Desastre nacional

Lições da Bíblia.

“1. Leia Joel 1:1-12. O que estava acontecendo com a terra de Judá?” “Palavra do SENHOR que foi dirigida a Joel, filho de Petuel. Ouvi isto, vós, velhos, e escutai, todos os habitantes da terra: Aconteceu isto em vossos dias? Ou nos dias de vossos pais? Narrai isto a vossos filhos, e vossos filhos o façam a seus filhos, e os filhos destes, à outra geração. O que deixou o gafanhoto cortador, comeu-o o gafanhoto migrador; o que deixou o migrador, comeu-o o gafanhoto devorador; o que deixou o devorador, comeu-o o gafanhoto destruidor. Ébrios, despertai-vos e chorai; uivai, todos os que bebeis vinho, por causa do mosto, porque está ele tirado da vossa boca. Porque veio um povo contra a minha terra, poderoso e inumerável; os seus dentes são dentes de leão, e ele tem os queixais de uma leoa. Fez de minha vide uma assolação, destroçou a minha figueira, tirou-lhe a casca, que lançou por terra; os seus sarmentos se fizeram brancos. Lamenta com a virgem que, pelo marido da sua mocidade, está cingida de pano de saco. Cortada está da Casa do SENHOR a oferta de manjares e a libação; os sacerdotes, ministros do SENHOR, estão enlutados. O campo está assolado, e a terra, de luto, porque o cereal está destruído, a vide se secou, as olivas se murcharam. Envergonhai-vos, lavradores, uivai, vinhateiros, sobre o trigo e sobre a cevada, porque pereceu a messe do campo. A vide se secou, a figueira se murchou, a romeira também, e a palmeira e a macieira; todas as árvores do campo se secaram, e já não há alegria entre os filhos dos homens.” (Joel 1:1-12 RA). “A terra estava sendo arruinada pela invasão de gafanhotos, pelas nações inimigas e pela crise na produção agrícola. Essa crise devia despertar o povo de sua embriaguez espiritual.”

“O profeta, que vivia em uma sociedade agrícola, exorta os agricultores a ficar angustiados diante da perda dos cereais e da colheita de frutos. A destruição ecológica poderia enfraquecer a economia do país por muitos anos. Além da perda dos alimentos, sombra e madeira, existia o risco de erosão do solo. Algumas árvores frutíferas na Palestina levam vinte anos para crescer e se tornarem produtivas. Na verdade, a devastação agrícola e o desmatamento eram táticas de exércitos invasores que buscavam punir os povos conquistados, tornando-lhes impossível qualquer perspectiva de recuperação a curto prazo.”

“2. Leia Deuteronômio 28:38. Como esse texto nos ajuda a entender o que estava acontecendo com Judá?” “Lançarás muita semente ao campo; porém colherás pouco, porque o gafanhoto a consumirá.” (Deuteronômio 28:38 RA). “O povo estava sofrendo o castigo pela desobediência aos termos da aliança com Deus.”

“Joel usou quatro termos diferentes para mencionar gafanhotos (‘O que deixou o gafanhoto cortador, comeu-o o gafanhoto migrador; o que deixou o migrador, comeu-o o gafanhoto devorador; o que deixou o devorador, comeu-o o gafanhoto destruidor.’ Joel 1:4 RA), a fim de expressar a intensidade e totalidade da praga. A seca tornou ainda maior a destruição causada pelos gafanhotos. Todas as colheitas esperadas haviam secado e os agricultores se desesperaram porque não tinham nada para comer nem vender. Eles não tinham sequer sementes para plantar novamente. Uma calamidade dessa proporção jamais havia sido vista entre seus antepassados e devia ser contada às futuras gerações. O fato de que um desastre semelhante nunca houvesse acontecido antes aumenta a importância da situação.”

