Amor e julgamento: o dilema de Deus (Oseias)

Lições da Bíblia.

“Converte-te a teu Deus, guarda o amor e o juízo e no teu Deus espera sempre” (Os 12:6).

“Pensamento-chave: Oseias revela mais do amor de Deus por Seu povo rebelde.”

“Normalmente, os autores bíblicos usam metáforas para falar do relacionamento de amor entre Deus e Seu povo. A metáfora transmite algo profundo sobre um assunto menos conhecido utilizando algo conhecido ou familiar.”

“As duas metáforas bíblicas mais utilizadas sobre o relacionamento de Deus com Seu povo são as figuras de marido e mulher e pais e filhos. Na semana passada, consideramos a metáfora do marido e mulher. Nesta semana, examinaremos mais algumas metáforas de Oseias, a mais importante das quais é, de fato, a figura de pai e filho.”

“Oseias usou metáforas pelas mesmas razões pelas quais Jesus ensinou em parábolas: em primeiro lugar, para explicar as verdades sobre Deus por meio das coisas familiares da vida. Em segundo lugar, para gravar na mente das pessoas importantes princípios espirituais que poderiam ser aplicados na vida diária.”

Sábado, 06 de abril de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES publicado simultaneamente no Blogspot e WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Adultério espiritual (Oseias) – Vídeo

Lições da Bíblia.

Assista em vídeo a discussão do tema da semana.

 

“Com o tempo, Oseias tomou conhecimento do fato de que seu destino pessoal era um espelho do sofrimento divino, que sua tristeza ecoava a tristeza de Deus. Nesse sofrimento semelhante, como ato de solidariedade com a aflição divina, o profeta provavelmente tivesse visto o significado do casamento que tinha contraído por ordem divina […]”

“Somente vivendo na própria vida o que o divino Esposo de Israel experimentou, o profeta foi capaz de sentir compaixão pela situação divina. O casamento foi uma lição, uma ilustração, em vez de símbolo ou sacramento” (Abraham J. Heschel, Os Profetas; Massachussets, Prince Press, 2001, p. 56).

“Em linguagem simbólica, Oseias pôs perante as dez tribos o plano de Deus de restauração em favor de toda pessoa penitente que se unisse com Sua igreja na Terra, as bênçãos asseguradas a Israel nos dias de sua lealdade a Ele na terra prometida. Referindo-se a Israel como aquele a quem Ele ansiava mostrar misericórdia, o Senhor declarou: ‘Eis que Eu a atrairei, e a levarei para o deserto, e lhe falarei ao coração. E lhe darei as suas vinhas dali, e o vale de Acor, por porta de esperança; e ali cantará, como nos dias de sua mocidade, e como no dia em que subiu da terra do Egito’ (Os 2:14, 15; Ellen G. White, Profetas e Reis, p. 298).”

Perguntas para reflexão

“1. Costumamos pensar que idolatria é se curvar a estátuas. De que forma a idolatria pode ser algo muito mais sutil e enganoso do que isso?”

“2. O que significa conhecer a Deus? Se você diz que “conhece o Senhor”, o que quer dizer com isso? Como esse conhecimento é adquirido?”

“3. Alguns teólogos antigos argumentaram que Deus é impassível, isto é, Ele não sente angústia nem prazer devido às ações de outros seres, como os seres humanos. O que pode levar as pessoas a defender essa posição? Por que devemos rejeitar essa ideia?”

“4. Pense no elevado preço da nossa redenção. O que isso nos diz sobre nosso valor diante de Deus?”

Sexta-feira, 05 de abril de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES publicado simultaneamente no Blogspot e WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Chamado ao arrependimento

Lições da Bíblia.

“A vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (Jo 17:3).

