Tema recorrente: glória

Lições da Bíblia1:

Leia João 17:1-5. O que Jesus quis dizer quando orou: “Pai, é chegada a hora. Glorifica o Teu Filho, para que o Filho glorifique a Ti” (Jo 17:1)?

João 17:1-5 (NAA)2: “1 Depois de dizer essas coisas, Jesus levantou os olhos ao céu e disse: — Pai, é chegada a hora. Glorifica o teu Filho, para que o Filho glorifique a ti, 2 assim como lhe deste autoridade sobre toda a humanidade, a fim de que ele conceda a vida eterna a todos os que lhe deste. 3 E a vida eterna é esta: que conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste. 4 Eu te glorifiquei na terra, realizando a obra que me deste para fazer. 5 E agora, ó Pai, glorifica-me contigo mesmo com a glória que eu tive junto de ti, antes que houvesse mundo.

O estudo de ontem analisou o enredo terrestre e humano do Evangelho de João, incluindo os conflitos e diálogos entre as pessoas, sempre girando em torno de quem Jesus é e do que Ele está fazendo. O estudo de hoje concentra-se no enredo divino e cósmico, também encontrado em João.

O prólogo do evangelho começa com a história cósmica. Jesus é apresentado como o divino Filho de Deus, o Criador do Universo. Tudo o que antes não existia, mas passou a existir, só teve início por meio de Jesus (Jo 1:3). Mas o texto prossegue observando a glória que há no fato de Cristo Se tornar um ser humano na encarnação (Jo 1:14). João usa as palavras “glória” (em grego, doxa, “brilho”, “esplendor”, “fama”, “honra”) e “glorificar” (em grego, doxaz?, “louvar”, “honrar”, “exaltar”, “glorificar”) para se referir a receber honra dos seres humanos e para receber honra ou glória de Deus.

Em João, a ideia de glorificar Jesus está ligada ao conceito da Sua hora; isto é, o momento de Sua morte (compare com Jo 2:4; 7:30; 8:20; 12:23-27; 13:1; 16:32; 17:1). A cruz é a hora da glória de Cristo.

Essa ideia é bastante paradoxal, porque a crucifixão era a forma de execução mais vergonhosa e humilhante no antigo mundo romano. Esse incrível contraste, Deus na cruz, ilustra o entrelaçamento do enredo da história humana com a história divina.

No nível humano, Jesus morreu em agonia, como um criminoso desprezado e fraco, clamando: “Deus Meu, Deus Meu, por que Me desamparaste?” Esse lado humano e obscuro da cruz é apresentado em Mateus e Marcos (Mt 27:46; Mc 15:34).

O lado glorioso da cruz, no entanto, é destacado em Lucas e João (Lc 23:32-47; Jo 19:25-30). É um lugar de salvação e misericórdia, onde o Filho Se entrega ao Pai.

É bastante irônico: a suprema glória de Deus é revelada em Sua maior vergonha – carregando sobre Si mesmo os pecados do mundo.

Foi necessária uma coisa muito drástica, o sacrifício do próprio Deus na cruz, para nos salvar do pecado. O que isso nos diz sobre quão ruim o pecado é?

Quinta-feira, 17 de outubro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Temas do Evangelho de João. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 518, out. nov. dez. 2024. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Temas recorrentes: fé/incredulidade

Lições da Bíblia1:

Leia João 3:16-21; 9:35-41; 12:36-46. Como esses textos repetem o tema da fé/incredulidade encontrado no prólogo?

João 3:16-21 (NAA)2: “16 Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. 17 Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. 18 Quem nele crê não é condenado; mas o que não crê já está condenado, porque não crê no nome do unigênito Filho de Deus. 19 A condenação é esta: a luz veio ao mundo, mas os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más. 20 Pois todo aquele que pratica o mal detesta a luz e não se aproxima da luz, para que as suas obras não sejam reprovadas. 21 Quem pratica a verdade se aproxima da luz, para que as suas obras sejam manifestas, porque são feitas em Deus.”

