Lei e graça

Lições da Bíblia1:

A lei e a graça não se opõem uma à outra, mas têm funções diferentes, que estão em harmonia com o amor e a justiça de Deus. A ideia de que a lei e a graça são opostas teria chocado os antigos israelitas, que viam a entrega da lei como uma manifestação da graça de Deus. Os “deuses” das nações eram instáveis e imprevisíveis, deixando as pessoas incapazes de saber o que eles desejavam e o que lhes agradaria. Deus, por outro lado, dá instruções claras sobre Sua vontade. Aquilo que Lhe agrada, no fim, promoverá o bem do Seu povo, em nível individual e coletivo.

No entanto, a lei não pode salvar do pecado nem transformar o coração. Por causa da nossa pecaminosidade, precisamos de um “transplante espiritual de coração”.

3. Qual promessa o Senhor faz em Jeremias 31:31-34? Compare esse texto com as palavras de Cristo a Nicodemos sobre o novo nascimento (Jo 3:1-21). Leia também Hebreus 8:10.

Jeremias 31:31-34 (NAA)2: “31 — Eis aí vêm dias, diz o Senhor, em que firmarei nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá. 32 Não segundo a aliança que fiz com os seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito; pois eles quebraram a minha aliança, apesar de eu ter sido seu esposo, diz o Senhor. 33 Porque esta é a aliança que farei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o Senhor: Na mente lhes imprimirei as minhas leis, também no seu coração as inscreverei; eu serei o Deus deles, e eles serão o meu povo. 34 Não ensinará jamais cada um ao seu próximo, nem cada um ao seu irmão, dizendo: “Conheça o Senhor!” Porque todos me conhecerão, desde o menor até o maior deles, diz o Senhor. Pois perdoarei as suas iniquidades e dos seus pecados jamais me lembrarei.

João 3:121 (NAA): “1 Havia entre os fariseus um homem chamado Nicodemos, um dos principais dos judeus. 2 Este, de noite, foi até Jesus e lhe disse: — Rabi, sabemos que o senhor é Mestre vindo da parte de Deus, porque ninguém pode fazer estes sinais que o senhor faz, se Deus não estiver com ele. 3 Jesus respondeu: — Em verdade, em verdade lhe digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o Reino de Deus. 4 Nicodemos perguntou: — Como pode um homem nascer, sendo velho? Será que pode voltar ao ventre materno e nascer uma segunda vez? 5 Jesus respondeu: — Em verdade, em verdade lhe digo: quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no Reino de Deus. 6 O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito. 7 Não fique admirado por eu dizer: ‘Vocês precisam nascer de novo.’ 8 O vento sopra onde quer, você ouve o barulho que ele faz, mas não sabe de onde ele vem, nem para onde vai; assim é todo o que é nascido do Espírito. 9 Então Nicodemos perguntou: — Como pode ser isso? Jesus respondeu: 10 — Você é mestre em Israel e não compreende estas coisas? 11 Em verdade, em verdade lhe digo que nós falamos do que sabemos e damos testemunho do que vimos, mas vocês não aceitam o nosso testemunho. 12 Se vocês não creem quando falo sobre coisas terrenas, como crerão se eu lhes falar sobre as celestiais? 13 Ora, ninguém subiu ao céu, a não ser aquele que de lá desceu, o Filho do Homem. 14 — E assim como Moisés levantou a serpente no deserto, assim também é necessário que o Filho do Homem seja levantado, 15 para que todo o que nele crê tenha a vida eterna. 16 Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. 17 Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. 18 Quem nele crê não é condenado; mas o que não crê já está condenado, porque não crê no nome do unigênito Filho de Deus. 19 A condenação é esta: a luz veio ao mundo, mas os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más. 20 Pois todo aquele que pratica o mal detesta a luz e não se aproxima da luz, para que as suas obras não sejam reprovadas. 21 Quem pratica a verdade se aproxima da luz, para que as suas obras sejam manifestas, porque são feitas em Deus.”

Hebreus 8:10 (NAA)2: “Porque esta é a aliança que farei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o Senhor: Imprimirei as minhas leis na mente deles e as inscreverei sobre o seu coração; e eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo.

Os Dez Mandamentos foram escritos pelo próprio Deus em tábuas de pedra (Êx 31:18). Mas a lei também devia ser inscrita no coração do povo de Deus (Sl 37:30, 31). O ideal e o desejo do Senhor é que a lei de amor não seja apenas externa, mas interna, ligada ao nosso próprio caráter. Só Deus é capaz de inscrever Sua lei nos corações, e Ele prometeu fazer isso em favor do povo da aliança (veja Hb 8:10).

Não podemos ser salvos pela obediência à lei. Pelo contrário, é pela graça que somos salvos, por meio da fé, não por nós mesmos, mas como uma dádiva de Deus (Ef 2:8). Não guardamos a lei para sermos salvos, mas porque já fomos salvos. Não guardamos a lei para sermos amados pelo Senhor, mas porque já somos amados e, portanto, desejamos amar a Deus e aos outros (veja Jo 14:15).

Ao mesmo tempo, a lei revela o pecado (Tg 1:22-25; Rm 3:20; 7:7), mostra nossa necessidade do Redentor (Gl 3:22-24), orienta nossa maneira de viver e revela o caráter de amor de Deus.

Qual é a sua esperança no juízo: a sua observância fiel da lei, ou a justiça de Cristo, que cobre você? Qual é a função da lei em relação ao que ela pode ou não fazer?

Terça-feira, 25 de março de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O anor e a justiça de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 519, jan. fev. mar. 2025. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

A lei é santa, justa e boa

Lições da Bíblia1:

O amor é o fundamento da lei. Quando Deus promove Sua lei, está promovendo o amor. Por isso, Jesus morreu para salvar os pecadores, para exaltar a lei e, ao mesmo tempo, oferecer Sua graça. Com isso, o Senhor poderia, ao mesmo tempo, ser justo e justificar os que creem (Rm 3:25, 26). Que expressão extraordinária de amor! Assim, a lei de Deus não é invalidada pelo plano da redenção. Em vez disso, é confirmada!

2. O que Paulo diz sobre a lei, mesmo depois da morte de Cristo? Rm 6:1-3; Rm 7:7-12 (com ênfase no verso 12)

Rm 6:1-3 (NAA)2: “1 Que diremos, então? Continuaremos no pecado, para que a graça aumente ainda mais? 2 De modo nenhum! Como viveremos ainda no pecado, nós, que já morremos para ele? 3 Ou será que vocês ignoram que todos nós que fomos batizados em Cristo Jesus fomos batizados na sua morte?

Rm 7:7-12 (NAA)2: “7 Que diremos, então? Que a lei é pecado? De modo nenhum! Mas eu não teria conhecido o pecado, a não ser por meio da lei. Porque eu não teria conhecido a cobiça, se a lei não tivesse dito: ‘Não cobice.’ 8 Mas o pecado, aproveitando a ocasião dada pelo mandamento, despertou em mim todo tipo de cobiça. Porque, sem lei, o pecado está morto. 9 Houve um tempo em que, sem a lei, eu vivia. Mas, quando veio o mandamento, o pecado reviveu, e eu morri. 10 E verifiquei que o mandamento que me havia sido dado para vida, esse se tornou mandamento para morte. 11 Porque o pecado, aproveitando a ocasião dada pelo mandamento, me enganou e, por meio do mandamento, me matou. 12 Assim, a lei é santa e o mandamento é santo, justo e bom.”

Alguns acreditam que a graça e a redenção anulam a lei, mas Paulo deixa claro que jamais devemos continuar no pecado para que a graça aumente. Pelo contrário, os que estão em Cristo, mediante a fé, foram “batizados na Sua morte” e devem, portanto, considerar-se “mortos para o pecado, mas vivos para Deus” (Rm 6:3, 11).

A lei de Deus não possui ligação com o pecado, mas (entre outras coisas) torna o pecado e a nossa pecaminosidade mais visíveis para nós. É por isso que “a lei é santa e o mandamento é santo, justo e bom” (Rm 7:12). Ela revela, como nada mais, nossa necessidade de salvação, que só vem por meio de Cristo. Assim, não “anulamos […] a lei por meio da fé”, mas, “pelo contrário, confirmamos a lei” (Rm 3:31).

Cristo não veio para abolir a lei, mas para cumprir tudo o que havia sido prometido na Lei e nos Profetas. Assim, Ele destaca: “Até que os céus e a Terra desapareçam, de forma alguma desaparecerá da lei a menor letra ou o menor traço” (Mt 5:18, NVI).

A lei representa a santidade de Deus – Seu caráter perfeito de amor, justiça, bondade e verdade (Lv 19:2; Sl 19:7, 8; 119:142, 172). Em relação a isso, observe que, de acordo com Êxodo 31:18, o próprio Senhor escreveu os Dez Mandamentos em tábuas de pedra. Isso revela que a lei testemunha o caráter imutável de Deus e de Seu governo moral, fundamentado no amor, um tema central do grande conflito.

Como a ligação entre lei e amor nos ajuda a compreender melhor as palavras de Jesus: “Se vocês Me amam, guardarão os Meus mandamentos”? (Jo 14:15).

Segunda-feira, 24 de março de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

A lei do amor

Lições da Bíblia1:

A lei de Deus não consiste em conceitos abstratos, mas é uma expressão de relacionamento. Podemos ver isso claramente nos Dez Mandamentos. Os princípios básicos dos Dez Mandamentos já existiam no jardim Éden, pois são os princípios do amor que devem guiar o relacionamento entre Deus e as pessoas e entre as pessoas.

Quando os Dez Mandamentos proclamados em Êxodo 20 foram depois escritos em pedra, eles foram dados a Israel no contexto de um relacionamento de aliança. Os mandamentos foram escritos depois que o Senhor já havia libertado o povo do Egito, e se baseiam no amor de Deus e nas promessas que Ele fez aos israelitas (veja Êx 6:7, 8 [“7 Eu os tomarei por meu povo e serei o seu Deus; e vocês saberão que eu sou o Senhor, seu Deus, que os tiro dos trabalhos pesados no Egito. 8 Eu os levarei para a terra que jurei dar a Abraão, a Isaque e a Jacó; darei essa terra a vocês como herança. Eu sou o Senhor.”] Lv 26:12 [“Andarei entre vocês e serei o seu Deus, e vocês serão o meu povo.”]). A divisão dos Dez Mandamentos em duas partes mostra que o objetivo deles é promover o relacionamento dos seres humanos com Deus e uns com os outros.

1. Leia Êxodo 20:1-17. Como os Dez Mandamentos revelam os dois grandes princípios – amor a Deus e amor aos outros?

Êxodo 20:1-17 (NAA)2: 1 Então Deus falou todas estas palavras: 2 — Eu sou o Senhor, seu Deus, que o tirei da terra do Egito, da casa da servidão. 3 — Não tenha outros deuses diante de mim. 4 — Não faça para você imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima no céu, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. 5 Não adore essas coisas, nem preste culto a elas, porque eu, o Senhor, seu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam, 6 mas faço misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos. 7 — Não tome o nome do Senhor, seu Deus, em vão, porque o Senhor não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão. 8 — Lembre-se do dia de sábado, para o santificar. 9 Durante seis dias você pode trabalhar e fazer toda a sua obra, 10 mas o sétimo dia é o sábado dedicado ao Senhor, seu Deus. Não faça nenhum trabalho nesse dia, nem você, nem o seu filho, nem a sua filha, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu animal, nem o estrangeiro das suas portas para dentro. 11 Porque em seis dias o Senhor fez os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou; por isso o Senhor abençoou o dia de sábado e o santificou. 12 — Honre o seu pai e a sua mãe, para que você tenha uma longa vida na terra que o Senhor, seu Deus, lhe dá. 13 — Não mate. 14 — Não cometa adultério. 15 — Não furte. 16 — Não dê falso testemunho contra o seu próximo. 17 — Não cobice a casa do seu próximo. Não cobice a mulher do seu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que pertença ao seu próximo.”

Os primeiros quatro mandamentos tratam do relacionamento das pessoas com Deus, e os últimos seis tratam do relacionamento das pessoas entre si. Nosso relacionamento com Deus e com os outros deve ser guiado pelos princípios da lei.