“O nome Oseias em hebraico significa ‘o Senhor salva’, e está relacionado com os nomes Josué, Isaías e até mesmo Jesus. O profeta chama o povo a rejeitar o pecado e encontrar refúgio no Senhor seu Deus, porque Ele é seu Criador e Redentor. O propósito do juízo divino era lembrar aos pecadores que sua vida e força provinham dAquele a quem eles deviam voltar. Por isso, mesmo em meio a todas as advertências e pronunciamentos de juízo, o livro de Oseias apresenta os temas do arrependimento humano e do perdão divino.”

“O profeta exortou a nação, que estava perecendo no pecado por ‘falta [do] conhecimento’ (Os 4:6), a continuar conhecendo plenamente a Deus e a viver em harmonia com Seus princípios eternos. Foi a falta de conhecimento de Deus que levou o povo à rebelião e acabou resultando no juízo.”

“Em contrapartida, por meio da fé e obediência eles poderiam conhecer o Senhor. Esse conhecimento pode ser próximo e íntimo. É precisamente por isso que o casamento é um símbolo do tipo de relacionamento que o Senhor deseja ter conosco.”

“Por isso também a vida cristã é principalmente um relacionamento com o Deus vivo. Por essa razão, o Senhor chama as pessoas para conhecê-Lo e seguir Sua vontade.”

“O problema do pecado trouxe uma terrível separação entre Deus e a humanidade. Mas, pela morte de Jesus na cruz, um caminho foi feito para que caminhemos lado a lado com o Senhor. Podemos, de fato, conhecê-Lo por nós mesmos.”

“6. Qual é a diferença entre saber coisas a respeito de Deus e conhecer a Deus? Como essa diferença se reflete na nossa vida prática? Se alguém lhe perguntasse: ‘Como posso conhecer a Deus?’, o que você responderia? O que as seguintes passagens ensinam sobre a importância de ‘conhecer o Senhor’?” “Disse Moisés ao SENHOR: Tu me dizes: Faze subir este povo, porém não me deste saber a quem hás de enviar comigo; contudo, disseste: Conheço-te pelo teu nome; também achaste graça aos meus olhos. Agora, pois, se achei graça aos teus olhos, rogo-te que me faças saber neste momento o teu caminho, para que eu te conheça e ache graça aos teus olhos; e considera que esta nação é teu povo.” (Êxodo 33:12-13 RA); “Assim diz o SENHOR: Não se glorie o sábio na sua sabedoria, nem o forte, na sua força, nem o rico, nas suas riquezas; mas o que se gloriar, glorie-se nisto: em me conhecer e saber que eu sou o SENHOR e faço misericórdia, juízo e justiça na terra; porque destas coisas me agrado, diz o SENHOR.” (Jeremias 9:23-24 RA); “Aos violadores da aliança, ele, com lisonjas, perverterá, mas o povo que conhece ao seu Deus se tornará forte e ativo.” (Daniel 11:32 RA); “Aquele que diz: Eu o conheço e não guarda os seus mandamentos é mentiroso, e nele não está a verdade.” (1 João 2:4 RA). “A diferença está na comunhão com Deus, que nos leva a cumprir Sua vontade. Podemos conhecer a Deus pelo estudo da Bíblia, oração e testemunho. Essa foi a experiência de Moisés, João, Daniel e Jeremias.”

Quinta-feira, 04 de abril de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES publicado simultaneamente no Blogspot e WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Acusação contra Israel

Lições da Bíblia.

“Ouvi a palavra do SENHOR, vós, filhos de Israel, porque o SENHOR tem uma contenda com os habitantes da terra, porque nela não há verdade, nem amor, nem conhecimento de Deus. O que só prevalece é perjurar, mentir, matar, furtar e adulterar, e há arrombamentos e homicídios sobre homicídios. Por isso, a terra está de luto, e todo o que mora nela desfalece, com os animais do campo e com as aves do céu; e até os peixes do mar perecem.” (Oséias 4:1-3 RA).

