Apegue-se ao amor e à justiça

Lições da Bíblia1:

As Escrituras ensinam que o Senhor “é Deus; Ele é o Deus fiel, que guarda a aliança e a misericórdia até mil gerações aos que O amam e cumprem os Seus mandamentos” (Dt 7:9). Seu caráter de bondade e amor foi demonstrado de forma suprema por Jesus na cruz (veja Rm 3:25, 26; 5:8). De acordo com o Salmo 100:5, “o Senhor é bom, e o Seu amor leal dura para sempre; a Sua fidelidade permanece por todas as gerações” (NVI; compare com Sl 89:2). Assim, podemos confiar em Deus, pois Ele dá apenas boas dádivas aos Seus filhos (Tg 1:17 [“Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação ou sombra de mudança.”]; compare com Lc 11:11-13 [“11 Quem de vocês, sendo pai, daria uma cobra ao filho que lhe pede um peixe? 12 Ou daria um escorpião ao filho que lhe pede um ovo? 13 Ora, se vocês, que são maus, sabem dar coisas boas aos seus filhos, quanto mais o Pai celeste dará o Espírito Santo aos que lhe pedirem!”]. Na verdade, Ele concede coisas boas até mesmo àqueles que se posicionam como Seus inimigos.

8. Leia Mateus 5:43-48. O que esse texto ensina sobre o amor de Deus? Como devemos agir em relação aos outros à luz desse ensino de Jesus?

Mateus 5:43-48 (NAA)2: “43 — Vocês ouviram o que foi dito: ‘Ame o seu próximo e odeie o seu inimigo.’ 44 Eu, porém, lhes digo: amem os seus inimigos e orem pelos que perseguem vocês, 45 para demonstrarem que são filhos do Pai de vocês, que está nos céus. Porque ele faz o seu sol nascer sobre maus e bons e vir chuvas sobre justos e injustos. 46 Porque, se vocês amam aqueles que os amam, que recompensa terão? Os publicanos também não fazem o mesmo? 47 E, se saudarem somente os seus irmãos, o que é que estão fazendo de mais? Os gentios também não fazem o mesmo? 48 Portanto, sejam perfeitos como é perfeito o Pai de vocês, que está no céu.

O amor de Deus é perfeito. O amor imperfeito é aquele que expressamos apenas a quem nos ama. O Senhor, porém, ama até mesmo os que O odeiam, inclusive os que se colocam como Seus inimigos. Seu amor é completo e, portanto, perfeito.

Embora o amor e a misericórdia de Deus excedam grandemente todas as expectativas razoáveis, nunca anulam nem contradizem a justiça. Pelo contrário, o amor divino une a justiça e a misericórdia (Sl 85:10). Da mesma forma, a Bíblia exorta: “Siga o amor e a justiça, e espere sempre no seu Deus” (Os 12:6; Lc 11:42).

No fim, o próprio Deus trará justiça perfeita. Romanos 2:5 ensina que o Seu “justo juízo” será revelado. Por fim, os redimidos cantarão: “Grandes e admiráveis são as Tuas obras, Senhor Deus, Todo-Poderoso! Justos e verdadeiros são os Teus caminhos, ó Rei das nações! Quem não temerá e não glorificará o Teu nome, ó Senhor? Pois só Tu és santo. Por isso, todas as nações virão e se prostrarão diante de Ti, porque os Teus atos de justiça se fizeram manifestos” (Ap 15:3, 4; compare com Ap 19:1, 2).

Isaías 25:1 diz: “Ó Senhor, Tu és o meu Deus; eu Te exaltarei e louvarei o Teu nome, porque tens feito maravilhas e tens executado os Teus conselhos antigos, fiéis e verdadeiros.” Você louva a Deus, mesmo em tempos difíceis? A sua vida é uma oferta de louvor a Deus de uma forma que promova a justiça em sua esfera de influência?

Quinta-feira, 06 de fevereiro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O anor e a justiça de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 519, jan. fev. mar. 2025. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Um Deus que Se arrepende?

Lições da Bíblia1:

Deus “Se arrepende”? Se sim, o que isso significa? O caráter de Deus não muda. No entanto, alguns textos bíblicos dizem que Ele “muda de ideia” (ou “Se arrepende”). Pelo menos no contexto humano, isso envolve o reconhecimento de que erramos. Como, então, vários textos bíblicos retratam Deus como Alguém que “muda de ideia”?

