Pedra removida

Lições da Bíblia1:

3. O que essas passagens têm em comum? Mc 16:1-8; 1Co 15:1-8

Mc 16:1-8 (NAA)2: “1 Passado o sábado, Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, e Salomé compraram óleos aromáticos para ungir o corpo de Jesus. 2 E, bem cedo, no primeiro dia da semana, ao nascer do sol, foram ao túmulo. 3 Diziam umas às outras: — Quem nos removerá a pedra da entrada do túmulo? 4 E, olhando, viram que a pedra já estava removida. É que a pedra era muito grande. 5 Entrando no túmulo, viram um jovem sentado ao lado direito, vestido de branco, e ficaram atemorizadas. 6 Ele, porém, lhes disse: — Não tenham medo! Vocês procuram Jesus, o Nazareno, que foi crucificado; ele ressuscitou, não está aqui; vejam o lugar onde o tinham colocado. 7 Mas vão e digam aos discípulos dele e a Pedro que ele vai adiante de vocês para a Galileia; lá vocês o verão, como ele disse. 8 E, saindo elas, fugiram do sepulcro, porque estavam tomadas de temor e assombro. E não contaram nada a ninguém, porque estavam com medo.”

1Co 15:1-8 (NAA)2: “1 Irmãos, venho lembrar-lhes o evangelho que anunciei a vocês, o qual vocês receberam e no qual continuam firmes. 2 Por meio dele vocês também são salvos, se retiverem a palavra assim tal como a preguei a vocês, a menos que tenham crido em vão. 3 Antes de tudo, entreguei a vocês o que também recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, 4 e que foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras. 5 E apareceu a Cefas e, depois, aos doze. 6 Depois, foi visto por mais de quinhentos irmãos de uma só vez, dos quais a maioria ainda vive; porém alguns já dormem. 7 Depois, foi visto por Tiago e, mais tarde, por todos os apóstolos. 8 Por último, depois de todos, foi visto também por mim, como por um nascido fora de tempo.

A história da ressurreição é mencionada em cada um dos evangelhos. Cada escritor apresenta a história de uma perspectiva diferente, mas todos contêm os elementos centrais mencionados também em 1 Coríntios 15:1 a 8.

Quatro ideias ocorrem várias vezes: Jesus 1) morreu, 2) foi sepultado, 3) ressuscitou e 4) foi visto vivo. Marcos se refere a uma reunião que aconteceria na Galileia e acrescenta: “Lá vocês O verão” (Mc 16:7; Mt 28:7, 10; Jo 21).

Algumas pessoas acham absurdo que os cristãos acreditem em um Senhor ressuscitado. Mas a evidência da Sua ressurreição é bastante sólida e racional.

Primeiro, basta crer que Deus é o Criador (Gn 1; 2). A partir daí, a ideia de um milagre como a ressurreição se torna plausível. O Deus que criou o Universo, e depois a vida na Terra, teria o poder, se quisesse, de ressuscitar Jesus. Naturalmente, a existência de Deus não torna a ressurreição de Jesus inevitável, mas apenas possível.

Segundo, a tumba ficou vazia. Os historiadores ateus aceitam esse fato. Se não estivesse vazia, a alegação de que Jesus ressuscitara teria sido rejeitada desde o início, pois a presença de Seu corpo no local destruiria a afirmação de que Ele tinha ressuscitado.

A explicação de que os discípulos roubaram o Seu corpo não é verdadeira. Os discípulos não poderiam ter passado pelos guardas. E mesmo que tivessem feito isso e conseguido o corpo, por que não foram presos por roubá-lo? A resposta é que os líderes religiosos sabiam que os discípulos não tinham feito isso.

Muitos viram o Cristo ressuscitado. Alguns, inclusive os discípulos, inicialmente não creram. Paulo, um inimigo da fé cristã, não apenas afirmou ter visto o Senhor ressuscitado, mas essa experiência mudou a sua trajetória de maneira radical.