“O profeta anunciou também a destruição dos principais alimentos da terra de Israel, como uvas, cereais e óleo (‘E, perante o SENHOR, teu Deus, no lugar que escolher para ali fazer habitar o seu nome, comerás os dízimos do teu cereal, do teu vinho, do teu azeite e os primogênitos das tuas vacas e das tuas ovelhas; para que aprendas a temer o SENHOR, teu Deus, todos os dias.’ Deuteronômio 14:23 RA; ‘Dar-lhe-ás as primícias do teu cereal, do teu vinho e do teu azeite e as primícias da tosquia das tuas ovelhas.’ Deuteronômio 18:4 RA). Trigo e cevada eram os grãos mais importantes na Palestina. Na Bíblia, videiras e figueiras simbolizam vida pacífica com abundância das bênçãos de Deus na Terra Prometida (1Rs 4:25; Mq 4:4, Zc 3:10). A encantadora imagem da paz e prosperidade é poder sentar-se sob a própria videira ou figueira. Tudo isso estava ameaçado pelo juízo divino que ocorreria por causa dos pecados de Israel.”

“A época de colheita era um tempo de alegria (Sl 4:7, Is 9:3). Embora a terra em Israel fosse um presente do Senhor, ela ainda pertencia a Deus. Israel devia ser um mordomo fiel da terra. Acima de tudo, as pessoas deviam adorar e obedecer a Deus porque Ele era Aquele que lhes tinha dado a terra.”

“Hoje é o dia de você contar ao seu(sua) amigo(a) que está orando por ele(a). Prepare-se para o Impacto Esperança!”

Domingo, 14 de abril de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES publicado simultaneamente no Blogspot e WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Um Deus santo e justo (Joel)

Lições da Bíblia.

“O Senhor levanta a voz diante do Seu exército; porque muitíssimo grande é o Seu arraial; porque é poderoso quem executa as Suas ordens; sim, grande é o dia do Senhor e mui terrível! Quem o poderá suportar?” (Jl 2:11).

“Pensamento-chave: Deus permite as crises para que Seu povo sinta dependência dEle e necessidade de reavivamento e reforma espirituais.”

“Na grande praga de gafanhotos e na severa seca que estava devastando o reino de Judá no sul, o profeta Joel, contemporâneo de Amós e Oseias, via o sinal de um ‘grande e terrível dia’ de juízo (Jl 2:31). Confrontado com uma crise de tal intensidade e proporção, ele convidou todo o povo de Judá a abandonar o pecado e voltar-se para Deus. Ele descreveu os gafanhotos como exército do Senhor e viu na vinda desse exército o castigo divino sobre o Israel infiel.”

“Joel profetizou que as pragas de gafanhotos se tornariam insignificantes em comparação com os futuros juízos divinos. Mas esse mesmo juízo traria bênçãos sem paralelo para os fiéis ao Senhor, que obedecessem aos Seus ensinamentos. Portanto, apesar da sua severidade, o juízo podia conduzir à salvação e redenção daqueles cujo coração estivesse aberto à orientação do Senhor.”

“Ore por todos que receberão o livro ‘A Grande Esperança’ ou o DVD ‘A Última Esperança’ no dia 20 de abril.”

Sábado, 13 de abril de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES publicado simultaneamente no Blogspot e WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Amor e julgamento: o dilema de Deus (Oseias) – Vídeo

Lições da Bíblia.

Assista em vídeo a discussão do tema da semana.