“Oseias 4:1-3 apresenta Deus como Aquele que traz uma acusação ou uma questão jurídica (hebraico rîb) contra Israel. A nação escolhida era culpada diante de seu Deus porque o povo não havia conseguido viver de acordo com os termos da aliança. Verdade, misericórdia e conhecimento de Deus deviam ser as qualidades do relacionamento entre Israel e Ele. De acordo com Oseias 2:18-20 [‘Naquele dia, farei a favor dela aliança com as bestas-feras do campo, e com as aves do céu, e com os répteis da terra; e tirarei desta o arco, e a espada, e a guerra e farei o meu povo repousar em segurança. Desposar-te-ei comigo para sempre; desposar-te-ei comigo em justiça, e em juízo, e em benignidade, e em misericórdias; desposar-te-ei comigo em fidelidade, e conhecerás ao SENHOR.’], esses são dons que Deus concede ao Seu povo na renovação da aliança.”

“Devido ao pecado, porém, a vida de Israel foi destituída desses dons da graça. Os crimes listados por Oseias tinham levado a nação à beira da anarquia. Os líderes religiosos, sacerdotes e profetas, tiveram parte na deterioração da vida de Israel naquele momento e foram responsabilizados por isso. Eles tinham grande responsabilidade. Se não enfrentassem os abusos e não condenassem os atos de injustiça, seriam condenados por Deus.”

“No Antigo Testamento, a adoração de ídolos era considerada o pecado mais grave porque negava o papel do Senhor Deus na vida da nação e do indivíduo. Devido ao clima seco, as chuvas nas terras de Israel eram questão de vida ou morte. Os israelitas chegaram a acreditar que suas bênçãos, como a vivificante chuva, provinham de Baal. Por isso, construíram santuários para deuses estrangeiros e começaram a misturar imoralidade com adoração.”

“Ao mesmo tempo, a injustiça social se alastrava na terra. As classes ricas em Israel exploravam os camponeses a fim de conseguir pagar tributo à Assíria. Muitos recorriam à fraude e ao engano (‘Efraim, mercador, tem nas mãos balança enganosa e ama a opressão; mas diz: Contudo, me tenho enriquecido e adquirido grandes bens; em todos esses meus esforços, não acharão em mim iniquidade alguma, nada que seja pecado.’ Oséias 12:7-8 RA). Foi em virtude dessas coisas que o período anteriormente pacífico e próspero se tornou um momento de turbulência política e social. O país estava à beira do caos total.”

“Pobres homens ricos, professando servir a Deus, são dignos de piedade. Enquanto professam conhecer ao Senhor, eles O negam em suas obras. Quão grandes são suas trevas! (‘se, porém, os teus olhos forem maus, todo o teu corpo estará em trevas. Portanto, caso a luz que em ti há sejam trevas, que grandes trevas serão!’ Mateus 6:23 RA). Afirmam ter fé na verdade, mas suas obras não correspondem à sua religião. O amor às riquezas os torna egoístas, exigentes e arrogantes. Riqueza é poder, e frequentemente o amor a ela corrompe e neutraliza tudo o que é nobre e divino no ser humano” (Ellen G. White, Testemunhos para a Igreja, v. 2, p. 682).

“5. Leia Tiago 5:1-7. Como essas palavras se encaixam com a verdade presente expressa nas mensagens dos três anjos de Apocalipse 14:6-12? Seja qual for nossa posição financeira, como podemos nos proteger contra os perigos que o dinheiro sempre apresenta aos seguidores de Cristo?” “Atendei, agora, ricos, chorai lamentando, por causa das vossas desventuras, que vos sobrevirão. As vossas riquezas estão corruptas, e as vossas roupagens, comidas de traça; o vosso ouro e a vossa prata foram gastos de ferrugens, e a sua ferrugem há de ser por testemunho contra vós mesmos e há de devorar, como fogo, as vossas carnes. Tesouros acumulastes nos últimos dias. Eis que o salário dos trabalhadores que ceifaram os vossos campos e que por vós foi retido com fraude está clamando; e os clamores dos ceifeiros penetraram até aos ouvidos do Senhor dos Exércitos. Tendes vivido regaladamente sobre a terra; tendes vivido nos prazeres; tendes engordado o vosso coração, em dia de matança; tendes condenado e matado o justo, sem que ele vos faça resistência. Sede, pois, irmãos, pacientes, até à vinda do Senhor. Eis que o lavrador aguarda com paciência o precioso fruto da terra, até receber as primeiras e as últimas chuvas.” (Tiago 5:1-7 RA); “Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo, dizendo, em grande voz: Temei a Deus e dai-lhe glória, pois é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas. Seguiu-se outro anjo, o segundo, dizendo: Caiu, caiu a grande Babilônia que tem dado a beber a todas as nações do vinho da fúria da sua prostituição. Seguiu-se a estes outro anjo, o terceiro, dizendo, em grande voz: Se alguém adora a besta e a sua imagem e recebe a sua marca na fronte ou sobre a mão, também esse beberá do vinho da cólera de Deus, preparado, sem mistura, do cálice da sua ira, e será atormentado com fogo e enxofre, diante dos santos anjos e na presença do Cordeiro. A fumaça do seu tormento sobe pelos séculos dos séculos, e não têm descanso algum, nem de dia nem de noite, os adoradores da besta e da sua imagem e quem quer que receba a marca do seu nome. Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus.” (Apocalipse 14:6-12 RA). “Tiago advertiu contra as riquezas obtidas por meio da injustiça, motivada pelo egoísmo e adoração ao ser humano; o Apocalipse adverte contra a falsa adoração, que resulta em injustiça e opressão, em contraste com a adoração ao Deus verdadeiro, Criador e Mantenedor da vida.”

Quarta-feira, 03 de abril de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES publicado simultaneamente no Blogspot e WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Promessa de restauração

Lições da Bíblia.

“3. Leia Oseias 2. Qual é a mensagem principal de Deus para Seu povo nesse texto? Como o evangelho é revelado nesse capítulo?” “Chamai a vosso irmão Meu-Povo e a vossa irmã, Favor. Repreendei vossa mãe, repreendei-a, porque ela não é minha mulher, e eu não sou seu marido, para que ela afaste as suas prostituições de sua presença e os seus adultérios de entre os seus seios; para que eu não a deixe despida, e a ponha como no dia em que nasceu, e a torne semelhante a um deserto, e a faça como terra seca, e a mate à sede, e não me compadeça de seus filhos, porque são filhos de prostituições. Pois sua mãe se prostituiu; aquela que os concebeu houve-se torpemente, porque diz: Irei atrás de meus amantes, que me dão o meu pão e a minha água, a minha lã e o meu linho, o meu óleo e as minhas bebidas. Portanto, eis que cercarei o seu caminho com espinhos; e levantarei um muro contra ela, para que ela não ache as suas veredas. Ela irá em seguimento de seus amantes, porém não os alcançará; buscá-los-á, sem, contudo, os achar; então, dirá: Irei e tornarei para o meu primeiro marido, porque melhor me ia então do que agora. Ela, pois, não soube que eu é que lhe dei o trigo, e o vinho, e o óleo, e lhe multipliquei a prata e o ouro, que eles usaram para Baal. Portanto, tornar-me-ei, e reterei, a seu tempo, o meu trigo e o meu vinho, e arrebatarei a minha lã e o meu linho, que lhe deviam cobrir a nudez. Agora, descobrirei as suas vergonhas aos olhos dos seus amantes, e ninguém a livrará da minha mão. Farei cessar todo o seu gozo, as suas Festas de Lua Nova, os seus sábados e todas as suas solenidades. Devastarei a sua vide e a sua figueira, de que ela diz: Esta é a paga que me deram os meus amantes; eu, pois, farei delas um bosque, e as bestas-feras do campo as devorarão. Castigá-la-ei pelos dias dos baalins, nos quais lhes queimou incenso, e se adornou com as suas arrecadas e com as suas jóias, e andou atrás de seus amantes, mas de mim se esqueceu, diz o SENHOR. Portanto, eis que eu a atrairei, e a levarei para o deserto, e lhe falarei ao coração. E lhe darei, dali, as suas vinhas e o vale de Acor por porta de esperança; será ela obsequiosa como nos dias da sua mocidade e como no dia em que subiu da terra do Egito. Naquele dia, diz o SENHOR, ela me chamará: Meu marido e já não me chamará: Meu Baal. Da sua boca tirarei os nomes dos baalins, e não mais se lembrará desses nomes. Naquele dia, farei a favor dela aliança com as bestas-feras do campo, e com as aves do céu, e com os répteis da terra; e tirarei desta o arco, e a espada, e a guerra e farei o meu povo repousar em segurança. Desposar-te-ei comigo para sempre; desposar-te-ei comigo em justiça, e em juízo, e em benignidade, e em misericórdias; desposar-te-ei comigo em fidelidade, e conhecerás ao SENHOR. Naquele dia, eu serei obsequioso, diz o SENHOR, obsequioso aos céus, e estes, à terra; a terra, obsequiosa ao trigo, e ao vinho, e ao óleo; e estes, a Jezreel. Semearei Israel para mim na terra e compadecer-me-ei da Desfavorecida; e a Não-Meu-Povo direi: Tu és o meu povo! Ele dirá: Tu és o meu Deus!” (Oséias 2:1-23 RA). ”Deus desejava restaurar a felicidade de Seu povo infiel e levá-lo à reconciliação com seu Criador.”

“A mensagem de Oseias apresenta a profunda verdade do constante amor de Deus por um povo indigno. O capítulo 2 contém um longo discurso do Senhor sobre a apostasia de Israel, que é então comparada com esse amor infalível. Após a punição, o marido guiará a esposa em uma viagem ao deserto, onde eles se casarão novamente.”

“Assim, o capítulo termina com a descrição de um tempo futuro, depois do juízo, quando Deus atrairá Israel para amá-Lo como antes (Os 2:12-15). Os animais selvagens não mais devorarão as vinhas e figueiras da esposa, mas se tornarão parceiros na nova aliança (Os 2:18). Além disso, cada filho receberá um novo nome, revelando novamente a vontade divina de curar e perdoar as transgressões passadas de Seu povo.”

“4. Deus oferece gratuitamente o perdão dos pecados. Qual é o custo do perdão para Deus? Qual foi o custo pessoal dessa lição para Oseias?” “Disse-me o SENHOR: Vai outra vez, ama uma mulher, amada de seu amigo e adúltera, como o SENHOR ama os filhos de Israel, embora eles olhem para outros deuses e amem bolos de passas. Comprei-a, pois, para mim por quinze peças de prata e um ômer e meio de cevada;” (Oséias 3:1-2 RA). “Para Deus, o perdão custou a morte de Seu Filho; para Oseias, custou a vergonha diante da sociedade e um preço pago ao amante da mulher adúltera.”

“Crescendo como homem em Israel, Oseias estava destinado a desfrutar de uma condição privilegiada naquela sociedade patriarcal. Mas esse privilégio vinha com uma grande responsabilidade. No antigo Israel, o homem tinha que fazer um tremendo esforço para perdoar e receber de volta a esposa infiel, além da aceitação dos filhos gerados por outro homem. Ficar com a esposa, esses filhos e, assim, sofrer a rejeição social deve ter sido uma das mais difíceis experiências da vida.”

“Oseias, porém, ‘comprou-a’ de volta. Deus, em certo sentido, fez a mesma coisa pela humanidade, mas o custo foi a morte de Jesus na cruz. Somente olhando para a cruz podemos obter um quadro muito mais claro do preço que Deus pagou para nos resgatar da ruína que o pecado causou.”

Terça-feira, 02 de abril de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES publicado simultaneamente no Blogspot e WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Traição espiritual

Lições da Bíblia.

