Abordagem sincera e cuidadosa

Lições da Bíblia

“Você já encontrou um texto ou conjunto de textos que achou difíceis de serem harmonizados com outros textos ou com a realidade em geral? É difícil imaginar que, em um momento ou outro, você não tenha enfrentado esse problema. A questão é: como você reagiu? Ou, ainda mais importante, como você deve reagir?”1

“2. Leia 1 Crônicas 29:17; Provérbios 2:7; 1 Timóteo 4:16. Como devemos lidar com passagens difíceis? Assinale a alternativa correta:”1

1 Crônicas 29:17 (ARA)2: “Bem sei, meu Deus, que tu provas os corações e que da sinceridade te agradas; eu também, na sinceridade de meu coração, dei voluntariamente todas estas coisas; acabo de ver com alegria que o teu povo, que se acha aqui, te faz ofertas voluntariamente.”

Provérbios 2:7 (ARA)2: “Ele reserva a verdadeira sabedoria para os retos; é escudo para os que caminham na sinceridade,”

1 Timóteo 4:16 (ARA)2: “Não te faças negligente para com o dom que há em ti, o qual te foi concedido mediante profecia, com a imposição das mãos do presbitério.”

A. ( ) De modo sincero, honesto e cuidadoso.
B. ( ) Defendendo de forma tendenciosa as nossas ideias.

Resposta sugestiva: Alternativa A.

“Somente quando somos sinceros podemos enfrentar as dificuldades de maneira adequada. A sinceridade nos resguarda de fugir de quaisquer dificuldades ou de tentar ocultá-las. A honestidade também nos impede de dar respostas superficiais, que realmente não suportam a um exame minucioso. Deus Se agrada da sinceridade e da integridade. Portanto, devemos imitar Seu caráter em tudo o que fazemos, mesmo no estudo da Bíblia.”1

“As pessoas sinceras lidam com as dificuldades da Bíblia de tal maneira que são cuidadosas em não apresentar informações fora do contexto, distorcer a verdade com linguagem tendenciosa nem enganar os outros por meio da manipulação de evidências. É muito melhor aguardar uma resposta sustentável para uma dificuldade do que tentar apresentar uma solução evasiva ou insatisfatória. Um efeito colateral positivo da sinceridade no estudo da Bíblia é que isso gera confiança, e a confiança está no cerne de todos os relacionamentos pessoais saudáveis. Ela convence as pessoas muito mais do que as respostas frágeis. É melhor afirmar não saber como responder à pergunta ou explicar com precisão o assunto do que tentar forçar o texto a dizer o que se quer que ele diga, o que leva a conclusões equivocadas.”1

“Pessoas cuidadosas desejam sinceramente conhecer a verdade da Palavra de Deus e, portanto, constantemente se certificam de que não chegaram a conclusões precipitadas com base em conhecimento limitado ou evidência frágil. Pessoas atenciosas decidem não negligenciar nenhum aspecto ou detalhe importante. Elas não são apressadas em seu raciocínio, mas meticulosas e diligentes em seu estudo da Palavra de Deus e de todas as informações relacionadas.”1

“O que você deve fazer em situações em que não entende completamente certo texto bíblico ou quando o assunto parece não se encaixar na sua compreensão da verdade?”1

Segunda-feira, 15 de junho de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Com interpretar as Escrituras Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 500, abr. mai. jun. 2020. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Possíveis razões para aparentes contradições

Lições da Bíblia

“1. Leia 2 Timóteo 2:10-15. Paulo admoestou Timóteo a ser diligente e a manejar ‘bem a palavra da verdade’. Qual é a mensagem importante para nós nesse texto? Assinale a alternativa correta:”1

2 Timóteo 2:10-15 (ARA): “Por esta razão, tudo suporto por causa dos eleitos, para que também eles obtenham a salvação que está em Cristo Jesus, com eterna glória. 11 Fiel é esta palavra: Se já morremos com ele, também viveremos com ele; 12  se perseveramos, também com ele reinaremos; se o negamos, ele, por sua vez, nos negará; 13  se somos infiéis, ele permanece fiel, pois de maneira nenhuma pode negar-se a si mesmo. 14 Recomenda estas coisas. Dá testemunho solene a todos perante Deus, para que evitem contendas de palavras que para nada aproveitam, exceto para a subversão dos ouvintes. 15 Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade.

A. (  ) Não precisamos estudar muito a Bíblia, pois é fácil entendê-la.
B. (  ) Devemos conhecer a Palavra e usá-la corretamente.

Resposta sugestiva: Alternativa B.

“Nenhum estudioso honesto das Escrituras negará o fato de que existem na Bíblia assuntos difíceis de entender. Isso não deve nos perturbar. De certa maneira, essas dificuldades devem ser esperadas. Afinal, somos seres imperfeitos e finitos, e não temos um conhecimento abrangente de todas as áreas do aprendizado, muito menos das verdades divinas. Portanto, quando o ser humano finito tenta entender a sabedoria infinita das Escrituras, haverá algum impedimento. Essa dificuldade, contudo, não prova de maneira nenhuma que as declarações da Bíblia sejam falsas.”1

“Os que rejeitam o ensinamento bíblico da revelação e da inspiração divinas muitas vezes declaram que essas dificuldades são contradições e erros. Visto que, para eles, a Bíblia é mais ou menos um livro humano, eles acreditam que ela deve conter imperfeições e erros. Com essa mentalidade, muitas vezes não há tentativas sérias de procurar uma explicação que leve em consideração a unidade e confiabilidade das Escrituras como resultado de sua inspiração divina. As pessoas que começam a questionar as primeiras páginas das Escrituras (o relato da criação, por exemplo) podem em breve também ser levadas a colocar em dúvida e incerteza grande parte do restante das Escrituras.”1

“Algumas discrepâncias nas Escrituras podem se dar devido a pequenos erros de copistas ou tradutores. Ellen G. White afirmou: ‘Alguns nos olham seriamente e dizem: ‘Não acha que deve ter havido algum erro nos copistas ou da parte dos tradutores?’ Tudo isso é provável, e a mente que for tão estreita que hesite e tropece nessa possibilidade ou probabilidade estaria igualmente pronta a tropeçar nos mistérios da Palavra Inspirada, porque sua mente fraca não pode ver através dos desígnios de Deus. Sim, com a mesma facilidade tropeçariam em fatos simples, que a mente comum aceita e em que discerne o Divino, e para quem as declarações de Deus são simples e belas, cheias de essência e riqueza. Mesmo todos os erros não causarão dificuldade a alguém, nem farão tropeçar os pés daquele que não fabrique dificuldades da mais simples verdade revelada’ (Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 16).”1

Por que é tão importante nos aproximarmos da Bíblia com humildade e submissão?

Domingo, 14 de junho de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Com interpretar as Escrituras Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 500, abr. mai. jun. 2020. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Lidando com passagens bíblicas difíceis

Lições da Bíblia

“E tende por salvação a longanimidade de nosso Senhor, como igualmente o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada, ao falar acerca destes assuntos, como, de fato, costuma fazer em todas as suas epístolas, nas quais há certas coisas difíceis de entender, que os ignorantes e instáveis deturpam, como também deturpam as demais Escrituras, para a própria destruição deles” (2Pe 3:15, 16).1

“Ao discutir as cartas do apóstolo Paulo, Pedro escreveu que nelas e em algumas outras partes das Escrituras existem ‘certas coisas difíceis de entender’ (2Pe 3:16). Essas palavras são deturpadas ou modificadas por pessoas ‘ignorantes e instáveis […] para a própria destruição’ (2Pe 3:16). Pedro não disse que todas as coisas são difíceis de entender, mas que apenas algumas são.”1

“E sabemos disso, não é mesmo? Qual leitor sincero da Bíblia já não se deparou com textos que parecem estranhos e difíceis de entender? Certamente, em algum momento, todos já tivemos essa experiência.”1

“Por isso, examinaremos nesta semana, não tanto textos difíceis em si, mas quais podem ser as razões para esses desafios e de que maneira, como fiéis investigadores da verdade da Palavra de Deus, podemos solucioná-los. Algumas dessas declarações desafiadoras podem nunca ser esclarecidas aqui na Terra. Ao mesmo tempo, a maioria dos textos da Bíblia não apresenta dificuldade, e não devemos permitir que um pequeno número de textos difíceis enfraqueça nossa confiança na fidedignidade e autoridade da Palavra de Deus como um todo.”1

Sábado, 13 de junho de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Com interpretar as Escrituras Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 500, abr. mai. jun. 2020. Adulto, Professor. 

A Bíblia e as profecias – Estudo adicional

Lições da Bíblia

Leia, de Clifford Goldstein, 1844: Uma explicação simples das principais profecias de Daniel (Casa Publicadora Brasileira) e encontre mais informações sobre a profecia dos 2.300 dias. Veja também http://1844madesimple.org. Estude o quadro abaixo:

Daniel 7Daniel 8
Babilônia (leão)——-
Média-Pérsia (urso)Média-Pérsia (carneiro)
Grécia (leopardo)Grécia (bode)
Roma pagã (quarto animal)Roma pagã (o chifre se move horizontalmente)
Roma papal (chifre pequeno)Roma papal (o chifre se move verticalmente)
Juízo no CéuPurificação do Santuário Celestial

“É crucial que a cena do juízo (Dn 7), que ocorre após 1.260 anos de perseguição (Dn 7:25), representa o mesmo que a purificação do santuário (Dn 8:14). E essa cena de juízo no Céu leva, em última análise, ao estabelecimento do reino de Deus. Por isso, temos uma evidência bíblica da importância que a Bíblia dá a Daniel 8:14 e ao evento que esse texto anuncia.”1

Perguntas para consideração

“1. O método historicista é revelado em Daniel 2: uma sequência ininterrupta de impérios começa na Antiguidade e termina com o reino de Deus. O Senhor nos deu a chave para interpretar as profecias. Poucos usam o método historicista. O que isso mostra sobre a condição do cristianismo? Por que esse fato confirma a relevância da mensagem adventista?”1

“2. Você entende as 2.300 tardes e manhãs? Se não, deseja estudá-la para compartilhar? Surpreenda-se com a solidez da nossa interpretação profética.”1

“3. Leia Daniel 7:18, 21, 22, 25, 27. O que o poder do chifre pequeno faz com os santos? O que o Senhor faz por eles? Quais são as boas-novas para os santos em relação ao juízo?”1

Sexta-feira, 12 de junho de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Com interpretar as Escrituras Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 500, abr. mai. jun. 2020. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Tipologia como profecia

Lições da Bíblia

“Os símbolos das profecias apocalípticas, como os encontrados em Daniel e Apocalipse, têm um único cumprimento. Por exemplo, o bode se cumpriu na Grécia, um reino singular (Dn 8:21). Afinal de contas, o texto o nomeou para nós! Isso poderia ser mais claro?

Contudo, a tipologia se concentra em pessoas, eventos ou instituições reais do Antigo Testamento, fundamentados em uma realidade histórica, mas que apontam para uma realidade maior no futuro. O uso da tipologia como método de interpretação remonta a Jesus e aos escritores do Novo Testamento e se encontra até mesmo no Antigo Testamento. O único guia para reconhecer um tipo e antítipo é quando um escritor inspirado das Escrituras os identifica.”1

“6. Leia 1 Coríntios 10:1-13. A quais eventos na História Paulo se referiu quando admoestou a igreja de Corinto? Como isso se relaciona conosco hoje?”1

1 Coríntios 10:1-13 (ARA)2: “1 Ora, irmãos, não quero que ignoreis que nossos pais estiveram todos sob a nuvem, e todos passaram pelo mar,tendo sido todos batizados, assim na nuvem como no mar, com respeito a Moisés.Todos eles comeram de um só manjar espirituale beberam da mesma fonte espiritual; porque bebiam de uma pedra espiritual que os seguia. E a pedra era Cristo. 5 Entretanto, Deus não se agradou da maioria deles, razão por que ficaram prostrados no deserto. 6 Ora, estas coisas se tornaram exemplos para nós, a fim de que não cobicemos as coisas más, como eles cobiçaram. 7 Não vos façais, pois, idólatras, como alguns deles; porquanto está escrito: O povo assentou-se para comer e beber e levantou-se para divertir-se. 8 E não pratiquemos imoralidade, como alguns deles o fizeram, e caíram, num só dia, vinte e três mil. 9 Não ponhamos o Senhor à prova, como alguns deles já fizeram e pereceram pelas mordeduras das serpentes. 10 Nem murmureis, como alguns deles murmuraram e foram destruídos pelo exterminador. 11 Estas coisas lhes sobrevieram como exemplos e foram escritas para advertência nossa, de nós outros sobre quem os fins dos séculos têm chegado. 12 Aquele, pois, que pensa estar em pé veja que não caia. 13 Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar.”

“Paulo se referiu à realidade histórica do Êxodo e desenvolveu uma tipologia com base na experiência dos antigos hebreus no deserto. Ele mostrou que Deus, que inspirou Moisés a registrar esses eventos, tinha a intenção de que essas coisas fossem ‘exemplos para nós’ (1Co 10:6), exortando, assim, o Israel espiritual a suportar a tentação enquanto vive nos últimos dias.”1

7. Leia as passagens abaixo e anote cada tipo e o seu cumprimento antitípico, conforme descritos por Jesus e pelos escritores do Novo Testamento:1

Mt 12:40 (ARA)2: “Porque assim como esteve Jonas três dias e três noites no ventre do grande peixe, assim o Filho do Homem estará três dias e três noites no coração da terra.” (Jonas permaneceu três dias e três noites no grande peixe; Jesus esteve morto por três dias).

Jo 19:36 (ARA)2: “E isto aconteceu para se cumprir a Escritura: Nenhum dos seus ossos será quebrado.” (os ossos de Jesus não seriam quebrados).

Jo 3:14, 15 (ARA)2: “14 E do modo por que Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do Homem seja levantado, 15 para que todo o que nele crê tenha a vida eterna.” (Jesus seria levantado assim como Moisés havia levantado a serpente no deserto).

Rm 5:14 (ARA)2: “Entretanto, reinou a morte desde Adão até Moisés, mesmo sobre aqueles que não pecaram à semelhança da transgressão de Adão, o qual prefigurava aquele que havia de vir.” (Adão prefigurava Aquele que havia de vir).

Jo 1:29 (ARA)2: “No dia seguinte, viu João a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” (João Batista identificou Jesus como o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo).

Em cada um desses casos, Jesus e os escritores do Novo Testamento aplicaram a interpretação de tipo e antítipo que permite que o significado profético se destaque. Dessa maneira, eles apontam para um cumprimento maior da realidade histórica.

Pense no serviço do santuário terrestre, que funcionava como tipo do plano da salvação. O que isso ensina sobre a importância da mensagem do santuário para nós hoje?

Peça que o Senhor lhe dê um coração puro.

Quinta-feira, 11 de junho de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Com interpretar as Escrituras Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 500, abr. mai. jun. 2020. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

O juízo investigativo

Lições da Bíblia

“O esboço profético estudado nesta semana tem encontrado apoio majoritário entre historicistas protestantes desde a Reforma. Porém, somente com o movimento milerita, no início dos anos 1800, os 2.300 dias e o juízo investigativo foram reconsiderados. Veja o seguinte gráfico:”1

Daniel 7Daniel 8
Babilônia (leão)——-
Média-Pérsia (urso)Média-Pérsia (carneiro)
Grécia (leopardo)Grécia (bode)
Roma pagã (quarto animal)Roma pagã (o chifre se move horizontalmente)
Roma papal (chifre pequeno)Roma papal (o chifre se move verticalmente)

“5. Leia Daniel 7:9-14; 8:14, 26. O que estava acontecendo no Céu? Assinale a alternativa correta:”1

Daniel 7:9-14 (ARA)2: “9 Continuei olhando, até que foram postos uns tronos, e o Ancião de Dias se assentou; sua veste era branca como a neve, e os cabelos da cabeça, como a pura lã; o seu trono eram chamas de fogo, e suas rodas eram fogo ardente. 10 Um rio de fogo manava e saía de diante dele; milhares de milhares o serviam, e miríades de miríades estavam diante dele; assentou-se o tribunal, e se abriram os livros. 11 Então, estive olhando, por causa da voz das insolentes palavras que o chifre proferia; estive olhando e vi que o animal foi morto, e o seu corpo desfeito e entregue para ser queimado. 12 Quanto aos outros animais, foi-lhes tirado o domínio; todavia, foi-lhes dada prolongação de vida por um prazo e um tempo. 13 Eu estava olhando nas minhas visões da noite, e eis que vinha com as nuvens do céu um como o Filho do Homem, e dirigiu-se ao Ancião de Dias, e o fizeram chegar até ele. 14 Foi-lhe dado domínio, e glória, e o reino, para que os povos, nações e homens de todas as línguas o servissem; o seu domínio é domínio eterno, que não passará, e o seu reino jamais será destruído.”

Daniel 8:14, 26 (ARA)2: “14 Ele me disse: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado. […] 26 A visão da tarde e da manhã, que foi dita, é verdadeira; tu, porém, preserva a visão, porque se refere a dias ainda mui distantes.”

A.(  ) Uma cena de juízo.
B.(  ) Uma festa do Cordeiro.

Resposta sugestiva: Alternativa A.

“Em Daniel 7 e 8, o juízo acontece após o período de perseguição medieval, que terminou em 1798 com a prisão do papa Pio VI pelo general Berthier (Ap 13:3). O juízo ocorre no Céu, onde ‘assentou-se o tribunal’ (Dn 7:10, 13). Essa cena ocorre depois de 1798, antes da segunda vinda de Jesus.”1

“O juízo em Daniel 7 está em paralelo com a purificação do santuário (Dn 8:14). Os dois capítulos falam sobre a mesma coisa. O tempo dessa purificação, que é a terminologia do Dia da Expiação, é de 2.300 tardes e manhãs, ou dias. Com o princípio do dia/ano, esses dias representam 2.300 anos.”1

“O ponto de partida dos 2.300 anos é a profecia das 70 semanas (490 anos), que é ‘cortada’ (chatak) da visão dos 2.300 dias (Dn 9:24). Muitos estudiosos veem a profecia dos 2.300 dias (anos) e a profecia das 70 semanas (490 anos) de Daniel 9:24-27 como uma mesma profecia, sendo esta última a parte inicial da primeira. O verso seguinte à profecia das 70 semanas, Daniel 9:25, apresenta o início do período de tempo: ‘desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém’. Esse evento ocorreu no ‘sétimo ano do rei Artaxerxes’ (Ed 7:7), ou 457 a.C. Se contarmos 2.300 anos a partir dessa data, chegaremos a 1844, que não é muito depois de 1798 e precede a segunda vinda de Jesus. Foi quando Cristo entrou no santíssimo e começou a obra de intercessão e purificação do santuário. Veja o gráfico no estudo de sexta-feira.”1

Quarta-feira, 10 de junho de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Com interpretar as Escrituras Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 500, abr. mai. jun. 2020. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Identificando o chifre pequeno

Lições da Bíblia

“Durante séculos, os reformadores protestantes identificaram o poder do chifre pequeno em Daniel 7 e 8 como a igreja romana. Por quê?”1

“4. Leia Daniel 7:1-25; 8:1-13. Quais são as características comuns do chifre pequeno em ambos os capítulos? Como podemos identificá-lo?”1

Daniel 7:1-25 (ARA)2: “1 No primeiro ano de Belsazar, rei da Babilônia, teve Daniel um sonho e visões ante seus olhos, quando estava no seu leito; escreveu logo o sonho e relatou a suma de todas as coisas. 2 Falou Daniel e disse: Eu estava olhando, durante a minha visão da noite, e eis que os quatro ventos do céu agitavam o mar Grande. 3 Quatro animais, grandes, diferentes uns dos outros, subiam do mar. 4 O primeiro era como leão e tinha asas de águia; enquanto eu olhava, foram-lhe arrancadas as asas, foi levantado da terra e posto em dois pés, como homem; e lhe foi dada mente de homem. 5 Continuei olhando, e eis aqui o segundo animal, semelhante a um urso, o qual se levantou sobre um dos seus lados; na boca, entre os dentes, trazia três costelas; e lhe diziam: Levanta-te, devora muita carne. 6 Depois disto, continuei olhando, e eis aqui outro, semelhante a um leopardo, e tinha nas costas quatro asas de ave; tinha também este animal quatro cabeças, e foi-lhe dado domínio. 7 Depois disto, eu continuava olhando nas visões da noite, e eis aqui o quarto animal, terrível, espantoso e sobremodo forte, o qual tinha grandes dentes de ferro; ele devorava, e fazia em pedaços, e pisava aos pés o que sobejava; era diferente de todos os animais que apareceram antes dele e tinha dez chifres. 8 Estando eu a observar os chifres, eis que entre eles subiu outro pequeno, diante do qual três dos primeiros chifres foram arrancados; e eis que neste chifre havia olhos, como os de homem, e uma boca que falava com insolência. 9 Continuei olhando, até que foram postos uns tronos, e o Ancião de Dias se assentou; sua veste era branca como a neve, e os cabelos da cabeça, como a pura lã; o seu trono eram chamas de fogo, e suas rodas eram fogo ardente. 10 Um rio de fogo manava e saía de diante dele; milhares de milhares o serviam, e miríades de miríades estavam diante dele; assentou-se o tribunal, e se abriram os livros. 11 Então, estive olhando, por causa da voz das insolentes palavras que o chifre proferia; estive olhando e vi que o animal foi morto, e o seu corpo desfeito e entregue para ser queimado. 12 Quanto aos outros animais, foi-lhes tirado o domínio; todavia, foi-lhes dada prolongação de vida por um prazo e um tempo. 13 Eu estava olhando nas minhas visões da noite, e eis que vinha com as nuvens do céu um como o Filho do Homem, e dirigiu-se ao Ancião de Dias, e o fizeram chegar até ele. 14 Foi-lhe dado domínio, e glória, e o reino, para que os povos, nações e homens de todas as línguas o servissem; o seu domínio é domínio eterno, que não passará, e o seu reino jamais será destruído. 15 Quanto a mim, Daniel, o meu espírito foi alarmado dentro de mim, e as visões da minha cabeça me perturbaram. 16 Cheguei-me a um dos que estavam perto e lhe pedi a verdade acerca de tudo isto. Assim, ele me disse e me fez saber a interpretação das coisas: 17 Estes grandes animais, que são quatro, são quatro reis que se levantarão da terra. 18 Mas os santos do Altíssimo receberão o reino e o possuirão para todo o sempre, de eternidade em eternidade. 19 Então, tive desejo de conhecer a verdade a respeito do quarto animal, que era diferente de todos os outros, muito terrível, cujos dentes eram de ferro, cujas unhas eram de bronze, que devorava, fazia em pedaços e pisava aos pés o que sobejava; 20 e também a respeito dos dez chifres que tinha na cabeça e do outro que subiu, diante do qual caíram três, daquele chifre que tinha olhos e uma boca que falava com insolência e parecia mais robusto do que os seus companheiros. 21 Eu olhava e eis que este chifre fazia guerra contra os santos e prevalecia contra eles, 22 até que veio o Ancião de Dias e fez justiça aos santos do Altíssimo; e veio o tempo em que os santos possuíram o reino. 23 Então, ele disse: O quarto animal será um quarto reino na terra, o qual será diferente de todos os reinos; e devorará toda a terra, e a pisará aos pés, e a fará em pedaços. 24 Os dez chifres correspondem a dez reis que se levantarão daquele mesmo reino; e, depois deles, se levantará outro, o qual será diferente dos primeiros, e abaterá a três reis. 25 Proferirá palavras contra o Altíssimo, magoará os santos do Altíssimo e cuidará em mudar os tempos e a lei; e os santos lhe serão entregues nas mãos, por um tempo, dois tempos e metade de um tempo.”

Daniel 8:1-13 (ARA)2: “1 No ano terceiro do reinado do rei Belsazar, eu, Daniel, tive uma visão depois daquela que eu tivera a princípio. 2 Quando a visão me veio, pareceu-me estar eu na cidadela de Susã, que é província de Elão, e vi que estava junto ao rio Ulai. 3 Então, levantei os olhos e vi, e eis que, diante do rio, estava um carneiro, o qual tinha dois chifres, e os dois chifres eram altos, mas um, mais alto do que o outro; e o mais alto subiu por último. 4 Vi que o carneiro dava marradas para o ocidente, e para o norte, e para o sul; e nenhum dos animais lhe podia resistir, nem havia quem pudesse livrar-se do seu poder; ele, porém, fazia segundo a sua vontade e, assim, se engrandecia. 5 Estando eu observando, eis que um bode vinha do ocidente sobre toda a terra, mas sem tocar no chão; este bode tinha um chifre notável entre os olhos; 6 dirigiu-se ao carneiro que tinha os dois chifres, o qual eu tinha visto diante do rio; e correu contra ele com todo o seu furioso poder. 7 Vi-o chegar perto do carneiro, e, enfurecido contra ele, o feriu e lhe quebrou os dois chifres, pois não havia força no carneiro para lhe resistir; e o bode o lançou por terra e o pisou aos pés, e não houve quem pudesse livrar o carneiro do poder dele. 8 O bode se engrandeceu sobremaneira; e, na sua força, quebrou-se-lhe o grande chifre, e em seu lugar saíram quatro chifres notáveis, para os quatro ventos do céu. 9 De um dos chifres saiu um chifre pequeno e se tornou muito forte para o sul, para o oriente e para a terra gloriosa. 10 Cresceu até atingir o exército dos céus; a alguns do exército e das estrelas lançou por terra e os pisou.11 Sim, engrandeceu-se até ao príncipe do exército; dele tirou o sacrifício diário e o lugar do seu santuário foi deitado abaixo. 12 O exército lhe foi entregue, com o sacrifício diário, por causa das transgressões; e deitou por terra a verdade; e o que fez prosperou. 13 Depois, ouvi um santo que falava; e disse outro santo àquele que falava: Até quando durará a visão do sacrifício diário e da transgressão assoladora, visão na qual é entregue o santuário e o exército, a fim de serem pisados?

“Existem sete características comuns entre o chifre pequeno de Daniel 7 e o de Daniel 8: (1) ambos são descritos como um chifre; (2) ambos são poderes perseguidores (Dn 7:21, 25; 8:10, 24); (3) ambos são blasfemos e exaltam a si mesmos (Dn 7:8, 20, 25; 8:10, 11, 25); (4) ambos têm como alvo o povo de Deus (Dn 7:25, 8:24); (5) ambos têm aspectos de sua atividade descritos pelo tempo profético (Dn 7:25; 8:13, 14); (6) ambos se estendem até o fim dos tempos (Dn 7:25, 26; 8:17, 19); e (7) ambos devem ser destruídos de maneira sobrenatural (Dn 7:11, 26; 8:25).”1

“A História identifica o primeiro reino como Babilônia (Dn 2:38), o segundo como a Média-Pérsia (Dn 8:20) e o terceiro como a Grécia (Dn 8:21). A História mostra, de maneira incontestável, que depois desses impérios mundiais vem Roma.”1

“Em Daniel 2, o ferro que representa Roma continua nos pés de ferro misturado com barro; isto é, até o fim dos tempos. O chifre pequeno de Daniel 7 surge do quarto animal, mas permanece como parte desse quarto animal.”1

“Qual poder surgiu de Roma e exerceu influência político-religiosa por pelo menos 1.260 anos? Apenas um poder se encaixa na História e na profecia: o papado, que chegou ao poder entre as dez tribos bárbaras da Europa e exterminou três delas. Esse poder era ‘diferente dos primeiros’ (Dn 7:24), indicando sua singularidade em comparação com as outras tribos. O papado falava ‘palavras contra o Altíssimo’ (Dn 7:25) e ­’engrandeceu-se até ao príncipe do exército’ (Dn 8:11), usurpando a função de Jesus e ­substituindo-a pela figura do papa. Durante a Contrarreforma, o papado cumpriu a profecia de perseguir ‘os santos do Altíssimo’ e lançar por terra ‘alguns do exército’ (Dn 8:10), quando os protestantes foram massacrados. O papado buscou ‘mudar os tempos e a Lei’ ao remover o segundo mandamento e mudar o sábado para o domingo.”1

“Em Daniel 2, 7 e 8, depois da Grécia, surge um poder que subsiste até o fim dos tempos. Qual poder seria esse, senão Roma, agora em seu estágio papal? Não importa quanto seja politicamente incorreto, por que esse é um ensinamento fundamental das três mensagens angélicas e, portanto, um elemento crucial da verdade presente?”1

Terça-feira, 09 de junho de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Com interpretar as Escrituras Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 500, abr. mai. jun. 2020. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

O princípio do dia/ano

Lições da Bíblia

“Uma das chaves interpretativas do historicismo é o princípio do dia/ano. Ao longo dos séculos, muitos estudiosos aplicaram esse princípio às profecias de tempo de Daniel e Apocalipse. Eles o retiraram de vários textos fundamentais e do contexto imediato das próprias profecias.”1

“3. Leia Números 14:34 e Ezequiel 4:6, 7. Nesses textos, como Deus explicou o princípio do dia/ano?”1

Números 14:34 (ARA)2: “Segundo o número dos dias em que espiastes a terra, quarenta dias, cada dia representando um ano, levareis sobre vós as vossas iniquidades quarenta anos e tereis experiência do meu desagrado.”

Ezequiel 4:6, 7 (ARA)2: “6 Quando tiveres cumprido estes dias, deitar-te-ás sobre o teu lado direito e levarás sobre ti a iniquidade da casa de Judá. 7 Quarenta dias te dei, cada dia por um ano. Voltarás, pois, o rosto para o cerco de Jerusalém, com o teu braço descoberto, e profetizarás contra ela.”

“Nesses textos, vemos muito claramente a ideia do princípio do dia/ano. Mas como justificamos o uso desse princípio com algumas profecias de tempo, como em Daniel 7:25 e 8:14, bem como Apocalipse 11:2, 3; 12:6, 14; e 13:5?”1

“Três outros elementos apoiam o princípio do dia/ano nessas profecias de Daniel e Apocalipse: o uso de símbolos, longos períodos de tempo e expressões peculiares.”1

“Primeiramente, a natureza simbólica dos animais e chifres representando os reinos sugere que as expressões de tempo também devam ser entendidas simbolicamente. Os animais e chifres não devem ser considerados de maneira literal. Eles simbolizam outra coisa. Portanto, visto que o restante da profecia é simbólico, não literal, por que deveríamos considerar literais as profecias de tempo? Evidentemente, não devemos.”1

“Em segundo lugar, muitos acontecimentos e reinos descritos nas profecias abrangem um período de muitos séculos, o que seria impossível se as profecias de tempo que as descrevem fossem tomadas literalmente. Aplicando o princípio do dia/ano, o tempo se ajusta aos eventos de maneira precisa, o que seria impossível se as profecias de tempo fossem consideradas literalmente.”1

“Por fim, as expressões peculiares usadas para designar esses períodos de tempo sugerem uma interpretação simbólica. Em outras palavras, não são normais as maneiras pelas quais o tempo é expresso nessas profecias (por exemplo, ‘2.300 tardes e manhãs’, em Daniel 8:14), mostrando-nos que os períodos de tempo descritos devem ser tomados simbolicamente e não literalmente.”1

“Se a profecia das 70 semanas (Dn 9:24-27) fosse literal, o período ‘desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ao Ungido, ao Príncipe’ (Dn 9:25), seria de 69 semanas, ou seja, um ano e quatro meses. A profecia não teria sentido. Os eventos proféticos ficam claros quando aplicamos o princípio do dia/ano, e as 70 semanas se tornam 490 anos?”1

Segunda-feira, 08 de junho de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Com interpretar as Escrituras Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 500, abr. mai. jun. 2020. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.