A serpente

Lições da Bíblia1:

A questão da adoração é um dos assuntos centrais do Apocalipse. O “dragão” é identificado como aquele que promove falsos sistemas de adoração (Ap 13:2-4), e não é por acaso que o Apocalipse o descreve como serpente. Essa imagem nos leva de volta ao jardim do Éden, onde uma serpente entrou no paraíso e convenceu Adão e Eva a segui-la na rebelião contra o Criador.

Compare Gênesis 3:1-5 com Apocalipse 12:1-9. Quais são os temas comuns nesses relatos? Os detalhes da menção à serpente em Gênesis nos ajudam a compreender as questões que levaram à guerra no Céu?

Gênesis 3:1-5 (NAA)2: “1 Mas a serpente, mais astuta que todos os animais selvagens que o Senhor Deus tinha feito, disse à mulher: — É verdade que Deus disse: ‘Não comam do fruto de nenhuma árvore do jardim’? 2 A mulher respondeu à serpente: — Do fruto das árvores do jardim podemos comer, 3 mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, Deus disse: ‘Vocês não devem comer dele, nem tocar nele, para que não venham a morrer.’ 4 Então a serpente disse à mulher: — É certo que vocês não morrerão. 5 Porque Deus sabe que, no dia em que dele comerem, os olhos de vocês se abrirão e, como Deus, vocês serão conhecedores do bem e do mal.”

Apocalipse 12:1-9 (NAA)2: “1 Viu-se grande sinal no céu: uma mulher vestida do sol com a lua debaixo dos pés e uma coroa de doze estrelas na cabeça. 2 A mulher estava grávida e gritava com dores de parto, sofrendo tormentos para dar à luz. 3 Viu-se, também, outro sinal no céu, e eis um dragão, grande, vermelho, com sete cabeças e dez chifres, e, nas cabeças, sete diademas. 4 A sua cauda arrastou a terça parte das estrelas do céu, as quais lançou para a terra. E o dragão se deteve diante da mulher que estava para dar à luz, a fim de devorar o filho dela quando nascesse. 5 Ela deu à luz um filho homem, que há de governar todas as nações com cetro de ferro. E o filho da mulher foi arrebatado para junto de Deus e do seu trono. 6 A mulher, porém, fugiu para o deserto, onde Deus lhe havia preparado um lugar, para que nele a sustentem durante mil duzentos e sessenta dias. 7 Então estourou a guerra no céu. Miguel e os seus anjos lutaram contra o dragão. Também o dragão e os seus anjos lutaram, 8 mas não conseguiram sair vitoriosos e não havia mais lugar para eles no céu. 9 E foi expulso o grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo. Ele foi atirado para a terra, e, com ele, os seus anjos.

Existem dois relatos em que Satanás leva o mundo inteiro para o caminho errado. O primeiro está em Gênesis, quando existiam apenas duas pessoas. O segundo é apresentado em Apocalipse 12 e 13, em que Satanás é identificado como o “sedutor de todo o mundo” (Ap 12:9) e como aquele que dá poder à besta do mar, de modo que “toda a terra se maravilhou, seguindo a besta” (Ap 13:2, 3). Um dos temas das profecias é a natureza imutável do grande conflito. O caráter de Deus e Sua Palavra não mudam, nem as ambições de Satanás.

Felizmente, a natureza do grande conflito não muda, e as Escrituras proféticas nos trazem todas as informações necessárias. Por isso, podemos compreender o mundo e reconhecer as armadilhas espirituais. Deus sempre será quem Ele é, e isso também é verdade em relação ao inimigo. Satanás pode usar mil disfarces, mas milênios de história de pecado, juntamente com o cenário profético descrito no Apocalipse, mostram que ele nunca se desviou das estratégias que usou no Éden. Deus nos prometeu sabedoria e discernimento (Tg 1:5), e armados com a certeza das Escrituras, não precisamos cair nas mentiras do diabo. Apesar disso, infelizmente muitos já caíram nessas mentiras, e muitos outros – a maior parte da humanidade – ainda cairão.

A cultura e os padrões sociais mudam; coisas antes aceitáveis se tornam inaceitáveis, e vice-versa. Considerando que as questões centrais e os participantes do grande conflito não mudam, como avaliar as mudanças no cenário cultural? Ainda encontramos hoje as mentiras originais do Éden, de que jamais morreremos e seremos como Deus?