“Quando Gômer, esposa de Oseias, cometeu adultério, ele sofreu a agonia da traição, humilhação e vergonha. Aos vizinhos e amigos que viram sua dor, Oseias transmitiu uma mensagem divina por meio de palavras e ações: Israel, a esposa de Deus, era igual a Gômer. O povo escolhido estava cometendo adultério espiritual.”

“O profeta Jeremias comparou os israelitas infiéis a uma prostituta que vivia com muitos amantes, apesar de tudo o que Deus havia provido para eles (‘Se um homem repudiar sua mulher, e ela o deixar e tomar outro marido, porventura, aquele tornará a ela? Não se poluiria com isso de todo aquela terra? Ora, tu te prostituíste com muitos amantes; mas, ainda assim, torna para mim, diz o SENHOR.’ Jeremias 3:1 RA). De forma semelhante, o profeta Ezequiel chamou o idólatra Israel de ‘mulher adúltera’, que se havia afastado de seu verdadeiro marido (‘foste como a mulher adúltera, que, em lugar de seu marido, recebe os estranhos.’ Ezequiel 16:32 RA). Por essa razão, a idolatria na Bíblia é vista como adultério espiritual.”

“2. Que advertência é dada em Oseias 2:8-13? Estamos em perigo de fazer essencialmente a mesma coisa?” “Ela, pois, não soube que eu é que lhe dei o trigo, e o vinho, e o óleo, e lhe multipliquei a prata e o ouro, que eles usaram para Baal. Portanto, tornar-me-ei, e reterei, a seu tempo, o meu trigo e o meu vinho, e arrebatarei a minha lã e o meu linho, que lhe deviam cobrir a nudez. Agora, descobrirei as suas vergonhas aos olhos dos seus amantes, e ninguém a livrará da minha mão. Farei cessar todo o seu gozo, as suas Festas de Lua Nova, os seus sábados e todas as suas solenidades. Devastarei a sua vide e a sua figueira, de que ela diz: Esta é a paga que me deram os meus amantes; eu, pois, farei delas um bosque, e as bestas-feras do campo as devorarão. Castigá-la-ei pelos dias dos baalins, nos quais lhes queimou incenso, e se adornou com as suas arrecadas e com as suas jóias, e andou atrás de seus amantes, mas de mim se esqueceu, diz o SENHOR.” (Oséias 2:8-13 RA). ”O povo de Deus sofreria por causa da idolatria, ao atribuir aos falsos deuses as bênçãos concedidas pelo Senhor.”

“A expressão ‘o trigo, e o vinho, e o óleo’ também é usada em Deuteronômio 7:12-14 [‘Será, pois, que, se, ouvindo estes juízos, os guardares e cumprires, o SENHOR, teu Deus, te guardará a aliança e a misericórdia prometida sob juramento a teus pais; ele te amará, e te abençoará, e te fará multiplicar; também abençoará os teus filhos, e o fruto da tua terra, e o teu cereal, e o teu vinho, e o teu azeite, e as crias das tuas vacas e das tuas ovelhas, na terra que, sob juramento a teus pais, prometeu dar-te. Bendito serás mais do que todos os povos; não haverá entre ti nem homem, nem mulher estéril, nem entre os teus animais.’] para descrever produtos básicos que as pessoas desfrutavam em abundância, de acordo com as promessas de Deus dadas por intermédio de Moisés. No tempo de Oseias, as pessoas eram tão ingratas para com Deus, tão envolvidas com o mundo, que estavam apresentando essas dádivas divinas aos seus falsos ídolos. Isso nos adverte a não utilizar as dádivas recebidas do Senhor tendo em vista objetivos diferentes daquele para o qual elas foram planejadas – Seu serviço (‘Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer-se de um e amar ao outro, ou se devotará a um e desprezará ao outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas.’ (Mateus 6:24 RA).”

