Alegrando-Se com júbilo

Lições da Bíblia1:

Por mais difícil que seja imaginar, Deus considera cada pessoa de valor incalculável, e é por isso que Ele Se alegra com a salvação de uma única pessoa.

2. O texto de Sofonias 3:17 lança luz sobre a parábola do filho pródigo?

Sofonias 3:17 (NAA)2: “O Senhor, seu Deus, está no meio de você, poderoso para salvar. Ele ficará muito contente com você. Ele a renovará no seu amor, e se encherá de júbilo por causa de você.

Sofonias 3:17 revela o prazer de Deus por Seu povo redimido. O texto original contém algumas das palavras hebraicas mais importantes relacionadas à alegria e ao prazer, enfatizando a satisfação que o Senhor encontra em Seu povo redimido. É como se nenhum termo isolado fosse suficiente para descrever a imensidão do prazer que Deus terá naquele dia.

Observe também que, segundo esse versículo, Deus está “no meio” de Seu povo. A reconciliação que surge da relação de amor vem com a presença imediata de Deus. Assim como o pai, que, ao avistar o filho ao longe, sai correndo, Sofonias 3:17 descreve Deus no meio de Seu povo.

Em Isaías 62:4, ideias semelhantes são apresentadas usando a analogia do casamento. Jerusalém “será chamada Hefzibá”, que significa “O Meu prazer está nela”, e sua terra será chamada de “Beulá”, que significa “Casada”. Por quê? O texto responde: “Pois o Senhor terá prazer em você, e a sua terra estará casada” (Is 62:4, NVI). O auge da alegria de Deus está reservado para o dia da restauração, quando Ele receberá o Seu povo e Se alegrará por nós, assim como o pai se alegrou com o filho pródigo.

3. Que tipo de amor também somos chamados a demonstrar? Ef 5:25-28

Ef 5:25-28 (NAA)2: “25 Maridos, que cada um de vocês ame a sua esposa, como também Cristo amou a igreja e se entregou por ela, 26 para que a santificasse, tendo-a purificado por meio da lavagem de água pela palavra, 27 para a apresentar a si mesmo como igreja gloriosa, sem mancha, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito. 28 Assim também o marido deve amar a sua esposa como ama o próprio corpo. Quem ama a esposa ama a si mesmo.”

Nessa passagem, o marido é exortado a amar a esposa, “como também Cristo amou a igreja e Se entregou por ela”, e a amá-la “como ama o próprio corpo” (Ef 5:25, 28). Esse texto não apenas destaca o tipo de amor altruísta e sacrifical que um marido deve ter por sua esposa, mas também demonstra que o próprio Cristo ama Seu povo (a igreja) como parte de Si mesmo.

Segunda-feira, 13 de janeiro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O anor e a justiça de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 519, jan. fev. mar. 2025. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Mais valiosos do que podemos imaginar

Lições da Bíblia1:

Não há ninguém que Deus não ame – nem mesmo o pior pecador ou o pior malfeitor. O Senhor valoriza cada pessoa mais do que podemos imaginar. Por isso, Deus Se entristece com o pecado, pois nos ama e compreende o mal que ele nos causa.

1. Leia Lucas 15:11-32. O que a parábola do filho pródigo revela sobre a compaixão e o amor de Deus? Que advertência ela dá àqueles que, assim como o filho mais velho, permanecem na “casa do Pai”?

Lucas 15:11-32 (NAA)2: “11 Jesus continuou: — Certo homem tinha dois filhos. 12 O mais moço deles disse ao pai: “Pai, quero que o senhor me dê a parte dos bens que me cabe.” E o pai repartiu os bens entre eles. 13 — Passados não muitos dias, o filho mais moço, ajuntando tudo o que era seu, partiu para uma terra distante e lá desperdiçou todos os seus bens, vivendo de forma desenfreada. 14 — Depois de ter consumido tudo, sobreveio àquele país uma grande fome, e ele começou a passar necessidade. 15 Então foi pedir trabalho a um dos cidadãos daquela terra, e este o mandou para os seus campos a fim de cuidar dos porcos. 16 Ali, ele desejava alimentar-se das alfarrobas que os porcos comiam, mas ninguém lhe dava nada. 17 Então, caindo em si, disse: “Quantos trabalhadores de meu pai têm pão com fartura, e eu aqui estou morrendo de fome! 18 Vou me arrumar, voltar para o meu pai e lhe dizer: ‘Pai, pequei contra Deus e diante do senhor; 19 já não sou digno de ser chamado de seu filho; trate-me como um dos seus trabalhadores.’” 20 E, arrumando-se, foi para o seu pai. — Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou e, compadecido dele, correndo, o abraçou e beijou. 21 E o filho lhe disse: “Pai, pequei contra Deus e diante do senhor; já não sou digno de ser chamado de seu filho.” 22 O pai, porém, disse aos servos: “Tragam depressa a melhor roupa e vistam nele. Ponham um anel no dedo dele e sandálias nos pés. 23 Tragam e matem o bezerro gordo. Vamos comer e festejar, 24 porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado.” E começaram a festejar. 25 — Ora, o filho mais velho estava no campo. Quando voltava, ao aproximar-se da casa, ouviu a música e as danças. 26 Chamou um dos empregados e perguntou o que era aquilo. 27 E ele informou: “O seu irmão voltou e, por tê-lo recuperado com saúde, o seu pai mandou matar o bezerro gordo.” 28 — O filho mais velho se indignou e não queria entrar. Saindo, porém, o pai, procurava convencê-lo a entrar. 29 Mas ele respondeu ao seu pai: “Faz tantos anos que sirvo o senhor e nunca transgredi um mandamento seu. Mas o senhor nunca me deu um cabrito sequer para fazer uma festa com os meus amigos. 30 Mas, quando veio esse seu filho, que sumiu com os bens do senhor, gastando tudo com prostitutas, o senhor mandou matar o bezerro gordo para ele!” 31 — Então o pai respondeu: “Meu filho, você está sempre comigo; tudo o que eu tenho é seu. 32 Mas era preciso festejar e alegrar-se, porque este seu irmão estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado.

Nessa história contada por Jesus, o filho mais novo solicitou antecipadamente sua herança, rejeitando, na prática, seu pai e toda a família. O filho pródigo passou então a esbanjar aquela herança e foi reduzido à pobreza e à fome, chegando a invejar a comida dos porcos. Ao perceber que os servos da casa de seu pai tinham comida mais do que suficiente, decidiu voltar na esperança de se tornar um mero servo.

O que vem a seguir é impactante. Alguns pais rejeitariam um filho que tivesse agido assim e depois voltasse. Alguns pais diriam: “Você recebeu sua herança e foi embora de casa. Não há mais lugar para você aqui.” Essa atitude poderia perecer lógica e razoável, não é? Aos olhos de muitos pais humanos, o filho teria ultrapassado todos os limites para ser aceito de volta em casa, especialmente como filho.

Na parábola, o pai (que representa o próprio Deus) não respondeu de nenhuma dessas formas convencionais. Em vez disso, “vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou e, compadecido dele, correndo, o abraçou e beijou” (Lc 15:20). Embora naquela época fosse considerado inconveniente o dono da casa sair correndo para encontrar alguém, o pai, em sua grande compaixão, correu ao encontro do filho. E o mais surpreendente é que ele não apenas o recebeu de volta em casa, mas também fez uma celebração em sua honra. Essa atitude impensável ilustra a profunda compaixão de Deus por cada pessoa rebelde e a alegria que Ele sente quando até mesmo uma única pessoa volta para casa. Que imagem poderosa de Deus!

Por que o filho mais velho reagiu daquela forma tão humana, baseada em parte na ideia de justiça, e tão compreensível? Os conceitos humanos de justiça não são incapazes de capturar toda a profundidade do evangelho ou do amor de Deus por nós?

Domingo, 12 de janeiro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Agradando a Deus

Lições da Bíblia1:

“Pois o Senhor, seu Deus, está em seu meio; Ele é um Salvador poderoso. Ele Se agradará de vocês com exul- tação e acalmará todos os seus medos com amor; Ele Se alegrará em vocês com gritos de alegria!” (Sf 3:17, NVT).

Imagine este cenário: um menino de cinco anos se aproxima de seu pai no Dia dos Pais, segurando um presente mal embrulhado. Entusiasmado, o garoto entrega o presente ao pai.

Agora, imagine que o pai responda dizendo: “Filho, eu não preciso desse presente. Afinal, qualquer coisa que você pudesse me dar, eu mesmo poderia comprar. E tudo que você me der é comprado com meu próprio dinheiro ou feito com objetos que eu já tinha. Então, guarde seu presente. Eu não pre- ciso dele, nem o quero. Mas lembre-se de que eu sempre o amarei, porque você é meu filho.”

Como você vê a reação desse pai? Sem dúvida, vêm à mente expressões como “sem coração”, “frio” e “insensível”. Será que é assim que Deus reage diante de nós? Podemos realmente agradá-Lo? Por mais difícil que seja imaginar, mesmo nós, seres decaídos, corrompidos pelo pecado e propensos ao mal, podemos agradar a Deus! Ele não olha para nós ou para aquilo que levamos a Ele com a atitude daquele pai. Pelo contrário, realmente podemos agradar a Deus, mas somente por meio de Cristo.

Sábado, 11 de janeiro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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O amor da aliança – Estudo adicional

Lições da Bíblia1:

Leia, de Ellen G. White, Caminho a Cristo [CPB, 2024], p. 59-66 (“O privilégio de falar com Deus”).

“Leve suas necessidades, alegrias, tristezas, preocupações e temores a Deus. Você não conseguirá sobrecarregá-Lo nem deixá-Lo cansado. Aquele que conta os fios de cabelo de sua cabeça não é indiferente às necessidades de Seus filhos. […] Seu coração repleto de amor se enternece com nossas tristezas e expressões de pesar. Entregue a Ele todas as coisas que perturbam sua mente. Nada é grande demais para Ele suportar, pois é Ele quem mantém os mundos e governa o Universo. Nada daquilo que, de alguma forma, diz respeito à nossa paz é pequeno demais para que Ele perceba. Não há um só capítulo de nossa existência que seja escuro demais para Ele ler, nem dificuldade alguma tão complicada para Ele resolver. Nenhuma calamidade poderá sobrevir ao mais humilde de Seus filhos, ansiedade alguma que lhe perturbe a alma, nenhuma alegria que possa ter, nenhuma oração sincera que lhe escape dos lábios, sem que seja observada pelo Pai celestial, ou sem que Lhe desperte imediato interesse. […] As relações entre Deus e cada pessoa são tão particulares e plenas que é como se não houvesse nenhuma outra por quem tivesse dado Seu amado Filho” (Caminho a Cristo, p. 63, 64).

Perguntas para consideração

1. “As relações entre Deus e cada pessoa são tão particulares e plenas que é como se não houvesse nenhuma outra por quem tivesse dado Seu amado Filho.” Essa verdade lhe traz conforto? Como você deve viver sabendo que Deus está ao seu lado? Como viver à luz dessa promessa? O que ocorrerá se crermos nisso de todo o coração?

2. Como você entende o Salmo 103:17 e 18? Ainda que o amor de Deus seja eterno, os benefícios do relacionamento com Ele dependem de aceitarmos Seu amor?

Salmo 103:17 e 18 (NAA)2: “17 Mas a misericórdia do Senhor é de eternidade a eternidade sobre os que o temem, e a sua justiça, sobre os filhos dos filhos, 18 para com os que guardam a sua aliança e para com os que se lembram dos seus preceitos e os cumprem.”

3. Entender essa verdade faz diferença em seu relacionamento com Deus? Essa realidade influencia sua maneira de pensar sobre as dificuldades dos outros?

Quinta-feira, 09 de janeiro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Vocês receberam de graça, deem de graça

Lições da Bíblia1:

Assim como o servo jamais conseguiria quitar sua dívida (Mt 18:21-35), nós também nunca seríamos capazes de pagar a Deus, conquistando ou merecendo o Seu amor (Rm 5:8). O amor de Deus é incrível (1Jo 3:1).

No entanto, o que podemos e devemos fazer é refletir o máximo possível o amor de Deus aos outros. Se recebemos grande compaixão e perdão, quanto mais deveríamos conceder compaixão e perdão aos outros? Lembre-se de que o servo perdeu o acesso à compaixão e ao perdão de seu senhor porque não os concedeu ao seu conservo. Se amamos a Deus, não deixaremos de refletir Seu amor aos outros.

6. Qual é a ligação entre o amor de Deus, o nosso amor por Ele e o amor pelos outros? Jo 15:12; 1Jo 3:16; 4:7-12

Jo 15:12 (NAA)2: “O meu mandamento é este: que vocês amem uns aos outros, assim como eu os amei.

1Jo 3:16 (NAA)2: “Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós; portanto, também nós devemos dar a nossa vida pelos irmãos.”

1Jo 4:7-12 (NAA)2: “7 Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de Deus, e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. 8 Quem não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor. 9 Nisto se manifestou o amor de Deus em nós: em haver Deus enviado o seu Filho unigênito ao mundo, para vivermos por meio dele. 10 Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados. 11 Amados, se Deus nos amou de tal maneira, nós também devemos amar uns aos outros. 12 Nunca ninguém viu Deus. Se amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós, e o seu amor é, em nós, aperfeiçoado.

Logo depois de João 15:12, Jesus disse aos discípulos: “Vocês são Meus amigos se fazem o que Eu lhes ordeno” (Jo 15:14). E o que Ele lhes ordenou? Entre outras coisas, Jesus os instruiu (assim como a nós) a amar os outros como Ele nos amou. Nesse e em outros textos, o Senhor nos ordena a amar a Deus e uns aos outros.

Em resumo, devemos reconhecer que recebemos o perdão de uma dívida infinita, que jamais conseguiríamos quitar, que foi paga na cruz por nós. Portanto, devemos amar e louvar a Deus e transmitir amor e graça aos outros. Aquele a quem muito é perdoado ama muito, mas “aquele a quem pouco se perdoa, pouco ama” (Lc 7:47). E quantos de nós falhamos em perceber o quanto fomos perdoados?

Se amar a Deus implica amar os outros, devemos compartilhar com urgência a mensagem do amor de Deus, tanto em palavras quanto em atos. Devemos ajudar as pessoas na vida diária delas, aqui e agora, e também sermos canais do amor de Deus, conduzindo as pessoas para Aquele que lhes oferece a promessa de vida eterna em um novo céu e uma nova Terra – uma criação inteiramente diferente deste mundo que está profundamente marcado e devastado pelo pecado e pela morte, ambos frutos dolorosos da rejeição do amor de Deus.

Que ações você pode realizar para amar a Deus amando os outros, mostrando às pessoas o amor de Deus e convidando-as a desfrutar a promessa da vida eterna?

Quinta-feira, 09 de janeiro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Misericórdia perdida

Lições da Bíblia1:

O amor de Deus é eterno e sempre imerecido. No entanto, podemos aceitá-lo ou rejeitá-lo, mas isso ocorre apenas porque Deus nos ama voluntariamente, com Seu amor perfeito e eterno, antes mesmo de fazermos qualquer coisa (Jr 31:3). Nosso amor por Deus é uma resposta ao que já recebemos, mesmo antes de pedirmos.

5. Leia 1 João 4:7-20, com ênfase nos versículos 7 e 19. O que esse texto nos diz sobre a prioridade do amor de Deus?

1 João 4:7-20 (NAA)2: “7 Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de Deus, e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. 8 Quem não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor. 9 Nisto se manifestou o amor de Deus em nós: em haver Deus enviado o seu Filho unigênito ao mundo, para vivermos por meio dele. 10 Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados. 11 Amados, se Deus nos amou de tal maneira, nós também devemos amar uns aos outros. 12 Nunca ninguém viu Deus. Se amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós, e o seu amor é, em nós, aperfeiçoado. 13 Nisto conhecemos que permanecemos nele e que ele permanece em nós: pelo fato de nos ter dado do seu Espírito. 14 E nós temos visto e damos testemunho de que o Pai enviou o seu Filho como Salvador do mundo. 15 Aquele que confessar que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece nele, e ele permanece em Deus. 16 E nós conhecemos o amor e cremos neste amor que Deus tem por nós. Deus é amor, e aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus permanece nele. 17 Nisto o amor é aperfeiçoado em nós, para que, no Dia do Juízo, mantenhamos confiança; pois, assim como ele é, também nós somos neste mundo. 18 No amor não existe medo; pelo contrário, o perfeito amor lança fora o medo. Porque o medo envolve castigo, e quem teme não é aperfeiçoado no amor. 19 Nós amamos porque ele nos amou primeiro. 20 Se alguém disser: “Amo a Deus”, mas odiar o seu irmão, esse é mentiroso. Pois quem não ama o seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê. 21 E o mandamento que dele temos é este: quem ama a Deus, que ame também o seu irmão.”

O amor de Deus sempre vem em primeiro lugar. Se Ele não nos amasse primeiro, não poderíamos amá-Lo em retorno. Embora Deus nos tenha criado com a capacidade de amar e ser amados, Ele próprio é a base e a fonte do amor. No entanto, temos a escolha de aceitar esse amor e, em seguida, refleti-lo na vida. Essa verdade é exemplificada na parábola do servo que não queria perdoar (Mt 18:23-35).

Na parábola, era impossível o servo pagar o que devia. Ele devia ao senhor dez mil talentos. Um talento equivalia a cerca de seis mil denários. E um denário era o que um trabalhador recebia por um dia de trabalho (Mt 20:2). Um trabalhador levaria seis mil dias para ganhar um talento. Descontando os dias de folga, ele conseguiria trabalhar 300 dias por ano e, assim, ganhar 300 denários. Levaria cerca de 20 anos para pagar um talento, que consistia em seis mil denários (seis mil dividido por 300 é igual a 20). Para juntar dez mil talentos, então, um trabalhador médio teria que trabalhar 200 mil anos. Em resumo, o servo jamais conseguiria pagar a dívida. Mesmo assim, o senhor sentiu compaixão do servo e perdoou generosamente a sua enorme dívida.

Porém, quando o servo perdoado se recusou a perdoar a dívida muito menor de 100 denários de um de seus conservos e o lançou na prisão por causa da dívida, o senhor ficou indignado e anulou seu perdão. O servo perdeu o acesso ao amor e ao perdão de seu senhor. Embora a compaixão e a misericórdia de Deus jamais se esgotem, podemos rejeitar e até mesmo perder o acesso aos benefícios dessas dádivas.

Já pensou em tudo aquilo que Deus já lhe perdoou e no custo do perdão? O que isso deve lhe ensinar sobre perdoar os outros?

Quarta-feira, 08 de janeiro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Relacionamento condicional

Lições da Bíblia1:

Deus convida cada pessoa a desenvolver um relacionamento de profundo amor com Ele (Mt 22:1-14). Responder a esse convite de modo adequado envolve obedecer ao mandamento de amar a Deus e aos outros (Mt 22:37-39). Para desfrutar os benefícios desse relacionamento com Deus, precisamos aceitar voluntariamente Seu amor.

4. É possível rejeitar o amor de Deus e até mesmo perder o acesso aos benefícios desse amor? Os 9:15; Jr 16:5; Rm 11:22; Jd 21

Os 9:15 (NAA)2: “Toda a maldade deles se acha em Gilgal; foi ali que comecei a odiá-los. Por causa da maldade das suas ações, eu os expulsarei da minha casa. Não os amarei mais. Todos os seus príncipes são rebeldes.”

Jr 16:5 (NAA)2: “Porque assim diz o Senhor: Não entre em casa onde há luto, nem vá pranteá-los ou consolar os enlutados. Porque deste povo retirei a minha paz, diz o Senhor, e também a minha bondade e a minha compaixão.

Rm 11:22 (NAA)2: “Considere, pois, a bondade e a severidade de Deus: para com os que caíram, severidade; mas, para com você, a bondade de Deus, desde que você permaneça nessa bondade. Do contrário, também você será cortado.

Jd 21 (NAA)2: “mantenham-se no amor de Deus, esperando a misericórdia do nosso Senhor Jesus Cristo, que conduz para a vida eterna.”

Os benefícios do relacionamento de amor com Deus estão condicionados à resposta humana ao Seu amor. No entanto, não devemos cometer o erro de pensar que Deus deixa de amar alguém. Seu amor é eterno. É verdade que, em Oseias 9:15, Deus diz a respeito do Seu povo: “Não os amarei mais”. Contudo, é importante lembrar que, no mesmo livro, Ele declara sobre Seu povo: “Eu […] os amarei com generosidade” (Os 14:4, NVI). Portanto, Oseias 9:15 não pode significar que Deus deixa de amar completamente Seu povo. Em vez disso, esse verso deve se referir à condicionalidade de algum aspecto ou benefício específico do relacionamento de amor com Deus. E a nossa resposta ao Seu amor é crucial para a continuidade desse relacionamento.

