Deus não Se agrada em afligir

Lições da Bíblia1:

Deus demonstra repetidamente Sua preocupação com os oprimidos, assim como Sua justa indignação contra os que causam sofrimento. Se o mal não existisse, Deus não Se iraria. Sua ira é exclusivamente dirigida contra o que prejudica Suas criaturas.

“Não é do Seu agrado trazer aflição” (Lm 3:32, 33, NVI). O texto hebraico diz, literalmente, que Deus “não aflige do Seu coração”. Ele não deseja trazer juízo contra os malfeitores, mas, em última análise, o amor demanda justiça.

Essa verdade é vista na persistência de Deus em perdoar o povo e conceder-lhe oportunidades de reconciliação. Por meio dos profetas, Deus chamou o povo inúmeras vezes, mas ele se recusou a ouvir e se arrepender (Jr 35:14-17; Sl 81:11-14).

4. Por que Deus trouxe juízo a Jerusalém por meio dos babilônios? Por que Ele puniu os babilônios depois? Ed 5:12; 2Cr 36:16; Jr 51:24, 25, 44

Ed 5:12 (NAA)2: “Mas, depois que os nossos pais provocaram o Deus dos céus à ira, ele os entregou nas mãos de Nabucodonosor, rei da Babilônia, o caldeu, o qual destruiu este templo e transportou o povo para a Babilônia.

2Cr 36:16 (NAA)2: “Mas eles zombaram dos mensageiros de Deus, desprezaram as palavras dele e debocharam dos seus profetas, até que a ira do Senhor veio sobre o seu povo, e não houve mais remédio.”

Jr 51:24, 25, 44 (NAA)2: “24 — Diante dos olhos de vocês, pagarei à Babilônia e a todos os moradores da Caldeia toda a maldade que fizeram em Sião, diz o Senhor. 25 ‘Eis que sou contra você, ó montanha destruidora, que destrói toda a terra’, diz o Senhor. ‘Estenderei a mão contra você, farei com que role do alto das rochas e se transforme em monte queimado.’ […] Castigarei Bel na Babilônia e farei com que lance de sua boca o que engoliu. As nações nunca mais afluirão a ele. Também a muralha da Babilônia cairá.

Depois que o povo, de maneira persistente e impenitente, provocou a ira de Deus, Ele finalmente Se afastou e “entregou” o povo “nas mãos de Nabucodonosor, rei da Babilônia” (Ed 5:12). Mas Deus fez isso somente quando “não houve mais remédio” (2Cr 36:16). E mais tarde trouxe juízo sobre Babilônia por causa da destruição excessiva que havia infligido a Judá (Jr 51:24, 25, 44; Zc 1:15).

Muitos juízos descritos nas Escrituras como provenientes de Deus são explicados como situações em que Ele “entrega” o povo aos seus inimigos (Jz 2:13, 14; Sl 106:41, 42), em decorrência das decisões do povo de abandonar o Senhor e servir aos “deuses” das nações (Jz 10:6-16; Dt 29:24-26). A ira de Deus contra o mal, que resultará na erradicação definitiva e completa da maldade, brota do Seu amor por toda a humanidade e do Seu desejo de alcançar o bem final do Universo. Tal ira reflete não apenas a preocupação de Deus com o destino humano, mas também o envolvimento do próprio Universo no problema do pecado, da rebelião e da maldade.

Deus não quer trazer juízo sobre ninguém. Isso influencia sua compreensão da ira divina? Se Deus é tardio em irar-Se, não deveríamos ser mais pacientes com os outros? Como fazer isso e, ao mesmo tempo, proteger as vítimas de injustiças?

Quarta-feira, 29 de janeiro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O anor e a justiça de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 519, jan. fev. mar. 2025. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Indignação justa

Lições da Bíblia1:

Embora haja muitas formas inadequadas de ira, a Bíblia também ensina que existe uma “indignação justa”.

Imagine uma mãe observando a filha de três anos brincando no parquinho e, de repente, um homem ataca sua filha. Ela não deveria ficar irada? Claro! A ira é a resposta adequada do amor em tal circunstância. Esse exemplo nos ajuda a compreender a “justa indignação” de Deus.

O que a reação de Jesus à forma como o templo estava sendo usado nos diz sobre a ira de Deus contra o mal? Mt 21:12, 13; Jo 2:14, 15

Mt 21:12, 13 (NAA)2: “12 Jesus entrou no templo e expulsou todos os que ali vendiam e compravam. Derrubou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas. 13 E disse-lhes: — Está escrito: ‘A minha casa será chamada ‘Casa de Oração’.’ Mas vocês estão fazendo dela um covil de salteadores.

Jo 2:14, 15 (NAA)2: “14 E encontrou no templo os que vendiam bois, ovelhas e pombas e também os cambistas assentados. 15 Tendo feito um chicote de cordas, expulsou todos do templo, com as ovelhas e os bois. Derramou o dinheiro dos cambistas pelo chão, virou as mesas

Jesus demonstrou um “zelo piedoso”, a justa indignação com aqueles que haviam profanado o templo de Deus, transformando-o em um “covil de salteadores”, e, com isso, explorando viúvas, órfãos e pobres (Mt 21:13; compare com Jo 2:16). Em vez de simbolizar o perdão gracioso de Deus e a purificação dos pecadores, o templo e os rituais religiosos estavam sendo utilizados para enganar e oprimir as pessoas mais vulneráveis. Diante dessa atitude abominável, não seria justo que Jesus ficasse irado?

Marcos apresenta outros dois exemplos de Sua justa indignação. Quando trouxeram crianças a Jesus e “os discípulos os repreendiam”, Ele “indignou-Se”. E então lhes disse: “Deixem que os pequeninos venham a Mim” (Mc 10:13, 14).

Em outra ocasião, quando os fariseus aguardavam para acusar Jesus de violar o sábado ao curar nesse dia, Jesus lhes perguntou: “É lícito nos sábados fazer o bem ou fazer o mal? Salvar uma vida ou deixar morrer?” Ele olhou “em volta, indignado e entristecido com a dureza de coração daquelas pessoas”, e então curou o homem (Mc 3:4, 5). Nessa passagem, a ira de Cristo está associada à tristeza pela dureza de coração. Trata-se da justa indignação do amor, assim como a ira atribuída a Deus no AT. Como poderia o amor não se abalar diante do mal, especialmente quando o mal causa sofrimento às pessoas amadas?

Como evitar a armadilha de justificar a ira egoísta como se fosse “justa indignação”? Por que é comum cair nesse erro e como nos proteger dessa tendência sutil, mas real?

Terça-feira, 28 de janeiro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O anor e a justiça de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 519, jan. fev. mar. 2025. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Deus é tardio em irar-Se

Lições da Bíblia1:

Deus fica irado diante do mal porque Ele é amor. O Senhor é tão compassivo e cheio de graça que um profeta bíblico chegou a criticá-Lo por ser misericordioso demais!

Reflita sobre a reação de Jonas ao perdão de Deus aos ninivitas. O que isso nos diz sobre Jonas e sobre Deus? Jn 4:1-4; Mt 10:8

Jn 4:1-4 (NAA)2: “1 Mas Jonas ficou muito aborrecido e com raiva. 2 Ele orou ao Senhor e disse: — Ah! Senhor! Não foi isso que eu disse, estando ainda na minha terra? Por isso, me adiantei, fugindo para Társis, pois sabia que tu és Deus bondoso e compassivo, tardio em irar-se e grande em misericórdia, e que mudas de ideia quanto ao mal que anunciaste. 3 Agora, Senhor, peço que me tires a vida, porque para mim é melhor morrer do que viver. 4 E o Senhor disse: — Você acha que é razoável essa sua raiva?”

Mt 10:8 (NAA)2: “Curem enfermos, ressuscitem mortos, purifiquem leprosos, expulsem demônios. Vocês receberam de graça; portanto, deem de graça.”

A reação de Jonas revela dois fatos principais. Primeiro, mostra a severidade de Jonas. Ele odiava tanto os assírios pelo que haviam feito a Israel que não queria que Deus lhes demonstrasse misericórdia alguma.

Que lição para nós! Devemos ter cuidado com essa atitude, mesmo que pareça lógica. As pessoas que receberam a graça de Deus deveriam ser as primeiras a reconhecer que essa graça é imerecida e, assim, estar dispostas a estendê-la aos outros.

Em segundo lugar, a reação de Jonas reforça o fato de que a compaixão é central no caráter de Deus. Jonas estava tão familiarizado com a misericórdia de Deus que sabia que Ele desistiria de trazer juízo contra Nínive (Jn 4:2). Deus trata de forma justa e misericordiosa a todos os povos e nações.

A expressão traduzida como “tardio em irar-Se” (NAA) ou “paciente” (NTLH) significa literalmente “ter um nariz comprido”. No hebraico, a ira era associada metaforicamente ao nariz, e o comprimento do nariz representa quanto tempo alguém leva para ficar irado.

Referências a Deus como tendo um “nariz comprido” significam que Ele é tardio em irar-Se e muito paciente. Enquanto podemos ficar irados rapidamente, Deus é longânimo e paciente, concedendo Sua graça de maneira generosa. No entanto, isso não significa justificar o pecado ou fechar os olhos à injustiça. Pelo contrário, o próprio Deus, na cruz, realizou expiação do pecado e do mal, para que pudesse ser justo e, ao mesmo tempo, declarar justos aqueles que creem em Jesus (Rm 3:25, 26).

Você já falhou em demonstrar misericórdia a alguém que o ofendeu? Como podemos nos lembrar do que Deus fez por nós para então estender graça aos outros? Como fazer isso sem justificar o pecado nem tolerar o abuso e a opressão?

Segunda-feira, 27 de janeiro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O anor e a justiça de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 519, jan. fev. mar. 2025. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Angustiado pelo mal

Lições da Bíblia1:

Deus ama a justiça e odeia o mal. O pecado e o mal despertam ira, uma emoção expressa em favor dos injustiçados, mesmo nos casos em que o mal afeta principalmente a própria pessoa. Deus odeia o mal porque ele causa dor às Suas criaturas, inclusive quando é causado por elas mesmas. Deus é repetidamente provocado à ira pelo que os estudiosos chamam de “ciclo da rebelião”:

  1. O povo se rebela contra Deus e pratica o mal, incluindo atrocidades horríveis, como o sacrifício de crianças e outras ações abomináveis aos olhos do Senhor.
  2. Deus Se afasta em resposta às escolhas do próprio povo.
  3. O povo é oprimido por nações estrangeiras.
  4. Ele clama a Deus por libertação.
  5. Em Sua graça, Deus concede libertação ao povo.
  6. O povo volta a se rebelar contra Deus, às vezes errando de uma forma ainda mais gritante.
  7. Diante desse ciclo de maldade e infidelidade, Deus enfrenta repetidamente a infidelidade humana, mas mantém Sua fidelidade sem fim, longanimidade inabalável, graça extraordinária e profunda compaixão.

1. Leia o Salmo 78. O que essa passagem revela sobre a resposta de Deus diante das frequentes rebeliões de Seu povo?

Salmo 78 (NAA): “1 Meu povo, escute a minha lei; dê ouvidos às palavras da minha boca. 2 Abrirei os meus lábios para proferir parábolas e publicarei enigmas dos tempos antigos. 3 O que ouvimos e aprendemos, o que os nossos pais nos contaram, 4 não o encobriremos a seus filhos; contaremos à geração vindoura os louvores do Senhor, e o seu poder, e as maravilhas que fez. 5 Ele estabeleceu um testemunho em Jacó, e instituiu uma lei em Israel, e ordenou aos nossos pais que os transmitissem a seus filhos, 6 a fim de que a nova geração os conhecesse, e os filhos que ainda hão de nascer se levantassem e, por sua vez, os contassem aos seus descendentes; 7 para que pusessem a sua confiança em Deus e não se esquecessem dos feitos de Deus, mas lhe observassem os mandamentos; 8  e que não fossem, como seus pais, geração obstinada e rebelde, geração de coração inconstante, e cujo espírito não foi fiel a Deus. 9 Os filhos de Efraim, embora armados com arcos, bateram em retirada no dia do combate. 10 Não guardaram a aliança de Deus, não quiseram andar na sua lei; 11 esqueceram-se das suas obras e das maravilhas que lhes havia mostrado.  12 Deus fez prodígios na presença de seus pais na terra do Egito, no campo de Zoã. 13 Dividiu o mar e os fez passar por ele; fez parar as águas como um montão. 14 Durante o dia, os guiou com uma nuvem e de noite, com um clarão de fogo. 15 No deserto, fendeu rochas e lhes deu de beber abundantemente como de abismos.  16 Da pedra fez brotar torrentes, fez manar água como rios. 17 Mas, ainda assim, continuaram a pecar contra ele e se rebelaram, no deserto, contra o Altíssimo. 18 Tentaram a Deus no seu coração, pedindo alimento que lhes fosse do gosto. 19 Falaram contra Deus, dizendo: ‘Será que Deus pode preparar-nos uma mesa no deserto? 20 É verdade que ele feriu a rocha, e dela manaram águas, transbordaram as torrentes. Mas será que ele pode dar-nos pão também? Ou fornecer carne para o seu povo?’ 21 Ouvindo isto, o Senhor ficou indignado; acendeu-se fogo contra Jacó, e também se levantou o seu furor contra Israel, 22 porque não creram em Deus, nem confiaram na sua salvação. 23 Mesmo assim, deu ordens às nuvens e abriu as portas dos céus; 24 fez chover maná sobre eles, para alimentá-los, e lhes deu cereal do céu. 25 Todos comeram o pão dos anjos; ele enviou-lhes comida à vontade. 26 Fez soprar no céu o vento do Oriente e pelo seu poder conduziu o vento do Sul. 27 Também fez chover sobre eles carne como poeira e aves numerosas como a areia do mar. 28 Fez com que caíssem no meio do arraial deles, ao redor de suas tendas. 29 Então comeram e se fartaram a valer; pois lhes fez o que desejavam. 30 Porém não reprimiram o apetite. Ainda tinham o alimento na boca, 31 quando se elevou contra eles a ira de Deus, e entre os seus mais robustos semeou a morte, e prostrou os jovens de Israel. 32 Apesar de tudo isso, continuaram a pecar e não creram nas maravilhas de Deus. 33 Por isso, ele fez com que os seus dias se dissipassem num sopro e os seus anos, em súbito terror. 34 Quando os fazia morrer, eles o buscavam; arrependidos, procuravam Deus. 35 Lembravam-se de que Deus era a sua rocha e o Deus Altíssimo, o seu Redentor. 36 Lisonjeavam-no, porém de boca, e com a língua lhe mentiam.  37 Porque o coração deles não era firme para com ele, nem foram fiéis à sua aliança. 38 Ele, porém, que é misericordioso, perdoa a iniquidade e não destrói; muitas vezes desvia a sua ira e não desperta toda a sua indignação. 39 Lembra-se de que eles são simples mortais, vento que passa e não volta mais. 40 Quantas vezes se rebelaram contra ele no deserto e nos lugares áridos lhe causaram tristeza! 41 Tornaram a pôr Deus à prova, ofenderam o Santo de Israel. 42 Não se lembraram do poder dele, nem do dia em que os resgatou do adversário; 43 de como no Egito ele operou os seus sinais e os seus prodígios, no campo de Zoã; 44 e transformou em sangue os rios deles, para que das suas correntes não bebessem. 45 Enviou contra eles enxames de moscas que os devorassem e rãs que os destruíssem.  46 Entregou às lagartas as suas colheitas e aos gafanhotos, o fruto do seu trabalho. 47 Com chuvas de pedra lhes destruiu as vinhas e os seus sicômoros, com geada. 48 Entregou ao granizo o gado deles e aos raios, os seus rebanhos. 49 Lançou contra eles o furor da sua ira: cólera, indignação e calamidade, legião de anjos portadores de males. 50 Deu livre curso à sua ira; não poupou da morte a alma deles, mas entregou a vida deles à peste. 51 Matou todos os primogênitos no Egito, as primícias do vigor nas tendas de Cam. 52 Fez sair o seu povo como ovelhas e o guiou pelo deserto, como um rebanho. 53 Dirigiu-o com segurança, e não tiveram medo, ao passo que o mar submergiu os seus inimigos. 54 Levou-os até a sua terra santa, até o monte que a sua mão direita adquiriu. 55 Da presença deles expulsou as nações, cuja região repartiu com eles por herança; e nas suas tendas fez habitar as tribos de Israel. 56 Ainda assim, tentaram o Deus Altíssimo, e a ele resistiram, e não lhe guardaram os testemunhos. 57 Tornaram atrás e foram infiéis como os seus pais; desviaram-se como um arco enganoso. 58 Pois o provocaram à ira com os seus lugares altos e com as suas imagens de escultura despertaram o seu ciúme.Deus ouviu isso e se indignou; rejeitou completamente o povo de Israel. 60 Por isso, abandonou o tabernáculo de Siló, a tenda de sua morada aqui na terra, 61 e passou a arca da aliança ao cativeiro, e a sua glória, à mão do adversário. 62 Entregou o seu povo à espada e se encolerizou contra a sua própria herança. 63 O fogo devorou os jovens deles, e as suas donzelas não tiveram canto nupcial. 64 Os seus sacerdotes caíram à espada, e as suas viúvas não fizeram lamentações. 65 Então o Senhor despertou como de um sono, como um valente que grita excitado pelo vinho; 66 fez recuar a golpes os seus adversários e os entregou a perpétuo desprezo. 67 Além disso, rejeitou a tenda de José e não elegeu a tribo de Efraim. 68 Pelo contrário, escolheu a tribo de Judá, o monte Sião, que ele amava. 69 E construiu o seu santuário durável como os céus e firme como a terra que estabeleceu para sempre. 70 Também escolheu o seu servo Davi, e o tirou do aprisco das ovelhas, 71 do cuidado das ovelhas e suas crias, para ser o pastor de Jacó, seu povo, e de Israel, sua herança. 72 E ele os apascentou segundo a integridade do seu coração e os dirigiu com sábias mãos.