Compare as duas citações a seguir com as mensagens apresentadas em Oseias 7-14. “Quando me disponho a mudar a sorte do meu povo e a sarar a Israel, se descobre a iniquidade de Efraim, como também a maldade de Samaria, porque praticam a falsidade; por dentro há ladrões, e por fora rouba a horda de salteadores. Não dizem no seu coração que eu me lembro de toda a sua maldade; agora, pois, os seus próprios feitos os cercam; acham-se diante da minha face. Com a sua malícia, alegram ao rei e com as suas mentiras, aos príncipes. Todos eles são adúlteros: semelhantes ao forno aceso pelo padeiro, que somente cessa de atiçar o fogo desde que sovou a massa até que seja levedada. No dia da festa do nosso rei, os príncipes se tornaram doentes com o excitamento do vinho, e ele deu a mão aos escarnecedores. Porque prepararam o coração como um forno, enquanto estão de espreita; toda a noite, dorme o seu furor, mas, pela manhã, arde como labaredas de fogo. Todos eles são quentes como um forno e consomem os seus juízes; todos os seus reis caem; ninguém há, entre eles, que me invoque. Efraim se mistura com os povos e é um pão que não foi virado. Estrangeiros lhe comem a força, e ele não o sabe; também as cãs já se espalham sobre ele, e ele não o sabe. A soberba de Israel, abertamente, o acusa; todavia, não voltam para o SENHOR, seu Deus, nem o buscam em tudo isto. Porque Efraim é como uma pomba enganada, sem entendimento; chamam o Egito e vão para a Assíria. Quando forem, sobre eles estenderei a minha rede e como aves do céu os farei descer; castigá-los-ei, segundo o que eles têm ouvido na sua congregação. Ai deles! Porque fugiram de mim; destruição sobre eles, porque se rebelaram contra mim! Eu os remiria, mas eles falam mentiras contra mim. Não clamam a mim de coração, mas dão uivos nas suas camas; para o trigo e para o vinho se ajuntam, mas contra mim se rebelam. Adestrei e fortaleci os seus braços; no entanto, maquinam contra mim. Eles voltam, mas não para o Altíssimo. Fizeram-se como um arco enganoso; caem à espada os seus príncipes, por causa da insolência da sua língua; este será o seu escárnio na terra do Egito.” (Oséias 7:1-16 RA) “Não clamam a mim de coração, mas dão uivos nas suas camas; para o trigo e para o vinho se ajuntam, mas contra mim se rebelam.” (Oséias 7:14 RA)

Por meio da natureza, de figuras e símbolos, de patriarcas e profetas, Deus falara ao mundo. As lições deviam ser dadas à humanidade na linguagem da própria humanidade. […] Os princípios do governo de Deus e o plano da redenção deviam ficar claramente definidos” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 34).

“Através dos longos, escuros anos em que rei após rei se puseram em ousado desafio ao Céu e levaram Israel à idolatria cada vez mais profunda, Deus enviou mensagem após mensagem a Seu povo transviado. Por intermédio de Seus profetas deu-lhes toda oportunidade de deter a maré da apostasia e retornar a Ele. […] Jamais deveria o reino de Israel ser deixado sem nobres testemunhas do grande poder de Deus para salvar do pecado. Mesmo nas horas mais escuras, alguns permaneceriam leais ao seu divino Rei, e em meio à idolatria viveriam inculpáveis à vista de um Deus santo. Esses fiéis foram contados entre o piedoso remanescente por cujo intermédio o eterno propósito de Jeová devia ser finalmente cumprido” (Ellen G. White, Profetas e Reis, p. 108).

Perguntas para reflexão

“1. Tem sido sugerido que, pela vida e ministério de Oseias, em certo sentido a Palavra de Deus havia ‘se tornado carne’. Que grande verdade sobre a humanidade de Jesus podemos ver nessa sugestão a respeito de Oseias? João 1:14.”

“2. O antigo Israel não se afastou de Deus da noite para o dia. Como podemos nos manter fiéis aos princípios eternos de Deus num mundo em constante mudança?”

“3. Algumas pessoas acreditam que a mensagem do evangelho sobre o grande amor e salvação divinos é apresentada claramente apenas no Novo Testamento e não no Antigo. O que está errado com essa ideia?”

“4. O Antigo Testamento foi a Bíblia que Jesus Cristo e o apóstolo Paulo leram. Examine as citações de Oseias no Novo Testamento, em Mateus 9:13 [‘Ide, porém, e aprendei o que significa: Misericórdia quero e não holocaustos; pois não vim chamar justos, e sim pecadores [ao arrependimento].’] e Romanos 9:25, 26. [‘Assim como também diz em Oséias: Chamarei povo meu ao que não era meu povo; e amada, à que não era amada; e no lugar em que se lhes disse: Vós não sois meu povo, ali mesmo serão chamados filhos do Deus vivo.’] Como Jesus e Paulo usaram a mensagem do evangelho em Oseias para nos proclamar a verdade?”

Sexta-feira, 12 de abril de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES publicado simultaneamente no Blogspot e WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Curado, amado e sustentado

Lições da Bíblia.

“Alguns estudiosos antigos viam o Senhor revelado no Antigo Testamento como severo e implacável, em contraste com Jesus, apresentado no Novo. Por que essa conclusão é errada? Como a mensagem de Oseias 14 ajuda a mostrar esse erro? O que esse capítulo revela sobre o caráter e amor de Deus por Seu povo?”

“O último capítulo de Oseias é um clímax apropriado para a mensagem proclamada pelo profeta. Reafirma a promessa de que a divina salvação terá a última palavra. O capítulo começa com mais um chamado para se afastar de toda iniquidade. Ao ordenar que os israelitas se voltassem para Deus, o profeta apresentou as palavras que eles deviam dizer na adoração. Deviam pedir que Deus tirasse deles a culpa que os havia feito tropeçar. Deviam também renunciar sua dependência de outras nações e rejeitar totalmente a idolatria. Nos tempos bíblicos, nenhuma pessoa devia comparecer diante do Senhor de mãos vazias (‘Guardarás a Festa dos Pães Asmos; sete dias comerás pães asmos, como te ordenei, ao tempo apontado no mês de abibe, porque nele saíste do Egito; ninguém apareça de mãos vazias perante mim.’ Êxodo 23:15 RA). Além de trazer um sacrifício animal, as pessoas eram instruídas a levar palavras de genuíno arrependimento como oferta de ação de graças.”

“Em seguida, após a confissão e arrependimento do povo, Deus respondeu com uma série de promessas. A principal delas foi a cura de doenças pelo divino Médico. A renovação do relacionamento de Deus com Israel é comparada ao orvalho que provê a única umidade disponível para as flores e árvores durante o longo e seco verão da Palestina. Ela também é relacionada com a oliveira, considerada especialmente valiosa, uma espécie de coroa das árvores frutíferas. Sua folhagem oferece sombra e frescor. Seu óleo é usado como alimento, loção para a pele e como combustível para iluminação. Os cedros do Líbano são considerados as mais úteis das árvores de elevado crescimento nas terras bíblicas. Sua madeira altamente valorizada servia para a construção de templos e palácios reais (‘Assim, edificou a casa e a rematou, cobrindo-a com um tabuado de cedro. Os andares que edificou contra a casa toda eram de cinco côvados de altura, e os ligou com a casa com madeira de cedro.’ 1 Reis 6:9-10 RA). As raízes plantadas por Deus produziriam tal abundância de novas plantas, que Israel se tornaria um jardim cheio de bênçãos para o mundo inteiro.”

“5. Que condições são necessárias para que as promessas sejam cumpridas? A situação é diferente para nós hoje?” “Quem é sábio, que entenda estas coisas; quem é prudente, que as saiba, porque os caminhos do SENHOR são retos, e os justos andarão neles, mas os transgressores neles cairão.” (Oséias 14:9 RA). “Precisamos nos arrepender dos pecados, aceitar o perdão de Deus e Sua justiça, que nos dão poder para viver de acordo com a vontade do Senhor.”

Quinta-feira, 11 de abril de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES publicado simultaneamente no Blogspot e WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Compaixão mais forte do que a ira

Lições da Bíblia.

“Como te deixaria, ó Efraim? Como te entregaria, ó Israel? Como te faria como a Admá? Como fazer-te um Zeboim? Meu coração está comovido dentro de Mim, as Minhas compaixões, à uma, se acendem. Não executarei o furor da Minha ira; não tornarei para destruir a Efraim, porque Eu sou Deus e não homem, o Santo no meio de ti; não voltarei em ira” (Os 11:8, 9).