Essas duas partes da lei correspondem diretamente ao que Jesus identificou como os dois maiores mandamentos: “Ame o Senhor, seu Deus, de todo o seu coração” (Mt 22:37, citando Dt 6:5) e “Ame o seu próximo como você ama a si mesmo” (Mt 22:39, citando Lv 19:18).

Os primeiros quatro mandamentos são as maneiras pelas quais devemos amar a Deus de todo o nosso ser, e os últimos seis são as formas pelas quais devemos amar os outros como a nós mesmos. Jesus deixa explícito que esses dois grandes mandamentos de amor estão integralmente relacionados com a lei de Deus: “Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas” (Mt 22:40).

O amor de Deus é a base de Sua lei. O amor e a lei de Deus são inseparáveis. Alguns dizem: “Não precisamos guardar a lei. Só precisamos amar a Deus e ao próximo.” À luz do que estudamos, por que essa ideia não faz sentido?

Expressamos amor a Deus ou aos outros se violamos algum dos Dez Mandamentos?

Domingo, 23 de março de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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O amor é o cumprimento da lei

Lições da Bíblia1:

“Não fiquem devendo nada a ninguém, exceto o amor de uns para com os outros. Pois quem ama o próximo cumpre a lei” (Rm 13:8).

Enquanto lidavam com um membro da igreja, alguém que fazia parte da comissão disse ao pastor: “Mas não podemos tomar decisões com base em compaixão.” Será? O pastor indagou que tipo de compreensão aquela pessoa tinha de Deus e de Sua lei. A compaixão, sem dúvida, deve ser essencial na maneira como lidamos com as pessoas, especialmente as que erram. Ela é parte integrante do amor, e, como diz Romanos 13:8, amar o próximo é cumprir a lei de Deus.

Se o amor é, de fato, o cumprimento da lei, então jamais devemos pensar na lei de uma forma separada do amor ou pensar no amor de uma forma que esteja desligada da lei. Nas Escrituras, o amor e a lei andam juntos. O Legislador divino é amor e, portanto, a lei de Deus é a lei do amor. Como disse Ellen G. White, a lei de Deus é a transcrição de Seu caráter (veja Parábolas de Jesus, p. 178).

A lei de Deus não é um conjunto de conceitos abstratos, mas mandamentos e instruções que se destinam ao nosso crescimento. Ela é uma expressão do amor tal como o próprio Deus o revela.

Sábado, 22 de março de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Amor e justiça: os dois maiores mandamentos – Estudo adicional

Lições da Bíblia1:

Leia, de Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações [CPB, 2021], p. 217-223 (“Cristo e o quarto mandamento”).

“Os espias não ousaram responder a Jesus na presença da multidão, por temor de se envolverem em dificuldades. Sabiam que Ele dissera a verdade. Em vez de violar suas tradições, deixariam um homem sofrer, ao passo que socorreriam um animal por causa do prejuízo para o proprietário, caso fosse negligenciado. […] Criam no ser humano o desejo de se exaltar acima de Deus, mas o resultado é degradá-lo abaixo dos seres irracionais. Toda religião que combate a soberania de Deus tira do ser humano a glória que lhe pertencia na criação e lhe é restituída em Cristo. Toda religião falsa ensina seus adeptos a serem descuidados para com as necessidades, sofrimentos e direitos humanos. […]” (Is 13:12, ARC).

“Quando Jesus perguntou aos fariseus se era lícito no dia de sábado fazer bem ou mal, salvar ou matar, Ele lhes mostrou os próprios maus desígnios deles. […] Seria mais justo ter o homicídio no coração durante o santo dia de Deus do que o amor para com todas as pessoas – amor que se exprime em atos de misericórdia?” (O Desejado de Todas as Nações, p. 221, 222).

Perguntas para consideração

1. “Toda religião falsa ensina seus adeptos a serem descuidados para com as necessidades [humanas]”? Como evitar esse erro na igreja e fora dela?

2. Quem é o seu próximo? Na prática, seguir a Cristo nos torna mais semelhantes ao samaritano, que transpôs as barreiras culturais de sua época para demonstrar amor?

3. Se Deus ama a justiça e a misericórdia, como agir de acordo com o que é mais importante para Ele e nos concentrarmos nos “preceitos mais importantes da Lei”?

4. Um critério fundamental do juízo será a medida em que revelamos amor aos outros, especialmente os oprimidos e sofredores (Mt 25:31-46). Quando pensamos e falamos sobre o juízo final, com que frequência destacamos essa verdade?

Sexta-feira, 21 de março de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Quem é o meu próximo?

Lições da Bíblia1:

Logo após Cristo mencionar os dois maiores mandamentos, o amor a Deus e o amor ao próximo, um intérprete da Lei, “querendo justificar-se, perguntou a Jesus: – Quem é o meu próximo?” (Lc 10:29). Em resposta a isso, Ele contou a parábola do bom samaritano, que hoje é bem conhecida, mas inicialmente era chocante.

7. Leia Lucas 10:25-37. O que essa passagem ensina, à luz do chamado dos profetas por misericórdia e justiça e das injustiças cometidas ao longo da história contra os que eram julgados como sendo diferentes?

Lucas 10:25-37 (NAA)2: 25 E eis que certo homem, intérprete da Lei, se levantou com o objetivo de pôr Jesus à prova e lhe perguntou: — Mestre, que farei para herdar a vida eterna? 26 Então Jesus lhe perguntou: — O que está escrito na Lei? Como você a entende? 27 A isto ele respondeu: — “Ame o Senhor, seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma, com todas as suas forças e todo o seu entendimento.” E: “Ame o seu próximo como você ama a si mesmo.” 28 Então Jesus lhe disse: — Você respondeu corretamente. Faça isto e você viverá. 29 Mas ele, querendo justificar-se, perguntou a Jesus: — Quem é o meu próximo? 30 Jesus prosseguiu, dizendo: — Um homem descia de Jerusalém para Jericó e caiu nas mãos de alguns ladrões. Estes, depois de lhe tirar a roupa e lhe causar muitos ferimentos, retiraram-se, deixando-o semimorto. 31 Por casualidade, um sacerdote estava descendo por aquele mesmo caminho e, vendo aquele homem, passou de largo. 32 De igual modo, um levita descia por aquele lugar e, vendo-o, passou de largo. 33 Certo samaritano, que seguia o seu caminho, passou perto do homem e, vendo-o, compadeceu-se dele. 34 E, aproximando-se, fez curativos nos ferimentos dele, aplicando-lhes óleo e vinho. Depois, colocou aquele homem sobre o seu próprio animal, levou-o para uma hospedaria e tratou dele. 35 No dia seguinte, separou dois denários e os entregou ao hospedeiro, dizendo: “Cuide deste homem. E, se você gastar algo a mais, farei o reembolso quando eu voltar.” 36 Então Jesus perguntou: — Qual destes três lhe parece ter sido o próximo do homem que caiu nas mãos dos ladrões? 37 O intérprete da Lei respondeu: — O que usou de misericórdia para com ele. Então Jesus lhe disse: — Vá e faça o mesmo.

Jesus não apenas falou sobre justiça, mas veio trazê-la ao mundo. Ele foi, é e sempre será o cumprimento do chamado profético e do anseio por justiça (leia Lc 4:16-21 à luz de Is 61:1, 2). Cristo é o Desejado de todas as nações, especialmente daquelas que reconhecem sua necessidade de livramento.

Em contraste com Satanás, que desejava o poder e pretendia usurpar o trono de Deus, Jesus Se humilhou e Se identificou com os que viviam debaixo do pecado, da injustiça e da opressão (sem, contudo, ser infectado pelo pecado). Ele venceu o inimigo ao Se entregar em amor para estabelecer a justiça, como Aquele que é justo e justifica os crentes. Será que exaltamos a lei, a qual Cristo engrandeceu na cruz, se não nos preocupamos com o que Ele considerou os “preceitos mais importantes da Lei”?

O Salmo 9:8 e 9 diz: “Ele mesmo julga o mundo com justiça; julgará os povos com retidão. O Senhor é também alto refúgio para o oprimido, refúgio nas horas de angústia.” O Salmo 146:7 a 9 acrescenta que Deus “faz justiça aos oprimidos e dá pão aos que têm fome. O Senhor liberta os encarcerados. O Senhor abre os olhos aos cegos, o Senhor levanta os abatidos, o Senhor ama os justos. O Senhor guarda o estrangeiro, ampara o órfão e a viúva, porém transtorna o caminho dos ímpios”.

