Atravessando o Mar Vermelho

Lições da Bíblia1:

3. Leia Êxodo 13:17-22; 14:1-12. Como Deus guiou os israelitas quando eles deixaram o Egito, e o que aconteceu depois?

Êxodo 13:17-22 (NAA)2: 17 Quando Faraó deixou o povo ir, Deus não os levou pelo caminho da terra dos filisteus, embora fosse mais perto, pois disse: — Para não acontecer que, vendo a guerra, o povo se arrependa e queira voltar para o Egito. 18 Porém Deus fez o povo rodear pelo caminho do deserto perto do mar Vermelho. Os filhos de Israel saíram do Egito organizados como um exército. 19 Moisés levou consigo também os ossos de José, pois este havia feito com que os filhos de Israel jurassem solenemente, dizendo: “Deus certamente visitará vocês. Quando isso acontecer, levem os meus ossos daqui.” 20 Os israelitas partiram de Sucote e acamparam em Etã, à entrada do deserto. 21 O Senhor ia adiante deles, durante o dia, numa coluna de nuvem, para os guiar pelo caminho; durante a noite, numa coluna de fogo, para os iluminar, a fim de que caminhassem de dia e de noite. 22 A coluna de nuvem nunca se afastou do povo durante o dia, nem a coluna de fogo durante a noite.

Êxodo 14:1-12 (NAA)2:  1 O Senhor disse a Moisés: 2 — Diga aos filhos de Israel que voltem e se acampem diante de Pi-Hairote, entre Migdol e o mar, diante de Baal-Zefom; em frente desse lugar, junto ao mar, vocês acamparão. 3 Então Faraó dirá a respeito dos filhos de Israel: “Estão desorientados na terra, presos no deserto.” 4 Eu vou endurecer o coração de Faraó, para que os persiga, e serei glorificado em Faraó e em todo o seu exército. E os egípcios saberão que eu sou o Senhor. Eles assim o fizeram. 5 Quando foi anunciado ao rei do Egito que o povo fugia, ele e os seus oficiais mudaram de ideia a respeito do povo. Disseram: — Que é isto que fizemos, permitindo que Israel nos deixasse de servir? 6 E Faraó aprontou o seu carro de guerra e levou consigo o seu povo. 7 Levou também seiscentos carros de guerra escolhidos e todos os outros carros de guerra do Egito com capitães sobre todos eles. 8 Porque o Senhor endureceu o coração de Faraó, rei do Egito, para que perseguisse os filhos de Israel. Porém os filhos de Israel saíram, marchando corajosamente. 9 Os egípcios os perseguiram, com todos os cavalos e carros de guerra de Faraó, os seus cavaleiros e o seu exército, e os alcançaram acampados junto ao mar, perto de Pi-Hairote, diante de Baal-Zefom. 10 E, chegando Faraó, os filhos de Israel levantaram os olhos e eis que os egípcios vinham atrás deles, e ficaram com muito medo. Então os filhos de Israel clamaram ao Senhor. 11 Disseram a Moisés: — Será que foi por não haver sepulturas no Egito que você nos tirou de lá, para que morramos neste deserto? O que foi que você fez conosco, tirando-nos do Egito? 12 Não foi isso que dissemos a você no Egito: “Deixe-nos em paz, para que sirvamos os egípcios”? Pois teria sido melhor para nós servir os egípcios do que morrer no deserto.

Seguindo as instruções de Deus a Moisés, os israelitas deixaram o Egito como um exército bem organizado. Os termos hebraicos tsaba’ e makhaneh testificam essa descrição: a primeira palavra significa “exército” ou “hoste”; e a segunda, “acampamento” ou “divisão” (ver Êx 6:26; 7:4; 12:17, 41, 51; 14:19, 20; compare com Êx 13:18). Eles foram divididos em unidades e marchavam como um exército. Posteriormente, Balaão viu das colinas de Moabe que Israel estava “acampado, tribo por tribo” (Nm 24:2, NVI).