“Essa passagem serve como uma janela para o coração de Deus: Entregaria Ele Seu filho rebelde para ser apedrejado até a morte, como era exigido pela lei? (‘Se alguém tiver um filho contumaz e rebelde, que não obedece à voz de seu pai e à de sua mãe e, ainda castigado, não lhes dá ouvidos, seu pai e sua mãe o pegarão, e o levarão aos anciãos da cidade, à sua porta, e lhes dirão: Este nosso filho é rebelde e contumaz, não dá ouvidos à nossa voz, é dissoluto e beberrão. Então, todos os homens da sua cidade o apedrejarão até que morra; assim, eliminarás o mal do meio de ti; todo o Israel ouvirá e temerá.’ Deuteronômio 21:18-21 RA; ‘Havendo-os levado fora, disse um deles: Livra-te, salva a tua vida; não olhes para trás, nem pares em toda a campina; foge para o monte, para que não pereças. Respondeu-lhes Ló: Assim não, Senhor meu! Eis que o teu servo achou mercê diante de ti, e engrandeceste a tua misericórdia que me mostraste, salvando-me a vida; não posso escapar no monte, pois receio que o mal me apanhe, e eu morra. Eis aí uma cidade perto para a qual eu posso fugir, e é pequena. Permite que eu fuja para lá (porventura, não é pequena?), e nela viverá a minha alma. Disse-lhe: Quanto a isso, estou de acordo, para não subverter a cidade de que acabas de falar. Apressa-te, refugia-te nela; pois nada posso fazer, enquanto não tiveres chegado lá. Por isso, se chamou Zoar o nome da cidade. Saía o sol sobre a terra, quando Ló entrou em Zoar.’ Gênesis 19:17-23 RA). Oseias apresenta uma visão maravilhosa tanto do sofrimento de Deus por causa do pecado humano quanto de Seu desejo de nos salvar.”

“Embora o pecaminoso Israel merecesse a destruição total, o Senhor, em Sua misericórdia duradoura, continuou a amar Seu povo, enquanto lutava para levá-lo ao arrependimento.”

“No tempo de Abraão havia cinco cidades situadas no vale do Jordão, a sudeste do Mar Morto (Gn 14:8). Conhecidas como ‘as cidades da planície’, elas eram Sodoma, Gomorra, Admá, Zeboim e Zoar. Dessas, apenas Zoar não foi destruída. Os nomes das outras quatro se tornaram conhecidos por sua destruição total, causada por seus maus caminhos e falta de vontade de se arrependerem (‘e toda a sua terra abrasada com enxofre e sal, de sorte que não será semeada, e nada produzirá, nem crescerá nela erva alguma, assim como foi a destruição de Sodoma e de Gomorra, de Admá e de Zeboim, que o SENHOR destruiu na sua ira e no seu furor,’ Deuteronômio 29:23 RA). Foi a algumas dessas cidades que Oseias se referiu nos versos acima.”

“Oseias 11 ensina que os caminhos de Deus transcendem os da humanidade pecadora. Ele não permitirá que a amargura governe Suas decisões. O amor de Deus busca trazer cura, saúde e restauração ao Seu povo. O propósito da disciplina divina é corrigir, melhorar e reconciliar, não destruir e castigar. Muitas pessoas, até mesmo cristãos professos, não entendem esse aspecto de Deus, mas O veem como vingativo, irado e que procura falhas a fim de punir o pecador. Pior ainda, alguns acreditam que Ele queima os perdidos no inferno por toda a eternidade. Essa, porém, não é a imagem de Deus apresentada por Oseias.”