“Como Deus considera nossa ingratidão e falta de apreciação por Suas bênçãos? Quando vemos alguém desprezar ou usar mal nossas dádivas, nosso coração e nossas mãos se fecham contra essa pessoa. Mas os que recebem as dádivas misericordiosas de Deus, dia após dia e ano após ano empregam mal Suas bênçãos e negligenciam as pessoas por quem Cristo deu Sua vida. Os meios que Ele emprestou para sustentar Sua causa e construir Seu reino são investidos em casas e terras, desperdiçados com o orgulho e satisfação própria, e o Doador é esquecido” (Ellen G. White, Advent Review and Sabbath Herald [Revista do Advento e Arauto do Sábado], 7 dezembro de 1886).

“Você acha fácil usar as dádivas recebidas de Deus de forma egoísta, ou até mesmo de maneira idólatra? Na prática, como podemos evitar esse pecado?”

Segunda-feira, 01 de abril de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES publicado simultaneamente no Blogspot e WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Uma estranha ordem

Lições da Bíblia.

“Quando, pela primeira vez, falou o Senhor por intermédio de Oseias, então, o Senhor lhe disse: Vai, toma uma mulher de prostituições e terás filhos de prostituição, porque a terra se prostituiu, desviando-se do Senhor. Foi-se, pois, e tomou a Gômer, filha de Diblaim, e ela concebeu e lhe deu um filho” (Os 1:2, 3).

“Durante séculos, os estudantes da Bíblia têm debatido a natureza dessa ordem, fazendo perguntas, como: Gômer era uma prostituta ou apenas uma esposa infiel? Ela era imoral antes de seu casamento com Oseias, ou somente depois se tornou infiel?”

“Não sabemos ao certo. Uma coisa, porém, é certa: Quando o Senhor falou a Oseias e por meio dele, queria desviar a atenção das pessoas da história de Oseias para a história do Seu amor por Israel. Visto que Gômer era israelita, a história de seu casamento com o profeta se mistura com a história da aliança divina com Israel.”

“Há paralelos importantes entre a história de Oseias e a experiência de Deus com Israel. Em nível humano, Gômer foi infiel a Oseias. Em nível espiritual, Israel foi infiel a Deus. Assim como a imoralidade de Gômer feriu o coração de seu marido, a idolatria de Israel entristeceu o coração de Deus. Oseias foi chamado a suportar tristeza de coração e rompimento do casamento. Ele deve ter sofrido indignação e vergonha públicas. No entanto, quanto mais ele experimentava a infidelidade de Gômer, mais profunda era sua compreensão da tristeza e frustração de Deus com Israel.”