Amor e justiça estão interligados. A ira divina é a resposta adequada do amor contra o mal, pois o mal sempre causa sofrimento a quem Deus ama. Não há nenhum caso nas Escrituras em que Deus fique irado de forma arbitrária ou injusta.

E embora o povo de Deus O tenha abandonado e traído repetidas vezes ao longo dos séculos, Ele continuou pacientemente a conceder compaixão além de todas as expectativas razoáveis (Ne 9:7-33), demonstrando assim a profundidade insondável de Sua compaixão longânima e de Seu amor misericordioso. Na verdade, de acordo com o Salmo 78:38, Deus, por ser “misericordioso, perdoa a iniquidade e não destrói; muitas vezes desvia a Sua ira e não desperta toda a Sua indignação”.

Você já ficou indignado com o mal feito a outros? Essa emoção o ajuda a entender a ira de Deus diante do mal?

Domingo, 26 de janeiro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O anor e a justiça de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 519, jan. fev. mar. 2025. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

A ira do amor divino

Loções da Bíblia1:

“Contudo, Ele foi misericordioso; perdoou-lhes as maldades e não os destruiu. Vez após vez conteve a Sua ira, sem despertá-la totalmente” (Sl 78:38, NVI).

Embora a compaixão de Deus seja frequentemente reconhecida e admirada, muitos acham perturbadora a ideia de Sua ira. Para alguns, parece contraditório que um Deus de amor possa expressar ira. No entanto, essa noção é equivocada, pois a ira divina é uma manifestação direta de Seu amor.

Alguns afirmam que o Deus do AT é um Deus de ira, enquanto o Deus do NT é um Deus de amor. Mas existe apenas um Deus, revelado como o mesmo em ambos os testamentos. O Deus que é amor manifesta ira contra o mal – precisamente por causa de Seu amor. O próprio Jesus expressou profunda ira contra o mal, e o NT ensina repetidamente sobre a ira justa e apropriada de Deus.

A ira de Deus representa sempre Sua reação justa e amorosa diante do mal e da injustiça. Essa ira divina é uma justa indignação provocada pela bondade e pelo amor perfeitos, buscando o pleno desenvolvimento de toda a criação. A ira de Deus é, em essência, a resposta adequada de amor ao mal e à injustiça. Assim, o mal desperta a paixão de Deus em defesa das vítimas e contra os responsáveis pelo mal. Portanto, a ira divina é outra manifestação do amor divino.

Sábado, 25 de janeiro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O anor e a justiça de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 519, jan. fev. mar. 2025. Adulto, Professor.

Um Deus apaixonado e compassivo – Estudo adicional

Lições da Bíblia1:

Leia, de Ellen G. White, O Maior Discurso de Cristo [CPB, 2022], p. 10-34 (“As bem-aventuranças”).

“Os que têm intuição de sua profunda pobreza espiritual e veem que em si mesmos nada possuem de bom encontrarão justiça e força olhando para Jesus. […]

“Ele nos sugere que troquemos nossa pobreza pelas riquezas de Sua graça. Não somos dignos do amor de Deus, mas Cristo, nossa segurança, é digno e completamente capaz de salvar todos os que recorrem a Ele. Qualquer que tenha sido nossa vida passada, por mais desanimadoras que sejam as circunstâncias presentes, se formos a Jesus exatamente como somos, fracos, incapazes e desesperançados, nosso compassivo Salvador dará todos os passos necessários ao nosso encontro e em torno de nós lançará os braços de amor e as vestes de Sua justiça. Ele nos apresenta ao Pai trajados nas vestes brancas de Seu próprio caráter. Ele roga a Deus em nosso favor, dizendo: ‘Eu tomei o lugar do pecador. Não olhe para este filho desgarrado, mas para Mim.’ Quando Satanás intervém em altos brados contra nós, acusando-nos de pecado e reivindicando-nos como presa sua, o sangue de Cristo intercede com maior poder” (O Maior Discurso de Cristo, p. 11, 12).

Perguntas para consideração

1. Jesus nos “apresenta ao Pai trajados nas vestes brancas de Seu próprio caráter”. Podemos ficar desanimados devido aos nossos pecados e não conseguir refletir o amor que Deus derrama sobre nós. Apesar disso, por que devemos sempre retornar à maravilhosa notícia de que somos aceitos por Deus por meio de Jesus?

2. Na história das mulheres que se apresentaram a Salomão, como a mãe verdadeira se sentiu? Pense na figura da compaixão materna (1Rs 3:26). Isso esclarece a linguagem usada para descrever as emoções de Deus para com Seu povo (Os 11:8)?

3. Em Sua compaixão, como Jesus respondia às necessidades das pessoas? Ele as supria. De que formas práticas podemos oferecer conforto aos que necessitam dele?

Sexta-feira, 24 de janeiro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Compassivo e apaixonado

Lições da Bíblia1:

Deus é compassivo e apaixonado, e essas emoções divinas são exemplificadas de forma suprema em Jesus Cristo. Deus Se compadece de nós (Is 63:9; Hb 4:15), é tocado pelo sofrimento de Seu povo (Jz 10:16; Lc 19:41) e está disposto a ouvir, responder e oferecer conforto (Is 49:10, 15; Mt 9:36; 14:14).

5. Leia 1 Coríntios 13:4-8. Como esse texto nos convida a refletir o amor compassivo de Deus em nossos relacionamentos com os outros?

1 Coríntios 13:4-8 (NAA)2: “4 O amor é paciente e bondoso. O amor não arde em ciúmes, não se envaidece, não é orgulhoso, 5 não se conduz de forma inconveniente, não busca os seus interesses, não se irrita, não se ressente do mal. 6 O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade. 7 O amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. 8 O amor jamais acaba. Havendo profecias, desaparecerão; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, passará.”

Buscamos nos relacionar com pessoas que possuam o amor descrito em 1 Coríntios 13:4 a 8. Mas com que frequência nos esforçamos para nos tornar esse tipo de pessoa para os outros? A verdade é que não conseguimos, por nós mesmos, ter essas qualidades do amor (1Co 13:7, 8). Só podemos vivenciar esse amor como fruto do Espírito Santo. Devemos louvar ao Senhor porque o Espírito Santo derrama o amor de Deus no coração daqueles que, pela fé, estão em Cristo Jesus (Rm 5:5).