6. Qual é a sua conclusão sobre os textos que declaram que Deus “muda de ideia” (ou “Se arrepende”)? Êx 32:14; Jr 18:4-10

Êx 32:14 (NAA)2: “Então o Senhor mudou de ideia quanto ao mal que ele tinha dito que traria sobre o povo.”

Jr 18:4-10 (NAA)2: “4 Como o vaso que o oleiro fazia de barro se estragou nas suas mãos, ele tornou a fazer dele outro vaso, segundo bem lhe pareceu. 5 Então a palavra do Senhor veio a mim, dizendo: 6 — Casa de Israel, será que não posso fazer com vocês como fez esse oleiro? — diz o Senhor. Eis que, como o barro na mão do oleiro, assim são vocês na minha mão, ó casa de Israel. 7 No momento em que eu falar a respeito de uma nação ou de um reino para o arrancar, derrubar e destruir, 8 se essa nação se converter da maldade contra a qual eu falei, também eu mudarei de ideia a respeito do mal que pensava fazer-lhe. 9 E, no momento em que eu falar a respeito de uma nação ou de um reino, para o edificar e plantar, 10 se ele fizer o que é mau aos meus olhos e não obedecer à minha voz, então eu mudarei de ideia quanto ao bem que havia prometido fazer.”

Deus muda de ideia quanto ao juízo em resposta ao arrependimento ou à intercessão das pessoas. Deus promete que, se o povo se converter da maldade, Ele deixará de enviar o juízo que havia planejado. O fato de Deus deixar de trazer juízo em resposta ao arrependimento humano é um tema frequente na Bíblia.

7. Em que sentido Deus não muda? Nm 23:19; 1Sm 15:29

Nm 23:19 (NAA)2: “Deus não é homem, para que minta; nem filho de homem, para que mude de ideia. Será que, tendo ele prometido, não o fará? Ou, tendo falado, não o cumprirá?

1Sm 15:29 (NAA): “Também a Glória de Israel não mente, nem muda de ideia, porque não é homem, para que mude de ideia.”

A Bíblia declara que Deus “não é homem, para que mude de ideia” (1Sm 15:29) e que Ele “não é homem, para que minta; nem filho de homem, para que mude de ideia. Será que, tendo Ele prometido, não o fará? Ou, tendo falado, não o cumprirá?” (Nm 23:19). O termo traduzido como “mudar de ideia” também pode ser traduzido como “arrepender-Se” (ARA). Levando em consideração outras passagens, esses textos não podem ser interpretados como significando que o Senhor não “muda de ideia” de forma alguma, mas transmitem a verdade de que Ele não “muda de ideia” (nem “Se arrepende”) como os seres humanos o fazem. Pelo contrário, Deus cumpre Suas promessas e, embora possa voltar atrás diante do arrependimento humano, Ele sempre faz isso de acordo com Sua bondade e Sua Palavra. Deus muda de ideia sobre o juízo em resposta ao arrependimento porque Seu caráter é bom e amoroso.

Quando os escritores bíblicos relatam que Deus “muda de ideia”, o que eles querem dizer? O que isso nos diz sobre a constância do caráter de Deus, visto que Ele Se envolve em relacionamentos autênticos e de troca genuína que causam impacto Nele?

Quarta-feira, 05 de fevereiro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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O caráter imutável de Deus

Lições da Bíblia1:

4. O que a Bíblia ensina sobre o caráter imutável de Deus? Ml 3:6; Tg 1:17

Ml 3:6 (NAA)2: “— Porque eu, o Senhor, não mudo; por isso, vocês, filhos de Jacó, não foram destruídos.”

Tg 1:17 (NAA)2: “Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação ou sombra de mudança.”

Deus declara: “Eu, o Senhor, não mudo” (Ml 3:6). Embora alguns entendam que isso significa que Deus não muda em nenhum aspecto, o restante do verso e seu contexto imediato mostram que a imutabilidade de Deus afirmada aqui é a Sua imutabilidade moral. O restante do verso indica que Deus pode mudar em termos de relacionamento, pois Ele diz: “Por isso, vocês, filhos de Jacó, não foram destruídos”. E, no verso seguinte, o Senhor diz ao povo: “Voltem para Mim, e Eu voltarei para vocês” (Ml 3:7).