Quinta-feira, 10 de abril de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Alusões, imagens e símbolos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 520, abr. maio. jun. 2025. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Lidando com a morte

Lições da Bíblia1:

Talvez o aspecto mais cruel de viver em um mundo separado do Criador seja o fato de que a morte nos espreita. Ela é o “salário do pecado” (Rm 6:23), a penalidade que recebemos por termos sido desconectados da única Fonte de vida: o Criador. Assim, a morte tem papel importante nas profecias – tanto sua realidade quanto, ainda mais importante, sua solução, encontrada apenas em Jesus e em Sua morte e ressurreição.

A primeira menção da morte na Bíblia e a primeira vez em que ela ocorreu lançam luz sobre esse tema importante nas profecias, nos ajudando a compreender a gravidade do pecado e nos dando ferramentas para entender como Deus solucionou esse problema.

4. Qual foi a primeira menção e a primeira ocorrência de morte? Por que as pessoas morrem, como Deus vê a morte e qual é a Sua solução para esse problema? Gn 2:15-17; 4:8-15; 1Co 15:15-19; Ap 1:18

Gn 2:15-17 (NAA)2: “15 O Senhor Deus tomou o homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar. 16 E o Senhor Deus ordenou ao homem: — De toda árvore do jardim você pode comer livremente, 17 mas da árvore do conhecimento do bem e do mal você não deve comer; porque, no dia em que dela comer, você certamente morrerá.

Gn 4:8-15 (NAA)2: “8 Caim disse a Abel, seu irmão: — Vamos ao campo. Estando eles no campo, Caim se levantou contra Abel, o seu irmão, e o matou. 9 O Senhor disse a Caim: — Onde está Abel, o seu irmão? Ele respondeu: — Não sei; por acaso sou o guardador do meu irmão? 10 E o Senhor disse: — O que foi que você fez? A voz do sangue do seu irmão clama da terra a mim. 11 E agora você é maldito sobre a terra, cuja boca se abriu para receber da sua mão o sangue do seu irmão. 12 Quando você cultivar o solo, ele não lhe dará a sua força; você será fugitivo e errante pela terra. 13 Então Caim disse ao Senhor: — Meu castigo é tão grande, que não poderei suportá-lo. 14 Eis que hoje me expulsas da face da terra, e da tua presença terei de me esconder; serei fugitivo e errante pela terra; quem se encontrar comigo me matará. 15 O Senhor, porém, lhe disse: — Não! E, se alguém matar Caim, será vingado sete vezes. E o Senhor pôs um sinal em Caim para que, se alguém viesse a encontrá-lo, não o matasse.”

1Co 15:15-19 (NAA)2: “15 Além disso, somos tidos por falsas testemunhas de Deus, porque temos testemunhado contra Deus que ele ressuscitou a Cristo, ao qual ele não ressuscitou, se é certo que os mortos não ressuscitam. 16 Porque, se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou. 17 E, se Cristo não ressuscitou, é vã a fé que vocês têm, e vocês ainda permanecem nos seus pecados. 18 E ainda mais: os que adormeceram em Cristo estão perdidos. 19 Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos as pessoas mais infelizes deste mundo.

Ap 1:18 (NAA)2: “e aquele que vive. Estive morto, mas eis que estou vivo para todo o sempre e tenho as chaves da morte e do inferno.”

Alguns dizem que “a morte é simplesmente parte da vida”. Isso não é verdade. A morte é o oposto da vida, a destruição da vida; é uma intrusa que nunca deveria ocorrer. Mesmo que estejamos acostumados com a morte, nosso coração protesta quando nos deparamos com ela, como se a humanidade percebesse, de modo coletivo, que existe algo fundamentalmente errado com a morte. Há alguns casos de morte que parecem ainda mais trágicos, como a morte de uma criança. Na maioria das vezes, esperamos que os pais morram antes dos filhos, pois essa é a ordem natural das coisas.

Contudo, a primeira morte registrada nas Escrituras vai contra o padrão normal. Antes de Adão e Eva morrerem, eles vivenciaram a tragédia da morte quando seu filho justo foi morto pelo irmão ímpio. Foi uma morte especialmente injusta.