Jesus disse aos discípulos: “Aquele que tem os Meus mandamentos e os guarda, esse é o que Me ama; e aquele que Me ama será amado por Meu Pai, e Eu também o amarei e Me manifestarei a ele” (Jo 14:21). E acrescenta: “O próprio Pai os ama, visto que vocês Me amam e creem que Eu vim da parte de Deus” (Jo 16:27).

A manutenção dos benefícios do relacionamento salvífico com Deus depende de aceitarmos Seu amor (o que envolve a disposição de sermos veículos desse amor). Isso não significa que o amor de Deus acaba. Não podemos impedir que o Sol brilhe, mas podemos evitar os seus raios. Não podemos deter o amor eterno de Deus, mas podemos, em última instância, rejeitar um relacionamento com Ele e, assim, desligar-nos daquilo que Deus oferece, especialmente a promessa da vida eterna.

Terça-feira, 07 de janeiro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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O e terno amor de Deus

Lições da Bíblia1:

As Escrituras são claras: Deus ama a todos. O verso mais conhecido da Bíblia, João 3:16, ensina essa verdade: “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo o que Nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”

1. Leia Salmo 33:5; 145:9. O que esses versículos ensinam sobre até onde a bondade e a misericórdia de Deus alcançam?

Salmo 33:5 (NAA)2: “Ele ama a justiça e o direito; a terra está cheia da bondade do Senhor.

Salmo 145:9 (NAA)2: “O Senhor é bom para todos, e as suas misericórdias permeiam todas as suas obras.”

Algumas pessoas podem achar que não são dignas de amor, ou que Deus pode amar a todos, menos a elas. No entanto, a Bíblia ensina repetidas vezes que cada pessoa é amada por Deus. Não há ninguém a quem Ele não ame. E, pelo fato de amar a todos, Deus também deseja que todos sejam salvos.

2. Leia 2 Pedro 3:9; 1 Timóteo 2:4; Ezequiel 33:11. O que esses textos ensinam sobre o desejo de Deus de salvar todas as pessoas?

2 Pedro 3:9 (NAA)2: “O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a julguem demorada. Pelo contrário, ele é paciente com vocês, não querendo que ninguém pereça, mas que todos cheguem ao arrependimento.”

1 Timóteo 2:4 (NAA)2: “que deseja que todos sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade.”

Ezequiel 33:11 (NAA)2: “Diga-lhes: Tão certo como eu vivo, diz o Senhor Deus, não tenho prazer na morte do ímpio, mas em que o ímpio se converta do seu caminho e viva. Convertam-se! Convertam-se dos seus maus caminhos! Por que vocês haveriam de morrer, ó casa de Israel?”

O verso que vem depois de João 3:16 diz: “Deus enviou o Seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por Ele” (Jo 3:17). Se dependesse unicamente de Deus, todos aceitariam Seu amor e seriam salvos. Mas Ele não força Seu amor sobre ninguém. Podemos aceitá-lo ou rejeitá-lo.

E mesmo que muitas pessoas rejeitem esse amor, Deus nunca deixará de amá-las. Em Jeremias 31:3, o Senhor diz ao Seu povo: “Com amor eterno Eu a amei; por isso, com bondade a atraí.” Em outras passagens, a Bíblia ensina repetidamente que o amor de Deus dura para sempre (veja, por exemplo, o Salmo 136). O amor de Deus nunca acaba; é eterno. Isso é algo difícil para nosso entendimento, já que muitas vezes achamos fácil deixar de amar os outros, não é verdade?

No entanto, se nós, como indivíduos, conseguíssemos aprender a experimentar a realidade desse amor, ou seja, conhecer por nós mesmos o amor de Deus, poderíamos viver e tratar os outros de forma bem diferente.

Se Deus ama a todos, isso significa que Ele ama pessoas de caráter questionável, certo? O que isso nos ensina sobre como nos relacionarmos com elas?

Segunda-feira, 06 de janeiro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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