Portanto, Deus Se envolve nos altos e baixos do relacionamento da criação com Ele. Mas apesar dessas oscilações e de todas as situações que as acompanham, o caráter de Deus permanece constante. Isso é afirmado em Tiago 1:17: “Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação ou sombra de mudança”. Assim, Deus não é a fonte do mal.

Nesse e em outros textos, as Escrituras ensinam repetidas vezes que o caráter de Deus é imutável. Em outras palavras, a Bíblia ensina constantemente que Deus é imutável em termos morais. No entanto, o Senhor possui a capacidade de Se envolver e, de fato, Ele Se envolve em relacionamentos reais com as criaturas, às quais o Senhor responde sempre com amor e justiça.

5. Leia 2 Timóteo 2:13; Tito 1:2; Hebreus 6:17, 18. O que esses textos ensinam sobre Deus?

2 Timóteo 2:13 (NAA)2: “se somos infiéis, ele permanece fiel, pois de maneira nenhuma pode negar a si mesmo.”

Tito 1:2 (NAA)2: “Escrevo na esperança da vida eterna que o Deus que não pode mentir prometeu antes dos tempos eternos”

Hebreus 6:17, 18 (NAA)2: “17 Por isso, Deus, quando quis mostrar com mais clareza aos herdeiros da promessa que o seu propósito era imutável, confirmou-o com um juramento. 18 Ele fez isso para que, mediante duas coisas imutáveis, nas quais é impossível que Deus minta, nós, que já corremos para o refúgio, tenhamos forte alento, para tomar posse da esperança que nos foi proposta.”

Deus não pode negar a Si mesmo; Ele nunca mente e não pode quebrar Suas promessas. Podemos ter certeza de que o Deus da Bíblia é o mesmo que (em Cristo) Se entregou voluntariamente por nós na cruz. Ele é um Deus em quem podemos confiar sem reservas, e podemos ter confiança e esperança em relação ao futuro porque, como diz Hebreus 13:8, “Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e para sempre”.

Você confia na bondade de Deus, mesmo quando as coisas vão muito mal em sua vida? Como a imagem de Deus na cruz o ajuda a confiar em Sua bondade?

Terça-feira, 04 de fevereiro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Deus é totalmente bom e justo

Lições da Bíblia1:

Deus não só afirma amar a justiça e chama as pessoas para amá-la e praticá-la, mas Ele mesmo exemplifica de maneira perfeita e inabalável essa característica. As Escrituras ensinam que Deus é inteiramente santo, fiel, justo e amoroso. Ele sempre age de maneira amorosa, justa e reta, nunca fazendo nada de errado.

2. Leia Deuteronômio 32:4; Salmo 92:15. O que essas passagens ensinam sobre a fidelidade e a justiça de Deus?

Deuteronômio 32:4 (NAA)2: “Eis a Rocha! Suas obras são perfeitas, porque todos os seus caminhos são juízo. Deus é fidelidade, e nele não há injustiça; é justo e reto.

Salmo 92:15 (NAA)2: “para anunciar que o Senhor é reto. Ele é a minha rocha, e nele não há injustiça.”

Esses e inúmeros outros textos bíblicos declaram que Deus é justo e amoroso – “Nele não há injustiça” (Sl 92:15; compare com Sl 25:8; 129:4). O Senhor “não comete injustiça. Manhã após manhã, Ele traz o Seu juízo à luz; não falha. Mas o injusto não sabe o que é vergonha” (Sf 3:5). Observe o contraste direto entre o caráter de Deus e o daqueles que amam a injustiça.

Deus sabe o que é melhor para todos, deseja o melhor para todos e age continuamente para alcançar o melhor resultado para todos.

3. Leia os Salmos 9:7, 8 e 145:9-17. O que esses versículos ensinam sobre Deus?

Salmo 9:7, 8 (NAA)2: “7 Mas o Senhor permanece no seu trono eternamente, trono que erigiu para julgar.  8 Ele mesmo julga o mundo com justiça; julgará os povos com retidão.”