Jesus, o Justo, foi morto pelos ímpios, assim como Abel. Que morte poderia ter sido mais injusta do que a de Cristo? Que paralelos vemos entre a morte de Abel e a de Cristo? Como a morte de Abel nos ajuda a entender por que Jesus possui as “chaves da morte e do Hades [sepultura]” (Ap 1:18, NVI) e o que Deus nos oferece Nele?

Sem que o problema da morte seja resolvido, por que nossa vida é, em última análise, inútil, sem sentido e fútil? Somos gratos pela solução que Jesus nos oferece?

Quarta-feira, 09 de abril de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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A pergunta de Isaque: onde está o cordeiro?

Lições da Bíblia1:

A primeira menção bíblica a um cordeiro (em hebraico, seh) ocorre na mesma história em que o amor é mencionado pela primeira vez (Gn 22). O cordeiro, claro, é um dos símbolos mais frequentes do Apocalipse, onde Jesus é chamado de “Cordeiro” mais de 20 vezes. Em uma das cenas mais poderosas do Apocalipse, quando João visita a sala do trono de Deus, nos capítulos 4 e 5, o Cordeiro desempenha o papel central.

3. A história de Isaque nos ajuda a entender como os cordeiros são usados de modo simbólico? Como essa história se relaciona com o que João viu em Apocalipse 5? Gn 22:7, 8; Êx 12:3-13; Ap 5:5-10

Gn 22:7, 8 (NAA)2: “7 Isaque rompeu o silêncio e disse a Abraão, seu pai: — Meu pai! Abraão respondeu: — Eis-me aqui, meu filho! Isaque perguntou: — Eis aqui o fogo e a lenha, mas onde está o cordeiro para o holocausto? 8 Abraão respondeu: — Deus proverá para si o cordeiro para o holocausto, meu filho. E os dois seguiam juntos.”

Êx 12:3-13 (NAA)2: “3 Falem a toda a congregação de Israel, dizendo: No dia dez deste mês, cada um tomará para si um cordeiro, segundo a casa dos pais, um cordeiro para cada família. 4 Mas, se a família for pequena para um cordeiro, então o chefe da família convidará o seu vizinho mais próximo, conforme o número de pessoas. Conforme o que cada um puder comer, por aí vocês calcularão quantos são necessários para o cordeiro. 5 O cordeiro será sem defeito, macho de um ano, podendo também ser um cabrito. 6 Vocês guardarão o cordeiro até o décimo quarto dia deste mês, e todo o ajuntamento da congregação de Israel o matará no crepúsculo da tarde. 7 Pegarão um pouco do sangue e o passarão nas duas ombreiras e na viga superior da porta, nas casas em que o comerem. 8 — Naquela noite, comerão a carne assada no fogo, com pães sem fermento e ervas amargas. 9 Não comam do animal nada cru, nem cozido em água, porém assado ao fogo: a cabeça, as pernas e as vísceras. 10 Não deixem nada do cordeiro até pela manhã; o que, porém, ficar até pela manhã, queimem. 11 É assim que vocês devem comê-lo: já prontos para viajar, com as sandálias nos pés e o cajado na mão. Comam depressa. É a Páscoa do Senhor. 12 Porque, naquela noite, passarei pela terra do Egito e matarei na terra do Egito todos os primogênitos, tanto das pessoas como dos animais, e executarei juízo sobre todos os deuses do Egito. Eu sou o Senhor. 13 — O sangue será um sinal para indicar as casas em que vocês se encontram. Quando eu vir o sangue, passarei por vocês, e não haverá entre vocês praga destruidora, quando eu ferir a terra do Egito.”

Ap 5:5-10 (NAA)2: “5 Então um dos anciãos me disse: — Não chore! Eis que o Leão da tribo de Judá, a Raiz de Davi, venceu para quebrar os sete selos e abrir o livro. 6 Então vi, no meio do trono e dos quatro seres viventes e entre os anciãos, em pé, um Cordeiro que parecia que tinha sido morto. Ele tinha sete chifres, bem como sete olhos, que são os sete espíritos de Deus enviados por toda a terra. 7 O Cordeiro foi e pegou o livro da mão direita daquele que estava sentado no trono. 8 E, quando ele pegou o livro, os quatro seres viventes e os vinte e quatro anciãos se prostraram diante do Cordeiro, tendo cada um deles uma harpa e taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos, 9 e cantavam um cântico novo, dizendo: ‘Digno és de pegar o livro e de quebrar os selos, porque foste morto e com o teu sangue compraste para Deus os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação 10  e para o nosso Deus os constituíste reino e sacerdotes; e eles reinarão sobre a terra.’

A primeira menção de um cordeiro na Bíblia se encontra na pergunta de Isaque: “Onde está o cordeiro para o holocausto?” (Gn 22:7). O restante da Bíblia responde a essa pergunta em muitos detalhes. Os outros 38 livros do AT conduzem o leitor por um caminho em que a pergunta de Isaque é respondida com detalhes e de modo progressivo, desde os rituais da Páscoa até a ocupação da eira de Araúna por Davi e assim por diante. A história do AT é pontuada com inúmeras profecias messiânicas que preveem a ocasião em que a pergunta de Isaque seria respondida plenamente. Então, no NT, essa pergunta é respondida quando Jesus aparece em carne e osso, desenvolve um ministério entre Seu povo e entrega Sua vida em sacrifício na cruz.

Na primeira menção de um cordeiro em João (1:29-34), parece que João Batista estivesse respondendo à pergunta de Isaque, e o cenário não poderia ser mais apropriado: pecadores se arrependiam e eram batizados, simbolizando a morte para o pecado e o início de uma nova vida. De repente aparece Jesus, o Cordeiro de Deus, e os céus O anunciam (Mt 3:17). Observe que uma voz, do Anjo do Senhor, também anunciou do céu a solução para o problema de Abraão e Isaque (Gn 22:11-14).

Quando juntamos todas as peças, fica claro que Jesus, o Cordeiro de Deus, é nosso Substituto. Isso ajuda na compreensão do Cordeiro morto visto por João.

Por que saber que Jesus é nosso Substituto é essencial para nossa salvação? Que esperança você teria se Ele não fosse seu Substituto, especialmente no juízo?

Teça-feira, 08 de abril de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Compreendendo o amor de Deus

Lições da Bíblia1:

Herdar a natureza pecaminosa significa que nossa percepção do Universo foi contaminada por tendências ao egoísmo e ao orgulho. Enxergamos o mundo de uma perspectiva limitada, em vez da perspectiva onisciente de Deus. Talvez nenhum conceito tenha sido mais distorcido pela humanidade do que o amor. A cultura popular promove uma compreensão de amor que se concentra em realizações, não em promover o bem dos outros. Por isso, temos dificuldade em compreender o assunto da maneira como Deus o vê.

Entender a natureza do amor é uma chave importante para compreender a profecia. Um dos temas fundamentais do grande conflito é a distorção generalizada do caráter de Deus. Ellen G. White concluiu a série “Conflito dos Séculos” com estas palavras: “Desde o menor átomo até o maior dos mundos, todas as coisas, animadas e inanimadas, em sua serena beleza e perfeita alegria, declaram que Deus é amor” (O Grande Conflito [CPB, 2021], p. 560).

2. A palavra “amor” aparece pela primeira vez na Bíblia em Gênesis 22:2. O que essa história ensina sobre o amor de Deus? Gn 22:1-13

Gn 22:1-13 (NAA)2: 1 Depois dessas coisas, Deus pôs Abraão à prova e lhe disse: — Abraão! Este lhe respondeu: — Eis-me aqui! 2 Deus continuou: — Pegue o seu filho, seu único filho, Isaque, a quem você ama, e vá à terra de Moriá. Ali, ofereça-o em holocausto, sobre um dos montes, que eu lhe mostrar. 3 Na manhã seguinte, Abraão levantou-se de madrugada e, tendo preparado o seu jumento, levou consigo dois dos seus servos e Isaque, seu filho. Rachou lenha para o holocausto e foi para o lugar que Deus lhe havia indicado. 4 No terceiro dia, Abraão ergueu os olhos e viu o lugar de longe. 5 Então disse aos servos: — Esperem aqui com o jumento. Eu e o rapaz iremos até lá e, depois de termos adorado, voltaremos para junto de vocês. 6 Abraão pegou a lenha do holocausto e a colocou sobre Isaque, seu filho. Ele, por sua vez, levava nas mãos o fogo e a faca. Assim, os dois caminhavam juntos. 7 Isaque rompeu o silêncio e disse a Abraão, seu pai: — Meu pai! Abraão respondeu: — Eis-me aqui, meu filho! Isaque perguntou: — Eis aqui o fogo e a lenha, mas onde está o cordeiro para o holocausto? 8 Abraão respondeu: — Deus proverá para si o cordeiro para o holocausto, meu filho. E os dois seguiam juntos. 9 Chegaram ao lugar que Deus lhe havia indicado. Ali Abraão edificou um altar, arrumou a lenha sobre ele, amarrou Isaque, seu filho, e o deitou no altar, em cima da lenha. 10 E, estendendo a mão, pegou a faca para sacrificar o seu filho. 11 Mas do céu o Anjo do Senhor o chamou: — Abraão! Abraão! Ele respondeu: — Eis-me aqui! 12 Então lhe disse: — Não estenda a mão sobre o menino e não faça nada a ele, pois agora sei que você teme a Deus, porque não me negou o seu filho, o seu único filho. 13 Abraão ergueu os olhos e viu atrás de si um carneiro preso pelos chifres entre os arbustos. Abraão pegou o carneiro e o ofereceu em holocausto, em lugar de seu filho.”

Às vezes, além de encontrar a primeira ocorrência de um conceito na Bíblia, pode ser útil encontrar a primeira menção desse conceito em livros específicos da Bíblia, especialmente nos evangelhos. A primeira menção de “amor” em cada um dos evangelhos está em Mateus 3:17, Marcos 1:11, Lucas 3:22 e João 3:16.

Por exemplo, a primeira vez que João menciona “amor” (Jo 3:16) é bastante reveladora: ela parece estar ligada à história de Isaque. A fé de Abraão em Deus era tão profunda que o fez acreditar que o Senhor seria capaz de ressuscitar seu filho caso o oferecesse em sacrifício (Hb 11:19). Essa história prefigurava o amor de Deus pela humanidade. Ele nos amou a ponto de dar o “Seu Filho Unigênito” e, então, O ressuscitou (em Gn 22:2, 12, 16, Isaque também é chamado de “único filho”). Assim, foi revelado o tipo de amor que Deus tem por nós – um amor que se sacrifica.

Como expressar aos outros o amor sacrifical que Deus tem por nós? Isso é difícil?

Segunda-feira, 07 de abril de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

O princípio da “primeira menção”

Lições da Bíblia1:

A maioria dos cursos de graduação começa com disciplinas gerais, que abordam questões básicas e amplas, formando a base para estudos posteriores à medida que o aluno se aprofunda naquela área. Da mesma forma, quando lemos a Bíblia inteira, vemos que Deus também apresenta uma disciplina introdutória no livro de Gênesis, onde Ele introduz ideias que serão tratadas em mais detalhes no restante da Bíblia.

De modo geral, na primeira vez que um conceito ou símbolo é mencionado na Bíblia, especialmente nos capítulos iniciais de Gênesis, descobrimos que esse texto nos dá uma compreensão geral de tal conceito, o que nos ajuda a entender como ele é usado em outras passagens da Bíblia.

Estudiosos se referem a isso como “lei da primeira menção”, embora seja mais apropriado chamá-la de princípio (ou padrão) em vez de lei, porque nem sempre se aplica e existem exceções à regra. No estudo geral da Bíblia, e mais especificamente das profecias, Deus transmite a verdade gradualmente ao longo da história, começando com um conceito básico e ampliando-o ao longo de anos ou séculos.

1. Leia Isaías 40:7, 8; Malaquias 3:6; Hebreus 13:8. Que princípio vemos nesses textos que nos ajudam a compreender melhor as profecias?

Isaías 40:7, 8 (NAA)2: “7 A erva seca e as flores caem, soprando nelas o hálito do Senhor. Na verdade, o povo é erva. 8 A erva seca e as flores caem, mas a palavra do nosso Deus permanece para sempre.”

Malaquias 3:6 (NAA)2: “Porque eu, o Senhor, não mudo; por isso, vocês, filhos de Jacó, não foram destruídos.”

Hebreus 13:8 (NAA)2: “Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e para sempre.”

Hoje, grande parte da sociedade prefere falar sobre “credibilidade” em vez de “verdade”, pois muitos acreditam que a verdade é algo subjetivo, que pode mudar ao longo do tempo. Muitas vezes, até mesmo a existência da verdade é questionada.

No entanto, quando Deus estabelece a verdade, Ele não muda de ideia. Uma vez que Ele começa a ensinar a verdade, repetições de princípios ou temas não mudam seus significados, mas, em contraste, lançam mais luz sobre esses significados. Portanto, quando estudamos as profecias, faz sentido adquirir boa compreensão do livro de Gênesis, onde conceitos importantes são explicados pela primeira vez, e então aplicar essa compreensão fundamental enquanto exploramos o restante da Bíblia.

Por que é importante não permitir que ninguém nem nada, não importa a boa intenção ou lógica, enfraqueça nossa fé na Bíblia e nas verdades infalíveis que ela ensina? Quais são algumas maneiras sutis pelas quais isso pode acontecer?

Domingo, 06 de abril de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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O fundamento de Gênesis

Lições da Bíblia1:

“No dia seguinte, vendo que Jesus vinha em sua direção, João disse: – Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” (Jo 1:29).

Leituras da semana: Is 40:7, 8; Gn 22:1-13; Jo 3:16; Ap 5:5-10; 1Co 15:15-19; Ap 12:1-9

Um dos principais problemas com muitas interpretações atuais das profecias do Apocalipse é que elas falham em compreender como o Apocalipse utiliza o AT. O autor bíblico estava familiarizado com o AT e utilizou conceitos que eram bem conhecidos por seu público.

Embora seja importante pesquisar toda a Bíblia em busca de passagens que se relacionem com o texto do Apocalipse que estamos estudando, algumas passagens específicas nos ajudam a compreender esse livro de forma mais eficaz. Isso é particularmente verdadeiro em relação ao livro de Gênesis, que revela como nosso mundo chegou ao caos do pecado. Quase todos os conceitos fundamentais mencionados no Apocalipse aparecem, de alguma forma, nos primeiros capítulos da Bíblia.

Nesta semana, vamos estudar alguns dos grandes conceitos que estão no centro da mensagem do Apocalipse. Vamos selecionar apenas alguns para ilustrar a importante verdade de que compreender os fundamentos do AT por trás do Apocalipse nos permite ver vários detalhes do texto bíblico. Cada um desses detalhes traz lições valiosas sobre a natureza da humanidade, de Deus e do conflito que ocorre no Universo e, portanto, em nossa vida também.

Sábado, 05 de abril de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Alguns princípios da profecia – Estudo adicional

Lições da Bíblia1:

Leia, de Ellen G. White, O Grande Conflito [CPB, 2021], p. 272-277 (“Guilherme Miller e a mensagem do advento”).

“Pastores e povo declaravam que as profecias de Daniel e do Apocalipse eram mistérios incompreensíveis. No entanto, Cristo chamou a atenção de Seus discípulos para as palavras do profeta Daniel, com relação aos acontecimentos que ocorreriam na época deles, e disse: ‘Quem lê entenda’ (Mt 24:15). E a afirmação de que o Apocalipse é um mistério que não pode ser compreendido é contradita pelo próprio título do livro: ‘Revelação de Jesus Cristo, a qual Deus Lhe deu para mostrar aos Seus servos as coisas que em breve devem acontecer […]. Bem-aventurado aquele que lê, e bem-aventurados aqueles que ouvem as palavras da profecia e guardam as coisas nela escritas, pois o tempo está próximo’ (Ap 1:1, 3). […]

“Foram reveladas a João cenas emocionantes e de profundo interesse sobre a experiência da igreja. Ele viu a posição, os perigos, os conflitos e o livramento final do povo de Deus. Registrou as últimas mensagens que farão amadurecer a seara da Terra – tanto os feixes para o celeiro celestial quanto os para o fogo da destruição. Assuntos de suma importância lhe foram desvendados, especialmente para a última igreja, com o propósito de que os que saíssem do erro para a verdade pudessem ser instruídos” (O Grande Conflito, p. 289, 290, grifos no original).

Perguntas para consideração

1. De que modo o estudo das profecias pode aumentar sua fé? Profecias escritas milhares de anos antes dos eventos preditos aumentaram sua confiança na Bíblia e, mais importante ainda, no Deus que a inspirou? Daniel 2 apresenta motivos poderosos e racionais para crer que Deus existe e conhece o futuro?