João 9:35-41 (NAA)2: “35 Jesus ouviu que eles tinham expulsado o homem. Ao encontrá-lo, perguntou: — Você crê no Filho do Homem? 36 Ele respondeu: — Quem é, Senhor, para que eu creia nele? 37 E Jesus lhe disse: — Você já o tem visto, e é aquele que está falando com você. 38 Então ele afirmou: — Eu creio, Senhor! E o adorou. 39 Jesus continuou: — Eu vim a este mundo para juízo, a fim de que os que não veem vejam, e os que veem se tornem cegos. 40 Alguns dos fariseus que estavam perto dele perguntaram-lhe: — Por acaso também nós somos cegos? 41 Jesus respondeu: — Se vocês fossem cegos, não teriam pecado algum. Mas, porque agora dizem: “Nós vemos”, o pecado de vocês permanece.”

João 12:36-46 (NAA)2: “36 Enquanto vocês têm a luz, creiam na luz, para que se tornem filhos da luz. A incredulidade dos judeus Depois de dizer isso, Jesus foi embora e ocultou-se deles. 37 E, embora tivesse feito tantos sinais na presença deles, não creram nele, 38 para se cumprir a palavra do profeta Isaías, que diz: “Senhor, quem creu em nossa pregação? E a quem foi revelado o braço do Senhor?” 39 Por isso, não podiam crer, porque Isaías disse ainda: 40  “Cegou os olhos deles e endureceu-lhes o coração, para que não vejam com os olhos, nem entendam com o coração, e se convertam, e sejam por mim curados.” 41 Isaías disse isso porque viu a glória dele e falou a respeito dele. 42 No entanto, muitos dentre as próprias autoridades creram em Jesus, mas, por causa dos fariseus, não o confessavam, para não serem expulsos da sinagoga.”

No Evangelho de João, a humanidade está dividida em dois grandes grupos: os que creem em Jesus e O aceitam como o Messias e os que, tendo a oportunidade de crer, escolhem não fazê-lo.

Os discípulos estão no primeiro grupo, além de pessoas como Nicodemos (que passam a crer lentamente), a samaritana e o cego de nascença. No segundo grupo estão fariseus e sumos sacerdotes, pessoas que presenciaram a multiplicação de pães e peixes e até um dos discípulos, Judas.

É interessante observar que o substantivo “fé/crença” (em grego, pistis) nunca ocorre no Evangelho de João. No entanto, o verbo “crer” (pisteu?) aparece 98 vezes, em comparação com o total de 241 vezes em todo o NT! Esse verbo é um tema muito importante em João. O fato de que o evangelho usa apenas o verbo (em vez do substantivo) parece indicar um aspecto bastante ativo de se tornar cristão. Ser alguém que crê em Jesus é algo que fazemos, e isso se expressa na maneira de viver, não apenas em um conjunto de crenças. O diabo também crê em Jesus (Tg 2:19).

Em João, a principal diferença entre os dois grupos é a forma como se relacionam com Jesus. Os crentes, ou os que passam a crer, têm uma abertura para com Jesus, mesmo quando Ele os confronta ou repreende. Eles vão a Cristo e não fogem. Jesus é a luz que brilha sobre eles. Pela fé, crendo, tornam-se filhos de Deus.

Os incrédulos, por outro lado, normalmente vão até Jesus para afrontá-Lo. Eles são caracterizados por aqueles que amam as trevas e não a luz. Acham difícil aceitar as palavras de Jesus ou O veem quebrando antigas tradições, em vez de atender às expectativas humanas. Eles O julgam, em vez de permitir que a Sua luz os avalie e julgue. Essa atitude, é claro, é vista inúmeras vezes nos líderes religiosos, que, como guias espirituais da nação, deveriam ter sido os primeiros a aceitar Jesus.

De que forma você vive sua fé em Jesus, em vez de apenas concordar que Ele é o Messias? Por que é importante saber a diferença entre as duas coisas? (Mt 7:21-23)

Quarta-feira, 16 de outubro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Temas do Evangelho de João. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 518, out. nov. dez. 2024. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Ouvindo ou não ouvindo a Palavra

Lições da Bíblia1:

3. Leia João 1:9-13. Que dura realidade João retrata sobre como as pessoas respondem a Jesus?

João 1:9-13 (NAA): “9 a verdadeira luz, que, vinda ao mundo, ilumina toda a humanidade. 10 O Verbo estava no mundo, o mundo foi feito por meio dele, mas o mundo não o conheceu. 11 Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. 12 Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que creem no seu nome, 13 os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus.”

O prólogo do evangelho (Jo 1:1-18) descreve não apenas quem é Jesus, a Palavra (Logos), mas também como as pessoas se relacionam com Ele. Em João 1:9, Cristo é chamado de a “verdadeira luz, que, vinda ao mundo, ilumina toda a humanidade” (grifos nossos). Essa luz ilumina o mundo, tornando-o compreensível. Como diz C. S. Lewis: “Creio no cristianismo assim como creio que o Sol nasceu, não apenas porque o vejo, mas porque por meio dele eu vejo tudo mais” (O Peso da Glória [Rio de Janeiro: Thomas Nelson Brasil, 2017], p. 138).

Observe as implicações do texto de João 1:9. A luz chega a todos, mas nem todos a acolhem. Como veremos no estudo de amanhã, um tema de João é a maneira como as pessoas recebem ou rejeitam a Cristo. Esse tema começa aqui. É triste que Jesus veio para o Seu povo de Israel e muitos não O receberam como o Messias.

Em Romanos 9 a 11, Paulo trata do mesmo tema trágico, o fato de muitos judeus terem rejeitado Jesus. Mas Paulo não termina com uma nota negativa; ele diz que, de fato, muitos judeus, juntamente com gentios, aceitarão Jesus como o seu Messias. O apóstolo adverte os gentios para que não se gloriem contra os judeus: “Pois, se você foi cortado daquela que, por natureza, era uma oliveira brava e, contra a natureza, foi enxertado numa oliveira boa, quanto mais esses, que são ramos naturais, serão enxertados na sua própria oliveira!” (Rm 11:24).

Seguindo a mesma ideia, João diz que todos os que receberem Jesus como Salvador se tornarão filhos de Deus. Isso acontece quando cremos em Seu nome (Jo 1:12, 13).

Aqui está a ligação entre o prólogo e a conclusão do evangelho. Em João 20:31, o apóstolo explica por que escreveu seu livro. Assim, a introdução e a conclusão do evangelho formam uma espécie de unidade, apresentando conceitos relacionados que abrangem tudo o que está entre ambas. Essa ligação aponta para o objetivo central do Evangelho de João: que as pessoas sejam salvas crendo em Jesus como o Salvador.

Como sua vida foi transformada quando você se tornou filho ou filha de Deus?

Terça-feira, 15 de outubro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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A Palavra Se fez carne

Lições da Bíblia1:

2. O que foi criado por Jesus, que é Deus, e por que essa é a verdade mais importante que podemos conhecer? Jo 1:1-3, 14

Jo 1:1-3, 14 (NAA)2: “1 No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. 2 Ele estava no princípio com Deus. 3 Todas as coisas foram feitas por ele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez. […] 14 E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai.”

João não começa seu evangelho com o nome “Jesus” ou apresentando Seu papel como Messias/Cristo, mas com o termo grego Logos (traduzido como “Palavra” ou “Verbo”). Na época em que João escreveu, várias correntes filosóficas usavam o termo logos para se referir à estrutura racional do Universo ou à própria ideia de lógica e razão.

Os ensinos de Platão, filósofo grego, dividiam a realidade em dois domínios: o domínio celestial e imutável, onde existe perfeição, e o domínio visível, perecível, mutável, uma representação imperfeita do domínio perfeito, onde quer que existisse (Platão jamais respondeu onde ele estaria). Algumas filosofias identificavam o logos como um intermediário abstrato entre as formas eternas e as formas perecíveis.

João usa o termo Logos de maneira completamente diferente. Ele defende que a verdade, o Logos, não é um conceito etéreo e abstrato que flutua entre o Céu e a Terra. O Logos é uma Pessoa: Jesus Cristo, que Se fez carne e habitou entre nós (Jo 1:14).

Para João, o Logos é a Palavra de Deus, o qual Se comunicou, isto é, Se revelou à humanidade da forma mais profunda possível: Deus Se tornou um de nós.

No Evangelho de João, o Logos representa o Deus eterno, que entra no tempo e no espaço, que fala, age e Se relaciona com os seres humanos em nível pessoal. O Deus eterno Se tornou um ser humano, um de nós.

O apóstolo indica que o Logos “Se fez carne e habitou entre nós” (Jo 1:14). A palavra grega traduzida como “habitou” significa “armou uma tenda”. João está se referindo a Êxodo 25:8, quando Deus disse aos israelitas que fizessem um santuário, uma construção em formato de tenda, para que pudesse habitar no meio do povo. Da mesma forma, na encarnação, Jesus, o Filho de Deus, assumiu a carne humana, ocultando Sua glória para que as pessoas pudessem entrar em contato com Ele.

O Criador Se tornou um Ser humano, um de nós, e viveu aqui. O que isso nos diz sobre o amor de Deus pela humanidade? (E ainda nem começamos a estudar a Sua morte por nós!) Por que podemos receber tanto conforto dessa verdade extraordinária?

Segunda-feira, 14 de outubro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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No princípio: o Logos divino

Lições da Bíblia1:

1. O que João revela sobre a Palavra (ou o Verbo), Jesus Cristo? Jo 1:1-5

Jo 1:1-5 (NAA)2: “1 No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. 2 Ele estava no princípio com Deus. 3 Todas as coisas foram feitas por ele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez. 4 A vida estava nele e a vida era a luz dos homens. 5 A luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela.

O Evangelho de João começa com este pensamento extraordinário: “No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com Deus e a Palavra era Deus” (Jo 1:1, NVI). Essa bela frase contém uma profundidade de pensamento que mal conseguimos compreender.

Primeiro, o evangelista remete à história da criação (Gn 1:1): “No princípio”. A Palavra existia antes do início do Universo. João mostra a existência eterna de Jesus.

Ele acrescenta: “e a Palavra estava com Deus”. Em João 1:18, o evangelista indica que a Palavra está “junto do Pai”. Não importa o quanto tentemos imaginar o que isso significa, uma coisa é certa: Jesus e o Pai estão intimamente próximos.

Então, o escritor diz: “e a Palavra era Deus”. Mas como pode a Palavra estar com Deus e, ao mesmo tempo, ser Deus? A resposta é encontrada no texto original grego. A língua grega possui artigo definido (o, a, etc.), mas não artigo indefinido (um, uma, etc.). Em nosso estudo, é importante observar que o artigo definido grego indica algo específico, uma pessoa ou um objeto em particular.

O texto original grego diz, literalmente: “a Palavra estava com o Deus” (grifo nosso). Como o termo “Deus” tem artigo definido, ele aponta para uma pessoa específica: Deus, o Pai. Isto é, a Palavra estava com o Pai. Por outro lado, na frase “e a Palavra era Deus”, o termo Deus não contém o artigo definido – o que, nesse contexto, aponta para as características divinas. Em resumo, Jesus é Deus – não o Pai, mas o divino Filho de Deus, a segunda Pessoa da Divindade.

O apóstolo reforça essa ideia, pois João 1:3 e 4 diz que Jesus é o Criador de todas as coisas. Tudo o que antes não existia, mas que passou a existir, só teve início por meio de Jesus, o Deus criador.

“Desde os dias da eternidade, […] Cristo era um com o Pai. Era ‘a imagem de Deus’ (v. 4), a imagem de Sua grandeza e majestade, ‘o resplendor da glória’ divina” (Hb 1:3; Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações [CPB, 2021], p. 9).