“4. Leia Romanos 5:8, 1 Pedro 2:24 e Gálatas 3:13. Como esses textos, ainda mais do que os de Oseias, revelam a extensão do amor de Deus pela humanidade?” “Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores.” (Romanos 5:8 RA); “carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça; por suas chagas, fostes sarados.” (1 Pedro 2:24 RA); “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se ele próprio maldição em nosso lugar (porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado em madeiro),” (Gálatas 3:13 RA). ”Cristo morreu por pecadores indignos, ao carregar nossos pecados na cruz, para que vivêssemos para a justiça. Em nosso lugar, Ele se tornou maldição.”

Quarta-feira, 10 de abril de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES publicado simultaneamente no Blogspot e WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Um filho aprendendo a andar

Lições da Bíblia.

“Quando Israel era menino, Eu o amei; e do Egito chamei o Meu filho. […] Eu ensinei a andar a Efraim; tomei-os nos Meus braços, mas não atinaram que Eu os curava” (Os 11:1, 3).

“Nesses versos, Oseias estava dizendo que a atitude do Senhor é como o terno cuidado de alguém que acabou de se tornar pai. Assim como um pai, com carinho e paciência, ensina o filho a andar, tomando-o pela mão para evitar uma queda, também o Senhor havia cuidado de Israel desde o começo. O Deus amoroso e perdoador é o centro da mensagem de Oseias. Mesmo quando aplica disciplina, Ele é profundamente compassivo. Sua ira pode ser aterrorizante, mas Sua misericórdia está além da compreensão.”

“3. Leia Deuteronômio 8:5, Provérbios 13:24, Hebreus 12:6 e Apocalipse 3:19. Qual é o ponto comum desses textos? Que conforto encontramos neles?” “Sabe, pois, no teu coração, que, como um homem disciplina a seu filho, assim te disciplina o SENHOR, teu Deus.” (Deuteronômio 8:5 RA); “O que retém a vara aborrece a seu filho, mas o que o ama, cedo, o disciplina.” (Provérbios 13:24 RA); “porque o Senhor corrige a quem ama e açoita a todo filho a quem recebe.” (Hebreus 12:6 RA); “Eu repreendo e disciplino a quantos amo. Sê, pois, zeloso e arrepende-te.” (Apocalipse 3:19 RA). ”Deus repreende e disciplina Seus filhos por amor, para nos livrar das últimas consequências dos nossos erros.”

“Por meio de Moisés, Deus informou ao rei egípcio que Israel era Seu filho especial (‘Dirás a Faraó: Assim diz o SENHOR: Israel é meu filho, meu primogênito. Digo-te, pois: deixa ir meu filho, para que me sirva; mas, se recusares deixá-lo ir, eis que eu matarei teu filho, teu primogênito.’ Êxodo 4:22-23 RA). Embora todas as nações da Terra, incluindo o Egito, fossem filhos e filhas de Deus, a nação hebraica foi escolhida para ser o filho primogênito de Deus com privilégios especiais. Mas com esses privilégios vieram responsabilidades. No deserto o Senhor carregou Seu povo da mesma forma que ‘um pai carrega seu filho’ (Dt 1:31, NVI). Às vezes Ele disciplinou o povo como ‘um homem disciplina a seu filho’ (Dt 8:5).”

“Todos os que neste mundo prestam verdadeiro serviço a Deus ou ao homem, recebem um preparo na escola das aflições. Quanto mais pesado for o encargo e mais elevado o serviço, maior será a prova e mais severa a disciplina” (Ellen G. White, Educação, p. 151).

“Sem dúvida, qualquer pai que ama seus filhos irá discipliná-los, e sempre para o bem deles. Se seres humanos imperfeitos e caídos agem assim, quanto mais podemos confiar no amor de Deus por nós, mesmo nos momentos de provação?”

“Para muitos de nós, a questão não é confiar na disciplina divina. Ao contrário, a luta é para saber interpretar as provas que surgem em nosso caminho. Como sabemos se o que está acontecendo é, de fato, uma lição divina na ‘escola da aflição’?”