Diante disso, devemos nos perguntar: pela graça de Deus e pelo poder do Espírito Santo, como podemos, na prática, responder e refletir o amor divino – que é profundamente emocional, mas sempre perfeitamente justo e racional? Primeiro, a única resposta adequada é adorar o Deus que é amor. Em segundo lugar, devemos responder ao amor de Deus expressando compaixão e amor benevolente pelos outros de forma ativa. Não devemos apenas buscar conforto em nossa fé cristã, mas também sermos motivados a consolar os outros. Por fim, devemos reconhecer que não temos o poder de transformar nosso coração. Somente Deus pode fazê-lo.

Devemos, portanto, pedir a Deus que nos dê um novo coração, repleto de amor puro e purificador para com Ele e para com os outros, que exalta o que é bom e remove toda sujeira que há dentro de nós.

Que esta seja nossa oração: “E o Senhor faça com que cresça” “o amor de uns para com os outros e para com todos”, “a fim de que o [nosso coração] seja fortalecido em santidade, isento de culpa, na presença de nosso Deus e Pai” (1Ts 3:12, 13).

Por que morrer para si mesmo, para o egoísmo e para a corrupção é o único modo de revelar esse amor? Que decisões podemos tomar para experimentar essa morte?

Quinta-feira, 23 de janeiro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Um Deus ciumento?

Lições da Bíblia1:

A expressão “Deus compassivo” vem de el rahum (Dt 4:31), em que el significa “Deus” e rahum está ligado à palavra que significa “compaixão” (rah am). No entanto, o Senhor é chamado não apenas de Deus compassivo, mas também de “Deus zeloso” ou, mais literalmente, “Deus ciumento” (el qana’). “O Senhor, o Deus de vocês, é fogo consumidor, é Deus zeloso [el qana’]” (Dt 4:24; Dt 6:15; Js 24:19; Na 1:2).

4. Paulo diz que o “amor não arde em ciúmes” (1Co 13:4). Como, então, o Senhor pode ser ciumento? Leia 2 Coríntios 11:2 e considere a forma como o povo de Deus foi infiel a Ele ao longo da história (Sl 78:58). Que luz essas passagens lançam sobre a ideia do “ciúme” divino?

2 Coríntios 11:2 (NAA)2: “Tenho zelo por vocês com um zelo que vem de Deus, pois eu preparei vocês para apresentá-los como virgem pura a um só esposo, que é Cristo.

Salmo 78:58 (NAA)2: “Pois o provocaram à ira com os seus lugares altos e com as suas imagens de escultura despertaram o seu ciúme.”

O “ciúme” de Deus é mal interpretado. Quando afirmamos que um parceiro é ciumento, isso não é elogio. O termo “ciúme” tem sentido negativo. No entanto, na Bíblia, o ciúme divino não é associado a algo negativo, mas é o zelo justo de um marido amoroso que busca fidelidade e um relacionamento exclusivo com sua esposa.

Embora exista um tipo de ciúme contrário ao amor (1Co 13:4), de acordo com 2 Coríntios 11:2 existe um “ciúme” bom e justo. Paulo se refere a ele como o ciúme “que vem de Deus” (2Co 11:2). O ciúme divino é exclusivamente e sempre justo, podendo ser entendido como o amor apaixonado de Deus por Seu povo.

A paixão (qana’) de Deus por Seu povo decorre do Seu profundo amor por ele. O Senhor deseja um relacionamento exclusivo com Seu povo. Somente Ele deve ser nosso Deus. No entanto, o Senhor é descrito como um cônjuge desprezado, cujo amor não é correspondido (Os 1–3; Jr 2:2; 3:1-12). Assim, o “ciúme” ou “zelo” de Deus sempre é justificado, pois é uma reação à infidelidade e à iniquidade das pessoas. O ciúme (ou “amor apaixonado”) de Deus não possui nenhuma das conotações negativas do ciúme humano. Nunca se trata de inveja, mas sempre da paixão justa e apropriada de Deus por um relacionamento exclusivo com o Seu povo e para o bem deste.

Como cultivar em relação aos outros o “ciúme” positivo que Deus demonstra em relação a nós?

Quarta-feira, 22 de janeiro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O anor e a justiça de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 519, jan. fev. mar. 2025. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.