2. Qual é a melhor maneira de nos protegermos de interpretações especulativas sobre as profecias, que às vezes existem até mesmo na igreja? Por que é essencial seguir a orientação bíblica: “Examinem todas as coisas, retenham o que é bom” (1Ts 5:21)?

Sexta-feira, 04 de abril de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Literal ou simbólico?

Lições da Bíblia1:

Quando estudamos as profecias, uma das principais questões com as quais lidamos é como determinar se algum texto deve ser entendido de modo literal ou simbólico. Como saber se o autor usou linguagem simbólica e como descobrir o que esse símbolo representa? A principal maneira de descobrir isso é analisando como os símbolos ou figuras são usados ao longo de toda a Bíblia, em vez de observar como são entendidos em nossa época. Por exemplo, alguns concluíram que o símbolo do urso em Daniel 7 representa a Rússia, porque essa imagem muitas vezes é usada hoje como símbolo desse país. Contudo, essa não é uma forma confiável de interpretar o simbolismo profético.

5. Leia as passagens abaixo, permitindo que a Bíblia interprete a si mesma. Que símbolo profético aparece em cada grupo de passagens e o que esse símbolo representa, segundo a própria Bíblia?

a) Dn 7:7 (NAA)2: “Depois disto, eu continuava olhando nas visões da noite, e apareceu o quarto animal, terrível, espantoso e muito forte. Tinha grandes dentes de ferro. Ele devorava, fazia em pedaços e pisava com os pés o que sobrava. Era diferente de todos os animais que apareceram antes dele e tinha dez chifres.”; Dn 8:3 (NAA)2: “Levantei os olhos e eis que, diante do rio, estava um carneiro, que tinha dois chifres. Os dois chifres eram compridos, mas um era mais comprido do que o outro; e o mais comprido apareceu por último.” Dn 7:24 (NAA)2: “Os dez chifres correspondem a dez reis que se levantarão daquele reino. Depois deles, se levantará outro rei, que será diferente dos primeiros, e derrotará três reis.”

b) Ap 1:16 (NAA)2: “Na mão direita ele tinha sete estrelas, e da sua boca saía uma afiada espada de dois gumes. O seu rosto brilhava como o sol na sua força.”; Ef 6:17 (NAA)2: “Usem também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus.”; Hb 4:12 (NAA)2: “Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até o ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para julgar os pensamentos e propósitos do coração.”

c) Ap 12:1 (NAA)2: “Viu-se grande sinal no céu: uma mulher vestida do sol com a lua debaixo dos pés e uma coroa de doze estrelas na cabeça.”; Ap 21:2 (NAA)2: “A mulher estava grávida e gritava com dores de parto, sofrendo tormentos para dar à luz.”; Ef 5:31, 32 (NAA)2: “31 Eis por que ‘o homem deixará o seu pai e a sua mãe e se unirá à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne’. 32 Grande é este mistério, mas eu me refiro a Cristo e à igreja.”; Jr 6:2 (NAA)2: “Deixarei em ruínas a formosa e delicada filha de Sião.”

Quando seguimos o princípio de que a Bíblia deve interpretar a si mesma, a maior parte dos mistérios que existem por trás do simbolismo profético desaparece. Vemos, por exemplo, que chifre simboliza poder político ou nação, espada representa a Palavra de Deus, e mulher se refere à igreja. Vemos claramente a Bíblia se explicando.

Por que Deus falou por meio de símbolos, em vez de ser mais direto em Sua revelação? Por que Pedro, de maneira enigmática, referiu-se a Roma como Babilônia (1Pe 5:13)?

Existem razões pelas quais Deus escolheu Se comunicar por meio das profecias usando símbolos. Se o Apocalipse tivesse mencionado Roma diretamente, ao tratar de seus erros e males, a perseguição à igreja, que já acontecia, se tornaria ainda pior. Sejam quais forem as razões para o uso de símbolos, podemos ter certeza de que Deus deseja que entendamos o que os símbolos significam.

Mesmo que alguns símbolos e profecias sejam difíceis de compreender, como podemos nos concentrar no que já conseguimos entender? Como isso pode fortalecer nossa fé?

Quinta-feira, 03 de abril de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Alusões, imagens e símbolos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 520, abr. maio. jun. 2025. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.