Terça-feira, 09 de abril de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES publicado simultaneamente no Blogspot e WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Bezerra domada

Lições da Bíblia.

“2. Qual foi a mensagem do Senhor ao Seu povo em Oseias 10:11-13? Como podemos entender a frase ‘até que Ele venha, e chova a justiça sobre vós’?” “Porque Efraim era uma bezerra domada, que gostava de trilhar; coloquei o jugo sobre a formosura do seu pescoço; atrelei Efraim ao carro. Judá lavrará, Jacó lhe desfará os torrões. Então, eu disse: semeai para vós outros em justiça, ceifai segundo a misericórdia; arai o campo de pousio; porque é tempo de buscar ao SENHOR, até que ele venha, e chova a justiça sobre vós. Arastes a malícia, colhestes a perversidade; comestes o fruto da mentira, porque confiastes nos vossos carros e na multidão dos vossos valentes.” (Oséias 10:11-13 RA). “O povo devia abandonar sua rebelião e buscar ao Senhor, lançando assim a semente da justiça, que seria intensificada pela chuva da justiça divina.”

“Em Oseias 10, Efraim, o filho de Deus, é comparado a uma novilha domada que gostava de trilhar o grão porque ela poderia comer enquanto trilhasse. Assim, em vez de ser produtiva, a existência de Israel havia se tornado egocêntrica. Quando Deus colocasse o jugo sobre Israel para que a nação trabalhasse em campo aberto, justiça e bondade cresceriam.”

“Nos tempos bíblicos, o jugo era um instrumento de serviço. Animais de carga, novos, eram treinados para ser dóceis, trabalhando primeiramente na eira (‘ainda que vos alegrais e exultais, ó saqueadores da minha herança, saltais como bezerros na relva e rinchais como cavalos fogosos,’ Jeremias 50:11 RA). Enquanto sob o jugo, eles simplesmente pisavam o cereal com os pés. Na fase seguinte, eles puxavam um trilho sobre o cereal (‘Então, disse Araúna a Davi: Tome e ofereça o rei, meu senhor, o que bem lhe parecer; eis aí os bois para o holocausto, e os trilhos, e a apeiragem dos bois para a lenha.’ 2 Samuel 24:22 RA). Esse tipo de trabalho os preparava para a tarefa mais disciplinada de arar um campo (‘Partiu, pois, Elias dali e achou a Eliseu, filho de Safate, que andava lavrando com doze juntas de bois adiante dele; ele estava com a duodécima. Elias passou por ele e lançou o seu manto sobre ele.’ 1 Reis 19:19 RA; ‘Porque assim diz o SENHOR aos homens de Judá e Jerusalém: Lavrai para vós outros campo novo e não semeeis entre espinhos.’ Jeremias 4:3 RA). Deus tinha um plano semelhante ao treinar Israel. Ele colocaria um jugo sobre o belo pescoço de Efraim para fazê-lo trabalhar duro, abrindo e lavrando o solo.”

“Em Oseias 10:12, o profeta apresentou o que o Senhor desejava que Israel fosse por meio da obediência à Sua palavra. Justiça e constante amor foram as dádivas prometidas por Deus à Sua esposa, quando a aliança fosse renovada (Os 2:19). Se as pessoas semeassem justiça, colheriam bondade. Unicamente procurando o Senhor e Sua vontade, Israel poderia ser livre da futura punição. A porta da misericórdia ainda está aberta para possível arrependimento por parte do povo escolhido de Deus.”

“A advertência para semear justiça diz respeito ao relacionamento entre as pessoas. Buscar a Deus diz respeito ao relacionamento entre Ele e Seu povo. Abrir o solo representa reforma e renovação nos aspectos espiritual e social. O Senhor e Seu povo trabalhariam juntos em um relacionamento mútuo para trazer novamente bênçãos à terra. Os resultados seriam um florescimento glorioso que se espalharia por todos os lugares (Os 14:5-7).”