Quando Israel saiu do Egito, “Moisés levou consigo também os ossos de José” (Êx 13:19). Esse detalhe revela o cumprimento da fé que José teve nas promessas de Deus. José jamais perdeu de vista a terra prometida, mesmo vivendo no esplendor do Egito. Ele pediu que seus ossos fossem levados para Canaã (Gn 50:24, 25). José cria que Deus visitaria Israel no Egito e os levaria para a terra prometida, como havia jurado (Hb 11:22). Na chegada a Canaã, seus ossos “foram sepultados em Siquém” (Js 24:32).

A coluna de nuvem e a coluna de fogo foram os sinais visíveis da presença de Deus no meio de Seu povo. O Senhor habitava na nuvem e falava de lá (Êx 14:24; Nm 12:5, 6).

Então, o Faraó revelou suas motivações. Ele não havia se convertido e nunca se arrependeu. Seu pedido da bênção divina foi uma farsa, talvez um engano em seu coração. Ele reuniu seu exército, e foi atrás de seus escravos fugitivos. Ele estava cego pelo pecado.

Quando os israelitas viram o exército do Faraó chegando, expressaram sentimentos que repetiriam outras vezes: “Será que foi por não haver sepulturas no Egito que você nos tirou de lá, para que morramos neste deserto? O que foi que você fez conosco, tirando-nos do Egito?” (Êx 14:11).

Mesmo tendo visto aquelas demonstrações do poder de Deus, que incluíam livrar seus próprios filhos primogênitos, o povo ainda demonstrava uma surpreendente falta de fé.

Pense na última vez em que você enfrentou uma situação terrível. Qual foi sua primeira reação: fé em Deus ou falta de fé? Que lições daquela situação poderão ajudá-lo na próxima vez que passar por uma situação parecida (e isso vai acontecer)?

Terça-feira, 05 de agosto de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro do êxodo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 521, jul. ago. set. 2025. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

A consagração do primogênito

Lições da Bíblia1:

O tempo prometido de redenção e libertação estava prestes a chegar. O povo precisava estar preparado. Ele precisava não apenas crer, mas agir de acordo com essas crenças. Deus havia dito a ele o que fazer; e, então, pela fé, deveria entrar em ação. Embora em um contexto diferente do que Tiago escreveu mais tarde, o princípio se encaixa muito bem: “Seu tolo, você quer ter certeza de que a fé sem as obras é inútil?” (Tg 2:20).

2. Leia Êxodo 13:1-16. Os primogênitos israelitas foram poupados, pela graça de Deus, durante a praga final. Por que o Senhor deu essa ordem e o que ela significa para nós hoje?

Êxodo 13:1-16 (NAA)2: 1 O Senhor disse a Moisés: 2— Consagre-me todo primogênito. Todo o primeiro que sair do ventre de sua mãe entre os israelitas, tanto de homens como de animais, é meu. 3 Moisés disse ao povo: — Lembrem-se deste dia, o dia em que vocês saíram do Egito, da casa da servidão; pois com mão forte o Senhor os tirou de lá; portanto, não comam pão feito com fermento. 4 Hoje, mês de abibe, vocês estão saindo do Egito. 5 Quando o Senhor os tiver introduzido na terra dos cananeus, dos heteus, dos amorreus, dos heveus e dos jebuseus, terra que o Senhor jurou a seus pais que daria a vocês, terra que mana leite e mel, vocês observarão este rito neste mês. 6 Durante sete dias vocês comerão pães sem fermento; e no sétimo dia haverá solenidade ao Senhor. 7 Durante sete dias vocês comerão pães sem fermento. Nada que tenha sido levedado se encontrará entre vocês nem ainda fermento será encontrado em todo o seu território. 8 — Naquele mesmo dia, vocês dirão a seus filhos: “Isto é pelo que o Senhor nos fez, quando saímos do Egito.” 9 E será como sinal na mão de vocês e por memorial entre os seus olhos, para que a lei do Senhor esteja na sua boca; pois com mão forte o Senhor os tirou do Egito. 10 Portanto, guardem esta ordenança no tempo determinado, de ano em ano. A separação dos primogênitos 11— Quando o Senhor os tiver introduzido na terra dos cananeus, como jurou a vocês e aos seus pais, quando ele lhes tiver dado essa terra, 12 vocês deverão separar para o Senhor todo primeiro filho homem que nascer e todo primogênito dos seus animais; os filhos e filhotes machos serão do Senhor. 13 Porém todo primogênito da jumenta vocês poderão resgatar com um cordeiro; se não o resgatarem, deverá ser desnucado; mas vocês resgatarão todo primogênito do homem entre os seus filhos. 14 — Se no futuro o seu filho perguntar: “O que significa isso?”, você responderá: “O Senhor com mão forte nos tirou da casa da servidão. 15 Pois aconteceu que, endurecendo-se Faraó para não nos deixar sair, o Senhor matou todos os primogênitos na terra do Egito, desde o primogênito do homem até o primogênito dos animais; por isso, sacrificamos ao Senhor todo primeiro filhote macho. Mas a todo primogênito de nossos filhos nós resgatamos.” 16 E isto será como sinal nas suas mãos e por frontais entre os seus olhos; porque o Senhor com mão forte nos tirou do Egito.

Deus misericordiosamente preservou as famílias israelitas que estavam sob o sangue porque, pela fé, elas marcaram as ombreiras de suas portas. Novas orientações vieram do Senhor por meio de Moisés: “Consagre-Me todo primogênito” (Êx 13:2). Essa legislação era válida tanto para seres humanos quanto para animais.

Um princípio por trás dessa instrução é que tudo pertence a Deus porque Ele é nosso Criador e o Dono de tudo: “Ao Senhor pertence a Terra e a sua plenitude, o mundo e os que nele habitam”(Sl 24:1). “Minha é a prata, Meu é o ouro, diz o Senhor dos Exércitos”(Ag 2:8). Os filhos primogênitos dos israelitas eram as primícias das bênçãos de Deus, que Ele lhes havia concedido. Também eram um sinal de consagração total ao Senhor e da compreensão de que tudo o que possuíam vinha somente Dele.

Além disso, encontramos a ideia de redenção ou salvação. Os filhos primogênitos foram poupados da morte porque foram cobertos pelo sangue. Eles foram redimidos da morte, assim como todos os que estão sob o sangue de Cristo. Paulo escreveu sobre Jesus: “Em quem temos a redenção, a remissão dos pecados”(Cl 1:14).

Deus apresentou regulamentos sobre como essa dedicação deveria ocorrer, celebrando a libertação da escravidão egípcia. Os israelitas deveriam sacrificar os animais, mas seus filhos deveriam ser resgatados (Êx 13:12, 13, 15).

Êxodo 13:16 diz que esse acontecimento seria como sinal nas mãos e frontais entre os olhos. Como isso simboliza a importante verdade espiritual de que, independentemente de quanta fé temos, devemos agir de acordo com essa fé?

Segunda-feira, 04 de agosto de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro do êxodo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 521, jul. ago. set. 2025. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Vão e adorem o Senhor

Lições da Bíblia1:

Na noite da Páscoa, o juízo divino alcançou os que não estavam cobertos pelo sangue (Êx 12:1-12). Ninguém escapou, independentemente de posição, educação, condição social ou sexo. A punição atingiu todas as famílias, do Faraó aos escravos, e até mesmo os primogênitos dos animais. O orgulho do Egito estava no pó.

Leia Êxodo 12:31-36. Que pedido estranho o Faraó fez e por que, mesmo dando permissão para que todos saíssem?

Êxodo 12:31-36 (NAA): 31 Então, naquela mesma noite, Faraó chamou Moisés e Arão e lhes disse: — Levantem-se e saiam do meio do meu povo, vocês e os filhos de Israel! Vão e adorem o Senhor, como vocês disseram. 32 Levem também com vocês as suas ovelhas e o seu gado, como vocês pediram. Vão embora e abençoem também a mim. 33 Os egípcios insistiram com o povo para que saísse da terra o mais depressa possível, pois diziam: — Todos vamos morrer. 34 O povo pegou a sua massa de pão, antes que levedasse, e as suas amassadeiras atadas em trouxas com as suas roupas, sobre os ombros. 35 Os filhos de Israel fizeram conforme a palavra de Moisés e pediram aos egípcios objetos de prata, objetos de ouro e roupas. 36 E o Senhor fez com que o seu povo encontrasse favor da parte dos egípcios, de maneira que estes lhes davam o que pediam. E despojaram os egípcios.

É bastante intrigante que o Faraó, ao dizer aos hebreus para irem adorar, tenha acrescentado este pedido: “E abençoem também a mim” (Êx 12:32). Por que o rei do Egito, considerado um “deus” no meio de seu povo, pediria isso? Parece que ele finalmente compreendeu o poder do Deus dos hebreus e quis se beneficiar dele. No entanto, como Deus poderia abençoá-lo enquanto ele estava em rebelião, pecado e orgulho? Ele finalmente permitiu que o povo saísse, mas não foi por submissão à vontade de Yahweh. Fez isso porque foi derrotado. Ele não estava arrependido, como suas ações posteriores revelariam. Ele apenas queria interromper a destruição que cobria seu reino.

O Faraó foi humilhado. E, na tragédia da pior de todas as pragas, ele deixou que Israel saísse do Egito. Ele permitiu o que havia se recusado a conceder em todas as vezes anteriores, não importando o sofrimento que suas ações traziam à nação.

Os egípcios estavam ansiosos para que os hebreus saíssem, o que é compreensível. Eles diziam: “Se vocês não saírem, todos nós morreremos!” (Êx 12:33, NTLH).

Enquanto isso, Deus fez provisões para que os israelitas não deixassem o Egito de mãos vazias, mas obtivessem tudo o que precisariam para o que, no fim, acabou sendo uma jornada muito mais longa do que o previsto. Os egípcios deram aos hebreus inúmeros itens valiosos apenas para apressar o povo a sair do país, mas, na verdade, correspondiam ao salário que foi negado aos israelitas por séculos de trabalho escravo. Certamente, para os egípcios, deixar os hebreus em sua terra seria um preço muito mais alto.

Quantas vezes nos “arrependemos” de ações somente por causa de suas consequências e não porque esses atos são errados? Isso é arrependimento verdadeiro? Como nos arrepender dos pecados dos quais ficamos impunes, pelo menos no curto prazo?

Domingo, 03 de agosto de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

A travessia do Mar Vermelho

Lições da Bíblia1:

“Moisés, porém, respondeu ao povo: – Não tenham medo; fiquem firmes e vejam o livramento que o Senhor lhes fará no dia de hoje, porque vocês nunca mais verão esses egípcios que hoje vocês estão vendo. O Senhor lutará por vocês; fiquem calmos” (Êx 14:13, 14).

Leituras da semana: Êx 12:31-36; Tg 2:17-20; Êx 13; 14; hb 11:22; Êx 15:1-21; Ap 15:2-4

O êxodo é a experiência mais impressionante e gloriosa do povo de Deus no AT. Esse evento é o modelo de como Deus derrotou os inimigos dos hebreus e os levou vitoriosamente para a terra prometida. É também símbolo da salvação e redenção em Cristo.

Do ponto de vista humano, os filhos de Israel estavam em situação desesperadora, e até mesmo impossível: eles não podiam se salvar por si mesmos. Se fossem libertados, teria que ser por um ato divino. O mesmo acontece em nossa condição em relação ao pecado: por nós mesmos, não temos esperança. Precisamos de algo ainda mais espetacular do que o êxodo. E nós temos: a cruz de Cristo e o que Ele fez por nós.

Os acontecimentos são extraordinários e de tirar o fôlego – desde a partida de Israel do Egito (Êx 12) até o cântico de Moisés (Êx 15). Os sinais, maravilhas e obras redentivas de Deus, relatadas em Êxodo, são o auge da história de Israel.

Ainda assim, mesmo esses eventos não se comparam com o que Cristo fez por nós na cruz, do qual o drama do êxodo foi um mero prenúncio.

Sábado, 02 de agosto de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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A Páscoa – Estudo adicional

Lições da Bíblia1:

Leia, de Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 229-233 (“A Páscoa”).

“A Páscoa devia ser tanto comemorativa quanto simbólica, apontando não somente para a libertação do Egito, mas também para o maior livramento que, no futuro, Cristo realizaria libertando Seu povo do cativeiro do pecado. O cordeiro sacrifical representa o ‘Cordeiro de Deus’ (Jo 1:29), em quem se acha nossa única esperança de salvação. O apóstolo escreveu: ‘Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós’ (1Co 5:7, ARC). Não bastava que o cordeiro pascal fosse morto; seu sangue devia ser aspergido nos batentes das portas. Assim também, os méritos do sangue de Cristo devem ser aplicados no coração. Devemos crer que Ele morreu não somente pelo mundo, mas também por cada um de nós individualmente. Devemos apropriar-nos dos benefícios do sacrifício expiatório” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas [CPB, 2022], p. 231).

Até hoje, famílias judaicas celebram a Páscoa (em hebraico, Pessach). Elas realizam o que chamam de “sêder de Pesach” – “sêder” significa “ordem” ou “sequência” e, nesse caso, refere-se ao jantar cerimonial. Nesse momento, eles recontam a história do êxodo e depois desfrutam uma refeição especial em família. É impressionante como essa celebração tem sido mantida, literalmente, desde a época do êxodo! Somente o sábado, que também é observado pelos judeus praticantes, é mais antigo.

Perguntas para consideração

1. Como entender que o Senhor foi justo ao matar os primogênitos do Egito e o mundo no dilúvio, muitos dos quais eram “inocentes”? É possível conciliar isso com o amor de Deus? 

2. O que significa ser coberto pelo sangue de Jesus e que Seu sangue nos purifica do pecado? Como podemos aplicar esse conceito em nossa vida diária? 

3. Leia as seguintes palavras: “Os seguidores de Cristo devem ser participantes de Sua experiência. Devem receber e assimilar a Palavra de Deus de modo que ela se torne a força que impulsiona a vida e as ações. Pelo poder de Cristo, devem ser transformados à Sua semelhança e refletir os atributos divinos. […] O espírito e a obra de Cristo devem se tornar o espírito e a obra de Seus discípulos” (Patriarcas e Profetas, p. 231). Como podemos permitir que Cristo faça em nós o que esse texto descreve?

Sexta-feira, 01 de agosto de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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O juízo divino

Lições da Bíblia1:

6. Deus feriu todos primogênitos no Egito. Por que Ele Se concentrou nos primogênitos? Êx 12:29, 30; Hb 11:28

Êx 12:29, 30 (NAA)2: 29 Aconteceu que, à meia-noite, o Senhor matou todos os primogênitos na terra do Egito, desde o primogênito de Faraó, que se assentava no seu trono, até o primogênito do prisioneiro que estava na cadeia, e todos os primogênitos dos animais. 30 Faraó levantou-se de noite, ele, todos os seus oficiais e todos os egípcios; e houve grande clamor no Egito, pois não havia casa em que não houvesse um morto.

Hb 11:28 (NAA)2: Pela fé, celebrou a Páscoa e o derramamento do sangue, para que o exterminador não tocasse nos primogênitos dos israelitas.

A última praga do Egito atingiu os primogênitos. Esse foi um juízo divino contra todos os deuses do Egito e também contra todas as famílias que adoravam esses falsos deuses, que eram apenas ídolos sem valor, refletindo os sentimentos, desejos e medos do próprio povo.

Como as pragas anteriores já haviam demonstrado, os ídolos eram incapazes de salvar o povo. Sua inutilidade ficou mais evidente com a décima praga, que trouxe as consequências mais graves para os egípcios.

“Por todo o vasto reino do Egito, o orgulho de cada casa tinha sido derrubado. Gritos e choro de lamentação enchiam o ar. O rei e seus oficiais, com rosto pálido e membros trêmulos, estavam apavorados diante do horror que dominava a todos”(Ellen G. White, Patriarcas e Profetas [CPB, 2022], p. 233).

O Faraó era visto como a personificação do poder do Egito e o deus supremo da nação, e seu filho primogênito era considerado filho de um deus. Ísis era uma deusa que protegia as crianças; Heqet, a deusa que assistia as mulheres no parto; e Min, um deus na reprodução. Além desses, havia outros deuses egípcios relacionados à fertilidade. No entanto, eles se mostraram impotentes diante do Deus vivo. Moisés e Jetro fizeram declarações sobre o poder e a superiodade de Deus (Êx 15:11; Êx 18:11).

De acordo com Êxodo 1, o Faraó mandou que as parteiras egípcias matassem os filhos recém-nascidos dos israelitas numa tentativa de enfraquecê-los, dominá-los e humilhá-los. Agora, a punição de Deus recaiu sobre os primogênitos do Egito. Isso ilustra o princípio de que colhemos aquilo que semeamos.

Nossas decisões e comportamentos têm consequências reais. E a dolorosa verdade, que todos nós já experimentamos, é que não sofremos sozinhos as consequências de nossas ações erradas. Outras pessoas, às vezes até mesmo inocentes, também sofrem. Essa é a natureza do pecado.

Você já sofreu por causa dos pecados de outras pessoas? Outras pessoas já sofreram por causa dos seus pecados? Qual é a nossa única esperança?

Quinta-feira, 31 de julho de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Passando a tocha

Lições da Bíblia1:

O salmista descreve como nossos filhos podem conhecer a Deus e Seu cuidado amoroso (Sl 145:4). As famílias devem dialogar sobre Deus, Seus feitos maravilhosos e Seus ensinos, para transmitir o conhecimento bíblico às futuras gerações.

5. Leia Êxodo 12:24-28. Qual é a ideia central desse texto?

Êxodo 12:24-28 (NAA)2: 24 Portanto, guardem isto por estatuto para vocês e para os seus filhos, para sempre. 25 E, quando estiverem na terra que o Senhor lhes dará, como prometeu, observem este rito. 26 Quando os seus filhos perguntarem: “Que rito é este?”, 27 respondam: “É o sacrifício da Páscoa ao Senhor, que passou por cima das casas dos filhos de Israel no Egito, quando matou os egípcios e livrou as nossas casas.” Então o povo se inclinou e adorou. 28 E os filhos de Israel foram e fizeram como o Senhor havia ordenado a Moisés e Arão.

Em Israel, os pais eram os primeiros professores e deviam contar a história do êxodo aos filhos. A história não deveria ser narrada apenas como um evento histórico distante, mas como uma experiência pessoal que fazia parte da vida de cada um, mesmo tendo ocorrido muito tempo antes. Ao celebrar a festa, os israelitas deveriam se conectar com seus antepassados, de modo que a história fosse revivida. Séculos depois, um pai poderia dizer à sua família: “Vivi no Egito, presenciei as pragas, vi a derrota dos deuses egípcios e fui libertado.” No Livro de Êxodo, vemos duas vezes como os pais deveriam responder às perguntas dos filhos sobre a Páscoa (Êx 12:26, 27; 13:14-16; compare com Dt 6:6-8).

É notável que os israelitas estavam no Egito quando foram orientados a celebrar a libertação do Egito. Essa celebração foi um ato de fé. Ao receber as instruções, “o povo se inclinou e adorou” seu Redentor. Depois, seguiu as instruções da Páscoa (Êx 12:27).

Em Deuteronômio, os israelitas são lembrados de que deveriam contar a história do êxodo de uma forma que as novas gerações a internalizassem como se fosse a jornada deles. Veja o tom coletivo da narrativa e a ênfase na experiência presente: “Meu pai foi um arameu prestes a perecer. Ele foi para o Egito, e ali viveu como estrangeiro com pouca gente; e ali veio a ser uma nação grande, forte e numerosa. Mas os egípcios nos maltrataram […]. Clamamos ao Senhor […]; e o Senhor ouviu a nossa voz e viu a nossa angústia, o nosso trabalho e a nossa opressão. E o Senhor nos tirou do Egito com mão poderosa, com braço estendido, com grande espanto, com sinais e com milagres. Ele nos trouxe a este lugar e nos deu esta terra, terra que mana leite e mel” (Dt 26:5-9).

Ao relembrar e contar aos filhos a história da Páscoa (ou qualquer evento importante da história sagrada), os pais eram ajudados a lembrar o que Deus tinha feito por eles e pelo povo. Contar essas histórias era significativo para quem falava e para quem ouvia.

Quarta-feira, 30 de julho de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Pesach

Lições da Bíblia1:

4. Leia Êxodo 12:17-23. Qual era o papel do sangue na celebração dessa nova festa?

Êxodo 12:17-23 (NAA)2: 17 Guardem a Festa dos Pães sem Fermento, porque nesse mesmo dia tirei os exércitos de vocês da terra do Egito. Portanto, vocês guardarão este dia de geração em geração por estatuto perpétuo. 18 Vocês comerão pães sem fermento desde o dia catorze do primeiro mês, à tarde, até a tarde do dia vinte e um do mesmo mês. 19 Por sete dias, não se ache nenhum fermento em suas casas, porque todo aquele que comer pão levedado será eliminado da congregação de Israel, tanto o estrangeiro como o natural da terra. 20 Não comam nada que tenha fermento. Em todas as suas habitações, comam somente pães sem fermento. 21 Moisés chamou todos os anciãos de Israel e lhes disse: — Escolham e peguem cordeiros para as famílias de vocês, e matem esses animais para celebrar a Páscoa. 22 Peguem ramos de hissopo, molhem no sangue que estiver na bacia e marquem a viga superior da porta e suas ombreiras com o sangue que estiver na bacia. E que nenhum de vocês saia da porta da sua casa até pela manhã. 23 Porque o Senhor passará para matar os egípcios. Quando, porém, enxergar o sangue na viga superior da porta e em ambas as ombreiras, o Senhor passará por cima da porta e não permitirá que o Destruidor entre na casa de vocês para matá-los.

O sangue do animal sacrificado era um elemento central nessa celebração. Os participantes colocavam o sangue do cordeiro morto nos batentes das portas de suas casas. Dessa forma, demonstravam fé em Deus, crendo que Ele os livraria do destino reservado àqueles que não estavam sob a proteção do sangue. Que expressão poderosa do evangelho!

O cordeiro da Páscoa precisava ser sem defeito, pois simbolizava Jesus Cristo, o “Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Jo 1:29). O sangue do animal tinha papel crucial: simbolizava proteção e era um sinal de vida em meio à morte iminente.

“O sangue será um sinal para indicar as casas em que vocês se encontram. Quando Eu vir o sangue, passarei por vocês, e não haverá entre vocês praga destruidora, quando Eu ferir a terra do Egito”(Êx 12:13).

O evangelho está ligado à celebração da Páscoa, pois ela apontava não apenas para a libertação da escravidão e a jornada à terra prometida, mas também para o sacrifício de Cristo pelos pecados e para Seus méritos, aplicados aos que são cobertos por Seu sangue.

Séculos depois, fazendo referência à Páscoa, Paulo escreveu: “Joguem fora o velho fermento, para que vocês sejam nova massa, como, de fato, já são, sem fermento. Pois também Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi sacrificado” (1Co 5:7).

O fermento era utilizado na preparação de diferentes tipos de massa. Ele é mencionado pela primeira vez na Bíblia na preparação do pão sem fermento, na véspera da saída dos israelitas do Egito. O fermento também precisava ser removido das casas (Êx 12:8, 15-20; 13:3-7). Nesse contexto específico, o fermento simbolizava o pecado (1Co 5:6-8); portanto, não deveria ser usado durante a Páscoa, que durava uma semana.

O pão sem fermento simboliza o Messias sem pecado, que venceu todas as tentações e entregou a vida por nós (Jo 1:29; 1Co 5:7; Hb 4:15). Os “ramos de hissopo” (Êx 12:22), que eram molhados no sangue, simbolizavam a graça purificadora de Deus (Sl 51:7). Em resumo, toda a celebração da Pesach revela a obra redentiva de Jesus.

Foi necessário o sangue de Jesus, que é o próprio Deus, para fazer expiação pelo pecado. O que esse fato nos ensina sobre a gravidade do pecado?

Terça-feira, 29 de julho de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro do êxodo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 521, jul. ago. set. 2025. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.