Por que a plena divindade de Cristo é uma parte tão importante da nossa teologia? O que aconteceria se Jesus fosse um mero ser criado? Comente com a classe e explique por que a divindade e eternidade de Cristo são tão importantes para a nossa fé.

Domingo, 13 de outubro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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A história de fundo: o prólogo

Lições da Bíblia1:

“No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com Deus e a Palavra era Deus” (Jo 1:1, NVI).

A lição da primeira semana abordou o final do Evangelho de João, em que o apóstolo explicou por que escreveu esse evangelho. Nesta semana, voltamos ao início do evangelho, em que João explica a direção na qual ele, inspirado pelo Espírito Santo, pretende conduzir o leitor. Nas primeiras palavras e parágrafos de seus livros, os escritores do Novo Testamento (NT) muitas vezes mencionam os principais assuntos que pretendem abordar. Isso também acontece com João, cujos temas são apresentados como parte de uma grande realidade cósmica que retrata algumas das verdades mais importantes sobre Jesus Cristo – verdades que nos levam a uma época antes mesmo da criação.

Essa apresentação, na abertura do livro, dá ao leitor, já sabendo que Jesus é o Messias, uma vantagem que os personagens do livro não tinham. O leitor pode ver claramente os grandes temas aos quais o evangelista volta constantemente ao contar a história de Jesus. Esses grandes temas estão inseridos dentro do período histórico da vida terrestre de Jesus Cristo.

A lição desta semana começará com os primeiros 18 versos de João 1 (conhecidos como o prólogo de João) e resumirá seus temas principais, os quais também serão examinados em outras partes do Evangelho de João.

Sábado, 12 de outubro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Sinais da divindade – Estudo adicional

Lições da Bíblia1:

Leia, de Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações [CPB, 2021], p. 300-310 (“Crise na Galileia”); 418-428 (“A ressurreição de Lázaro”); 429-433 (“Líderes em conspiração”).

“A vida de Cristo, que dá vida ao mundo, está em Sua palavra. Era por Sua palavra que Cristo curava a enfermidade e expulsava os demônios; por Sua palavra acalmava o mar e ressuscitava os mortos; e o povo dava testemunho de que Sua palavra tinha poder. Ele transmitia a palavra de Deus, como o fizera por intermédio de todos os profetas e mestres do AT. Toda a Bíblia é uma manifestação de Cristo, e o Salvador desejava fixar a fé de Seus seguidores na Palavra. Quando Sua presença visível fosse retirada, a Palavra devia ser sua fonte de poder. Como seu Mestre, deviam viver ‘de toda palavra que procede da boca de Deus’ (Mt 4:4).

“Assim como a vida física se mantém pela comida, a espiritual é mantida pela Palavra de Deus. E toda pessoa deve receber, por si mesma, vida dessa Palavra. […] Não a obteremos simplesmente por meio de outra pessoa. Precisamos estudar cuidadosamente a Bíblia, pedindo a Deus o auxílio do Espírito Santo […]. Devemos escolher um versículo, concentrando a mente na tarefa de compreender o pensamento nele posto por Deus para nós, e pensar bastante no assunto até que o compreendamos completamente” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações [CPB, 2021], p. 306, 307).

Perguntas para consideração

1. Ainda que os milagres de Jesus tenham sido surpreendentes, eles produziram reações divididas: alguns responderam com fé, outros com dúvida. Mesmo diante de evidências poderosas, as pessoas ainda podem escolher rejeitar a Deus?

2. Os sinais apontam para Cristo como o divino Filho de Deus. Por que a divindade de Cristo é tão importante para a fé Nele como Salvador?

3. Leia 1 Coríntios 1:26-29 [“26 Irmãos, considerem a vocação de vocês. Não foram chamados muitos sábios segundo a carne, nem muitos poderosos, nem muitos de nobre nascimento. 27 Pelo contrário, Deus escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios e escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes. 28 E Deus escolheu as coisas humildes do mundo, e as desprezadas, e aquelas que não são, para reduzir a nada as que são, 29 a fim de que ninguém se glorie na presença de Deus.”]2. De que forma vemos hoje esse mesmo princípio em ação? Quais são as “loucuras” em que os cristãos creem das quais os “sábios segundo a carne” zombam? Quais são as coisas que cremos e que “envergonham” os “fortes”?

Sexta-feira, 11 de outubro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

A ressurreição de Lázaro

Lições da Bíblia1:

João 11 está repleto de tristeza: a notícia da doença de um amigo querido (Jo 11:1-3); o choro pela sua morte (Jo 11:19, 31, 33); a queixa das irmãs de que Lázaro não teria morrido se Jesus estivesse presente (Jo 11:21, 32); e as lágrimas de Jesus (Jo 11:35).

Mas Jesus demorou dois dias antes de iniciar a jornada até Lázaro (Jo 11:6), chegando a dizer que Se alegrava por não ter ido antes (Jo 11:14, 15). Essa atitude não foi de frieza. Pelo contrário, teve o propósito de revelar a glória de Deus.

Quando chegamos a João 11:17 a 27, Lázaro já estava morto havia quatro dias. O seu corpo já estaria se decompondo e, como disse Marta: “Senhor, já cheira mal, porque está morto há quatro dias” (Jo 11:39). A demora de Jesus apenas ajudou a tornar o milagre ainda mais impressionante. Ressuscitar um cadáver em decomposição? Que outra prova Jesus poderia ter dado de que Ele é o próprio Deus?

E, como Deus, Aquele que criou a vida, Jesus tem poder sobre a morte. Assim, Ele aproveita essa oportunidade, a morte de Lázaro, para revelar uma verdade crucial sobre Si mesmo: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em Mim, ainda que morra, viverá. E todo o que vive e crê em Mim não morrerá eternamente” (Jo 11:25, 26).

5. Leia João 11:38-44. O que Jesus fez que confirmou a Sua reivindicação?

João 11:38-44 (NAA): “38 Jesus, agitando-se novamente em si mesmo, foi até o túmulo, que era uma gruta em cuja entrada tinham colocado uma pedra. 39 Então Jesus ordenou: — Tirem a pedra. Marta, irmã do falecido, disse a Jesus: — Senhor, já cheira mal, porque está morto há quatro dias. 40 Jesus respondeu: — Eu não disse a você que, se cresse, veria a glória de Deus? 41 Então tiraram a pedra. E Jesus, levantando os olhos para o céu, disse: — Pai, graças te dou porque me ouviste. 42 Eu sei que sempre me ouves, mas falei isso por causa da multidão presente, para que creiam que tu me enviaste. 43 E, depois de dizer isso, clamou em alta voz: — Lázaro, venha para fora! 44 Aquele que tinha morrido saiu, tendo os pés e as mãos amarrados com ataduras e o rosto envolto num lenço. Então Jesus lhes ordenou: — Desamarrem-no e deixem que ele vá.

Assim como Jesus mostrou que é a luz do mundo (Jo 8:12; 9:5) ao dar visão ao cego (Jo 9:7), aqui Ele ressuscita Lázaro dentre os mortos (Jo 11:43, 44), demonstrando que é a ressurreição e a vida (Jo 11:25).

Esse milagre, mais do que qualquer outro, aponta para Jesus como o doador da vida, como o próprio Deus. Ele dá um forte apoio ao tema de João de que Jesus é o divino Filho de Deus, e que, crendo, podemos ter vida por meio Dele (Jo 20:30, 31).

No entanto, quando chegamos ao final dessa história incrível (Jo 11:45- 54), na qual muitos que viram creram (Jo 11:45), desenvolve-se uma ironia poderosa, mas triste: Jesus mostra que é capaz de trazer os mortos de volta à vida, e, ainda assim, aquelas pessoas pensam que conseguiriam detê-Lo matando-O? Que exemplo das fragilidades humanas em contraste com a sabedoria e o poder de Deus!

Quinta-feira, 10 de outubro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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