Finalmente, como explicar o surgimento da igreja cristã, fundada por pessoas que afirmavam ter visto o Senhor ressurreto? Por que essas pessoas morreriam pelo que soubessem ser mentira? O testemunho delas, logo após a morte de Jesus (At 3:15), e algumas décadas mais tarde (1Pe 1:3), traz evidências da ressurreição.

“Quais são as evidências da ressurreição de Cristo?” Qual seria a sua resposta?

Segunda-feira, 23 de setembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O Evangelho de Marcos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 517, jul. ago. set. 2024. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Alegrando-se na ressurreição

Lições da Bíblia1:

1. Leia Marcos 15:42-47; 16:1-6. O que aconteceu nessa passagem e por que essa história é tão relevante para a narrativa da ressurreição?

Marcos 15:42-47 (NAA)2: “42 Ao cair da tarde, por ser o dia da preparação, isto é, a véspera do sábado, 43 José de Arimateia, ilustre membro do Sinédrio, que também esperava o Reino de Deus, dirigiu-se ousadamente a Pilatos e pediu o corpo de Jesus. 44 Mas Pilatos admirou-se de que ele já tivesse morrido. E, tendo chamado o centurião, perguntou-lhe se havia muito que Jesus tinha morrido. 45 Após certificar-se, pela informação do comandante, cedeu o corpo a José. 46 Este, baixando o corpo da cruz, envolveu-o num lençol que tinha comprado e o depositou num túmulo que tinha sido aberto numa rocha; e rolou uma pedra para a entrada do túmulo. 47 Maria Madalena e Maria, mãe de José, observaram onde ele foi posto.”

Marcos 16:1-6 (NAA)2: 1 Passado o sábado, Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, e Salomé compraram óleos aromáticos para ungir o corpo de Jesus. 2 E, bem cedo, no primeiro dia da semana, ao nascer do sol, foram ao túmulo. 3 Diziam umas às outras: — Quem nos removerá a pedra da entrada do túmulo? 4 E, olhando, viram que a pedra já estava removida. É que a pedra era muito grande. 5 Entrando no túmulo, viram um jovem sentado ao lado direito, vestido de branco, e ficaram atemorizadas. 6 Ele, porém, lhes disse: — Não tenham medo! Vocês procuram Jesus, o Nazareno, que foi crucificado; ele ressuscitou, não está aqui; vejam o lugar onde o tinham colocado.

Os quatro evangelhos dizem que Jesus morreu no “dia da preparação” (Mt 27:62; Mc 15:42; Lc 23:54; Jo 19:14, 31, 42). A maioria dos comentaristas entende que essa é uma referência ao período que vai do pôr do sol de quinta-feira ao pôr do sol de sexta-feira. Jesus morreu no fim da tarde de sexta-feira e foi sepultado antes do pôr do sol.

No sábado, o Senhor descansou na sepultura, e os discípulos fizeram o mesmo (Lc 23:56). Essa seria uma declaração bastante estranha se Jesus tivesse diminuído, pelo menos na mente de Seus seguidores, a obrigação de guardar o quarto mandamento.

No sábado à noite, as mulheres compraram especiarias e, no domingo de manhã, foram ao túmulo com o desejo de completar o processo típico de sepultamento. Contudo, evidentemente, Jesus não estava lá!

Já no 2o século d.C., muitos cristãos viam significado no fato de Jesus ter ressuscitado no domingo. Isso se tornou a base para a santificação desse dia. Mas é isso que o NT ensina?

2. Segundo o NT, qual é o memorial da ressurreição de Jesus? Cl 2:10-12

Cl 2:10-12 (NAA)2: “10 Também, nele, vocês receberam a plenitude. Ele é o cabeça de todo principado e potestade. 11 Nele também vocês foram circuncidados, não com uma circuncisão feita por mãos humanas, mas pela remoção do corpo da carne, que é a circuncisão de Cristo, 12 tendo sido sepultados juntamente com ele no batismo, no qual vocês também foram ressuscitados por meio da fé no poder de Deus que o ressuscitou dentre os mortos.”

Não há sequer um verso na Bíblia sugerindo a santificação do domingo como memorial da ressurreição. Esse memorial é o batismo: “Fomos sepultados com Ele na morte pelo batismo, para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também nós andemos em novidade de vida” (Rm 6:4).

Apesar da teologia equivocada a respeito do domingo, devemos nos alegrar na ressurreição de Jesus ocorrida nesse dia. Por Sua morte e ressurreição, Ele triunfou sobre a morte, e, em Sua ressurreição, obtemos a certeza de nossa própria ressurreição.

“Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a Sua grande misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo” (1Pe 1:3). Como ter essa certeza de Pedro sobre a ressurreição de Cristo?

Domingo, 22 de setembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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O Senhor ressuscitado

Lições da Bíblia1:

“Ele, porém, lhes disse: – Não tenham medo! Vocês procuram Jesus, o Nazareno, que foi crucificado; Ele ressuscitou, não está aqui; vejam o lugar onde O tinham colocado” (Mc 16:6).

A crucifixão de Jesus foi como um toque fúnebre para as esperanças e a fé dos discípulos. Foi um fim de semana sombrio para eles, pois não apenas se debatiam com a morte de seu Mestre, mas também temiam por sua vida (Jo 20:19).

Em Marcos 16, o último capítulo desse evangelho, estudaremos o que aconteceu após a morte de Jesus. Em primeiro lugar, veremos o momento de Sua ressurreição e por que as mulheres foram ao túmulo naquela manhã de domingo. Às vezes, os adventistas evitam o tema da manhã da ressurreição, por causa da maneira pela qual ela é mal utilizada para apoiar a santificação do domingo. Em vez disso, descobriremos como podemos nos alegrar na ressurreição ocorrida no domingo, apesar da falsa teologia que, infelizmente, surgiu a partir dela.

Em segundo lugar, estudaremos os primeiros versos de Marcos 16, ligando o texto a um tema que permeia o livro.

Em terceiro lugar, encerrando a semana, examinaremos o restante de Marcos 16 e consideraremos a missão que o capítulo coloca diante de nós. Este estudo terminará com um desafio para que o leitor de Marcos leve o evangelho por todo o mundo.

Sábado, 21 de setembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Julgado e crucificado – Estudo adicional

Lições da Bíblia1:

Leia, de Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 580-595 (“No tribunal de Pilatos”), p. 596-609 (“A glória do Calvário”), e p. 610-616 (“Está consumado”).

“Pilatos desejava libertar Jesus. Contudo, viu que não podia fazer isso e ainda conservar sua posição e honra. Em vez de perder seu poder no mundo, escolheu sacrificar uma vida inocente. Quantos, para escapar de prejuízo ou sofrimento, também sacrificam um princípio! A consciência e o dever apontam um caminho, e o interesse egoísta indica outro. A corrente se dirige vigorosamente para o lado errado, e aquele que consente com o mal é levado para as densas trevas da culpa” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações [CPB, 2021], p. 594).

“A iniquidade de todos nós foi posta sobre Cristo como nosso Substituto e Fiador. Ele foi contado como transgressor para nos livrar da condenação da lei. A culpa de todo descendente de Adão pesava sobre Ele. A ira de Deus contra o pecado e a terrível manifestação de Seu desagrado por causa da iniquidade encheram de profunda tristeza o coração de Seu Filho. […] Não podia ver a face reconciliadora do Pai. O afastamento do rosto divino […] penetrou em Seu coração com uma dor que nunca poderá ser bem compreendida pelo ser humano. Essa agonia era tão grande que Ele mal sentia a dor física” (O Desejado de Todas as Nações, p. 605).

Perguntas para consideração

A teologia da substituição era central para Ellen G. White (e para a Bíblia; ver Is 53). Qualquer teologia que diminua o papel central da substituição e da morte de Cristo em nosso lugar, recebendo em Si mesmo a penalidade pelos pecados, é uma falsa teologia. Você concorda?

Quem ou o que seria o “Barrabás” hoje, pedido em lugar de Jesus?

O que a história de José de Arimateia nos ensina sobre não julgar pelas aparências?

Você consegue ensinar Daniel 9:24-27? Isso é importante?

Daniel 9:24-27 (NAA)2: “24 — Setenta semanas estão determinadas para o seu povo e para a sua santa cidade, para acabar com a transgressão, para dar fim aos pecados, para expiar a iniquidade, para trazer a justiça eterna, para selar a visão e a profecia e para ungir o Santo dos Santos. 25 Saiba e entenda isto: desde que foi dada a ordem para restaurar e para edificar Jerusalém até a vinda do Ungido, o Príncipe, haverá sete semanas e sessenta e duas semanas. As ruas e as muralhas serão reconstruídas, mas será um tempo de muita angústia. 26 Depois das sessenta e duas semanas, o Ungido será morto e não terá nada. O povo de um príncipe que há de vir destruirá a cidade e o santuário. O seu fim virá como uma inundação. Até o fim haverá guerra, e desolações foram determinadas. 27 Ele fará firme aliança com muitos, por uma semana. Na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de cereais. Sobre a asa das abominações virá aquele que causa desolação, até que a destruição, que está determinada, seja derramada sobre ele.”

Sexta-feira, 20 de setembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Colocado para descansar

Lições da Bíblia1:

5. O que significa a intervenção de José de Arimateia, especialmente quando os discípulos de Jesus haviam fugido? Mc 15:42-47

Mc 15:42-47 (NAA)2: “42 Ao cair da tarde, por ser o dia da preparação, isto é, a véspera do sábado, 43 José de Arimateia, ilustre membro do Sinédrio, que também esperava o Reino de Deus, dirigiu-se ousadamente a Pilatos e pediu o corpo de Jesus. 44 Mas Pilatos admirou-se de que ele já tivesse morrido. E, tendo chamado o centurião, perguntou-lhe se havia muito que Jesus tinha morrido. 45 Após certificar-se, pela informação do comandante, cedeu o corpo a José. 46 Este, baixando o corpo da cruz, envolveu-o num lençol que tinha comprado e o depositou num túmulo que tinha sido aberto numa rocha; e rolou uma pedra para a entrada do túmulo. 47 Maria Madalena e Maria, mãe de José, observaram onde ele foi posto.”

Depois da morte de Cristo, ocorreram várias situações bastante tocantes espiritualmente, e outras extremamente importantes em termos históricos.

José de Arimateia aparece uma única vez em Marcos. Ele era um membro respeitado do Sinédrio e fazia parte do que pode ser chamado de “elite urbana”. Por ser rico e respeitado, tinha posição junto ao governador, o que explica como poderia ter se aproximado de Pilatos e pedido o corpo de Jesus. É um detalhe comovente que um membro do conselho tenha demonstrado tanto interesse no sepultamento de Jesus. Mas, em meio a tudo isso, onde estavam os discípulos de confiança de Jesus?

Um detalhe importante é que a morte de Jesus foi verificada. Marcos 15:43 menciona que José pediu o corpo de Jesus. Contudo, Pilatos ficou surpreso ao saber que Ele já tinha morrido (Mc 15:44). Por isso, convocou o centurião encarregado da crucifixão e perguntou se Jesus realmente tinha morrido. O centurião confirmou que sim.

Isso é importante porque posteriormente alguns disseram que Jesus não havia morrido na cruz, mas apenas desmaiado. O testemunho do centurião ao governador romano contraria essa afirmação. Afinal, os romanos sabiam executar criminosos.

