso não faz sentido. Na verdade, a ideia da evolução zomba da queda e também da cruz.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – quarta-feira 11 de janeiro de 2012. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Os céus proclamam

Lições da Bíblia.

“Os Salmos contêm ricas coleções de canções de louvor ao Criador. Repetida e alegremente os salmistas se referem às ‘grandes obras’ de Deus.”

“No salmo 19 a progressão de pensamento é audaciosa. Em primeiro lugar, Davi descreve as glórias dos céus e do firmamento, incluindo o sol resplandecente. Ele compara a energia brilhante do sol a um noivo indo para seu casamento e também a um atleta em treinamento [‘Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos. Um dia discursa a outro dia, e uma noite revela conhecimento a outra noite. Não há linguagem, nem há palavras, e deles não se ouve nenhum som; no entanto, por toda a terra se faz ouvir a sua voz, e as suas palavras, até aos confins do mundo. Aí, pôs uma tenda para o sol, o qual, como noivo que sai dos seus aposentos, se regozija como herói, a percorrer o seu caminho. Principia numa extremidade dos céus, e até à outra vai o seu percurso; e nada refoge ao seu calor.’ Sl 19:1-6]. Então, ele relaciona esse esplendor do sol com a perfeição da lei de Deus e o poder de seus preceitos. Assim, o conteúdo da lei é relacionado com a grandeza das ações criativas de Deus [‘A lei do SENHOR é perfeita e restaura a alma; o testemunho do SENHOR é fiel e dá sabedoria aos símplices. Os preceitos do SENHOR são retos e alegram o coração; o mandamento do SENHOR é puro e ilumina os olhos. O temor do SENHOR é límpido e permanece para sempre; os juízos do SENHOR são verdadeiros e todos igualmente, justos. São mais desejáveis do que ouro, mais do que muito ouro depurado; e são mais doces do que o mel e o destilar dos favos. Além disso, por eles se admoesta o teu servo; em os guardar, há grande recompensa.’ Sl. 19:7-11].”

“O salmo 92, um ‘cântico para o sábado’, começa com a atitude de louvor de um coração grato. Os que examinam o uso das expressões ‘obras de Tuas mãos’ e ‘Tuas obras’, usadas ao longo dos Salmos (ou em qualquer livro bíblico), notam que a Bíblia inclui um extensivo louvor pela criação do mundo. Quanto mais uma pessoa aprende sobre as obras da criação de Deus, seja o mais ínfimo detalhe visto através de um microscópio, ou a estrela mais distante, ou um planeta visto através de um telescópio, ou qualquer criatura da vida animal (quer ela nade, voe ou caminhe), mais se manifesta o incrível poder da atividade criadora de Deus. Os cientistas continuam a aprender mais e mais, não apenas sobre as diferentes plantas e animais, mas também sobre a interação entre todos os sistemas vivos na complexa rede da vida. Quanto mais aprendem, tudo lhes parece mais surpreendente.”

“[A] mandíbula não é claramente um exemplo de design inteligente. Ao contrário, é uma adaptação imperfeita que ocorreu como resultado da seleção natural, trabalhando com os materiais à mão para encurtar e remodelar o focinho de mamíferos em uma face” (Owen Gingerich, God’s Universe [O Universo de Deus], Cambridge, Massachusetts: Harvard University Press, 2006, p. 98, 99).

“5. Na infrutífera tentativa cristã de combinar a evolução com a cosmovisão cristã, que ponto importante infelizmente tem sido deixado de lado?” “Eis o que tão-somente achei: que Deus fez o homem reto, mas ele se meteu em muitas astúcias.” (Ec 7:29). “Tudo foi criado com perfeição, mas o homem pecou e trouxe sofrimento a si mesmo e à natureza.”

“Sem dúvida, o mundo criado revela o amor e o poder do Criador. Mas nosso mundo também foi devastado pelo pecado, pelas cicatrizes e rupturas causadas pelo grande conflito. Vemos os resultados horríveis ao redor de nós na doença, morte, catástrofes naturais e assim por diante. Nenhuma parte da criação terrestre escapa e, certamente, nenhum ser humano fica de fora. E ainda, mesmo em meio a essa devastação, podemos ver o amor e o poder do Criador. A solução é não se concentrar nas coisas ruins, mas nas coisas boas que estão na sua base. Podemos ver, por exemplo, uma cerejeira afetada por uma praga que destrói todas as frutas. A praga, embora perversa, não pode apagar o amor e a bondade reveladas na própria árvore, um amor e bondade que apontam para o caráter do Criador.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – terça-feira 10 de janeiro de 2012. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF