Os dois querubins

Lições da Bíblia1:

Assim que nossos pais foram expulsos do Éden, Deus apresentou a esperança do Messias (Gn 3:15). Ele estabeleceu um símbolo poderoso nos portões do Éden: dois querubins e uma “espada flamejante” (Gn 3:24). Essa cena se assemelha bastante à arca da aliança, que representava o trono de Deus (Êx 25:18).

2. Leia Gênesis 3:21-24. Qual era a tarefa dos querubins? E por quê?

Gênesis 3:21-24 (NAA)2: 21 O Senhor Deus fez roupas de peles, com as quais vestiu Adão e sua mulher. 22 Então o Senhor Deus disse: — Eis que o homem se tornou como um de nós, conhecedor do bem e do mal. É preciso impedir que estenda a mão, tome também da árvore da vida, coma e viva eternamente. 23 Por isso o Senhor Deus o lançou fora do jardim do Éden, para cultivar a terra da qual havia sido tomado. 24 E, depois de lançar fora o homem, Deus colocou querubins a leste do jardim do Éden e uma espada flamejante que se movia em todas as direções, para guardar o caminho da árvore da vida.

Embora os querubins tivessem responsabilidade de impedir o acesso dos pecadores à árvore da vida (Gn 3:22), eram também símbolo de esperança, indicando a promessa de que um dia os salvos serão levados de volta ao paraíso. O “Éden permaneceu na Terra muito depois que o homem tinha sido expulso […] (Gn 4:16). Por um prolongado período, foi permitido à raça decaída contemplar o lar da inocência, cuja entrada era vedada pelos anjos vigilantes. À porta do paraíso, guardada pelos querubins, revelava-se a glória divina. Adão e seus filhos iam ali para adorar a Deus. Ali renovaram seus votos de obediência àquela lei cuja transgressão os havia banido do Éden. […] No entanto, na restauração final de todas as coisas, quando houver ‘novo céu e nova Terra’ (Ap 21:1), ele será restabelecido, mais gloriosamente adornado do que no princípio” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas [CPB, 2022], p. 38).

Quando a Bíblia diz que Deus “colocou” querubins a leste do Éden (Gn 3:24), o termo hebraico é shakan, de onde vem a palavra traduzida como “tabernáculo” (Êx 25:9; Nm 3:26). O tabernáculo era o lugar em que Deus habitava no meio do povo. Embora a palavra Shekiná (que se refere à presença de Deus) não ocorra na Bíblia, ela vem do termo traduzido como “tabernáculo”. Portanto, uma tradução literal de Gênesis 3:24 poderia ser: “Deus tabernaculou querubins a leste do jardim do Éden.”

Na Bíblia, os querubins são associados à presença de Deus (1Cr 13:6; Sl 80:1; Is 37:16), especialmente ao Seu trono, o lugar em que Seu nome é proclamado. Os 24 anciãos que estão diante do trono (Ap 4; 5) louvam e declaram o direito divino de governar, pois Ele é Criador (Ap 4:11). Isso nos ajuda a compreender a cena da sala do trono e nosso papel como pecadores perdoados em relação ao nosso Criador.

Segunda-feira, 12 de maio de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Alusões, imagens e símbolos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 520, abr. maio. jun. 2025. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Eis-me aqui, envia-me a mim

Lições da Bíblia1:

Uma igreja decidiu reformar um porão antigo para criar um novo salão de reuniões sociais. Uma das primeiras coisas que fizeram foi instalar novas luzes, acreditando que elas tornariam o espaço mais bonito. Uma vez instaladas, no entanto, o espaço parecia ainda pior, porque luzes intensas geralmente revelam as imperfeições.

A visão impressionante do trono de Deus deixou Isaías dolorosamente ciente de seus defeitos. “Ai de mim! Estou perdido!”, lamentou ele. “Sou homem de lábios impuros, e habito no meio de um povo de lábios impuros; e os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos!” (Is 6:5). Sentiríamos o mesmo se fôssemos subitamente levados à presença visível do Senhor. A luz celestial é brilhante o suficiente para deixarmos de lado todas as nossas desculpas. Na presença de Deus, sentimos que estamos perdidos. Isaías estava prestes a ter a experiência mais marcante de sua vida.

1. Leia Isaías 6:6-8. Isaías sabia que o pecado destrói, pois o salário do pecado é a morte. No entanto, em vez de nos abandonar às consequências do pecado, um Deus de amor nos atrai para Si. Qual foi o resultado do encontro de Isaías com Deus? Por que ele é importante?

Isaías 6:6-8 (NAA)2: 6 Então um dos serafins voou para mim, trazendo na mão uma brasa viva, que havia tirado do altar com uma pinça. 7 Com a brasa tocou a minha boca e disse: — Eis que esta brasa tocou os seus lábios. A sua iniquidade foi tirada, e o seu pecado, perdoado. 8 Depois disto, ouvi a voz do Senhor, que dizia: — A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Eu respondi: — Eis-me aqui, envia-me a mim.

Isaías foi purificado quando um serafim pegou uma brasa do altar e tocou sua boca com ela. Provavelmente era o altar de incenso, onde a intercessão era feita pelo povo (Ap 8:3, 4). Os pecados de Isaías foram perdoados, e ele estava apto a ficar na presença de Deus. Além disso, foi designado para representar Deus perante o mundo.

A palavra “serafim” significa “aquele que queima”. Jesus descreveu o ministério de João Batista usando as seguintes palavras: “João era a lâmpada que estava acesa e iluminava, e, por algum tempo, vocês quiseram se alegrar com a sua luz” (Jo 5:35). João obviamente era um pecador que necessitava de graça e salvação, mas seu ministério apontava para o Único que poderia trazer graça e salvação.

Jesus veio ao mundo como a representação perfeita da glória do Pai – e Deus enviou um profeta, um pecador, que realizou uma tarefa semelhante à dos serafins.

Somente depois de saber que seu pecado estava purificado, Isaías disse: “Eis-me aqui, envia-me a mim.” Purificados pelo sangue de Jesus, podemos responder como Isaías?

Domingo, 11 de maio de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Fundamentos proféticos

Lições da Bíblia1:

“Depois disto, ouvi a voz do Senhor, que dizia: – A quem enviarei, e quem há de ir por Nós? Eu respondi: – Eis-me aqui, envia-me a mim” (Is 6:8).

Leituras da semana: Is 6:6-8; Gn 3:21-24; Ez 1:4-14; Ap 4:1-11; Nm 2:3-25; Is 14:12-14

O direito de Deus de governar o Universo está fundamentado em Sua posição como o Criador de todas as coisas (Ap 4:11) e em Seu caráter. Ao descobrir o caráter justo do Senhor começamos a entender como e por que os pecadores estão “destituídos da glória de Deus” (Rm 3:23, NVI).

Nesta semana, vamos avançar no estudo das visões sobre a sala do trono e considerar como a raça humana pode se relacionar com um Deus santo e como o sacrifício de Cristo pode nos restaurar e nos aproximar do trono divino. Deus planeja nos restaurar, não apenas como indivíduos, mas também como povo, para que mais uma vez revelemos Sua glória ao restante da criação. Quando examinamos a Bíblia, encontramos pistas importantes que nos ajudam a compreender e apreciar o alto chamado que Deus estendeu a nós, pecadores perdoados e redimidos.

A rebelião humana terminará para sempre. Mais do que isso, o caráter amoroso de Deus, Seu caráter abnegado e Sua disposição para Se sacrificar, resplandecerá ainda mais do que em Seu projeto original para a humanidade. Embora Ele nunca tenha pretendido que a humanidade pecasse, por meio da cruz o Seu caráter amoroso se manifestou de maneira extraordinária.

Sábado, 10 de maio de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Compreendendo o sacrifício – Estudo adicional

Lições da Bíblia1:

Cristo é o único digno de obter e garantir nossa salvação. Sua vida foi a única sem pecado, que satisfez perfeitamente a glória do Pai. Ele é o Cordeiro imaculado, e está à frente da raça humana como nossa garantia eterna. Ao mesmo tempo, Ele tomou sobre Si nossa culpa, satisfazendo o juízo que é a resposta de Deus ao pecado. Quando João testemunhou a cena extraordinária de seres celestiais ao redor do trono, foi instruído a parar de chorar porque o “Leão da tribo de Judá” venceu (Ap 5:5).

O pecado é terrível, e o ser humano é pecaminoso, a tal ponto que somente a morte de Jesus seria suficiente para resolver o problema do pecado. Se houvesse outra maneira de nos salvar, sem violar os princípios de Seu governo, Deus teria feito.

“A transgressão da lei de Deus exigia a vida do pecador. Em todo o Universo havia apenas um Ser que, em favor do homem, poderia satisfazer suas reivindicações. Visto que a lei divina é tão sagrada como o próprio Deus, unicamente um Ser igual a Ele poderia fazer expiação por sua transgressão. Ninguém, a não ser Cristo, poderia redimir da maldição da lei o ser humano decaído […]. Cristo tomaria sobre Si a culpa e a humilhação do pecado – pecado tão ofensivo para um Deus santo que separaria o Pai e o Filho. Cristo atingiria as profundezas da miséria para resgatar a raça que fora arruinada” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas [CPB, 2022], p. 39).

Perguntas para consideração

1. João viu um “Cordeiro que parecia que tinha sido morto” (Ap 5:6). Jesus foi “morto” desde a fundação do mundo (Ap 13:8). O que aprendemos sobre Deus pelo fato de que o plano da salvação já estava em vigor antes do surgimento do pecado?

2. Os ateus acreditam que estamos sozinhos em um Universo frio e indiferente. A Bíblia, por outro lado, diz que Deus amou o mundo de tal maneira que desceu até ele e morreu por ele. Isso muda nossa maneira de ver o mundo e nosso lugar nele? A cruz deve impactar o que fazemos?

3. O pecado é terrível. Por que só Cristo pode salvar a raça humana?

Sexta-feira, 09 de maio de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Porque criaste todas as coisas

Lições da Bíblia1:

Em poucas ocasiões, profetas foram levados tão perto de Deus em visão para que vissem Seu trono. Ezequiel viu esse trono acima do firmamento (Ez 1:26); Isaías visitou o templo celestial para vê-lo (Is 6:1); e, em uma das descrições mais detalhadas que temos, João foi levado ao trono em visão (Ap 4; 5). Os rituais do santuário, que funcionavam como tipos, indicavam que havia apenas um caminho pelo qual a humanidade poderia entrar na presença de Deus: o sangue de Cristo (Lv 16:2, 14).

5. Leia Isaías 6:1-5 e Apocalipse 4:7-11. Quais são as semelhanças entre essas visões? Observe a ordem dos eventos: Qual assunto é apresentado primeiro? O que vem depois? Que verdade sobre Deus é enfatizada?

Isaías 6:1-5 (NAA)2: 1 No ano da morte do rei Uzias, eu vi o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono, e as abas de suas vestes enchiam o templo. 2 Serafins estavam por cima dele. Cada um tinha seis asas: com duas cobria o rosto, com duas cobria os pés e com duas voava. 3 E clamavam uns para os outros, dizendo: “Santo, santo, santo é o Senhor dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória.” 4 Os umbrais das portas se moveram com a voz do que clamava, e o templo se encheu de fumaça. 5 Então eu disse: — Ai de mim! Estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros, e habito no meio de um povo de lábios impuros; e os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos!

Apocalipse 4:7-11 (NAA)2: 7 O primeiro ser vivente era semelhante a um leão, o segundo era semelhante a um novilho, o terceiro tinha o rosto semelhante ao de ser humano e o quarto ser vivente era semelhante à águia quando está voando. 8 E os quatro seres viventes, tendo cada um deles, respectivamente, seis asas, estavam cheios de olhos, ao redor e por dentro. Não tinham descanso, nem de dia nem de noite, proclamando: “Santo, santo, santo é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, aquele que era, que é e que há de vir.” 9 Sempre que esses seres viventes davam glória, honra e ações de graças ao que está sentado no trono, ao que vive para todo o sempre, 10 os vinte e quatro anciãos se prostravam diante daquele que está sentado no trono, adoravam o que vive para todo o sempre e depositavam as suas coroas diante do trono, proclamando: 11  “Tu és digno, Senhor e Deus nosso, de receber a glória, a honra e o poder, porque criaste todas as coisas e por tua vontade elas vieram a existir e foram criadas.”

A primeira coisa que ocorreu é que seres celestiais destacaram a santidade de Deus. A cena de Isaías é impressionante: o templo estava cheio de fumaça e os “umbrais das portas” balançaram enquanto serafins proclamavam que Deus é santo (Is 6:4). Na visão de João, querubins fizeram o mesmo anúncio: “Santo, santo, santo” (Ap 4:8; em Ez 10:14, 15, as quatro criaturas viventes são chamadas de querubins). Cada um desses profetas viu uma cena deslumbrante da glória de Deus.

Em seguida, vemos a reação do profeta. Isaías reconheceu que era um “homem de lábios impuros” (Is 6:5), e João chorou diante da verdade de que não havia ninguém digno (Ap 5:4). Quando vemos a dignidade de Deus, compreendemos a situação humana: somos totalmente indignos e precisamos de Cristo como nosso Redentor.

Satanás acusa Deus de ser arbitrário, egoísta e severo. No entanto, um breve momento na sala do trono de Deus expõe as mentiras do inimigo. Somente quando vemos Cristo como Ele é, o “Cordeiro que foi morto” (Ap 5:12), podemos ver o Pai como Ele realmente é. É reconfortante saber que, ao ver Jesus, vemos como o Pai é (Jo 14:9). E a maior revelação do caráter do Pai é vista em Jesus morrendo por nós.

A cruz nos revela duas verdades. Primeira: Deus nos ama a ponto de Se sacrificar por nós. Segunda: a cruz deve nos mostrar que somos realmente pecadores e caídos, de tal maneira que somente por meio da cruz poderíamos ser salvos.

Quinta-feira, 08 de maio de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Jesus no templo

Lições da Bíblia1:

A história da salvação envolve duas realidades que, à primeira vista, parecem contraditórias. Deus quer restaurar a comunhão que tínhamos com Ele e anseia estar próximo de nós. No entanto, trazer pecadores à Sua presença os levaria à destruição. Davi disse: “Tu não és um Deus que tenha prazer na injustiça; Contigo o mal não pode habitar”. Mas ele também disse: “Eu, porém, pelo Teu grande amor leal, entrarei na Tua casa; com temor me inclinarei em direção ao Teu santo templo” (Sl 5:4, 7, NVI).

4. Leia Ageu 2:7-9. Enquanto o segundo templo estava sendo construído, o profeta Ageu fez uma promessa surpreendente: o novo templo seria mais glorioso do que o anterior. O que essa profecia queria dizer?

Ageu 2:7-9 (NAA)2: 7 Farei tremer todas as nações, e serão trazidas as coisas preciosas de todas as nações, e encherei este templo de glória, diz o Senhor dos Exércitos. 8 Minha é a prata, meu é o ouro, diz o Senhor dos Exércitos. 9 A glória deste novo templo será maior do que a do primeiro, diz o Senhor dos Exércitos; e neste lugar darei a paz, diz o Senhor dos Exércitos.

Quando Salomão dedicou o primeiro templo, a glória da Shekiná, a presença de Deus que acompanhou Israel a caminho de Canaã, encheu o templo, e os sacerdotes não puderam permanecer para ministrar (1Rs 8:10, 11). Quando o segundo templo foi dedicado, a arca da aliança, que representava o trono de Deus, não estava ali, pois alguns homens fiéis, aflitos com os pecados da nação, a haviam escondido antes da destruição da cidade (Ver Ellen G. White, História da Redenção [CPB, 2021], capítulo 24, p. 136). Desta vez, a presença de Deus não encheu o templo. Foi triste. Como a profecia de Ageu se cumpriria?

Foi no segundo templo que Jesus, Deus encarnado, apareceu em Pessoa, em carne e osso. O próprio Deus saiu de trás do véu para Se tornar um de nós e Se unir a nós neste mundo fragilizado. Como o Filho de Deus agora era também o Filho do Homem, podíamos ver Seu rosto, ouvir Sua voz e testemunhar, por exemplo, quando Ele tocou em um leproso impuro e o curou (Mt 8:3). Em vez de simplesmente nos chamar para nos aproximarmos Dele, Deus veio em nossa direção. Ele desceu, pessoalmente, até nós. Não é de admirar esta declaração sobre Jesus: “‘A virgem ficará grávida, dará à luz um Filho, e o chamarão Emanuel’, que significa ‘Deus conosco’” (Mt 1:23). Pense no que isso significa: o Criador do Universo condescendeu não apenas em viver entre nós, mas em morrer por nós!

A cruz é de longe a maior manifestação do amor de Deus. Quais são outras maneiras pelas quais podemos ver e experimentar a realidade desse amor?

Quarta-feira, 07 de maio de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

O Cordeiro pascal

Lições da Bíblia1:

O Apocalipse se refere a Jesus como “o Cordeiro” cerca de 30 vezes. Desde o início do plano da redenção, o povo de Deus usou cordeiros como símbolos do Messias vindouro. Abel ofereceu as “primeiras crias do seu rebanho” (Gn 4:4, NVI); e, antes de partirem do Egito para a terra prometida, os israelitas foram instruídos a resgatar cada primogênito, pessoa ou animal, com um cordeiro de um ano (Êx 12:5).

3. O que a Bíblia ensina sobre Jesus como o sacrifício da Páscoa? O que essa verdade significa para nós? Êx 12:1-11; Is 53:7, 8; 1Co 5:7; Ap 5:6

Êx 12:1-11 (NAA)2: 1O Senhor disse a Moisés e a Arão na terra do Egito: 2 — Este mês será para vocês o principal dos meses; será o primeiro mês do ano.3 Falem a toda a congregação de Israel, dizendo: No dia dez deste mês, cada um tomará para si um cordeiro, segundo a casa dos pais, um cordeiro para cada família. 4 Mas, se a família for pequena para um cordeiro, então o chefe da família convidará o seu vizinho mais próximo, conforme o número de pessoas. Conforme o que cada um puder comer, por aí vocês calcularão quantos são necessários para o cordeiro. 5 O cordeiro será sem defeito, macho de um ano, podendo também ser um cabrito. 6 Vocês guardarão o cordeiro até o décimo quarto dia deste mês, e todo o ajuntamento da congregação de Israel o matará no crepúsculo da tarde. 7 Pegarão um pouco do sangue e o passarão nas duas ombreiras e na viga superior da porta, nas casas em que o comerem. 8 — Naquela noite, comerão a carne assada no fogo, com pães sem fermento e ervas amargas. 9 Não comam do animal nada cru, nem cozido em água, porém assado ao fogo: a cabeça, as pernas e as vísceras. 10 Não deixem nada do cordeiro até pela manhã; o que, porém, ficar até pela manhã, queimem. 11 É assim que vocês devem comê-lo: já prontos para viajar, com as sandálias nos pés e o cajado na mão. Comam depressa. É a Páscoa do Senhor.

Is 53:7, 8 (NAA)2:  7 Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca. Como cordeiro foi levado ao matadouro e, como ovelha muda diante dos seus tosquiadores, ele não abriu a boca. 8 Pela opressão e pelo juízo, ele foi levado, e de sua linhagem, quem se preocupou com ela? Porque ele foi cortado da terra dos viventes; foi ferido por causa da transgressão do meu povo.

1Co 5:7 (NAA)2: Joguem fora o velho fermento, para que vocês sejam nova massa, como, de fato, já são, sem fermento. Pois também Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi sacrificado.

Ap 5:6 (NAA)2: Então vi, no meio do trono e dos quatro seres viventes e entre os anciãos, em pé, um Cordeiro que parecia que tinha sido morto. Ele tinha sete chifres, bem como sete olhos, que são os sete espíritos de Deus enviados por toda a terra.

Décadas após a morte de Cristo, Pedro refletiu sobre a redenção: “Não foi por meio de coisas perecíveis como prata ou ouro que vocês foram redimidos da sua maneira vazia de viver, transmitida por seus antepassados, mas pelo precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro sem mancha e sem defeito” (1Pe 1:18, 19, NVI).

Jesus foi o único ser humano cuja vida satisfez perfeitamente a santidade de Deus. Todos os outros seres humanos pecaram, e nossa vida pecaminosa literalmente conta mentiras sobre a natureza do Criador.

Jesus, no entanto, tornou-Se o “último Adão” (1Co 15:45). Onde falhamos, Ele foi perfeito. Em Sua humanidade, Ele era tudo o que a raça humana deveria ser. Refletia a glória de Deus. Por isso, disse: “Quem vê a Mim vê o Pai” (Jo 14:9).

Jesus foi crucificado na festa da Páscoa, reforçando que Ele é o Cordeiro antitípico. Em João 18:19 e 20, Cristo disse que falava “francamente” sobre Seus ensinos. De forma paralela, os filhos de Israel foram instruídos a escolher para a Páscoa um cordeiro “sem defeito” e guardá-lo, colocando-o à vista de todos, durante os dias que antecediam o sacrifício (Êx 12:5, 6). Quando o sumo sacerdote questionou Jesus sobre Seus ensinos, Ele mencionou que estivera à vista de todos no templo, para que O considerassem. Sua vida, Suas obras, Seus ensinos – tudo revelava quem Ele realmente era. Jesus é o Cordeiro sem defeito, a expressão mais poderosa da justiça e da glória de Deus.

Como podemos refletir melhor o caráter perfeito de Jesus em nossa vida?

Terça-feira, 06 de maio de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Sangue de touros e de bodes

Lições da Bíblia1:

Alguns criticam os sacrifícios, alegando que eles eram cruéis e, em certo sentido, injustos. No entanto, a intenção é exatamente essa. A morte de Cristo foi cruel, severa e injusta – o Inocente morreu pelos culpados. Isso era necessário para solucionar o problema do pecado. E esses sacrifícios apontavam para a morte de Cristo.

2. O que Hebreus 10:3-10 nos ensina sobre os sacrifícios que o povo de Deus oferecia na época do AT? Se os sacrifícios eram incapazes de salvar realmente os pecadores, por que eram oferecidos?

Hebreus 10:3-10 (NAA)2: 3 Entretanto, nesses sacrifícios ocorre recordação de pecados todos os anos, 4 porque é impossível que o sangue de touros e de bodes remova pecados. 5 Por isso, ao entrar no mundo, Cristo disse: “Sacrifício e oferta não quiseste, mas preparaste um corpo para mim; 6 não te agradaste de holocaustos e ofertas pelo pecado. 7 Então eu disse: ‘Eis aqui estou! No rolo do livro está escrito a meu respeito. Estou aqui para fazer, ó Deus, a tua vontade.’” 8 Depois de dizer, como acima: “Sacrifícios, ofertas, holocaustos e ofertas pelo pecado não quiseste, nem deles te agradaste” — coisas que se oferecem segundo a lei —, 9 num segundo momento acrescentou: “Eis aqui estou para fazer, ó Deus, a tua vontade.” Ele remove o primeiro para estabelecer o segundo. 10 Nessa vontade é que temos sido santificados, mediante a oferta do corpo de Jesus Cristo, uma vez por todas.

Os animais eram símbolos que apontavam para o sacrifício expiatório do Cordeiro de Deus. Os sacrifícios eram atos de fé, que proporcionavam aos pecadores uma forma concreta de expressar fé na obra do Messias vindouro. Consideramos esses símbolos como tipos, que foram cumpridos por um antítipo, que é a realidade. Alguns descrevem os sacrifícios como “mini-profecias” sobre a morte de Jesus na cruz.

Os rituais ligados aos sacrifícios eram como o pagamento por uma viagem. Quando compramos uma passagem de ônibus, trem ou avião, não fazemos imediatamente a viagem pela qual pagamos. Em vez disso, recebemos uma passagem ou cartão de embarque, que é uma espécie de garantia ou representação da jornada que está por vir. Podemos segurar aquele pedaço de papel o quanto quisermos, mas ele não nos levará a destino algum. Mas, quando embarcamos e a jornada começa, recebemos aquilo pelo qual pagamos, e a passagem de papel se torna desnecessária.

Algo semelhante ocorreu com os animais oferecidos em sacrifício. Eles tinham um papel importante, mas uma vez que o sacrifício real foi feito, eles perderam todo o sentido. E essa realidade ficou visível quando, na morte de Cristo, “o véu do santuário se rasgou em duas partes, de alto a baixo” (Mc 15:38). Todo o sistema sacrifical, o templo e os rituais apontavam para a morte de Jesus. Uma vez que Ele cumpriu Sua promessa na cruz e ressuscitou, vencendo a morte, os tipos se tornaram desnecessários.

O pecado é tão terrível que somente a morte de Jesus poderia fazer expiação por ele (Jo 1:1-3, 14). O que isso nos diz sobre qual deve ser nossa atitude para com o pecado?

Segunda-feira, 05 de maio de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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