Salmo 145:9-17 (NAA)2: “9 O Senhor é bom para todos, e as suas misericórdias permeiam todas as suas obras. 10 Todas as tuas obras te renderão graças, Senhor; e os teus santos te bendirão. 11 Falarão da glória do teu reino e confessarão o teu poder, 12 para que os filhos dos homens conheçam os teus feitos poderosos e a glória da majestade do teu reino. 13 O teu reino é um reino eterno, e o teu domínio subsiste por todas as gerações. O Senhor é fiel em todas as suas palavras e santo em todas as suas obras. 14 O Senhor sustém todos os que vacilam e levanta todos os que estão prostrados. 15 Em ti esperam os olhos de todos, e tu, a seu tempo, lhes dás o alimento. 16 Abres a mão e satisfazes os desejos de todos os viventes. 17 Justo é o Senhor em todos os seus caminhos, bondoso em todas as suas obras.”

O Deus da Bíblia é um “justo juiz” (Sl 7:11), e, com Ele, o “mal não pode habitar” (Sl 5:4, NVI). Como 1 João 1:5 ensina: “Deus é luz, e não há Nele treva nenhuma.” De fato, Deus não só é perfeitamente bom, mas, de acordo com Tiago 1:13, Ele “não pode ser tentado pelo mal” (compare com Hc 1:13).

Em tudo isso, a bondade e a glória de Deus estão inseparavelmente ligadas. Embora muitos idolatrem o poder, Deus é todo-poderoso, mas exerce o poder apenas de maneira justa e amorosa. Não é por acaso que quando Moisés rogou ao Senhor: “Peço que me mostres a Tua glória”, Ele respondeu: “Farei passar toda a Minha bondade diante de você” (Êx 33:18, 19).

Por que um Deus tão bom permite que exista tanto mal? Comente com a classe.

Segunda-feira, 03 de fevereiro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Amor e justiça

Lições da Bíblia1:

Na Bíblia, o amor e a justiça andam de mãos dadas. O verdadeiro amor requer justiça, e a verdadeira justiça só pode ser regida pelo amor e executada por meio dele. Não estamos acostumados a pensar nesses dois conceitos juntos, mas isso ocorre apenas porque tanto o amor quanto a justiça foram grandemente distorcidos pela humanidade.

1. Leia Salmo 33:5; Isaías 61:8; Jeremias 9:24; Salmo 85:10; 89:14. Como esses textos demonstram o compromisso de Deus com a justiça?

Salmo 33:5 (NAA)2: “Ele ama a justiça e o direito; a terra está cheia da bondade do Senhor.”

Isaías 61:8 (NAA)2: “Porque eu, o Senhor, amo a justiça e odeio a iniquidade do roubo; em fidelidade lhes darei a sua recompensa e com eles farei aliança eterna.”

Jeremias 9:24 (NAA)2: “Mas aquele que se gloria, glorie-se nisto: em me conhecer e saber que eu sou o Senhor e faço misericórdia, juízo e justiça na terra; porque destas coisas me agrado, diz o Senhor.”

Salmo 85:10 (NAA)2: “A graça e a verdade se encontraram, a justiça e a paz se beijaram.”

Salmo 89:14 (NAA)2: “Justiça e direito são o fundamento do teu trono; graça e verdade te precedem.”

Deus ama a justiça (Sl 33:5; Is 61:8). Na Bíblia, as ideias de amor e justiça estão inseparavelmente ligadas. O amor e a justiça de Deus andam juntos, e Ele está comprometido com o estabelecimento da retidão e da justiça no mundo.

Por boas razões, então, os profetas condenavam regularmente todos os tipos de injustiça, incluindo leis injustas, balanças falsas, além da opressão dos pobres e das viúvas ou de outras pessoas vulneráveis. Embora as pessoas cometam muitos erros e injustiças, Deus exerce constantemente “misericórdia, juízo e justiça na terra” (Jr 9:24). Consequentemente, em toda a Bíblia, aqueles que eram fiéis a Deus aguardavam ansiosamente pelo juízo divino como um evento extremamente positivo, porque traria punição contra malfeitores e opressores, ao mesmo tempo em que proporcionaria justiça e libertação para as vítimas da injustiça e da opressão.

De fato, a retidão e a justiça são o próprio fundamento do governo de Deus. O divino governo moral de amor é justo e reto, bastante diferente dos governos corruptos deste mundo, que muitas vezes perpetuam a injustiça para ganho e poder pessoal. Em Deus, “a graça e a verdade se encontraram, a justiça e a paz se beijaram” (Sl 85:10).