José levou uma mortalha de linho para envolver Jesus e colocou Seu corpo em um túmulo escavado na rocha, o qual era grande o suficiente para que pessoas entrassem nele (Mc 16:5). Marcos nota que, além de José de Arimateia, duas mulheres viram o local: Maria Madalena e Maria, mãe de (outro) José. Essas duas, juntamente com Salomé, assistiram à crucifixão a distância; as três iriam ao túmulo no domingo de manhã para, segundo pensavam, completar o trabalho de embalsamar Jesus (Mc 16:1).

Por que essas mulheres são mencionadas? Porque elas testemunhariam que o túmulo estava vazio (Mc 16) e, portanto, seriam testemunhas da ressurreição de Jesus.

É irônico que os seguidores de Jesus tenham “desaparecido” enquanto um membro do Sinédrio, o órgão que condenou Jesus, tenha se tornado um “herói” nessa história. Como ter certeza de que, em momentos cruciais, também não estaremos ausentes?

Quinta-feira, 19 de setembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Abandonado por Deus

Lições da Bíblia1:

4. Quais são as únicas palavras de Jesus na cruz que foram registradas em Marcos? O que a morte de Cristo significa para todos nós? Mc 15:33-41

Mc 15:33-41 (NAA)2: “33 Chegado o meio-dia, houve trevas sobre toda a terra até as três horas da tarde. 34 E às três horas, Jesus clamou em alta voz: — Eloí, Eloí, lemá sabactani? — Isso quer dizer: ‘Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?’ 35 E alguns dos que estavam ali, ouvindo isto, diziam: — Vejam! Ele chama por Elias! 36 E um deles correu para embeber uma esponja em vinagre e, colocando-a na ponta de um caniço, deu-lhe de beber, dizendo: — Esperem! Vejamos se Elias vem tirá-lo! 37 Mas Jesus, dando um forte grito, expirou. 38 E o véu do santuário se rasgou em duas partes, de alto a baixo. 39 O centurião que estava em frente de Jesus, vendo que assim havia expirado, disse: — Verdadeiramente este homem era o Filho de Deus. 40 Estavam também ali algumas mulheres, observando de longe. Entre elas estavam Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, o Menor, e de José, e ainda Salomé. 41 Quando Jesus estava na Galileia, essas mulheres o acompanhavam e serviam. E, além destas, havia muitas outras que tinham ido com ele para Jerusalém.”

Marcos apresenta a cruz como um lugar de profundas trevas, em termos físicos e espirituais. Uma escuridão sobrenatural desceu sobre o Calvário naquela sexta-feira, desde o meio-dia até as três horas da tarde (Mc 15:33).

As palavras de Jesus na cruz são chamadas de “clamor do abandono”. Cristo orou, clamando a Deus, perguntando por que havia sido abandonado. Ele estava citando o Salmo 22:1. Outras referências ao mesmo salmo ocorrem em Marcos 15:24 e 29, indicando que as Escrituras estavam se cumprindo na morte de Jesus. Mesmo em meio às conspirações malignas dos homens, a vontade de Deus estava sendo cumprida.

As palavras “Eloí, Eloí” (transliteração do aramaico ‘elahi) foram traduzidas no original grego: “Deus Meu, Deus Meu”. Seria fácil imaginar que Jesus chamou Elias (aramaico ’elahi [“Meu Deus é Yahweh”]). Esse foi o erro de alguns espectadores.

Chama a atenção o paralelo dessa passagem com o batismo de Jesus:

Esses paralelos indicam que, assim como o batismo de Jesus representa o início de Seu ministério, profetizado em Daniel 9:24-27, o que ocorreu na cruz foi a culminação, ou objetivo, de Seu ministério, quando Ele morreu como resgate por muitos (Mc 10:45). A morte de Jesus também cumpriu parte da profecia de Daniel 9:24-27. O véu do templo rasgado aponta para o cumprimento do sistema sacrificial, quando o tipo encontrou o antítipo e começou uma nova fase da história da salvação.

Apesar das conspirações, os propósitos de Deus se cumpriram. Independentemente do que aconteça ao redor, temos certeza de que a bondade divina vai prevalecer?

Quarta-feira, 18 de setembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Crucifixão

Lições da Bíblia1:

3. Que ironia terrível e dolorosa ocorre nessa passagem? Mc 15:21-38

Mc 15:21-38 (NAA)2: “21 E obrigaram Simão Cireneu, que passava, vindo do campo, pai de Alexandre e de Rufo, a carregar a cruz de Jesus. 22 E levaram Jesus para o Gólgota, que quer dizer ‘Lugar da Caveira’. 23 Quiseram dar-lhe para beber vinho misturado com mirra, mas Jesus não aceitou. 24 Então o crucificaram e repartiram entre si as roupas dele, tirando a sorte, para ver o que cada um levaria. 25 Eram nove horas da manhã quando o crucificaram. 26 E a inscrição com a acusação contra ele dizia: ‘O Rei dos Judeus’. 27 Com ele crucificaram dois ladrões, um à sua direita e outro à sua esquerda. 28 [E cumpriu-se a Escritura que diz: ‘Com malfeitores foi contado.’] 29 Os que iam passando blasfemavam contra ele, balançando a cabeça e dizendo: — Ah! Você que destrói o santuário e em três dias o reedifica! 30 Salve a si mesmo, descendo da cruz! 31 De igual modo, os principais sacerdotes com os escribas, zombando, diziam entre si: — Salvou os outros, a si mesmo não pode salvar. 32 Que o Cristo, o rei de Israel, desça agora da cruz para que vejamos e creiamos. Também os que com ele foram crucificados o insultavam. 33 Chegado o meio-dia, houve trevas sobre toda a terra até as três horas da tarde. 34 E às três horas, Jesus clamou em alta voz: — Eloí, Eloí, lemá sabactani? — Isso quer dizer: ‘Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?’ 35 E alguns dos que estavam ali, ouvindo isto, diziam: — Vejam! Ele chama por Elias! 36 E um deles correu para embeber uma esponja em vinagre e, colocando-a na ponta de um caniço, deu-lhe de beber, dizendo: — Esperem! Vejamos se Elias vem tirá-lo! 37 Mas Jesus, dando um forte grito, expirou. 38 E o véu do santuário se rasgou em duas partes, de alto a baixo.”

Jesus foi uma vítima silenciosa, controlada por pessoas decididas a matá-Lo. Até Sua prisão, Jesus realizou muitas ações. Mas agora Ele era o alvo da ação. Embora fosse um robusto pregador, acostumado a caminhar durante horas, o espancamento, a fome e o sono O enfraqueceram. Um desconhecido teve que carregar a Sua cruz.

Na cruz, as vestes de Jesus foram removidas e se tornaram propriedade dos soldados, que tiraram a sorte para ver quem ficaria com elas (Sl 22:18). A crucifixão não envolvia excessivo derramamento de sangue. Os pregos usados para prender uma pessoa à cruz (Jo 20:24-29) provavelmente eram cravados nos pulsos, abaixo das palmas das mãos, onde não correm grandes vasos sanguíneos. (Em hebraico e em grego, a palavra traduzida como “mão” pode se referir tanto à mão quanto ao antebraço.) A palma da mão não possui as estruturas necessárias para suportar o peso do corpo na crucifixão. O nervo mediano passa pelo centro do antebraço e seria esmagado pelos pregos, causando uma dor terrível no braço. Era difícil respirar. Os crucificados tinham que empurrar os pés pregados e flexionar os braços, o que causava dor agonizante. A asfixia por exaustão era uma das possíveis causas da morte.

Jesus foi zombado e humilhado na crucifixão. Marcos destaca o “tema do segredo e da revelação”. Jesus pedia silêncio a respeito de quem Ele era. Por isso, títulos cristológicos como “Senhor”, “Filho de Deus” e “Cristo” não ocorrem com frequência na narrativa. Isso muda na cruz. Jesus não podia mais Se manter escondido. Ironicamente, foram os líderes religiosos que usaram esses títulos para zombar de Jesus. Aqueles homens estavam condenando a si próprios!

Em Marcos 15:31, os líderes disseram: “Salvou os outros, a Si mesmo não pode salvar.” Insinuando que Jesus estivesse desamparado na cruz, eles indicaram que Ele havia ajudado outras pessoas (o verbo grego significa “salvar”, “curar” e “resgatar”). Ironicamente, eles estavam admitindo que Jesus era o Salvador. E mais: a razão pela qual Ele não pôde, ou não quis, salvar-Se era que, na cruz, Ele salvou os outros.

Leia João 1:1-3. Pensando nesse texto, o que a morte de Cristo significa para você?

João 1:1-3 (NAA): “1 No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. 2 Ele estava no princípio com Deus. 3 Todas as coisas foram feitas por ele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez.”

Terça-feira, 17 de setembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Salve, rei dos judeus!

Lições da Bíblia1:

2. O que os soldados fizeram a Jesus? Isso é relevante? Mc 15:15-20

Mc 15:15-20 (NAA)2: “15 Então Pilatos, querendo contentar a multidão, lhes soltou Barrabás. E, depois de mandar açoitar Jesus, entregou-o para ser crucificado. 16 Então os soldados levaram Jesus para dentro do palácio, que é o Pretório, e reuniram toda a tropa. 17 Vestiram Jesus com um manto púrpura e, tecendo uma coroa de espinhos, a puseram na cabeça dele. 18 E o saudavam, dizendo: — Salve, rei dos judeus! 19 Batiam na cabeça dele com um caniço, cuspiam nele e, pondo-se de joelhos, o adoravam. 20 Depois de terem zombado dele, tiraram-lhe o manto púrpura e o vestiram com as suas próprias roupas. Então conduziram Jesus para fora a fim de o crucificarem.

Os romanos espancavam os prisioneiros a fim de prepará-los para a execução. A vítima era despida, amarrada a um poste e depois açoitada com chicotes de couro aos quais eram amarrados pedaços de ossos, vidro, pedras e pregos.

Depois que Jesus foi chicoteado, os soldados continuaram Sua humilhação, vestindo-O com um manto de cor púrpura, pondo uma coroa de espinhos em Sua cabeça e zombando Dele como rei dos judeus. Os soldados (chamados de “tropa” ou “coorte”, speiran em grego; Mc 15:16, ARC), eram um grupo com 200 a 600 homens.

A ironia da cena é evidente para o leitor, porque Jesus realmente era o Rei, e as palavras zombeteiras dos soldados proclamavam essa verdade. A ação dos soldados era uma paródia de como eles saudavam o imperador romano com as palavras: “Salve, imperador César!” Assim, há uma comparação implícita com o imperador.

Os soldados zombaram de Jesus batendo em Sua cabeça com um caniço, cuspindo Nele e pondo-se de joelhos em falsa homenagem. Essas três ações são expressas no original grego com o tempo verbal imperfeito. Nesse cenário, esse tempo expressa a ideia de ação repetitiva, ou seja, eles continuavam a espancá-Lo, a cuspir Nele e a ajoelhar-se em falsa homenagem. Jesus suportou tudo em silêncio.

No padrão típico de execução romana por crucifixão, era exigido que o condenado carregasse a cruz despido até o local da execução. O objetivo, mais uma vez, era humilhar e envergonhar completamente a pessoa diante da comunidade.

Os judeus, no entanto, abominavam a nudez pública. Marcos 15:20 observa que os soldados removeram o manto púrpura e colocaram as próprias roupas de Jesus em volta Dele. Assim, aparentemente essa foi uma concessão que os romanos fizeram aos judeus naquele momento e local.

Pense em toda a ironia: os soldados se curvaram e prestaram “homenagem” a Jesus como rei, em atitude de zombaria, embora Jesus realmente fosse o Rei, não apenas dos judeus, mas também o Rei deles.

Aqueles homens não sabiam o que faziam. A ignorância os desculpará no dia do juízo?

Segunda-feira, 16 de setembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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