“Leia o convite de Cristo para que tomemos sobre nós o Seu jugo (Mt 11:28-30). Aprender com Cristo a ser ‘manso e humilde de coração’ pode nos ajudar a encontrar ‘descanso para a [nossa] alma’?” “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve.” (Mateus 11:28-30 RA).

Segunda-feira, 08 de abril de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES publicado simultaneamente no Blogspot e WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Enganado e insensato

Lições da Bíblia.

“Efraim é como uma pomba facilmente enganada e sem entendimento; ora apela para o Egito, ora volta-se para a Assíria. Quando se forem, atirarei sobre eles a Minha rede; Eu os farei descer como as aves dos céus. Quando os ouvir em sua reunião, Eu os apanharei” (Os 7:11, 12, NVI).

“1. Leia o contexto desses versos. Que advertência há neles? Que princípio podemos tirar desses versos para nossa vida?” “Confiar no Egito e na Assíria seria uma atitude tola e insensata; igualmente somos insensatos quando confiamos em nossos recursos, em lugar de confiar no Senhor.”

“Efraim era o filho mais novo de José. Jacó concedeu a ele uma bênção maior do que a de seu irmão Manassés. Visto que Efraim era o nome da principal tribo do reino do norte de Israel, o nome é aplicado a todo o reino, assim como o nome de Judá foi aplicado ao reino do sul. Nos versos acima, Israel é comparado a uma pomba sem entendimento (compare com Jr 5:21), o que a torna presa fácil para a rede do caçador. Nesse contexto, sua dependência da ajuda de outras nações era um ato de rebelião contra Deus.”

“Por quê? Porque uma aliança com o poderoso Império Assírio ou com o ambicioso Egito exigiria que Israel reconhecesse a supremacia dos deuses adorados por essas duas superpotências (leia também Is 52:4 ‘Porque assim diz o SENHOR Deus: O meu povo no princípio desceu ao Egito, para nele habitar, e a Assíria sem razão o oprimiu.’; Lm 5:1-6 ‘Lembra-te, SENHOR, do que nos tem sucedido; considera e olha para o nosso opróbrio. A nossa herança passou a estranhos, e as nossas casas, a estrangeiros; somos órfãos, já não temos pai, nossas mães são como viúvas. A nossa água, por dinheiro a bebemos, por preço vem a nossa lenha. Os nossos perseguidores estão sobre o nosso pescoço; estamos exaustos e não temos descanso. Submetemo-nos aos egípcios e aos assírios, para nos fartarem de pão.’). Recorrer a elas significaria, necessariamente, afastar-se do Senhor. O que eles precisavam fazer era voltar para o Senhor, arrepender-se, obedecer aos Seus mandamentos e abandonar os falsos deuses. Essa era sua única esperança, não alianças políticas com os pagãos.”

“A posição da Palestina a expunha à invasão desses dois antigos impérios. […] O prêmio muito cobiçado pelo qual esses poderosos impérios lutavam era a estrada que ligava as ricas bacias hidrográficas do Nilo e do Eufrates. Os reinos de Israel e Judá foram envolvidos nesse conflito internacional e espremido entre os dois rivais. Em desespero, sem confiança espiritual em seu Deus, Israel tolamente apelou primeiramente a um e depois ao outro em busca do apoio que só poderia se transformar em uma armadilha para seu próprio bem-estar nacional” (Ellen G. White, The SDA Bible Commentary [Comentário Bíblico Adventista], v. 4, p. 908, edição em inglês).

“É muito fácil procurar ajuda humana para nossos problemas, em vez de buscar o Senhor, não é? O Senhor pode usar instrumentos humanos em resposta às nossas orações. Como podemos ter certeza de que, em situações de desespero e em necessidade de ajuda, não cometemos o mesmo erro de Israel? Como podemos usar a ajuda humana sem, necessariamente, nos afastarmos do Senhor?”

Domingo, 07 de abril de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES publicado simultaneamente no Blogspot e WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF