As três primeiras pragas

Lições da Bíblia1:

As dez pragas do Egito não foram direcionadas ao povo egípcio, mas aos seus deuses. Cada praga atingiu, pelo menos, um deles.

3. Leia Êxodo 7:14-25; 8:1-19. O que aconteceu durante essas pragas?

Êxodo 7:14-25 (NAA)2: 14 O Senhor disse a Moisés: — O coração de Faraó está obstinado. Ele não quer deixar o povo ir. 15 Vá falar com Faraó pela manhã. Ele sairá às águas e você estará à espera dele na beira do rio. Leve o bordão que virou serpente 16 e diga a Faraó: “O Senhor, o Deus dos hebreus, me enviou para dizer-lhe: ‘Deixe o meu povo ir, para que me adore no deserto.’ Mas até agora você não quis ouvir. 17 Assim diz o Senhor: ‘Nisto você saberá que eu sou o Senhor: com este bordão que tenho na mão ferirei as águas do rio, e elas vão virar sangue. 18 Os peixes que estão no rio vão morrer, o rio vai cheirar mal, e os egípcios terão nojo de beber água do rio.’” 19 O Senhor disse ainda a Moisés: — Diga a Arão que pegue o seu bordão e estenda a mão sobre as águas do Egito, sobre os seus rios, sobre os seus canais, sobre as suas lagoas e sobre todos os seus reservatórios, para que virem sangue. E haverá sangue em toda a terra do Egito, tanto nas vasilhas de madeira como nas de pedra. 20 Moisés e Arão fizeram como o Senhor lhes havia ordenado: Arão, levantando o bordão, feriu as águas que estavam no rio, à vista de Faraó e seus oficiais; e toda a água do rio virou sangue. 21 Os peixes que estavam no rio morreram, o rio cheirou mal, e os egípcios não podiam beber a água do rio; e houve sangue por toda a terra do Egito. 22 Porém os magos do Egito fizeram o mesmo com as suas ciências ocultas, de maneira que o coração de Faraó se endureceu, e não os ouviu, como o Senhor tinha dito. 23 Faraó virou-se e foi para casa, sem dar atenção ao que havia acontecido. 24 Todos os egípcios cavaram junto ao rio para encontrar água para beber, pois das águas do rio não podiam beber. 25 Assim se passaram sete dias, depois que o Senhor feriu o rio.

Êxodo 8:1-19 (NAA)2: 1 Depois o Senhor disse a Moisés: — Vá falar com Faraó e diga-lhe: Assim diz o Senhor: “Deixe ir o meu povo, para que me adore. 2 Se você não quiser deixá-lo ir, eis que castigarei com rãs todo o seu território. 3 O rio produzirá rãs em abundância, que subirão e entrarão em sua casa, no seu quarto de dormir, sobre a sua cama, nas casas dos seus oficiais, sobre o seu povo, nos seus fornos e nas suas amassadeiras. 4 As rãs virão sobre você, sobre o seu povo e sobre todos os seus oficiais.” 5 O Senhor disse ainda a Moisés: — Diga a Arão que estenda a mão com o seu bordão sobre os rios, sobre os canais e sobre as lagoas e faça subir rãs sobre a terra do Egito. 6 Arão estendeu a mão sobre as águas do Egito, e subiram rãs e cobriram a terra do Egito. 7 Então os magos fizeram o mesmo com as suas ciências ocultas e fizeram aparecer rãs sobre a terra do Egito. 8 Faraó chamou Moisés e Arão e lhes disse: — Peçam ao Senhor que tire as rãs de mim e do meu povo; então deixarei que o povo vá e ofereça sacrifícios ao Senhor. 9 Moisés disse a Faraó: — Tenha a bondade de me dizer quando é que devo orar por você, pelos seus oficiais e pelo seu povo, para que as rãs sejam retiradas de você e das suas casas e fiquem somente no rio. 10 Faraó respondeu: — Amanhã. Moisés disse: — Seja conforme a sua palavra, para que você saiba que não há ninguém como o Senhor, nosso Deus. 11 As rãs se afastarão de você, das suas casas, dos seus oficiais e do seu povo; ficarão somente no rio. 12 Então Moisés e Arão saíram da presença de Faraó. E Moisés clamou ao Senhor por causa das rãs, conforme havia combinado com Faraó. 13 E o Senhor fez conforme a palavra de Moisés: morreram as rãs nas casas, nos pátios e nos campos. 14 Os egípcios ajuntaram as rãs em montões e montões, e a terra cheirou mal. 15 Vendo, porém, Faraó que havia alívio, continuou de coração endurecido e não os ouviu, como o Senhor tinha dito. Terceira praga: piolhos16 O Senhor disse a Moisés: — Diga a Arão que estenda o seu bordão e bata no pó da terra, para que se transforme em piolhos por toda a terra do Egito. 17 Eles assim fizeram. Arão estendeu a mão com seu bordão e bateu no pó da terra, e houve muitos piolhos nas pessoas e no gado; todo o pó da terra se transformou em piolhos por toda a terra do Egito. 18 E os magos fizeram o mesmo com as suas ciências ocultas para produzirem piolhos, mas não conseguiram. E havia piolhos nas pessoas e no gado. 19 Então os magos disseram a Faraó: — Isto é o dedo de Deus. Porém o coração de Faraó se endureceu, e não os ouviu, como o Senhor tinha dito.

Deus informou a Moisés que o diálogo com o Faraó seria difícil; na verdade, quase impossível (Êx 7:14). No entanto, Ele queria Se revelar ao Faraó e aos egípcios. Portanto, decidiu Se comunicar com eles de uma forma que pudessem entender. Além disso, os hebreus se beneficiariam desse confronto, pois aprenderiam mais sobre o seu Deus.

A primeira praga foi dirigida contra Hapi, o deus do Nilo (Êx 7:17-25). O Egito dependia das águas do Nilo. Onde havia água, havia vida. A água era vista como a fonte da vida, então os egípcios criaram o deus Hapi e o adoravam como o provedor da vida.

Entretanto, só o Deus vivo é a Fonte da vida, o Criador de todas as coisas, incluindo a água e o alimento (Gn 1:1, 2, 20-22; Sl 104:27, 28; 136:25; Jo 11:25; 14:6). Transformar a água em sangue simbolizava transformar vida em morte. Hapi não foi capaz de prover e proteger a vida; isso só é possível pelo poder do Senhor.

Deus então deu outra chance ao Faraó. A deusa-rã, Heqet, foi confrontada diretamente (Êx 8:1-15). Em vez de vida, o Nilo produziu rãs, que os egípcios temiam e detestavam. Eles queriam se livrar desses animais. O momento exato em que essa praga foi eliminada demonstrou que o poder de Deus estava também por trás desse evento.

A terceira praga tem a descrição mais curta de todas (Êx 8:16-19). A palavra original (em hebraico, kinnim) pode se referir a animais como mosquitos, carrapatos ou piolhos. Essa praga foi direcionada contra Gebe, o deus egípcio da terra. Do pó da terra (remetendo à história bíblica da criação), Deus produziu mosquitos, que se espalharam por toda a terra. Incapazes de imitar esse milagre (pois somente Deus pode criar vida), os magos declararam: “Isto é o dedo de Deus” (Êx 8:19). O Faraó, no entanto, ainda se recusava a ceder.

O coração do Faraó era duro. A rejeição das orientações de Deus piorou a situação. Que lições aprendemos dessa história sobre a rejeição das orientações do Senhor?

Terça-feira, 22 de julho de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro do êxodo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 521, jul. ago. set. 2025. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Quem endureceu o coração do Faraó?

Lições da Bíblia1:

2. Leia Êxodo 7:3, 13, 14, 22. Como podemos entender esses textos?

Êxodo 7:3, 13, 14, 22 (NAA)2: 3 Eu, porém, endurecerei o coração de Faraó e multiplicarei na terra do Egito os meus sinais e as minhas maravilhas. […] 13 No entanto, o coração de Faraó se endureceu, e não os ouviu, como o Senhor tinha dito. 14 O Senhor disse a Moisés: — O coração de Faraó está obstinado. Ele não quer deixar o povo ir. […] 22 Porém os magos do Egito fizeram o mesmo com as suas ciências ocultas, de maneira que o coração de Faraó se endureceu, e não os ouviu, como o Senhor tinha dito.

Nove vezes o livro de Êxodo afirma que Deus endureceu o coração do Faraó (Êx 4:21; 7:3; 9:12; 10:1, 20, 27; 11:10; 14:4, 8; ver Rm 9:17, 18). Outras nove vezes é dito que o próprio Faraó endureceu seu coração (Êx 7:13, 14, 22; 8:15, 19, 32; 9:7, 34, 35).

Afinal, quem endureceu o coração do rei: Deus ou o próprio Faraó?

É significativo que, no relato das dez pragas, nas cinco primeiras, apenas o Faraó seja considerado aquele que endureceu seu próprio coração. Ele começou o processo de endurecimento por sua própria vontade. A partir da sexta praga, no entanto, o texto bíblico afirma que foi Deus quem endureceu o coração do Faraó (Êx 9:12). Isso mostra que Deus fortaleceu ou aprofundou a própria escolha do Faraó, sua decisão voluntária, conforme havia dito a Moisés que faria (Êx 4:21).

Em outras palavras, Deus enviou as pragas com o propósito de ajudar o Faraó a se arrepender e a se libertar da escuridão e do erro em que sua mente se encontrava. Deus não criou o mal ou o pecado no coração do Faraó; ao contrário, simplesmente o entregou aos seus próprios impulsos malignos. Deus o deixou sem Sua graça restritiva, abandonando-o à sua própria maldade (ver Rm 1:24-32).

Rm 1:24-32 (NAA): 24 Por isso, Deus os entregou à impureza, pelos desejos do coração deles, para desonrarem o seu corpo entre si. 25 Eles trocaram a verdade de Deus pela mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador, o qual é bendito para sempre. Amém! 26 Por causa disso, Deus os entregou a paixões vergonhosas. Porque até as mulheres trocaram o modo natural das relações íntimas por outro, contrário à natureza. 27 Da mesma forma, também os homens, deixando o contato natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo indecência, homens com homens, e recebendo, em si mesmos, a merecida punição do seu erro. 28 E, por haverem desprezado o conhecimento de Deus, o próprio Deus os entregou a um modo de pensar reprovável, para praticarem coisas que não convém. 29 Estão cheios de todo tipo de injustiça, perversidade, avareza e maldade. Estão cheios de inveja, homicídio, discórdia, engano e malícia. São difamadores, 30 caluniadores, inimigos de Deus, insolentes, arrogantes, orgulhosos, inventores de males, desobedientes aos pais, 31 insensatos, desleais, sem afeição natural e sem misericórdia. 32 Embora conheçam a sentença de Deus, de que os que praticam tais coisas são passíveis de morte, eles não somente as fazem, mas também aprovam os que as praticam.

O Faraó tinha livre-arbítrio, podia escolher a favor de Deus ou contra Ele, e decidiu contra. A lição é clara: recebemos a capacidade de escolher entre o certo e o errado, o bem e o mal, a obediência ou a desobediência. Desde Lúcifer no Céu, passando por Adão e Eva no Éden e o Faraó no Egito, até nós, hoje, onde quer que estejamos, temos que escolher entre a vida e a morte (Dt 30:19).

Uma ilustração pode nos ajudar a compreender esse tema. Imagine a luz do Sol incidindo sobre a manteiga e o barro. A manteiga derrete, mas o barro endurece. O calor do Sol é o mesmo em ambos os casos, mas há duas reações diferentes e dois resultados distintos. O efeito depende da natureza do material. No caso do Faraó, podemos dizer que dependia das atitudes de seu coração em relação a Deus e ao Seu povo.

Como você usará seu livre-arbítrio nos próximos dias? Se você sabe qual é a escolha certa, como pode se preparar para fazê-la?

Segunda-feira, 21 de julho de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro do êxodo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 521, jul. ago. set. 2025. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Deus versus deuses

Lições da Bíblia1:

1. Leia Êxodo 7:8-15. Quais lições podemos aprender desse primeiro confronto entre o Deus dos hebreus e os deuses do Egito?

Êxodo 7:8-15 (NAA): “8 O Senhor falou a Moisés e a Arão: 9 — Quando Faraó lhes disser: “Façam um milagre”, você, Moisés, dirá a Arão: “Pegue o seu bordão e jogue-o diante de Faraó”; e o bordão virará uma serpente. 10 Então Moisés e Arão foram até Faraó e fizeram como o Senhor lhes havia ordenado. Arão jogou o seu bordão diante de Faraó e diante dos seus oficiais, e ele virou uma serpente. 11 Faraó, porém, mandou vir os sábios e encantadores, e eles, os sábios do Egito, fizeram também o mesmo com as suas ciências ocultas. 12 Pois cada um deles jogou o seu bordão, e eles viraram serpentes; mas o bordão de Arão devorou os bordões deles. 13 No entanto, o coração de Faraó se endureceu, e não os ouviu, como o Senhor tinha dito. 14 O Senhor disse a Moisés: — O coração de Faraó está obstinado. Ele não quer deixar o povo ir. 15 Vá falar com Faraó pela manhã. Ele sairá às águas e você estará à espera dele na beira do rio. Leve o bordão que virou serpente

As batalhas que se seguiriam seriam entre o Deus vivo e os “deuses” egípcios. O que agravava a situação era que o Faraó se considerava um desses deuses. O Senhor não lutou simplesmente contra os egípcios ou contra o Egito em si, mas contra suas divindades (os egípcios veneravam mais de 1.500 deuses e deusas). O texto bíblico é claro: “Executarei juízo sobre todos os deuses do Egito. Eu sou o Senhor” (Êx 12:12). Essa verdade foi enfatizada novamente quando a jornada de Israel foi recontada: “Contra os deuses o Senhor executou juízos” (Nm 33:4).

Um exemplo desse juízo sobre os deuses do Egito é o milagre da vara que se transformou em serpente (Êx 7:9-12). No Egito, Uadjet era a deusa do Urel, a representação de uma cobra erguida, colocada nas coroas dos Faraós e deuses do Egito e que simbolizava o poder soberano sobre o Baixo Egito. O símbolo da serpente representava a divindade, realeza e autoridade divina do Faraó, pois essa deusa cuspia veneno em seus inimigos. Os egípcios também acreditavam que a serpente sagrada guiaria o Faraó na vida após a morte.

Quando a vara de Arão se transformou em serpente e devorou as outras serpentes diante do rei, foi demonstrada a supremacia do Deus vivo sobre a magia e feitiçaria egípcias. O emblema do poder do Faraó não apenas foi conquistado, mas Arão e Moisés o seguraram em suas mãos (Êx 7:12, 15). Esse confronto inicial demonstrou o poder e a soberania de Deus sobre o Egito. Moisés, como representante do Senhor, tinha maior autoridade e poder do que o deus Faraó.

Também é significativo que os antigos egípcios adorassem um deusserpente, Nehebkau (que significa “aquele que controla os espíritos”). Segundo a mitologia, esse deus tinha grande poder por ter engolido sete serpentes. Assim, Deus estava dizendo aos egípcios que Ele, e não o deus-serpente, possui o poder e a autoridade supremos. Após um confronto tão intenso, os líderes do Egito foram capazes de compreender essa mensagem de maneira imediata e bastante clara.

Como podemos permitir que o Senhor tenha soberania sobre qualquer um dos “deuses” que buscam supremacia em nossa vida?

Domingo, 20 de julho de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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As pragas

Lições da Bíblia1:

“E assim Faraó, de coração endurecido, não deixou ir os filhos de Israel, como o Senhor tinha dito a Moisés” (Êx 9:35).

Leituras da semana: Êx 7:8-25; 8; 9; 10; Nm 33:4; Rm 1:24-32; Sl 104:27, 28; Is 28:2, 12-17; 44:9, 10, 12-17

Um fazendeiro estava tentando fazer seu jumento se mover, mas não estava tendo sucesso. Então, pegou um galho grosso e bateu no animal. Em seguida, falou novamente com o jumento, que então começou a se mover.

Quando alguém perguntou ao fazendeiro por que isso funcionou, ele respondeu: “Bem, primeiro é necessário chamar a atenção dele.”

Deixando de lado a crueldade com os animais, essa história ilustra uma verdade especial no contexto da saída dos hebreus do Egito. Moisés recebeu suas ordens de marcha e foi ao Faraó com as palavras de Deus, shalach et ami (“Deixe o Meu povo ir!”; Êx 5:1).

O Faraó, no entanto, não queria permitir que o povo de Deus fosse embora. A Bíblia nunca explica explicitamente por que o Faraó estava tão relutante, apesar da ameaça militar que os egípcios temiam que os hebreus pudessem representar (Êx 1:10). Muito provavelmente, como costuma acontecer com a escravidão, era uma questão econômica. Como os israelitas eram uma fonte de mão de obra barata, o Faraó não queria perder as vantagens econômicas que esses escravos lhe proporcionavam. Assim, ele precisaria de algo mais convincente, não apenas para chamar sua atenção, mas também para mudar seus pensamentos.

Sábado, 19 de julho de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Começo difícil – Estudo adicional

Lições da Bíblia1:

Leia, de Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 214-220 (“As pragas do Egito”).

Observe como as coisas começaram mal para Moisés e seu povo depois que ele se apresentou ao Faraó pela primeira vez.

“O rei, profundamente perturbado, suspeitou que os israelitas estivessem armando um plano de revolta no trabalho. Para ele, o descontentamento era resultado da ociosidade; portanto, trataria de fazer com que não sobrasse nenhum tempo para formularem planos perigosos. […] O material de construção mais comum naquele país era tijolo seco ao sol; dele eram feitas as paredes dos mais belos edifícios, que depois eram recobertos com pedra; e a manufatura do tijolo empregava grande número de escravos. Como o barro era misturado com palha, para dar consistência, grandes quantidades deste último material eram necessárias para o trabalho. O rei determinou então que não mais se fornecesse palha; os trabalhadores deviam procurá-la por si mesmos, sendo, porém, exigida a mesma quantidade de tijolos. […]

“Os capatazes egípcios tinham indicado oficiais hebreus para fiscalizar o trabalho do povo, e esses oficiais eram responsáveis pelo serviço efetuado por aqueles que estavam sob seu encargo. Quando o mandado do rei entrou em vigor, o povo se espalhou por todo o Egito, para colher restolho em lugar de palha; mas viu que era impossível fabricar a mesma quantidade de tijolo de antes. Por causa desse prejuízo, os encarregados hebreus foram cruelmente espancados” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas [CPB, 2022], p. 215).

Perguntas para consideração

1. Atendendo ao chamado de Deus, você já enfrentou resultados negativos, pelo menos no início? Que lições você aprendeu ao longo do tempo com essa experiência?

2. Como o Senhor interveio em sua vida quando você orou por auxílio, mesmo quando não esperava? Podemos confiar em Deus quando coisas ruins atingem os fiéis?

3. O que você diria a alguém que afirmasse: “Não conheço o Senhor”? Suponha que a pessoa dissesse isso, não como um desafio, mas como um fato sobre sua vida. Como ajudá-la a conhecer o Senhor e explicar por que é importante que ela faça isso?

Sexta-feira, 18 de julho de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Moisés: como Deus sobre o Faraó

Lições da Bíblia1:

Leia Êxodo 6:28-30; 7:1-7. Como o Senhor lidou com as objeções de Moisés?

Êxodo 6:28-30 (NAA)2:  28 No dia em que o Senhor falou a Moisés na terra do Egito, 29 o Senhor disse a Moisés: — Eu sou o Senhor; diga a Faraó, rei do Egito, tudo o que eu digo a você. 30 Porém Moisés respondeu na presença do Senhor: — Eu não sei falar bem. Como é que Faraó vai me ouvir?

Êxodo 7:1-7 (NAA)2: 1 Então o Senhor disse a Moisés: — Veja, eu o constituí como Deus sobre Faraó, e o seu irmão Arão será o seu profeta. 2 Você falará tudo o que eu lhe ordenar e Arão, seu irmão, falará a Faraó, para que deixe sair da sua terra os filhos de Israel. 3 Eu, porém, endurecerei o coração de Faraó e multiplicarei na terra do Egito os meus sinais e as minhas maravilhas. 4 Faraó não vai ouvir vocês; e eu porei a mão sobre o Egito e farei sair os meus exércitos, o meu povo, os filhos de Israel, da terra do Egito, com grandes manifestações de juízo. 5 Os egípcios saberão que eu sou o Senhor, quando eu estender a mão sobre o Egito e tirar do meio deles os filhos de Israel. 6 Assim fizeram Moisés e Arão; como o Senhor lhes havia ordenado, assim fizeram. 7 Moisés tinha oitenta anos, e Arão, oitenta e três, quando falaram com Faraó.

Deus Se apresentou a Moisés como Yahweh, o que significa que Ele é o Deus pessoal e próximo de Seu povo, o Deus que entrou em aliança com o povo.

Esse Deus imanente, que está presente conosco, ordenou novamente a Moisés que falasse com o Faraó. Com falta de autoconfiança, Moisés mais uma vez apresentou uma objeção: “Como é que Faraó vai me ouvir?” (Êx 6:30). Aqui, vemos não apenas a humildade de Moisés, mas também seu desejo de fugir de uma tarefa que, até então, não havia sido bem-sucedida.

“Quando Deus ordenou que Moisés voltasse ao Faraó, o líder hebreu revelou desconfiança de si mesmo. A expressão aral sephatayim (literalmente, ‘lábios incircuncisos’), usada para expressar a falta de habilidade de comunicação de Moisés (Êx 6:12, 30), é semelhante à encontrada em Êxodo 4:10: ‘pesado de boca’” (Comentário Bíblico Andrews, v. 1: Gênesis a Ester [CPB, 2024], p. 227).

Em Sua misericórdia, Deus providenciou Arão para ajudar Moisés. O líder de Israel falaria com Arão, que então se dirigiria publicamente ao Faraó. Moisés desempenharia o papel de “Deus” diante do rei egípcio, e Arão seria seu “profeta”.

Esse relato apresenta uma excelente definição do que é um profeta: um porta-voz de Deus, que transmite e interpreta Sua palavra ao povo. Assim como Moisés falou a Arão, que então anunciou ao Faraó, Deus Se comunica com um profeta, que proclama Seus ensinamentos ao povo. Isso pode ocorrer pessoalmente, de viva voz, ou, como era mais frequente, o profeta recebia a mensagem e a registrava por escrito.

Deus também advertiu a Moisés que os encontros com o Faraó seriam confrontos tensos e prolongados. Pela segunda vez, Deus destacou que o Faraó seria obstinado e que Ele mesmo endureceria o coração do rei (Êx 4:21; 7:3). O resultado, contudo, seria positivo, pois Deus afirmou: “Os egípcios saberão que Eu sou o Senhor” (Êx 7:5). Em meio ao caos, Deus seria glorificado.

Moisés ficou sem desculpas para não cumprir o que Deus o havia chamado a fazer. Que desculpas usamos para escapar do que o Senhor deseja que façamos?

Quinta-feira, 17 de julho de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Não sei falar bem

Lições da Bíblia1:

O Senhor havia feito a Moisés promessas poderosas sobre o que Ele faria.

Embora esse encontro devesse ter encorajado Moisés, o entusiasmo provavelmente durou pouco, considerando a resposta que ele recebeu do povo.

5. Leia Êxodo 6:9-13. O que aconteceu em seguida? Que lições podemos tirar dessa história sobre momentos de desapontamento e dificuldades em nossa vida?

Êxodo 6:9-13 (NAA)2: 9 Desse modo Moisés falou aos filhos de Israel, mas eles não deram ouvidos a Moisés, por causa da angústia de espírito e da dura escravidão. 10 O Senhor falou a Moisés, dizendo: 11 — Vá e diga a Faraó, rei do Egito, que deixe que os filhos de Israel saiam de sua terra. 12 Moisés, porém, respondeu ao Senhor, dizendo: — Eis que os filhos de Israel não me têm ouvido; como, pois, me ouvirá Faraó? E não sei falar bem. 13 No entanto, o Senhor falou a Moisés e a Arão e lhes deu uma ordem para os filhos de Israel e para Faraó, rei do Egito: deveriam tirar os filhos de Israel da terra do Egito.

Os hebreus estavam tão desanimados pelo sofrimento que não conseguiram ouvir as palavras de Moisés, que garantiam que Deus cumpriria Sua promessa. Eles haviam esperado muito por isso, e suas expectativas não se cumpriram. Por que seria diferente agora? Eles estavam perdendo a esperança, o que deve ter sido ainda mais amargo porque, talvez pela primeira vez, eles viram esperança real de libertação.

Já estivemos em uma situação semelhante? Quem nunca se sentiu, em algum momento, deprimido, desapontado, insatisfeito e até mesmo abandonado por Deus?

Pense na história de Jó e reflita sobre Asafe, um salmista que se questionou sobre a prosperidade dos ímpios e o sofrimento dos justos. No entanto, apesar de suas dúvidas, Asafe escreveu uma das mais belas confissões de fé: “Contudo, sempre estou Contigo; tomas a minha mão direita e me susténs. Tu me diriges com o Teu conselho e depois me receberás com honras. A quem tenho nos Céus senão a Ti? Não há ninguém na Terra que eu deseje mais do que a Ti. O meu corpo e o meu coração poderão fraquejar, mas Deus é a rocha do meu coração e a minha herança para sempre” (Sl 73:23-26, NVI).

Deus assegurou que está com Seu povo (Is 41:13; Mt 28:20) e lhe dá paz e conforto. Ele o fortalece para enfrentar os desafios da vida (Jo 14:27; 16:33; Fp 4:6, 7).

A fórmula da aliança, “Eu os tomarei por Meu povo e serei o seu Deus” (Êx 6:7), expressa o relacionamento profundo que o Senhor deseja ter com Seu povo.

Reflita sobre esta frase: “Eu os tomarei por Meu povo e serei o seu Deus.” Embora envolvesse Israel como nação, como essa verdade se aplica a cada pessoa? Como esse relacionamento deve se manifestar em nossa vida diária? (2Co 6:16. [Que ligação há entre o santuário de Deus e os ídolos? Porque nós somos santuário do Deus vivo, como ele próprio disse: “Habitarei e andarei entre eles; serei o seu Deus, e eles serão o meu povo.”])

Quarta-feira, 16 de julho de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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O “Eu” divino

Lições da Bíblia1:

Pobre Moisés! Foi criticado pelo Faraó e, depois, seu povo quase o amaldiçoou.

Diante disso, Moisés se queixou: “Ó Senhor, por que afligiste este povo? Por que me enviaste? Pois, desde que me apresentei a Faraó, para falar-lhe em Teu nome, ele tem maltratado este povo; e Tu nada fizeste para livrar o Teu povo” (Êx 5:22, 23). Moisés ficou descontente com Deus e, nessas circunstâncias, isso é compreensível.

A resposta de Deus, porém, foi poderosa. Ele prometeu agir de forma decisiva: “Agora você verá o que vou fazer a Faraó” (Êx 6:1).

4. Leia Êxodo 5:22, 23; 6:1-8. Qual foi a resposta de Deus a Moisés? Quais importantes verdades teológicas são reveladas nesse texto?

Êxodo 5:22, 23 (NAA)2: 22 Então Moisés, voltando-se ao Senhor, disse: — Ó Senhor, por que afligiste este povo? Por que me enviaste? 23 Pois, desde que me apresentei a Faraó, para falar-lhe em teu nome, ele tem maltratado este povo; e tu nada fizeste para livrar o teu povo.

Êxodo 6:1-8 (NAA)2: 1 Então o Senhor disse a Moisés: — Agora você verá o que vou fazer a Faraó, pois, por mão poderosa, os deixará ir e, por mão poderosa, os expulsará da sua terra. Deus promete livrar o seu povo 2 Deus falou a Moisés e lhe disse: — Eu sou o Senhor. 3 Apareci a Abraão, a Isaque e a Jacó como o Deus Todo-Poderoso; mas pelo meu nome, O Senhor, não lhes fui conhecido. 4 Também estabeleci a minha aliança com eles, para dar-lhes a terra de Canaã, a terra em que viveram como estrangeiros. 5 Eu também ouvi os gemidos dos filhos de Israel, os quais os egípcios escravizam, e me lembrei da minha aliança. 6 Portanto, diga aos filhos de Israel: “Eu sou o Senhor. Vou tirá-los dos trabalhos pesados no Egito, vou livrá-los da escravidão, vou resgatar vocês com braço estendido e com grandes manifestações de juízo. 7 Eu os tomarei por meu povo e serei o seu Deus; e vocês saberão que eu sou o Senhor, seu Deus, que os tiro dos trabalhos pesados no Egito. 8 Eu os levarei para a terra que jurei dar a Abraão, a Isaque e a Jacó; darei essa terra a vocês como herança. Eu sou o Senhor.”

Em vez de apenas falar, Deus agora interviria poderosamente em favor de Seu povo. Ele lembrou Moisés de alguns fatos importantes: (1) “Eu sou o Senhor”; (2) “apareci” aos patriarcas; (3) “estabeleci a Minha aliança com eles”; (4) prometi “dar-lhes a terra de Canaã”; (5) “ouvi os gemidos dos filhos de Israel”; e (6) “Me lembrei da Minha aliança” de dar a vocês a terra prometida (Êx 6:2-5).

Observe a repetição do pronome “Eu”. Deus estava dizendo, em outras palavras: “Eu sou o Senhor. Fiz determinadas coisas no passado e, portanto, vocês podem confiar que, no futuro, farei por vocês tudo o que prometi.”

O Senhor disse que faria quatro grandes coisas por Israel, porque Ele é o Deus vivo: (1) “vou tirá-los dos trabalhos pesados no Egito”; (2) “vou livrálos da escravidão”; (3) “vou resgatar vocês com braço estendido e com grandes manifestações de juízo”; e (4) “Eu os tomarei por Meu povo e serei o seu Deus” (Êx 6:6, 7).

Essas quatro ações garantem e restabelecem o relacionamento de Deus com Seu povo. É o Senhor que realiza essas ações, e os israelitas recebem esses benefícios. Deus ofereceu essas dádivas por amor aos israelitas e faz isso por nós.

Pense em personagens que se queixaram diante de Deus – e com boas razões. É errado derramar o coração e reclamar de alguma situação? Por que, no entanto, devemos sempre fazer isso com fé e confiança?

Terça-feira, 15 de julho de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro do êxodo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 521, jul. ago. set. 2025. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.