E Deus deixa claro o que espera de nós. “Ele já mostrou a você o que é bom; e o que o Senhor pede de você? Que pratique a justiça, ame a misericórdia e ande humildemente com o seu Deus” (Mq 6:8). Entre todos os aspectos que podemos refletir do caráter de Deus, um dos mais importantes é o amor – junto com a justiça e a misericórdia que dele decorrem.

Quais são alguns exemplos de distorção da justiça humana que vemos hoje? Diante disso, como não ansiar pelo dia em que a justiça perfeita de Deus será estabelecida?

Domingo, 02 de fevereiro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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O amor de Deus pela justiça

Lições da Bíblia1:

“Mas aquele que se gloria, glorie-se nisto: em Me conhecer e saber que Eu sou o Senhor e faço misericórdia, juízo e justiça na Terra; porque destas coisas Me agrado, diz o Senhor” (Jr 9:24).

No Antigo Oriente Próximo, os “deuses” das nações não apenas eram inconstantes, imorais e imprevisíveis, mas também ordenavam atrocidades, como o sacrifício de crianças. Mesmo assim, os adoradores pagãos não podiam contar com o favor deles e, por isso, não ousavam contrariar as suas “divindades” tribais.

De acordo com Deuteronômio 32:17, quem estava por trás desses “deuses” eram demônios (veja também 1Co 10:20, 21). E suas formas de culto eram propícias à exploração, deixando o povo em profundas trevas espirituais e morais.

O Deus da Bíblia não poderia ser mais diferente em comparação com essas forças demoníacas. Yahweh é perfeitamente bom, e Seu caráter, imutável. E é somente por causa da constante bondade de Deus que podemos ter esperança, tanto agora quanto na eternidade.

Em contraste absoluto com os falsos deuses do mundo antigo e mesmo com os “deuses” modernos de hoje, Yahweh Se preocupa profundamente com o mal, o sofrimento, a injustiça e a opressão – e condena essas realidades de forma constante e explícita. E, o que é mais importante, um dia Ele porá fim a tudo isso.

Sábado, 01 de fevereiro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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A ira do amor divino – Estudo adicional

Lições da Bíblia1:

Leia, de Ellen G. White, Patriarcas e Profetas [CPB, 2022], p. 266-279 (“O bezerro de ouro”).

“Os israelitas haviam sido culpados de traição contra um Rei que tinha dado a eles tantos benefícios, e a cuja autoridade voluntariamente haviam se comprometido a obedecer. Para que o governo divino pudesse se manter, a justiça devia ser executada sobre os traidores. No entanto, até nisso foi vista a misericórdia de Deus. Ao mesmo tempo que Ele mantinha Sua lei, concedia a todos liberdade de escolha e oportunidade de arrependimento. Só foram eliminados aqueles que persistiram na rebelião. […]

“Executando justiça sobre os criminosos, Moisés, como instrumento de Deus, devia deixar registrado um protesto solene e público contra seu delito. Quando, dali em diante, os israelitas tivessem que condenar a idolatria das tribos vizinhas, seus inimigos lançariam contra eles a acusação de que o povo que afirmava ter a Jeová como seu Deus fizera um bezerro e o adorara em Horebe. Então, embora fossem obrigados a reconhecer a infeliz verdade, Israel poderia indicar o terrível destino dos transgressores, como prova de que seu pecado não havia sido aprovado nem desculpado.

“O amor, não menos que a justiça, exigia que o juízo fosse aplicado sobre esse pecado. […] A fim de salvar a muitos, Ele tinha de castigar a poucos” (Patriarcas e Profetas, p. 273, 274).

Perguntas para consideração

1. Por que tantas pessoas enfrentam dificuldades para compreender a ideia da ira divina? O que o ajudou pessoalmente a entender melhor esse conceito?

2. Quais são os problemas da vingança humana, ao contrário da vingança de Deus?

3. O juízo sobre Israel após a rebelião do bezerro de ouro foi um exemplo de Sua misericórdia? Que exemplos bíblicos mostram que o juízo divino é um ato de amor?

4. Deus fica indignado com o mal e administra juízos com perfeita justiça. Isso nos dá o direito de condenar os outros? Reflita sobre essa questão à luz de 1 Coríntios 4:5

1 Coríntios 4:5 (NAA)2: “Portanto, não julguem nada antes do tempo, até que venha o Senhor, o qual não somente trará à plena luz as coisas ocultas das trevas, mas também manifestará os desígnios dos corações. E então cada um receberá o seu louvor da parte de Deus.”

Sexta-feira, 31 de janeiro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Demonstre compaixão

Lições da Bíblia1:

Embora a ira divina seja “aterradora”, não é de forma alguma imoral ou desprovida de amor. Pelo contrário, tanto no AT quanto no NT, Deus expressa Sua ira contra o mal exatamente por causa de Seu amor. A ira divina é aterradora em razão da natureza traiçoeira do mal, contrastando com a pura bondade e majestade de Deus.

Nesse sentido, o amor é fundamental para Deus, mas a ira não. Onde não há mal ou injustiça, a ira divina não é necessária. No fim das contas, a ação mais amorosa de Deus, a erradicação do mal do Universo, também eliminará efetivamente toda a ira. Isso ocorrerá porque não haverá mais injustiça ou maldade no mundo. Para sempre, existirá apenas a eternidade de felicidade, justiça e um relacionamento amoroso perfeito. Não haverá mais ira divina, pois nunca mais haverá necessidade dela. Que verdade maravilhosa!

5. Alguns têm receio de que a ira divina seja interpretada erroneamente como justificativa para a vingança humana. Como a Bíblia alerta contra a vingança humana? Dt 32:35; Pv 20:22; 24:29; Rm 12:17-21; Hb 10:30

Dt 32:35 (NAA)2: “A mim pertence a vingança, a retribuição, a seu tempo, quando o pé deles resvalar; porque o dia da sua calamidade está próximo, e o seu destino se apressa em chegar.”

Pv 20:22 (NAA)2: “Não diga: ‘Vou me vingar do mal’; espere no Senhor, e ele o livrará.”

Pv 24:29 (NAA)2: “Não diga: ‘Vou fazer com ele o mesmo que ele fez comigo; pagarei a cada um segundo as suas obras.’

Rm 12:17-21 (NAA)2: “17 Não paguem a ninguém mal por mal; procurem fazer o bem diante de todos. 18 Se possível, no que depender de vocês, vivam em paz com todas as pessoas. 19 Meus amados, não façam justiça com as próprias mãos, mas deem lugar à ira de Deus, pois está escrito: ‘A mim pertence a vingança; eu é que retribuirei, diz o Senhor.’ 20 Façam o contrário: ‘Se o seu inimigo tiver fome, dê-lhe de comer; se tiver sede, dê-lhe de beber; porque, fazendo isto, você amontoará brasas vivas sobre a cabeça dele.’ 21 Não se deixe vencer pelo mal, mas vença o mal com o bem.

Hb 10:30 (NAA)2: “Pois conhecemos aquele que disse: ‘A mim pertence a vingança; eu retribuirei.’ E outra vez: ‘O Senhor julgará o seu povo.’”

Deus tem o direito de exercer juízo e, quando o faz, sempre o realiza com perfeita justiça. Tanto o AT quanto o NT reservam explicitamente a vingança para Deus. Como Paulo escreveu em Romanos 12:19: “Meus amados, não façam justiça com as próprias mãos, mas deem lugar à ira de Deus, pois está escrito: ‘A Mim pertence a vingança; Eu é que retribuirei, diz o Senhor’” (ele cita Dt 32:35).

Embora Deus, no desfecho da história, traga juízo contra a injustiça e o mal, Cristo abriu um caminho para todos os que creem Nele. “Jesus […] nos livra da ira vindoura” (1Ts 1:10; Rm 5:8, 9). E isso está de acordo com o plano divino: “Porque Deus não nos destinou para a ira, mas para alcançar a salvação mediante nosso Senhor Jesus Cristo” (1Ts 5:9). A ira divina não é anulada, mas aqueles que têm fé em Jesus são libertos dessa ira por meio da obra redentora de Cristo.

Como a obra expiatória de Cristo preservou a justiça de Deus e, ao mesmo tempo, nos libertou de Sua ira? Reconhecendo que o Senhor agiu em nosso favor, apesar de nossos pecados, quão compassivos devemos ser com os outros?

Quinta-feira, 30 de janeiro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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