Como a Palavra de Deus poderia ser mais clara em relação ao nosso dever de servir às pessoas que enfrentam dificuldades e aflições?

O que aprendemos com Jesus sobre como ajudar os necessitados? Ainda que não realizemos prodígios, nossa ajuda pode fazer “milagres” na vida dos que sofrem?

Quinta-feira, 20 de março de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Chamados a estabelecer a justiça

Lições da Bíblia1:

Os profetas bíblicos enfatizavam o chamado de Deus por justiça na sociedade. As Escrituras não hesitam em destacar questões de injustiça e opressão. O desejo de que Deus executasse juízo era o chamado para que Ele estabelecesse a justiça.

Isaías não mediu palavras para condenar a injustiça que havia em Israel. Suas palavras e seu apelo por justiça devem soar alto e claro em nossos ouvidos: “Aprendam a fazer o bem; busquem a justiça, repreendam o opressor; garantam o direito dos órfãos, defendam a causa das viúvas” (Is 1:17). Além disso, o profeta anuncia um lamento contra os que “decretam leis injustas” e negam “justiça aos pobres”. E alerta: “Mas o que vocês vão fazer no dia do castigo, na calamidade que vem de longe? A quem vão pedir socorro e onde deixarão a sua glória?” (Is 10:1-3).

Da mesma forma, Jeremias proclamou a mensagem de Deus ao rei Jeoaquim: “‘Ai daquele que edifica a sua casa com injustiça e os seus aposentos, contrariando o direito! Que faz o seu próximo trabalhar de graça, sem lhe pagar o salário. […] Por acaso o seu pai não comeu e bebeu, e não praticou o juízo e a justiça? Por isso, tudo lhe corria bem. Julgou a causa do aflito e do necessitado, e tudo lhe corria bem. Por acaso, não é isso que se chama conhecer-Me?’ – diz o Senhor” (Jr 22:13, 15, 16).

6. Leia Mateus 23:23-30. O que Jesus ensinou sobre os “preceitos mais importantes da Lei”? O que isso significa?

Mateus 23:23-30 (NAA)2: “23 — Ai de vocês, escribas e fariseus, hipócritas, porque vocês dão o dízimo da hortelã, do endro e do cominho e desprezam os preceitos mais importantes da Lei: a justiça, a misericórdia e a fé. Mas vocês deviam fazer estas coisas, sem omitir aquelas! 24 Guias cegos! Coam um mosquito, mas engolem um camelo! 25 — Ai de vocês, escribas e fariseus, hipócritas, porque vocês limpam o exterior do copo e do prato, mas estes, por dentro, estão cheios de roubo e de glutonaria! 26 Fariseu cego! Limpe primeiro o interior do copo, para que também o seu exterior fique limpo! 27 — Ai de vocês, escribas e fariseus, hipócritas, porque vocês são semelhantes aos sepulcros pintados de branco, que, por fora, se mostram belos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda podridão! 28 Assim também vocês, por fora, parecem justos aos olhos dos outros, mas, por dentro, estão cheios de hipocrisia e de maldade. 29 — Ai de vocês, escribas e fariseus, hipócritas, porque vocês edificam os sepulcros dos profetas, enfeitam os túmulos dos justos 30 e dizem: ‘Se nós tivéssemos vivido nos dias de nossos pais, não teríamos sido seus cúmplices, quando mataram os profetas!’”

Para que ninguém pense que a injustiça era uma preocupação apenas do AT, Mateus 23:23-30 e outros textos dos evangelhos mostram que esse assunto era de extremo interesse para Cristo. Ele disse: “Ai de vocês, escribas e fariseus, hipócritas, porque vocês dão o dízimo da hortelã, do endro e do cominho e desprezam os preceitos mais importantes da Lei: a justiça, a misericórdia e a fé. Mas vocês deviam fazer estas coisas, sem omitir aquelas!” (Mt 23:23). Na passagem paralela de Lucas, Jesus lamenta porque os líderes desprezavam “a justiça e o amor de Deus” (Lc 11:42).

Hoje, o que significa se concentrar nos “preceitos mais importantes” das Escrituras? E o que corresponde ao “dízimo da hortelã, do endro e do cominho”?

Quarta-feira, 19 de março de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Deus ama a justiça

Lições da Bíblia1:

As Escrituras declaram que Deus ama a justiça e odeia o mal (Sl 33:5; Is 61:8). Por isso, Ele revela profunda preocupação com a injustiça, o que desperta Sua justa indignação em favor das vítimas desse pecado. O AT e o NT mostram que Deus revela constantemente Seu amor pelos oprimidos e sofredores, ao mesmo tempo em que expressa Sua ira justa contra aqueles que causam sofrimento e opressão.

5. Leia o Salmo 82. Como esse salmo expressa o interesse de Deus pela justiça neste mundo? O que isso nos ensina hoje?

Salmo 82 (NAA)2: “1 Deus toma o seu lugar na congregação divina; no meio dos deuses, ele julga. 2 Até quando julgarão injustamente e tomarão partido pela causa dos ímpios?Defendam o direito dos fracos e dos órfãos, façam justiça aos aflitos e desamparados. Socorram os fracos e os necessitados, tirando-os das mãos dos ímpios. 5 ‘Eles nada sabem, nem entendem; vagueiam em trevas; todos os fundamentos da terra vacilam. 6 Eu disse: ‘Vocês são deuses; todos vocês são filhos do Altíssimo. 7 Mas vocês morrerão como simples mortais, e, como qualquer dos príncipes, vocês sucumbirão.’ 8 Levanta-te, ó Deus, julga a terra, pois a ti pertencem todas as nações.”

Segundo estudiosos, o Salmo 82 condena os governantes responsáveis pela injustiça na sociedade, além de fazer referência ao juízo divino executado contra os poderes espirituais (chamados de “deuses”) que estão por trás dos juízes e governantes corruptos (trata-se de forças demoníacas). O Senhor pergunta aos governantes: “Até quando julgarão injustamente e tomarão partido pela causa dos ímpios?” (Sl 82:2).

Além disso, eles recebem a seguinte ordem: “Defendam o direito dos fracos e dos órfãos, façam justiça aos aflitos e desamparados. Socorram os fracos e os necessitados, tirando-os das mãos dos ímpios” (Sl 82:3, 4). Nesse e em outros textos, os profetas do AT faziam um chamado em favor da justiça. Essa não é uma preocupação periférica das Escrituras; é um tema central na mensagem dos profetas em todo o AT e que foi tratado por Jesus quando esteve neste mundo.

Deus revelou o que deseja e exige daqueles que afirmam amá-Lo e obedecer-Lhe. O Senhor especifica claramente em Miqueias 6:8 (e em outras passagens semelhantes): “Ele já mostrou a você o que é bom; e o que o Senhor pede de você? Que pratique a justiça, ame a misericórdia e ande humildemente com o seu Deus.”

Essa verdade é apresentada em toda a Bíblia. Por exemplo, Jesus disse: “Nisto todos conhecerão que vocês são Meus discípulos: se tiverem amor uns aos outros” (Jo 13:35; veja 1Jo 4:8-16).

1Jo 4:8-16 (NAA): “8 Quem não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor. 9 Nisto se manifestou o amor de Deus em nós: em haver Deus enviado o seu Filho unigênito ao mundo, para vivermos por meio dele. 10 Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados. 11 Amados, se Deus nos amou de tal maneira, nós também devemos amar uns aos outros. 12 Nunca ninguém viu Deus. Se amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós, e o seu amor é, em nós, aperfeiçoado. 13 Nisto conhecemos que permanecemos nele e que ele permanece em nós: pelo fato de nos ter dado do seu Espírito. 14 E nós temos visto e damos testemunho de que o Pai enviou o seu Filho como Salvador do mundo. 15 Aquele que confessar que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece nele, e ele permanece em Deus. 16 E nós conhecemos o amor e cremos neste amor que Deus tem por nós.”

Como seriam as famílias e igrejas se enfatizássemos Miqueias 6:8 e praticássemos esse texto intencionalmente, em palavras e ações? Como aplicar esses princípios?

Terça-feira, 18 de março de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O anor e a justiça de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 519, jan. fev. mar. 2025. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.