“1. Muitas vezes, Deus pediu que outros profetas fizessem algo além da pregação. Como a maneira divina de lidar com Seu povo foi simbolizada pelas ações dos profetas?” “No ano em que Tartã, enviado por Sargão, rei da Assíria, veio a Asdode, e a guerreou, e a tomou, nesse mesmo tempo, falou o SENHOR por intermédio de Isaías, filho de Amoz, dizendo: Vai, solta de teus lombos o pano grosseiro de profeta e tira dos pés o calçado. Assim ele o fez, indo despido e descalço. Então, disse o SENHOR: Assim como Isaías, meu servo, andou três anos despido e descalço, por sinal e prodígio contra o Egito e contra a Etiópia, assim o rei da Assíria levará os presos do Egito e os exilados da Etiópia, tanto moços como velhos, despidos e descalços e com as nádegas descobertas, para vergonha do Egito. Então, se assombrarão os israelitas e se envergonharão por causa dos etíopes, sua esperança, e dos egípcios, sua glória. Os moradores desta região dirão naquele dia: Vede, foi isto que aconteceu àqueles em quem esperávamos e a quem fugimos por socorro, para livrar-nos do rei da Assíria! Como, pois, escaparemos nós?” (Isaías 20:1-6 RA); “No princípio do reinado de Zedequias, filho de Josias, rei de Judá, veio da parte do SENHOR esta palavra a Jeremias: Assim me disse o SENHOR: Faze correias e canzis e põe-nos ao pescoço. E envia outros ao rei de Edom, ao rei de Moabe, ao rei dos filhos de Amom, ao rei de Tiro e ao rei de Sidom, por intermédio dos mensageiros que vieram a Jerusalém ter com Zedequias, rei de Judá. Ordena-lhes que digam aos seus senhores: Assim diz o SENHOR dos Exércitos, o Deus de Israel: Assim direis a vossos senhores: Eu fiz a terra, o homem e os animais que estão sobre a face da terra, com o meu grande poder e com o meu braço estendido, e os dou àquele a quem for justo. Agora, eu entregarei todas estas terras ao poder de Nabucodonosor, rei da Babilônia, meu servo; e também lhe dei os animais do campo para que o sirvam. Todas as nações servirão a ele, a seu filho e ao filho de seu filho, até que também chegue a vez da sua própria terra, quando muitas nações e grandes reis o fizerem seu escravo.” (Jeremias 27:1-7 RA); “Tu, pois, ó filho do homem, toma um tijolo, põe-no diante de ti e grava nele a cidade de Jerusalém. Põe cerco contra ela, edifica contra ela fortificações, levanta contra ela tranqueiras e põe contra ela arraiais e aríetes em redor. Toma também uma assadeira de ferro e põe-na por muro de ferro entre ti e a cidade; dirige para ela o rosto, e assim será cercada, e a cercarás; isto servirá de sinal para a casa de Israel. Deita-te também sobre o teu lado esquerdo e põe a iniquidade da casa de Israel sobre ele; conforme o número dos dias que te deitares sobre ele, levarás sobre ti a iniquidade dela. Porque eu te dei os anos da sua iniquidade, segundo o número dos dias, trezentos e noventa dias; e levarás sobre ti a iniquidade da casa de Israel. Quando tiveres cumprido estes dias, deitar-te-ás sobre o teu lado direito e levarás sobre ti a inequidade da casa de Judá.” (Ezequiel 4:1-6 RA). “Isaías andou nu e descalço para ilustrar o que ocorreria com os prisioneiros egípcios e etíopes e para advertir Israel a não depender do Egito; Jeremias fez jugos e correias para usar e enviar às nações, indicando que Nabucodonosor subjugaria os povos; Ezequiel desenhou a cidade de Jerusalém em um tijolo, pôs cerco sobre ela e se deitou sobre a iniquidade de Israel e Judá.”

“Que tipo de testemunho você dá não apenas por suas palavras, mas também por suas ações? Que aspectos de sua vida revelam que você é não apenas uma boa pessoa, mas um seguidor de Jesus?”

Domingo, 31 de março de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES publicado simultaneamente no Blogspot e WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Adultério espiritual (Oseias)

Lições da Bíblia.

“Semearei Israel para Mim na terra e compadecer-Me-ei da Desfavorecida; e a Não-Meu-Povo direi: Tu és o Meu povo! Ele dirá: Tu és o meu Deus!” (Os 2:23).

“Pensamento-chave: Mesmo em meio ao adultério espiritual e ao juízo divino, o amor de Deus por Seu povo nunca vacila.”

“O profeta Oseias ministrou no fim de um período muito próspero da história de Israel, pouco antes da queda nacional diante dos assírios em 722 a.C. Naquele tempo, o povo escolhido de Deus já não adorava somente ao Senhor, mas também servia a Baal, um deus cananeu.”

“Sendo o primeiro dos profetas menores, o livro de Oseias aborda a questão central da proclamação profética durante aquele tempo de apostasia: Continuava Deus amando Israel, apesar da prostituição espiritual? Ainda mantinha Seu propósito para a nação, apesar dos pecados dela e do juízo vindouro?”

“A história pessoal de Oseias e a profecia estão inseparavelmente ligadas em seu livro. Assim como o profeta havia perdoado a esposa infiel e estava disposto a levá-la de volta, Deus estava disposto a fazer o mesmo por Seu povo.”

“O que podemos aprender com a experiência de Oseias e a maneira pela qual o Senhor lidou com o rebelde Israel?”

Sábado 30 de março de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES sendo publicado simultaneamente através do: Blogspot e WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF